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Valeu Riascos!

O Cruzeiro não tem qualquer obrigação de fazer favores ao Vasco ou a qualquer outro clube. Posto isso, que as coisas fiquem claras: é óbvio que não querer renovar o empréstimo do Riascos é uma represália do clube mineiro pela recusa do Jorginho em aceitar a proposta para dirigir seu time de futebol.

Quando foi emprestado ao Vasco, Riascos era execrado pela torcida cruzeirense e não tinha oportunidades para jogar. Tanto que, entre janeiro e maio de 2015, o colombiano havia atuado apenas quatro vezes pelo time. Todos julgavam que sua contratação havia sido um erro da diretoria da Raposa.

Pelo que fez em 2015, nada indicaria que uma volta do Riascos interessaria ao Cruzeiro. Já a atual temporada realmente valorizou o jogador, artilheiro do Vasco no Carioca com algumas boas atuações. Ainda assim, é preciso contextualizar seu desempenho: marcar nove gols no Estadual do Rio não transformaram o colombiano em craque e mesmo a torcida vascaína tem restrições quanto à qualidade do atacante. O bom início de ano do Riascos certamente não seria o bastante para mudar completamente a opinião da diretoria cruzeirense a seu respeito.

Com cinco atacantes em seu elenco, alguns com as mesmas características do colombiano, a diretoria do Cruzeiro sabe que são remotas as chances do jogador ser aproveitado no grupo. O treinador Paulo Bento já deve ter um bom trabalho para conhecer quem já está no time e com algum entrosamento. Um novo atacante mediano não deve fazer a menor diferença para o técnico português.

Acho quase certo que Riascos amargará a reserva por um longo tempo em BH ou servirá apenas como moeda de troca com algum clube. E o pior, provavelmente em um novo empréstimo, já que os grandes clubes dificilmente desejarão pagar o valor pedido pelo Cruzeiro e os menores não terão essa grana para investir no jogador.

Resumindo, ao renovar não o empréstimo do Riascos para não fazer uma “bondade” ao Vasco – pouco pretensioso o sr. Gilvan Tavares, né? – a diretoria celeste além de não ter o retorno do investimento feito só conseguirá prejudicar o jogador (que gostaria de permanecer no Rio) e o Vasco, que perde agora um titular.

Se o Vasco não pode fazer nada para retaliar a atitude do Cruzeiro, menos ainda pode fazer a torcida vascaína além de lamentar essa história. Da minha parte, posso dizer que ao menos encontrei um time para torcer contra nesse Brasileirão.

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Mesmo não sendo um craque, não podemos deixar de reconhecer o respeito com o qual você vestiu a armadura cruzmaltina. Boa sorte e obrigado por tudo, Riascos!

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Como já falei algumas vezes antes, Riascos não é nenhum fora de série. Mas a sua saída aumenta a necessidade de reforços: mesmo com a presença do colombiano no elenco, a chegada de um centroavante era necessária. E a volta do Leandrão, definitivamente, não é a solução para o nosso ataque (algo que o próprio Jorginho sabe, caso contrário, não teria liberado o jogador para o Boavista).

Então, diretoria? Quando chegam os reforços?

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A mais justa final

vasbotaDepois de um turno inútil, uma Taça Guanabara vencida após mais de uma década e uma semifinal com um resultado previsível, o Vasco chega às finais do Estadual de 2016. A competição, sempre muito criticada – e por vários motivos justamente criticada – , reservou seu ponto alto para o encerramento: será decidida pelos times que mais mereceram e terá como palco para seu desfecho um local com o tamanho justo para sua importância.

Relembrando o que Vasco e Botafogo fizeram ao longo do campeonato, fica evidente o quão justa é uma final entre as duas equipes. Donos das melhores campanhas, chegaram à decisão após vencerem mulambos e tricoletes, que não deram a menor importância ao Estadual e talvez nem merecessem ir para a semifinal. Seria mais justo, por exemplo, que o Voltaço pudesse decidir uma vaga na decisão, pelo empenho que teve na competição. Se tricoletes e rubro-negros ficarão em casa secando os finalistas pela televisão, eles fizeram por merecer – ou melhor, deixaram de fazer – o local que reservaram para suas torcidas nesse domingo.

