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Reconstrução urgente

Na coletiva, após a derrota do Vasco para o Avaí por 2 a 1 – e a segunda seguida, algo que não acontecia desde o dia 5 de setembro de 2015 – Jorginho falou da arbitragem, da força do adversário, do reduzido plantel que tem em mãos e da necessidade de reforços. Falou também que confia no Aislan e de outras coisas, mas de importante mesmo, apenas uma frase: “temos que reconstruir nosso trabalho”.

Basicamente, é isso. Mesmo que todos os argumentos expliquem o resultado, não o justificam. O problema não foi a arbitragem – realmente péssima e justo quando o juiz é do mesmo estado do nosso principal concorrente ao título – ou os problemas com o elenco, nem a maratona de jogos. O problema é que o Vasco se tornou um time muito previsível, que qualquer retranquinha um pouco mais ajustada consegue complicar a vida irredutivelmente.

E não é de hoje que o Vasco não consegue jogar bem. O time vem tendo atuações abaixo da crítica há muito tempo, mesmo quando vence. Ontem não foi diferente. O Vasco pode até ter tido mais posse de bola, mas foi uma nulidade ofensiva. Ficou rondando a área, desperdiçou uma penca de jogadas de linha de fundo por ter laterais irritantemente incompetentes, e pouco chutou a gol. Os atacantes, que estão longe de serem uma maravilha, quase não recebem bolas. Quando pressionamos (e graças unicamente ao um total recuo do time catarinense), vivemos de balõezinhos para área sem qualquer efetividade.

Ainda assim, graças às limitações do Avaí, conseguimos marcar um golzinho na marra. Golzinho esse que, aliás, até poderia ter nos dado a vitória, se não fossem os erros individuais do time. Aliás, não do time, de um único jogador. Enquanto o Luan não estiver bem ou estiver com a Seleção, o Aislan até pode ficar no time; mas entregando gols ao adversário como tem feito todo jogo, precisaremos ser MUITO mais eficientes no ataque. Com o rapaz na zaga, já podemos considerar o placar pelo menos 1 a 0, seja qual for nosso adversário.

Apenas uma pessoa pode resolver esses problemas e o nome dela é Jorginho. Quem tem que pensar em alternativas táticas para o time é o treinador. Quem pode tirar a titularidade de quem não está jogando nada é o treinador. Quem deveria dar mais chances à molecada da base e dar um descanso para uns dois ou três veteranos que não rendem é o treinador.

Jorginho terá uma semana para pensar na vida e no seu trabalho até o, agora mais que nunca, importante jogo contra o Brasil de Pelotas. Um resultado ruim pode significar a saída da liderança pela primeira vez na competição e, em caso de derrota, um inesperado terceiro fracasso seguido dentro de São Januário. Caso isso aconteça, arbitragem, elenco reduzido ou falta de reforços não servirão como desculpa: as cobranças pela “reconstrução” do Vasco recairão todas sobre o mestre de obras do time.

As atuações…

Martín Silva – com a zaga que vem tendo à sua frente, vai precisar fazer mais que agarrar uma penalidade por jogo para não ver o Vasco perder.

Madson – como não teve chance de cobrar um lateral dentro da área, fez apenas o de costume: estragar jogadas de linha de fundo. Jorginho demorou séculos para colocar Yago Pikachu no seu lugar, quando o jogo já estava 1 a 0. E só de não ter aquela cara de chorão do Madson, o Pokémon já pode ser considerado melhor. Ainda assim, não conseguiu acompanhar o atacante que empurrou a bola pra rede no lance do segundo gol.

Rodrigo – estava desatento no lance do primeiro gol e levou um corte simples no segundo. Teve uma chance para marcar, mas seu chute acabou sendo bloqueado pelo braço do zagueiro do Avaí.

Aislan – é uma espécie de anti-Nenê: enquanto o camisa 10 participa dos lances de quase todos os gols feitos pelo Vasco, Aislan está sempre envolvido nos gols que sofremos: ontem, no primeiro gol, fez acidentalmente a assistência para o atacante adversário; no segundo, olhou o passe que originou o gol passar à sua frente sem esboçar qualquer reação além de observá-la.

