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Otário

for_dummiesMinhas esperanças numa recuperação do Vasco foram praticamente extintas depois da derrota para o Figueirense na Arena Maracanã. Isso ficou bem claro na resenha que fiz da partida, no post publicado aqui no blog domingo passado. Ainda assim, no mesmo post, eu previa que na próxima partida eu estaria aqui, fazendo um novo post e provavelmente com um tom otimista.

Eis-me aqui pra falar sobre o jogo de hoje contra o Internacional, no Beira-Rio, e cheio de esperanças novamente.

É, eu sou um otário.

Sou um otário porque, apesar de todas as probabilidades estarem contra, eu não consigo deixar de acreditar nesse time que, na maioria esmagadora das vezes nesse Brasileiro, não fez mais que decepcionar sua torcida. Mesmo sabendo que não vencemos ninguém há sei lá quanto tempo, que nem mesmo gols conseguimos marcar, ainda acredito que podemos vencer o Inter na sua casa. O mesmo Inter que, mesmo claudicante no Brasileirão, está entre os quatro melhores times do continente.

Acredito que, exatamente por isso, uma vitória sobre o Colorado seria perfeita para um início de reação no campeonato. Voltar a vencer justo contra um adversário forte, em seus domínios, seria uma motivação tremenda para nosso combalido esquadrão.  Por mais que a lógica e mesmo os fatos impeçam que qualquer pessoa racional creia nisso.

Ainda mais com as opções estranhas do treinador. Anderson Salles não foi bem contra o Figueira? Então quem sai do time para a volta do Rodrigo é o Luan. Jogaremos contra um adversário que conta com a velocidade do Alex, Sasha, Valdívia e Vitinho? Jorginho mantém a personificação paraguaia da lentidão em campo, e pior, talvez como um dos volantes responsáveis por marcar esses jogadores (isso se ele optar por escalar o Serginho na lateral, no lugar do inclassificável Jean Patrick). Isso sem falar no ponto fraco do time, o ataque: vamos com dois atacantes de lado de campo e sequer levaremos as poucas – e em momento ruim, é verdade – opções de referência na área que existem no elenco. Já o Romarinho, esse, não poderia ficar de fora e foi relacionado.

Apesar de tudo isso, eu ainda acredito numa vitória. É passar recibo de otário? Pode ser. Mas por mais que as evidências indiquem que é inútil, acreditar no Vasco é algo que é mais forte que eu.

Campeonato Brasileiro 2015

Internacional x Vasco

Muriel; William, Paulão, Ernando e Geferson; Rodrigo Dourado, Nilton, Alex e Eduardo Sasha; Valdívia e Vitinho.

Jordi; Jean Patrick (Serginho), Anderson Salles, Rodrigo e Christianno; Guiñazú, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Rafael Silva.

Técnico: Argel Fucks.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Beira-Rio. Data: 02/09/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Marcio Eustaquio S Santiago (MG).

 O SporTV transmite ao vivo para todo Brasil (exceto RS). O Canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Vejam vocês: a diretoria resolveu, no meio da crise em que vivemos, apostar em mais dois veteranos, um deles, que já não tinha dado certo em São Januário. E, para melhorar a situação, negociou o Jhon Cley, que mesmo não sendo um primor, é “apenas” uma década mais jovem que o Jéferson, que adora passar um tempo no estaleiro.

Difícil não crer que não haja um viés de caça às bruxas. Como a irregularidade do Cley não permitiu que ele se firmar no time, virou exemplo de “fracasso da base da gestão Banana” para os devotos do Dotô. Mas aí vem a diretoria e, ao invés de valorizar a base DO CLUBE (e não de um presidente), prefere valorizar outro veterano que nem a gestão Dinamite quis manter no Vasco. E ainda tem gente que defende o competentíssimo planejamento feito para o futebol vascaíno.

É. Tem gente que consegue ser mais otária que eu.

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Voltamos à programação normal

Muitos torcedores estão colocando a derrota do Vasco para o Goiás por 3 a 0 na conta da realmente constrangedora atuação do juiz Luiz Flávio de Oliveira. Mas temo dizer que é querer se enganar achar que as coisas seriam diferentes se a arbitragem não tomasse as decisões que tomou durante o jogo. O que vimos ontem foi a repetição de um roteiro mais que conhecido da torcida, cujo final nada feliz é uma infeliz rotina nesse Brasileirão.

