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Prós e contras

A vitória do Vasco sobre o Bahia por 4 a 3 foi daquelas que tanto os entusiastas como os críticos terão motivos de sobra para defender seus pontos de vista. Como falei no pré-jogo, por ser um confronto entre os dois únicos campeões brasileiros na competição, as duas equipes fariam a partida mais importante dessa Série B. E pelo que ofereceu de alternativas, acabou cumprindo essa expectativa.

A galera do “copo meio cheio” poderá exaltar a 31a partida invicta, os 100% de aproveitamento, a manutenção da liderança e os quatro gols marcados; já os que vêm o “copo meio vazio” lembrarão dos gols que sofremos, dos que perdemos e da dificuldade que deixamos o Bahia nos proporcionar mesmo jogando em casa. O ideal é não se prender a um dos lados e dar-lhes o mesmo peso em uma análise.

Na primeira etapa, a impressão que tivemos era que o time soteropolitano seria menos complicado do que esperávamos. Ainda que o Bahia tenha conseguido encaixar alguns contra-ataques, Jordi teve pouco trabalho e o Vasco soube manter a posse de bola e o adversário em seu campo de defesa. Com Eder Luis e Yago Pikachu se movimentando bastante no ataque e Thalles ao menos tentando não ficar tão parado na frente, Jorginho parece ter encontrado alternativas ofensivas para a ausência do Andrezinho (que ainda faz uma falta danada vide a dependência que tivemos das ligações diretas e a dificuldade na saída de bola).

Mesmo que na base dos lançamentos, conseguimos criar boas chances. Mas isso serviu também para mostrar a necessidade desesperadora de um maior poder de decisão para o time. Além das jogadas desperdiçadas por falta de capricho no último passe, também perdemos pelo menos três gols feitos que poderiam resolver o jogo já na primeira etapa. Outro ponto que merece atenção foram os espaços que deixamos para o Bahia contra-atacar, um problema que tivemos sempre que tentamos pressionar o adversário.

A ida para o intervalo indicava que teríamos um jogo bem mais tranquilo que o esperado, com dois gols de vantagem no placar (o primeiro com Thalles e o segundo com Luan). E na volta para o segundo tempo, o Vasco seguiu buscando o ataque, mas também desperdiçando chances e dando espaços para o contragolpe. Depois de uma cabeçada de Eder Luis defendida por Marcelo Lomba e outra de Thalles tirada em cima da linha por um zagueiro do Bahia, nosso adversário diminuiu. Depois de um passe errado no ataque, o tricolor veio pra cima, Jordi ficou indeciso na hora do cruzamento e Hernane recebeu, livre, para marcar.

O gol animou o Bahia e o jogo ficou franco. Mas o Bahia era mais eficiente e levava mais perigo. E numa falha de posicionamento da defesa vascaína, chegou ao empate. Mas a alegria baiana durou pouco por conta da nossa arma nada secreta: Nenê. Menos de dois minutos após o segundo gol do Bahia, o camisa 10 marcou um golaço chutando de fora da área após receber bom passe de Pikachu.

Daí em diante, a equipe baiana passou a buscar novamente o empate, propondo o jogo, enquanto ao Vasco coube jogar no contra-ataque, voltando a criar mais jogadas. Cerca de 10 minutos depois, Nenê ampliou marcando outro belo gol, em cobrança de falta. Ainda poderíamos ter marcado o quinto gol, primeiro com Caio Monteiro e depois com o próprio Nenê, em cobrança de pênalti, mas os dois desperdiçaram as chances. Jogo resolvido? Não! Aos 44 o Bahia ainda diminuiu, depois de confusão na área que terminou com Bruno Gallo marcando contra. Poderíamos no complicar novamente no jogo, mas não houve tempo para isso.

Não fizemos um jogo ruim, mas os três gols sofridos mostram que ainda precisamos melhorar. Mais uma vez Nenê fez a diferença, mas se isso nos garantiu a vitória ontem, deixa a preocupação na cabeça de todo torcedor: por enquanto, os prós do Vasco têm superado os contras. Mas o que acontecerá quando Nenê não estiver em campo?

As atuações….

Jordi – algumas boas defesas, mas falhou no primeiro gol ao dar uma saída em falso. Nos outros dois gols não teve culpa.

Yago Pikachu – uma atuação para deixar preocupado o Madson: muito consistente no apoio, o Pokémon vascaíno teve participação direta em três dos gols vascaínos. O único senão foi não conseguir impedir a cabeçada que originou o segundo gol do Bahia, mas bem que um jogador mais alto poderia estar no lance.

Rodrigo – como no último jogo, deu uma entregada que poderia nos complicar. Teve problemas com o ataque baiano.

Luan – também sofreu com os atacantes tricolores, mas compensou marcando um gol.

Julio Cesar – mesmo ficando mais preso à marcação, seu lado do campo foi várias vezes utilizado nas subidas do Bahia.