Julio Cesar – não fosse a presença do Aislan seria indiscutivelmente o pior em campo. E mesmo com o Nenê do Mundo Bizarro na zaga pode haver dúvidas. Acabou com uma penca de jogadas no ataque, errou um monte de passes e vacilou também nos dois gols: o jogador do Avaí que marcou o primeiro passou pelas suas costas e no segundo tomou um drible vergonhoso.

Marcelo Mattos – pode parecer estranho, mas nem chegou a ter tanto trabalho assim. Mas com a defesa entregando a paçoca toda hora, não adianta ficar carregando piano. Quando o Vasco passou a pressionar, até arriscou algumas subidas, com resultados sofríveis.

Julio dos Santos – esteve em campo, dizem. Me lembro vagamente do paraguaio perdendo uma bola fácil perto da nossa área. Saiu para a entrada do Caio Monteiro, outro a entrar no jogo com o time já atrás no placar. Deu maior movimentação ao ataque e acabou marcando o gol vascaíno.

Andrezinho – jogou mais afastado da área para ajudar na saída de bola e, longe do ataque, não chegou a contribuir muito municiando o ataque.

Nenê – mostrou disposição e não fugiu do jogo, mas ainda não voltou a ser decisivo como era em outros tempos. Teve uma boa chance no primeiro tempo, mas chutou pra fora. Acabou participando do lance do gol: o rebote aproveitado pelo Caio veio depois de um chute do camisa 10 rebatido pelo goleiro Renan.

Eder Luis – substituiu Jorge Henrique, mas sem precisar executar as 468 funções que Jorginho lhe atribui. Com isso, tivemos efetivamente um atacante de lado de campo. E, surpreendentemente, Chico Bento foi bem, criando boas jogadas e dando trabalho à defesa adversária. Mas é aquilo: na hora de definir, Eder Luis é terrível. No segundo tempo perdeu o gol mais feito do jogo, mandando para fora uma cabeçada de frente pro gol. Cansou, sumiu e cedeu lugar ao Evander, que não precisou cansar para sumir.

Leandrão – pesado como um trator e com a velocidade de um (com o pneu furado), não conseguiu escapar da marcação avaiana em momento algum.

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Só com bola de cristal

previewFazer prognósticos sobre os jogos do Vasco virou exercício de futurologia. Não adianta levarmos em consideração a superioridade do elenco cruzmaltino, a possível fragilidade dos adversários, o local do jogo, a campanha dos times, a presença do Nenê, as opções do Jorginho…nada disso nos dá a menor dica do que acontecerá com a bola rolando. Podemos ganhar jogando muito mal, perder dominando a partida, golear como visitante, sermos esculachados em São Januário e por aí vai.

Por isso, me faltando as habilidades de uma Mãe Dinah para falar sobre o confronto contra o Avaí na Ressacada, só me resta fazer aquilo que nossos atacantes têm feito muito pouco: chutar. Hoje, mesmo jogando fora de casa, mesmo com Eder Luis e Leandrão no ataque e mesmo com a possibilidade do Aislan entrar em campo, acredito numa vitória do Vasco.

Na situação não muito confortável em que se encontra na classificação, o Avaí não poderá se dar ao luxo de jogar “apenas por uma bola” e deve ao menos tentar ditar o ritmo da partida. O retrospecto do time em casa – quatro vitórias em seis jogos – também indicam que, pelo menos no seu estádio, o Leão da Ressacada mostra mais atitude. E ai, com mais espaço para jogar, as coisas podem ficar mais fáceis para nosso lado.

Mas independente do que virá do outro lado, o Vasco precisa muito da vitória. Não apenas porque uma derrota pode fazer com que o Atlético-GO chegue de vez (se perdermos e eles vencerem, empatarão em pontos conosco), mas porque não há justificativa para tal queda no desempenho do time. O elenco tem uma média de idade alta, a sequência de jogos é absurda, os adversários todos nos enxergam como o time a ser batido… tudo isso é verdade e tudo isso prejudica o trabalho do grupo. Mas para um time que manteve 90% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas, uma queda para 50% nas últimas seis é difícil de ser explicada apenas por esses motivos. Falta de motivação? Erros da comissão técnica? Falta de opções no elenco? Só os jogadores, o treinador e a diretoria podem fazer o Vasco voltar a ter o desempenho que tinha antes. Contar com a fraqueza dos adversários para nos darmos bem na competição é muito pouco.

