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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Vítima perfeita para a virada

Em um mundo perfeito, as últimas dez rodadas do Brasileiro para o Vasco seriam apenas com nossos rivais locais. Com isso teríamos uma verdadeira via expressa Z4-G4, e sairíamos da situação ainda complicadíssima em que estamos com um pé nas costas. O 2 a 1 pra cima do Flamengo é uma comprovação disso: em mais uma demonstração de amarelância digna dos tricoletes, os mulambos perderam mais uma para nós – a QUARTA no ano – e, ainda melhor, com virada de placar. Claro que em um ano como esse de 2015, haveria de ser a urubulândia a ser vítima da nossa primeira virada no Brasileirão.

E olha que nós chegamos a facilitar as coisas para os velas de macumba, entrando em campo com uma formação pra lá de ousada, diferente da que nos garantiu o melhor desempenho do campeonato nas últimas cinco rodadas. Mesmo com a necessidade absoluta de vencer, ninguém esperaria que o Jorginho escalaria, em um clássico, um time sem nenhum volante de combate. A ousadia não deu muito certo no começo. A cobertura às laterais não funcionou e sem o entrosamento ideal, o time não conseguiu parar o rápido time mulambo. Foi assim até eles abrirem o placar, em um lance em que uma sucessão de erros culminou com Luan observando o Sheik, sozinho, empurrar para as redes.

A desvantagem fez com que o Vasco tomasse a iniciativa, mas sem levar algum perigo efetivo ao adversário. O que vimos até o fim do primeiro tempo foi aquela troca de passes pouco produtiva no meio, lançamentos ruins em direção à área e aquelas jogadinhas com o Madson que raramente resultam em algo de útil. A melhor jogada foi numa tabelinha entre Nenê e Leandrão, que não chegou a ser finalizada porque o goleiro Paulo Vitor foi mais rápido que nosso camisa 10.

Apesar de um começo de segunda etapa parecido com a primeira – com o Framengo sendo mais efetivo e finalizando mais vezes – o Vasco voltou melhor. Com uma marcação mais ajustada, passamos a ter o controle da partida e atacar mais. E só precisamos manter essa iniciativa por alguns minutos para conseguir a virada. Antes dos gols, Leandrão desperdiçou uma chance digna do “Prêmio Deivid para Gols Inacreditavelmente Perdidos”, jogando para fora uma bola diante do goleiro batido no lance. Mas minutos depois não teve jeito: o empate veio com uma cobrança de falta bem batida por Rodrigo (que não deu um daqueles bicões sem direção, preferindo um chute colocado) e a viramos com Nenê, marcando seu terceiro gol de pênalti com a armadura cruzmaltina.

Com a vantagem, o Vasco inverteu os papeis no jogo e passou a esperar a mulambada atacar. Mesmo cedendo espaços demais – o que pode ser justificado pelo cansaço do time, com uma idade média bem maior que a do adversário e que lutou muito para reverter o placar – e sofrendo com os rubro-negros rondando constantemente nossa área, não chegamos a correr riscos reais. Nos minutos finais, Jorginho desmontou seu esquema ofensivo, encheu o time de volantes e conseguiu segurar o resultado.

Completar cinco jogos invictos, fazendo a primeira virada justo em cima do nosso maior rival foi importantíssimo, tanto para a moral do time quanto para nossa classificação. Como tivemos uma rodada de sonhos (todos os nossos adversários na briga contra o descenso perderam, exceto o Joinville, que conseguiu um empate), chegamos aos 10 jogos finais da competição a cinco pontos de sairmos do Z4. Mas a empolgação pela vitória no clássico não pode nos desviar do foco principal: nossa situação melhorou sensivelmente, mas ainda é extremamente complicada. As duas próximas rodadas, contra Avaí e Chapecoense, são importantíssimas e não podemos vacilar. E como infelizmente nenhum dos dois é o Framengo, não teremos a facilidade para vencer como temos contra a mulambada.

As atuações

Martin Silva – não chegou a ter muito trabalho no jogo. No lance do gol não poderia fazer muita coisa.