E exatamente por terem tido campanhas parecidas é que a tônica dessa final deverá ser a do equilíbrio. Foi o que vimos nas duas vezes que Vasco e Botafogo se enfrentaram nesse Carioca (com um empate e uma vitória vascaína), e é o que devemos ver hoje. Nenhuma das equipes deve se expor muito hoje para não correr o risco de tornar inútil a segunda partida, domingo que vem. Mesmo que os dois times já se conheçam bastante, provavelmente veremos muita cautela, briga pelo meio de campo e adversários se respeitando em campo.

Do lado do Vasco, não há surpresas. Os titulares do Jorginho estarão todos em campo e todo vascaíno sabe quem jogará e também COMO o time jogará. O problema é que certamente Ricardo Gomes também sabe como jogaremos e caberá ao nosso treinador fazer mudanças que possa surpreender o Botafogo sem que alterem o que há de positivo na equipe.

Faltam dois passos para conquistarmos o bicampeonato e se futebol se tratasse unicamente de merecimento, já poderíamos estar comemorando. Como não é, o Vasco precisa dar esse penúltimo passo para o título com cuidado, mas sem esquecer que uma vitória começa com uma atitude vencedora. É jogar com garra, atenção e respeito, não apenas ao Botafogo, mas principalmente à nossa camisa e tradição.

Botafogo X Vasco

Botafogo X Vasco

Jéfferson; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê e Leandrinho; Juan Salgueiro e Ribamar.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Ricardo Gomes.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Wagner Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Silbert Faria Sisquim.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem a partida. O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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A decisão já começa com um clima melhor para o Vasco depois que, aparentemente, a ida do Jorginho para o Cruzeiro subiu no telhado. Mas não há como negar que essa história toda foi muito mal conduzida por ambas as partes.

O Jorginho pode permanecer, mas pela sua reação ao ser questionado é óbvio que a proposta cruzeirense o balançou. Até aí, tudo certo, já que a grana prometida era enorme. Mas os motivos pelos quais ele tomou a decisão de permanecer existiam desde o começo e a dúvida entre aceitá-la ou não foi sim um pouco de ingratidão. Por respeito ao clube, aos jogadores que comanda, à torcida que o apoia e mesmo ao trabalho que o próprio treinador desenvolveu no Vasco, o correto seria nem ouvir a proposta da Raposa, no máximo solicitar que os dirigentes mineiros conversassem com a diretoria vascaína.

Já o Cruzeiro agiu de forma completamente antiética. Oferecer um caminhão de dinheiro ao Jorginho foi uma clara tentativa de explorar a crise financeira do Vasco em benefício próprio. Esse ato só reforça a imagem do clube como uma filial tricolete em BH: desde o episódio Dedé, a equipe celeste tem se esmerado em tentar levar a maior quantidade de valores que aparecem em São Januário. Se havia algum bom relacionamento entre nós e o clube mineiro, essa história deve ter dado um fim a isso. O que também deve significar que dificilmente Riascos permanecerá no Vasco após o término do seu contrato.

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Obrigado e boa sorte

JorginhoEncaremos os fatos: Jorginho já está fora do Vasco.

O zum-zum-zum na imprensa dizia que ele já teria feito o acordo verbal com o Cruzeiro, mas que ainda não tinha conversado com o Dotô a respeito. Depois de ter conversado, Jorginho seguiu não negando nada e o Eurico veio com o papinho de que “é preciso respeitar a decisão do profissional”.

Na coletiva após o treino de ontem, Jorginho foi tão incisivo ao falar que seu foco são os dois jogos contra o Botafogo que é impossível não ver o sentido por trás das suas palavras. O foco, ou sendo mais claro, seu compromisso com o clube, irá apenas até depois das finais.

Não há muito mais o que falar sobre o assunto, ainda mais depois das ótimas colunas do Garone e do Bruno Guedes a respeito. Mas sem querer apelar para emoção como fez o primeiro, nem utilizar argumentos racionais para deixar claro que esse não seria o melhor momento para o técnico sair do clube como fez o segundo, acho válido apresentar um outro ponto de vista.

E, na minha modesta opinião, se o Jorginho quer sair, que saia.

