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Depressão de fim de ano

728x485Meus leitores têm todo o direito de estarem chateados e até de me acusar de abandono de lar. Mesmo sendo aquela época do ano em que ninguém liga muito pra internet – e menos ainda para o futebol, já que os clubes estão de férias – a falta de novidades por aqui é notória e indesculpável.

Bom, seria indesculpável. Mas todos já devem ter percebido a pasmaceira no clube, a falta de novidades que nos empolguem. Como se alguma novidade pudesse nos empolgar depois do que passamos esse ano. Complicado, né?

Teve a confirmação do Yago Pikachu. Mas, sejamos realistas: o rapaz mostrou POTENCIAL, o que nos deixa – ou pelo menos ME DEIXA – a uma distância considerável da empolgação. Ainda mais se lembrarmos da “maldição da lateral direita”. Nos últimos anos contratamos outros dois jogadores que se destacaram na mesmo posição em times menores e, assim que sentiram o peso da armadura cruzmaltina, foram decepcionantes. E olha que o Julinho e o Jonas ainda tinham a vantagem de terem se destacado na Série A, coisa que o Pikachu não fez. Sendo assim, como disse no último post, só a diretoria tem motivos para soltar fogos pela contratação, já que ganhou a queda de braço com um rival (coisa que, todos sabemos, ela preza mais que tudo nessa vida). De resto, me reservo ao direito de esperar as atuações do Yago em campo antes de me empolgar.

***

Querem ver uma situação que prova o momento triste pelo qual passa o Vasco atualmente? A situação do Serginho.

Analisem friamente e escolham qual é a opção mais deprimente:

  1. o fato do volante-volante ser para o Jorginho uma das prioridades para a renovação;
  2. o fato de que, dentro do elenco que temos, o Serginho ser realmente um dos mais aproveitáveis;
  3. o fato de, mesmo assim, não conseguirmos segurá-lo e perdermos o jogador para o Sport.

Diante dessas alternativas, como ter motivação para escrever sobre o Vasco por esses dias?

***

Pra dizer que nem todas as notícias são ruins: o Serginho partiu para o Sport, mas foi junto com o Christianno. Aleluia!

Mas também é deprimente ver que o pior lateral que já pisou o gramado de São Januário jogará a Série A e o Vasco não.

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E enquanto novos reforços não chegam e alguns jogadores se vão, a boataria continua. Não há nada que indique, concretamente, que perderemos Luan e Nenê, titulares absolutos do time.

Mas é aquilo: quando Luan diz “Tenho contrato até 2017 e vou me apresentar ao clube em janeiro até que alguém me ligue e fale alguma coisa”  e Nenê fala “Tenho contrato e não tem nem o que ficar falando. Claro que, no futebol, a gente nunca sabe” (entre outras coisas), os dois deixam claro que a permanência de ambos, mesmo que haja grandes chances de se confirmar, não é uma certeza.

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Por aparelhos

Foi mais complicado do que se poderia esperar, mas ainda assim o Vasco fez a sua parte e venceu o Santos por 1 a 0, ontem na Colina. Infelizmente os resultados que precisávamos na rodada não aconteceram e, apesar de nos mantermos vivos até a última rodada, nossa permanência na elite do futebol brasileiro respira por aparelhos.

Não que não soubéssemos há muito tempo que escapar do terceiro rebaixamento seria um drama. A reação no campeonato, que veio bem mais atrasada do que deveria, não teve a força necessária para compensar 22 rodadas com um desempenho indigno para nossas tradições. E 2015 entrou em seus derradeiros capítulos, como não poderia deixar de ser de forma dramática: uma chuvarada desabou sobre o Rio, atrapalhando a chegada da torcida, inundando São Januário e provocando o atraso da partida em mais de uma hora.

O campo pesado seria mais um problema para o Vasco, que tem um time recheado de veteranos e que jogaria contra um Santos formado basicamente por moleques. O começo da partida foi preocupante. Mesmo que o desempenho longe da Vila Belmiro seja ridículo, foi o Peixe que ameaçou primeiro: Rodrigo vacilou e o atacante Nilson, cria da Colina, só não marcou de cabeça por conta de uma milagrosa intervenção de Martín Silva.