Madson – no gol mulambo, deu muito espaço ao Jorge para fazer o cruzamento, mas lhe faltou cobertura no lance. No apoio, o de sempre: aparece bem no ataque, mas não consegue concluir as jogadas.

Luan – por mais que tenha uma atuação segura ao longo dos jogos, suas desligadas têm comprometido seriamente suas partidas. Ontem, mais uma vez, apenas observou um atacante adversário concluir com sucesso para o nosso gol.

Rodrigo – começou vacilando no gol mulambo, não marcando ninguém no lance. Mas é inegável que cresce nos clássicos e ontem não foi diferente. Marcando o Guerrero de perto, o atacante só conseguiu ser útil numa jogada (justo a do gol mulambo), e de resto foi completamente anulado pelo zagueiro, que ainda marcou o gol de empate com uma rara cobrança de falta bem feita.

Julio Cesar – marcava o Guerrero no lance do gol e não teve impulsão – nem altura – para impedir que ele tocasse para o Sheik. Quando o time ajustou a cobertura às laterais, melhorou.

Bruno Gallo – atuando com personalidade, apagou a péssima atuação contra o São Paulo se desdobrando como principal homem de marcação pelo meio.

Julio dos Santos – no primeiro tempo não conseguiu fazer a cobertura ao Madson, o que foi corrigido na etapa final. Mas não deixa de ser irritante ver a quantidade de bolas perdidas e erros de passe. No fim do jogo foi substituído pelo Guiñazu, que mal teve tempo para tocar na bola.

Andrezinho – demorou a se adaptar às funções defensivas que deveria ter no jogo. Cresceu com o time após sofrermos o gol, e foi o mais lúcido na criação de jogadas.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta, mais uma vez não conseguindo ser a referência criativa do time como deveria. Compensou batendo mais um pênalti com categoria e garantindo a vitória. Cansado e com o time já na intenção de segurar o resultado, cedeu lugar ao Lucas, que ajudou a fechar os espaços pelo meio e ainda arriscou algumas subidas pela esquerda.

Jorge Henrique – outro que cresce em clássicos, correu como um maluco o jogo todo e se superou quando viramos o placar, as vezes até exagerando na vontade ao dar o combate. Saiu nos minutos finais para a entrara de Rafael Vaz, que assim como o Guiña, nem encostou na bola.

Leandrão – foi bem marcado pela zaga mulamba, mas conseguiu fazer algumas boas jogadas como pivô. No segundo tempo perdeu um gol inaceitável para qualquer atacante que se diga profissional. Terminou a partida ajudando o time a segurar o resultado.

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Menos um

A missão ainda é complicadíssima, mas vai se tornando mais factível de ser cumprida. O Sport foi mais um rubro-negro a cair diante do Vasco na Arena Maracanã e a vitória por 2 a 1 nos fez sair da lanterna após nove rodadas. Já ultrapassamos um dos nossos concorrentes na luta pela permanência na elite. Agora faltam três.

Não foi uma atuação de encher os olhos e não apresentamos uma melhora significativa com relação aos últimos quatro jogos. Mas olhando pelo lado positivo, já podemos enxergar algum padrão no time, coisa que ainda não mostramos em todo o campeonato. Algumas limitações não foram superadas, mas é inegável dizer que nosso time não é mais aquela baba com a qual nos acostumamos. Podemos até perder alguns jogos (e isso talvez seja inevitável), mas não será sem dar trabalho ao adversário.

Ontem, por exemplo, já começamos a partida dando muito trabalho ao Sport, abrindo o placar logo no primeiro minuto. O gol foi uma prova do quanto as coisas mudaram: desde a boa troca de passes – de Luan para Andrezinho, depois para Madson e finalmente para Nenê marcar – até a sorte, já que a bola foi duas vezes parcialmente cortada por defensores do Sport e ainda assim acabou nas redes.

O Vasco seguiu jogando bem, mesmo quando o Sport passou a marcar sob pressão nossa saída de bola. Mas isso só durou até a metade da primeira etapa, quando diminuímos o ritmo e perdemos o controle do meio de campo. A marcação adversária passou a ser mais efetiva e o Leão passou a nos incomodar mais. Conseguiram o empate dessa forma, tomando a bola ainda na sua intermediária e partindo em velocidade para o ataque. Nenê perdeu uma bola perto do círculo central, e antes que a defesa vascaína estivesse bem posicionada, o Sport conseguiu igualar o placar, aos 39.

