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Pendura a conta!

Se formos nos prender apenas à bola rolando, a vitória do Vasco por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas foi padrão: em uma atuação burocrática em grande parte do tempo, contra um adversário bastante limitado e com o Nenê sendo decisivo na partida. Trocando em miúdos, voltamos a vencer, mas o time continua devendo à torcida uma atuação mais convincente.

Podemos citar uma maior pegada do time na marcação, principalmente no começo do jogo, o que seria o mínimo depois de duas derrotas dentro de casa. Sabendo que a vitória seria o único resultado aceitável, o Vasco ao menos mostrou uma disposição maior em campo, reflexo também de uma equipe titular mais jovem. E em um dos lances em que recuperamos a bola por conta da nossa marcação mais intensa, saiu o gol logo aos nove minutos: Rodrigo roubou a bola na nossa intermediária e lançou; a bola pipocou na cabeça do Caio Monteiro e foi para o Thalles, que também de cabeça tocou para Nenê, que se projetou em velocidade e tocou sem chance para o goleiro já dentro da grande área.

Com o placar aberto logo no começo, poderíamos pensar que o jogo ficaria mais tranquilo. Porém o Vasco mais uma vez ficou molengando e não parecia muito interessado em resolver o jogo rapidamente. Nossa vocação para complicar partidas fáceis voltou a se mostrar, e além de não criarmos mas nenhuma chance de gol no primeiro tempo, permitimos que o Brasil crescesse e só não sofremos o empate por um milagre realizado pelo Luan, que depois de bater cabeça na grande área se recuperou e impediu que o atacante adversário empurrasse a bola para nossa rede com Jordi completamente batido no lance.

No segundo tempo continuamos cozinhando a partida, mas pelo menos não corremos mais riscos (exceto nas bolas paradas, quando mais uma vez mostramos falhas de posicionamento nos chuveirinhos). Dominávamos o jogo, sempre rondando a área adversária, mas não criávamos oportunidades de gol. Somente aos 26 minutos resolvemos a partida, com a dupla que vinha garantindo a vantagem no placar: em uma cobrança de falta, Nenê encontrou Luan subindo por trás da zaga do Brasil e com um toque de categoria ampliou o placar.

Foi uma vitória padrão, daquelas em que o Vasco parece meio preguiçoso diante de um oponente não muito capacitado para nos criar problemas. O bom futebol que a equipe nos deve há algum tempo ficou mais uma vez na pendura, e a torcida ainda pode cobrar essa conta.

As atuações….

Jordi – sem muito trabalho durante a partida, fez apenas uma defesa digna de nota, ainda no primeiro tempo. Não chegou a trazer consequências, mas o garoto mostrou alguma insegurança nas saídas do gol para cortar bolas alçadas à área.

Madson – o de sempre: um cemitério de futuras jogadas e um convite ao ataque adversário.

Luan – garantiu a vitória tanto na defesa como no ataque: consertou a única lambança que fez impedindo um gol dos mais feitos da história e marcou o segundo gol em um belo chute de primeira.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas em alguns momentos parece estar cansado. Cobrou uma falta com perigo no começo do jogo.

Julio Cesar –  todas as vezes que chegou ao apoio errou seus cruzamentos. E assim como o Madson, deu espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos –  mais uma vez carregou o piano da marcação pelo meio de campo.

Henrique – deve ter sido o 38º jogador a ser testado como segundo homem do meio de campo. Se não chegou a comprometer, também não teve um desempenho que lhe garantisse ESSA vaga no time. Yago Pikachu entrou em seu lugar e não foi muito além, mas pelo menos conseguiu uma finalização com relativo perigo.

Andrezinho – ajudou na saída de bola, mas pouco fez na criação de jogadas. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que  não teve tempo para fazer nada (graças a Deus).

Nenê – voltou a ser o Nenê de sempre: alvo de muitas faltas, reclamações mil com a arbitragem e os dois gols da partida passando pelos seus pés. Marcou o primeiro e fez o cruzamento para o segundo.

Caio Monteiro – outro a ter mais efetividade ofensiva que Jorge Henrique, já que não precisava ficar se preocupando em marcar os adversários até o nosso campo. Fez uma grande jogada ainda no primeiro tempo, mas exagerou no individualismo e desperdiçou o lance. William Oliveira entrou no seu lugar para fechar mais o meio de campo, mas foi visto se atrapalhando no ataque algumas vezes.

Thalles – deu de cabeça o passe para o gol do Nenê em uma jogada de pivô e tentou reproduzir o lance durante os 90 minutos, sem sucesso. No mais, nada.

***

E por falar em pendura, vale citar os amarelos que os jogadores pendurados levaram: Nenê, Andrezinho, Rodrigo e Madson, os quatro titulares com dois cartões amarelos, receberam o terceiro e ficam fora da partida contra a Luverdense, sábado que vem. Como temos um compromisso pela Copa do Brasil na quarta, fica difícil crer que não rolou uma forçada de barra nos cartões.

