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Ontem à noite, pelo Twitter, um seguidor me perguntou se jogássemos sempre como na vitória por 1 a 0 sobre a mulambda, se estaríamos brigando pelo G4. Uma dúvida típica de quem naturalmente se empolgou diante de um bom resultado contra o maior rival. Talvez agora, na manhã seguinte, o mesmo torcedor veja a partida com uma visão mais realista.

Podemos dizer, sim, que se o Vasco tivesse mais atuações como a de ontem ao longo do Brasileirão, certamente não estaríamos na lanterna e muito provavelmente sequer no Z4. Mas ainda assim é bastante questionável se estaríamos na luta por uma vaga na Libertadores. É preciso lembrar que há uma distância gigantesca entre vencer um adversário que está longe de ser um exemplo de boa equipe e brigar no topo da tabela.

Por outro lado, é claro que o jogo de ontem serve como motivo para que nossas esperanças aumentem. Mesmo considerando a motivação extra por conta da rivalidade e pelo novo treinador e que o Framengo não chega a ser uma potência dentro de campo, já deu pra perceber que Jorginho, com apenas dois dias de trabalho, conseguiu dar algum padrão ao time, e isso sim é mais promissor que a vitória sobre os mulambos. Pode não adiantar nada ficar imaginando o que aconteceria se tivéssemos jogado sempre dessa forma, mas é fato que a atuação na Arena nos permite esperar uma recuperação dentro do Brasileiro.

Não levando em consideração o nível do adversário e suas limitações, não chegamos a fazer um jogo bonito, mas fomos extremamente competitivos. Diferente do Rothbol, que tinha como fundamento se defender a qualquer custo e torcer que um ataque desse certo, o Vasco do Jorginho conseguiu impedir que a mulambada jogasse e não deixou de jogar. O time jogou mais compactado, bloqueou o meio com eficiência e evitou que as laterais fossem um convite ao ataque como vinha sendo rotineiramente. Ofensivamente ainda não podemos dizer que resolvemos o problema de falta de criatividade pelo meio, mas a chegada do Nenê e a movimentação de Riascos e Jorge Henrique trouxeram alguma evolução na criação de jogadas. E as subidas pelas laterais voltaram a ser perigosas.

Aos olhos do torcedor, uma vitória – aliás, a terceira vitória no ano – sobre o maior rival sempre nos faz ver maravilhas onde apenas houve correção. Alguns problemas ainda existem, como os erros de finalização, ainda existem e não podemos ignorar que o lance do gol saiu em mais uma ligação direta. Mas para um primeiro jogo com a nova comissão técnica, a atuação de ontem foi boa o bastante para esperamos uma subida de produção do time.

A partida foi pela Copa do Brasil, nossa classificação está longe de estar garantida e nossa situação no Brasileiro continua tão complicada quanto estava antes dessa noite de quarta-feira. Mas a vitória nos dá um tempo das notícias ruins e nos permite curtir o momento sem culpas. Depois de tudo o que tem acontecido à nossa preocupada torcida, temos todo o direito de fazer alguma festa.

As atuações…

Martín Silva – fez uma grande defesa em finalização do Guerrero, ainda no primeiro tempo. No resto do jogo, mesmo quando a mulambada nos incomodou um pouco mais, não chegou a ter muito trabalho.

Madson – sua melhor atuação em muito tempo: mesmo não acertando os cruzamentos, voltou a ser uma das melhores armas ofensivas do time. No primeiro tempo foi responsável pela melhor jogada ofensiva do time, deixando Nenê na cara do gol. Defensivamente também se saiu bem melhor (apesar de mostrar um afobamento arriscado em alguns lances), não permitindo o aparecimento da costumeira avenida pela sua lateral.

Anderson Salles – jogando com vontade e aplicação, não facilitou as coisas para o ataque urubu. Sofreu um pênalti claríssimo, não marcado pela arbitragem.

Rodrigo – se jogasse toda partida como nos joga os clássicos, dificilmente estaríamos nessa situação no Brasileiro. Ontem foi muito bem, não dando espaços para o Guerrero e ganhando quase todos os lances.

Christiano – chega a ser comovente sua aplicação: corre muito e aparece como opção para o ataque muitas vezes, mas é incapaz de acertar um cruzamento, um último passe ou um chute a gol.