Temos mais entrosamento, estamos em melhor fase e temos um elenco superior ao Avaí. Mas enquanto não resolvermos nossos próprios problemas, só com uma bola de cristal para saber se venceremos ou não.

Avaí X Vasco

Avaí X Vasco

Renan; Renato, Fábio Sanches (Celio), Gabriel e Capa; Luan, Alemão, Jajá e Diego Jardel; Rômulo e William.

Martín Silva; Madson, Luan (Aislan), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Eder Luis e Leandrão.

Técnico: Silas.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 02/07/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha. Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Adailton Fernando Menezes.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Florianópolis – SC). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Rafael Marques, zagueiro de 32 anos, rescindiu seu contrato com o Coritiba e, pelas notícias, deve aportar na Colina. Com a saída do Vaz e a participação do Luan na Seleção Olímpica, a contratação é mais que bem-vinda, mesmo que seja mais um trintão num elenco formado basicamente por veteranos. Afinal de contas, ou chega um reforço, ou teremos que ver o Aislan em campo.

Fica a dúvida sobre as razões para o jogador pedir a dispensa no Coxa. “Perder espaço” é a justificativa padrão, mas o que levou o jogador a amargar o banco é que seria interessante saber.

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O último ato (?)

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Chegou o dia do derradeiro capitulo desse dramático Campeonato Brasileiro de 2015. Os personagens que decidirão se o Vasco terá um final feliz ou se verá sua saga se tornar uma tragédia estarão atuando hoje, às 17 horas.   A trama, todos conhecem: é a típica história com mais vilões que heróis.

O Vasco é o típico protagonista que sofre ao longo da trama rezando para que sua redenção chegue no fim. O problema é que demoramos tanto para lutar por essa redenção que agora não dependemos apenas das nossas forças. Só resta o time fazer a sua parte, que é vencer e secar os adversários. Jorginho não definiu o substituto para o suspenso Andrezinho, mas Gallo ou Júlio dos Santos, os prováveis titulares hoje, não deverão mudar drasticamente a maneira do time jogar. Com o primeiro, teremos um time de maior pegada na marcação, mas uma dependência maior do Nenê; com o paraguaio, teremos um a menos no combate e um jogo mais cadenciado (pra não falar lento), mas teríamos alguém que, eventualmente, acerta bons passes no meio. Mesmo não sendo fã do Rúlio, eu iria com ele, mas creio que Jorginho escolherá o Gallo. Mas, entre quem entrar, se impor em campo é uma necessidade absoluta. Caso contrário, repetiremos o fim dos filmes “Queda 1” e “Queda 2”, quando também tínhamos a obrigação de vencer e não fizemos a nossa parte.

O Coritiba, dono do palco onde encenaremos as cenas finais do Brasileirão, foi nosso antagonista durante toda a reta final da competição, mas chega para o confronto numa situação confortável. Um empate garante sua permanência na Série A, mas mesmo com uma derrota dificilmente terá problemas. Na atual conjuntura, isso é até bom, já que é melhor ter um adversário que não esteja desesperado pela vitória.

A arbitragem, que mesmo coadjuvante teve uma participação relevantíssima como vilã ao longo da história, não deve trazer problemas hoje. Pelo menos não na nossa partida. Resta saber como os juízes se comportarão nas outras partidas que decidirão o final do campeonato.

Fora do Couto Pereira, a atuação de outros personagens será decisiva para o final do Vasco: dois clubes de Santa Catarina (cuja federação é presidida por um dos vilões do campeonato) também jogam suas vidas hoje: o Avaí, tem uma missão complicadíssima, já que precisa vencer o campeão Corinthians em sua Arena para se manter na Elite. Já o Figueirense joga em casa contra o Fluminense, um personagem que, além de não ter mais nada para fazer na competição, tem motivos pessoais para querer ver um final triste para o Vasco. Estar com o destino do cruzmaltino em seus pés deve ser a maior satisfação para os tricoletes nesse segundo turno (já que o time do Laranjal fez a pior campanha do returno). Mas o pior para o Vasco não é apenas depender da seriedade do Fluzim; é saber que, mesmo sem entregas ou falta de interesse, as possibilidades do tricoflor perder por sua própria incapacidade são enormes.

