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Alívio na zaga

Rafael Marques foi contratado, apresentado e já está registrado no BID. Ou seja, já tem condições de jogo, dependendo apenas da vontade do Jorginho escalá-lo. Eis uma boa notícia, numa fase em que elas andavam rareando. Com Luan às portas de se apresentar à seleção olímpica (desfalcará o Vasco por três rodadas, depois do jogo contra a Luverdense), é um alívio ver no elenco uma alternativa ao Aislan. Como o Rafael estava integrado ao Coritiba, não deve levar muito tempo para recuperar o ritmo e os 16 dias que terá até Luan se ausentar devem ser mais que suficientes.

Não que o zagueiro de quase 33 anos seja um primor. Retornando ao Brasil depois de dois anos na Itália, Rafael integrou a equipe do Hellas Verona, lanterna e rebaixada na última temporada. Chegando ao Coxa como titular, foi perdendo espaço numa equipe que não chega a ser um exemplo de competitividade. Resumindo, não devemos esperar um futebol do mesmo nível do seu quase homônimo ex-Barça e seleção mexicana. Ainda assim, se lembrarmos com quem disputará uma vaga, dificilmente ficará de fora do time nas três rodadas em que teremos a zaga desfalcada.

Assim, Jorginho conta com mais um ex-botafoguense veterano no elenco. Num futuro próximo, poderemos ver o Vasco entrar em campo com seis jogadores que já passaram pelo canil.

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Uma coisa deve ser dita:  na questão de regularização de jogadores, a atual diretoria costuma mostrar eficiência. Ver um reforço já com condições legais de jogo no dia em que foi apresentado é algo que nem em sonhos a gestão anterior conseguiria.

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Oportunidade de ouro (para o Damião)

Dam_1651839aNão costumo falar a respeito de especulações sobre a vinda de reforços para o Vasco, ainda mais quando muito badalados. Afinal de contas, todo mundo sabe que a situação financeira do clube não nos qualifica para entrar em disputas salariais contra a maioria dos grandes clubes brasileiros (sem falar no caozinho da “responsabilidade”, que na prática não é bem como pintam e ainda serve como excelente desculpa para fazer contratações raras e de nível duvidoso) e quando surgem boatos sobre contratações de peso, na maioria absoluta das vezes a história termina em decepção para a torcida.

Mas a possível vinda do Leandro Damião merece alguns comentários porque, pelo menos aparentemente, há um fundo de verdade na coisa. A negociação, pelo que tem aparecido na imprensa, realmente existe. E como Damião não está podendo fazer exigências financeiras exorbitantes, pode ser que ele realmente pinte na Colina. Isso, claro, se nenhum dos outros clubes com mais fôlego monetário resolva disputar a contratação.

Agora, se há mesmo a possibilidade do Leandro Damião ser contratado, a questão que realmente interessa é: a vinda do atacante seria um bom negócio para o Vasco?

Que Jorginho precisa de um centroavante, não há quem discuta (exceto os lobotomizados seguidores do Dotô, que mudarão de ideia imediatamente caso a negociação evolua). E Damião, pelo menos em teoria, é um atacante muito melhor que as opções disponíveis no nosso elenco, por pior que seja a fase que o jogador atravessa. Porém, ser melhor que Leandrão ou que o “BalofoThalles” não chega a ser muita vantagem e, mais grave, não garante que o sujeito trará a solução para nosso problema de referência na área.

Pode-se dizer que essa é uma visão pessimista. Mesmo estando longe da sua fase áurea no Internacional, não podemos dizer que Damião esqueceu de como se faz gols. Embora não tenha balançado as redes esse ano – e não podemos ignorar que ele jogou muito pouco nessa temporada – em 2015, por exemplo, ele marcou 18 vezes, ou seja, marcou quase o dobro de gols que o artilheiro vascaíno do ano passado, a lembrar, Rafael Silva (que fez 10 gols). Achar que ele não se sairá melhor que nossos atacantes hoje, jogando uma série B, é ser muito implicante com o cara.