Por sorte voltamos a ficar em vantagem nos primeiros minutos do segundo tempo, com Rafael Vaz marcando de cabeça após escanteio. Isso fez com que o cenário da metade final do etapa inicial se repetisse, com o Sport tomando a iniciativa. O Vasco claramente optou por esperar o contra-ataque para definir o jogo e até poderíamos ter feito isso se não perdêssemos dois gols feitos – um problema que nos acompanha o ano inteiro – com Nenê e Herrera. Mas mesmo sem ampliar a vantagem, conseguimos suportar a pressão do time pernambucano e garantir mais três pontos.

Foi uma vitória importantíssima, até porque a rodada não foi das melhores para os nossos objetivos. A distância para o 16º lugar diminuiu, mas apenas um ponto. E isso torna o jogo de domingo que vem contra a mulambada ainda mais decisivo, já que todos nossos adversários ou jogam fora de casa ou encaram os líderes do campeonato. Hoje temos menos um time à nossa frente e temos que manter esse ritmo para superarmos os outros três que precisamos ultrapassar.

As atuações…

Martín Silva – nas poucas vezes em que foi exigido, se saiu bem. No gol sofrido, nada podia fazer.

Madson – segue incapaz de finalizar qualquer jogada de apoio com um passe ou cruzamento aceitável (mesmo o passe que deu para o gol do Nenê foi parcialmente interceptado e indo parar nos pés do meia por sorte). E mesmo que eventualmente a direita fique mais vulnerável, tem se esforçado para melhorar sua parte defensiva.

Luan – no lance do gol tomou uma bola nas costas, mas o contra-ataque foi rápido e lhe faltou cobertura. No resto não chegou a comprometer, mas continua confiando demais na sua capacidade como lançador.

Rafael Vaz – poderia ter feito a cobertura ao Luan se tivesse acompanhado o jogador do Sport que entrou em diagonal, mas tirando esse lance (na qual nem podemos lhe imputar uma culpa maior), foi um dos melhores do time, tanto na zaga quando na cabeça de área, quando tomou a posição do Serginho. E ainda fez o gol da vitória.

Júlio César – no primeiro tempo entregou uma bola que poderia terminar em um lance de perigo. No mais, poderia ser mais presente no apoio, mas como todos sabemos, a opção a ele é muito pior.

Serginho – após abrirmos o placar, o time diminuiu o ritmo e começou a perder muitas bolas na intermediária. Nessa hora Serginho se perdeu por conta da velocidade do adversário. No segundo tempo, com a escolha do time de jogar pelo contragolpe, teve que se empenhar muito na marcação e acabou cansando. Jomar entrou em seu lugar e não se preocupou em jogar bonito, fazendo o que tinha que fazer: tirar as bolas de perto da área do Vasco a qualquer custo.

Bruno Gallo – segue fazendo um bom trabalho na saída de bola, diminuindo muito a dependência do time das ligações diretas.

Andrezinho – começou bem a partida, mas caiu junto com o time depois de abrirmos o placar. No segundo tempo voltou a jogar bem, articulando as melhores jogadas ofensivas que tivemos. Cobrou o escanteio que originou o gol da vitória.

Nenê – podem me cornetar, mas mesmo marcando o primeiro gol (vale citar, em um chute que só foi pra rede por conta do desvio da zaga, que se não acontecesse, acabaria com a bola indo fora), o meia foi um dos mais irritantes do jogo. Errou uma penca passes e segue fazendo firulas quando não pode. E por pouco não comprometeu o resultado do jogo: perdeu infantilmente a bola que começou a jogada do gol do Sport e no segundo tempo perdeu um dos gols mais feitos do Vasco no ano, que poderia nos dar uma tranquilidade que não tivemos até o fim da partida. Cedeu lugar ao Lucas nos minutos finais, quando Jorginho assumiu de vez que era hora de segurar o resultado.