O susto logo no início fez o Vasco acordar. Mas, como de costume, o domínio vascaíno não se convertia em muitas chances de gol. Tirando uma oportunidade com Jorge Henrique (que chutou pra fora na cara do gol) e outra com Riascos (que errou uma finalização por cobertura), nos limitamos a rondar a área santista e tentar chutes de média e longa distância sem levar muito perigo ao gol santista.

Foi preciso que Nenê aparecesse dentro da área para que o alívio chegasse. No finalzinho do primeiro tempo, o camisa 10 perdeu grande chance após receber a bola em um lateral cobrado rapidamente por Jorge Henrique. Na sequência da jogada, após cobrança de escanteio, o mesmo Nenê sofreu pênalti e o cobrou, abrindo o placar pouco antes da ida para o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco parecia interessado em fazer um repeteco do jogo contra o Joinville: o time começou a mostrar o inevitável cansaço e permitiu que o Santos tomasse mais a iniciativa. Jorginho mais uma vez demorou a fazer substituições, mesmo que alguns jogadores estivessem claramente se arrastando em campo.

Por sorte, o desentrosamento do time reserva santista não permitiu que eles aproveitassem o melhor momento na partida. Nosso treinador finalmente resolveu mexer no time e a entrada do Rafael Silva ajudou a levar o Vasco novamente ao ataque. Ainda assim – e mesmo com as entradas de Bruno Gallo e Guiñazu – passamos por momentos de tensão com o time evidentemente morto nos minutos finais. Mas a luta e a superação do time foram o bastante para segurar o placar até o fim.

Conseguimos a vitória que nos manteve com esperanças até a última rodada, e a felicidade só não foi maior por conta da derrota do Palmeiras para o Coxa. Em uma outra situação, encarar o Coritiba já sem riscos de queda poderia até ser melhor, mas as rodadas anteriores não nos ajudaram e precisaremos, não apenas vencer a partida no Couto Pereira, como também contar com o as ajudas de Corinthians e Fluminense no domingo que vem. Não depender apenas das nossas próprias forças para escapar é o preço que pagamos pela pífia campanha que fizemos por 22 rodadas. O que torna tudo muito mais injusto, já que o Vasco que só nos fez passar vergonha nesse Brasileirão não é ESSE Vasco de ontem. O de antes, certamente já estaria rebaixado há algum tempo; o Vasco que venceu ontem e que chega vivo à última rodada não merece, de forma alguma, o rebaixamento.

As atuações…

Martín Silva – na minha opinião, foi ainda mais importante que o Nenê no jogo de ontem. Não tivesse operado um milagre antes dos cinco minutos do primeiro tempo, o Santos teria aberto o placar e o jogo ficaria infinitamente mais complicado. E ao longo do jogo ainda fez mais umas duas ou três defesas difíceis.

Madson – teve espaço para apoiar e aproveitou os mesmos. Mas, como sempre, não conseguiu concluir as jogadas. Defensivamente vem sendo regular e ontem não foi diferente.

Rafael Vaz – na defesa fez o simples e não chegou a se complicar. Quando foi à frente foi o contrário: mostrou estilo numa tentativa de bicicleta, mas isolou a bola.

Rodrigo – jogou deslocado para a posição do Luan e demorou um pouco para se acertar. Estava marcando – ou deveria estar – o atacante Nilson quando esse obrigou San Martín a defender uma cabeçada com endereço certo.

Julio Cesar – atento na defesa, só subiu ao ataque na boa, sem arriscar muito no apoio.

Diguinho –  foi bem na saída de bola e mostrou grande empenho no combate. Saiu de campo exaurido, dando lugar ao semiesquecido Guiñazu, que no pouco que esteve em campo só mostrou o novo corte de cabelo.

