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Os únicos campeões

12Levando-se em consideração a tradição das duas equipes, o jogo entre Vasco e Bahia é o maior confronto dessa série B, já que não é sempre que times campeões brasileiros se encontram em divisões inferiores do futebol nacional. Para se ter uma ideia de como essa situação é rara, nas outras duas vezes em que passamos pelo constrangimento de estarmos onde estamos, isso só aconteceu quatro vezes: em 2009, contra o próprio Bahia e contra Guarani. Em 2014 éramos o único clube com títulos no Brasileiro.

Mas a realidade de hoje não permite que qualquer um dos times se prenda à sua tradição. Para o Vasco, nosso adversário de logo mais deve ser encarado como mais um compromisso na obrigatória missão de volta à elite. Já para o tricolor de aço, que amarga seu segundo ano consecutivo na segundona, vencer o grande favorito da competição na sua casa servirá como uma prova de que o Bahia entra com força na luta pelo acesso à Série A. Não que os objetivos do clube baiano tenham qualquer importância para nós. A seriedade com que o Vasco deve entrar em campo tem que ser a mesma com qualquer adversário, ainda mais diante da nossa torcida.

Nosso velho conhecido Doriva dirige o tricolor e terá menos problemas que Jorginho para escalar sua equipe. Além de só ter um desfalque, nosso ex-treinador pode contar com Renato Cajá, recém-contratado e já regularizado, podendo fazer sua estreia. Hernane, o ex-atacante mulambo é outro jogador que pode nos trazer problemas.

Já do nosso lado, continuamos sem três titulares (Martín Silva, Madson e Andrezinho) e Jorginho, apesar de não ter confirmado a equipe, deve repetir a formação que atuou boa parte do jogo contra o Vila Nova: Pikachu fica na sua posição de origem e Eder Luis ganha a vaga do Andrezinho, deixando o time num 4-2-3-1, com Nenê com liberdade para chegar junto do Thalles no ataque. É uma escalação ofensiva, adequada para um jogo em casa. Mas é preciso lembrar que essa formação só funcionou a contento na última partida depois que Diguinho entrou no lugar do Julio dos Santos, reforçando a marcação no meio de campo. E, claro, porque nosso camisa 10 estava naqueles dias irrepreensíveis.

Claro que todos esperamos por mais uma atuação endiabrada do Nenê, mas já passou da hora do Vasco encontrar alternativas para as partidas em que isso não aconteça. Caso isso aconteça na partida de hoje, uma vitória contra um dos candidatos mais fortes a uma vaga no G4 da competição servirá não apenas para mantermos a liderança na tabela, mas também que o Vasco não depende unicamente do craque do time.

 

Vasco X Bahia

Vasco X Bahia

Jordi; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Eder Luis (Bruno Gallo ou Evander) e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Marcelo Lomba; Tinga, Lucas Fonseca, Jackson e João Paulo; Feijão, Paulo Roberto, Danilo Pires e Luisinho; Thiago Ribeiro e Hernane.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Doriva.

Estádio: São Januário. Data: 28/05/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Emerson de Almeida Ferreira. Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Sidmar dos Santos Meurer.

A Rede TV e a Rede Brasil transmitem ao vivo (exceto para o Rio de Janeiro). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Chuta que é macumba!

2443Ontem, o Coxa e o Figueira perderam. Hoje, o Joinville encara os marsupiais fora de casa, a Ponte recebe o Santos e Avaí e Goiás jogam na Ressacada (e um empatezinho não é uma possibilidade muito remota). Resumindo, todos os nossos adversários diretos na briga contra o rebaixamento podem terminar o fim de semana perdendo pontos. Para rodada ficar perfeita, basta ao Vasco fazer a sua parte e vencer o Atlético-PR, na Arena Maracanã.

E aí é que reside o problema: fazer a nossa parte. Sendo o pior anfitrião no campeonato (ou melhor, se olharmos pelo lado dos adversários), o Vasco não tem outra opção além ir contra esse retrospecto e conquistar os três pontos. Na situação em que nos encontramos, não dá pra ficar remoendo os péssimos resultados que tivemos na Arena nas últimas rodadas. Seja o Furacão, seja o próprio El Niño em pessoa, temos que vencer.