Guiñazu – a “guerreirice” de sempre, o que significa muita entrega, mas também carrinhos em excesso e faltas demais. Poderia errar menos passes.

Serginho – fez uma daquelas partidas discretas mas muito eficientes: sem chamar a atenção da torcida com subidas ao ataque que não são a sua praia e concentrado apenas no combate, ganhou praticamente todas no meio de campo.

Julio dos Santos – taticamente foi muito bem: ocupando espaços e fechando a lateral direita, permitiu que Madson tivesse a possibilidade de explorar seu potencial ofensivo. Já na criação deixou a desejar, errando alguns passes, o que compensou acertando o lançamento que iniciou a jogada do gol. Perdeu duas chances claras de marcar.

Nenê – ainda não parece estar 100% no ritmo, alternando bons momentos com alguns sumiços em campo, mas já deu uma nova cara ao time com sua movimentação e habilidade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, após bela jogada de Madson, chutando fraco. Jhon Cley entrou em seu lugar no finzinho da partida e não teve tempo para fazer muita coisa.

Jorge Henrique – o herói do jogo, o atual “baixinho da 11” vascaíno foi dos mais comprometidos durante a partida, tendo presença tanto no ataque como ajudando a dar o primeiro combate. Mostrou bom posicionamento e precisão ao finalizar no lance do gol. Depois de correr como um louco o tempo todo, saiu mancando para a entrada do Dagoberto, que basicamente só apareceu para levar seu amarelo habitual.

Riascos – com ele em campo, o Vasco perde em presença de área, mas ganha muito em movimentação. O colombiano deu trabalho à zaga mulamba quando tinha a bola nos pés e também sem ela, ajudando a marcar a saída de bola. Mostrou visão de jogo ao fazer a assistência para o gol de Jorge Henrique. Nos minutos finais deu lugar ao Thalles, outro que não teve muito tempo para fazer qualquer coisa, mas que ainda assim conseguiu levar um amarelinho antes do apito final.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

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Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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Revolução ou milagre

Vamos por partes:

1) Em mais de uma ocasião, Celso Roth justificou os maus resultados e as ainda piores atuações do seu time com o argumento de que nunca teve tempo para treinar. Ontem, depois de 10 dias apenas para treinamentos, o Vasco apresentou os mesmos problemas de sempre: fomos uma equipe que nem consegue criar, nem marcar eficientemente.

2) Parte da torcida – uma parcela cada vez menor, diga-se – insiste na teoria que o problema é apenas do Roth, já que o elenco vascaíno é melhor que o de um monte de equipes que estão à nossa frente na tabela. Mas ontem, diante daquela que é certamente uma das mais fracas do Brasileirão, vimos nossos jogadores falharem em diversos fundamentos, o que definitivamente não dá pra colocar na conta do treinador. Erros de passe, cruzamentos, domínio de bola, finalização e combate direto na marcação não são resolvidos com esquemas de jogo. Tanto que fizemos um jogo parelho com o modestíssimo Joinville, que, convenhamos, tendo PC Gusmão no comando, não se pode dizer que tenha um treinador muito melhor que o nosso.

3) Um dos motivos para mandarmos o jogo na Arena Maracanã foi o de que a torcida não apóia o Vasco como deveria em São Januário. Que ela não comparece como deveria e que os poucos que vão à Colina estão sempre prontos para vaiar o time logo no começo dos jogos. Nesse domingo mais de 40 mil vascaínos compareceram ao estádio (pagando um ingresso caro, enfrentando as filas e a desorganização do consórcio que administra a Arena) e apoiaram o time mesmo quando não conseguimos apresentar um futebol minimamente aceitável.

Resumindo, nenhuma das desculpas serve para justificar o terrível resultado que o Vasco teve ontem. O empate sem gols contra o Joiville apenas serviu para mostrar o tamanho dos nossos problemas e das nossas limitações. Precisando desesperadamente de pontos e tendo tudo a nosso favor, não conseguimos marcar um gol sequer contra a equipe que segurou a lanterna da competição quase o campeonato inteiro e que é uma das que está fatalmente destinada ao rebaixamento ao final do Brasileiro.

Poderíamos dizer que o pior de tudo é que o resultado foi justo. O Joinville veio para conseguir um empate, mas bem poderia ter saído com a vitória (Martín Silva fez pelo menos duas grades defesas). Mas não. Pior que a justiça do resultado foi constatar de forma cristalina que, se mesmo nas melhores condições possíveis não temos capacidade de vencer quem luta contra o rebaixamento, só mesmo uma revolução ou milagre poderão evitar a tragédia.