Marcelo Mattos – pra ele não tem bola perdida, mas foi envolvido algumas vezes pelo toque de bola do Bahia

Julio dos Santos – não conseguiu dar a segurança ideal à zaga e errou muitos passes, mas ainda assim foi importante, fazendo lançamentos para Pikachu que originaram dois gols do Vasco. Saiu para a entrada de Bruno Gallo, que deveria reforçar a marcação no fim do jogo, mas jogou contra o patrimônio marcando um gol contra.

Eder Luis – perdeu um gol feito, colocou uma bola na trave, quase marcou de cabeça e criou várias jogadas ofensivas. Ainda assim – ou talvez por isso – é o jogador mais irritante do time, pela quantidade de chances que desperdiça por errar o arremate ou o último passe. Deu lugar ao jovem

Willian Oliveira, que logo no primeiro lance roubou uma bola e iniciou a jogada que terminou em pênalti sobre Nenê.

Nenê – como sempre, decidiu: participou de três gols e fez duas assistências, para Eder Luis e para Caio Monteiro. Perder um pênalti que fecharia o caixão baiano não lhe tira o papel de melhor do time, mais uma vez.

Jorge Henrique – jogando mais recuado, mais uma vez distribuiu bem a bola.

Thalles – procurou mais o jogo, evitando ser uma figura parada entre os zagueiros. Marcou um gol com oportunismo e quase fez o segundo numa cabeçada, tirada em cima da linha. Caio Monteiro entrou em seu lugar e perdeu uma chance clara de gol, finalizando em cima do goleiro.

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Não venceu porque não quis

Em um jogo em que Nenê perdeu pênalti e chegou a tropeçar na bola e que Martín Silva bateu roupa em um chute do adversário, poderíamos atribuir ao sobrenatural – ou algum tipo de macumba – um tropeço do Vasco. Mas não queiram se enganar, amigos: se ficamos apenas no empate em 1 a 1 com o Volta Redonda a culpa é única e exclusiva do time. A impressão que tivemos foi que, se não vencemos, foi porque não quisemos.

Não querendo tirar os méritos do acertadinho Voltaço, que como disse ontem faz por merecer estar onde está na classificação, os erros do Vasco foram muitos e, de um modo geral, coletivos. Quase todos têm sua cota de responsabilidade no resultado, que nos fez perder a liderança na tabela.

A começar por Jorginho, que se viu obrigado a mudar o time e fez escolhas que não deram certo. Tá certo que poucos poderiam imaginar que Bruno Gallo conseguiria se sair pior que Julio dos Santos, mas suas poucas atuações nesse Estadual deixaram tanto a desejar que não seria a coisa mais inacreditável do mundo se ele não fosse bem na partida. Se o elenco vascaíno não grassa por ter muitas opções de qualidade, nosso treinador poderia ter escolhido um substituto para o meia paraguaio que não obrigasse o Andrezinho a ser deslocado para um lado do campo com o qual não está acostumado, o que prejudicou bastante sua atuação. Jorginho pelo menos corrigiu o erro rapidamente, tirando Gallo aos 33 minutos da primeira etapa. A entrada do Yago Pikachu trouxe mais equilíbrio ao time, que passou a dominar as ações em campo. E a jogada que nos fez abrir o placar se iniciou com o próprio Pikachu, que deu belo passe para a entrada de Madson, que encontrou Nenê invadindo a área para marcar.

Se Jorginho procurou compensar o equívoco de escalar o Gallo e deixar o Pokemon no banco (ainda poderíamos citar a entrada do Barbio no segundo tempo como outro erro do técnico, mas aí ele não tinha muito o que fazer. Caio Monteiro não estava bem e o cabeleira era a única opção entre os reservas), o time pecou pela falta de vontade em grande parte do jogo. No primeiro tempo, talvez pelo calor, talvez por não esperar que o Voltaço fizesse uma marcação tão adiantada, o Vasco permitiu ser dominado pelo adversário, não conseguindo transpor seus defensores e sendo presa fácil para os contra-ataques. Como já disse, as coisas melhoraram com a entrada do Pikachu e continuamos bem até uns 15 minutos da etapa final. Mas depois disso o time pareceu sentar sobre a vantagem mínima no placar e passou a cozinhar o jogo demais, exagerando nos passes laterais e deixando que o Volta Redonda voltasse a gostar do jogo.

O aparente desinteresse da equipe vascaína teve como punição o empate. Após lançamento na área em cobrança de falta, a defesa cochila e o atacante adversário entra livre para escorar a bola para a rede, sem chances para Martín. O Vasco ainda teve cerca de 20 minutos para tentar marcar seu segundo gol, mas o Volta Redonda se segurou, contando com a ajuda do nosso ataque, que não conseguiu criar quase nada ao longo de toda a partida.

É a terceira partida seguida na qual o Vasco não tem uma boa atuação. Ontem, pra piorar, não apresentou nem a postura aguerrida que teve nos dois clássicos, dando a impressão de que achava que poderia ganhar a partida assim que desejasse. Só que faltou acertar isso com os outros 11 jogadores em campo, que não tinham nada com isso e também estão na briga pelo campeonato.