(Parêntese: para os que se apegam a marcas, o time paranaense até pode ser um bom adversário. Além de nunca ter vencido o Vasco no Rio, vale citar o bom desempenho que temos contra velas de macumba no ex-Maraca esse ano. São duas vitórias, dois empates e nenhuma derrota para rubro-negros. Fecha parêntese)

A vitória tem importância dobrada se pensarmos no quanto ela pode melhorar a confiança do time. Depois de voltar a vencer, e jogando fora de casa, um segundo êxito, contra um oponente que disputa vaga na Libertadores será mais um passo para consolidarmos a reação na competição. Duas vitórias seguidas podem ser pouco para considerarmos uma sequência, mas é um primeiro passo.

Com as voltas de San Martín, Serginho e Jorge Henrique (e a possível barração do Christianno por contusão), teremos uma equipe mais qualificada que a que tivemos contra a Ponte. E jogando um pouco melhor, podemos conseguir o resultado. É ter atenção máxima na marcação, tranquilidade pra trabalhar a bola e fazer com que ela chegue redonda ao Leandrão.

Esse é o momento para espantar de vez a zica que ronda o time. E se a hora é pro “chuta que é macumba”, temos hoje o adversário com o uniforme ideal para isso com propriedade.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Atlético-PR

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Christiano (Júlio César); Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Weverton, Eduardo, Vilches, Kadu, Sidcley; Otávio, Devid, Nikão, Daniel Hernández, Marcos Guilherme; Walter.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Milton Mendes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/09/2015. Horário: 16h. Arbitragem: Andre Luiz de Freitas Castro (GO). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O Canal Premiere transmite para seus assinantes e no sistema pay-per-view em todo país.

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Ontem, replicando o tweet de um torcedor que achava que Jorginho deveria ser mantido para o ano que vem independente de como termine 2015, comentei que ainda era cedo para avaliar esse tipo de coisa. São apenas sete jogos e seu retrospecto – não levando em consideração a classificação na Copa do Brasil – nem é bom: duas vitórias, um empate e quatro derrotas, uma delas, a maior goleada que já sofremos em Brasileiros. O pouco tempo no cargo e a quantidade de trabalho que ainda há pela frente tornam impossível apontar se Jorginho será o nome certo para 2016. Se ele conseguir manter o Vasco na elite, bom, não haverá como contestá-lo. Mas se tudo der errado, talvez ele nem termine o Brasileiro como técnico na Colina.

Mas há algo específico que tem me incomodado de tal forma que, se Jorginho dependesse do meu aval para manter seu posto, já poderia dar entrada no seguro-desemprego: a titularidade do Julio dos Santos.

O paraguaio, que não acerta nada desde o Estadual, foi relegado ao banco no Brasileiro tanto pelo Doriva como pelo Roth. Essa condição mudou com a chegada do Jorginho e se mantém até hoje, mesmo que desfilar sua lentidão, errar passes e perder gols tenha sido tudo o que o meia conseguiu fazer em campo. Não consigo ver qualquer atributo que justifique a firme decisão do treinador em mantê-lo como titular. Mesmo com nosso elenco tão carente de talento, há opções para o Julio tanto defensivamente (o irmão do primo do Messi) como ofensivamente (Andrezinho, Índio ou até o Jéferson) que poderiam ser testadas. Ter o “Rúlio” em campo atualmente só tem um resultado prático: queimar uma alteração, já que isso invariavelmente acontece todo jogo.

Gostaria de ouvir as razões do Jorginho para gostar tanto do paraguaio. Pelo que tem oferecido ao time, é incompreensível. Só consigo pensar em motivos extracampo. Lembrando que Julio tem um empresário que criou um grande desgaste com o Celso Roth pela barração dos seus jogadores no elenco e que a diretoria o considera uma das maiores contratações na temporada.

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Aleluia!

Depois de um longo e tenebroso período de 52 dias sem vitórias pelo Brasileiro, o Vasco conquista três pontos e, mais importante, numa partida fora de casa (nosso único triunfo nos quatro que temos). Como sempre diz o falante goleiro Jordi, o 1 a 0 sobre a Ponte Preta é pra “glorificar ao Senhor”!

É óbvio que a torcida tem todo o direito de curtir um lampejo de felicidade depois de tanto tempo sem motivos para comemorar. Mas a vitória diante de um adversário em crise – não tão grave quanto a nossa, claro – não chega a ser motivo para acreditarmos que um milagre está começando a ser operado. E não falo isso por conta da nossa posição na tabela, mas sim porque, a bem da verdade, não apresentamos uma melhora que nos deixe seguros de que brigaremos até o fim para escapar do descenso. Vencemos ontem, como poderíamos ter vencido outros cinco ou seis jogos na competição: jogando mal. A diferença é que, dessa vez, acertamos o gol.