A revolução está nas mãos do treinador (seja o Roth ou outro qualquer que aceite esse desafio), dos jogadores ou da diretoria. O milagre, fica por conta da fé da torcida. Nesse momento é impossível dizer qual dos dois é mais viável de acontecer.

As atuações…

Martín Silva – depois da desastrosa atuação contra o Palmeiras, evitou um resultado que seria ainda mais catastrófico contra um adversário muito pior.

Madson – presença ofensiva inútil e fragilidade na marcação. Como sempre.

Rodrigo – conseguiu se enrolar algumas vezes mesmo contra uma das equipes mais fracas da competição. E ainda deu uma entrevista sorrindo após o constrangedor resultado.

Jomar – não participava de uma partida oficial há mais de um ano e sua atuação explica esse fato. Completamente fora de ritmo, errou o tempo da bola quase sempre e quase marcou um golaço…contra.

Christianno – para vocês entenderem o nível da partida: Khrysthyannow foi um dos destaques do time. Mesmo errando tudo o que tentou, foi figura constante no apoio. Na marcação nem adianta esperar alguma coisa do sujeito.

Anderson Salles – se viu envolvido pelo “poderoso” meio de campo catarinense. E ainda tomou um amarelo por fazer uma falta no meio de campo, o que lhe garantiu uma suspensão na próxima partida. Quando o Joinville assumiu de vez a retranca, deu lugar ao Riascos, que mostrou a disposição de sempre, mas não muito mais que isso.

Guiñazu – mesmo com seus 45 anos de carreira mostra mais disposição que todo o time junto. Não a toa foi o jogador que mais roubou bolas nessa rodada do Brasileirão.

Julio dos Santos – acertou alguns bons passes em profundidade e lançamentos, mas em grande parte do jogo parece atuar de forma displicente, errando passes fáceis e sendo muito facilmente anulado pela marcação adversária.

Jhon Cley – pelo que jogou ontem, parece que sua pilha acabou e que precisa de uma volta ao banco para recarregar as baterias. Fez duas finalizações com relativo perigo, mas não conseguiu criar jogadas em número suficiente.

Dagoberto – demorou a entrar no jogo, o que só aconteceu quando mudou de posição no campo. Aí apareceu para fazer alguns bons lances, mas perdeu um gol feito. Thalles entrou em seu lugar para renovar a força do ataque, mas sua presença em campo só serviu para aumentar o peso do setor.

Herrera – passou metade do primeiro tempo sem tocar na bola. E quando tocou, perdeu mais um gol feito. Rafael Silva entrou em seu lugar e não melhorou muito nossa participação ofensiva.

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Acabei de publicar uma coluna no Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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Últimas fichas

poker-chips-1423120Mais dois reforços aportam na Colina: os atacantes Nenê e Jorge Henrique chegam ao Vasco para ajudar o time a sair da situação periclitante em que se encontra no Brasileirão. Se conseguirão acrescentar algo ao time é outra conversa.

A desconfiança se justifica, já que os dois jogadores seguem o padrão de muitas contratações feitas pela diretoria que não deram certo. Os dois são veteranos que tiveram algum destaque há alguns anos e chegam ao clube por não terem muitas oportunidades onde estavam. Nenê viveu sua melhor fase no Santos, teve boa passagem pelo no Monaco e se enterrou no futebol árabe (de onde poucos conseguem voltar jogando em alto nível). Vindo do West Ham, uma espécie de Vitória do futebol inglês, fez oito jogos pela equipe britânica e rescindiu seu contrato (o que explica sua contratação mesmo com a janela de transferências fechada).

Nenê e Jorge: novas apostas em velhos jogadores.

Nenê e Jorge: novas apostas em velhos jogadores.

Já o Jorge Henrique é uma espécie de Eder Luiz mais velho. Depois de boas temporadas no Foguim, Gambás e no Inter, acabou perdendo espaço no Colorado e, como ainda não completou sete jogos por lá, chega por empréstimo. Marcou apenas um gol esse ano, mas isso não chega a ser tão relevante, já que Jorge Henrique nunca se destacou como artilheiro.