Faria mais sentido se o jogo com o Santa Cruz fosse depois da partida contra a Luverdense, mas estrategicamente a oportunidade de poupar três veteranos de uma viagem longa até o Mato Grosso faz sentido. Que os jogadores que ganharam uma folga no Brasileiro compensem com esforço redobrado na Copa do Brasil.

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Vitória importante

Eder

Mais uma vez o Vasco não jogou bem e mais uma vez nosso adversário foi melhor por boa parte dos 90 minutos. Mas pelo menos, mais uma vez conseguimos vencer apesar disso tudo. E se pensarmos no momento do time, o 3 a 2 sobre o Náutico foi importante por outros motivos além dos três pontos e da manutenção da liderança, agora isolada.

Não dava pra saber exatamente qual seria a reação do time após a derrota para o Atl-GO. Dizer que está motivado nas entrevistas não significa muito, era preciso mostrar isso em campo. Ainda bem, desde os primeiros minutos deu para ver que, se teríamos problemas com o Timbu, não seria por “traumas pós-perda de invencibilidade”, e sim por conta das limitações que já temos há algum tempo.

Marcamos um gol esquisito logo no começo e depois disso começamos a murrinhar a partida, até o Náutico se empolgar com o jogo e tomar conta das ações. Naquelas condições, o empate parecia questão de tempo e foi mesmo. O gol do Náutico era um retrato do time: uma sequência de desatenções que só nos complicam a vida. Jogando em casa, vimos o time pernambucano dominar a maior parte do primeiro tempo. O 1 a 1 no placar não refletia o jogo, já que em números de finalizações perdemos por 10 a 3.

Já o segundo tempo do time foi outro fator a tornar a vitória importante. Precisávamos ver como o Vasco se comportaria depois de ter sofrido o gol de empate e a reação foi positiva. O time voltou melhor, desempatando a partida logo no primeiro minuto, com Rodrigo. A etapa final foi muito mais controlada e com o Vasco sempre propondo o jogo, até ampliarmos para 3 a 1, com um gol do Eder Luis, tão esquisito quanto o primeiro, não pelo lance em si, mas por quem o marcou.

A vitória veio em boa hora porque batemos um dos nossos concorrentes diretos na luta pelo acesso à Série A, vencemos numa rodada em que o resto dos times do topo da tabela perderam e, principalmente, porque o time não deu sinais de abatimento. Ainda temos problemas: os chuveirinhos na nossa área, mesmo considerando a insegurança do Jordi nesse tipo de lance, foram um problema durante toda a partida porque a zaga não conseguiu se posicionar bem. E ainda sofremos gols idiotas, como o segundo gol do Náutico, que não teria acontecido com a simples inclusão de mais um sujeito na barreira.

De qualquer forma, pelo que vimos ontem, seguimos favoritos.  Por conta dos nossos pontos fortes e apesar dos nossos fracos.

As atuações…

Jordi – fez algumas boas defesas mas demonstrou uma insegurança completa na maioria das bolas alçadas à área, notadamente seu ponto fraco. Nos gols só sendo muito implicante para colocar na conta do jovem goleiro: no primeiro, a bola no primeiro pau não é do goleiro; no segundo, Henrique matou o goleiro ao desviar a bola (mas também não vejo razão para armar uma barreira com apenas dois jogadores numa falta frontal e não tão distante).

Madson – depois de 658 tentativas, acertou um lançamento em cobrança de lateral. Mas isso não é o bastante para justificar sua permanência como titular, já que no resto da partida acertou muito pouco.

Rodrigo – quase entregou a rapadura logo no começo do jogo, mas compensou marcando de cabela o gol da virada.

Luan – teve trabalho com os atacantes do Náutico, principalmente nas jogadas aéreas.

Júlio César – numa arrancada pelo meio fez uma boa jogada individual que quase terminou em gol. Cansou no segundo tempo e deu lugar ao Henrique, que acabou sendo responsável acidental pelo segundo gol do Náutico, ao dar uma bundada na bola e tirá-la do Jordi.

Marcelo Mattos – só por ter evitado um gol ao cortar a bola em cima da linha já justificou sua presença em campo. Mas algum tempo treinando passes certamente não lhe faria mal.

William Oliveira – mais uma vez mostrou personalidade, tanto no combate (quando eventualmente exagera no “não-tem-bola-perdida“), quanto no auxílio à criação, onde não parece estar exatamente bem ambientado. De qualquer forma, por sempre demonstrar raça e ser efetivamente útil ao time (como na assistência acidental para o gol do Chico Bento ontem) entende-se porque é o novo xodó da torcida.

Andrezinho – valeu pela sagacidade no lance em que abriu o placar, mas ao longo da partida não conseguiu encaixar o passe como de costume. Eder Luis entrou em seu lugar e, não apenas voltou a marcar um gol – o que não fazia desde 1973 – como acabou garantindo a vitória vascaína.

Nenê – passou 49% do tempo apanhando e 50% reclamando com o juiz. No 1% restante acertou o lançamento que originou o gol de desempate.