Aos que podem contestar minha opinião, vale lembrar o que realmente aconteceu no jogo: sofremos um gol com quatro minutos de bola rolando, numa jogada que poderia ser facilmente evitada; o segundo gol, oriundo de um pênalti cometido de forma desnecessária após um jogador famoso por suas pixotadas perder uma disputa de bola e puxar a camisa do adversário, não pode ser creditado a um erro de arbitragem se a penalidade realmente aconteceu (se poucos juízes – e ainda menos auxiliares – marcariam o lance, é outra história). Quando tivemos um jogador expulso de forma completamente equivocada, o erro capital do Sr. Oliveira, já estávamos perdendo na bola por 2 a 0 e no psicológico de goleada.

Numa situação como essa, dizer que poderíamos reagir se o Jorge Henrique não tivesse levado injustamente um vermelho aos 19 minutos da primeira etapa não é ver a realidade da partida. Mesmo com ele em campo, estávamos mais longe de diminuir a diferença que o Goiás estava de marcar o terceiro. Com 11 em campo, fizemos apenas duas finalizações, as duas em cabeçadas feitas por zagueiros, sem qualquer perigo para o gol goiano. É óbvio que as coisas seriam menos complicadas sem a expulsão, mas achar que isso mudaria o cenário do jogo é ignorar o óbvio: o Goiás foi muito mais eficiente e competente que o Vasco.

Nossa situação ficou mais ainda complicada na competição, mas analisando friamente, essa derrota não é motivo para quem acreditava que temos forças para escapar do rebaixamento antes do início da partida deixe de confiar. Imaginar que passaríamos o returno inteiro sem nenhuma derrota é um delírio, e continuamos precisando das mesmas 10 vitórias que precisávamos antes. Quem escolheu acreditar já se agarrava às chances matemáticas desde o fim do primeiro turno.

Resta ao Jorginho fazer com que o elenco esqueça essa volta à programação normal de goleadas sofridas no Brasileirão e motivar o time para a decisão da vaga na Copa do Brasil contra a mulambada. No Brasileiro as coisas vão de mal a pior e uma eliminação na outra disputa, depois de termos vencido a primeira partida, servirá apenas para piorar o clima para a equipe e para torcida. E isso definitivamente não pode acontecer.

As atuações

Martin Silva – sem culpa nos gols, ainda evitou que saíssemos do Serra Dourada com uma goleada maior.

Madson – depois da boa apresentação contra a mulambada, voltou a ser uma nulidade no apoio.

Rodrigo – o dono do time, no alto dos seus quase 35 anos, ainda não aprendeu que reclamar com o juiz pode render um amarelo. Levou o primeiro ao discutir com o árbitro e acabou expulso quando levou o segundo ao cometer um pênalti.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, ao invés de se antecipar na jogada, deixou que um Zé Love sem ritmo e com uma barriga de cerveja acertasse uma bicicleta numa bola que vinha praticamente num balãozinho.

Christianno – o pênalti que cometeu é uma clara demonstração da sua incapacidade como jogador profissional.

Guiñazú – foi várias vezes envolvido pelo bom toque de bola do adversário. Acabou dando lugar ao Jhon Cley quando Jorginho tentou colocar o time pra frente. E o garoto não conseguiu ser nada efetivo nessa tarefa.

Serginho – foi o melhor do time ao lado do Martín Silva. E isso já mostra o nível da apresentação do Vasco no Serra Dourada.

Julio dos Santos – taticamente não foi dos piores, já que mesmo em um dia ruim para o Madson, a lateral direita nem foi tão utilizada pelo adversário. Por outro lado, ajudando na criação foi nulo. Lucas entrou em seu lugar no fim da partida e nem encostou na bola.

Nenê – se o time mantivesse seu esquema por mais de 20 minutos, poderia ter sido mais efetivo. Com 10 em campo, acabou não conseguindo criar nada.

Jorge Henrique – estava nervoso por conta do placar e certamente poderia ter evitado a caminhada em direção do sujeito que o agrediu com uma voadora. Mas nada disso justifica sua expulsão.

Riascos – se com gente ao seu lado já fica complicado pro lado dele, isolado na frente as coisas se tornam impossíveis. Brigou com os zagueiros, com a bola e até com o gramado, mas não conseguiu fazer nada além disso. Herrera o substituiu e continuamos com um atacante isolado, mas esse nem brigar brigou.