Olhando para o nosso elenco, a chegada dos dois pode até animar a torcida. Mas para que a animação se transforme em resultado, ambos precisarão mostrar pelo menos parte da qualidade que exibiam no passado. Conseguindo isso, serão reforços propriamente ditos; repetindo o que fizeram Dagoberto, Andrezinho e Herrera, podem se tornar mais duas decepções.

Fica a pergunta no ar: depois de tantas apostas em veteranos no declínio de suas carreiras, não seria interessante tentar algo diferente e apostar em jogadores mais novos e com potencial de crescimento? Mesmo que não haja muitas opções interessantes no mercado, até mesmo nas divisões inferiores do Brasileiro, não seria válido testar jogadores da nossa própria base? Ainda que não sejam jogadores desenvolvidos completamente, eles certamente ofereceriam mais na parte física e na motivação.

Resta aos vascaínos torcer para que Nenê e Jorge Henrique façam uma diferença positiva para o grupo. A essa altura do campeonato, o Vasco não tem muito mais fichas para arriscar e toda aposta feita precisa trazer algum resultado.

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O resultado da enquete sobre os comentários é esse:

pollComo a voz do povo é a voz de Deus, será feita a vontade da maioria. Obrigado a todos que participaram da votação.

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De dar pena

Os mais esperançosos e os defensores irredutíveis da atual gestão vascaína encontrarão facilmente os culpados por mais uma derrota vexaminosa do Vasco, essa, com requintes de crueldade por ser na Colina, com casa cheia e por um inapelável 4 x 1. Mas apontar o dedo para Martín Silva e Herrera e acreditar que sem suas falhas a história do jogo seria diferente é se iludir. O Palmeiras nos trouxe de volta à nossa dura realidade após a sequência de três vitórias.

O fato é que vencer times da Série C ou fregueses patológicos não são uma garantia de que houve na equipe a evolução necessária para nos salvar dentro do Brasileirão. Martín Silva falhou, mas não falhou sozinho. Herrera perdeu gols inaceitáveis para um atacante profissional de futebol, mas outros também o fizeram. O que vimos ontem não foi diferente do que já assistimos tantas vezes nesse campeonato.

Basta ver a facilidade com que o Palmeiras nos pressionou desde o primeiro minuto de jogo. Apesar da torcida no estádio, nós é que parecíamos os visitantes. E não conseguimos segurar o placar nem por quatro minutos, e o gol não saiu apenas porque Martín aceitou um chute fraco. No lance, vimos volantes desabando em campo e zagueiros dando botes completamente equivocados também. No segundo, cerca de dez minutos depois, nosso goleiro deu um rebote para frente da área e ficou caído, mas onde estava o lateral para impedir o cruzamento ou qualquer volante marcando o atacante adversário que teve toda liberdade para chegar chutando?

Perdíamos por 2 a 0 e levamos quase vinte minutos para dar o primeiro chute a gol. O Palmeiras vencia e o Vasco não demonstrava qualquer poder de reação. O inacreditável gol perdido pelo Herrera sequer foi criado em uma jogada nossa, e sim de uma bola espirada que lhe tirou de um impedimento de metros. Como colocar a culpa em um ou outro jogador se o time não produziu nada para evitar a derrota?

As alterações feitas pelo Roth no intervalo dificilmente mudariam a situação. Uma, foi para preservar o goleiro uruguaio; outra, para tirar um zagueiro que sempre que falha, dá gols ao adversário. A última, para substituir a maior contratação do ano, bem ao padrão da atual diretoria: um veterano que não tinha espaço em outros clubes e que está longe de apresentar uma parte ínfima do que já jogou no auge da sua carreira. Perdíamos por 3 a 0 e tudo o que poderia ser feito era reforçar a defesa para não levarmos uma goleada histórica. Isso conseguimos: sofremos apenas mais um gol e conseguimos o de honra. E pelo que apresentamos em campo, não dava para esperar muito mais que isso.

Os resultados da rodada não permitiriam que saíssemos do Z4 ontem, mas poderíamos ao menos subir uma posição na tabela e ter esperanças de fugir da zona na próxima rodada. Nada disso aconteceu: perdemos e apenas vimos a distância para o 16˚ colocado aumentar. Mas ainda mais preocupante que nossa posição na tabela e ver que a equipe, incluindo seu treinador, não parecem ter soluções para saírmos dessa situação. E não por falta de vontade, mas por falta de capacidade mesmo.