Não se trata de fazer pouco do profissional, que até fez um bom trabalho. Mas achá-lo indispensável é exagero. Até o momento, seus maiores méritos foram ter QUASE conseguido evitar um rebaixamento (e por mais que alguns não se lembrem, parte desse QUASE também foi responsabilidade do treinador) e chegar às finais do Estadual. Ou seja, o mesmo que fez Adilson Batista entre 2013 e 2014, e sejamos francos, com um elenco pior em mãos.

Não que para o Vasco a saída seja boa. Discordando um pouco da coluna do Guedes, pode até ser que Jorginho tenha mais a perder, mas também teremos problemas sérios. Por exemplo, se havia algum planejamento para o Brasileiro, que começa em duas semanas, podemos jogar tudo fora. Será preciso encontrar um treinador bom e que tenha a humildade de manter o que há de positivo no time. E mesmo que encontremos, qualquer mudança no comando da equipe irá fatalmente trazer reflexos negativos justo no começo da competição.

Claro também que é muito fácil para mim sair cornetando o Jorginho, ignorando completamente a montanha de dinheiro que o Cruzeiro jogou no seu colo. Igualmente não há como negar que se conseguir emplacar um bom trabalho no time mineiro fará um bem danado para sua carreira. Mas se Jorginho não enxerga que o oposto também pode ocorrer e que uma demissão precoce na Raposa pode fazer com que ele retroceda profissionalmente para um patamar abaixo do que estava antes do Vasco, o que se há de fazer? Ficar com um treinador insatisfeito no comando também não é a maior das maravilhas.

Se fosse eu a decidir, não teria dúvidas em manter o Jorginho como treinador do Vasco. Mas mesmo com todos os percalços que sua aparentemente certa saída trará ao clube, não será o fim do mundo. Há uma falta de técnicos bons e que não peçam exorbitâncias para trabalhar? Há. Mas esse fato não torna o Jorginho nem melhor, nem pior técnico do que é. E há o que, para mim como vascaíno, é imperdoável: cogitar abandonar a equipe às vésperas do Brasileiro, sabendo que isso vai prejudicar o clube que inegavelmente deu uma levantada na sua carreira. Grana é importante e comandar um time da elite é uma grande vitrine, mas uma saída dessa forma só pode ser adjetivada como ingratidão.

É por isso que reafirmo minha opinião. Se o Jorginho acha que o melhor é aceitar a proposta cruzeirense, só nos resta agradecer os serviços prestados ao Vasco e desejar-lhe boa sorte.

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Claro que, apesar de todas as evidências tanto vindas do Jorginho como do Eurico, não podemos descartar a avidez da imprensa em colocar profissionais de um clube em outro ao menor sinal de uma proposta feita. Ano passado, levando-se em consideração o que um monte de jornalistas disseram, Doriva não chegaria a ser demitido do Vasco porque teria ido de mala e cuia para o Grêmio. À época, Doriva também tinha sido reticente ao ser questionado sobre a transferência, também evitou negar que não estivesse indo para Porto Alegre e, no final das contas acabou ficando em São Januário.

Mas vale lembrar também que depois da conversa com o Eurico, o Dotô não falou momento algum em “respeitar a decisão do profissional” como fez agora.

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As prioridades de cada um

prioridadeOlhando apenas para as duas competições, não dá nem pra discutir (principalmente em um ano no qual o Vasco está fora da elite): a Copa do Brasil é muito mais importante que um Estadual. Além de garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem, vencer a Copa é a única chance que teremos de comemorar um título nacional esse ano.

Mas especificamente nesse jogo de logo mais contra o Remo, há vários outros fatores que devem ser levados em consideração. E fazendo isso, não podemos negar que a prioridade deve ser outra. Alguns torcedores certamente não concordarão, mas Jorginho – que de bobo não tem nada, tanto que já há clubes de olho gordo pra cima do nosso técnico – sabe disso e escalará um time misto contra a equipe paraense.

Se não tivéssemos uma final para disputar já no próximo domingo, tudo bem. Mas estando às portas de um bicampeonato que não conquistamos há mais de 20 anos, depois de uma partida intensa como foi a vitória sobre a mulambada e de duas idas e voltas de Manaus em 15 dias, o mais prudente é mesmo dar um descanso para alguns dos vovôs-garotos do time.