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Curtir o momento

Ontem à noite, pelo Twitter, um seguidor me perguntou se jogássemos sempre como na vitória por 1 a 0 sobre a mulambda, se estaríamos brigando pelo G4. Uma dúvida típica de quem naturalmente se empolgou diante de um bom resultado contra o maior rival. Talvez agora, na manhã seguinte, o mesmo torcedor veja a partida com uma visão mais realista.

Podemos dizer, sim, que se o Vasco tivesse mais atuações como a de ontem ao longo do Brasileirão, certamente não estaríamos na lanterna e muito provavelmente sequer no Z4. Mas ainda assim é bastante questionável se estaríamos na luta por uma vaga na Libertadores. É preciso lembrar que há uma distância gigantesca entre vencer um adversário que está longe de ser um exemplo de boa equipe e brigar no topo da tabela.

Por outro lado, é claro que o jogo de ontem serve como motivo para que nossas esperanças aumentem. Mesmo considerando a motivação extra por conta da rivalidade e pelo novo treinador e que o Framengo não chega a ser uma potência dentro de campo, já deu pra perceber que Jorginho, com apenas dois dias de trabalho, conseguiu dar algum padrão ao time, e isso sim é mais promissor que a vitória sobre os mulambos. Pode não adiantar nada ficar imaginando o que aconteceria se tivéssemos jogado sempre dessa forma, mas é fato que a atuação na Arena nos permite esperar uma recuperação dentro do Brasileiro.

Não levando em consideração o nível do adversário e suas limitações, não chegamos a fazer um jogo bonito, mas fomos extremamente competitivos. Diferente do Rothbol, que tinha como fundamento se defender a qualquer custo e torcer que um ataque desse certo, o Vasco do Jorginho conseguiu impedir que a mulambada jogasse e não deixou de jogar. O time jogou mais compactado, bloqueou o meio com eficiência e evitou que as laterais fossem um convite ao ataque como vinha sendo rotineiramente. Ofensivamente ainda não podemos dizer que resolvemos o problema de falta de criatividade pelo meio, mas a chegada do Nenê e a movimentação de Riascos e Jorge Henrique trouxeram alguma evolução na criação de jogadas. E as subidas pelas laterais voltaram a ser perigosas.

Aos olhos do torcedor, uma vitória – aliás, a terceira vitória no ano – sobre o maior rival sempre nos faz ver maravilhas onde apenas houve correção. Alguns problemas ainda existem, como os erros de finalização, ainda existem e não podemos ignorar que o lance do gol saiu em mais uma ligação direta. Mas para um primeiro jogo com a nova comissão técnica, a atuação de ontem foi boa o bastante para esperamos uma subida de produção do time.

A partida foi pela Copa do Brasil, nossa classificação está longe de estar garantida e nossa situação no Brasileiro continua tão complicada quanto estava antes dessa noite de quarta-feira. Mas a vitória nos dá um tempo das notícias ruins e nos permite curtir o momento sem culpas. Depois de tudo o que tem acontecido à nossa preocupada torcida, temos todo o direito de fazer alguma festa.

As atuações…

Martín Silva – fez uma grande defesa em finalização do Guerrero, ainda no primeiro tempo. No resto do jogo, mesmo quando a mulambada nos incomodou um pouco mais, não chegou a ter muito trabalho.

Madson – sua melhor atuação em muito tempo: mesmo não acertando os cruzamentos, voltou a ser uma das melhores armas ofensivas do time. No primeiro tempo foi responsável pela melhor jogada ofensiva do time, deixando Nenê na cara do gol. Defensivamente também se saiu bem melhor (apesar de mostrar um afobamento arriscado em alguns lances), não permitindo o aparecimento da costumeira avenida pela sua lateral.

Anderson Salles – jogando com vontade e aplicação, não facilitou as coisas para o ataque urubu. Sofreu um pênalti claríssimo, não marcado pela arbitragem.

Rodrigo – se jogasse toda partida como nos joga os clássicos, dificilmente estaríamos nessa situação no Brasileiro. Ontem foi muito bem, não dando espaços para o Guerrero e ganhando quase todos os lances.

Christiano – chega a ser comovente sua aplicação: corre muito e aparece como opção para o ataque muitas vezes, mas é incapaz de acertar um cruzamento, um último passe ou um chute a gol.