Há algum tempo os jogos do Vasco deixaram de dar raiva. Eles são de dar pena.

As atuações….

Martín Silva – depois de tanto ansiar pela volta do nosso goleiro titular, Martín presenteou a torcida com uma das mais desastrosas atuações individuais do Vasco no ano. Jordi o substituiu no intervalo e chegou a fazer boas defesas, mas sofreu um gol evitável.

Madson – levou o terceiro amarelo e desfalcará o time na próxima rodada. Pode ser a oportunidade de aparecer alguém que acerte um cruzamento e não fique com cara de choro a cada passe errado.

Aislan – 45 minutos em campo. No primeiro gol, deu um bote errado; no terceiro, ficou olhando a bola bater no seu corpo e sobrar para o inacreditável Victor Ramos marcar. Não voltou do intervalo, sendo substituído pelo Serginho, que tendo acertado o lançamento para o gol de honra, nem merece ser tão criticado.

Rodrigo – temos a pior defesa das quatro divisões do futebol brasileiro, estamos há 12 rodadas no Z4, sofremos quatro gols em casa. O que falar do gênio que, diante de tudo isso, declara que “o resultado não foi de todo ruim“?

Julio Cesar – erra bem menos que o Khrysthyannow por um único motivo: quem não faz nada em campo não erra.

Anderson Salles – como volante, escorregou no lance do primeiro gol; voltando pra zaga, tomou um drible por tabela no lance do terceiro e ficou pedindo impedimento.

Guiñazu – não viu a bola durante o jogo e tomou um drible ridículo no lance do terceiro gol.

Jhon Cley – ser o único jogador com um pingo de lucidez não foi o bastante para ajudar o time.

Andrezinho – outro completamente anulado pela marcação palmeirense.

Dagoberto – no único lance em que poderia fazer algo, foi erradamente apontado em impedimento e mostrou mais uma vez seu destempero ao reclamar com o bandeira e tomar mais um amarelo. Riascos o substituiu e na sua correria pouco objetiva acabou marcando o gol de honra.

Herrera – perdeu dois gols – o primeiro deles um dos mais feitos da história de São Januário e olhava o lance do terceiro gol enquanto dava condição para o atacante palmeirense.

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Tem mais sobre o jogo de ontem no site Vasco Expresso. Para ler a coluna de hoje, é só clicar aqui.

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100% freguês

imageÉ chato e me incomoda soar pretensioso, mas o que aconteceu nessa tarde de domingo foi previsto aqui no blog no post de ontem. Como eu havia dito, não interessa o sucesso que o outro lado tenha ou os problemas que existam do lado de cá. Se o jogo é entre Vasco e Fluminense, as tricoletes tremem na base e amarelam. O indiscutível 2 a 1 de ontem apenas corrobora esse fato.

Vascaínos e tricoletes já sabem que essa freguesia é coisa do destino. E quis o destino que tudo desse certo para o Vasco ontem. Além de termos feito uma das melhores partidas na competição, lances que naturalmente resultariam nas clássicas entregadas de rapadura não aconteceram. Até o Rothbol funcionou!

A explicação para o sucesso de ontem passa necessariamente pelo empenho dos jogadores. Todo pareciam mais atentos e mais empenhados em fazer suas funções direito. No primeiro tempo, quando o Florminense ainda estava empolgadinho, seguramos bem a pressão e não apelamos tanto para as ligações direta, tanto que a posse de bola manteve-se parelha.

O gol do Andrezinho no final do primeiro tempo deixou a partida do jeito que queríamos: para tentar reverter o placar, o Fluzim precisaria se expor e cederia mais espaços. Mas antes que aproveitássemos o momento do jogo, veio o empate em uma das poucas cochiladas da defesa.

Poderia ser o momento para o Vasco se abalar e perder o controle. Mas não poderíamos fazer isso e deixar de oferecer um tratamento especial ao nosso cliente preferencial. Jhon Cley fez as honras da casa, marcando um golaço e calando os tricoletes presentes ao espetáculo. O pessoal do Laranjal ainda tentou o empate, mas na única chance clara de gol que tiveram, Jordi fez grande defesa em cabeçada de Fred.