Até porque, sem querer diminuir as dificuldades da partida de hoje, jogar pelo empate, dentro de casa e contra o Remo não é o que podemos chamar de missão das mais complicadas. Ainda que a equipe remista tenha nos dado algum trabalho no jogo de ida, ela não atravessa uma grande fase, tendo sido eliminada de todas as competições que disputou nesse primeiro semestre. Diante do que – em teoria, sempre é bom lembrar – o Remo pode nos oferecer de riscos, Jorginho foi até comedido nas alterações que fará no time. Um ou outro titular que devem jogar hoje também poderiam ser poupados sem maiores problemas.

E será interessante ver alguns dos reservas que entrarão em campo. Nas laterais, Yago Pikachu terá mais uma oportunidade na sua posição de origem, justo contra o maior rival do time que o projetou e Henrique poderá confirmar a evolução que mostrou nas últimas vezes que jogou; O garoto Evander, a promessa da base que gera maior expectativa no momento, deve ter sua primeira chance como titular; E Eder Luis poderá provar que, se conseguir executar as mesmas funções do Jorge Henrique, pode ser uma opção mais veloz para a posição.

É uma formação que não muda a forma de jogar, mantendo a estrutura do time titular. Certamente sofrerá com a falta de entrosamento, mas, por outro lado, será uma equipe mais jovem. Jogando com aplicação e sem a preguiça que vimos eventualmente no Estadual, tem tudo para conseguir a classificação. Tudo é uma questão de postura: se o Vasco pode priorizar as finais do Estadual, para os reservas que entrarão em campo, a prioridade deve ser fazer uma boa partida e mostrar ao treinador que eles estão prontos para disputar uma vaga no time titular.

Vasco X Remo

Vasco X Remo

Martín Silva; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Diguinho, Evander e Nenê; Eder Luis e Riascos.

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Max e Fabiano; Lucas Garcia, Chicão, Alisson e Marco Goiano; Eduardo Ramos e Ciro.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Veiga

Estádio: São Januário. Data: 27/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza. Auxiliares: Leandro Matos Feitosa e Fabricio Porfirio de Moura.

A rede Globo (RJ, ES, Juiz de Fora-MG, SE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR e DF) transmite a partida ao vivo. A ESPN Brasil e o Sportv 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Cruzeiro não apenas estaria interessado em contratar o Jorginho, como já teria feito uma proposta e pedido uma resposta antes mesmo das finais contra o Canil. O próprio Jorginho já teria reafirmado sua intenção de permanecer no Vasco e, na minha humilde opinião, não acredito mesmo que o técnico fosse trocar de clube nesse momento.

Mas a verdade é uma só: tenha sido mesmo feita a proposta cruzeirense ou seja apenas especulação da imprensa, esse tipo de coisa virar notícia só mostra o enfraquecimento do clube como instituição. Será que o Cruzeiro faria hoje uma proposta pelo Tite? Ou pelo Cuca? Ou pelo Dorival? E a imprensa repercutiria uma informação dessas se a proposta não tivesse uma confirmação oficial do clube mineiro por esses treinadores? Se o Vasco vivesse o bom momento que vive hoje, mas não estivesse cheio de dívidas e prestes a inciar sua terceira disputa de Série B em oito anos, o Cruzeiro teria a pretensão de nos tirar o técnico dessa maneira? Dificilmente.

Se hoje clubes que têm –  sendo gentil – uma tradição equivalente à nossa enxergam o Vasco como um clube cujos contratados balançam diante de qualquer proposta, só podemos “agradecer” aos dirigentes que comandaram o Gigante nos últimos 16 anos.

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Eis então que ficamos sabendo também da seguinte notícia:

Deve ter sido um pedido pessoal do César Martins…

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Operação no Mineirão

Há algumas rodadas, qualquer empate fora de casa contra qualquer adversário seria motivo de alívio para qualquer vascaíno.  Hoje, porém, é difícil não sentir no ponto conquistado no Mineirão contra o tradicional Cruzeiro um gosto de frustração. Isso porque a verdade é uma só: se o Vasco não tivesse sido levado à mesa de operações pela completamente equivocada arbitragem do Sr. Thiago Duarte Peixoto ontem, o 2 a 2 do placar poderia ter números mais favoráveis para nós.