Ainda assim, não podemos esquecer que mesmo aceitando reduzir drasticamente o salário que recebe hoje, Damião será um jogador bastante caro no elenco vascaíno. Ignorando a possibilidade disso gerar um certo incômodo no restante do elenco, uma possível vinda do Damião certamente decretaria o fim das contratações para essa temporada. E por mais que estejamos bem no Brasileiro, temos outras carências no grupo que também precisariam ser resolvidas.

Pesando prós e contras, me parece que se Damião aceitar uma proposta do Vasco, o atacante a princípio terá feito um negócio melhor que o clube. Se jogar a série B e ter um salário reduzido não é o melhor dos mundos para o jogador, fazer parte de um time franco favorito ao título que disputa, numa competição com pressão menor e adversários mais limitados é uma oportunidade de ouro para quem precisa se firmar novamente como um dos grandes nomes da posição no país. Ainda mais sendo em um dos maiores clubes do Brasil, com um vasto histórico em recuperar carreiras desacreditadas e já chegando com moral junto a uma torcida apaixonada. Já do lado do Vasco, teremos um bom reforço, mas que sairá caro para nossa realidade e que, apesar de tudo, é uma aposta: chegando ao time, ele ainda precisará provar, com gols, que sua contratação foi um acerto.

Update: assim que publiquei o post, essa matéria resumiu tudo o que eu tinha falado. Ou seja, mais pessoas chegaram à mesma conclusão que eu. Nada impede que o próprio Damião acabe por se convencer de tudo isso. De qualquer forma, Isaías Tinoco desconversou e disse que não sabe de qualquer proposta feita ao jogador. Atitude normal, ainda mais sabendo-se que outros clubes têm interesse no atacante. Ainda assim, o mais prudente para a torcida é não alimentar esperanças demais. Mesmo que a possibilidade exista, ainda me parece uma contratação difícil de acontecer no atual momento do Vasco.

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Hora de mostrar força

Imagem: freepik.com

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Diz o ditado que uma andorinha não faz verão. Mas para o ditado valer de alguma coisa, as outras andorinhas têm que comparecer e fazer a sua parte. Sem poder contar com um dos seus principais titulares na partida de hoje contra o Vila Nova, em Brasília, o Vasco precisa mostrar que sua força está no conjunto do time, independente dos desfalques que tenha.

Na última rodada ficou claro quanto o meia faz falta para a equipe. A atuação pra lá de irregular contra o Tupi mostrou que, sem o Andrezinho, o meio de campo perde muito da sua articulação e do equilíbrio defensivo. Quando as coisas apertam, é ele quem faz a ligação entre a defesa e o ataque e inicia muitas das nossas jogadas ofensivas. Os holofotes podem estar sempre voltados para o Nenê ou Martín – outro que não joga hoje, nem nas próximas seis partidas – mas os números não nos deixam mentir: Andrezinho é um dos grandes responsáveis pelo sucesso do time.

Mas sendo prático, quais as opções do Jorginho? O próprio técnico não parece estar muito certo, já que não definiu oficialmente o time e já citou mais de uma possibilidade. Podemos começar a partida com Evander, que substituiu Andrezinho no jogo contra o Tupi, mas aí perdemos na recomposição defensiva e na objetividade (o que pode ser diminuído se o garoto tentar aparecer menos e fazer o simples mais vezes); Bruno Gallo é outro, mas aí perdemos muito na qualidade de passe e na criatividade; Com Diguinho teríamos um time mais forte no combate, mas aí dependeríamos exclusivamente do Nenê para criar alguma coisa. Ou seja, atualmente ninguém pode cumprir a contento as funções do Andrezinho. Talvez quando Fellype Gabriel estiver em condições de jogo.