Serginho – novamente com mais liberdade para avançar, se atabalhoou em todas as subidas ao ataque.

Andrezinho – fez uma boa partida, iniciando a maioria das jogadas ofensivas. Tomou o terceiro amarelo e já está de férias. Bruno Gallo entrou em seu lugar e apenas ajudou o time a garantir o resultado.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta até o fim do primeiro tempo, quando desperdiçou uma chance claríssima em um lance e sofreu o pênalti na jogada seguinte. Cobrou e converteu com a categoria de sempre. Se entregou tanto em campo que mal conseguia andar ao final do jogo.

Jorge Henrique – tirando a disposição apresentada em todo o jogo, pouco fez. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo.

Riascos – a correria de sempre, dando trabalho para a defesa adversária. Mas, como já se sabe, suas limitações intelectuais o impedem de escolher a jogada certa a fazer. Quando mostrou um lampejo de inteligência quase fez um belo gol por cobertura, mas pegou mal na bola. Também cansou e deu lugar ao Rafael Silva, que trazendo novo gás ao time, ajudou o Vasco a voltar ao ataque no segundo tempo.

***

Mais de 10 mil vascaínos encararam a chuva, ruas alagadas, trânsito caótico e falta de transporte para apoiar o time no estádio. Foram à Colina, esperaram o adiamento de mais de uma hora para o início da partida e fizeram uma festa inesquecível e provaram a sua importância nesse momento gravíssimo da competição.

A entrada do time para se aquecer no campo, passando no meio dos torcedores, foi uma das cenas mais incríveis protagonizadas pelos vascaínos em muito tempo. Uma demonstração de força e amor ao clube e uma prova de que, não importam as burrices dos nossos dirigentes ou as dificuldades que a equipe atravesse, a torcida sempre estará junto ao Vasco.

Se lembrarmos que a maioria absoluta dos ingressos foi vendida antecipadamente, podemos deduzir que os poucos mais de 10 mil vascaínos poderiam estar em número muito maior, fosse a diretoria razoável e entendesse que nesse momento, o apoio do torcedor é muito mais importante que fazer caixa dobrando o preço do ingresso.

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Também publiquei uma coluna no site do Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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Vasco segue vivo, torcida quase morre

Nenhum vascaíno guarda boas lembranças da Arena Joinville. Palco final do rebaixamento do clube em 2013 e de uma briga entre torcidas que poderia ter terminado em tragédia, o estádio de memórias tão funestas para nós recebeu mais uma vez o Vasco, nessa oportunidade para encarar os reais donos da casa, o Joinville. E apesar do final feliz com a vitória do Gigante por 2 a 1, o jogo poderia ter sido responsável por uma verdadeira mortandade na nossa torcida. Pelo menos os vascaínos com problemas cardíacos correram um risco enorme.

No começo, a emoção foi boa pra nós. O Vasco preciso de apenas cinco minutos pra abrir o placar – em um belo gol do Nenê – e de apenas nove para colocar dois gols de vantagem sobre o adversário, dessa vez com Riascos mostrando uma eficiência não muito comum.

Quem não teve um enfarte pela alegria em excesso, viu o jogo amornar depois dos gols. O Vasco controlou bem a partida e mesmo com o JEC tentando ter uma maior presença no ataque, os donos da casa não chegaram a incomodar Martín Silva.

Na volta do intervalo, as coisas não mudaram muito. A marcação do time segurava o Joinville na boa e fomos poucos ameaçados. Mas os problemas começaram na metade final do segundo tempo. Jorginho demorou a tentar dar um novo gás à equipe e passamos a ser pressionados. E quando nosso treinador resolver mexer no time, aí é que a coisa desandou de vez: Madson, com dores, deu lugar ao Bruno Gallo. Com isso Serginho foi deslocado para a lateral e o Vasco se perdeu em campo.

Sem forças para contra-atacar, passamos a apenas nos defender. Aos 34, Martín Silva foi obrigado a operar um milagre. Mas no minuto seguinte, o mesmo Martín é enganado pelo quique da bola e o Joinville diminuiu.