Perdemos a liderança, mas isso não significa que estamos fora da briga pela Taça Guanabara. Mesmo que o Fluzim, atual líder do turno, consiga vencer o Volta Redonda na próxima rodada, ainda dependemos unicamente das nossas forças para levar o turno e chegar com vantagem à semifinal. Mas para que isso aconteça, o time precisa reconhecer que o desempenho do time caiu, e muito. Se formos para a rodada final dependendo de uma vitória sobre os flores, o Vasco não poderá repetir a postura que apresentou hoje.

As atuações…

Martín Silva – contou com a sorte logo no começo da partida, quando o Volta Redonda perdeu uma chance incrível. Fez uma ou outra boa defesa e no gol não poderia fazer nada.

Madson – acertou o passe (mais ou menos) para o gol do Nenê, mas tirando isso, uma partida desastrosa: teve umas outras três ou quatro jogadas idênticas a do gol e desperdiçou errando o passe decisivo. Além disso foi uma baba defensivamente, inclusive no lance do gol de empate, quando ficou apenas olhando a subida do atacante adversário para concluir com a sua habitual cara de parvo.

Luan – Foi bem nas bolas alçadas à área e não chegou a comprometer.

Rodrigo – no primeiro tempo foi esculachado logo no primeiro contra-ataque adversário, quase caindo sozinho em uma jogada que não terminou com o Volta Redonda abrindo o placar por pura sorte. No lance do empate se preocupou mais em segurar um atacante que já estava sendo seguro pelo Marcelo Mattos e acabou se estabacando. E estando no chão, nada poderia fazer para evitar que o Voltaço marcasse.

Julio Cesar – não deixa sua lateral se transformar na avenida que volta e meia a direita se torna e tentou apoiar o quanto pôde.

Marcelo Mattos – no começo da partida avançou mais do que deveria e deixou o meio de campo vulnerável aos contragolpes do Volta Redonda. Tentou valorizar a posse de bola fazendo boas inversões de jogo.

Bruno Gallo – teve sua chance como titular e conseguiu ser substituído aos 33 minutos do primeiro tempo (e isso porque o Jorginho costuma demorar muito para mexer no time). Uma lástima completa, não conseguindo nem fechar os espaços com competência e menos ainda ajudar na criação. A entrada de Yago Pikachu no seu lugar já seria boa só por devolver Andrezinho para a esquerda, mas o Pokemon paraense fez mais que isso: iniciou a jogada do gol vascaíno com um belo passe para Madson e foi boa opção ofensiva, descolando inclusive uma penalidade para nós, infelizmente desperdiçada pelo Nenê. Não chegou a ser uma atuação maravilhosa, mas que justificaria plenamente pelo menos a disputa da titularidade com o Madson, coisa que o Jorginho não parece muito disposto a fazer.

Andrezinho – nos dois primeiros terços da etapa inicial não conseguiu fazer muita coisa, deslocado para a direita e tendo que compensar a inoperância do Gallo na marcação. Com a entrada do Pikachu voltou para a esquerda e passou a ser o mais lúcido na criação de jogadas.

Nenê – até marcar o gol no primeiro tempo, tinha sido uma figura apagadíssima. Depois do gol, só voltou a aparecer perdendo seu primeiro pênalti com a camisa do Vasco.

Caio Monteiro – não correspondeu às expectativas na sua primeira chance como titular. Teve uma atuação pra lá de discreta. Foi substituído por William Barbio, que só entrou para nos lembrar das razões pelas quais vive sendo emprestado para outros times.

Thalles – não chegou a receber boas bolas em condições de finalizar e foi muito marcado. Mas não se escondeu da partida e tentou criar alternativas no ataque.

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Dessas ironias do futebol….

O clássico de ontem entre Vasco e Botafogo foi um daqueles jogos no qual a ironia inerente ao futebol se mostra em sua plenitude. Mesmo tendo tido uma atuação bem inferior se comparado com o empate contra o mesmo alvinegro no primeiro turno do Estadual (e talvez a pior apresentação do time em todo campeonato), dessa vez não ficamos no empate. Foi um 1 a 0 sofrido e, porque não dizer, talvez nem merecido. Mas assim é o esporte: a eficiência nem sempre vem acompanhada com a qualidade.

Falo em eficiência porque isso, não se pode negar, nós tivemos. Enquanto o Botafogo parecia ter uns quatro ou cinco jogadores a mais em campo – dada a lentidão dos nossos jogadores – e pressionou boa parte dos 90 minutos, o Vasco compensou a pouca criatividade com a precisão que nosso adversário não teve. Tanto que resolvemos a partida na nossa primeira finalização, com a bela jogada com Nenê e arremate de Thalles, aos 25 minutos da etapa inicial.