Jorge Henrique – menos coringa que o habitual, teve uma atuação discreta mas eficiente.

Leandrão – antes de sair contundido ainda no primeiro tempo, só foi notado ao tentar, sem sucesso, cortar a bola que originou o primeiro gol do Náutico. Thalles entrou em seu lugar e seria demais esperar que ele fizesse um gol, mas pelo menos buscou mais o jogo e deu uma nova dinâmica ao ataque.

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Sem recorde

Depois de 224 dias e 34 partidas invicto, o Vasco voltou a sentir o gosto de uma derrota. Com o 2 a 1 sofrido diante do Atlético-GO, Jorginho e seus comandados perderam a chance de igualar a maior sequência sem perder que o Gigante já teve em sua história, uma marca com mais de 70 anos.

E o que isso muda na prática para o time? Nada.

Não deixamos de ser líderes da competição, nem se pode descartar o favoritismo que temos em terminar o campeonato entre os quatro classificados para a Elite em 2017 ou de ser o principal candidato ao título da Série B. Assim como seria praticamente impossível terminar o Brasileiro com 100% de aproveitamento, era algo muito difícil passar as 38 rodadas sem perder uma única vez. Mais cedo ou mais tarde, isso acabaria acontecendo.

Ah, mas o time jogou muito mal!”, “Ficou provada a dependência que o Vasco tem do Nenê”, dirão muitos (e muitos na prática já disseram).

Não amigos, nem isso. O Vasco fez uma partida na média do que tem feito há muito tempo. Em outros jogos, tivemos atuações até piores e conseguimos sair sem perder. O que poderia muito bem ter acontecido ontem se não fossem falhas claramente individuais do time. Com as vaciladas do Jordi e principalmente do Rodrigo, nada garante que a presença do camisa 10 titular nos livrasse da derrota. Até porque, colocando um pouco de lado a idolatria, em alguns jogos até o Nenê passa em branco.

Isso não quer dizer que Nenê não tenha feito falta. Com ele em campo, os adversários priorizam a marcação sobre o craque do time e acabam dando mais espaços para outros jogadores, como Andrezinho e Jorge Henrique, atuarem. E aí aconteceu o que eu considero uma falha do Jorginho: o treinador escalou o time para jogar da mesma forma que joga de sempre, sem tentar adaptar o time à ausência do Nenê. Só que não basta colocar a camisa 10 no Pikachu para ele desempenhar o mesmo papel do titular. Com essa opção, jogamos fora 45 minutos do jogo, no qual não conseguimos criar praticamente nada.

Jorginho poderia corrigir as coisas no intervalo, mas não o fez. O Vasco até melhorou, mas muito mais por conta de um recuo excessivo do adversário, que passou e explorar unicamente os contra-ataques. Colocar o Eder Luis (lembrando que o problema do jogador nesse caso não é tático, mas técnico) foi correto, mas tirar o Pikachu o foi um erro. Se o treinador tivesse preferido tirar o lateral chorão e colocado o Pokémon na sua posição original, as dezenas de jogadas que fizemos pela direita poderiam ter tido um resultado melhor.

Também perdemos um monte de gols, como de costume. Se Leandrão (e depois Thalles), Eder Luis, Rodrigo e Evander tivessem caprichado um pouquinho mais, teríamos empatado a partida ou até mesmo virado o jogo. Mas, como eu disse, infelizmente perder gols é um costume. Isso não é um sinal inequívoco de que o Vasco jogou pior ou uma prova de que não temos capacidade de vencer sem o Nenê em campo. Pelo contrário, com os gols ridículos que sofremos ontem, o mais preocupante é pensar que, se continuarmos cometendo falhas individuais tão grotescas, podemos perder mesmo que o time esteja com todos os seus titulares e jogue melhor que o adversário.

As atuações…

Jordi – a falha numa saída do gol e o azar de uma bola indo na direção do atacante adversário comprometeu completamente sua atuação. No segundo gol não poderia fazer nada.

Madson – ainda há defensores do jovem lateral chorão. Só não consigo entender o motivo. Não acertou uma jogada sequer ontem (como em 99% das vezes, aliás). Que sua permanência em campo mesmo com Pikachu tendo condição de ir para a lateral não seja um sinal de que ele continuará sendo titular.

Rodrigo – talvez sua pior atuação com a camisa do Vasco. Não apenas furou o corte que originou o segundo gol, mas cometeu pelo menos três outras falhas absurdas.

Luan – marcou um belo gol, mas mesmo estando nos dois lances, não conseguiu corrigir os erros dos companheiros e evitar nenhum dos gols do Atlético.

Julio Cesar – cobrou a falta que originou o gol do Luan. Tirando isso teve uma atuação discreta, mais focada na marcação.

William Oliveira – parece ter conquistado em definitivo a titularidade no time. É muitas vezes melhor que Julio dos Santos na marcação (apesar de precisar controlar eventuais afobações no combate direto) e mesmo não tendo a mesma qualidade no passe é mais presente como opção ofensiva.

