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Um roteiro para o fracasso

As últimas partidas do Vasco têm sido tão decepcionantes que a vontade de falar sobre elas é mínima. Quando não são os árbitros que nos garfam sem a menor cerimônia, é o time que faz questão de nos mostrar em cores vivíssimas suas limitações. O empate de ontem com o São Paulo, então, foi praticamente um resumo de tudo o que sofremos ao longo desse Brasileiro.

Por mais que não tenhamos feito uma partida ruim, os erros acabaram sendo decisivos, do início ao fim do jogo. Sofremos um gol antes do primeiro minuto por uma falha bisonha do Rodrigo. Depois, não tínhamos outra solução além de partir pra cima, mas os erros de passe não nos permitiam criar chances de gol. O empate só saiu nos minutos finais da primeira etapa, em um pênalti cuja polêmica só é discutida porque foi a favor do Vasco. Nenê fez o que sabe fazer melhor e cobrou com perfeição.

No segundo tempo, mesmo com um a mais em campo (o zagueiro Matheus Reis levou um segundo amarelo no lance do pênalti), demoramos a nos acertar e o São Paulo trocava passes como queria no nosso campo. Jorginho então tirou a nulidade paraguaia de campo e colocou o Diguinho, dando mais liberdade para Bruno Gallo. O time melhorou e passou a ser mais eficiente nas jogadas de contra-ataque. Bastaram três minutos sem a presença do Julio dos Santos em campo para virarmos o placar, com Rodrigo, compensando a falha do início da partida.

Mas foi justamente quando o placar estava a nosso favor que expusemos outra das nossas deficiências, a mais grave em toda temporada: a incapacidade de definir qualquer jogo por uma completa incompetência em marcar gols. Passamos mais de 20 minutos chegando à área adversária e errando os cruzamentos, os últimos passes e as finalizações de uma forma inaceitável. Nenê, Rafael Silva (que entrou no lugar do Jorge Henrique), Andrezinho e Herrera (substituiu o inoperante Leandrão) tiveram chances mas arremataram de forma tão tosca que Rogério Ceni poderia ter 72 anos que conseguiria impedir os gols. Aos 40 minutos Rafael Silva ainda colocou uma bola no travessão em uma cabeçada após cruzamento do Júlio César, em um dos raríssimos certos feitos pelos nossos laterais.

Para fechar com chave de ouro, sofremos o famoso gol “quem não faz, leva”: faltando três minutos para o fim da partida, Centurión cruza, Bruno Gallo se estabaca e não corta a bola; Luan, além de não marcar ninguém, deixa Rodrigo Caio em condição de empurrar a bola para a rede. E assim jogamos fora mais uma vitória, mais dois pontos e mais uma chance de ficarmos às portas de sair do Z4.

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Outro ponto em que seguimos à risca o roteiro de fracassos desse ano: as substituições equivocadas. O time vencia fora de casa, tinha um jogador a mais, já havia desperdiçado uma penca de gols, até o São Paulo parecia conformado com a derrota. E então, qual foi a decisão do Jorginho? Faltando 10 minutos para o fim da partida, o técnico resolve tirar Leandrão e colocar o Herrera.

Como diz o ditado, “a euforia leva a debilidade”. Talvez tenha sido a empolgação com as chances criadas e o vislumbre de poder ampliar a vantagem. Mas jogando fora de casa contra o São Paulo, Jorginho deveria ter sido mais cauteloso e, naquele momento do jogo, deveria ter reforçado a marcação. 3 a 1 dão os mesmos pontos que um 2 a 1. Fazer uma troca de seis por meia dúzia no ataque foi um erro. Nosso treinador parece não ter entendido que o momento é para valorizar QUALQUER vitória. Tentamos decidir o jogo, o ataque falhou vergonhosamente nesse intento, então aos 34 minutos da etapa final era preciso humildade para segurar o placar. Não fizemos isso, não marcamos o terceiro e com isso acabamos perdendo dois pontos que pode fazer uma falta tremenda no final do campeonato.

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E, como não poderia deixar de ser, também teve o já conhecido erro de arbitragem a nos prejudicar. Não que se possa colocar a culpa pelo resultado no Sr. Dewson Freitas, mas é fato: ele ignorou um outro pênalti a nosso favor, mais claro ainda que o primeiro. E falem o que quiserem, mas se ele tivesse assinalado a penalidade, o resultado do jogo poderia ser outro. E não percam a conta: é o terceiro jogo seguido que o Vasco faz fora de casa em que deixam de marcar um pênalti claro a nosso favor. E é o segundo em que o juiz claramente amarela em marcar uma segunda penalidade a nosso favor.