Muito deviam acreditar em um passeio tricoflor no clássico de ontem. Para esses, a posição na tabela e a comparação entre os elencos seriam mais que o suficiente para decretar um favorito. Mas esse tipo de opinião, tão comum entre os adoradores da objetividade, deixa de lado um fator que todo vascaíno e (por mais que não admitam) todo tricolete sabe: a freguesia supera tudo.

As atuações…

Jordi – alguns acharam a bola do gol tricolete defensável. Pela força, por ter sido à queima-roupa e em um lance de velocidade, discordo. De qualquer forma, mostrou mais segurança que nos seus últimos jogos e fez pelo menos duas boas defesas no segundo tempo.

Madson – mais uma vez teve uma atuação focada no posicionamento defensivo, mas não abdicou completamente do apoio (quando, pasmem, chegou a acertar um cruzamento). Mas em alguns momentos parece meio desesperado pra se livrar da bola, o que o faz errar lances básicos como passes e até o domínio de bola.

Rodrigo – saiu-se superior em quase todos os lances – principalmente nas antecipações – e encarnou tanto o espírito de luta que o clássico demandava que continuou brigando até depois do apito final, dando uma bronca no comentarista Juninho Pernambucano.

Aislan – chegou a dar um ou dois sustos na torcida, mas jogou com disposição e foi importante para a vitória. Fez dois cortes salvadores dentro da área, um em cada tempo.

Christiano – a mesma nulidade de sempre no apoio e ainda perdeu um gol feito. Mas diante do que o sujeito costuma apresentar em campo, nem foi tão ruim.

Anderson Salles – teve bastante trabalho com Marcos Júnior, mas teve outra boa atuação como volante.

Serginho – limitou-se ao combate.

Jhon Cley – não fosse a instabilidade do seu futebol e jogasse mais vezes pelo menos metade do que jogou ontem, e seria titular absoluto do time. Decisivo, fez a jogada do primeiro gol e marcou o segundo em uma pintura. Emanuel Biancucchi o substituiu para dar novo fôlego ao time a pouco fez além de ajudar a fechar o meio de campo.

Andrezinho – demorou a participar do jogo, mas quando o fez, abriu o placar com bela cabeçada. Com o fluzim dando mais espaços no segundo tempo, pode distribuir a bola com mais facilidade.

Dagoberto – continua sem marcar, mas deu trabalho à defesa tricoflor com sua movimentação. Iniciou a jogada do primeiro gol, encontrando Jhon Cley com um passe de primeira e acertou um chute perigoso do meio da rua que deu trabalho ao Cavalieri. Deu lugar ao Thalles, que ajudou a segurar a bola no ataque, mas perdeu uma chance clara para ampliar nossa vantagem.

Herrera – não deixou o dele, mas incomodou a defesa tricolete com sua luta constante. Foi substituído por Riascos, que não teve muito sucesso explorando os espaços dados por um adversário que já estava no tudo ou nada. No finzinho do jogo ajudou a manter a bola no campo de ataque para fazer o tempo passar.

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Falo mais sobre sobre o clássico no Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram!

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Vitória terapêutica

Fazia tempo que o Vasco não vencia uma partida, fazia tempo que não marcávamos dois gols e mais tempo ainda que não marcávamos três. Por isso tudo e por termos conseguido facilitar as coisas no jogo da volta contra o América-RN pela Copa do Brasil, nossa torcida tem todo o direito de comemorar o 3 a 1 de ontem.

A vitória dá tranquildade e mais confiança ao time. Mas sendo realista, há algo além disso para nos dar esperança? Muito pouco. Apesar dos dois gols de diferença, é preciso ser bastante otimista para considerar que tivemos uma atuação convincente. Na realidade, mesmo considerando os desfalques e o natural desentrosamento de um esquema diferente e com jogadores improvisados, tivemos problemas demais contra uma equipe que, convenhamos, está disputando a Série C.

Dentro desse “muito pouco” podemos falar que, pelo menos contra o Mecão, não apelamos desavergonhadamente para o Rothbol. O Vasco procurou manter a posse de bola por mais tempo e conseguiu. E nos sairíamos ainda melhor nesse aspecto se não errássemos tantos passes e se o 4-3-3 do Roth não deixasse volta e meia um espaço gigante entre os setores do time. Escalar Anderson Salles como primeiro homem do meio de campo também deu certo, pelo menos no primeiro tempo, quando o América não procurou pressionar nossa saída de bola. Outro acerto foi posicionar o Dagoberto mais centralizado: ele participou muito mais da partida e finalizou mais vezes no primeiro tempo do que em todas as suas outras partidas.

