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Faltou força

O Vasco mais uma vez não passa de um empate em casa, dessa vez com o Grêmio, e novamente perde a chance de ficar mais próximo de sair do Z4. E dessa vez não podemos colocar na conta da arbitragem a perda de dois pontos. Aliás, não podemos colocar nem na falta de oportunidades criadas. O vilão da vez é um só: a incompetência nas finalizações.

O que é muito triste. Triste porque nem pudemos ficar felizes com o desempenho ofensivo do Vasco contra a segunda melhor defesa da competição. Também é desapontador, em uma partida na qual finalizamos 19 vezes, ter que apontar o Martín Silva como o melhor jogador do time, mas é inevitável. O que mais poderíamos falar de um time que arremata quase duas dezenas de vezes e não faz com que uma mísera única bola entre no gol adversário?

Vendo os melhores momentos do jogo, a debilidade das nossas finalizações fica evidente: mesmo tendo quase o dobro de chances que o Grêmio, foi o tricolor quem esteve mais perto de abrir o placar, já que criou as oportunidades mais claras e deu mais trabalho ao nosso goleiro. Marcelo Grohe, mesmo voltando de contusão, não chegou a passar apertos com nossos chutes, sempre fracos ou sem direção.

Mas esse não foi nosso único problema. Mais uma vez também ficou claro o desgaste do time no decorrer da partida. Voltemos aos números do jogo: no primeiro tempo, o placar das finalizações terminou em 10 a 1 a nosso favor. Na metade final do segundo, o peso de ter uma equipe em que mais da metade dos seus jogadores têm mais de 30 anos foi cobrado. O Grêmio cresceu na partida e chegou a pressionar. Estivemos prestes a ver mais uma partida entregue nos minutos finais.

Como eu disse no post antes da partida, o Vasco precisa voltar a subir na tabela por suas próprias forças e deixar de contar com os tropeços dos adversários para se manter vivo na competição. Mas o empate de ontem, o quarto seguido que tivemos, mostrou que devemos encontrar uma força extra, não apenas para o nosso ataque e finalizações, mas principalmente para sair dessa situação.

As atuações….

Martin Silva – analisando o critério “cumprir o seu papel” foi o melhor do time. Fez pelo menos uma grande defesa e foi preciso nas saídas do gol.

Madson – no dia do seu 50º jogo com a camisa do Vasco, quem ganhou o presente foi a torcida, que viu um dos seus raríssimos cruzamentos certos na sua história no clube. Mas foi apenas um, que o Madson não está lá pra ficar desperdiçando qualidade, não é mesmo?

Luan – não comprometeu, mas quase: por pouco o Grêmio não marca um gol quando o rapaz não saiu a tempo da sua posição e deixou dois jogadores adversários em condição para marcar.

Rodrigo – deu duas vaciladas feias no jogo, por sorte, sem maiores consequências. Teve uma excelente chance para marcar no primeiro tempo, mas na hora de finalizar, deixou bem claro porque é zagueiro, não atacante.

Christiano – o tempo no banco não parece ter adiantado nada para melhorar o futebol do rapaz. Foi o mesmo de sempre: quando apoia, não sabe o que fazer; quando marca, vacila o tempo todo (aliás, quase sofremos um gol no segundo tempo quando um atacante gremista passou pelas suas costas sem que o lateral sequer tomasse conhecimento).

Bruno Gallo – enquanto teve gás, fez uma partida dentro da normalidade, ajudando na saída de bola e na ocupação dos espaços. No segundo tempo, principalmente após a entrada do Diguinho, teve mais liberdade pra ajudar na criação, mas cansou rápido. No fim do jogo errou um passe simples e se não comete uma falta (que lhe rendeu um amarelo), teria cedido um contra-ataque perigoso.

Julio dos Santos – taticamente até pode ser importante (e Jorginho afirmou que o manterá como titular), mas continuo achando que os raros bons passes que acerta (ontem não passaram de três) não compensam a lentidão e a fraqueza no combate. Mas aí entra o Diguinho no seu lugar e vemos que, quando o volante joga como jogou ontem, fica complicado contestar a titularidade do paraguaio. Se há mais opções no elenco além dos dois é outro assunto.