Daí em diante, a torcida passou por mais um teste para cardíaco. Os donos da casa pressionavam e chegaram a ter chances claras para empatar. Para os vascaínos, só restava olhar o relógio e o medidor de pressão. Os de coração mais forte, sobreviveram para ver o apito final, que nos garantiu os três pontos que nos mantêm vivos na luta.

A vitória era imprescindível, o time fez por onde conquista-la, mas complicar um jogo que parecia absolutamente resolvido até os 30 minutos do segundo tempo é algo muito preocupante. O time resiste e ainda é permitido à torcida sonhar. Mas é muito difícil confiar plenamente na força da equipe. Vamos seguir acreditando, claro. Mas pelo que vimos hoje, para não corrermos riscos de um ataque cardíaco, teremos que renovar os estoques de calmantes para os dois últimos jogos.

As atuações…

Martin Silva – um milagre em uma cabeçada à queima-roupa e uma falha no lance seguinte, também em uma cabeçada.

Madson – apareceu algumas vezes no apoio, mas como sempre sem conseguir concluir as jogadas. Defensivamente deixou alguns espaços, principalmente no segundo tempo. Sentiu e Bruno Gallo entrou em seu lugar e basicamente se ateve à marcação.

Luan – uma partida abaixo das anteriores. Falhou nas bolas altas. Levou injustamente o terceiro amarelo e está fora do jogo contra o Santos.

Rafael Vaz – no nível do Luan, fez uma partida regular.

Julio Cesar – com trabalho na marcação, apareceu pouco no apoio.

Diguinho – fez um bom primeiro tempo, marcando em cima e errando poucos passes. No segundo tempo, quase complicou o time com dois passes displicentes. Aislan entrou em seu lugar e, contrariando a normalidade, salvou o time cortando uma bola que tinha endereço certo.

Serginho – alternou bons e maus momentos: no combate foi bem, mas sendo o volante com mais liberdade para chegar a frente, não foi eficiente. Acabou deslocado para a lateral com a saída do Madson.

Andrezinho – jogando mais recuado, ajudou na saída de bola e mostrou uma aplicação ainda não vista na marcação.

Nenê – uma grande atuação, marcando um golaço logo aos cinco minutos e dando trabalho constante para os marcadores adversários. Como era de se esperar, cansou no segundo tempo.

Jorge Henrique – participou no lance do segundo gol, desviando a bola que acabou nos pés do Riascos e roubou uma bola importantíssima na nossa área no fim do jogo. Fora isso, nada de útil.

Riascos – uma precisão inusitada na finalização para o segundo gol e uma virada de bola excepcional para Nenê, ainda no primeiro tempo. De resto, a correria sem muito sentido de sempre, enquanto teve pernas. Depois disso, foi substituído por Julio dos Santos, que não teve tempo para fazer muita coisa.

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Também tem coluna nova no site Vasco Expresso! Cliquem aqui para dar uma conferida.

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Gols, números e rezas

Figueirense, Avaí, Coritiba e Goiás deram inúmeras chances para o Vasco se aproximar deles na classificação do Brasileiro. Tantas que, mesmo iniciando o segundo turno 13 pontos atrás do 16º colocado, chegamos à 35ª rodada quatro pontos distantes da mesma colocação. Tantas foram as chances que poderíamos inclusive ter ultrapassado todos os nossos concorrentes.

Mas não aproveitamos as chances dadas pelos adversários e não conseguimos sair do Z4. E o 1 a 1 com o Corinthians ontem foi ainda pior. Perdemos pontos, jogando em casa e numa rodada em que todos venceram. Agora, como não conseguimos fazer a nossa parte, dependemos cada vez mais da competência alheia.

Não que Vasco tenha feito uma partida ruim. Controlamos a partida boa parte do tempo, não correndo muitos riscos mesmo diante do melhor visitante do Brasileiro. Ainda que controle não significasse chances de gol – tivemos uma ou duas apenas no primeiro tempo – o jogo não apresentava as dificuldades que todos esperavam.