Guiñazu – a “guerreirice” de sempre, o que significa muita entrega, mas também carrinhos em excesso e faltas demais. Poderia errar menos passes.

Serginho – fez uma daquelas partidas discretas mas muito eficientes: sem chamar a atenção da torcida com subidas ao ataque que não são a sua praia e concentrado apenas no combate, ganhou praticamente todas no meio de campo.

Julio dos Santos – taticamente foi muito bem: ocupando espaços e fechando a lateral direita, permitiu que Madson tivesse a possibilidade de explorar seu potencial ofensivo. Já na criação deixou a desejar, errando alguns passes, o que compensou acertando o lançamento que iniciou a jogada do gol. Perdeu duas chances claras de marcar.

Nenê – ainda não parece estar 100% no ritmo, alternando bons momentos com alguns sumiços em campo, mas já deu uma nova cara ao time com sua movimentação e habilidade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, após bela jogada de Madson, chutando fraco. Jhon Cley entrou em seu lugar no finzinho da partida e não teve tempo para fazer muita coisa.

Jorge Henrique – o herói do jogo, o atual “baixinho da 11” vascaíno foi dos mais comprometidos durante a partida, tendo presença tanto no ataque como ajudando a dar o primeiro combate. Mostrou bom posicionamento e precisão ao finalizar no lance do gol. Depois de correr como um louco o tempo todo, saiu mancando para a entrada do Dagoberto, que basicamente só apareceu para levar seu amarelo habitual.

Riascos – com ele em campo, o Vasco perde em presença de área, mas ganha muito em movimentação. O colombiano deu trabalho à zaga mulamba quando tinha a bola nos pés e também sem ela, ajudando a marcar a saída de bola. Mostrou visão de jogo ao fazer a assistência para o gol de Jorge Henrique. Nos minutos finais deu lugar ao Thalles, outro que não teve muito tempo para fazer qualquer coisa, mas que ainda assim conseguiu levar um amarelinho antes do apito final.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

***

Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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Um ano perdido

Em 2008, tínhamos 10 derrotas em 18 jogos.
Em 2013, eram sete derrotas em18 jogos.
Hoje, temos 11 derrotas em 18 jogos.

Em 2008, tínhamos cinco vitórias em 18 jogos.
Em 2013, eram seis as vitórias em 18 jogos.
Hoje, temos três vitórias em 18 jogos.

Não falemos de saldo de gols, já que esse ano superamos de forma tão fantástica nossos recordes negativos que é vergonhoso ficar lembrando isso.

Atualmente, estamos na lanterna do Brasileirão. Para escaparmos do terceiro rebaixamento em sete anos, precisaremos pular dos atuais 24,1% de aproveitamento que temos hoje para ter, no restante do campeonato, um aproveitamento de 53%. Ou seja, um desempenho de quem está hoje brigando por uma vaga na Libertadores.

É possível? É. Será difícil? Com certeza. Se em 18 rodadas só conseguimos 13 pontos, quem apostaria que conseguiremos 32 nas 20 restantes? A questão aqui é a seguinte: escapemos ou não do rebaixamento, o ano de 2015 para o Vasco já terá sido uma vergonha.

Na pior das hipóteses, cairemos novamente e todos imaginamos os efeitos terríveis que isso acarretará. E na melhor, caso consigamos permanecer na elite, a diretoria e seu grupo de adoradores certamente vão considerar esse ano perfeito. Afinal de contas, para eles, ganhar um carioca e ficar na Série A é a ambição máxima. Todos os vexames do Brasileiro, as contratações bizarras, as bravatas…tudo isso vai cair no esquecimento. E tudo vai se repetir em 2016.

Como torcedor, espero sinceramente que o Vasco não caia mais uma vez. Espero que a chegada dos novos reforços nos ajudem (segundo o site oficial do euriquismo, a vinda do Nenê representa o “início da virada“!) e que um novo técnico consiga fazer com que esse elenco cumpra a missão praticamente impossível de nos salvar de mais um rebaixamento. Mas ainda que o improvável aconteça, a felicidade pela permanência na Série A não pode nos fazer esquecer de toda a incompetência mostrada na gestão do futebol.

Sobre a derrota de ontem, falar o que? Mais uma vez não jogamos nada, a única diferença é que não fomos goleados mais uma vez por um time paulista. E devemos isso única e exclusivamente ao nosso goleiro, que impediu que levássemos um sacode do Santos. Perdemos pelo placar mínimo, mas pelo futebol apresentado e pelas chances desperdiçadas pelo Peixe, não seria nada demais se a partida terminasse em 3 ou 4 a 0.