Marcelo Mattos – uma atuação padrão, mostrando muita luta na marcação. Nas vezes que subiu para ajudar no ataque não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. Não pareceu muito satisfeito quando Evander entrou em seu lugar, quando o time entrou no tudo ou nada. Quase salvou a série invicta com um belo chute cruzado no fim do jogo, mas a bola caprichosamente carimbou a trave.

Yago Pikachu – entrou em campo apenas para ter seu filme queimado, e nem poderia ser diferente: o Pokémon nunca teve um bom desempenho jogando como segundo homem no meio de campo e não seria como principal articulador do time que iria render. Para completar a queimação, poderia ter sido deslocado para sua posição de origem, mas foi sacado ainda no intervalo para a entrada do Eder Luis, que ajudou o time a ter mais presença ofensiva. Mas, como sempre, sua correria acaba se tornando inócua, já que sempre erra o passe decisivo ou desperdiça chances na hora que finaliza.

Andrezinho – no primeiro tempo se saiu melhor ajudando na saída de bola; no segundo, se tornando o principal articulador do time, não conseguiu criar as jogadas que o time precisava, ora por causa da marcação, ora por errar o passe decisivo.

Jorge Henrique – foi bem, mesmo sem nunca ter a certeza de qual setor do campo terá que contar com sua ajuda. Fez algumas boas jogadas quando esteve mais a frente e foi bem ajudando na saída de bola na parte final do jogo.

Leandrão – precisou de uma partida para nos lembrar do que se trata o seu futebol: lentidão e finalizações imprecisas. Perdeu pelo menos um gol feito no segundo tempo. Leandrão é tão incrivelmente lerdo que até o Thalles, com sua aparente centena de quilos, consegue ter mais mobilidade. Mesmo sem ter tido chances claras como o titular de ontem, Thalles finalizou uma vez e deu um ótimo passe para Evander no final do jogo. Poderia ter marcado em uma rebatida do goleiro, mas se a bola não chegar redondinha no seu pé, ele é incapaz de concluir com precisão.

A verdade é que tanto um, como outro, estão muito abaixo do que o time merece.

***

Para não fechar o post sem mostrar um lado positivo, podemos dizer que o fim da série invicta tira dos ombros do time a ansiedade por quebra de recordes históricos. Sempre me incomodou ver, nas entrevistas com o Jorginho ou com os jogadores, a palavra “invencibilidade” ser sempre citada como se fosse um objetivo. Não perder é ótimo, mas não por uma questão de orgulho, e sim porque isso significa que estamos sempre ganhando pontos. E são os pontos que nos trarão o título. E esse deve ser o único foco do grupo. Superar marcas históricas são uma consequência.

E se o grupo faz tanta questão de ostentar o recorde de invencibilidade no Vasco, é simples: comece uma nova série invicta já na terça, contra o Náutico. Com as 30 partidas que faltam no Brasileiro e a Copa do Brasil dá pra quebrar o recorde ainda esse ano.

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Piloto automático

Vasco e Joinville fizeram um jogo feio, truncado, com muitas faltas e poucas chances de gol. Mas como a fase do Gigante é boa, nem precisamos jogar bem para vencer a partida por 2 a 0, os dois marcados pelo Leandrão.

Mostrando poucos lampejos de bom futebol e contando com a fragilidade dos donos da casa, o que podemos pinçar como principal ponto positivo foi o controle que o Vasco teve no jogo. Mesmo nos raros momentos em que o Joinville tentou fazer algo, nunca chegamos a correr riscos reais no jogo. Foi uma vitória daquelas conquistadas no piloto automático, que enchem o torcedor de tédio mas que garantem mais três pontos na tabela.

Mesmo com as limitações técnicas de alguns dos nossos jogadores (e que são na realidade a principal razão dos nossos eventuais erros), fica claro que, fale-se quanto quiser, o Vasco é um time que sabe o que faz. Contra um oponente que aparentemente só sabe fazer faltas, as coisas ficam sensivelmente mais fáceis. O Joinville tentou fazer uma graça no começo da partida, mas bastou apertar um pouquinho e explorar um pouco mais as jogadas pelas laterais, principalmente a direita, para abrirmos o placar. Depois do bonito cruzamento do William para a cabeçada fatal do Leandrão, o Vasco pôde se dar ao luxo de não concluir ao gol mais nenhuma vez na primeira etapa. E, ainda assim, o JEC não conseguiu dar sequer uma pinta de que conseguiria reverter o placar.

E não reverteu mesmo. Veio o segundo tempo e depois de uma pálida tentativa de pressão, o Joinville não conseguiu superar sua própria incapacidade e, assim como na etapa inicial, foi vendo o Vasco mais uma vez controlar o jogo. Marcamos o segundo, novamente com Leandrão, e entramos naquele momento das partidas em que nosso time parece satisfeitíssimo com o placar e paramos de jogar. E mesmo um tantinho displicente nos minutos finais, o Joinville não conseguiu fazer nada para evitar a derrota.