A cachorrada passou o jogo inteiro rondando a nossa área e isolando a bola, não conseguindo sequer dar muito trabalho ao jovem Jordi. Mesmo com o Vasco errando muitos passes e com seus veteranos parecendo trotar diante da molecada alvinegra, o Botafogo só teve três chances reais de gol: uma no primeiro tempo, com a bola indo às redes mas numa jogada em impedimento; as outras duas em cabeçadas na etapa final, uma carimbando o travessão e outra indo para fora.

No final das contas, a incapacidade do ataque botafoguense foi decisiva numa partida em que o Vasco deu chances ao adversário como poucas vezes no campeonato. A vitória foi importantíssima para nos deixar ainda mais tranquilos na liderança e também para aumentar a moral para o próximo clássico, contra a mulambada já na quarta que vem.

Mas convém lembrar: o Framengo jogará pressionado e precisando muito mais do resultado que o Vasco. Se repetirmos a fraca atuação que tivemos ontem, podemos acabar sendo surpreendidos por um adversário em baixa, o que não consegue fazer há mais de um ano. E nesse caso, não será nem um pouco legal ver a ironia do futebol mudar de lado e agir contra nós.

As atuações…

Jordi – mostrou que os possíveis receios da torcida não se justificavam, tendo uma atuação segura e correspondendo sempre que foi preciso.

Madson – terrível defensivamente, nulo no apoio. Depois de errar uma tonelada de passes e correr o tempo todo sem qualquer objetividade, sentiu câimbras no fim do jogo deu lugar ao Yago Pikachu, que não teve oportunidade de fazer nada além de se preocupar com a defesa.

Luan – sofreu com os espaços deixados pelo meio de campo, mas se saiu bem na maioria dos lances.

Rodrigo – uma sucessão de equívocos que quase colocou a vitória em risco.

Julio Cesar – se não chegou a comprometer, da mesma maneira não chegou a se destacar em momento nenhum da partida.

Marcelo Mattos – carregando piano todo jogo, Mattos mais uma vez surpreendeu positivamente. Marcou junto, cobriu os espaços como pôde e muitas das vezes conseguir fazer a parte dele e a do Rúlio dos Santos no combate pelo meio.

Julio dos Santos – acertou um bom lançamento em profundidade para o Madson ainda no primeiro tempo. Depois disso, nada além do futebol paraguaio de sempre. Saiu para a entrada do Bruno Gallo, que conseguiu o feito de manter o nível de atuação do titular.

Andrezinho – mais uma vez ditou o ritmo na meiuca, levando o time pra frente e ajudando na marcação o quanto pôde. Perdeu a melhor chance que tivemos para ampliar, após o próprio Andrezinho puxar um contra-ataque e receber de Nenê.

Nenê – com sempre, não precisa ser o melhor em campo durante os 90 minutos para provar o é decisivo: foi dele o lindo passe para Thalles marcar o gol da vitória.

Jorge Henrique – difícil falar de um jogador que não faz nada em campo. Ficou tempo demais em campo, mas acabou cedendo o lugar para o Caio Monteiro, que entrou em um momento da partida em que o Vasco preocupava-se tanto em segurar o resultado que nem a velocidade do garoto nos contragolpes foi aproveitada.

Thalles – mostrou faro de artilheiro ao marcar o gol: se posicionou bem e deu apenas um tapa na bola após receber de Nenê antes do chute matador. No restante do jogo mostrou espírito de luta e foi visto até na área ajudando na defesa.

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Faltou competência

Vasco e Botafogo não chegaram a fazer uma grande partida, mas o clássico serviu para mostrar porque as duas equipes fazem a melhor campanha no Estadual. Mesmo com suas limitações, ambos mostraram aplicação tática e conjunto, coisa rara numa competição realizada no começo do ano e com tantos times com elencos pra lá de fracos.

Mas o empate em 1 a 1, como aconteceu, acabou sendo um pouco mais amargo para a torcida vascaína. Em um jogo truncado, com poucas chances de gol e muitas faltas, o Vasco se saiu melhor na maioria do tempo e sofreu o empate quando jogava melhor e a partida parecia resolvida. O Botafogo teve seus méritos, principalmente quando avançou sua marcação – obrigando o time do Jorginho a apelar para as ligações diretas – e no fim do jogo, quando se empolgou com o empate e até teve uma oportunidade de virar a partida em um contra-ataque rápido. Mas para um time que chegou com 100% de aproveitamento, o alvinegro nos ameaçou muito pouco. No primeiro tempo, a melhor chance botafoguense só surgiu após uma bateção de cabeça na nossa zaga.

Não que o Vasco também não tenha decepcionado. Na etapa inicial, não soubemos nos desvencilhar da marcação adversária e mais uma vez Rúlio dos Santos não nos ajudou a ter uma saída de bola eficiente. Nenê, como não poderia deixar de ser, foi vigiado de perto e não conseguiu ajudar o time. Sem articulação, nossa única opção era esperar que as bolas longas dessem certo, apelando para a velocidade do Riascos e do Madson.