Não que a total falta de critérios do Sr. Duarte Peixoto seja a única fonte de nossas frustrações, mesmo que se possa dizer que seus erros influenciaram bastante o resultado do jogo. Colocar exclusivamente no juiz a culpa por não termos vencido seria fechar os olhos para nossas próprias falhas, que infelizmente, aconteceram em maior número do que seria aceitável para um time que não pode mais errar no campeonato.

Os gols que sofremos são a cara da nossa campanha. Falta de experiência, falhas técnicas, marcação frouxa…os erros responsáveis pela grande maioria das nossas 16 derrotas no Brasileiro apareceram nos dois gols cruzeirenses. No primeiro, depois de termos aberto o placar com Rafael Silva, não conseguimos segurar a vantagem nem por três minutos após uma sequência de falhas inaceitável. Desatenção da zaga, afobação do Jordi ao sair com a bola, desatenção do Nenê (que não dominou a bola) e o chute mortal. No segundo gol, assistimos o Cruzeiro girar a bola, sem que a marcação estivesse em cima, culminando no bote errado do Luan e gol do Alisson (que, vale mencionar, não comemorou o gol).

Fosse o Vasco de algumas rodadas, teríamos mais uma derrota na conta. Mas esse Vasco é outro, é um time que luta e não esmorece tão facilmente. No segundo tempo o time correu mais, encurtou os espaços e, mesmo sem conseguir ameaçar muito o gol cruzeirense, dominou o jogo. As coisas mudaram com a substituição do Nenê por Andrezinho, que entrou muito bem, que jogando de forma mais simples, conseguiu nos levar ao ataque com mais eficiência. E foi com um cruzamento do próprio Andrezinho que conseguimos o empate, mais uma vez com Rafael Silva. Os 15 minutos finais do jogo foram tensos, com a Raposa tentando o desempate e partindo pra cima, mas conseguimos segurar a pressão.

O Vasco ainda precisa acertar sua marcação, criar mais jogadas e, principalmente, deixar de perder tantos gols. Mas de qualquer forma, já vemos outro Vasco, totalmente diferente daquele que se agarrou à lanterna como um afogado abraça uma âncora. Esse Vasco, o de agora, que luta e supera suas limitações com muita raça, não merece ser rebaixado. E a cada partida nos mostra que vai fazer de tudo para evitar que isso aconteça.

As atuações….

Jordi – com pelo menos três grandes defesas, seria um dos heróis do jogo se não tivesse falhado feio no primeiro gol, entregando a bola na fogueira para Nenê de maneira completamente desnecessária.

Madson – se esforçou para ajudar tanto no apoio quanto na defesa, mas como sempre teve sua atuação comprometida por ceder muitos espaços na sua lateral e não conseguir passar nem perto de acertar um cruzamento.

Luan – como o Jordi, teve sua bela atuação – cortando uma quantidade absurda de bolas nos ataques cruzeirenses – comprometida por um vacilo que nos custou um gol. Foi muito infeliz na tentativa de cortar a bola que Alisson empurrou para a rede, no segundo gol do Cruzeiro.

Rodrigo – não esteve no nível do seu companheiro de zaga, mas também se esforçou bastante.

Julio Cesar – discreto no apoio, ao menos não viu sua lateral ser um convite aos adversários como Madson.

Serginho – novamente como único volante de combate, restringiu-se à marcação e cometeu faltas demais. Saiu para entrada de Renato Kayzer quando Jorginho partiu para o tudo ou nada. E o garoto não amarelou: participou o quanto pode do jogo, mostrando personalidade.

Bruno Gallo – ocupou bem os espaços, evitando que a esquerda do time ficasse tão exposta como o lado oposto. Mas apareceu menos na criação que do que nos últimos jogos.

Julio dos Santos – quando não está em dia de acertar bons passes em profundidade, não consegue justificar sua presença em campo, já que marcando é de uma lentidão impressionante e basta o adversário dar um tapa na bola para driblá-lo. Nosso pior momento na partida foi quando o Cruzeiro, ainda no primeiro tempo, fez o que quis pela esquerda do seu ataque, justamente o lado em que o paraguaio deveria cobrir as subidas do Madson. Acabou expulso infantilmente, mas numa mostra total de falta de critério do juiz.