Adversários como o Joinville, que não têm condições de nos fazer frente mesmo quando jogamos abaixo do que podemos, são a normalidade dentro da competição. Ontem, o “piloto automático” bastou para nos manter na liderança e invictos, mas mesmo que isso não seja um sinal de falta de interesse (e eu não creio que seja), é preciso que os jogadores do Vasco se motivem sempre e compreendam a importância da sua missão esse ano. Vencer sempre é bom, mas melhor ainda é ver o time tão empolgado quanto a torcida.

As atuações…

Jordi – outro jogo no qual pouco teve o que fazer. Tirando uma defesa em chute de fora de área, praticamente não atuou.

Yago Pikachu – muito presente no apoio no primeiro tempo, criou algumas boas jogadas. No segundo tempo deu mais atenção à marcação e foi bem.

Rodrigo – se deu bem sobre os atacantes catarinenses na maioria dos lances. Quase marcou de cabeça no primeiro tempo, mas estava em posição irregular.

Luan – iniciou – com a ajuda do zagueiro do Joinville – a jogada do segundo gol fazendo um lançamento longo. Pra compensar, perdeu um dos gols mais feitos do Vasco no ano.

Julio César – discreto, deixou suas funções ofensivas pelo seu lado do campo para Jorge Henrique.

William Oliveira – no primeiro gol acertou um cruzamento com uma precisão que não vemos nossos laterais terem há muito tempo. É voluntarioso, não se acanha em partir para o ataque, mas ainda erra muitos passes. Pelo que jogou nas últimas partidas, não merece voltar para o banco.

Marcelo Mattos – bem nas antecipações e no combate direto, muito mal nos passes. Além de entregar um monte de bolas para o adversário, também exagera nas rifadas de bola e chutões.

Andrezinho – com ele em campo, o Vasco é outro. Mas ontem errou mais passes que o normal. Diguinho entrou em seu lugar e pouco fez. Só apareceu mesmo tomando um drible desconcertante de um atacante adversário.

Nenê – foi caçado em campo e não conseguiu ser decisivo como sempre é. Tomou um amarelo bobo – e talvez rigoroso – e com isso está fora do jogo contra o Atlético-GO. Depois disso, deu lugar ao Eder Luís, que não teve tempo para fazer qualquer coisa.

Jorge Henrique – correu o jogo todo e tentou ajudar tanto atacando quanto defendendo. Perdeu uma boa chance no primeiro tempo. Evander o substituiu segundos antes do fim do jogo.

Leandrão – consegue ser mais lento que o Thalles, mas mostrou mais competência no que importa: colocando a bola na rede. Em um dia em que Andrezinho e Nenê estiveram abaixo do que podem apresentar, seus dois gols lhe garantiram o título de nome do jogo.

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Salvou a festa

Além da manutenção da liderança na tabela, o jogo de ontem contra o Goiás tinha um outro significado para o Vasco. Era também a 50a partida do Nenê com a camisa do clube e, dada sua importância para o time desde a sua chegada, natural haver um clima de festa. Mas por pouco o time goiano não colocou água no nosso chope. A vitória por 1 a 0 acabou sendo garantida por um convidado que há algum tempo não aparecia em campo.

Nenê, como sempre, teve participação direta na vitória. Mas apesar de ter feito o cruzamento que originou nosso gol, foi Andrezinho quem garantiu a festa do homenageado da tarde. E não foi apenas por ter colocado a bola na rede, mas pela mudança que sua volta trouxe ao time.

A diferença entre os dois tempos da partida deixou clara a importância do Andrezinho. Isso já tinha ficado óbvio nas outras partidas sem o meia, mas a atuação do Vasco na primeira etapa de ontem foi ainda mais fraca que nesses jogos. A escalação muito mexida, também sem Pikachu, Marcelo Mattos e Julio dos Santos, perdeu muito do seu conjunto. Com isso, passamos os 45 minutos iniciais praticamente sem criar jogadas, levando riscos mínimos ao gol adversário. E não apenas isso, o ataque goiano ainda nos trouxe perigo, principalmente nas bolas paradas.

Mas tudo mudou após o intervalo. Com Andrezinho relacionado, Jorginho colocou o meia no lugar do pavoroso Bruno Ferreira, deslocando Jorge Henrique para a lateral. A alteração mudou completamente a equipe: passamos a ter uma saída de bola consciente, o passe de bola melhorou no meio de campo e passamos a ter mais opções ofensivas. Com isso passamos a pressionar completamente o Goiás, que mal conseguia cruzar a linha divisória.

Aos 25 minutos, a pressão deu resultado: Nenê se livrou da marcação e cruzou na medida, com altura suficiente para Eder Luis não estragar o lance na sua tentativa de cabeceio e caindo nos pés de quem sabe: Andrezinho, que dominou e colocou com calma no canto do goleiro.

O Vasco não manteve o ritmo após o gol e nem as alterações seguintes do Jorginho chegaram a camuflar o aparente desinteresse do time, algo inaceitável para quem vencia pelo placar mínimo. Mas as limitações do Goiás – que se mantiver o mesmo padrão de jogo terá muitos problemas na competição – não permitiram que nosso adversário chegasse a esboçar uma reação. O jogo terminou sem que Nenê, o homenageado do dia, fosse seu principal nome. Se mantivemos a liderança, devemos agradecer mesmo ao Andrezinho.