Mas ainda há muito o que acertar no time. Os erros de passe dependem de um entrosamento maior, o que só acontecerá com a definição dos titulares e com muito treinamento. O nervosismo do time, que ficou evidente no começo do segundo tempo – quando o adversário passou a pressionar nossa saída de bola e piorou quando cedemos o empate – ainda nos prejudica muito, e não apenas tecnicamente, mas deixa todos mais afobados, desatentos e propensos a levar cartões bobos. E claro, há aquelas questões sem solução, pelo menos imediata: as limitações do elenco. Sem reforços (e sem citar nomes), dificilmente teremos uma zaga confiável, laterais decentes ou meias capazes de municiar o ataque adequadamente.

Como eu disse ontem, vencer traria um alivio mais que necessário para o clássico de domingo e era muito importante por esse motivo. Serve como um calmante para alguém que sofre de ansiedade crônica, mas não mostrou ainda um caminho para a cura defiinitiva. Resumindo, não temos motivos para nos empolgar demais com uma vitória que teve mais efeitos terapêuticos que práticos como sinal de melhora do time.

As atuações…

Jordi – mesmo não sendo tão exigido, demonstrou insegurança nas saídas de bola e uma predileção por espalmar as bolas para a frente da área. Foi em um lance assim, com Jordi socando uma bola na direção de um jogador do América que estava na frente da nossa área, que sofremos o gol.

Madson – na marcação vacila e quando sobe ao ataque, não acerta um cruzamento sequer. Como sempre.

Rodrigo – outra atuação oscilante, não conseguindo transmitir a segurança que costumava passar à defesa. Errou bisonhamente algumas saídas de bola.

Aislan – ontem foi acometido da “síndrome de Cris“: joga bem boa parte do tempo, mas quando resolve vacilar é pra entregar o jogo. No primeiro tempo foi de primeira numa bola e tomou um drible desconcertante, deixando o atacante potiguar na cara do gol. Mas como esse lance não terminou em gol, resolveu dar mais uma vacilada, essa fatal: furou de forma constrangedora e deixou o atacante adversário livre para marcar, quase complicando o jogo.

Henrique – entrou apenas para queimar uma substituição com cinco minutos de bola rolando. E pior, sua contusão relâmpago deu a chance do Christianno entrar no jogo e mais uma vez confirmar sua vocação para entrar para história como um dos piores laterais que já usaram a camisa do Vasco profissionalmente.

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia  como titular (foto:  www.vasco.com.br)

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia como titular (foto: http://www.vasco.com.br)

Anderson Salles – uma boa surpresa jogando como volante. Acerta muito mais passes que o Serginho e na marcação e saída de bola colocou o Lucas no chinelo. Fez alguns cruzamentos perigosos em cobranças de falta e ainda marcou o seu, de pênalti.

Guiñazu – como sempre, muita transpiração e pouca inspiração. Mas ontem até que fez uma bonita jogada de linha de fundo.

Emanuel Biancucchi – apesar de outro belo gol (e em um momento importante do jogo, trazendo tranquilidade para a equipe), errou quase tudo o que tentou. E ainda mostrou um condicionamento físico discutível: sofrendo com câimbras, passou os últimos 15 minutos do jogo caminhando em campo.

Dagoberto – fez sua melhor partida com a camisa do Vasco, sendo o jogador mais perigoso do time em campo. Pra compensar, foi expulso de forma tão infantil que merece tomar uma multinha da diretoria.

Herrera – jogando numa posição que pode não lhe ser tão favorável – pelos lados do campo – mostrou disposição e deu trabalho à defesa adversária. Marcou um gol mostrando um oportunismo que deve lhe garantir a vaga que pertencia ao Gilberto. O gringo pediu para sair no segundo tempo e Thalles entrou em seu lugar. Mas o garoto não conseguiu fazer algo digno de nota.

Riascos – sua boa movimentação e a certa habilidade que tem para driblar complicaram a defesa do América, mas não conseguiu ser efetivo, finalizando mal as poucas chances que teve. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais efetivo só por ter sofrido o pênalti convertido por Anderson Salles.

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