Mesmo com isso tudo, não dá para colocar sobre o Florminense a pecha de “vilão”. Nosso rival não pediu para ter essa responsabilidade e se hoje dependemos deles para ficar na elite, a culpa é única e exclusivamente nossa. E, aconteça o que acontecer ao final dos últimos 90 minutos disputados nesse domingo, todos sabemos quem foi o responsável por montar uma equipe fraca para uma competição como o Brasileiro, quem contratou e manteve por tempo demais um treinador incompetente e quem demorou um turno inteiro para perceber que o Vasco precisava de reforços até os trazer no desespero.

Esse “quem” senhores, é para quem todos devemos olhar na hora de procurarmos o principal vilão no drama Vascaíno.

Campeonato Brasileiro 2015

Coritiba x Vasco

Wilson; Leandro Silva, Juninho, Walisson Maia e Carlinhos; Cáceres (Ícaro), Alan Santos, Juan e Negueba; Kleber Gladiador e Henrique Almeida.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Serginho, Diguinho, Bruno Gallo (Julio dos Santos) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Pachequinho.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Couto Pereira. Data: 06/12/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Anderson Daronco (RS). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Guilherme Dias Camilo (MG).

As redes Bandeirantes (SC, PR, RJ, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, MG e DF) e Globo (RJ, ES, SC, PR, MG, Goiânia-GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, Petrolina – PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem o jogo. O Canal Premiere transmite ao vivo para os seus assinantes e no sistema Pay-Per-View.

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Vocês devem estar se perguntando: “por que a interrogação no título do post?“. Explico…

Como o “vilão” da história não teve competência para fazer com que o Vasco tivesse uma campanha digna da sua história, um possível rebaixamento precisa de um plano B para ser evitado. Se não em campo – onde deveria ser, houvesse um trabalho decente – fora dele.

Nesse momento, uma equipe de cupinchas do vilão deve estar debruçada sobre escalações, relatórios do BID, súmulas e o que mais for possível a procura de escalações irregulares dos nossos adversários. Se as coisas derem errado na bola, certamente um capítulo extra da trama se dará nos tribunais.

Como falei ontem, caso algum time tenha cometido irregularidades, ele tem que ser punido. E apontar irregularidades não é, essencialmente, algo errado ou questionável. Mas uma coisa é inegável: se o planejamento para o Brasileiro não tivesse sido péssimo, não precisaríamos nos utilizar desse expediente.

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Vencer e secar

secadorO jogo do Vasco, hoje, é contra o Santos. Nosso adversário, finalista da Copa do Brasil e ainda com chances de terminar o Brasileiro no G4 merece todo o respeito e concentração total para ser batido. Mas, graças a uma penca de motivos que estamos cansados de debater por aqui, será impossível, ao menos para torcida, manter a cabeça apenas em São Januário.

Ainda que a equipe santista deva ser levada a sério, a obrigação de uma vitória nos força a ignorar as qualidades do nosso adversário. Fosse o Peixe uma mistura de Barcelona com Bayern, teríamos que vencê-los do mesmo jeito. Mas sabemos também que esse não é o caso: o Santos vem à Colina com a cabeça na final da Copa do Brasil, entrará com um time reserva e, mesmo com seu time titular, tem um dos piores desempenhos fora de casa do Brasileirão (conquistou menos de 20% dos pontos em 17 partidas longe da Vila Belmiro).

Por tudo isso, podemos deduzir que mais complicado que vencermos o Santos na Colina será contar com uma vitória ou empate do Palmeiras, numa infeliz coincidência também na final da Copa do Brasil, contra o Coritiba. Caso o Coxa vença os reservas do Verdão no Allianz Parque, nossa situação para a última rodada ficará extremamente complicada: se isso acontecer, precisaremos não apenas vencer o próprio Coritiba no Couto Pereira para permanecer na elite ano que vem, mas ainda dependeremos que o Fluzim não perca para o Figueira em Santa Catarina (isso, claro, já contando como impossível uma vitória do Avaí sobre os gambás no Itaquerão).