Sobre o primeiro pênalti, apenas um comentário: como eu disse ai em cima, o lance só foi polêmico porque foi a favor do Vasco. A marcação daquele tipo de infração não é uma ordem do Eurico, o “maior-vilão-do-futebol-mundial”, mas uma recomendação da FIFA. Apontarem o dedo para o Dotô e falarem que ele foi marcado por pressão é uma idiotice sem tamanho.

Sr. Ceni e imprensa esportiva em geral: dirijam suas críticas à FIFA, sim?

As atuações…

Martin Silva – uma partida segura. Nada podia fazer nos gols.

Madson – fez uma boa partida, sendo presença constante no apoio e até – acreditem! – acertou um cruzamento. O pênalti no primeiro tempo saiu de uma bola que ele centrou. Na defesa não comprometeu.

Rodrigo – pixotou logo no primeiro lance, furando uma bola que caiu justo no pé do Luis Fabiano, que abriu o placar. Compensou marcando o gol da virada.

Luan – no primeiro tempo, errou uma saída de bola que quase terminou em gol para o São Paulo. No lance do empate do tricolor, só acompanhou um jogador enquanto dava condições para Rodrigo Caio marcar.

Júlio César – algumas boas subidas e um cruzamento na medida para Rafael Silva, que carimbou a trave. A jogada do segundo gol paulista saiu pelo seu lado do campo.

Julio dos Santos – só apareceu em um único lance: deu uma cabeçada perigosa que acertou a mão do zagueiro, em mais um pênalti não marcado a nosso favor. De resto, foi um absoluto nada em campo. A entrada do Diguinho foi responsável pelo melhor momento do time no jogo, já que ele reforçou a marcação no meio e deu mais liberdade para os outros meias.

Bruno Gallo – mais uma boa partida, mas no lance do segundo gol tricolor caiu de maduro e nada pode fazer para evitar o empate do São Paulo.

Nenê – alguns bons passes (deixou Jorge Henrique e Andrezinho na cara do gol) e mais uma cobrança de pênalti perfeita. Mas falhou muito nas finalizações (incluindo aí uma furada bisonha de frente pro gol) e, como de costume, começou a complicar jogadas simples quando cansou.

Andrezinho – tentou ajudar na marcação e aparece na frente para finalizar, mas nas duas chances que teve, chutou mal.

Jorge Henrique – teve apenas uma chance, mas adiantou a bola e não conseguiu finalizar com perfeição. Rafael Silva entrou em seu lugar e quase marcou de cabeça.

 Leandrão – com a mobilidade de um Frankenstein com ferrugem nas juntas, conseguiu ser mais inútil que o próprio, Herrera, que entrou em seu lugar e pelo menos finalizou uma vez, em chute de fora da área.

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Contra a CBF, já foi declarada. E contra os ataques inoperantes? Também vai ter “guerra sem quartel“? Falo sobre isso na minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Clica aí e dá um confere

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Três pontos sobre menos 2 pontos

1º ponto: meu velho pai, um sujeito prático e pouco afeito aos trololós de táticas, sempre fala que “futebol é fácil de ganhar. Tem que fazer gol. Se leva um, faz dois. Se leva dois, faz três”. É um raciocínio raso, mas de uma lógica irrefutável. E não seguir essa lógica tem sido um dos problemas do Vasco ao longo do ano. O time alterna boas, más e péssimas atuações, mas em quase a totalidade de jogos esse ano, o time não faz gol. Ontem, até tivemos uma boa atuação, Jordi pouco teve trabalho, pressionamos a maior parte do tempo, mas continuamos não convertendo o predomínio em chances de gol e menos ainda convertendo as oportunidades que criamos em gols. E nisso, acabamos com um péssimo empate como resultado.

Sem fazer gol – eis aí a lógica aí de novo – é impossível vencer. E o Vasco não faz gols. E nessa, a culpa não é só dos atacantes, que convenhamos, têm números ridículos. Podemos colocar na conta também as opções do Jorginho (por que o Herrera, meu Deus?!?!) e os problemas sérios de finalização de todos os jogadores. Na situação em que nos encontramos, precisamos vencer. E, como eu disse ontem, não apenas nossos adversários, mas os desfalques, as arbitragens e todo o resto. Só que volta e meia não conseguimos vencer nem nossos confrontos diretos na luta contra o rebaixamento. E se precisamos marcar gols, não apenas para vencer, mas também para compensar os erros de arbitragens, como conseguir isso com a seca dos nossos atacantes?