Pelo que vimos ontem, os mais esperançosos só podem se apegar a um natural acréscimo de motivação como arma para conseguir o dificílimo feito de ganhar outras 10 partidas daqui pra frente. Jorginho até tentou mudar um pouco a cara do time, dando chances a jogadores que estavam esquecidos (seja por contusão, como Diguinho, ou simplesmente ignorados como Bruno Gallo, Júlio César, Herrera e Rafael Vaz), mas nenhum deles chegou a acrescentar tanto assim. O time melhorou em alguns pontos, mas segue falhando em outros tantos.

A vitória não pode esconder o fato de que a partida foi muito ruim, de um modo geral. Erramos passes demais, a defesa deu umas vaciladas inaceitáveis, tivemos a mesma dificuldade para criar jogadas ofensivas (mesmo quando passamos a ter uma vantagem numérica), desperdiçamos quase todas as poucas chances de gol que tivemos. Contra a Ponte, um adversário muito menos competente depois da saída do Renato Cajá e, porque não dizer, da chegada do Doriva, conseguimos vencer. Mas e contra equipes mais fortes?

Nossa situação melhorou um bocadinho, mas a missão ainda é muito complicada. O Vasco precisa aproveitar a empolgação com a vitória de ontem e transformá-la numa arrancada. Mas para isso precisamos mostrar uma evolução maior daqui pra frente. As próximas duas rodadas são importantíssimas e, vale lembrar, muito mais difíceis que a de ontem (a saber, Atlético-PR em casa e Cruzeiro fora). Se nesses dois jogos conseguirmos resultados positivos, aí sim teremos motivos para acreditar no milagre.

As atuações…

Jordi – primeiramente, vamos glorificar ao senhor. “Segundamente” vale dizer que, apesar de ainda dar algumas vaciladas nas bolas alçadas à área, Jordi tem mostrado mais segurança no gol. Ontem fez pelo menos uma grande defesa.

Madson – como era de se esperar, não foi tão presente no apoio como estamos acostumados a ver. Defensivamente teve mais disposição que de costume, mas vacilou uma ou outra vez no combate.

Luan – não comprometeu, mas segue errando muitos passes quando inicia as jogadas na defesa.

Rodrigo ­­­– entre acertos e vacilos, foi bem. No segundo tempo, cortou uma bola que fatalmente terminaria em gol da Ponte. Mas é difícil não considerar seu ponto alto na noite a saída “quietinha” que fez.

Júlio César – não é o mais veloz dos laterais, não tem mais a força necessária pra ser 100% eficiente no combate, mas pelo menos faz algo parecido com o que podemos chamar de “cruzamento”. Já o outro…..

Diguinho – vinha bem, ainda mais se pensarmos que era o único volante realmente de combate no time. Se machucou no segundo tempo e foi substituído pelo desaparecido Rafael Vaz, que jogando fora de posição e depois de milênios sem atuar, foi surpreendentemente bem, mantendo o nível de pegada na marcação do titular e ainda arriscando algumas subidas. Perdeu um gol por azar no último lance do jogo, aparecendo de surpresa na área e carimbando a trave.

Bruno Gallo – meio afobado na marcação, tentou ajudar na armação das jogadas. Acertou algumas peripécias, mas deixou a impressão de que imagina jogar mais do que realmente pode.

Julio dos Santos – nada explica sua permanência entre os titulares. Cerca muito, marca pouco e erra muitos passes. Deu lugar ao Andrezinho, que se não chega a acrescentar muito no quesito velocidade, é mais efetivo na criação. Deu o passe – meio de canela – para Leandrão marcar o gol da vitória.

Nenê – errou tudo o que tentou e só não foi o pior do time porque a concorrência é muito grande. Cobrou uma falta com perigo no segundo tempo.

Herrera – terrível. Na única chance que teve, driblou o marcador dentro da área e preferiu forçar o contato e cair, o que poderia ter lhe rendido um segundo amarelo. O lance foi decisivo para que Jorginho o substituísse pelo Riascos, que ontem parecia ter algum tipo de deficiência motora ou mental, cometendo erros que causariam hilaridade, fosse ele do time adversário.