Andrezinho – se esforçou tanto na criação quanto no combate. Finalizou duas vezes, uma em chute por cima do gol e outra numa cabeçada fraca e nas mãos do goleiro.

Nenê – foi o melhor em campo, criando boas jogadas. Mas pecou muito nas finalizações, sempre chutando fraco ou nas mãos do Marcelo Grohe. Protagonizou os três melhores lances do Vasco: uma cobrança de falta que explodiu no travessão e duas jogadas com passes de peito feitos por Julio dos Santos, infelizmente, arrematando fraco nas duas oportunidades.

Jorge Henrique – fez uma partida pra lá de discreta. De marcante, apenas bom cruzamento para Julio dos Santos ajeitar de peito para finalização do Nenê, já no segundo tempo. Renato Kayzer entrou em seu lugar aos 41 minutos da etapa final e não teve tempo para fazer muita coisa.

Leandrão – talvez tenha sido uma opção tática mantê-lo mais perto dos meias, mas isso, além de afastá-lo demais da área (o que prejudica um atacante lento como ele) o tornou presa fácil dos marcadores. Teve poucas chances para finalizar e foi mal em todas: uma cabeçada e um chute por cima do gol e outro chute fraco. Rafael Silva deu maior mobilidade ao ataque, mas não conseguiu resolver o problema de finalização que o ataque apresentou durante toda a partida.

***

Os resultados da rodada acabaram por não fazer com que mais esse empate fosse um resultado catastrófico. Ainda dá pra escapar da degola, mas será que poderemos falar isso por muito mais tempo? Esse é o assunto da minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Cliquem aqui para dar uma conferida.

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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Mudando o enredo. De novo.

O enredo foi o mesmo da primeira partida: o presidente adversário aparecendo pra fazer aquela pressão prévia sobre a arbitragem, a imprensa esportiva dando sua contribuição habitual para o clássico (oferecendo todo destaque possível para as provocações, o bom clima e a confiança dos jogadores do outro lado e ressaltando a crise do nosso lado, muitas vezes inventando fatos e criando teorias conspiratórias). Os favoritos, mesmo que a vantagem do empate e o retrospecto recente fossem completamente favoráveis a nós, eram eles.

Mas como não se vence jogo de véspera, o Vasco estragou o final previsto e deu outro final para a trama. Com o empate em 1 a 1, garantimos a vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil e eliminamos a mulambada de uma competição pela segunda vez em 2015.

Não que o clima preparado pela mídia para a partida não tivesse dado resultado. O presidente mulambo apareceu com um dossiê sobre os auxiliares da FERJ?  A CBF escalou então bandeirinhas de fora do Rio. A mulambada ganhou do São Paulo no fim de semana? Era a prova de que o time está se recuperando. Guerreiro falou que “passaria por cima” do Vasco? Repercutiram isso ao máximo. Já sobre o Vasco, além da constante lembrança das poucas chances que temos de nos safarmos no Brasileiro, aparece a história de atrasos salariais (o que foi negado pelo site oficial do euriquismo) e as insinuações sobre uma virada de mesa, que mesmo não tendo qualquer relação conosco, foi descaradamente associada ao clube pelo colunista oficial dos mulambos.

Update: o Danilo me lembrou de mais uma que inventaram às vésperas do jogo: a história do Jorginho e da Santa. O mais legal é que a história começou em um jornal e foi repercutida por outro do mesmo grupo. Sutileza? Esqueçam…

Com isso, mesmo que o Vasco tivesse uma invencibilidade de quatro jogos diante deles e que tivesse a vantagem de empate, o favoritismo recaiu sobre a urubulândia. E a torcida comprou essa ideia, tanto que não compareceu ao estádio na quantidade que a importância da partida pedia.

Com a bola rolando, o próprio time do Vasco pareceu se deixar levar pelo favoritismo fabricado para o Framengo. Diferente do jogo de ida, começou nervoso e se deixando pressionar. E pagamos cedo pela instabilidade inicial, sofrendo um gol com legalidade pra lá de discutível (mostrando que a pressão mulamba sobre a arbitragem funcionou) logo aos cinco minutos.