Essa “Palmeirasdependência” é o preço que pagamos pela total incompetência mostrada pelo Vasco em mais da metade do campeonato. E como lamentar o que passou não resolve nada, nos resta fazer o obrigatório na Colina – ou seja, com nossos titulares vencer o desinteressado Santos – e secar o Coxa para que ele não consiga fazer o mesmo diante de um adversário ainda menos interessado no Brasileirão que o Santos.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Santos

Martín Silva, Madson, Rafael Vaz, Rodrigo, Julio César; Diguinho, Serginho, Andrezinho, Nenê; Jorge Henrique (Rafael Silva) e Riascos.

Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Leonardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho e Rafael Longuine (Léo Cittadini); Marquinhos, Nilson e Geuvânio.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Dorival Jr..

Estádio: São Januário. Data: 29/11/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Leandro Pedro Vuaden (RS). Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rio (SE) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).

As Redes Bandeirantes [RS, SC, PR, RJ, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, DF, PE e cidade de Santos e região] e Globo [RJ, ES, MG (menos Belo Horizonte, Coronel Fabriciano e Montes Claros), Regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste (menos Caruaru-PE)] transmitem a partida ao vivo. O canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

 

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Gols, números e rezas

Figueirense, Avaí, Coritiba e Goiás deram inúmeras chances para o Vasco se aproximar deles na classificação do Brasileiro. Tantas que, mesmo iniciando o segundo turno 13 pontos atrás do 16º colocado, chegamos à 35ª rodada quatro pontos distantes da mesma colocação. Tantas foram as chances que poderíamos inclusive ter ultrapassado todos os nossos concorrentes.

Mas não aproveitamos as chances dadas pelos adversários e não conseguimos sair do Z4. E o 1 a 1 com o Corinthians ontem foi ainda pior. Perdemos pontos, jogando em casa e numa rodada em que todos venceram. Agora, como não conseguimos fazer a nossa parte, dependemos cada vez mais da competência alheia.

Não que Vasco tenha feito uma partida ruim. Controlamos a partida boa parte do tempo, não correndo muitos riscos mesmo diante do melhor visitante do Brasileiro. Ainda que controle não significasse chances de gol – tivemos uma ou duas apenas no primeiro tempo – o jogo não apresentava as dificuldades que todos esperavam.

O primeiro tempo, de muita correria e marcação, não chegou a empolgar. Mas a torcida ainda mantinha a esperança na vitória. Esperança essa que diminuiu consideravelmente após a expulsão imbecil do Rodrigo, logo aos 16 minutos da etapa final. Se estava complicado ameaçar os marsupiais antes, com um a menos a situação ficaria ainda mais difícil.

Mas o improvável aconteceu: em um lance de contra-ataque, Nenê deixou Júlio César na cara do gol para marcar com uma precisão poucas vezes vista da parte dos nossos atacantes ao longo do campeonato. A festa dos vascaínos em todo o mundo virou apreensão assim que reparamos no tempo: conseguiríamos resistir aos gambás por mais 20 minutos e com um jogador a menos?

 Com a expulsão do Rodrigo, Jorginho tirou Diguinho e perdemos de vez o meio de campo. Tite, aproveitando a vantagem numérica, avançou ainda mais a marcação e renovou o time, colocando jogadores descansados. O Vasco, mesclando o cansaço dos seus veteranos e a ansiedade por manter o placar, passou a marcar no desespero. Os gambás criavam chances em sequência. E o inevitável aconteceu. Dos 20 minutos que precisávamos segurar, ficamos na metade: aos 36, Vagner Love empatou o jogo.

O Corinthians, já campeão, nem precisou se esforçar muito para confirmar o título sem uma derrota. O Vasco, já sem pernas e abalado pelo empate, não tinha forças para desempatar. A festa, no apito final, poderia ser dos dois times. Mas apenas os paulistas tiveram motivos para comemorar.

Tivéssemos feito nossa parte nas inúmeras vezes que tivemos chance, um empate com o melhor time do país seria um resultado até bom, mesmo jogando em casa. Mas como falhamos antes, o empate torna nossa situação extremamente complicada. Não podemos mais pensar em perder pontos e mesmo que as três vitórias venham, ainda dependeremos de tropeços dos nossos concorrentes. Ou seja, o Vasco não precisa apenas de gols, mas também de cálculos e muita reza para não confirmar seu terceiro rebaixamento.

As atuações….

Martin Silva – não chegou a ser muito exigido e não tinha o que fazer no gol sofrido.