Rafael Silva – não marcou dessa vez, mas mostrou a disposição de frente, correndo como um louco por todo o campo. Herrera entrou em seu lugar e perdeu um gol por azar – o chute bateu na trave – e outro por ser o Herrera (sozinho na cara do gol, chutou em cima do goleiro).

Leandrão – o alívio da torcida por sua recuperação a tempo de participar do jogo não foi retribuída pelo atacante, que pouco encostou na bola.

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Voltamos à programação normal

Muitos torcedores estão colocando a derrota do Vasco para o Goiás por 3 a 0 na conta da realmente constrangedora atuação do juiz Luiz Flávio de Oliveira. Mas temo dizer que é querer se enganar achar que as coisas seriam diferentes se a arbitragem não tomasse as decisões que tomou durante o jogo. O que vimos ontem foi a repetição de um roteiro mais que conhecido da torcida, cujo final nada feliz é uma infeliz rotina nesse Brasileirão.

Aos que podem contestar minha opinião, vale lembrar o que realmente aconteceu no jogo: sofremos um gol com quatro minutos de bola rolando, numa jogada que poderia ser facilmente evitada; o segundo gol, oriundo de um pênalti cometido de forma desnecessária após um jogador famoso por suas pixotadas perder uma disputa de bola e puxar a camisa do adversário, não pode ser creditado a um erro de arbitragem se a penalidade realmente aconteceu (se poucos juízes – e ainda menos auxiliares – marcariam o lance, é outra história). Quando tivemos um jogador expulso de forma completamente equivocada, o erro capital do Sr. Oliveira, já estávamos perdendo na bola por 2 a 0 e no psicológico de goleada.

Numa situação como essa, dizer que poderíamos reagir se o Jorge Henrique não tivesse levado injustamente um vermelho aos 19 minutos da primeira etapa não é ver a realidade da partida. Mesmo com ele em campo, estávamos mais longe de diminuir a diferença que o Goiás estava de marcar o terceiro. Com 11 em campo, fizemos apenas duas finalizações, as duas em cabeçadas feitas por zagueiros, sem qualquer perigo para o gol goiano. É óbvio que as coisas seriam menos complicadas sem a expulsão, mas achar que isso mudaria o cenário do jogo é ignorar o óbvio: o Goiás foi muito mais eficiente e competente que o Vasco.

Nossa situação ficou mais ainda complicada na competição, mas analisando friamente, essa derrota não é motivo para quem acreditava que temos forças para escapar do rebaixamento antes do início da partida deixe de confiar. Imaginar que passaríamos o returno inteiro sem nenhuma derrota é um delírio, e continuamos precisando das mesmas 10 vitórias que precisávamos antes. Quem escolheu acreditar já se agarrava às chances matemáticas desde o fim do primeiro turno.

Resta ao Jorginho fazer com que o elenco esqueça essa volta à programação normal de goleadas sofridas no Brasileirão e motivar o time para a decisão da vaga na Copa do Brasil contra a mulambada. No Brasileiro as coisas vão de mal a pior e uma eliminação na outra disputa, depois de termos vencido a primeira partida, servirá apenas para piorar o clima para a equipe e para torcida. E isso definitivamente não pode acontecer.

As atuações

Martin Silva – sem culpa nos gols, ainda evitou que saíssemos do Serra Dourada com uma goleada maior.

Madson – depois da boa apresentação contra a mulambada, voltou a ser uma nulidade no apoio.

Rodrigo – o dono do time, no alto dos seus quase 35 anos, ainda não aprendeu que reclamar com o juiz pode render um amarelo. Levou o primeiro ao discutir com o árbitro e acabou expulso quando levou o segundo ao cometer um pênalti.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, ao invés de se antecipar na jogada, deixou que um Zé Love sem ritmo e com uma barriga de cerveja acertasse uma bicicleta numa bola que vinha praticamente num balãozinho.

Christianno – o pênalti que cometeu é uma clara demonstração da sua incapacidade como jogador profissional.

Guiñazú – foi várias vezes envolvido pelo bom toque de bola do adversário. Acabou dando lugar ao Jhon Cley quando Jorginho tentou colocar o time pra frente. E o garoto não conseguiu ser nada efetivo nessa tarefa.