Mas a equipe começou a mostrar que não permitiria que o enredo criado decidisse o desfecho da história. Enquanto os jogadores rubro-negros começavam a cair como moscas em campo, o Vasco passou a dominar o jogo, marcando melhor e tendo mais passe de bola. Ainda mostramos os mesmos problemas para criar jogadas, e diante de um adversário que parecia satisfeito com o placar desde o começo da partida, não conseguimos criar as chances necessárias para empatar o placar na primeira etapa.

O segundo tempo foi parecido. A mulambada ameaçou pressionar no início, mas dessa vez nos seguramos bem. Seguimos com mais posse de bola, chegamos a criar chances claras de gol (na principal delas, vimos a bola ser tirada em cima da linha no mesmo lance) mas o empate não chegava. Mesmo sem ter a efetividade ofensiva que precisávamos, Jorginho demorou a mexer no time, fazendo sua primeira alteração apenas aos 27 minutos. Mas sua segunda mexida, aos 34, foi decisiva: Rafael Silva entrou no lugar do Jorge Henrique e precisou de dois minutos para empatar o jogo, fazendo o gol que garantiu a classificação.

Os pouco mais de 10 minutos não foram o bastante para a mulambada conseguir o resultado que precisava. Nada mais justo. Durante os 180 minutos, o Vasco foi superior ao seu adversário na maioria do tempo e conquistou a vaga com todos os méritos. Exatamente como fizemos nas semifinais do Estadual desse ano.

Nos manter vivos na Copa do Brasil é muito bom, e melhor ainda passando por cima de um rival. Que esse sucesso sirva como motivação para o resto do ano. Mostrar sempre a mesma atitude que teve diante da mulambada é a única forma que temos para mudar o enredo do rebaixamento, também já dado como certo por todos.

As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol, foi pouco exigido e correspondeu quando necessário. Fez apenas uma defesa que merece destaque, em chute de fora da área, já no segundo tempo.

Madson – não dá pra criticá-lo pelo lance do gol (a não ser pelo azar), mas durante a partida não conseguiu se criar pra cima do garoto mulambo Jorge. Jean Patrick o substituiu nos minutos finais para fechar de vez a lateral direita.

Anderson Salles – firme na zaga, só não marcou de cabeça por conta de um milagre do Paulo Vitor.

Rodrigo – o desempenho de sempre em clássicos. Pena que não joga com a mesma atenção e vontade contra outros adversários.

Christiano – chegou a fazer um cruzamento no primeiro tempo (não acertou, claro, mas pelo menos não foi uma daquelas bombas rasteiras que sempre encontram os adversários, e nunca nossos jogadores) mas foi menos presente no apoio que na primeira partida. Defensivamente deu os moles de sempre.

Guiñazu – o peso dos anos (37 completados ontem) se mostram nas vezes em que não consegue chegar a tempo nas divididas, mas sua atitude combativa serve como exemplo para o resto do time.

Serginho – discretamente vem se tornando o jogador mais regular do time. Não devemos esperar arroubos de criatividade, mas no combate tem se saído muito bem.

Julio dos Santos – no fim das contas, acabou sendo mais um terceiro volante que um armador.  Ajudou mais no combate e fechando os espaços que acertando passes ou criando jogadas.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta até ser decisivo, ao acertar o cruzamento para o gol do Rafael Silva.

Jorge Henrique – digno de nota, apenas uma simulação de pênalti quando poderia ter tentado o arremate. Diferente do primeiro jogo, sua melhor participação na partida foi ter dado lugar ao Rafael Silva, que precisou de apenas dois minutos para mostrar mais uma vez sua estrela em jogos decisivos, marcando em bela cabeçada o gol da classificação.

Riascos – mesmo tendo como justificativa o fato de não ser um centro-avante e de passar a maioria do tempo isolado no ataque, a dúvida é saber se ele apanhou mais do Samir ou da bola. Thalles o substituiu e não fez muito além de dar o primeiro combate na saída de bola mulamba.