Madson – bem marcado, não ofereceu a opção ofensiva de costume. Defensivamente, deu algumas vaciladas, principalmente entre o nosso gol e o gol de empate marsupial.

Luan – um dos melhores do time, conseguiu cortar praticamente todas as bolas que chegavam à nossa área.

Rodrigo – o chute no rosto do jogador corintiano acabou sendo mais doloroso para o nosso time.

Júlio César – tinha tudo para terminar a partida como o herói do jogo, mas no gol dos gambás, deixou sua lateral completamente livre para Edilson receber a fazer o cruzamento que originou o empate.

Diguinho – vinha se atrapalhando com a bola mais que qualquer coisa, mas sua saída acabou por entregar de vez o meio de campo ao adversário. Saída essa que só aconteceu por conta da expulsão do Rodrigo, já que a zaga precisou ser recomposta com a entrada do Rafael Vaz, que parecia muito nervoso e errou quase tudo que tentou.

Serginho – acabou se saindo melhor que o Diguinho, marcando com disposição e fechando bem os espaços pelo meio. No gol de empate, não conseguiu cortar a bola centrada para Vagner Love.

Andrezinho – começou o jogo perdido, não conseguindo ser útil na criação ou no combate. Melhorou no decorrer da partida, mas não chegou a fazer diferença para levar o Vasco ao ataque.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta, sendo superado com facilidade pelo sistema defensivo do Corinthians. Mas quando teve uma chance, mostrou sua importância para o time: deu um passe preciso para Júlio César abrir o placar.

Rafael Silva – teve apenas uma chance, ainda no primeiro tempo, mas a desperdiçou chutando a bola com a sola do pé. Saiu para a entrada do Jorge Henrique, que no final das contas foi apenas mais um a tentar ajudar o time a segurar o 1 a 0 a nosso favor.

Riascos – sua presença como titular é uma das provas de como o ataque foi o ponto fraco do Vasco em 2015. Mesmo com suas evidentes limitações técnicas e intelectuais, não há no elenco uma opção na qual se olhe e possa dizer com segurança que fará melhor que o colombiano. Prova disso é que, mesmo fazendo nada além de protagonizar cenas dignas de comédias pastelão, Riascos ainda deu mais trabalho aos Gambás que Eder Luis, que tirando uma jogada que terminou em um passe completamente equivocado para a área corintiana, nada fez.

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A diretoria - representada pelo Zé do Taxi - mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: www.vasco.com.br)

A diretoria – representada pelo Zé do Taxi – mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: http://www.vasco.com.br).

Vale um comentário à parte sobre o valoroso Rodrigo, experiente capitão da equipe e figura símbolo do time montado pela diretoria.

Um zagueiro veterano, com 35 anos de idade, não pode em hipótese nenhuma tomar um amarelo ainda no primeiro tempo por reclamação. Menos ainda em um jogo decisivo contra um adversário muito mais qualificado.

Um zagueiro veterano pode menos ainda confundir o esporte com o qual ganha a vida e dar um golpe de kickboxe no rosto de um oponente. E não apenas por isso ser condenável moralmente, mas pelo risco de prejudicar seus companheiros no caso de uma expulsão.

Mas, a despeito da sua idade e experiência, o veterano Rodrigo fez tudo isso ontem. O resultado óbvio foi sua expulsão, que prejudicou o Vasco de todas as maneiras: nos deixou com menos um jogador em campo, fez o treinador queimar uma alteração, acabou com a formação do meio de campo…e nos fez perder o melhor jogador da defesa nas bolas aéreas, o próprio Rodrigo.

E sofremos um gol de cabeça. Que provavelmente não aconteceria se o veterano e experiente capitão de 35 anos não tivesse agido como um zagueiro recém-saído da base.

Rodrigo tem suas qualidades e, no atual elenco vascaíno, é indiscutível sua condição de titular. Mas a predileção da diretoria vascaína pelo jogador – que antes da partida lhe fez até uma festinha pelo 100º jogo com a armadura cruzmaltina – não lhe dá salvo conduto para agir como um imbecil. As besteiras e provocações que o Rodrigo costuma fazer nas entrevistas (o que, aliás, lhe rendeu uma renovação contratual de dois anos e a predileção de uma diretoria que age da mesma forma) ele até pode continuar fazendo. Mas expulsões como a de ontem são inaceitáveis. Talvez até passíveis de punição (em um clube gerido de forma séria, claro).