Serginho – foi o melhor do time ao lado do Martín Silva. E isso já mostra o nível da apresentação do Vasco no Serra Dourada.

Julio dos Santos – taticamente não foi dos piores, já que mesmo em um dia ruim para o Madson, a lateral direita nem foi tão utilizada pelo adversário. Por outro lado, ajudando na criação foi nulo. Lucas entrou em seu lugar no fim da partida e nem encostou na bola.

Nenê – se o time mantivesse seu esquema por mais de 20 minutos, poderia ter sido mais efetivo. Com 10 em campo, acabou não conseguindo criar nada.

Jorge Henrique – estava nervoso por conta do placar e certamente poderia ter evitado a caminhada em direção do sujeito que o agrediu com uma voadora. Mas nada disso justifica sua expulsão.

Riascos – se com gente ao seu lado já fica complicado pro lado dele, isolado na frente as coisas se tornam impossíveis. Brigou com os zagueiros, com a bola e até com o gramado, mas não conseguiu fazer nada além disso. Herrera o substituiu e continuamos com um atacante isolado, mas esse nem brigar brigou.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

***

Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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Vitória terapêutica

Fazia tempo que o Vasco não vencia uma partida, fazia tempo que não marcávamos dois gols e mais tempo ainda que não marcávamos três. Por isso tudo e por termos conseguido facilitar as coisas no jogo da volta contra o América-RN pela Copa do Brasil, nossa torcida tem todo o direito de comemorar o 3 a 1 de ontem.

A vitória dá tranquildade e mais confiança ao time. Mas sendo realista, há algo além disso para nos dar esperança? Muito pouco. Apesar dos dois gols de diferença, é preciso ser bastante otimista para considerar que tivemos uma atuação convincente. Na realidade, mesmo considerando os desfalques e o natural desentrosamento de um esquema diferente e com jogadores improvisados, tivemos problemas demais contra uma equipe que, convenhamos, está disputando a Série C.

Dentro desse “muito pouco” podemos falar que, pelo menos contra o Mecão, não apelamos desavergonhadamente para o Rothbol. O Vasco procurou manter a posse de bola por mais tempo e conseguiu. E nos sairíamos ainda melhor nesse aspecto se não errássemos tantos passes e se o 4-3-3 do Roth não deixasse volta e meia um espaço gigante entre os setores do time. Escalar Anderson Salles como primeiro homem do meio de campo também deu certo, pelo menos no primeiro tempo, quando o América não procurou pressionar nossa saída de bola. Outro acerto foi posicionar o Dagoberto mais centralizado: ele participou muito mais da partida e finalizou mais vezes no primeiro tempo do que em todas as suas outras partidas.

Mas ainda há muito o que acertar no time. Os erros de passe dependem de um entrosamento maior, o que só acontecerá com a definição dos titulares e com muito treinamento. O nervosismo do time, que ficou evidente no começo do segundo tempo – quando o adversário passou a pressionar nossa saída de bola e piorou quando cedemos o empate – ainda nos prejudica muito, e não apenas tecnicamente, mas deixa todos mais afobados, desatentos e propensos a levar cartões bobos. E claro, há aquelas questões sem solução, pelo menos imediata: as limitações do elenco. Sem reforços (e sem citar nomes), dificilmente teremos uma zaga confiável, laterais decentes ou meias capazes de municiar o ataque adequadamente.

Como eu disse ontem, vencer traria um alivio mais que necessário para o clássico de domingo e era muito importante por esse motivo. Serve como um calmante para alguém que sofre de ansiedade crônica, mas não mostrou ainda um caminho para a cura defiinitiva. Resumindo, não temos motivos para nos empolgar demais com uma vitória que teve mais efeitos terapêuticos que práticos como sinal de melhora do time.

As atuações…

Jordi – mesmo não sendo tão exigido, demonstrou insegurança nas saídas de bola e uma predileção por espalmar as bolas para a frente da área. Foi em um lance assim, com Jordi socando uma bola na direção de um jogador do América que estava na frente da nossa área, que sofremos o gol.

Madson – na marcação vacila e quando sobe ao ataque, não acerta um cruzamento sequer. Como sempre.