Foi apenas com a saída de uma das fixações do Jorginho que o Vasco conseguiu marcar seu gol. O paraguaio cedeu lugar ao Eder Luis, o que parecia ter mais lógica, já que as ligações diretas pedem velocidade. E o resultado surgiu logo no primeiro lançamento para o Chico Bento, que ganhou na corrida do marcador e passou para Riascos apenas empurrar para a rede.

O gol desconcentrou o Botafogo e passamos a controlar a partida. Não chegamos a dar pinta de que ampliaríamos (exceto em dois lances do Nenê aos 37 e 39 minutos, que teve uma atuação apagada), mas corríamos ainda menos riscos de sofrer o empate. Mas como exageramos no cozimento da partida veio o castigo, já no finalzinho: aos 41, em uma cobrança de falta indefensável. A igualdade fez os dois times tentarem a vitória e até demos uma certa sorte, já que o Botafogo quase conseguiu o desempate em um lance de contra-ataque nos acréscimos.

Poderíamos ter vencido, mas não tivemos competência para agredir mais o adversário ao longo do jogo e nem para segurar o placar nos minutos finais. A primeira situação poderia ser diferente se o time não tivesse entre seus titulares jogadores que há muito não contribuem com muita coisa. A segunda, por mais que tenha sido algo que pode acontecer com qualquer time, mostrou uma desatenção que não pode se repetir nas próximas fases da competição.

As atuações….

Martin Silva – vinha tendo uma atuação muito boa, tendo feito pelo menos duas grandes defesas, uma em cada tempo. Mas o gol, ainda que tenha sido um chute indefensável, lhe rendeu críticas por considerar que iria para fora.

Madson – apareceu muito no apoio, como sempre. Errou todos os cruzamentos idem.

Luan – deu alguns moles, se enrolando no combate direto contra os velozes jogadores do Botafogo. Também errou uma penca de ligações diretas, mas compensou – contando com uma ajudinha do marcador alvinegro – acertando o lançamento que origino o gol vascaíno.

Rodrigo – como não poderia deixar de ser, pareceu travado durante a partida.

Julio Cesar – uma partida um pouco acima da média, tanto no apoio – ainda que não tenha feito jogadas decisivas – como na defesa, onde se saiu melhor.

Marcelo Mattos – vinha cumprindo seu papel, que era o de fechar o meio, dar o combate e se livrar rápido da bola quando ela chegasse. Foi só ele sair para a entrada do Bruno Gallo e, justo um dos mais requisitados pela torcida, entrou muito mal. Acabou sendo responsável direto pelo empate botafoguense ao cometer a falta que originou o gol alvinegro.

Julio dos Santos – trotou em campo como é seu usual, sem fazer qualquer diferença. Além disso, parece ser acompanhado por alguma espécie de uruca: bastou sair de campo para que o Vasco marcasse seu gol, com participação direta de Éder Luís, que o substituiu. Fez sua terceira assistência no Estadual, deixando cada vez mais inexplicável estar no banco para Jorge Henrique.

Andrezinho– desde a entrada do Mattos no time, vem sendo o principal articulador da equipe. Dessa vez não foi diferente, sendo muito mais participativo que o camisa 10

Nenê – foi bem marcado, mas pareceu muito mais empolgado nas entrevistas pré-jogo, quando disse que não gosta de ficar de fora das partidas. Se tivesse ficado ontem, teria feito pouca diferença, já que só resolveu jogar depois dos 38 minutos do segundo tempo, quando cobrou uma falta perigosa e, logo depois, acertou um chute na trave.

Jorge Henriqe – pelo menos dessa vez correu, se desdobrando no ataque e na cobertura da lateral. Mas para um atacante, isso não me parece ser justificativa para titularidade.

Riascos – surpreendentemente foi o melhor em campo, não apenas por ter marcado seu sexto gol – e também por ter alcançado a artilharia do campeonato – mas também por ter participado de quase todas as (não muitas) boas jogadas no ataque. Sentiu a coxa e deu lugar ao Thalles, que teve pouco tempo e menos oportunidades ainda para aparecer.

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Hoje também tem coluna nova no site Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram!

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88,9%

Vejam vocês: eu ontem procurando motivos para que a torcida se empolgasse com a partida entre Vasco e Friburguense e por conta de compromissos profissionais acabei eu mesmo não vendo a partida. Mas mesmo vendo apenas os melhores momentos – se esperasse para ver o VT o post acabaria saindo muito tarde – e lendo as resenhas da imprensa podemos falar um pouco sobre o empate em 2 a 2 com o time serrano.

Pra começar, o tal time reserva que Jorginho ameaçou escalar virou um misto formado em sua maioria por titulares. Com isso, caiu por terra a teoria, que na verdade não convenceu muita gente, de que o treinador faria “testes”. Até fez, já que colocou a garotada pra jogar, mas não mudou o principal: a FORMA do time jogar. E ainda resolveu voltar pra formação sem volantes de combate, que já tinha mostrado não ser eficiente na marcação. Pra piorar tudo, ele manteve Rúlio dos Santos no meio, o que daria a certeza de que teríamos menos um a marcar no meio de campo e uma reposição defensiva lesmática.