As atuações…

Martin Silva – mesmo que a falta que originou o gol santista fosse defensável, não se pode criticar o goleiro, que ontem pegou até pênalti e nos salvou da quinta goleada em cinco jogos contra times paulistas.

Madson – sua lateral foi um convite para as subidas dos adversários no primeiro tempo. E como o garoto não fez nada que preste no apoio, é pra se perguntar: se o Madson não marca e também não ataca, o que ele faz em campo?

Rodrigo – passou por vários apertos contra o ataque santista.

Jomar – fez uma boa partida, sendo eficiente no combate e nas roubadas de bola. E contou com a sorte por encarar um Ricardo Oliveira em noite de Herrera.

Christiano – ele se esforça, mas futebol decididamente não é a sua praia. Erra tudo o que tenta.

Guiñazu – uma noite pra se esquecer: cometeu a falta que originou o gol santista e ainda foi expulso ao cometer um pênalti desnecessário.

Serginho – o número de vezes que foi envolvido pelo meio de campo adversário só foi superado pela quantidade de passes errados que deu.

Julio dos Santos – dada a quantidade de vezes em que mandou a bola para os jogadores do Peixe, podemos dizer que justificou seu sobrenome. Saiu para a entrada do Herrera, sobre o qual, por mais que eu me esforce, não consigo pensar em nada para falar.

Julio Cesar – o que falar de alguém que não consegue ganhar a vaga do Christianno? Ontem fez tudo para justificar a fama de ex-jogador em atividade, parecendo se esconder do jogo a todo custo. Rafael Silva entrou em seu lugar no intervalo e pelo menos tentou alguma coisa. De maneira equivocada e apelando para uma habilidade que não tem, mas tentou.

Jhon Cley – se com alguém para dividir a criação já fica difícil, sozinho é que ele não conseguiria resolver os problemas de criação do time.

Riascos – é outro que tenta, tenta e tenta e não consegue muita coisa. Dessa vez tem a desculpa de ter sido prejudicado pelo “esquema”(?!?!) do Roth. Thalles o substituiu e mesmo que tivesse tempo para fazer algo, dificilmente conseguiria com o peso que ostenta atualmente.

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Revolução ou milagre

Vamos por partes:

1) Em mais de uma ocasião, Celso Roth justificou os maus resultados e as ainda piores atuações do seu time com o argumento de que nunca teve tempo para treinar. Ontem, depois de 10 dias apenas para treinamentos, o Vasco apresentou os mesmos problemas de sempre: fomos uma equipe que nem consegue criar, nem marcar eficientemente.

2) Parte da torcida – uma parcela cada vez menor, diga-se – insiste na teoria que o problema é apenas do Roth, já que o elenco vascaíno é melhor que o de um monte de equipes que estão à nossa frente na tabela. Mas ontem, diante daquela que é certamente uma das mais fracas do Brasileirão, vimos nossos jogadores falharem em diversos fundamentos, o que definitivamente não dá pra colocar na conta do treinador. Erros de passe, cruzamentos, domínio de bola, finalização e combate direto na marcação não são resolvidos com esquemas de jogo. Tanto que fizemos um jogo parelho com o modestíssimo Joinville, que, convenhamos, tendo PC Gusmão no comando, não se pode dizer que tenha um treinador muito melhor que o nosso.

3) Um dos motivos para mandarmos o jogo na Arena Maracanã foi o de que a torcida não apóia o Vasco como deveria em São Januário. Que ela não comparece como deveria e que os poucos que vão à Colina estão sempre prontos para vaiar o time logo no começo dos jogos. Nesse domingo mais de 40 mil vascaínos compareceram ao estádio (pagando um ingresso caro, enfrentando as filas e a desorganização do consórcio que administra a Arena) e apoiaram o time mesmo quando não conseguimos apresentar um futebol minimamente aceitável.

Resumindo, nenhuma das desculpas serve para justificar o terrível resultado que o Vasco teve ontem. O empate sem gols contra o Joiville apenas serviu para mostrar o tamanho dos nossos problemas e das nossas limitações. Precisando desesperadamente de pontos e tendo tudo a nosso favor, não conseguimos marcar um gol sequer contra a equipe que segurou a lanterna da competição quase o campeonato inteiro e que é uma das que está fatalmente destinada ao rebaixamento ao final do Brasileiro.