Nenê – outra partida em que seus erros se sobressaíram. Se por um lado ele fez algumas boas jogadas, por outro foi ele quem não conseguiu dominar a bola que originou o primeiro gol cruzeirense e perdeu um gol dos mais feitos da partida, isolando a bola quando estava na cara do goleiro Fábio. Andrezinho entrou em seu lugar e, mesmo demorando alguns minutos para entrar no ritmo frenético da partida, mudou a cara do time, que deixou de apenas trocar passes na intermediária adversárias e passou a fazer jogadas mais agudas. Foi dele o cruzamento para Rafael Silva marcar o gol de empate.

Rafael Silva – compensa suas evidentes limitações com um empenho impressionante dentro de campo. Correu o tempo todo, caiu pelos dois lados no ataque, ajudou na marcação e, de quebra, mostrou mais uma vez sua estrela ao garantir o empate marcando os dois gols.

Herrera – deu o passe – meio errado, é verdade – para o primeiro gol do Vasco e quando conseguiu passar por dois jogadores e sairia na cara do gol, foi derrubado em um lance que qualquer juiz sério expulsaria um zagueiro que já tinha um amarelo. Mas fora isso, passou a maioria do tempo perdido em campo, não encontrando um posicionamento que lhe tornasse mais útil ao time. Deu lugar ao Thalles, que pouco acrescentou ao time.

***

É claro que não podemos falar sobre o empate de ontem sem citar os vários erros de arbitragem que prejudicaram o Vasco. Tanto que, como já disse, poderíamos ter vencido não fosse o time tão severamente operado.

O primeiro e talvez mais grave erro do Sr. Duarte Peixoto foi ter arregado em expulsar o zagueiro Bruno Rodrigo. Ele já tinha um amarelo, derrubou Herrera por trás, quando o atacante ia sozinho em direção ao gol e o juiz não fez o que deveria fazer. Na sequência, Mano Menezes fez o que o árbitro não teve peito para fazer: tirou o zagueiro de campo, substituindo-o. Vale dizer que a essa altura o jogo ainda estava empatado e o Cruzeiro teria muito mais dificuldades para conseguir a virada.

O segundo erro foi um pênalti não marcado a favor do Vasco, quando o volante Williams claramente dá um tapa na bola, dentro da sua área, nas fuças do apitador.

O terceiro pode não ser um erro, mas mostra a total falta de critérios do sujeito de camisa amarela: o mesmo juiz que não deu um segundo amarelo para um zagueiro por parar uma jogada que poderia terminar em gol não titubeou em fazer o mesmo com Julio dos Santos, não por cometer alguma falta, mas por chutar uma bola pra longe no final do jogo.

Se há uma equipe nesse campeonato que não precisa ser prejudicado pela arbitragem é o Vasco. Ainda assim, não é o que temos visto acontecer nesse Brasileiro. Me pergunto onde está o tal “respeito” que os defensores da atual gestão tanto falam que voltou ao clube, agora que temos um presidente que “manda” na CBF e nos bastidores do futebol em geral. Pelo visto, esse respeito só vale mesmo para jogos do Estadual.

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Problemas (os de hoje e os de sempre)

A recente reação vascaína no Brasileirão passará por sua primeira prova de fogo hoje e não apenas por jogar fora de casa contra um dos maiores clubes do país. O Cruzeiro x Vasco dessa noite será um grande teste principalmente para o poder de adaptação aos problemas que uma equipe que não pode mais errar pode passar.

É óbvio que a Raposa não é o melhor dos adversários para se enfrentar quando se precisa desesperadamente de pontos. Menos ainda no Mineirão e com eles subindo de produção como estão agora. Com a chegada do Mano Menezes, a equipe celeste voltou a jogar um futebol que, se não garantiria um lugar brigando pelo título, pelo menos não seria digno de frequentar a parte debaixo da tabela. Ainda que para o Cruzeiro o Z4 não seja uma ameaça como era na época do “pofexô”, podem ter certeza que a posição mediana na classificação não agrada nem à sua torcida, nem ao clube.

Por conta disso, eles não devem nem cogitar perder pontos para o Vasco no atual momento. Se nem a minúscula Ponte Preta digeriu bem a derrota para o Gigante, que dirá o Cruzeiro, uma verdadeira instituição do futebol brasileiro.