Leandrão – brigou com a defesa e com a bola o tempo todo, perdeu três chances claras, mas teve a luta recompensada ao marcar o gol da vitória. Em dois jogos já fez mais pelo Vasco no Brasileiro que o Gilberto, que deixou muitos órfãos na torcida.

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Ingratidão justificada

A Ponte Preta, que nos recebe logo mais no Moisés Lucarelli, não é mais aquela do primeiro turno. Com a saída do Renato Cajá, a Macaca deixou de ser uma das sensações do Brasileirão para ser mais uma equipe que precisa, antes de tudo, pontuar para não se complicar na parte final da competição.

Curiosamente, quem precisa comandar a Ponte nesse momento complicado é justamente o Doriva, o treinador responsável pelo melhor momento do Vasco no ano. Apesar do sucesso do técnico em estaduais, Doriva segue não tendo muito sucesso no Brasileiro: foi mal no Atlético-PR ano passado, saiu da Colina ainda no primeiro turno de 2015 depois de oito jogos sem vencer e agora na Ponte está há seis jogos sem vitórias.

E essa é mais uma vantagem para a Ponte na partida de hoje. Além de jogar com o apoio da sua torcida contra um adversário que não consegue, há séculos, sequer empatar jogando em casa, a Macaca tem um técnico que conhece muito bem seu oponente. Mesmo que o Vasco tenha trazido centenas de reforços depois da sua saída, o time que Jorginho colocará em campo terá a mesma defesa titular dos tempos do Doriva.

Ou seja, a Macaca certamente irá para o jogo conhecendo muito bem os (diversos) pontos fracos da nossa defesa. Aí restará aos nossos anfitriões superarem as próprias limitações, que nem deverão ser tão poucas assim: o time virá com três volantes e um solitário veterano sem ritmo na armação. Com isso, a maior arma da Ponte deverá ser o veloz atacante Biro-Biro.

Já o Vasco dificilmente terá na velocidade uma das suas principais características. Com Digiuinho, Seymour, Julio dos Santos e Nenê no meio e um ataque formado por Herrera e Leandrão, nosso time ficará com uma média de idade de 31,7 anos do meio pra frente. E jogando fora de casa, o mais provável é que Madson e Christianno não tenham tanta liberdade para apoiar, fazendo com que os dois mais rápidos (eu disse RÁPIDOS, não BONS) jogadores da equipe não possam explorar totalmente essa característica.

Poderíamos dizer que a partida de hoje é, das que jogaremos fora do Rio, uma das mais viáveis de conseguirmos uma vitória. Mas infelizmente, o retrospecto do time não nos permite confiar completamente nisso, não depois de não termos conseguido vencer nenhum dos adversários diretos na briga contra o rebaixamento, mesmo jogando em casa.

Mas nunca se sabe, né? Quem sabe, depois de termos voltado a marcar gols na partida contra o Galo, o time não se empolga e apronta uma surpresa pra sua torcida? Não seria exatamente um presente para o técnico que nos ajudou a conquistar o Carioca – e uma derrota certamente complicará sua vida em Campinas – mas o Doriva certamente entenderá a ingratidão.

Campeonato Brasileiro 2015

Ponte Preta x Vasco

Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Ferron e Gilson; Josimar, Fernando Bob, Elton e Adrianinho; Biro Biro e Diego Oliveira.

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Christianno; Diguinho, Seymour, Julio dos Santos e Nenê; Herrera e Leandrão.

Técnico: Doriva.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Moisés Lucarelli. Data: 09/09/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Diego Almeida Real (RS). Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Nadine Schramm Camara Bastos (SC).

O Canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Mais dois jogadores vão aportar na Colina: com Bruno Teles (lateral esquerdo) e Júnior Mandacaru (atacante), chegamos à 33ª contratação na temporada. Ou seja, três times inteiros chegaram ao Vasco e ainda assim, em setembro, não temos onze que possam ser considerados titulares.

E a diretoria e seus – ainda – lobotomizados defensores ainda falam em “responsabilidade“. Com os agora R$ 3, 5 milhões da nossa folha salarial, muito time estaria fazendo a festa, brigando por G4, não amargando a lanterna e a 13 pontos do primeiro fora da zona. Enquanto isso, Zé do Táxi, Paulo Angioni e Euriquinho montam três times, contratam o quarto lateral esquerdo para o time e o titular absoluto da posição ainda é o pior que já colocou os pés em São Januário como jogador do Vasco.