2º ponto: e são justamente os erros de arbitragens que nos fazem ficar menos esperançosos. Isso porque não se trata de prejudicar o Vasco simplesmente, mas sim, de salvar alguns times de Santa Catarina. Se o Vasco tivesse feito uma campanha decente ao longo do campeonato, dificilmente seria tantas vezes garfado como tem sido. E, infelizmente, nada indica que os erros acabarão, mesmo que não tenhamos mais jogos contra times catarinenses. É fácil entender a razão: se o Vasco escapar, NECESSARIAMENTE outro clube do estado do Vice-Presidente da CBF cairá. Então, é preciso garantir que o Vasco não conseguirá reagir para Santa Catarina manter ao menos três clubes na elite.

3º ponto: me digam uma coisa: a volta do Dotô não era a volta do “respeito”? Ele não é um mestre nos bastidores e manda e desmanda na CBF? Esse não foi um dos argumentos mais utilizados pelos seus eleitores ao colocá-lo de volta ao poder em São Januário?

Me desculpem os lobotomizados, mas o “poder” do Sr. Eurico Miranda anda muito fraco. Nas últimas rodadas perdemos SEIS PONTOS por conta de erros de arbitragem. O trabalho iniciado no jogo contra o Avaí (quando, além do empate, o juiz garantiu TRÊS desfalques importantes para o jogo de ontem) foi finalizado ontem e o que o “poderoso” Dotô fez? Reclamou e fez várias acusações com relação à arbitragem e ao Sr. Delfim Pádua Peixoto Filho, VP da CBF e presidente da Federação Catarinense.

E de que isso vai adiantar? De nada. Se havia algo a ser feito, era antes do time ser prejudicado. Fosse mesmo muito influente na CBF, as roubalheiras contra o Vasco já deveriam ter diminuído depois do jogo contra o Cruzeiro. Esperar perdermos seis pontos para esbravejar em entrevistas (e para denunciar um esquema tão óbvio que até eu já tinha falado a respeito) só pode dar em uma coisa: um processo por calúnia e difamação. E, caso o Dotô perca na justiça, quem bancará o prejuízo será mais uma vez o clube.

Nem vou falar da falta de planejamento, que só permitiu que tivéssemos um time aceitável com o segundo turno rolando. Mas se não conseguirmos escapar por conta desses pontos perdidos em erros de arbitragens, podemos colocar na conta da falta de respeito com que tratam o Vasco, com Eurico e tudo.

As atuações…

Jordi – duas boas defesas, uma em cada tempo. Fora isso, não teve muito trabalho.

Bruno Ferreira – em grande parte do jogo foi apenas um Madson genérico, que apoia bastante, mas não consegue finalizar uma jogada sequer na linha de fundo.

Luan – venceu a maioria dos confrontos contra os atacantes adversários.

Rodrigo – era para ser o herói da partida e acabou sendo o vilão involuntário.

Julio Cesar – com as subidas do Apodi pela esquerda, acabou ficando mais preso à marcação.

Bruno Gallo – já fazia uma boa partida quando tinha mais responsabilidades defensivas e melhorou com a entrada do Diguinho, que lhe deu mais liberdade.

Julio dos Santos – não fez a menor diferença em campo, seja no combate ou na criação. Saiu para a entrada de Diguinho, que deu mais consistência defensiva ao meio, mas sem ritmo, acabou perdendo algumas bolas bobas.

Andrezinho – comprometeu sua boa atuação perdendo o gol mais feito da partida.

Nenê – foi uma das suas melhores partidas. Foi mais objetivo e mais efetivo na criação, pelo menos até cansar e voltar a tentar fazer mais jogadas de efeito que ajudar o time.

Herrera – quase 70 minutos em campo e nenhuma finalização. Continua sendo um mistério insondável a escolha do Jorginho pelo argentino. Romarinho entrou em seu lugar e não fez nada muito diferente, mas pelo menos é mais novo e não teve nem um terço das chances que o Herrera teve.