Some isso tudo à falta de entrosamento de uma equipe que nunca jogou nessa formação, à motivação que uma equipe antecipadamente classificada teria e um adversário com um mínimo de organização e ainda brigando para chegará à próxima fase da competição e fica óbvio o que poderia acontecer.

Os reservas, que poderiam usar a chance para mostrar o potencial para Jorginho não conseguiram deixar uma boa impressão. Pelo que li, Henrique foi uma água na lateral; Gallo, obviamente ficou sobrecarregado na marcação; os Mat(h)eus Pet e Índio podem não ter ido mal, mas mesmo que arrebentassem disputam vaga justamente com os dois titulares indiscutíveis do meio de campo. Nem os reservas que entraram no decorrer da partida foram bem: Rafael Vaz (que entrou no lugar do Rodrigo), mesmo que tenha cobrado duas faltas com perigo, foi ridiculamente vencido no lance do primeiro gol que sofremos; Pikachu, ainda que tenha acertado o escanteio para o segundo gol do Vasco, acabou perdendo a bola que originou o gol de empate do adversário; Thalles entrou após o intervalo e praticamente não apareceu. De todos os suplentes, quem se saiu melhor foi Eder Luis. Mas esse, se não tivesse feito nada em campo já poderia muito bem disputar a vaga do Jorge Henrique.

A se lamentar realmente, apenas ter visto a chance do Jorginho testar mudanças mais profundas no time, já que o resultado em si não faz toda essa diferença. Já classificados, a questão dos 100% de aproveitamento não traz qualquer mudança prática na nossa campanha, pelo contrário, tira de uma vez esse peso de não perder pontos na competição. E já que era para ter um “tropeço”, o momento não poderia ser melhor: agora, recairá apenas sobre o Botafogo – nosso adversário de domingo – a pressão para manter uma “campanha perfeita”. Se nossos 88,9% jogarem o favoritismo para o lado canil no clássico, melhor pra nós. Temos que chegar na humildade e fazer o que temos feito desde o ano passado: passar por cima dos nossos rivais locais.

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Como não vi a partida, hoje não falarei sobre as atuações. Apenas um comentário: Riascos? #NuncaCritiquei!

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Pergunta que não quer calar: se o pênalti a favor do Friburguense fosse marcado para o Vasco, aos 40 minutos do segundo tempo, e essa penalidade nos garantisse o empate, o que diriam as manchetes esportivas de hoje?

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Hora de reconhecer os erros

Se Jorginho teve realmente tempo para pensar sobre como montar o time do Vasco, como falei no pré-jogo de ontem, resta à torcida desejar que ele não tenha mais longos períodos sem partidas. Se a intenção do treinador era melhorar o time com a alteração que fez, tudo o que ele conseguiu foi fazer sua equipe ter sua pior atuação na competição. E se vencemos o Volta Redonda por 2 a 0, certamente não foi por conta do que Jorginho fez ou deixou de fazer.

Para nosso técnico, a entrada de Eder Luis no lugar do Mateus Vital seria a solução para que o Vasco melhorasse. Na prática, tivemos um meio de campo ainda menos operante na criação e mais exposto aos contra-ataques. E contra um adversário que teve como seu maior mérito reconhecer seus limites, armar uma marcação eficiente e esperar os contragolpes, era claro que teríamos problemas.

A maior posse de bola no campo adversários que conseguimos manter no início do jogo não se converteu em chances de gol. Com Nenê bem marcado e numa noite pouco inspirada, ter três atacantes em campo não adiantou nada. A partida acontecia basicamente na intermediária do Voltaço, com o Vasco incapaz de superar o bloqueio adversário. A sonolenta partida só mudou um pouco de figura pouco antes do intervalo, primeiro em um contra-ataque perigoso do Volta Redonda e na sequência, com uma cabeçada do Eder Luis após um escanteio, com ambas as bolas carimbando a trave.

Jorginho deve ter visto que a invenção dos três atacantes não tinha dado certo e fez a alteração padrão: a entrada de Yago Pikachu no lugar do irrelevante Jorgenrique fez o time voltar ao 4-4-2 e acabou trazendo mais equilíbrio à equipe. Mas o melhor momento do Vasco na partida acabou acontecendo por acidente, com a saída de Eder Luis – que sentiu a perna – e a entrada do Thalles entrou em seu lugar. O garoto entrou querendo provar que 2015 não se repetirá e precisou de poucos minutos para levar mais trabalho à defesa do Volta Redonda do que todos os outros atacantes do Vasco juntos. Logo na sua primeira tentativa de finalização, cabeceou uma bola no corpo de um zagueiro e o bandeirinha equivocadamente assinalou um penal. E com Nenê em campo, pênalti é gol: 1 a 0 Vasco.

