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A pauta do dia

Esse tempo sem que o Vasco vá à campo é propício para o time treinar e criar mais corpo para as nove rodadas restantes. Como a torcida não joga, o que nos resta fazer é fazer contas, análises e, para os que acreditam, promessas para livrar a equipe da situação em que se encontra.

A tendência das análises agora é ver as vantagens que o Vasco pode ter ao encarar adversários ocupados com a Copa do Brasil. Essa matéria já adiantou o trabalho pra gente: ainda pegaremos os quatro semifinalistas da Copa no Brasileirão, mas pelas datas dos confrontos da semifinal, apenas o São Paulo deve – ou poderá – escalar um time reserva ou misto contra nós. Se o Santos avançar às finais da competição também poderemos aproveitar, já que as datas são próximas. O jogo contra o Palmeiras não será próximo a nenhuma data da Copa do Brasil; já o Flu….bom, contra o nosso cliente vip não precisamos dessa vantagem (ainda que possamos aproveitá-la caso o time do Laranjal avance às finais).

Tudo isso é bem interessante, nos dá mais esperanças de vencer jogos que prometem ser complicados, etc, etc, etc…Mas na realidade, nada disso importa. Como o Vasco não fez o seu trabalho de forma minimamente aceitável ao longo de quase todo o Brasileiro, não pode mais se dar ao luxo de avaliar qual adversário nos trará mais ou menos facilidades. Para escapar da degola, o Vasco precisa ganhar quem aparecer pela sua frente. Ainda falam que esse ano 45 pontos não garante a permanência, e com o reforço dos erros de arbitragem para os times catarinenses, todos ainda com riscos de cair, é bem capaz que a pontuação de corte não seja das mais baixas mesmo. Sendo assim, seja contra times titulares ou reservas, só nos interessa a vitória.

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Contra os times que já terão sua situação definida no campeonato, o mais provável é que somente o Joinville já esteja matematicamente resolvido na competição. Dificilmente os Gambás já terão o título assegurado na 35ª rodada, assim como o Coxa ainda precisará de pontos para se manter na Série A na última rodada.

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leandrãoHá cinco jogos sem balançar a rede adversária, Leandrão admitiu estar ansioso pela sua falta de gols. Na coletiva que deu após o treinamento de ontem, o centroavante reconheceu que, apesar da seca de gols, tem tido as oportunidades e que os companheiros têm ajudado. Segundo o atacante, o jejum não chega a atrapalhar e ele está tranquilo.

Leandrão também falou sobre os prós e contras da parada no Brasileirão: se por um lado é ruim, porque interrompe a boa sequência do time, por outro é bom, já que Jorginho terá mais tempo para treinar a equipe. Nesse momento, o camisa 9 comentou que praticamente não fez treinos táticos desde que chegou ao Vasco.

Tudo bem. Mas espero que a falta de treinos táticos não sirva como desculpa. Os gols que o Leandrão perdeu contra a mulambada e contra o Avaí não se justificam por falta de treinos táticos. Foram lances que um atacante profissional não pode perder de maneira nenhuma, um atacante do Vasco, então, ainda menos.

Se o período sem jogos ajudar o Leandrão a fazer as pazes com os gols, ótimo. Se ele continuar perdendo chances que podem decidir uma partida à nosso favor (como contra o Avaí), não vai ter treino que ajude a prolongar seu prazo de validade na equipe.

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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Haja fé

Jorginho não confirmou o time titular para partida de volta contra o São Paulo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, que acontece logo mais na Arena Maracanã. Mas qualquer que seja a escalação, uma coisa ficará clara: o erro estratégico da comissão técnica no jogo de ida.

Todo vascaíno sabe que, nesse sofrido segundo semestre, a única prioridade possível para o Vasco é a permanência na Série A. Diretoria, Jorginho, jogadores e até os roupeiros sabem disso melhor que qualquer um. Ainda assim, nosso técnico escalou o time titular no jogo da ida. Como resultado, desgastamos um pouco mais o time principal e não evitamos uma derrota que praticamente inviabilizou a classificação na segunda partida.