Mesmo sem um dos principais titulares, quem estará em campo tem que justificar o investimento feito pelo clube, muito maior que o de qualquer outro adversário na competição. Nos dois primeiros jogos, o Vila Nova ganhou jogando em casa e perdeu como visitante. Por isso, nem o fato de jogar fora de São Januário servirá como desculpa, já que a partida será em Brasília e certamente a nossa torcida comparecerá em número maior que a do Vila Nova.

Uma breve olhada no histórico recente do nosso adversário – um time que até ano passado estava na segunda divisão do campeonato goiano e na série c do Brasileiro – torna evidente o fato de que pende muito mais para o nosso lado a responsabilidade da vitória. O time pode se ressentir da ausência de um ou dois titulares, mas isso não é o bastante para tirar do Vasco o favoritismo nessa ou em qualquer outra das 38 rodadas do Brasileiro.

 

Vila Nova X Vasco

Vila Nova X Vasco

Edson; Jefferson Feijão, Anderson, Vinícius Simon e Marcelo Cordeiro; Maguinho, Robston, Jean Carlos, Roger e Leandrinho; Vandinho.
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Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Evander (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Técnico: Rogério Mancini.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mané Garrincha. Data: 24/05/2016. Horário: 21h30. Arbitragem: Marcelo Aparecido R de Souza. Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Vitor Carmona Metestaine.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Sobre a contusão do Andrezinho: o CAPRRES tem feito um excelente trabalho na recuperação e prevenção de contusões dos nossos atletas. Exatamente por isso é estranho ver um jogador se contundir com uma gravidade maior, com cinco minutos de bola rolando e sem ter levado uma bordoada de um adversário.

Até agora, o CAPRRES vinha sendo merecedor de todos os elogios que recebeu. Mas não conseguir prever que o Andrezinho poderia se contundir parece ser a sua primeira bola fora.

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Sobre o Rafael Vaz: pelo que foi noticiado, todos os envolvidos são responsáveis pela sua saída do Vasco.

A diretoria mostrou ter má vontade com o empresário do jogador por não envolvê-lo na negociação e fazer proposta diretamente ao Vaz. Reinaldo Pitta, o empresário, também não parecia fazer muita questão que seu cliente renovasse com o clube (e o fato de ter sido dispensado pelo lateral Julio Cesar quando renovou com o Vasco certamente teve alguma influência nessa atitude). E o próprio Vaz, que se quisesse permanecer no Vasco, poderia ter aceitado a proposta vascaína e renovado.

Vale dizer que é direito do jogador achar que merecia uma proposta melhor, assim como procurar outro clube que lhe ofereça valores maiores (e até mais chances como titular, o que dificilmente aconteceria agora com Jorginho). Mas é preciso lembrar que nessa história quem mais perdeu foi o Vasco. Primeiro, porque há muito o Jorginho já tinha declarado que contava com o Vaz e queria ver seu contrato renovado; segundo, porque com o fim do contrato, perderemos 60% dos direitos do jogador que pertenciam ao clube.

Resumindo: o Vasco verá um jogador que poderia lhe render uma boa grana indo embora – muito possivelmente para o seu maior rival – sem ter qualquer lucro com isso e ainda terá que aumentar a lista de reforços, já que a saída do Vaz deixa apenas Jomar e Aislan (!!!) como opções para a zaga. Ou seja, um prejuízo duplo.

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Valeu Riascos!

O Cruzeiro não tem qualquer obrigação de fazer favores ao Vasco ou a qualquer outro clube. Posto isso, que as coisas fiquem claras: é óbvio que não querer renovar o empréstimo do Riascos é uma represália do clube mineiro pela recusa do Jorginho em aceitar a proposta para dirigir seu time de futebol.

Quando foi emprestado ao Vasco, Riascos era execrado pela torcida cruzeirense e não tinha oportunidades para jogar. Tanto que, entre janeiro e maio de 2015, o colombiano havia atuado apenas quatro vezes pelo time. Todos julgavam que sua contratação havia sido um erro da diretoria da Raposa.