Leandrão – na boa? Validade esgotada pro (nem tão) rapaz. Pode ser esforçado, é verdade que não tem recebido tantas bolas em condições de marcar, mas nas vezes que teve, também as desperdiçou. Na situação em que estamos, não dá pra ter um “artilheiro” que em oito jogos só marcou um gol. Riascos entrou em seu lugar no fim e, pelo menos pra mim, é peça de um mistério: ele está longe de ser um craque, mas o que justifica o cara ser preterido pelo Herrera e pelo Romarinho?

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“Herrou” rude

Errou-Feio

Uma coisa que sempre me incomodou na atual gestão são as constantes apostas em jogadores veteranos, uma prática comum desde sua primeira passagem no comando do Vasco. Como cachorro velho não aprende truque novo, estamos aí novamente com um elenco recheado de trintões, alguns se saindo bem, outros nem tanto e há o Herrera. O Herrera é, definitivamente, o mais claro ex-jogador em atividade no time.

Com 32 anos e vindo de uma longa inatividade depois de ficar três anos no desqualificado futebol dos Emirados Árabes, nada, tirando o fetiche da diretoria por jogadores que já dobraram o Cabo da Boa Esperança em suas carreiras, justificaria a contratação de um jogador que mesmo no seu “auge” era chamado de Quase Gol. Ainda assim, o argentino chegou com status de “reforço”. Depois de atuar em 14 jogos com a armadura cruzmaltina, tudo que o gringo conseguiu foi marcar um único gol, irritar muito a torcida e ganhar um novo apelido: Errera.

Vejam: Herrera teve QUATORZE oportunidades para mostrar serviço e não conseguiu justificar sua contratação. Se hoje sua condição é de reserva – aliás, reserva do reserva, já que Jorge Henrique e Rafael Silva se revezam como companheiros de ataque do Leandrão – pode-se dizer que ele fez por merecer estar onde está.

Mas será que fez mesmo? Será que ser a terceira opção é razoável pelo que Herrera tem apresentado?

Lamento, mas não é. Mesmo.

Essa questão deve estar passando agora pela cabeça de todos os vascaínos, quando ficamos sabendo que Jorginho escalou o argentino entre os titulares no treino de ontem. Mesmo que Riascos tenha feito um trabalho em separado (torcemos que tenha sido um treino de finalizações!) e possa ser o titular na próxima partida, ainda assim não dá pra entender essa titularidade do Herrera.

Por que escolher alguém que teve tantas chances e não correspondeu em campo em praticamente nenhuma delas? Mesmo sem poder contar com Riascos na atividade, porque não colocar o garoto Renato Kaizer? Ou mesmo o Romarinho? Os dois pelo menos são mais jovens e ainda precisam mostrar serviço. Já o Herrera, mesmo que não se possa negar seu esforço em campo, só consegue mostrar uma coisa: um monte de erros.

Ainda falta muito tempo para o jogo contra a Chapecoense, mas essa escolha do Jorginho evidencia que, se não puder contar com Jorge Henrique, Rafael Silva e Riascos, o treinador optará pela “experiência” (ainda que sem efetividade) e não pelas promessas do time. E nessa, nosso técnico está errando rudemente.

***

Mesmo que Dinamite e sua trupe estejam longe do poder em São Januário, a pior gestão da história do clube segue trazendo danos aos cofres vascaínos. Dessa vez, é o volante Wendel que cobrou  ao Vasco quase R$ 10 milhões na justiça e ganhou a causa, já na segunda instância.

DEZ MILHÕES DE REAIS para o WENDEL. Inacreditável.

Nos últimos 15 anos essa tem sido uma infeliz rotina para o Vasco. De herança maldita para herança absurda, quem sempre perde – e muito – é a instituição.

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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Reincorporando o Rothbol

O primeiro tempo feito pelo Vasco na derrota por 3 a 0 para o São Paulo foi tão equivocado que o torcedor mais paranoico pode até imaginar que foi proposital. Para esses vascaínos, uma queda tão brusca de rendimento do time e do seu treinador só poderia ter sido intencional.

Comecemos pelas escolhas do Jorginho. Aparentemente, o técnico vascaíno fez um curso rápido de Rothbol antes da partida: encheu o meio de campo de volantes, tirou um atacante e armou a equipe claramente para segurar um 0 a 0. A formação, nunca executada com os jogadores que foram a campo ontem, foi um fracasso total. Mesmo com cinco malucos na meiuca, o São Paulo chegava ao ataque como queria, sem dar a menor atenção à “marcação” (e bota aspas nisso) feita pelo Vasco.