E o “Dotô Jr.” ainda tem a coragem de falar que “gestão profissional não funciona no Vasco“. Me pergunto se, diante do que estamos passando, o Euriquinho acha que a gestão amadora que temos hoje é a resposta.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

***

Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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No ponto pra azedar

Ao ser perguntado sobre o trabalho do Celso Roth no comando do time vascaíno, Eurico Miranda foi lacônico: “Não tenho o que falar. Se for levar em consideração as partidas que ele disputou, está 50% a 50%”. Infelizmente o presidente precisará refazer suas contas após a quinta partida de Roth no clube. Com a derrota para o Grêmio por 2 a 0, a terceira seguida, seu desempenho caiu para 33,3%.

Não que a culpa por mais uma derrota seja culpa exclusiva do treinador. Roth tem suas convicções, elas podem até ser discutíveis, mas o fato é que o técnico apenas diz o que os jogadores devem fazer. Se eles não conseguem, não há muito que um treinador possa fazer, já que eles não podem entrar em campo para resolver os problemas do time.

Na partida de ontem, Roth até tentou. Mudou o time colocando jogadores que – segundo os ainda confiantes no elenco – trariam mais qualidade para o grupo. Mas a volta de Dagoberto e as entradas de Eder Luis e Herrera no decorrer do jogo não resolveram. Claro que algumas escolhas do técnico não teriam como dar certo: insistir com o Christianno ou inventar o Júlio César no meio (o que acabou mantendo a equipe com três volantes) foram decisões que não teriam como dar certo. E efetivamente não deram, tanto que o primeiro foi substituído e o segundo acabou o jogo na lateral esquerda.

Mas a intenção do Roth, que claramente era conseguir sair da Arena Grêmio com um pontinho, até vinha funcionando. Era naquele esquema de aguentar a pressão e eventualmente chegar ao ataque, mas vinha dando certo. Funcionou o primeiro tempo inteiro, mas aos 14 minutos da etapa final, pagamos o preço por permitir que os donos da casa passassem o tempo todo no ataque: uma falha individual pôs tudo a perder. Charles mais uma vez rebate uma bola para frente da área, ela explode no Anderson Salles e acaba nas redes (exatamente como o quarto gol do São Paulo na rodada anterior).

Depois disso, se havia algum traço de estratégia na forma como jogávamos, ela se foi. Roth começou a fazer alterações e o esquema original com três volantes redundou em um time com três atacantes, que tentava atacar de forma descoordenada e cedia espaços para contra-ataques. O resultado? Nenhuma efetividade ofensiva e um segundo gol, nascido em um contragolpe em velocidade após perdemos a bola em mais um infrutífero ataque.

Na resenha feita após a derrota do Vasco na última rodada, tinha comentado que talvez a receita do Rothbol tivesse com a validade expirada. A derrota de ontem confirma essa impressão, mostrando que nosso treinador não consiga ter um desempenho aceitável nem nas tais 10 primeiras partidas comandando suas equipes. Alguns torcedores talvez ainda coloquem a culpa pela terceira derrota de Roth no lance de azar protagonizado por Charles e Anderson Salles. Mas tirando as duas vitórias que tivemos – em atuações lamentáveis, apesar do resultado, vale lembrar – estamos há 13 rodadas na mesma toada. Não há como culpar unicamente a falta de sorte por tantos fracassos.

Doriva não resistiu a uma sequência de resultados ruins. Roth pode não ter começado a balançar, mas se não conseguir tirar o Vasco da situação terrível em que se encontra, também deve virar a bola da vez em pouco tempo. Os dois se equivocaram muitas vezes, mas nenhum dos dois é milagreiro. Fazendo uma analogia culinária: nem sempre a culpa é do cozinheiro quando o bolo azeda. E se precisarmos contratar um terceiro mestre cuca, talvez seja a hora da diretoria começar a considerar que o principal problema são os ingredientes que temos.

***

Preguiça monstro para falar das atuações dos jogadores. Como sempre, há muito mais a se destacar pelo lado negativo que pelo positivo, e chega uma hora que cansa ficar apontando o erro dos outros repetidamente. Quem fizer questão de uma análise sobre como se saiu individualmente a equipe, basta uma olhada nas resenhas dos outros jogos. As atuações foram basicamente as mesmas.

Pra dizer que não falei nada, comentários breves sobre as caras novas – ou nem tanto – do time:

Dagoberto  voltou depois de longa inatividade, mas podemos dizer que continua inativo. Não fez nada que mereça menção.