Resumindo, mesmo que o Cruzeiro não seja o mesmo dos últimos dois anos, a partida de hoje será extremamente complicada. Esse é um dos pontos que nos trarão dificuldades. Agora, vejamos o outro lado da questão: os problemas que NÓS mesmos temos.

Primeiro, a série de desfalques que temos. Martín Silva, Leandrão e Jorge Henrique estão vetados; Diguinho, que foi bem contra a Ponte, saiu ainda no jogo contra a Macaca e sabe-se lá quando volta; Guiña e Anderson Salles também estão machucados e Riascos está suspenso. Ainda que nem todos sejam lá essas coisas, todos ou são titulares ou costumam estar entre as primeiras opções do treinador para eventuais substituições.

Sem poder contar com tantos jogadores, Jorginho precisou vasculhar o elenco em busca de alternativas. E se a necessidade criou oportunidades, podemos dizer que quase todos que voltaram ao time ou que tiveram suas primeiras chances foram bem. Diguinho, Júlio César, Bruno Gallo e Rafael Vaz (e também o recém-chegado Leandrão) trouxeram alguma melhoria ao time.

Conseguirá o Jorginho fazer o time render mais uma vez precisando adaptar a equipe aos seus desfalques? No gol, Jordi é a única opção. Mas e o ataque, nosso maior problema?

Nesse caso, acho que Jorginho tanto errou como acertou. Se confirmada a escalação do Herrera no lugar do Leandrão, acredito que nosso treinador pisou feio na bola. O gringo não consegue fazer uma boa partida há séculos e, mesmo que não possa se dizer que fica molengando em campo, não parece ser a melhor opção para um time que precisa marcar gols. Na minha opinião, até mesmo adiantar o Nenê e optar pelo Andrezinho no meio seria mais interessante.

Por outro lado, é bom saber que finalmente Jorginho olhou para a base e levou Renato Kayzer para BH. Não que o garoto seja a oitava maravilha do mundo, mas diante do desempenho do Thalles e do próprio Herrera, nada mais justo que dar uma chance para o garoto.

***

Uma vitória seria um resultado maravilhoso, mas com tantos desfalques e jogando fora, não podemos considerar um empate um resultado ruim, ainda mais contra um grande adversário como o Cruzeiro. Mas antes de nos preocuparmos com as qualidades dos donos da casa, precisamos resolver os nossos próprios problemas. Até porque, na situação em que nos encontramos, não faz diferença quem está do outro lado do campo. Esteja lutando pelo título ou fugindo do rebaixamento, o Vasco precisa entrar em campo para vencer. Se Jorginho fizer o certo e o time conseguir os três pontos, teremos a certeza de que a reação efetivamente começou.

Campeonato Brasileiro 2015

Cruzeiro x Vasco

Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Pará; Willians, Henrique, Ariel Cabral e Alisson; Marquinhos e Willian.

Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos e Nenê; Rafael Silva e Herrera.

Técnico: Mano Menezes.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mineirão. Data: 16/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Thiago Duarte Peixoto (SP). Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Herman Brumel Vani (SP).

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (estados do RJ, ES, PB, RN, PI e MA e cidades de Porto Alegre, Juiz de Fora, Uberlândia, Ituiutaba, Araxá, Petrolina e Santarém) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Vitória e evolução

Demorou uma eternidade, mas parece que o Vasco começa a fazer pelo menos seus deveres de casa. A vitória sobre o Atlético-PR – um adversário complicado, mas com um histórico péssimo no Rio de Janeiro – era imprescindível. E mais importante, o 2 a 0 na Arena Maracanã foi conquistado com o time mostrando alguma evolução.

Claro que, em se comparando com a tétrica apresentação diante da Ponte Preta, seria muito difícil não haver a tal evolução. Mas ontem o Vasco foi além disso. Tivemos um time bem ajustado, com pretensões ao G4 e que não estava passando por uma crise como a Macaca. E mesmo contra tudo isso, podemos dizer que o tivemos uma apresentação aceitável.

O gol logo aos quatro minutos do primeiro tempo ajudou bastante. Ter a vantagem no placar desde o começo fez com que o time jogasse com mais tranquilidade, algo que nos prejudicou sobremaneira nos jogos contra o JEC, o Figueira e o Coxa na mesma Arena. E contra um adversário que veio efetivamente para jogar e não para segurar o resultado até aparecer um contra-ataque, tivemos um jogo movimentado em que as duas equipes criaram chances.