As atuações…

Jordi – praticamente não teve trabalho. Fez uma boa saida do gol.

Bruno Ferreira – sua segunda chance como titular só serviu para reforçar a impressão que a torcida já tinha: não tem condições de ser sequer um reserva do Vasco numa Série B. Quando subia ao ataque, perdia a bola com facilidade deixando sua lateral abandonada. Defensivamente não fez muito além de dar bicões. Saiu no intervalo para a entrada do Andrezinho, que em poucos minutos mostrou a falta que fez ao time. Organizou o meio de campo, ajudou na marcação e na saída de bola e ainda marcou o gol da vitória.

Luan – o ataque goiano não lhe trouxe muitos problemas.

Rodrigo – sem ter muito com o que se preocupar na defesa, subiu algumas vezes ao ataque e quase marcou em jogada ensaiada.

Julio César – poderia ter sido mais incisivo no apoio, já que o Goiás havia improvisado o zagueiro Anderson Sales na lateral direita. Quase entregou a rapadura em um recuo de bola mal feito.

Willian Oliveira – entrou querendo mostrar serviço, mas tirando o empenho no combate direto, não chegou a fazer uma partida muito boa (apesar de muitos torcedores terem aprovado). Errou muitos passes, principalmente no começo da partida, e teve a sorte do juiz não assinalar um empurrão que deu dentro da nossa área.

Diguinho – se limitou a marcar.

Nenê – na sua 50a partida, teve uma atuação padrão: discreta até aparecer o momento de decidir. Fez o cruzamento que originou o gol do Andrezinho, fazendo sua 486a assistência na temporada.

Jorge Henrique – em mais um capítulo da novela “A peregrinação do Jorge Henrique no time Vasco”, dessa vez atuou na lateral direita metade da partida. Está aguardando uma expulsão de goleiro para poder dizer que literalmente joga nas 11.

Eder Luis – o Chico Bento é daqueles jogadores que o inferno está cheio: tem boas intenções, mas não consegue nunca executá-las. Os pés não conseguem fazer o que a cabeça pensa e erra passes e finalizações o tempo todo. Caio Monteiro entrou em seu lugar e não chegou a trazer mais efetividade para o setor.

Thalles – marcou um belo gol, mas estava impedido. Finalizou com perigo numa cabeçada, mas no lance, tirou a bola do Nenê, que vinha melhor posicionado. No final das contas, sua maior contribuição foi ter insistido na jogada que originou o gol, brigando pela bola e dando o passe para o Nenê mesmo sentado. Saiu para a entrada do Leandrão.

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Adeus 100%

Era óbvio que em algum momento o Vasco acabaria perdendo pontos nesse Brasileiro. Ainda que seja franco favorito numa disputa de Série B, seria esperar demais que mantivéssemos os 100% de aproveitamento ao longo de 38 rodadas. Olhando por esse lado, um empate com o organizado Oeste jogando fora de casa não é um resultado absurdo. Mas diante do que vimos em campo, o placar de 1 a 1 da Arena Barueri deixa um gostinho de frustração inevitável.

Essa frustração não vem do fato de termos feito uma partidaça ou por conta da fragilidade do adversário (pelo contrário, o time do Fernando Diniz foi disparado o melhor que enfrentamos até aqui). Chato mesmo é saber que ficamos na igualdade em um jogo que poderíamos ter vencido.

Mas não vencemos porque não aproveitamos a enorme vantagem de termos aberto o placar aos 23 segundos de jogo, o tipo de situação que abalaria qualquer time e de fato abalou o Oeste. Depois do gol do Nenê – sempre ele! – poderíamos ter pressionado mais a saída de bola do adversário, que correu riscos diversas vezes com sua estratégia anti-chutões. Até tentamos ficar em cima do time paulista, mas criamos poucas chances de gol. E nas que criamos, mais uma vez não soubemos aproveitá-las por não finalizarmos com precisão (Nenê perdeu um gol incrível e um arremate perigoso do Jorge Henrique parou nas mãos do goleiro).

Também não vencemos porque ainda não encontramos um equilíbrio no meio de campo sem Andrezinho no time. Julio dos Santos nem ajuda na marcação e nem faz a saída de bola com eficiência. Contra um adversário com bom toque de bola, nossos volantes acabaram sendo envolvidos e com o isso o Oeste foi criando chances até conseguir o empate. Com a saída do paraguaio no intervalo e a entrada do William, a marcação pelo meio ficou mais forte e corrermos bem menos riscos.

É preciso lembrar também que o juizão nos atrapalhou bastante. Foram três os erros graves da arbitragem: o gol do Oeste, que se originou em uma jogada irregular (um impedimento não marcado no início do lance), um pênalti claríssimo sobre o Rodrigo que o árbitro fez questão de não marcar e um impedimento inexistente marcado no último lance da partida, quando Caio Monteiro estava prestes a empurrar a bola para a rede. Houve também dois contra-ataques vascaínos interrompidos de forma estúpida pelo Sr. Diego Almeida Real, mas diante dos outros erros tão mais graves, nem vale a pena contar com isso.