O primeiro tempo, de muita correria e marcação, não chegou a empolgar. Mas a torcida ainda mantinha a esperança na vitória. Esperança essa que diminuiu consideravelmente após a expulsão imbecil do Rodrigo, logo aos 16 minutos da etapa final. Se estava complicado ameaçar os marsupiais antes, com um a menos a situação ficaria ainda mais difícil.

Mas o improvável aconteceu: em um lance de contra-ataque, Nenê deixou Júlio César na cara do gol para marcar com uma precisão poucas vezes vista da parte dos nossos atacantes ao longo do campeonato. A festa dos vascaínos em todo o mundo virou apreensão assim que reparamos no tempo: conseguiríamos resistir aos gambás por mais 20 minutos e com um jogador a menos?

 Com a expulsão do Rodrigo, Jorginho tirou Diguinho e perdemos de vez o meio de campo. Tite, aproveitando a vantagem numérica, avançou ainda mais a marcação e renovou o time, colocando jogadores descansados. O Vasco, mesclando o cansaço dos seus veteranos e a ansiedade por manter o placar, passou a marcar no desespero. Os gambás criavam chances em sequência. E o inevitável aconteceu. Dos 20 minutos que precisávamos segurar, ficamos na metade: aos 36, Vagner Love empatou o jogo.

O Corinthians, já campeão, nem precisou se esforçar muito para confirmar o título sem uma derrota. O Vasco, já sem pernas e abalado pelo empate, não tinha forças para desempatar. A festa, no apito final, poderia ser dos dois times. Mas apenas os paulistas tiveram motivos para comemorar.

Tivéssemos feito nossa parte nas inúmeras vezes que tivemos chance, um empate com o melhor time do país seria um resultado até bom, mesmo jogando em casa. Mas como falhamos antes, o empate torna nossa situação extremamente complicada. Não podemos mais pensar em perder pontos e mesmo que as três vitórias venham, ainda dependeremos de tropeços dos nossos concorrentes. Ou seja, o Vasco não precisa apenas de gols, mas também de cálculos e muita reza para não confirmar seu terceiro rebaixamento.

As atuações….

Martin Silva – não chegou a ser muito exigido e não tinha o que fazer no gol sofrido.

Madson – bem marcado, não ofereceu a opção ofensiva de costume. Defensivamente, deu algumas vaciladas, principalmente entre o nosso gol e o gol de empate marsupial.

Luan – um dos melhores do time, conseguiu cortar praticamente todas as bolas que chegavam à nossa área.

Rodrigo – o chute no rosto do jogador corintiano acabou sendo mais doloroso para o nosso time.

Júlio César – tinha tudo para terminar a partida como o herói do jogo, mas no gol dos gambás, deixou sua lateral completamente livre para Edilson receber a fazer o cruzamento que originou o empate.

Diguinho – vinha se atrapalhando com a bola mais que qualquer coisa, mas sua saída acabou por entregar de vez o meio de campo ao adversário. Saída essa que só aconteceu por conta da expulsão do Rodrigo, já que a zaga precisou ser recomposta com a entrada do Rafael Vaz, que parecia muito nervoso e errou quase tudo que tentou.

Serginho – acabou se saindo melhor que o Diguinho, marcando com disposição e fechando bem os espaços pelo meio. No gol de empate, não conseguiu cortar a bola centrada para Vagner Love.

Andrezinho – começou o jogo perdido, não conseguindo ser útil na criação ou no combate. Melhorou no decorrer da partida, mas não chegou a fazer diferença para levar o Vasco ao ataque.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta, sendo superado com facilidade pelo sistema defensivo do Corinthians. Mas quando teve uma chance, mostrou sua importância para o time: deu um passe preciso para Júlio César abrir o placar.

Rafael Silva – teve apenas uma chance, ainda no primeiro tempo, mas a desperdiçou chutando a bola com a sola do pé. Saiu para a entrada do Jorge Henrique, que no final das contas foi apenas mais um a tentar ajudar o time a segurar o 1 a 0 a nosso favor.