Rodrigo – outra atuação oscilante, não conseguindo transmitir a segurança que costumava passar à defesa. Errou bisonhamente algumas saídas de bola.

Aislan – ontem foi acometido da “síndrome de Cris“: joga bem boa parte do tempo, mas quando resolve vacilar é pra entregar o jogo. No primeiro tempo foi de primeira numa bola e tomou um drible desconcertante, deixando o atacante potiguar na cara do gol. Mas como esse lance não terminou em gol, resolveu dar mais uma vacilada, essa fatal: furou de forma constrangedora e deixou o atacante adversário livre para marcar, quase complicando o jogo.

Henrique – entrou apenas para queimar uma substituição com cinco minutos de bola rolando. E pior, sua contusão relâmpago deu a chance do Christianno entrar no jogo e mais uma vez confirmar sua vocação para entrar para história como um dos piores laterais que já usaram a camisa do Vasco profissionalmente.

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia  como titular (foto:  www.vasco.com.br)

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia como titular (foto: http://www.vasco.com.br)

Anderson Salles – uma boa surpresa jogando como volante. Acerta muito mais passes que o Serginho e na marcação e saída de bola colocou o Lucas no chinelo. Fez alguns cruzamentos perigosos em cobranças de falta e ainda marcou o seu, de pênalti.

Guiñazu – como sempre, muita transpiração e pouca inspiração. Mas ontem até que fez uma bonita jogada de linha de fundo.

Emanuel Biancucchi – apesar de outro belo gol (e em um momento importante do jogo, trazendo tranquilidade para a equipe), errou quase tudo o que tentou. E ainda mostrou um condicionamento físico discutível: sofrendo com câimbras, passou os últimos 15 minutos do jogo caminhando em campo.

Dagoberto – fez sua melhor partida com a camisa do Vasco, sendo o jogador mais perigoso do time em campo. Pra compensar, foi expulso de forma tão infantil que merece tomar uma multinha da diretoria.

Herrera – jogando numa posição que pode não lhe ser tão favorável – pelos lados do campo – mostrou disposição e deu trabalho à defesa adversária. Marcou um gol mostrando um oportunismo que deve lhe garantir a vaga que pertencia ao Gilberto. O gringo pediu para sair no segundo tempo e Thalles entrou em seu lugar. Mas o garoto não conseguiu fazer algo digno de nota.

Riascos – sua boa movimentação e a certa habilidade que tem para driblar complicaram a defesa do América, mas não conseguiu ser efetivo, finalizando mal as poucas chances que teve. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais efetivo só por ter sofrido o pênalti convertido por Anderson Salles.

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Validade expirada

O São Paulo estava em crise, sem vencer a quatro partidas e com isso, havia despencado da liderança para a oitava colocação na tabela. Ainda assim, em menos de 20 minutos contra o Vasco deu um fim à sua crise. Já o Vasco voltou a mostrar sua antiga mania de ressuscitar defuntos e ainda terminou, mais uma vez, goleado: 4 a 0.

Sendo mais preciso, a derrota vascaína foi sacramentada aos 17 minutos do primeiro tempo, após o São Paulo abrir dois gols de vantagem. E durante esse tempo, o que vimos não foi muito além do óbvio: o esquema com três volantes não seria o mais indicado para um time que precisava da vitória, não quando Lucas é o volante responsável por iniciar qualquer jogada. Errou Roth e mais ainda o Lucas, que enquanto esteve em campo, foi incapaz de fazer com o mínimo de competência a saída de bola.

Era tudo o que o São Paulo queria. Tinha diante de si um adversário que cedia espaços e marcava mal, mesmo com os três volantes. O São Paulo, com um volante a menos, conseguiu tomar a bola dos nossos jogadores ainda na sua intermediária e partia com velocidade para o ataque. Assim nasceu seu primeiro gol: o São Paulo nos rouba a bola em seu campo, Lucas dá uma bote errado e surge o contra-ataque mortal, finalizado com uma atuação da nossa zaga que foi digna de um quadro dos Trapalhões.

No segundo gol, o São Paulo teve toda liberdade para trabalhar a bola, pensar a jogada, encontrar os espaços e fazer o cruzamento que acabou na cabeçada certeira do Michel Bastos.