Para fazer isso, teria sido melhor fazer o que fará hoje: levar os reservas e contar com a vontade de cada um deles em mostrar serviço ao treinador. Poderíamos ter perdido pelos mesmos 3 a 0 ou até por um placar maior, mas isso não mudaria em muita coisa a situação de hoje. E os titulares teriam se poupado da viagem e do cansaço do jogo.

Agora, reflitam: se nossos titulares tomaram uma cipoada dos cervídeos no jogo de ida (mesmo considerando o fato de termos jogado na casa do adversário), quais são as chances dos nossos reservas conseguirem reverter a vantagem tricolor? Antes de responderem a essa pergunta, lembrem-se que provavelmente teremos em campo hoje jogadores como Christianno, Seymour, Riascos e Herrera. Complicado, né não?

É muito triste fazer um post tão derrotista, mas convenhamos, essa é a realidade dos fatos. Uma classificação diante do São Paulo hoje entraria para a história do clube como uma das mais espetaculares viradas do Vasco, a meu ver, maior até que a da final da Mercosul. Naquele jogo não tivemos os 90 minutos que teremos hoje para inverter o placar. Por outro lado, também não temos Romário, Euller, Juninhos, Helton e companhia.

Pode não ser impossível, como nenhum resultado em futebol é. Mas como eu disse no post de ontem, é preciso ter uma fé tão inabalável que nem o mais xiita dos euriquistas conseguiria ter.

Copa do Brasil 2015

Vasco x São Paulo

Jordi, Bruno Ferreira, Rafael Vaz, Jomar e Christiano; Guiñazu, Lucas, Seymour (Thalles ou Renato Kayzer) e Emanuel Biancucchi; Riascos, Herrera.

Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Thiago Mendes, Carlinhos e Wesley; Ganso; Wilder e Alexandre Pato.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Juan Carlos Osorio.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 30/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA). Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O canal Fox Sports transmite para seus assinantes em todo país.

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Antes que alguém reclame que, já que vamos com o time reserva, o Jorginho poderia testar a molecada da base, vale lembrar que nosso time de juniores também está disputando a Copa do Brasil (sub-20) e decide uma vaga nas oitavas-de-final na competição com o Atlético-GO, em São Januário.

Com isso, mesmo que o Jorginho quisesse testar promessas como Bruno Cosendey e Mateus Vital ou dar mais uma chance para Matheus Índio e Lorran, não poderia. Evander e Andrey também não poderiam atuar hoje, já que estão servindo à seleção sub-17.

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Então é assim: Rafael Silva é acusado de ter chamado o árbitro de fanfarrão e ladrão. Vai a julgamento e pega um gancho de quatro jogos.

Emerson Sheik, reincidente em casos de ofensas à árbitros, diz em cadeia nacional “Esse juiz é uma merda!“. Vai a julgamento e pega um jogo de suspensão.

Eis o STJD atuando como sempre: para os amigos tudo. Para o Vasco, os rigores da lei.

O departamento jurídico do Vasco ainda pode entrar com recurso. Será uma boa oportunidade para mostrar a tão propalada competência que  os defensores da diretoria gostam tanto de falar. Se ela não apareceu na primeira instância, quem sabe apareça agora.

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A pauta do dia

Vasco x São Paulo – como resolvemos não jogar no Morumbi, as coisas ficaram complicadas demais na Copa do Brasil. Para esperar que consigamos a proeza de enfiar três gols na bambilândia sem sofrer nenhum (e isso pra levar a disputa pros pênaltis) é preciso ter uma fé tão inabalável no time que nem o euriquista mais xiita consegue ter. Diante disso, e como o time terá que viajar para um jogo chave no próximo domingo, o ideal seria Jorginho escalar um time reserva, de preferência cheio de garotos. Assim, pouparíamos os titulares, daríamos uma moral para a molecada e teríamos um time mais jovem e vigoroso, sem a responsabilidade de reverter uma vantagem gigantesca para o adversário.