Riascos – sua presença como titular é uma das provas de como o ataque foi o ponto fraco do Vasco em 2015. Mesmo com suas evidentes limitações técnicas e intelectuais, não há no elenco uma opção na qual se olhe e possa dizer com segurança que fará melhor que o colombiano. Prova disso é que, mesmo fazendo nada além de protagonizar cenas dignas de comédias pastelão, Riascos ainda deu mais trabalho aos Gambás que Eder Luis, que tirando uma jogada que terminou em um passe completamente equivocado para a área corintiana, nada fez.

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A diretoria - representada pelo Zé do Taxi - mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: www.vasco.com.br)

A diretoria – representada pelo Zé do Taxi – mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: http://www.vasco.com.br).

Vale um comentário à parte sobre o valoroso Rodrigo, experiente capitão da equipe e figura símbolo do time montado pela diretoria.

Um zagueiro veterano, com 35 anos de idade, não pode em hipótese nenhuma tomar um amarelo ainda no primeiro tempo por reclamação. Menos ainda em um jogo decisivo contra um adversário muito mais qualificado.

Um zagueiro veterano pode menos ainda confundir o esporte com o qual ganha a vida e dar um golpe de kickboxe no rosto de um oponente. E não apenas por isso ser condenável moralmente, mas pelo risco de prejudicar seus companheiros no caso de uma expulsão.

Mas, a despeito da sua idade e experiência, o veterano Rodrigo fez tudo isso ontem. O resultado óbvio foi sua expulsão, que prejudicou o Vasco de todas as maneiras: nos deixou com menos um jogador em campo, fez o treinador queimar uma alteração, acabou com a formação do meio de campo…e nos fez perder o melhor jogador da defesa nas bolas aéreas, o próprio Rodrigo.

E sofremos um gol de cabeça. Que provavelmente não aconteceria se o veterano e experiente capitão de 35 anos não tivesse agido como um zagueiro recém-saído da base.

Rodrigo tem suas qualidades e, no atual elenco vascaíno, é indiscutível sua condição de titular. Mas a predileção da diretoria vascaína pelo jogador – que antes da partida lhe fez até uma festinha pelo 100º jogo com a armadura cruzmaltina – não lhe dá salvo conduto para agir como um imbecil. As besteiras e provocações que o Rodrigo costuma fazer nas entrevistas (o que, aliás, lhe rendeu uma renovação contratual de dois anos e a predileção de uma diretoria que age da mesma forma) ele até pode continuar fazendo. Mas expulsões como a de ontem são inaceitáveis. Talvez até passíveis de punição (em um clube gerido de forma séria, claro).

E eis a ironia: o veterano Rodrigo, símbolo da política de contratações da diretoria, com sua irresponsabilidade foi responsável direto pelo empate de ontem. E no final das contas, o queridinho do Dotô pode acabar sendo responsável direto pelo terceiro rebaixamento do Vasco.

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Qual é o time ideal?

esquema2Um seguidor do blog no Twitter enviou uma sugestão de armação que ele considera ideal para a partida contra os Gambás. Gostei da brincadeira e resolvi fazer a minha também. É essa – um cadinho confusa, confesso – que está ilustrando o post de hoje.

A única diferença da minha escalação com relação ao time que venceu o Palmeiras é a volta do Bruno Gallo, que pra mim, deve entrar no lugar do Serginho. O Corinthians costuma fazer uma forte marcação no campo adversário, e com Gallo e Diguinho, a nossa saída de bola ficará melhor (isso, claro, se Diguinho estiver em um bom dia).

Ainda falando sobre como os Gambás jogam sem a posse de bola: Tite fez da compactação uma das maiores virtudes defensivas do seu time. Para furarmos esse bloqueio, precisaremos superar a movimentação deles, não esquecendo que eles, basicamente, marcam com os 10 jogadores da linha. Rafael Silva e Riascos deverão não apenas puxar jogadas pelos lados do campo, como também alternar posições e tentar jogadas na diagonal, pra frente da área. Esse movimentação dos atacantes trará mais problemas para a marcação marsupial e com isso, Nenê acabará tendo mais liberdade para chegar a frente para finalizar (fundamento no qual ele se sai melhor que Rafael e o colombiano).