Pelo que fez em 2015, nada indicaria que uma volta do Riascos interessaria ao Cruzeiro. Já a atual temporada realmente valorizou o jogador, artilheiro do Vasco no Carioca com algumas boas atuações. Ainda assim, é preciso contextualizar seu desempenho: marcar nove gols no Estadual do Rio não transformaram o colombiano em craque e mesmo a torcida vascaína tem restrições quanto à qualidade do atacante. O bom início de ano do Riascos certamente não seria o bastante para mudar completamente a opinião da diretoria cruzeirense a seu respeito.

Com cinco atacantes em seu elenco, alguns com as mesmas características do colombiano, a diretoria do Cruzeiro sabe que são remotas as chances do jogador ser aproveitado no grupo. O treinador Paulo Bento já deve ter um bom trabalho para conhecer quem já está no time e com algum entrosamento. Um novo atacante mediano não deve fazer a menor diferença para o técnico português.

Acho quase certo que Riascos amargará a reserva por um longo tempo em BH ou servirá apenas como moeda de troca com algum clube. E o pior, provavelmente em um novo empréstimo, já que os grandes clubes dificilmente desejarão pagar o valor pedido pelo Cruzeiro e os menores não terão essa grana para investir no jogador.

Resumindo, ao renovar não o empréstimo do Riascos para não fazer uma “bondade” ao Vasco – pouco pretensioso o sr. Gilvan Tavares, né? – a diretoria celeste além de não ter o retorno do investimento feito só conseguirá prejudicar o jogador (que gostaria de permanecer no Rio) e o Vasco, que perde agora um titular.

Se o Vasco não pode fazer nada para retaliar a atitude do Cruzeiro, menos ainda pode fazer a torcida vascaína além de lamentar essa história. Da minha parte, posso dizer que ao menos encontrei um time para torcer contra nesse Brasileirão.

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Mesmo não sendo um craque, não podemos deixar de reconhecer o respeito com o qual você vestiu a armadura cruzmaltina. Boa sorte e obrigado por tudo, Riascos!

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Como já falei algumas vezes antes, Riascos não é nenhum fora de série. Mas a sua saída aumenta a necessidade de reforços: mesmo com a presença do colombiano no elenco, a chegada de um centroavante era necessária. E a volta do Leandrão, definitivamente, não é a solução para o nosso ataque (algo que o próprio Jorginho sabe, caso contrário, não teria liberado o jogador para o Boavista).

Então, diretoria? Quando chegam os reforços?

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Viés político de quem?

url7Ontem o Vasco passou por algo que já é, infelizmente, uma rotina: ver uma dívida ser cobrada em juízo e ter que arcar com o valor estipulado pela justiça. A dívida – em outro infeliz hábito – vem da gestão anterior e caiu no colo da atual gestão. A diferença é que, dessa vez, quem pleiteou o pagamento se dispôs a devolver parte do valor em benefício do clube. E, ainda mais diferente (pra não dizer sem sentido), a diretoria não quis aceitar a doação.

Como todos já devem saber, falo do caso do Juninho Pernambucano. Contratado na gestão Dinamite, o jogador ficou sem receber o que devia e procurou os seus direitos. Alguns torcedores se perguntarão: “mas se Juninho gosta tanto do Vasco como diz, porque processou o clube?”. O próprio já explicou a situação quando ela apareceu pela primeira vez na imprensa:

Resumindo, se Juninho não entrasse com a ação, ela caducaria e ele perderia a grana que ele tem todo o direito de receber. Só que ele se comprometeu publicamente a doar a parte que lhe cabia (tirando, obviamente, os custos processuais) para ajudar na construção de um CT para o Vasco. E como ficamos sabendo, ao tentar cumprir o que prometeu, a diretoria não aceitou o dinheiro por conta de um alegado “viés político” que teria o ato.