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Perguntas:

Quantos jogos de gancho pegará o Sheik por ofender em rede nacional o árbitro da partida?

Qual será o motivo para choramingar do Sr. Bandeira de Mello?

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Curtir o momento

Ontem à noite, pelo Twitter, um seguidor me perguntou se jogássemos sempre como na vitória por 1 a 0 sobre a mulambda, se estaríamos brigando pelo G4. Uma dúvida típica de quem naturalmente se empolgou diante de um bom resultado contra o maior rival. Talvez agora, na manhã seguinte, o mesmo torcedor veja a partida com uma visão mais realista.

Podemos dizer, sim, que se o Vasco tivesse mais atuações como a de ontem ao longo do Brasileirão, certamente não estaríamos na lanterna e muito provavelmente sequer no Z4. Mas ainda assim é bastante questionável se estaríamos na luta por uma vaga na Libertadores. É preciso lembrar que há uma distância gigantesca entre vencer um adversário que está longe de ser um exemplo de boa equipe e brigar no topo da tabela.

Por outro lado, é claro que o jogo de ontem serve como motivo para que nossas esperanças aumentem. Mesmo considerando a motivação extra por conta da rivalidade e pelo novo treinador e que o Framengo não chega a ser uma potência dentro de campo, já deu pra perceber que Jorginho, com apenas dois dias de trabalho, conseguiu dar algum padrão ao time, e isso sim é mais promissor que a vitória sobre os mulambos. Pode não adiantar nada ficar imaginando o que aconteceria se tivéssemos jogado sempre dessa forma, mas é fato que a atuação na Arena nos permite esperar uma recuperação dentro do Brasileiro.

Não levando em consideração o nível do adversário e suas limitações, não chegamos a fazer um jogo bonito, mas fomos extremamente competitivos. Diferente do Rothbol, que tinha como fundamento se defender a qualquer custo e torcer que um ataque desse certo, o Vasco do Jorginho conseguiu impedir que a mulambada jogasse e não deixou de jogar. O time jogou mais compactado, bloqueou o meio com eficiência e evitou que as laterais fossem um convite ao ataque como vinha sendo rotineiramente. Ofensivamente ainda não podemos dizer que resolvemos o problema de falta de criatividade pelo meio, mas a chegada do Nenê e a movimentação de Riascos e Jorge Henrique trouxeram alguma evolução na criação de jogadas. E as subidas pelas laterais voltaram a ser perigosas.

Aos olhos do torcedor, uma vitória – aliás, a terceira vitória no ano – sobre o maior rival sempre nos faz ver maravilhas onde apenas houve correção. Alguns problemas ainda existem, como os erros de finalização, ainda existem e não podemos ignorar que o lance do gol saiu em mais uma ligação direta. Mas para um primeiro jogo com a nova comissão técnica, a atuação de ontem foi boa o bastante para esperamos uma subida de produção do time.

A partida foi pela Copa do Brasil, nossa classificação está longe de estar garantida e nossa situação no Brasileiro continua tão complicada quanto estava antes dessa noite de quarta-feira. Mas a vitória nos dá um tempo das notícias ruins e nos permite curtir o momento sem culpas. Depois de tudo o que tem acontecido à nossa preocupada torcida, temos todo o direito de fazer alguma festa.

As atuações…

Martín Silva – fez uma grande defesa em finalização do Guerrero, ainda no primeiro tempo. No resto do jogo, mesmo quando a mulambada nos incomodou um pouco mais, não chegou a ter muito trabalho.

Madson – sua melhor atuação em muito tempo: mesmo não acertando os cruzamentos, voltou a ser uma das melhores armas ofensivas do time. No primeiro tempo foi responsável pela melhor jogada ofensiva do time, deixando Nenê na cara do gol. Defensivamente também se saiu bem melhor (apesar de mostrar um afobamento arriscado em alguns lances), não permitindo o aparecimento da costumeira avenida pela sua lateral.

Anderson Salles – jogando com vontade e aplicação, não facilitou as coisas para o ataque urubu. Sofreu um pênalti claríssimo, não marcado pela arbitragem.