E assim acabou-se a estratégia do Rothbol nessa partida. Nosso treinador percebeu isso e tirou um dos volantes – obviamente o Lucas – e colocou um terceiro atacante, Rafael Silva. Uma mudança da água para o vinho. O problema é que o vinho, e a partida, já tinham ido pro vinagre. Mesmo passando a incomodar um pouco nosso adversário ainda na primeira etapa, não tivemos capacidade para criar chances claras de gol.

E nem podemos reclamar disso no segundo tempo. Mas antes de criarmos quatro chances claríssimas de gol e miseravelmente desperdiçar todas, sofremos o terceiro, em mais uma bobeada inadmissível da nossa defesa. O quarto gol, já nos acréscimos, só serviu para deixar a derrota – a sétima em 12 jogos – mais feia.

Dessa vez não teve expulsão, impedimentos inexistentes ou gols irregulares. A goleada veio por culpa única e exclusiva dos nossos erros, do técnico, da defesa e do ataque. Se apegar às chances desperdiçadas como argumento de que o resultado poderia ser outro é não enxergar o óbvio: se tivéssemos marcado um ou até dois dos gols que poderíamos ter feito, o São Paulo voltaria ao ritmo inicial da partida e aumentaria nossas dificuldades.

O Rothbol, essa feia adaptação do esporte bretão, parece perder a validade mais rápido do que imaginávamos. A reação que imaginávamos ter começado foi bruscamente freada e, tendo os adversários que teremos nas próximas rodadas, parece difícil que vá engrenar tão cedo. Ou nosso treinador começa a rever os seus conceitos ou dificilmente completará os tais dez jogos em que costuma dar um levante em equipes afundadas na crise.

As atuações…

Charles – sem culpa nos dois primeiros gols. Nos outros dois, rebateu bolas nos pés dos jogadores adversários.

Madson – voltou a ter mais presença ofensiva, principalmente na segunda metade do primeiro tempo. Defensivamente foi várias vezes envolvido pelos jogadores tricolores.

Rodrigo – voltando de suspensão, teve uma noite pra apagar da memória. Falhou em todos os gols sofridos, com o agravante de ter sido bagunçado no último gol.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, foi facilmente driblado pelo Pato e depois ficou olhando o mesmo aproveitar um rebote para marcar.

Julio Cesar – nada pode ser pior que o Cristianno, mas em alguns momentos parece que o Julio Cesar tenta bastante superar o antigo titular da posição.

Guiñazu – com o time inteiro marcando muito mal, o velho gringo ficou como uma barata tonta tentando dar combate a todo mundo ao mesmo tempo.

Serginho – um dos protagonistas da lambança do primeiro gol, ao invés de afastar a bola quando teve chance, a chutou em cima do Rodrigo, fazendo com que ela sobrasse nos pés do Pato. No terceiro gol, ficou olhando o lance ao invés de acompanhar o Wesley.

Lucas – não deveria nem ter entrado em campo. Quando Roth reparou seu equívoco, o jogo já estava 2 a 0. Rafael Silva, seu substituto, até melhorou a movimentação ofensiva do time, mas só apareceu quando perdeu de bobeira a bola que originou o terceiro gol do São Paulo.

Andrezinho – não apareceu até o time deixar o esquema com três volantes. Depois ajudou o time criando algumas jogadas, mas desperdiçou um dos lances claríssimos de gol feitos pelo Vasco.

Riascos – também estava desaparecido até a entrada do Rafael o fazer jogar mais centralizado. Nessa posição, mostrou uma movimentação excelente, o que lhe proporcionou pelo menos três oportunidades de gol. Mas nessa hora o colombiano mostrou péssimo poder de finalização desperdiçando as três chances que teve, duas delas inaceitáveis para um jogador profissional. Eder Luis acabou entrando em seu lugar e não conseguiu fazer muita coisa, o que até é compreensível depois de mais de um ano de inatividade.

Gilberto – um chute sem muito perigo no primeiro tempo e só. Cedeu lugar ao Thalles no segundo tempo e o jovem atacante colocou o Riascos na cara do gol duas vezes. O que já foi mais do que o Gilberto fez em todo o Brasileiro.

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