Não se pode colocar a culpa exclusivamente no Jorginho pelos espaços que o time cedeu ao São Paulo. Mas só mesmo um homem de muita fé para armar o time com três volantes, dois meias não muito velozes e Herrara sozinho na frente e esperar que, milagrosamente, as coisas dessem certo.

Não deram. O São Paulo fez o que quis no primeiro tempo, nossas chances no contragolpe foram mínimas e o jogo foi decidido ainda na etapa inicial, com dois gols do Pato: o primeiro, quando teve toda liberdade para chutar de fora da área e o segundo, com uma sobra de bola após uma bateção de cabeça generalizada da defesa.

Jorginho tentou mudar a cara do time no intervalo e até conseguiu fazer o time jogar melhor, mesmo considerando que, com a vantagem, os cervídeos não precisassem buscar o gol como fizeram no primeiro tempo. Se não chegamos a melhorar defensivamente, com as entradas de Julio dos Santos (no lugar do Rafael Vaz), Thalles (Bruno Gallo) e Riascos (Herrera) pelo menos passamos a atacar minimamente, em alguns momentos, até mais que os donos da casa.

Mas aí, já era tarde. A vantagem do adversário era grande demais, nossa incapacidade em ameaça-lo também era grande e o cansaço do time ainda maior. Mesmo com o São Paulo desacelerando e com a saída do Pato, ainda vimos a vantagem dos donos da casa aumentar. O lance do terceiro gol, em que o veterano Júlio César é bagunçado enquanto tentava dar um combate em câmera lenta foi o retrato do Vasco ontem.

Se formos olhar pelo lado positivo, agora não temos mais porque nos preocuparmos com a Copa do Brasil. Reverter a vantagem tricolor em São Januário é impossível? Não, mas as chances são tão remotas que nem precisam ser consideradas. E com isso, podemos voltar todas as atenções para a recuperação no Brasileiro, uma missão ainda muito difícil, mas factível de ser cumprida. Isso, claro, se o Jorginho não resolver incorporar o Celso Roth também no Brasileirão.

As atuações…

Martin Silva – evitou que sofrêssemos uma derrota por um placar vergonhoso.

Madson – um zero à esquerda na marcação, um incapaz no apoio.

Rodrigo – como foi quem mais roubou bolas e quem mais finalizou pelo Vasco (DUAS vezes), deve ter sido o melhor do time. O que não significa muito.

Luan – foi um observador passivo no lance do gol do Luís Fabiano.

Julio Cesar – humilhado no lance do terceiro gol.

Rafael Vaz – não foi de muita ajuda ao tentar conter os avanços do meio de campo são-paulino. Saiu no intervalo para a entrada do Julio dos Santos, que diante das circunstâncias, foi até bem. Pelo menos ajudou o time a ser um pouco mais ofensivo (apesar da lentidão de sempre).

Serginho – outro constantemente envolvido pelo toque de bola tricolete.

Bruno Gallo – sua pior partida desde a volta ao time. Errou tudo o que tentou. Thalles entrou em seu lugar e mesmo sem conseguir ser muito efetivo, foi o atacante mais perigoso do time.

Andrezinho – não conseguiu ajudar a fechar os espaços pelo meio e nem acertou os passes decisivos que tentou.

Nenê – esperei ver o que tantos torcedores enxergam para defende-lo. Sigo ignorando a razão dele ter um fã clube tão fiel.

Herrera – com alguém jogando ao seu lado já é complicado. Sozinho e só recebendo bolas esticadas, ficaria impossível. Perdeu uma grande chance com uma sobra de bola na pequena área. Riascos ao menos trouxe maior movimentação ao ataque (mas não podemos ignorar que ele entrou quando o time resolveu pelo menos tentar chegar ao gol adversário, o que praticamente não fez com Herrera em campo).

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Menos um

A missão ainda é complicadíssima, mas vai se tornando mais factível de ser cumprida. O Sport foi mais um rubro-negro a cair diante do Vasco na Arena Maracanã e a vitória por 2 a 1 nos fez sair da lanterna após nove rodadas. Já ultrapassamos um dos nossos concorrentes na luta pela permanência na elite. Agora faltam três.

Não foi uma atuação de encher os olhos e não apresentamos uma melhora significativa com relação aos últimos quatro jogos. Mas olhando pelo lado positivo, já podemos enxergar algum padrão no time, coisa que ainda não mostramos em todo o campeonato. Algumas limitações não foram superadas, mas é inegável dizer que nosso time não é mais aquela baba com a qual nos acostumamos. Podemos até perder alguns jogos (e isso talvez seja inevitável), mas não será sem dar trabalho ao adversário.