Como disse no começo do post, tirando as expectativas que a torcida naturalmente cria, um empate fora de casa não chega a ser um resultado ruim, ainda mais se levarmos em consideração que com o fim da rodada, continuamos invictos e pela primeira vez chegamos à liderança isolada da competição. Mas esse era um jogo que dava para ganhar, mesmo tendo um bom adversário como mostrou ser o Oeste. Já que os três pontos não vieram, resta tentar ajustar o que houve de errado e nos preparar para a próxima partida, esperando que voltemos a vencer. Não precisamos mais lutar por uma campanha 100%, mas ainda temos muitas marcas a quebrar nesse Brasileiro.

As atuações…

Jordi – apesar de ter feito pelo menos uma defesa complicada (com o rosto, mas ainda assim, boa defesa), a falha no jogo passado parece ter tirado um pouco da sua segurança. Não falhou no gol, mas catou borboleta em duas bolas alçadas à área.

Yago Pikachu –em três partidas como titular na sua posição de origem já provou com sobras que merece a titularidade. Ontem deu mais uma assistência e participou ativamente do ataque. Mas teve a boa atuação manchada: depois de cortar um chute do adversário, ao invés de continuar ligado no lance parou para comemorar e não evitou a finalização na sobra, que acabou entrando.

Luan – no começo do jogo, errou um passe em uma saída de bola que quase acabou em gol para o Oeste e o empate do Oeste começou com um corte errado do zagueiro. Mas se recuperou no restante do jogo e teve uma atuação muito segura.

Rodrigo – também jogou com segurança, tendo como ponto alto um corte numa finalização que tinha endereço certo. Sofreu um pênalti claro ignorado pelo juiz.

Julio César – mais preso à marcação, quando apoiou foi pouco eficiente.

Marcelo Mattos – se empenhou na marcação, mas foi várias vezes envolvido pelo toque de bola do Oeste. Pareceu cansado no segundo tempo e acabou sendo substituído pelo Henrique, que entrou para jogar como ponta, mas teve pouco tempo para fazer a diferença.

Julio dos Santos – perdido em campo, não soube fechar os espaços como deveria (seu lado do campo foi o melhor caminho para o ataque do Oeste) e nem ajudou na criação. Saiu ainda no intervalo para a entrada do William Oliveira, que depois de algum tempo pouco para se encontrar em campo, melhorou a marcação pelo meio e ainda foi mais incisivo no ataque que o paraguaio. Quase marcou um gol no fim do jogo.

Nenê – um gol aos 23 segundos de jogo, uma chance claríssima desperdiçada ainda no primeiro tempo. Mas na segunda etapa não conseguiu resolver a partida a nosso favor.

Eder Luis – a correria de sempre, mas sem qualquer efetividade.

Jorge Henrique – mesmo jogando mais recuado que o Chico Bento, acabou sendo mais perigoso. Fez uma finalização com perigo, bem defendida pelo goleiro paulista.

Thalles – segue buscando mais o jogo, mas de útil, apenas um bom passe para Nenê ainda no primeiro tempo. Saiu antes dos 20 minutos do segundo tempo para a entrada do Caio Monteiro, que para não ficar isolado no ataque recuou para buscar o jogo, mas pecou ao carregar demais a bola em vários lances. Na única chance que teria para marcar, no último lance do jogo, o juiz marcou um impedimento fantasma.

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Prós e contras

A vitória do Vasco sobre o Bahia por 4 a 3 foi daquelas que tanto os entusiastas como os críticos terão motivos de sobra para defender seus pontos de vista. Como falei no pré-jogo, por ser um confronto entre os dois únicos campeões brasileiros na competição, as duas equipes fariam a partida mais importante dessa Série B. E pelo que ofereceu de alternativas, acabou cumprindo essa expectativa.

A galera do “copo meio cheio” poderá exaltar a 31a partida invicta, os 100% de aproveitamento, a manutenção da liderança e os quatro gols marcados; já os que vêm o “copo meio vazio” lembrarão dos gols que sofremos, dos que perdemos e da dificuldade que deixamos o Bahia nos proporcionar mesmo jogando em casa. O ideal é não se prender a um dos lados e dar-lhes o mesmo peso em uma análise.

Na primeira etapa, a impressão que tivemos era que o time soteropolitano seria menos complicado do que esperávamos. Ainda que o Bahia tenha conseguido encaixar alguns contra-ataques, Jordi teve pouco trabalho e o Vasco soube manter a posse de bola e o adversário em seu campo de defesa. Com Eder Luis e Yago Pikachu se movimentando bastante no ataque e Thalles ao menos tentando não ficar tão parado na frente, Jorginho parece ter encontrado alternativas ofensivas para a ausência do Andrezinho (que ainda faz uma falta danada vide a dependência que tivemos das ligações diretas e a dificuldade na saída de bola).