Então é assim. Perdoar dívidas milionárias do presidente, pode; anular a ação do próprio Vasco questionando os valores exorbitantes cobrados pelo atual – e licenciado – VP de Futebol e fazer um acordo no qual paga uma quantia enorme, também. Mas aceitar uma doação de um ex-jogador para ajudar o clube, não, isso não pode.

O que fica claro é que a doação do jogador seria uma prova da gratidão e do comprometimento do Juninho com o clube e isso tornaria sua imagem ainda melhor junto à torcida. E daí, vai que ele resolve entrar na política do Vasco, não é mesmo? Para quem faz de tudo para evitar uma renovação no colégio eleitoral vascaíno (incluindo aí a criação de um “plano de sócios” que não dá direito a voto), esse é um risco que não se pode correr. O Dotô sabe muito bem o que ídolos dos gramados podem fazer em uma disputa eleitoral.

O resultado dessa história é um só. Com a desculpa do “viés político” que teria a doação do Juninho, a diretoria prejudica o clube mais uma vez. Isso porque, para quem comanda o Vasco atualmente, mais importante que a instituição é se perpetuar no poder eternamente.

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O fato do Juninho ter acionado o clube judicialmente certamente servirá como um argumento para que seus detratores (a maioria deles, devotados fãs do Dotô) apontassem a situação como uma prova de que o ex-jogador é oportunista e não se preocupa com o Vasco. Mas quem utilizar isso como argumento só mostrará a incoerência do pensamento lobotomizado: qual é a lógica em crucificar quem cobra R$ 475 mil (e deseja abrir mão de 70% desse valor) e concordar com a dívida que a atual gestão assumiu com o Romário, que é milionária e que o Baixinho nem tinha como comprovar os valores?

Ah, mas ele poderia simplesmente não abrir o processo e deixar a grana nos cofres do clube!“. Ah, sim…e você acreditam, sinceramente, que se o Juninho não exigisse um documento assinado, que obrigasse a utilização da quantia nas obras de um CT, essa grana teria esse destino? Aí, é ter muita fé nos desígnios do São Eurico.

Se com um acordo feito diante de um juiz já não poderíamos ter 100% de certeza que a doação iria para as obras, imaginem sem um contrato assinado! Juninho tinha direito de receber a grana que o Vasco lhe deve. Também tem todo o direito de doá-la para a construção de um CT. E mais direito ainda de assegurar, legalmente, que a doação tivesse o destino que ele quisesse. O que não vai acontecer porque quem reclamou de viés político é justamente quem pensa mais na política do que no bem do Vasco.

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Obrigado e boa sorte

JorginhoEncaremos os fatos: Jorginho já está fora do Vasco.

O zum-zum-zum na imprensa dizia que ele já teria feito o acordo verbal com o Cruzeiro, mas que ainda não tinha conversado com o Dotô a respeito. Depois de ter conversado, Jorginho seguiu não negando nada e o Eurico veio com o papinho de que “é preciso respeitar a decisão do profissional”.

Na coletiva após o treino de ontem, Jorginho foi tão incisivo ao falar que seu foco são os dois jogos contra o Botafogo que é impossível não ver o sentido por trás das suas palavras. O foco, ou sendo mais claro, seu compromisso com o clube, irá apenas até depois das finais.

Não há muito mais o que falar sobre o assunto, ainda mais depois das ótimas colunas do Garone e do Bruno Guedes a respeito. Mas sem querer apelar para emoção como fez o primeiro, nem utilizar argumentos racionais para deixar claro que esse não seria o melhor momento para o técnico sair do clube como fez o segundo, acho válido apresentar um outro ponto de vista.

E, na minha modesta opinião, se o Jorginho quer sair, que saia.