Ontem, por exemplo, já começamos a partida dando muito trabalho ao Sport, abrindo o placar logo no primeiro minuto. O gol foi uma prova do quanto as coisas mudaram: desde a boa troca de passes – de Luan para Andrezinho, depois para Madson e finalmente para Nenê marcar – até a sorte, já que a bola foi duas vezes parcialmente cortada por defensores do Sport e ainda assim acabou nas redes.

O Vasco seguiu jogando bem, mesmo quando o Sport passou a marcar sob pressão nossa saída de bola. Mas isso só durou até a metade da primeira etapa, quando diminuímos o ritmo e perdemos o controle do meio de campo. A marcação adversária passou a ser mais efetiva e o Leão passou a nos incomodar mais. Conseguiram o empate dessa forma, tomando a bola ainda na sua intermediária e partindo em velocidade para o ataque. Nenê perdeu uma bola perto do círculo central, e antes que a defesa vascaína estivesse bem posicionada, o Sport conseguiu igualar o placar, aos 39.

Por sorte voltamos a ficar em vantagem nos primeiros minutos do segundo tempo, com Rafael Vaz marcando de cabeça após escanteio. Isso fez com que o cenário da metade final do etapa inicial se repetisse, com o Sport tomando a iniciativa. O Vasco claramente optou por esperar o contra-ataque para definir o jogo e até poderíamos ter feito isso se não perdêssemos dois gols feitos – um problema que nos acompanha o ano inteiro – com Nenê e Herrera. Mas mesmo sem ampliar a vantagem, conseguimos suportar a pressão do time pernambucano e garantir mais três pontos.

Foi uma vitória importantíssima, até porque a rodada não foi das melhores para os nossos objetivos. A distância para o 16º lugar diminuiu, mas apenas um ponto. E isso torna o jogo de domingo que vem contra a mulambada ainda mais decisivo, já que todos nossos adversários ou jogam fora de casa ou encaram os líderes do campeonato. Hoje temos menos um time à nossa frente e temos que manter esse ritmo para superarmos os outros três que precisamos ultrapassar.

As atuações…

Martín Silva – nas poucas vezes em que foi exigido, se saiu bem. No gol sofrido, nada podia fazer.

Madson – segue incapaz de finalizar qualquer jogada de apoio com um passe ou cruzamento aceitável (mesmo o passe que deu para o gol do Nenê foi parcialmente interceptado e indo parar nos pés do meia por sorte). E mesmo que eventualmente a direita fique mais vulnerável, tem se esforçado para melhorar sua parte defensiva.

Luan – no lance do gol tomou uma bola nas costas, mas o contra-ataque foi rápido e lhe faltou cobertura. No resto não chegou a comprometer, mas continua confiando demais na sua capacidade como lançador.

Rafael Vaz – poderia ter feito a cobertura ao Luan se tivesse acompanhado o jogador do Sport que entrou em diagonal, mas tirando esse lance (na qual nem podemos lhe imputar uma culpa maior), foi um dos melhores do time, tanto na zaga quando na cabeça de área, quando tomou a posição do Serginho. E ainda fez o gol da vitória.

Júlio César – no primeiro tempo entregou uma bola que poderia terminar em um lance de perigo. No mais, poderia ser mais presente no apoio, mas como todos sabemos, a opção a ele é muito pior.

Serginho – após abrirmos o placar, o time diminuiu o ritmo e começou a perder muitas bolas na intermediária. Nessa hora Serginho se perdeu por conta da velocidade do adversário. No segundo tempo, com a escolha do time de jogar pelo contragolpe, teve que se empenhar muito na marcação e acabou cansando. Jomar entrou em seu lugar e não se preocupou em jogar bonito, fazendo o que tinha que fazer: tirar as bolas de perto da área do Vasco a qualquer custo.

Bruno Gallo – segue fazendo um bom trabalho na saída de bola, diminuindo muito a dependência do time das ligações diretas.

Andrezinho – começou bem a partida, mas caiu junto com o time depois de abrirmos o placar. No segundo tempo voltou a jogar bem, articulando as melhores jogadas ofensivas que tivemos. Cobrou o escanteio que originou o gol da vitória.