Mesmo que na base dos lançamentos, conseguimos criar boas chances. Mas isso serviu também para mostrar a necessidade desesperadora de um maior poder de decisão para o time. Além das jogadas desperdiçadas por falta de capricho no último passe, também perdemos pelo menos três gols feitos que poderiam resolver o jogo já na primeira etapa. Outro ponto que merece atenção foram os espaços que deixamos para o Bahia contra-atacar, um problema que tivemos sempre que tentamos pressionar o adversário.

A ida para o intervalo indicava que teríamos um jogo bem mais tranquilo que o esperado, com dois gols de vantagem no placar (o primeiro com Thalles e o segundo com Luan). E na volta para o segundo tempo, o Vasco seguiu buscando o ataque, mas também desperdiçando chances e dando espaços para o contragolpe. Depois de uma cabeçada de Eder Luis defendida por Marcelo Lomba e outra de Thalles tirada em cima da linha por um zagueiro do Bahia, nosso adversário diminuiu. Depois de um passe errado no ataque, o tricolor veio pra cima, Jordi ficou indeciso na hora do cruzamento e Hernane recebeu, livre, para marcar.

O gol animou o Bahia e o jogo ficou franco. Mas o Bahia era mais eficiente e levava mais perigo. E numa falha de posicionamento da defesa vascaína, chegou ao empate. Mas a alegria baiana durou pouco por conta da nossa arma nada secreta: Nenê. Menos de dois minutos após o segundo gol do Bahia, o camisa 10 marcou um golaço chutando de fora da área após receber bom passe de Pikachu.

Daí em diante, a equipe baiana passou a buscar novamente o empate, propondo o jogo, enquanto ao Vasco coube jogar no contra-ataque, voltando a criar mais jogadas. Cerca de 10 minutos depois, Nenê ampliou marcando outro belo gol, em cobrança de falta. Ainda poderíamos ter marcado o quinto gol, primeiro com Caio Monteiro e depois com o próprio Nenê, em cobrança de pênalti, mas os dois desperdiçaram as chances. Jogo resolvido? Não! Aos 44 o Bahia ainda diminuiu, depois de confusão na área que terminou com Bruno Gallo marcando contra. Poderíamos no complicar novamente no jogo, mas não houve tempo para isso.

Não fizemos um jogo ruim, mas os três gols sofridos mostram que ainda precisamos melhorar. Mais uma vez Nenê fez a diferença, mas se isso nos garantiu a vitória ontem, deixa a preocupação na cabeça de todo torcedor: por enquanto, os prós do Vasco têm superado os contras. Mas o que acontecerá quando Nenê não estiver em campo?

As atuações….

Jordi – algumas boas defesas, mas falhou no primeiro gol ao dar uma saída em falso. Nos outros dois gols não teve culpa.

Yago Pikachu – uma atuação para deixar preocupado o Madson: muito consistente no apoio, o Pokémon vascaíno teve participação direta em três dos gols vascaínos. O único senão foi não conseguir impedir a cabeçada que originou o segundo gol do Bahia, mas bem que um jogador mais alto poderia estar no lance.

Rodrigo – como no último jogo, deu uma entregada que poderia nos complicar. Teve problemas com o ataque baiano.

Luan – também sofreu com os atacantes tricolores, mas compensou marcando um gol.

Julio Cesar – mesmo ficando mais preso à marcação, seu lado do campo foi várias vezes utilizado nas subidas do Bahia.

Marcelo Mattos – pra ele não tem bola perdida, mas foi envolvido algumas vezes pelo toque de bola do Bahia

Julio dos Santos – não conseguiu dar a segurança ideal à zaga e errou muitos passes, mas ainda assim foi importante, fazendo lançamentos para Pikachu que originaram dois gols do Vasco. Saiu para a entrada de Bruno Gallo, que deveria reforçar a marcação no fim do jogo, mas jogou contra o patrimônio marcando um gol contra.

Eder Luis – perdeu um gol feito, colocou uma bola na trave, quase marcou de cabeça e criou várias jogadas ofensivas. Ainda assim – ou talvez por isso – é o jogador mais irritante do time, pela quantidade de chances que desperdiça por errar o arremate ou o último passe. Deu lugar ao jovem

Willian Oliveira, que logo no primeiro lance roubou uma bola e iniciou a jogada que terminou em pênalti sobre Nenê.

Nenê – como sempre, decidiu: participou de três gols e fez duas assistências, para Eder Luis e para Caio Monteiro. Perder um pênalti que fecharia o caixão baiano não lhe tira o papel de melhor do time, mais uma vez.

Jorge Henrique – jogando mais recuado, mais uma vez distribuiu bem a bola.

Thalles – procurou mais o jogo, evitando ser uma figura parada entre os zagueiros. Marcou um gol com oportunismo e quase fez o segundo numa cabeçada, tirada em cima da linha. Caio Monteiro entrou em seu lugar e perdeu uma chance clara de gol, finalizando em cima do goleiro.

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