Ainda pressionamos por mais um tempinho, mas a desvantagem no placar fez o Voltaço partir pra cima e, o que é pior, conseguir nos pressionar. O que vimos nos 20 minutos finais da partida foi Martin Silva se tornar o melhor jogador do Vasco em campo, fazendo pelo menos duas grandes defesas. Mas nosso adversário pagou o preço por se abrir e tentar o empate, ironicamente sofrendo um gol de contra-ataque, sua melhor arma: depois de perder uma bola no nosso campo, Thalles desceu em velocidade, deu um belo passe para Nenê que avançou e rolou na medida para o próprio Thalles só empurrar para a rede e dar números finais à partida.

Mantivemos os 100% de aproveitamento, mas não há como negar que a vitória teve muito pouco a ver com desempenho do time. A penalidade inventada, além de nos permitir abrir o placar, foi a razão para o Volta Redonda abandonar seu esquema defensivo e nos permitiu marcar o segundo gol, evitando o que seria uma vitória sem qualquer mérito. Mesmo já conhecendo bem seus jogadores e tendo um elenco mais entrosado que a maioria dos rivais, Jorginho não consegue fazer com que o Vasco jogue bem e, pior ainda, o time parece piorar a cada rodada. Domingo que vem teremos um clássico e a rivalidade não permite que façamos prognósticos garantidos. Mas para evitar que paguemos mico diante da mulambada em nossa própria casa, nosso treinador precisará reconhecer o que tem feito de equivocado. Jorginho tem agora três dias para isso.

As atuações…

Martín Silva – se deu umas vaciladas nos dois primeiros jogos, compensou plenamente nessa partida: não fosse pode duas ou três grandes defesas, dificilmente teríamos vencido o jogo.

Madson – a entrada de Eder Luis no time não chegou a fazer diferença e o lateral mais uma vez não conseguiu fazer a diferença no primeiro tempo. No segundo, acabou se machucando e saindo antes de ter uma participação mais efetiva. Bruno Gallo o substituiu e se limitou ao combate (e não fez o suficiente, já que passamos a tomar calor do Voltaço após a sua entrada).

Luan ­– quaisquer pontos positivos que pudesse ter tido foram apagados por uma expulsão boba, no fim do jogo e que desfalca a equipe justo em um clássico.

Rodrigo – dentro dos padrões, com um pouco mais de dificuldades que o normal quando o Volta Redonda partiu pra cima.

Julio Cesar – tímido no apoio, só foi visto no ataque no primeiro tempo. Na defesa, fez um arroz com feijão quase sem tempero. A impressão que JC dá em alguns momentos é daqueles jogadores em fim de carreira, que estão sempre satisfeitos independente do resultado em campo.

Julio dos Santos – mais presente nessa partida, mas ainda não justifica sua escalação. Lento e displicente, perdeu mais de uma bola perigosa para o ataque adversário.

Andrezinho – com menos um jogador no meio de campo, acabou se preocupando mais com a marcação. Com a entrada do Pikachu, deveria ter sido mais presente na criação de jogadas e não foi.

Nenê – ao longo do jogo, prendeu demais a bola, voltou a exagerar nas tentativas de lances de efeito e errou uma penca de passes. Mas como sempre fez o que se espera dele: marcou o seu terceiro gol de pênalti na competição e deu a assistência para o segundo gol.

Eder Luis – não fez nada de muito prático, mas ainda assim se saiu muito melhor que o titular Jorge Henrique, se apresentando mais para o jogo. Perdeu um gol incrível no primeiro tempo, cabeceando uma bola na trave com o goleiro já vendido. No segundo tempo sentiu e acabou saindo antes dos 10 minutos, dando lugar ao Thalles, que precisou de 40 minutos em campo para ser o melhor atacante do time: finalizou mais que os outros três juntos e participou dos lances dos dois gols (marcando o segundo).

Jorge Henrique – outro que não consegue mostrar em campo as razões de receber tanta confiança do treinador. Mais uma vez foi substituído pelo Yago Pikachu, que não conseguiu trazer mais segurança ao meio de campo e pareceu afoito demais para conseguir ajudar ofensivamente.

Riascos – jogou o que joga sempre, dessa vez, sem marcar gols. Ou seja, foi muito fraco.

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Uma boa estreia

O jogo não foi lá essas coisas, mas poucos vascaínos devem ter ficados insatisfeitos com a vitória do Vasco por 4 a 1 sobre o Madureira. A instabilidade do time, evidente em alguns momentos da partida, pode ser justificada por um monte de razões. E ainda assim, conseguimos ter a melhor estreia do campeonato e não apenas entre os grandes.

O gol de Riascos, antes dos 10 minutos de bola rolando, fez a torcida imaginar que a vitória seria moleza. Mas não foi exatamente isso o que vimos no restante do primeiro tempo. Tenha sido um relaxamento pela vantagem no placar, o calor inclemente na Colina ou mesmo a falta de ritmo natural em um primeiro jogo de temporada, o Vasco permitiu que o tricolor suburbano passasse a ter um controle maior da partida. O meio de campo pensado pelo Jorginho, sem um volante de combate, não funcionou. Nem conseguíamos impedir que o Madura tocasse a bola no nosso campo, nem tivemos uma melhora visível na saída de bola, o que nos fazia apelar para as bolas longas.