E eis a ironia: o veterano Rodrigo, símbolo da política de contratações da diretoria, com sua irresponsabilidade foi responsável direto pelo empate de ontem. E no final das contas, o queridinho do Dotô pode acabar sendo responsável direto pelo terceiro rebaixamento do Vasco.

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O jogo do ano

calendario-2015-02-580x330A partida de hoje contra o Corinthians é, sem dúvida nenhuma, o jogo do ano para o Vasco. E exatamente por isso, a vitória não é apenas importante; é indispensável. Razões que confirmem essa impressão são várias e do conhecimento de todos:

Vencer o virtual campeão brasileiro, na partida que – mesmo sendo em nossa casa – vem sendo chamada de “jogo do título” por toda a imprensa esportiva dará ao time ainda mais confiança para a difícil missão que ainda temos pela frente.

Com São Januário lotado – os ingressos estão esgotados – conseguir os três pontos não aumentará a confiança apenas do time, mas também da torcida, que vendo o Vasco passando pela melhor equipe da competição, terá mais motivos para acreditar na recuperação.

Acima de tudo, vencer hoje é indispensável porque o Vasco não pode contar com ninguém mais além dele para escapar do rebaixamento. Não depois dos resultados de ontem  – vitórias de Coxa, Avaí e Figueira -, mas principalmente da forma como os resultados ocorreram, principalmente a derrota da Macaca para o Figueirense, com mais um erro absurdo da arbitragem a favor de uma equipe catarinense. Como nas próximas rodadas o Avaí terá pela frente um Fluzim sem a menor vontade de vencer e o Figueira deve fazer um jogo de compadres com a Chapecoense, não restará opção ao Vasco vencer TODAS as partidas que lhe restam para aí torcer que os “erros” dos juízes e adversários “desmotivados” não permitam que o Avaí faça mais que sete pontos até o fim.

Claro que haverá quem discorde de tudo isso, alegando que o jogo contra os marsupiais é importante, mas não pode ser o jogo do ano para o Vasco porque disputamos a final do Carioca. Mas nem o mais lobotomizado euriquista há de discordar que a partida de hoje na Colina, dependendo do seu resultado, trará consequências de muito mais impacto que um título estadual. Ou alguém acha que os benefícios de termos saído da fila no Carioca superam os malefícios de um terceiro rebaixamento?

Não, ninguém deve achar isso. E essa é mais uma razão para dizermos que a partida de hoje contra o Corinthians é o jogo do ano para o Vasco. Pelo menos até a próxima rodada.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Corinthians

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Julio César; Diguinho, Serginho, Andrezinho e Nenê; Rafael Silva e Riascos.

Cássio, Edilson, Felipe, Edu Dracena e Guilherme Arana; Ralf, Bruno Henrique, Rodriguinho, Jadson e Malcom; Vagner Love.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Tite.

Estádio: São Januário. Data: 19/11/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Anderson Daronco(RS). Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabiano da Silva Ramires (ES).

As Redes Bandeirantes (RS, SC, PR, SP, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, CE, MA, PA, AP, MG, DF e RJ, menos Grande Rio) e Globo (RJ – exceto a capital -, SP, RS, SC, PR, MG – menos Varginha, Coronel Fabriciano, Montes Claros e Belo Horizonte -, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE – menos Petrolina -, CE, PA – menos Santarém -, MA, AP e DF). O canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Jorginho deve confirmar a mesma escalação que eu sugeri no post passado. A meu ver, não há mérito nenhum nisso. A maioria da torcida deve concordar que essa é a formação mais equilibrada para tentar anular o jogo envolvente dos gambás sem comprometer a parte ofensiva do time.

Agora é torcer que tudo dê certo. E também para que o Tite se lembre que basta o São Paulo não perder para o Galo no Morumbi para o título corintiano se confirmar. Sendo assim, talvez ele deixe os três jogadores marsupiais que atuaram pela seleção na terça no banco e os poupe para a festa no Itaquerão no fim de semana…

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Nem preciso recomendar que a torcida do Vasco aja com civilidade e não dê motivos para que a imprensa esportiva estampe amanhã os jornais com enormes “eu não disse?” sobre o risco de realizar a partida de hoje na Colina.