Rodrigo – se jogasse toda partida como nos joga os clássicos, dificilmente estaríamos nessa situação no Brasileiro. Ontem foi muito bem, não dando espaços para o Guerrero e ganhando quase todos os lances.

Christiano – chega a ser comovente sua aplicação: corre muito e aparece como opção para o ataque muitas vezes, mas é incapaz de acertar um cruzamento, um último passe ou um chute a gol.

Guiñazu – a “guerreirice” de sempre, o que significa muita entrega, mas também carrinhos em excesso e faltas demais. Poderia errar menos passes.

Serginho – fez uma daquelas partidas discretas mas muito eficientes: sem chamar a atenção da torcida com subidas ao ataque que não são a sua praia e concentrado apenas no combate, ganhou praticamente todas no meio de campo.

Julio dos Santos – taticamente foi muito bem: ocupando espaços e fechando a lateral direita, permitiu que Madson tivesse a possibilidade de explorar seu potencial ofensivo. Já na criação deixou a desejar, errando alguns passes, o que compensou acertando o lançamento que iniciou a jogada do gol. Perdeu duas chances claras de marcar.

Nenê – ainda não parece estar 100% no ritmo, alternando bons momentos com alguns sumiços em campo, mas já deu uma nova cara ao time com sua movimentação e habilidade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, após bela jogada de Madson, chutando fraco. Jhon Cley entrou em seu lugar no finzinho da partida e não teve tempo para fazer muita coisa.

Jorge Henrique – o herói do jogo, o atual “baixinho da 11” vascaíno foi dos mais comprometidos durante a partida, tendo presença tanto no ataque como ajudando a dar o primeiro combate. Mostrou bom posicionamento e precisão ao finalizar no lance do gol. Depois de correr como um louco o tempo todo, saiu mancando para a entrada do Dagoberto, que basicamente só apareceu para levar seu amarelo habitual.

Riascos – com ele em campo, o Vasco perde em presença de área, mas ganha muito em movimentação. O colombiano deu trabalho à zaga mulamba quando tinha a bola nos pés e também sem ela, ajudando a marcar a saída de bola. Mostrou visão de jogo ao fazer a assistência para o gol de Jorge Henrique. Nos minutos finais deu lugar ao Thalles, outro que não teve muito tempo para fazer qualquer coisa, mas que ainda assim conseguiu levar um amarelinho antes do apito final.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

***

Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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Um ano perdido

Em 2008, tínhamos 10 derrotas em 18 jogos.
Em 2013, eram sete derrotas em18 jogos.
Hoje, temos 11 derrotas em 18 jogos.

Em 2008, tínhamos cinco vitórias em 18 jogos.
Em 2013, eram seis as vitórias em 18 jogos.
Hoje, temos três vitórias em 18 jogos.

Não falemos de saldo de gols, já que esse ano superamos de forma tão fantástica nossos recordes negativos que é vergonhoso ficar lembrando isso.

Atualmente, estamos na lanterna do Brasileirão. Para escaparmos do terceiro rebaixamento em sete anos, precisaremos pular dos atuais 24,1% de aproveitamento que temos hoje para ter, no restante do campeonato, um aproveitamento de 53%. Ou seja, um desempenho de quem está hoje brigando por uma vaga na Libertadores.

É possível? É. Será difícil? Com certeza. Se em 18 rodadas só conseguimos 13 pontos, quem apostaria que conseguiremos 32 nas 20 restantes? A questão aqui é a seguinte: escapemos ou não do rebaixamento, o ano de 2015 para o Vasco já terá sido uma vergonha.

Na pior das hipóteses, cairemos novamente e todos imaginamos os efeitos terríveis que isso acarretará. E na melhor, caso consigamos permanecer na elite, a diretoria e seu grupo de adoradores certamente vão considerar esse ano perfeito. Afinal de contas, para eles, ganhar um carioca e ficar na Série A é a ambição máxima. Todos os vexames do Brasileiro, as contratações bizarras, as bravatas…tudo isso vai cair no esquecimento. E tudo vai se repetir em 2016.