Poderíamos dizer que o pior de tudo é que o resultado foi justo. O Joinville veio para conseguir um empate, mas bem poderia ter saído com a vitória (Martín Silva fez pelo menos duas grades defesas). Mas não. Pior que a justiça do resultado foi constatar de forma cristalina que, se mesmo nas melhores condições possíveis não temos capacidade de vencer quem luta contra o rebaixamento, só mesmo uma revolução ou milagre poderão evitar a tragédia.

A revolução está nas mãos do treinador (seja o Roth ou outro qualquer que aceite esse desafio), dos jogadores ou da diretoria. O milagre, fica por conta da fé da torcida. Nesse momento é impossível dizer qual dos dois é mais viável de acontecer.

As atuações…

Martín Silva – depois da desastrosa atuação contra o Palmeiras, evitou um resultado que seria ainda mais catastrófico contra um adversário muito pior.

Madson – presença ofensiva inútil e fragilidade na marcação. Como sempre.

Rodrigo – conseguiu se enrolar algumas vezes mesmo contra uma das equipes mais fracas da competição. E ainda deu uma entrevista sorrindo após o constrangedor resultado.

Jomar – não participava de uma partida oficial há mais de um ano e sua atuação explica esse fato. Completamente fora de ritmo, errou o tempo da bola quase sempre e quase marcou um golaço…contra.

Christianno – para vocês entenderem o nível da partida: Khrysthyannow foi um dos destaques do time. Mesmo errando tudo o que tentou, foi figura constante no apoio. Na marcação nem adianta esperar alguma coisa do sujeito.

Anderson Salles – se viu envolvido pelo “poderoso” meio de campo catarinense. E ainda tomou um amarelo por fazer uma falta no meio de campo, o que lhe garantiu uma suspensão na próxima partida. Quando o Joinville assumiu de vez a retranca, deu lugar ao Riascos, que mostrou a disposição de sempre, mas não muito mais que isso.

Guiñazu – mesmo com seus 45 anos de carreira mostra mais disposição que todo o time junto. Não a toa foi o jogador que mais roubou bolas nessa rodada do Brasileirão.

Julio dos Santos – acertou alguns bons passes em profundidade e lançamentos, mas em grande parte do jogo parece atuar de forma displicente, errando passes fáceis e sendo muito facilmente anulado pela marcação adversária.

Jhon Cley – pelo que jogou ontem, parece que sua pilha acabou e que precisa de uma volta ao banco para recarregar as baterias. Fez duas finalizações com relativo perigo, mas não conseguiu criar jogadas em número suficiente.

Dagoberto – demorou a entrar no jogo, o que só aconteceu quando mudou de posição no campo. Aí apareceu para fazer alguns bons lances, mas perdeu um gol feito. Thalles entrou em seu lugar para renovar a força do ataque, mas sua presença em campo só serviu para aumentar o peso do setor.

Herrera – passou metade do primeiro tempo sem tocar na bola. E quando tocou, perdeu mais um gol feito. Rafael Silva entrou em seu lugar e não melhorou muito nossa participação ofensiva.

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Acabei de publicar uma coluna no Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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De dar pena

Os mais esperançosos e os defensores irredutíveis da atual gestão vascaína encontrarão facilmente os culpados por mais uma derrota vexaminosa do Vasco, essa, com requintes de crueldade por ser na Colina, com casa cheia e por um inapelável 4 x 1. Mas apontar o dedo para Martín Silva e Herrera e acreditar que sem suas falhas a história do jogo seria diferente é se iludir. O Palmeiras nos trouxe de volta à nossa dura realidade após a sequência de três vitórias.

O fato é que vencer times da Série C ou fregueses patológicos não são uma garantia de que houve na equipe a evolução necessária para nos salvar dentro do Brasileirão. Martín Silva falhou, mas não falhou sozinho. Herrera perdeu gols inaceitáveis para um atacante profissional de futebol, mas outros também o fizeram. O que vimos ontem não foi diferente do que já assistimos tantas vezes nesse campeonato.