Mesmo que não entreguemos os pontos em definitivo nessa disputa com os tricoletes paulistas, a situação ficou muito complicada e devemos priorizar a permanência na elite. É uma pena, já que a Copa do Brasil era a última chance do Vasco diminuir um pouco o vexame que está sendo o segundo semestre do time.  Mas se lembrarmos do retrospecto dessa diretoria na competição, chegar às quartas de final e cair diante do São Paulo (e não dos Baraúnas e XV de Campo Bom da vida) nem é tão mal.

info-vascoBrasileirão em matéria publicada hoje n’O Globo, o jornal recalcula a trajetória que o Vasco precisa fazer para se manter na Série A, relembrando que até agora, o time superou as expectativas de matéria similar feita algumas rodadas atrás. Nessa terça, o jornal aponta quais jogos devemos ganhar, os que um empate seria bom resultado e as derrotas que parecem inevitáveis. Mas, exatamente como boa parte da nossa torcida também faz, aparentemente levando em consideração apenas os retrospectos dos nossos adversários e os jogos em casa ou fora como critérios determinantes.

Acho isso um equívoco. Não se pode ignorar os objetivos de cada equipe na competição, o que me parece tão importante quanto os outros critérios. Por exemplo: a projeção da matéria prevê empates contra os gambás (casa) e Coxa (fora). Essa previsão ignora que, até a 35ª rodada o Curíntia já pode estar com o título nas mãos e que o Coritiba pode depender de uma vitória na última rodada. Nesse cenário, me parece muito mais fácil bater os paulistas e ter uma pedreira no Couto Pereira. Assim como taxar uma derrota para o Palmeiras (fora) na 34ª rodada e uma vitória contra o Avaí (fora) domingo me parece uma avaliação que não leva em consideração o que cada adversário busca na competição.

De qualquer forma, tudo isso é especulação. Em duas ou três rodadas tudo pode mudar. Podemos já estar numa posição menos complicada e outros times podem passar a correr risco de queda. E, vale lembrar: a conta para O Globo é de 46 pontos. Acredito que a marca de corte deva ser um pouco menor.

Ronaldinho_Flu_1Ronaldinho Gaúcho – é sempre engraçado zoar os tricoletes. Se o motivo for ver mais uma das suas artimanhas pra cima do Vasco dando errado, melhor ainda. Mas não custa lembrar: o erro em contratar o Ronaldinho Gaúcho bem poderia ser nosso. E se dependesse apenas do desejo do nosso presidente, quem estaria lamentando (e sendo zoado) agora seríamos nós. Seria mais uma contratação equivocada da nossa diretoria entre tantas já feitas esse ano.

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Reincorporando o Rothbol

O primeiro tempo feito pelo Vasco na derrota por 3 a 0 para o São Paulo foi tão equivocado que o torcedor mais paranoico pode até imaginar que foi proposital. Para esses vascaínos, uma queda tão brusca de rendimento do time e do seu treinador só poderia ter sido intencional.

Comecemos pelas escolhas do Jorginho. Aparentemente, o técnico vascaíno fez um curso rápido de Rothbol antes da partida: encheu o meio de campo de volantes, tirou um atacante e armou a equipe claramente para segurar um 0 a 0. A formação, nunca executada com os jogadores que foram a campo ontem, foi um fracasso total. Mesmo com cinco malucos na meiuca, o São Paulo chegava ao ataque como queria, sem dar a menor atenção à “marcação” (e bota aspas nisso) feita pelo Vasco.

Não se pode colocar a culpa exclusivamente no Jorginho pelos espaços que o time cedeu ao São Paulo. Mas só mesmo um homem de muita fé para armar o time com três volantes, dois meias não muito velozes e Herrara sozinho na frente e esperar que, milagrosamente, as coisas dessem certo.

Não deram. O São Paulo fez o que quis no primeiro tempo, nossas chances no contragolpe foram mínimas e o jogo foi decidido ainda na etapa inicial, com dois gols do Pato: o primeiro, quando teve toda liberdade para chutar de fora da área e o segundo, com uma sobra de bola após uma bateção de cabeça generalizada da defesa.

Jorginho tentou mudar a cara do time no intervalo e até conseguiu fazer o time jogar melhor, mesmo considerando que, com a vantagem, os cervídeos não precisassem buscar o gol como fizeram no primeiro tempo. Se não chegamos a melhorar defensivamente, com as entradas de Julio dos Santos (no lugar do Rafael Vaz), Thalles (Bruno Gallo) e Riascos (Herrera) pelo menos passamos a atacar minimamente, em alguns momentos, até mais que os donos da casa.