Não se trata de fazer pouco do profissional, que até fez um bom trabalho. Mas achá-lo indispensável é exagero. Até o momento, seus maiores méritos foram ter QUASE conseguido evitar um rebaixamento (e por mais que alguns não se lembrem, parte desse QUASE também foi responsabilidade do treinador) e chegar às finais do Estadual. Ou seja, o mesmo que fez Adilson Batista entre 2013 e 2014, e sejamos francos, com um elenco pior em mãos.

Não que para o Vasco a saída seja boa. Discordando um pouco da coluna do Guedes, pode até ser que Jorginho tenha mais a perder, mas também teremos problemas sérios. Por exemplo, se havia algum planejamento para o Brasileiro, que começa em duas semanas, podemos jogar tudo fora. Será preciso encontrar um treinador bom e que tenha a humildade de manter o que há de positivo no time. E mesmo que encontremos, qualquer mudança no comando da equipe irá fatalmente trazer reflexos negativos justo no começo da competição.

Claro também que é muito fácil para mim sair cornetando o Jorginho, ignorando completamente a montanha de dinheiro que o Cruzeiro jogou no seu colo. Igualmente não há como negar que se conseguir emplacar um bom trabalho no time mineiro fará um bem danado para sua carreira. Mas se Jorginho não enxerga que o oposto também pode ocorrer e que uma demissão precoce na Raposa pode fazer com que ele retroceda profissionalmente para um patamar abaixo do que estava antes do Vasco, o que se há de fazer? Ficar com um treinador insatisfeito no comando também não é a maior das maravilhas.

Se fosse eu a decidir, não teria dúvidas em manter o Jorginho como treinador do Vasco. Mas mesmo com todos os percalços que sua aparentemente certa saída trará ao clube, não será o fim do mundo. Há uma falta de técnicos bons e que não peçam exorbitâncias para trabalhar? Há. Mas esse fato não torna o Jorginho nem melhor, nem pior técnico do que é. E há o que, para mim como vascaíno, é imperdoável: cogitar abandonar a equipe às vésperas do Brasileiro, sabendo que isso vai prejudicar o clube que inegavelmente deu uma levantada na sua carreira. Grana é importante e comandar um time da elite é uma grande vitrine, mas uma saída dessa forma só pode ser adjetivada como ingratidão.

É por isso que reafirmo minha opinião. Se o Jorginho acha que o melhor é aceitar a proposta cruzeirense, só nos resta agradecer os serviços prestados ao Vasco e desejar-lhe boa sorte.

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Claro que, apesar de todas as evidências tanto vindas do Jorginho como do Eurico, não podemos descartar a avidez da imprensa em colocar profissionais de um clube em outro ao menor sinal de uma proposta feita. Ano passado, levando-se em consideração o que um monte de jornalistas disseram, Doriva não chegaria a ser demitido do Vasco porque teria ido de mala e cuia para o Grêmio. À época, Doriva também tinha sido reticente ao ser questionado sobre a transferência, também evitou negar que não estivesse indo para Porto Alegre e, no final das contas acabou ficando em São Januário.

Mas vale lembrar também que depois da conversa com o Eurico, o Dotô não falou momento algum em “respeitar a decisão do profissional” como fez agora.

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As prioridades de cada um

prioridadeOlhando apenas para as duas competições, não dá nem pra discutir (principalmente em um ano no qual o Vasco está fora da elite): a Copa do Brasil é muito mais importante que um Estadual. Além de garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem, vencer a Copa é a única chance que teremos de comemorar um título nacional esse ano.

Mas especificamente nesse jogo de logo mais contra o Remo, há vários outros fatores que devem ser levados em consideração. E fazendo isso, não podemos negar que a prioridade deve ser outra. Alguns torcedores certamente não concordarão, mas Jorginho – que de bobo não tem nada, tanto que já há clubes de olho gordo pra cima do nosso técnico – sabe disso e escalará um time misto contra a equipe paraense.

Se não tivéssemos uma final para disputar já no próximo domingo, tudo bem. Mas estando às portas de um bicampeonato que não conquistamos há mais de 20 anos, depois de uma partida intensa como foi a vitória sobre a mulambada e de duas idas e voltas de Manaus em 15 dias, o mais prudente é mesmo dar um descanso para alguns dos vovôs-garotos do time.