Como torcedor, espero sinceramente que o Vasco não caia mais uma vez. Espero que a chegada dos novos reforços nos ajudem (segundo o site oficial do euriquismo, a vinda do Nenê representa o “início da virada“!) e que um novo técnico consiga fazer com que esse elenco cumpra a missão praticamente impossível de nos salvar de mais um rebaixamento. Mas ainda que o improvável aconteça, a felicidade pela permanência na Série A não pode nos fazer esquecer de toda a incompetência mostrada na gestão do futebol.

Sobre a derrota de ontem, falar o que? Mais uma vez não jogamos nada, a única diferença é que não fomos goleados mais uma vez por um time paulista. E devemos isso única e exclusivamente ao nosso goleiro, que impediu que levássemos um sacode do Santos. Perdemos pelo placar mínimo, mas pelo futebol apresentado e pelas chances desperdiçadas pelo Peixe, não seria nada demais se a partida terminasse em 3 ou 4 a 0.

As atuações…

Martin Silva – mesmo que a falta que originou o gol santista fosse defensável, não se pode criticar o goleiro, que ontem pegou até pênalti e nos salvou da quinta goleada em cinco jogos contra times paulistas.

Madson – sua lateral foi um convite para as subidas dos adversários no primeiro tempo. E como o garoto não fez nada que preste no apoio, é pra se perguntar: se o Madson não marca e também não ataca, o que ele faz em campo?

Rodrigo – passou por vários apertos contra o ataque santista.

Jomar – fez uma boa partida, sendo eficiente no combate e nas roubadas de bola. E contou com a sorte por encarar um Ricardo Oliveira em noite de Herrera.

Christiano – ele se esforça, mas futebol decididamente não é a sua praia. Erra tudo o que tenta.

Guiñazu – uma noite pra se esquecer: cometeu a falta que originou o gol santista e ainda foi expulso ao cometer um pênalti desnecessário.

Serginho – o número de vezes que foi envolvido pelo meio de campo adversário só foi superado pela quantidade de passes errados que deu.

Julio dos Santos – dada a quantidade de vezes em que mandou a bola para os jogadores do Peixe, podemos dizer que justificou seu sobrenome. Saiu para a entrada do Herrera, sobre o qual, por mais que eu me esforce, não consigo pensar em nada para falar.

Julio Cesar – o que falar de alguém que não consegue ganhar a vaga do Christianno? Ontem fez tudo para justificar a fama de ex-jogador em atividade, parecendo se esconder do jogo a todo custo. Rafael Silva entrou em seu lugar no intervalo e pelo menos tentou alguma coisa. De maneira equivocada e apelando para uma habilidade que não tem, mas tentou.

Jhon Cley – se com alguém para dividir a criação já fica difícil, sozinho é que ele não conseguiria resolver os problemas de criação do time.

Riascos – é outro que tenta, tenta e tenta e não consegue muita coisa. Dessa vez tem a desculpa de ter sido prejudicado pelo “esquema”(?!?!) do Roth. Thalles o substituiu e mesmo que tivesse tempo para fazer algo, dificilmente conseguiria com o peso que ostenta atualmente.

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Altos e baixos

Daqui há algum tempo, quando a torcida se lembrar da vitória do Vasco sobre o América-RN pela Copa do Brasil de 2015, certamente haverá opiniões desencontradas sobre o jogo. Alguns poderão ver a partida como a consolidação de uma competitividade aceitável e outros verão nossa classificação às oitavas de final da competição como uma prova da instabilidade do time mesmo diante de adversários bastante limitados.

Os que se lembrarem do primeiro tempo falarão de um time que, a despeito de ter pela frente um adversário que disputa a Série C, soube se impor em campo, mesmo jogando fora de casa. Que marcou bem, errou poucos passes e conseguiu articular jogadas, mesmo com três volantes de combate em campo. Que quando atacava, o fez com uma boa variação de lances, explorando os dois lados do campo e criando chances até quando vinha pelo meio. Lembrarão que, mesmo podendo perder a partida por 1 a 0, buscou o resultado desde o início, evitando correr riscos e precisando de apenas 45 minutos para resolver a classificação. Esses torcedores também poderão falar que depois de meses de um tenebroso desempenho ofensivo, foram nossos atacantes – ou mais precisamente um atacante, o Riascos – que marcou dois gols e tornou praticamente inútil a realização do segundo tempo, já que as chances dos donos da casa conseguirem se classificar eram ínfimas.