Mas aí, já era tarde. A vantagem do adversário era grande demais, nossa incapacidade em ameaça-lo também era grande e o cansaço do time ainda maior. Mesmo com o São Paulo desacelerando e com a saída do Pato, ainda vimos a vantagem dos donos da casa aumentar. O lance do terceiro gol, em que o veterano Júlio César é bagunçado enquanto tentava dar um combate em câmera lenta foi o retrato do Vasco ontem.

Se formos olhar pelo lado positivo, agora não temos mais porque nos preocuparmos com a Copa do Brasil. Reverter a vantagem tricolor em São Januário é impossível? Não, mas as chances são tão remotas que nem precisam ser consideradas. E com isso, podemos voltar todas as atenções para a recuperação no Brasileiro, uma missão ainda muito difícil, mas factível de ser cumprida. Isso, claro, se o Jorginho não resolver incorporar o Celso Roth também no Brasileirão.

As atuações…

Martin Silva – evitou que sofrêssemos uma derrota por um placar vergonhoso.

Madson – um zero à esquerda na marcação, um incapaz no apoio.

Rodrigo – como foi quem mais roubou bolas e quem mais finalizou pelo Vasco (DUAS vezes), deve ter sido o melhor do time. O que não significa muito.

Luan – foi um observador passivo no lance do gol do Luís Fabiano.

Julio Cesar – humilhado no lance do terceiro gol.

Rafael Vaz – não foi de muita ajuda ao tentar conter os avanços do meio de campo são-paulino. Saiu no intervalo para a entrada do Julio dos Santos, que diante das circunstâncias, foi até bem. Pelo menos ajudou o time a ser um pouco mais ofensivo (apesar da lentidão de sempre).

Serginho – outro constantemente envolvido pelo toque de bola tricolete.

Bruno Gallo – sua pior partida desde a volta ao time. Errou tudo o que tentou. Thalles entrou em seu lugar e mesmo sem conseguir ser muito efetivo, foi o atacante mais perigoso do time.

Andrezinho – não conseguiu ajudar a fechar os espaços pelo meio e nem acertou os passes decisivos que tentou.

Nenê – esperei ver o que tantos torcedores enxergam para defende-lo. Sigo ignorando a razão dele ter um fã clube tão fiel.

Herrera – com alguém jogando ao seu lado já é complicado. Sozinho e só recebendo bolas esticadas, ficaria impossível. Perdeu uma grande chance com uma sobra de bola na pequena área. Riascos ao menos trouxe maior movimentação ao ataque (mas não podemos ignorar que ele entrou quando o time resolveu pelo menos tentar chegar ao gol adversário, o que praticamente não fez com Herrera em campo).

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Prioridade não tão prioritária

blog72Na Copa do Brasil, o Vasco disputa um título que já tem e uma vaga na Libertadores; No Brasileiro, temos 10 jogos para reverter uma vantagem de oito pontos para o primeiro time fora do Z4. Comparando a pressão das duas situações, uma partida pela Copa do Brasil pode até ser considerada uma espécie de folga, uma pausa para o time relaxar um pouco.

Por outro lado, o Vasco é o Vasco, e seja qual for a competição, um clube com a sua grandeza tem que entrar para disputar o título (mesmo que as últimas gestões raramente tenham colaborado para isso). Sendo assim, o jogo de logo mais contra o São Paulo deve ser levado muito à sério.

No primeiro turno do Brasileiro, os cervídeos paulistas sapecaram o Vasco de Celso Roth, mas não podemos esquecer que o placar poderia ser diferente se Riascos não tivesse entrado para o Guiness como jogador a perder mais chances claras de gol em uma única partida. A impressão deixada foi a de que, mesmo com uma óbvia superioridade, o tricolete paulistano faria um jogo parelho com o fracassado Rothbol se tivéssemos um ataque com um mínimo de competência.

Só que agora a história é outra. Há outro treinador, outros jogadores e, como se trata de uma competição diferente, outro peso sobre os ombros vascaínos. E também vivemos um outro momento: o Vasco cresce de produção e o São Paulo vem de tropeços no Brasileirão. Diante disso, não há motivos para não crermos que podemos conseguir hoje um resultado que nos ajude a confirmar a vaga no jogo da volta no Rio.