Nenê – podem me cornetar, mas mesmo marcando o primeiro gol (vale citar, em um chute que só foi pra rede por conta do desvio da zaga, que se não acontecesse, acabaria com a bola indo fora), o meia foi um dos mais irritantes do jogo. Errou uma penca passes e segue fazendo firulas quando não pode. E por pouco não comprometeu o resultado do jogo: perdeu infantilmente a bola que começou a jogada do gol do Sport e no segundo tempo perdeu um dos gols mais feitos do Vasco no ano, que poderia nos dar uma tranquilidade que não tivemos até o fim da partida. Cedeu lugar ao Lucas nos minutos finais, quando Jorginho assumiu de vez que era hora de segurar o resultado.

Rafael Silva – não marcou dessa vez, mas mostrou a disposição de frente, correndo como um louco por todo o campo. Herrera entrou em seu lugar e perdeu um gol por azar – o chute bateu na trave – e outro por ser o Herrera (sozinho na cara do gol, chutou em cima do goleiro).

Leandrão – o alívio da torcida por sua recuperação a tempo de participar do jogo não foi retribuída pelo atacante, que pouco encostou na bola.

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Operação no Mineirão

Há algumas rodadas, qualquer empate fora de casa contra qualquer adversário seria motivo de alívio para qualquer vascaíno.  Hoje, porém, é difícil não sentir no ponto conquistado no Mineirão contra o tradicional Cruzeiro um gosto de frustração. Isso porque a verdade é uma só: se o Vasco não tivesse sido levado à mesa de operações pela completamente equivocada arbitragem do Sr. Thiago Duarte Peixoto ontem, o 2 a 2 do placar poderia ter números mais favoráveis para nós.

Não que a total falta de critérios do Sr. Duarte Peixoto seja a única fonte de nossas frustrações, mesmo que se possa dizer que seus erros influenciaram bastante o resultado do jogo. Colocar exclusivamente no juiz a culpa por não termos vencido seria fechar os olhos para nossas próprias falhas, que infelizmente, aconteceram em maior número do que seria aceitável para um time que não pode mais errar no campeonato.

Os gols que sofremos são a cara da nossa campanha. Falta de experiência, falhas técnicas, marcação frouxa…os erros responsáveis pela grande maioria das nossas 16 derrotas no Brasileiro apareceram nos dois gols cruzeirenses. No primeiro, depois de termos aberto o placar com Rafael Silva, não conseguimos segurar a vantagem nem por três minutos após uma sequência de falhas inaceitável. Desatenção da zaga, afobação do Jordi ao sair com a bola, desatenção do Nenê (que não dominou a bola) e o chute mortal. No segundo gol, assistimos o Cruzeiro girar a bola, sem que a marcação estivesse em cima, culminando no bote errado do Luan e gol do Alisson (que, vale mencionar, não comemorou o gol).

Fosse o Vasco de algumas rodadas, teríamos mais uma derrota na conta. Mas esse Vasco é outro, é um time que luta e não esmorece tão facilmente. No segundo tempo o time correu mais, encurtou os espaços e, mesmo sem conseguir ameaçar muito o gol cruzeirense, dominou o jogo. As coisas mudaram com a substituição do Nenê por Andrezinho, que entrou muito bem, que jogando de forma mais simples, conseguiu nos levar ao ataque com mais eficiência. E foi com um cruzamento do próprio Andrezinho que conseguimos o empate, mais uma vez com Rafael Silva. Os 15 minutos finais do jogo foram tensos, com a Raposa tentando o desempate e partindo pra cima, mas conseguimos segurar a pressão.

O Vasco ainda precisa acertar sua marcação, criar mais jogadas e, principalmente, deixar de perder tantos gols. Mas de qualquer forma, já vemos outro Vasco, totalmente diferente daquele que se agarrou à lanterna como um afogado abraça uma âncora. Esse Vasco, o de agora, que luta e supera suas limitações com muita raça, não merece ser rebaixado. E a cada partida nos mostra que vai fazer de tudo para evitar que isso aconteça.

As atuações….

Jordi – com pelo menos três grandes defesas, seria um dos heróis do jogo se não tivesse falhado feio no primeiro gol, entregando a bola na fogueira para Nenê de maneira completamente desnecessária.

Madson – se esforçou para ajudar tanto no apoio quanto na defesa, mas como sempre teve sua atuação comprometida por ceder muitos espaços na sua lateral e não conseguir passar nem perto de acertar um cruzamento.