Mas há os que se lembrarão do segundo tempo. E falarão de um time desatento, que em 10 minutos jogou fora uma vantagem de dois gols por conta de falhas individuais, que errou muitos passes, que deixava para marcar – mal – o adversário da sua intermediária para trás e que permitiu que uma equipe da Série C o pressionasse. Ou seja, um time muito parecido com o Vasco dos piores momentos do Campeonato Brasileiro, que pouco cria e que não consegue ter uma defesa firme. E que só venceu a partida por contar com ajudas providenciais do goleiro adversário, que já havia dado uma pixotada absurda no primeiro tempo e que praticamente nos entregou o terceiro gol, ao ser enganado pelo quique da bola.

Quem pode definir se haverá mais torcedores do primeiro tipo ou do segundo é o próprio Vasco. Seremos o time que, mesmo com suas limitações, mostrou que pode evoluir e que é capaz de sair do buraco em que se encontra jogando com seriedade, atenção e intensidade e que tem plenas condições de vencer jogos contra equipes de qualquer nível (lembrem-se: apesar de termos vencido o FlorminenC, os tricoletes estão no G4 do Brasileirão)? Ou seguiremos sendo o time instável, sem criatividade, desatento e que tem dificuldades terríveis mesmo contra adversários que estão há milhas de distância dos oponentes que temos na elite? A resposta, ainda indefinida, depende de outra questão: quando o Vasco deixará de ser um time de altos e baixos? Só depois da equipe finalmente se decidir entre um e outro poderemos saber o que esperar do time.

As atuações…

Jordi – no primeiro tempo, pouco trabalho, duas boas defesas e segurança nas saídas do gol. No segundo, cometeu um pênalti juvenil com dois minutos de bola rolando e sua confiança foi pro saco.

Madson – uma boa partida no apoio, principalmente na etapa inicial, quando fez o cruzamento que originou o primeiro gol. Mas voltou a fraquejar defensivamente.

Rodrigo – como todos no setor defensivo, um primeiro tempo tranquilo e uma etapa final confusa, quando mais de uma vez foi envolvido pelo toque de bola do América.

Aislan – como sempre, suas falhas são fatais: no segundo gol canelou a bola nos pés do atacante adversário que só precisou empurrar pra rede.

Christiano – procurou ser uma opção ofensiva na etapa inicial, mas sua incapacidade de concluir uma jogada o torna inútil. No segundo tempo, a lateral esquerda só deixou de ser convidativa para os atacantes do Mecão quando Julio Cesar o substituiu.

Anderson Salles – vai se firmando como primeiro homem do meio de campo, sendo o melhor dos volantes na saída de bola.

Guiñazu – a raça de sempre e mais passes errados que o normal.

Serginho – os erros de passe de sempre, mas apareceu bem uma vez no ataque, quando fez boa tabela com Rafael Silva e quase marcou um gol.

Jhon Cley – sem Andrezinho, teve mais problemas com a marcação adversária. Ainda assim fez algumas boas jogadas e deu um chute perigoso no primeiro tempo.

Riascos – o nome de jogo: marcou dois gols, iniciando a jogada do primeiro com um belo passe e e aparecendo na área para concluir e mostrando oportunismo no segundo. Cansou no segundo tempo e Rafael Silva entrou em seu lugar. Deu novo gás ao ataque e acabou marcando o gol da vitória por acreditar em um lance que parecia morto.

Thalles – mais fino, mostrou uma movimentação melhor que nos últimos jogos. Ainda assim, só conseguiu uma boa finalização, em uma cabeçada perigosa no primeiro tempo. Emanuel Biancucchi o substituiu para reforçar a marcação no meio e não chegou a se destacar.

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Vale a observação: bastou o Gilberto ir para o banco que o Vasco voltou a fazer gols.

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