Até porque, sem querer diminuir as dificuldades da partida de hoje, jogar pelo empate, dentro de casa e contra o Remo não é o que podemos chamar de missão das mais complicadas. Ainda que a equipe remista tenha nos dado algum trabalho no jogo de ida, ela não atravessa uma grande fase, tendo sido eliminada de todas as competições que disputou nesse primeiro semestre. Diante do que – em teoria, sempre é bom lembrar – o Remo pode nos oferecer de riscos, Jorginho foi até comedido nas alterações que fará no time. Um ou outro titular que devem jogar hoje também poderiam ser poupados sem maiores problemas.

E será interessante ver alguns dos reservas que entrarão em campo. Nas laterais, Yago Pikachu terá mais uma oportunidade na sua posição de origem, justo contra o maior rival do time que o projetou e Henrique poderá confirmar a evolução que mostrou nas últimas vezes que jogou; O garoto Evander, a promessa da base que gera maior expectativa no momento, deve ter sua primeira chance como titular; E Eder Luis poderá provar que, se conseguir executar as mesmas funções do Jorge Henrique, pode ser uma opção mais veloz para a posição.

É uma formação que não muda a forma de jogar, mantendo a estrutura do time titular. Certamente sofrerá com a falta de entrosamento, mas, por outro lado, será uma equipe mais jovem. Jogando com aplicação e sem a preguiça que vimos eventualmente no Estadual, tem tudo para conseguir a classificação. Tudo é uma questão de postura: se o Vasco pode priorizar as finais do Estadual, para os reservas que entrarão em campo, a prioridade deve ser fazer uma boa partida e mostrar ao treinador que eles estão prontos para disputar uma vaga no time titular.

Vasco X Remo

Vasco X Remo

Martín Silva; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Diguinho, Evander e Nenê; Eder Luis e Riascos.

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Max e Fabiano; Lucas Garcia, Chicão, Alisson e Marco Goiano; Eduardo Ramos e Ciro.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Veiga

Estádio: São Januário. Data: 27/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza. Auxiliares: Leandro Matos Feitosa e Fabricio Porfirio de Moura.

A rede Globo (RJ, ES, Juiz de Fora-MG, SE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR e DF) transmite a partida ao vivo. A ESPN Brasil e o Sportv 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Cruzeiro não apenas estaria interessado em contratar o Jorginho, como já teria feito uma proposta e pedido uma resposta antes mesmo das finais contra o Canil. O próprio Jorginho já teria reafirmado sua intenção de permanecer no Vasco e, na minha humilde opinião, não acredito mesmo que o técnico fosse trocar de clube nesse momento.

Mas a verdade é uma só: tenha sido mesmo feita a proposta cruzeirense ou seja apenas especulação da imprensa, esse tipo de coisa virar notícia só mostra o enfraquecimento do clube como instituição. Será que o Cruzeiro faria hoje uma proposta pelo Tite? Ou pelo Cuca? Ou pelo Dorival? E a imprensa repercutiria uma informação dessas se a proposta não tivesse uma confirmação oficial do clube mineiro por esses treinadores? Se o Vasco vivesse o bom momento que vive hoje, mas não estivesse cheio de dívidas e prestes a inciar sua terceira disputa de Série B em oito anos, o Cruzeiro teria a pretensão de nos tirar o técnico dessa maneira? Dificilmente.

Se hoje clubes que têm –  sendo gentil – uma tradição equivalente à nossa enxergam o Vasco como um clube cujos contratados balançam diante de qualquer proposta, só podemos “agradecer” aos dirigentes que comandaram o Gigante nos últimos 16 anos.

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Eis então que ficamos sabendo também da seguinte notícia:

Deve ter sido um pedido pessoal do César Martins…

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