Se não for porque a violência e a briga entre torcidas é uma estupidez que não leva a nada, pensem então no Vasco: se acontecer qualquer problema em São Januário hoje, não tenham dúvidas: o STJD fará um julgamento relâmpago para nos tirar os poucos mandos de campo que nos restam.

Portanto, é aquilo: vão ao estádio e voltem para suas casas na paz.

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A especulação e os fatos

SHERLOCK-HOLMES_2671973bA especulação:

Os times de Santa Catarina estão sendo favorecidos na sua luta contra o rebaixamento.

Os fatos:

O presidente da federação catarinense é também vice-presidente da CBF.

É terminantemente proibido a visitação de dirigentes de federações visitarem os vestiários da arbitragem antes dos jogos. Apesar disso, o Sr. Delfim Pádua Filho, presidente da federação catarinense e também vice-presidente da CBF, faz dessa irregularidade um hábito.

O rodízio de árbitros nos jogos com times catarinenses não funciona muito bem: até agora, Joinville, Figueirense, Avaí e Chapecoense estiveram em campo 109 vezes pelo Brasileiro. O mesmo grupo de sete árbitros apitou 45 delas. Ou seja, esses sete apitaram mais de 1/3 dos jogos dos clubes de Santa Catarina enquanto os outros quase 200 juízes do quadro de arbitragem da CBF apitaram o restante dos jogos.

Os sete são: Anderson Daronco, Jailson Macedo de Freitas, Marcelo de Lima Henrique, Pericles Bassols, Raphael Claus, Wagner do Nascimento Magalhães e Ricardo Marques Ribeiro. O grupo foi citado no levantamento feito pelo Vasco sobre os jogos dos clubes catarinenses nesse Brasileiro.

O desempenho médio dos quatro times catarinenses até o momento é de 35,85%. Em jogos apitados por esses sete árbitros, o aproveitamento é de 40,3%.

Há no grupo quatro árbitros da FIFA. Dois deles (Anderson Daronco e Raphael Claus) entraram nesse seleto grupo esse ano. Ricardo Marques Ribeiro é o favorito como representante brasileiro na arbitragem da Copa de 2018. Wagner do Nascimento Magalhães é aspirante FIFA.

Com os quatro juízes citados acima, o desempenho dos times catarinenses é de 41,6%.

O filho do presidente da federação catarinense de futebol, o Sr. Delfim Pádua Neto, foi delegado em seis partidas em Santa Catarina. Apesar disso, o nome do Sr. Pádua Neto não consta da lista de delegados apresentada no site da CBF.

Nessas seis partidas em que o Sr. Pádua foi delegado, os times catarinenses não perderam. Em três deles, lances polêmicos da arbitragem favoreceram os anfitriões.

Mesmo diante desses fatos, não se pode confirmar a especulação. Mas todos têm o direito de tirar as próprias conclusões.

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Eurico Miranda voltou a falar sobre os assuntos aí de cima. Também enumerou boa parte dos fatos citados no post e externou suas conclusões.

Mas, como não poderia deixar de ser, tentou se eximir da sua (grande) parcela de culpa na situação da equipe. Quando ele afirma que o presidente da CBF terá que “assumir a responsabilidade total” caso qualquer coisa prejudique o clube, o que na prática já aconteceu, sua intenção é clara: a diretoria do Vasco colocará a conta de um possível rebaixamento na conta do Marco Polo Del Nero.

Os fãs do Dotô já encaram isso como uma verdade absoluta. Mas qualquer pessoa em pleno uso das suas faculdades mentais sabe que a história não é bem essa. Haver um complô para salvar os times de Santa Catarina não é o mesmo que prejudicar o Vasco. Se o Vasco não estivesse desde o começo do Brasileiro frequentando a parte debaixo da tabela, seriam outros os prejudicados. E se jogamos mais de 20 rodadas do Brasileiro no lixo com um desempenho inaceitável para um clube com a nossa história, a culpa disso foi a falta de um mínimo de planejamento por parte da diretoria.

Se a atual gestão fizesse seu trabalho de forma decente, não estaríamos passando por isso. E fazer declarações de guerra não vão fazer com que os pontos que perdemos – seja pela incompetência em montar uma equipe para todo o Brasileiro, seja por erros de arbitragem – voltem para o time.

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