Andrezinho – ainda não correspondeu a imensa confiança depositada (unicamente pelo presidente) em seu futebol.

Herrera – fez sua estreia ontem. Dizem.

Eder Luis – substituiu o Riascos e não perdeu a quantidade inaceitável de gols que o colombiano perdeu. Isso porque não chegou a finalizar nenhuma vez.

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Update: acabei de publicar uma nova coluna no site Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram!

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Como no Estadual

Foi preciso um mês, três semanas e cinco dias para o Vasco voltar a vencer. Entre a final do Estadual e a primeira vitória vascaína no Brasileirão, foi preciso que um quarto da competição acabasse e, sintomaticamente, que enfrentássemos justamente um adversário local. E como na semifinal do Carioca, vencemos a mulambada pelo placar mínimo.

Teria mesmo que ser contra um representando do nosso fraco Estadual. De certa maneira, o Vasco conseguiu sua primeira vitória fazendo certamente uma das piores apresentações, se não a pior. Esperar que Roth fosse melhorar muita coisa em menos de uma semana era querer demais, mas não há quem possa dizer – como disseram em vários outros jogos – que jogamos bem. Não que “jogar bem“ seja prioridade ou mesmo importante nesse momento. Roth sabia disso e fez o que considerou a melhor estratégia: dane-se a posse de bola, o “jogar de igual para igual” e a ordem direta de termos um time ofensivo. Por mais feio que joguemos, seria ainda mais feio que segurar a lanterna por mais tempo.

Fechadinho, esperando contra-ataques e, aparecendo uma chance, marcando um gol para ficar ainda mais fechado. É “jogar como time pequeno”? Se essa for a solução para nos tirar de posições na tabela destinadas aos times pequenos, ótimo. Melhor isso que seguir inutilmente a diretriz presidencial de jogar no ataque quando não temos um elenco que nos permita atua dessa forma de maneira eficiente. O pragmatismo do Roth pode não ser bonito de se ver, mas deu certo ontem e parece ser a melhor opção. Pelo menos até sairmos do Z4 ou os reforços chegarem, o que acontecer antes.

Como eu disse ontem, a qualidade do adversário não seria motivo para nos deixar muito confiantes em caso de vitória. Pelo contrário, termos cedido tanto espaço para o Framengo jogar chega a ser preocupante. Mas a rivalidade com a mulambada era o ingrediente que poderia dar a um gosto especial a um resultado positivo. E pode dar a motivação que faltava ao grupo para reagir na competição.

As atuações…

Charles – não apenas não comprometeu como nos outros jogos, como fez pelo menos uma grande defesa, garantindo o resultado.

Madson – diante de um dos adversários do Estadual, teve sua melhor atuação desde o título. Não que tenha sido uma presença constante no apoio, mas a jogada do gol – com grande jogada no ataque e um belo cruzamento – reproduziu seus melhores momentos do Carioca.

Anderson Salles – com as últimas atuações que teve o Luan, não precisou muito além de seriedade para não comprometer.

Rodrigo – Não teve muitos problemas para segurar os atacantes mulambos.

Christianno – precisou de apenas cinco minutos para quase entregar a paçoca aos urubus. Nada explica a manutenção do sujeito entre os titulares.

Serginho – lutou o jogo todo, mas não fez nada além de marcar.

Guinãzu – marcou com precisão e lealdade (nem faltas cometeu), sendo importante quando o time passou apenas a segurar o resultado.

Jhon Cley – Roth exige que todos façam sua parte defensivamente. E deve ter sido por isso que apareceu mais na marcação que na criação, onde simplesmente não produziu nada. Rafael Silva entrou em seu lugar para puxar contra-ataques em velocidade. Apesar do esforço, não chegou a levar perigo.

Júlio César – pra fazer o que fez no meio de campo, seria melhor jogar na sua posição de origem e tirar Christianno do time.

Gilberto – não se omitiu, como sempre. E como sempre, na única chance que teve, finalizou mal. Sentiu dores e foi substituído por Lucas, que entrou com o óbvio objetivo de fechar ainda mais o time e segurar o resultado.

Riascos – é atacante e ter marcado dois gols em dois jogos seguidos mostra que ele tem feito seu trabalho direito. Mas além disso, também ajudou muito na marcação. Com a correria, acabou cansando e deu lugar ao Thalles, que acabou ajudando mais a marcar os adversários que tentar marcar gols.

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