Numa dessas, Luan errou um lançamento e sofremos o contra-ataque. Na sequência, cometemos uma falta que culminou no gol de empate do Madureira, numa cabeçada que encontrou Martín Silva plantado embaixo das traves.

Até o intervalo não conseguimos mudar o panorama do jogo. Ofensivamente, não tínhamos muita objetividade e defensivamente ainda cedíamos muitos espaços. As coisas só mudaram com a mexida que Jorginho fez no time: Mateus Vital, muito tímido e sem conseguir ajudar o Nenê na criação, deu lugar ao Yago Pikachu. A entrada do lateral numa posição no meio de campo não chegou a fazer o Vasco virar uma máquina, mas equilibrou o time. Com o estreante ajudando a fechar os espaços pela direita, Madson cresceu de produção. E, não só isso, Yago também teve mais presença ofensiva que o garoto Mateus. Tanto que foi dele o passe para Luan acertar um belo cruzamento para Andrezinho desempatar, logo aos três minutos da etapa final.

Com o time mais organizado no meio, o Madureira não teve as mesmas oportunidades do primeiro tempo e aos poucos fomos marcando os gols. O terceiro saiu após pênalti sofrido por Madson e cobrado com a categoria habitual de Nenê. O quarto, já nos acréscimos, foi marcado novamente por Riascos, que só precisou empurrar para a rede após receber passe açucarado do Eder Luis.

Para uma estreia, podemos dizer que a partida foi boa, principalmente pelo segundo tempo, bem mais controlado que o primeiro. Jorginho terá até a próxima quinta-feira, quando pegamos o América, para avaliar se precisa ou não repensar seu time. Pelo desempenho da equipe antes e depois do intervalo, dois ou três jogadores não justificaram suas presenças entre os titulares.

As atuações…

Martin Silva – quase não teve trabalho e poderia ter ao menos disputado a bola no lande do gol do Madura. Mas ainda tem crédito.

Madson – no primeiro tempo pouco apareceu no apoio e não chegou a fazer muita diferença na marcação. No segundo tempo, a entrada do Pokemon lhe deu mais liberdade para aparecer no ataque, quando sofreu o pênalti que nos garantiu o terceiro gol.

Luan – compensou o erro na saída de bola que acabou originando o gol adversário acertando um belo cruzamento para o segundo gol vascaíno.

Rodrigo – na etapa inicial teve problemas com os atacantes tricolores, muito por conta da frouxidão no combate no meio de campo. Teve a vida facilitada na etapa final, quando o time melhorou na marcação. Quase marcou de cabeça no primeiro tempo, mas estava em posição irregular.

Julio Cesar – uma partida regular, aparecendo tanto na defesa quanto no apoio sem muito brilhantismo. Cansou no segundo tempo e foi substituído por Bruno Gallo, que ajudou a fechar mais a meiuca.

Julio dos Santos – a desculpa para sua presença como primeiro volante era melhorar a saída de bola. Não foi o que aconteceu, e vimos o time apelar para as ligações diretas na maioria do tempo (e ainda deu uma entregada que quase proporcionou a virada do Madureira). Na marcação também nada justifica sua titularidade nessa posição.

Mateus Pet – o garoto teve uma atuação pra lá de discreta, não conseguindo ser efetivo em nenhum momento. Deu lugar ao Yago Pikachu ainda no intervalo e o estreante melhorou o time: ajudando a fechar o lado direito do meio de campo, Madson passou a ser uma opção ofensiva. Faltou uma maior efetividade ofensiva, apesar do Yago não ter se omitido no ataque.

Andrezinho – jogando mais recuado, o cover do Seu Jorge pouco fez no primeiro tempo. No segundo, precisou de apenas três minutos para marcar o segundo gol do Vasco, para depois voltar a discrição habitual.

Nenê – caçado em campo e sofrendo muitas faltas, não teve tantas oportunidades de brilhar. Mas nas poucas chances que teve, mostrou a razão da imensa confiança que a torcida deposita no seu futebol: deu o passe para o primeiro gol, marcou o terceiro e iniciou a jogada do quarto. Em muitos momentos exagerou nas jogadas individuais.

Jorge Henrique – errou tudo o que tentou. Saiu aos 30 do segundo tempo após bater cabeça com um zagueiro adversário. Eder Luis entrou em seu lugar e nos pouco mais de 15 minutos que teve em campo foi mais útil, dando o passe para Riascos marcar seu segundo gol.

Riascos – tem aquele problema insolúvel de incapacidade de lidar com objetos esféricos (o que atrapalha muito a vida de quem trabalha como jogador de futebol), mas mostrou faro de gol, iniciando e fechando a goleada.

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