A partida teve várias possibilidades. Tanto o Atlético poderia ter empatado como poderíamos ter fechado o caixão paranaense ainda no primeiro tempo. A chance mais clara dos visitantes foi impedida por Martín Silva; já nós, tivemos no mínimo três chances claras de gol, todas com Leandrão. No segundo tempo, marcamos novamente nos primeiros minutos, mas nesse caso houve prós e contras: se a cobrança de pênalti de Nenê serviu para nos tranquilizar ainda mais, por outro lado nos fez recuar excessivamente muito cedo. Com isso o rubro-negro partiu pra cima e se tivesse diminuído a diferença no placar, poderia complicar nossa vida.

Mas isso não aconteceu, vencemos a segunda partida seguida e mais uma vez sem sofrer gols. Ainda há muito o que ser trabalhado, principalmente no sistema defensivo e a irritante quantidade de oportunidades que desperdiçamos. Porém a melhora do time, pelo menos na partida de ontem, foi visível e indiscutível. Méritos para o Jorginho, mas também para as contusões, que obrigaram ao treinador a buscar alternativas no elenco que não vinham sendo aproveitadas e que melhoraram o time. Continuamos tendo uma maratona das mais difíceis pela frente e nossa margem para erros continua limitadíssima. Apesar disso, o jogo de ontem não deixou de ser um alento. Mais uma boa atuação contra o Cruzeiro na próxima rodada pode ser o empurrão que falta para o Vasco embalar de vez e trazer junto a torcida.

As atuações…

Martín Silva – voltou da seleção uruguaia fazendo dos seus milagres. Impediu que o Furacão empatasse o jogo ainda no primeiro tempo em uma grande defesa em dois tempos.

Madson – em dia inspirado de Julio dos Santos, voltou a fazer com o paraguaio a dupla de sucesso no Estadual. Mas nos dois melhores passes que recebeu, acabou desperdiçando as jogadas errando os cruzamentos.

Luan – parecia nervoso em alguns momentos, entregando mais de uma vez a bola aos adversários quando tentava tirar a bola da área.

Rodrigo – os volantes do time não conseguiram diminuir os espaços para o Walter, e o gordinho acabou dando muito trabalho ao Rodrigo, que se saiu bem.

Júlio César – no seu 10º jogo como titular conseguiu o que Christianno não fez em 44 partidas pelo Vasco: um gol. Como o próprio disse, JC já não é mais garoto, mas pelo menos é um lateral de verdade.

Serginho – voltando de contusão, teve uma atuação discreta e sofreu com o toque de bola do adversário. Cansou e deu lugar ao Rafael Vaz, que reforçou a marcação para garantir o resultado.

Bruno Gallo – o rapaz é versátil e tem recursos, ajudando tanto na criação como no combate. Mas ontem, por não ter dado a atenção necessária à marcação, acabou sobrecarregando o Serginho, que se complicou principalmente com a movimentação do Walter.

Julio dos Santos – bastou eu detonar o paraguaio para ele voltar a fazer uma boa partida. Não foi perfeita, claro, mas ontem ele calibrou o pé e acertou vários bons passes em profundidade.

Nenê – há uma coisa que se pode falar do Nenê: ele pegou para si a função de ser o cérebro do time e não foge dessa responsa. Mas em vários momentos prefere o lance mais rebuscado, a matada de bola mais bonita ou o passe mais complicado quando fazer o simples seria mais eficiente. Marcou seu segundo gol pelo Vasco, como o primeiro, em cobrança de pênalti.

Jorge Henrique – saiu contundido antes de conseguir fazer alguma diferença na partida. Rafael Silva entrou em seu lugar e mais uma vez não conseguiu repetir o desempenho que tem quando entra no segundo tempo. Mesmo quando o Vasco passou claramente a esperar os contragolpes, não conseguiu aproveitar as oportunidades que teve.

Leandrão – teve três chances claras para marcar, uma delas mostrando uma habilidade inesperada, mas saiu no intervalo com um incômodo na coxa antes de deixar o dele. Riascos entrou em seu lugar e mais uma vez exibiu uma limitação intelectual impressionante.

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