Basta ver a facilidade com que o Palmeiras nos pressionou desde o primeiro minuto de jogo. Apesar da torcida no estádio, nós é que parecíamos os visitantes. E não conseguimos segurar o placar nem por quatro minutos, e o gol não saiu apenas porque Martín aceitou um chute fraco. No lance, vimos volantes desabando em campo e zagueiros dando botes completamente equivocados também. No segundo, cerca de dez minutos depois, nosso goleiro deu um rebote para frente da área e ficou caído, mas onde estava o lateral para impedir o cruzamento ou qualquer volante marcando o atacante adversário que teve toda liberdade para chegar chutando?

Perdíamos por 2 a 0 e levamos quase vinte minutos para dar o primeiro chute a gol. O Palmeiras vencia e o Vasco não demonstrava qualquer poder de reação. O inacreditável gol perdido pelo Herrera sequer foi criado em uma jogada nossa, e sim de uma bola espirada que lhe tirou de um impedimento de metros. Como colocar a culpa em um ou outro jogador se o time não produziu nada para evitar a derrota?

As alterações feitas pelo Roth no intervalo dificilmente mudariam a situação. Uma, foi para preservar o goleiro uruguaio; outra, para tirar um zagueiro que sempre que falha, dá gols ao adversário. A última, para substituir a maior contratação do ano, bem ao padrão da atual diretoria: um veterano que não tinha espaço em outros clubes e que está longe de apresentar uma parte ínfima do que já jogou no auge da sua carreira. Perdíamos por 3 a 0 e tudo o que poderia ser feito era reforçar a defesa para não levarmos uma goleada histórica. Isso conseguimos: sofremos apenas mais um gol e conseguimos o de honra. E pelo que apresentamos em campo, não dava para esperar muito mais que isso.

Os resultados da rodada não permitiriam que saíssemos do Z4 ontem, mas poderíamos ao menos subir uma posição na tabela e ter esperanças de fugir da zona na próxima rodada. Nada disso aconteceu: perdemos e apenas vimos a distância para o 16˚ colocado aumentar. Mas ainda mais preocupante que nossa posição na tabela e ver que a equipe, incluindo seu treinador, não parecem ter soluções para saírmos dessa situação. E não por falta de vontade, mas por falta de capacidade mesmo.

Há algum tempo os jogos do Vasco deixaram de dar raiva. Eles são de dar pena.

As atuações….

Martín Silva – depois de tanto ansiar pela volta do nosso goleiro titular, Martín presenteou a torcida com uma das mais desastrosas atuações individuais do Vasco no ano. Jordi o substituiu no intervalo e chegou a fazer boas defesas, mas sofreu um gol evitável.

Madson – levou o terceiro amarelo e desfalcará o time na próxima rodada. Pode ser a oportunidade de aparecer alguém que acerte um cruzamento e não fique com cara de choro a cada passe errado.

Aislan – 45 minutos em campo. No primeiro gol, deu um bote errado; no terceiro, ficou olhando a bola bater no seu corpo e sobrar para o inacreditável Victor Ramos marcar. Não voltou do intervalo, sendo substituído pelo Serginho, que tendo acertado o lançamento para o gol de honra, nem merece ser tão criticado.

Rodrigo – temos a pior defesa das quatro divisões do futebol brasileiro, estamos há 12 rodadas no Z4, sofremos quatro gols em casa. O que falar do gênio que, diante de tudo isso, declara que “o resultado não foi de todo ruim“?

Julio Cesar – erra bem menos que o Khrysthyannow por um único motivo: quem não faz nada em campo não erra.

Anderson Salles – como volante, escorregou no lance do primeiro gol; voltando pra zaga, tomou um drible por tabela no lance do terceiro e ficou pedindo impedimento.

Guiñazu – não viu a bola durante o jogo e tomou um drible ridículo no lance do terceiro gol.

Jhon Cley – ser o único jogador com um pingo de lucidez não foi o bastante para ajudar o time.

Andrezinho – outro completamente anulado pela marcação palmeirense.

Dagoberto – no único lance em que poderia fazer algo, foi erradamente apontado em impedimento e mostrou mais uma vez seu destempero ao reclamar com o bandeira e tomar mais um amarelo. Riascos o substituiu e na sua correria pouco objetiva acabou marcando o gol de honra.

Herrera – perdeu dois gols – o primeiro deles um dos mais feitos da história de São Januário e olhava o lance do terceiro gol enquanto dava condição para o atacante palmeirense.

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Tem mais sobre o jogo de ontem no site Vasco Expresso. Para ler a coluna de hoje, é só clicar aqui.

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