Luan – como o Jordi, teve sua bela atuação – cortando uma quantidade absurda de bolas nos ataques cruzeirenses – comprometida por um vacilo que nos custou um gol. Foi muito infeliz na tentativa de cortar a bola que Alisson empurrou para a rede, no segundo gol do Cruzeiro.

Rodrigo – não esteve no nível do seu companheiro de zaga, mas também se esforçou bastante.

Julio Cesar – discreto no apoio, ao menos não viu sua lateral ser um convite aos adversários como Madson.

Serginho – novamente como único volante de combate, restringiu-se à marcação e cometeu faltas demais. Saiu para entrada de Renato Kayzer quando Jorginho partiu para o tudo ou nada. E o garoto não amarelou: participou o quanto pode do jogo, mostrando personalidade.

Bruno Gallo – ocupou bem os espaços, evitando que a esquerda do time ficasse tão exposta como o lado oposto. Mas apareceu menos na criação que do que nos últimos jogos.

Julio dos Santos – quando não está em dia de acertar bons passes em profundidade, não consegue justificar sua presença em campo, já que marcando é de uma lentidão impressionante e basta o adversário dar um tapa na bola para driblá-lo. Nosso pior momento na partida foi quando o Cruzeiro, ainda no primeiro tempo, fez o que quis pela esquerda do seu ataque, justamente o lado em que o paraguaio deveria cobrir as subidas do Madson. Acabou expulso infantilmente, mas numa mostra total de falta de critério do juiz.

Nenê – outra partida em que seus erros se sobressaíram. Se por um lado ele fez algumas boas jogadas, por outro foi ele quem não conseguiu dominar a bola que originou o primeiro gol cruzeirense e perdeu um gol dos mais feitos da partida, isolando a bola quando estava na cara do goleiro Fábio. Andrezinho entrou em seu lugar e, mesmo demorando alguns minutos para entrar no ritmo frenético da partida, mudou a cara do time, que deixou de apenas trocar passes na intermediária adversárias e passou a fazer jogadas mais agudas. Foi dele o cruzamento para Rafael Silva marcar o gol de empate.

Rafael Silva – compensa suas evidentes limitações com um empenho impressionante dentro de campo. Correu o tempo todo, caiu pelos dois lados no ataque, ajudou na marcação e, de quebra, mostrou mais uma vez sua estrela ao garantir o empate marcando os dois gols.

Herrera – deu o passe – meio errado, é verdade – para o primeiro gol do Vasco e quando conseguiu passar por dois jogadores e sairia na cara do gol, foi derrubado em um lance que qualquer juiz sério expulsaria um zagueiro que já tinha um amarelo. Mas fora isso, passou a maioria do tempo perdido em campo, não encontrando um posicionamento que lhe tornasse mais útil ao time. Deu lugar ao Thalles, que pouco acrescentou ao time.

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É claro que não podemos falar sobre o empate de ontem sem citar os vários erros de arbitragem que prejudicaram o Vasco. Tanto que, como já disse, poderíamos ter vencido não fosse o time tão severamente operado.

O primeiro e talvez mais grave erro do Sr. Duarte Peixoto foi ter arregado em expulsar o zagueiro Bruno Rodrigo. Ele já tinha um amarelo, derrubou Herrera por trás, quando o atacante ia sozinho em direção ao gol e o juiz não fez o que deveria fazer. Na sequência, Mano Menezes fez o que o árbitro não teve peito para fazer: tirou o zagueiro de campo, substituindo-o. Vale dizer que a essa altura o jogo ainda estava empatado e o Cruzeiro teria muito mais dificuldades para conseguir a virada.

O segundo erro foi um pênalti não marcado a favor do Vasco, quando o volante Williams claramente dá um tapa na bola, dentro da sua área, nas fuças do apitador.

O terceiro pode não ser um erro, mas mostra a total falta de critérios do sujeito de camisa amarela: o mesmo juiz que não deu um segundo amarelo para um zagueiro por parar uma jogada que poderia terminar em gol não titubeou em fazer o mesmo com Julio dos Santos, não por cometer alguma falta, mas por chutar uma bola pra longe no final do jogo.

Se há uma equipe nesse campeonato que não precisa ser prejudicado pela arbitragem é o Vasco. Ainda assim, não é o que temos visto acontecer nesse Brasileiro. Me pergunto onde está o tal “respeito” que os defensores da atual gestão tanto falam que voltou ao clube, agora que temos um presidente que “manda” na CBF e nos bastidores do futebol em geral. Pelo visto, esse respeito só vale mesmo para jogos do Estadual.

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