Osório, o treinador adversário, fechou os treinos e não confirmou a equipe de hoje. Jorginho também não, mas deu algumas pistas de como escalará o time. Sem contar com o Leandrão (que não está inscrito na competição) ou Rafael Silva (contundido), o técnico vascaíno deve ir com apenas um atacante e encher de gente o meio de campo. Jogando fora de casa, nem dá pra reclamar muito de uma formação mais cautelosa. E como quem deve ganhar a vaga no time é o Julio dos Santos, nem dá pra dizer que jogaremos na retranca.

Jorginho optou por levar sua força máxima e isso deixa clara a importância dada à Copa do Brasil. Mas com uma equipe que tem uma missão complicadíssima no Brasileiro, os jogadores devem encarar a disputa pela vaga na semifinal da competição de forma mais leve. O time precisa lembrar que para o Vasco, títulos sempre são prioridade, mas que no momento, há questões mais prioritárias. Deixando a pressão de lado, podemos jogar com calma e, quem sabe, voltar de Sumpaulo com um placar que torne a classificação mais fácil.

Copa do Brasil 2015

São Paulo x Vasco

Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Breno, Thiago Mendes e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato e Luis Fabiano.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Júlio César; Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Herrera (Thalles).

Técnico: Juan Carlos Osorio.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Morumbi. Data: 23/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO). Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).

As Redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (todo o Brasil, exceto RS, PE, SC e Curitiba-PR) transmitem a partida ao vivo. Os canais ESPN Brasil, Fox Sports, Sportv transmitem para seus assinantes.

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Mudando o enredo. De novo.

O enredo foi o mesmo da primeira partida: o presidente adversário aparecendo pra fazer aquela pressão prévia sobre a arbitragem, a imprensa esportiva dando sua contribuição habitual para o clássico (oferecendo todo destaque possível para as provocações, o bom clima e a confiança dos jogadores do outro lado e ressaltando a crise do nosso lado, muitas vezes inventando fatos e criando teorias conspiratórias). Os favoritos, mesmo que a vantagem do empate e o retrospecto recente fossem completamente favoráveis a nós, eram eles.

Mas como não se vence jogo de véspera, o Vasco estragou o final previsto e deu outro final para a trama. Com o empate em 1 a 1, garantimos a vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil e eliminamos a mulambada de uma competição pela segunda vez em 2015.

Não que o clima preparado pela mídia para a partida não tivesse dado resultado. O presidente mulambo apareceu com um dossiê sobre os auxiliares da FERJ?  A CBF escalou então bandeirinhas de fora do Rio. A mulambada ganhou do São Paulo no fim de semana? Era a prova de que o time está se recuperando. Guerreiro falou que “passaria por cima” do Vasco? Repercutiram isso ao máximo. Já sobre o Vasco, além da constante lembrança das poucas chances que temos de nos safarmos no Brasileiro, aparece a história de atrasos salariais (o que foi negado pelo site oficial do euriquismo) e as insinuações sobre uma virada de mesa, que mesmo não tendo qualquer relação conosco, foi descaradamente associada ao clube pelo colunista oficial dos mulambos.

Update: o Danilo me lembrou de mais uma que inventaram às vésperas do jogo: a história do Jorginho e da Santa. O mais legal é que a história começou em um jornal e foi repercutida por outro do mesmo grupo. Sutileza? Esqueçam…

Com isso, mesmo que o Vasco tivesse uma invencibilidade de quatro jogos diante deles e que tivesse a vantagem de empate, o favoritismo recaiu sobre a urubulândia. E a torcida comprou essa ideia, tanto que não compareceu ao estádio na quantidade que a importância da partida pedia.

Com a bola rolando, o próprio time do Vasco pareceu se deixar levar pelo favoritismo fabricado para o Framengo. Diferente do jogo de ida, começou nervoso e se deixando pressionar. E pagamos cedo pela instabilidade inicial, sofrendo um gol com legalidade pra lá de discutível (mostrando que a pressão mulamba sobre a arbitragem funcionou) logo aos cinco minutos.

Mas a equipe começou a mostrar que não permitiria que o enredo criado decidisse o desfecho da história. Enquanto os jogadores rubro-negros começavam a cair como moscas em campo, o Vasco passou a dominar o jogo, marcando melhor e tendo mais passe de bola. Ainda mostramos os mesmos problemas para criar jogadas, e diante de um adversário que parecia satisfeito com o placar desde o começo da partida, não conseguimos criar as chances necessárias para empatar o placar na primeira etapa.

O segundo tempo foi parecido. A mulambada ameaçou pressionar no início, mas dessa vez nos seguramos bem. Seguimos com mais posse de bola, chegamos a criar chances claras de gol (na principal delas, vimos a bola ser tirada em cima da linha no mesmo lance) mas o empate não chegava. Mesmo sem ter a efetividade ofensiva que precisávamos, Jorginho demorou a mexer no time, fazendo sua primeira alteração apenas aos 27 minutos. Mas sua segunda mexida, aos 34, foi decisiva: Rafael Silva entrou no lugar do Jorge Henrique e precisou de dois minutos para empatar o jogo, fazendo o gol que garantiu a classificação.

Os pouco mais de 10 minutos não foram o bastante para a mulambada conseguir o resultado que precisava. Nada mais justo. Durante os 180 minutos, o Vasco foi superior ao seu adversário na maioria do tempo e conquistou a vaga com todos os méritos. Exatamente como fizemos nas semifinais do Estadual desse ano.

Nos manter vivos na Copa do Brasil é muito bom, e melhor ainda passando por cima de um rival. Que esse sucesso sirva como motivação para o resto do ano. Mostrar sempre a mesma atitude que teve diante da mulambada é a única forma que temos para mudar o enredo do rebaixamento, também já dado como certo por todos.

As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol, foi pouco exigido e correspondeu quando necessário. Fez apenas uma defesa que merece destaque, em chute de fora da área, já no segundo tempo.

Madson – não dá pra criticá-lo pelo lance do gol (a não ser pelo azar), mas durante a partida não conseguiu se criar pra cima do garoto mulambo Jorge. Jean Patrick o substituiu nos minutos finais para fechar de vez a lateral direita.

Anderson Salles – firme na zaga, só não marcou de cabeça por conta de um milagre do Paulo Vitor.

Rodrigo – o desempenho de sempre em clássicos. Pena que não joga com a mesma atenção e vontade contra outros adversários.

Christiano – chegou a fazer um cruzamento no primeiro tempo (não acertou, claro, mas pelo menos não foi uma daquelas bombas rasteiras que sempre encontram os adversários, e nunca nossos jogadores) mas foi menos presente no apoio que na primeira partida. Defensivamente deu os moles de sempre.

Guiñazu – o peso dos anos (37 completados ontem) se mostram nas vezes em que não consegue chegar a tempo nas divididas, mas sua atitude combativa serve como exemplo para o resto do time.

Serginho – discretamente vem se tornando o jogador mais regular do time. Não devemos esperar arroubos de criatividade, mas no combate tem se saído muito bem.

Julio dos Santos – no fim das contas, acabou sendo mais um terceiro volante que um armador.  Ajudou mais no combate e fechando os espaços que acertando passes ou criando jogadas.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta até ser decisivo, ao acertar o cruzamento para o gol do Rafael Silva.

Jorge Henrique – digno de nota, apenas uma simulação de pênalti quando poderia ter tentado o arremate. Diferente do primeiro jogo, sua melhor participação na partida foi ter dado lugar ao Rafael Silva, que precisou de apenas dois minutos para mostrar mais uma vez sua estrela em jogos decisivos, marcando em bela cabeçada o gol da classificação.

Riascos – mesmo tendo como justificativa o fato de não ser um centro-avante e de passar a maioria do tempo isolado no ataque, a dúvida é saber se ele apanhou mais do Samir ou da bola. Thalles o substituiu e não fez muito além de dar o primeiro combate na saída de bola mulamba.

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Perguntas:

Quantos jogos de gancho pegará o Sheik por ofender em rede nacional o árbitro da partida?

Qual será o motivo para choramingar do Sr. Bandeira de Mello?

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