Mas Nenê não poderá ficar apenas fixo na frente, tendo também que ajudar o Andrezinho na armação das jogadas. Bruno Gallo e Diguinho também poderão ajudar nisso, desde que um deles guarde posição à frente da zaga.

Defensivamente, a movimentação também é imprescindível. A marcação deve ser pegada e não se pode dar espaços, principalmente para Jadson e Renato Augusto pensarem no que fazer. E nisso, o time terá que se sacrificar mesmo, todo mundo tem que ajudar na marcação pelo meio, inclusive Andrezinho e Nenê. Rafael Silva e Riascos naturalmente deverão acompanhar as subidas dos laterais para não sobrecarregar Gallo e Diguinho, que se tiverem que cobrir JC e Madson o tempo todo, acabarão deixando espaços na meiuca.

A palavra do jogo é intensidade. Os gambás, quando estão realmente interessados na partida, jogam em cima o tempo todo. E já está claro que os sujeitos querem o título já nessa quinta. Assim, além de superar o Corinthians, teremos que superar duas grandes limitações nossas: definir o jogo o mais rápido possível, antes que o time fatalmente canse na metade final do segundo tempo. A primeira, mesmo que tenhamos feito isso contra o Palmeiras na rodada passada, aconteceu raríssimas vezes nesse Brasileiro; a segunda é algo inevitável pela média de idade que o elenco tem.

Será uma partida complicadíssima, e até por isso, uma vitória servirá para aumentar a confiança da equipe e da torcida. Sabemos que boa parte do elenco e da comissão técnica não são os maiores responsáveis pela situação do time, mas é o momento da equipe jogar tudo o que deveria ter jogado ao longo do campeonato e não jogou.

E para vocês, caros leitores? Qual seria a escalação ideal para a partida de quinta-feira?

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Os jogadores precisarão se superar para conseguir a vitória. E boa parte da torcida deverá também se superar para estar no estádio e fazer a sua parte: não é todo mundo que, no meio do mês e na crise que vivemos, terá 80 realetas para garantir seu lugar nas arquibancadas.

Dobrar o preço do ingresso – lembrando que muitos sócios sequer têm direito à meia entrada – em uma partida na qual o apoio do torcedor é importantíssimo é, pra dizer o mínimo, escolher o pior momento para privilegiar o lado financeiro. Para dizer o máximo, o cúmulo do oportunismo.

O vascaíno que tiver condições de ir, deve ir. Nesse momento, todos precisam dar sua cota de sacrifício pelo Vasco. Mas por esse preço, não dá pra reclamar muito se o estádio não lotar.

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Ainda vivos!

O jogo contra o Palmeiras poderia ser a pá de cal nas esperanças do Vasco em se manter na Série A. Fora de casa, contra uma equipe forte e com o Gigante passando por uma sequência de cinco partidas sem vencer, ou seja, tudo estava contra.

O que muitos esperavam não se concretizou. O verdão poderia enterrar de vez o Vasco, mas aconteceu o contrário: com personalidade e uma boa atuação, vencemos a partida por 2 a 0, calamos o Allianz Parque e o que poderia ser o derradeiro momento de fé vascaíno se tornou um motivo para que nossas esperanças se renovassem.

Não foi uma partida excelente – como nenhuma do Vasco nesse campeonato – mas foi da forma como falei ontem. A vitória era importante demais para que nos preocupássemos de que maneira ela ocorreria. Vencer era o principal, e se não temos como dar grandes demonstrações de qualidade, mostramos empenho e aplicação tática. E o principal: o resultado veio.

Podemos dizer que as alterações no time deram certo. Tanto que nos perguntamos porque não foram feitas antes. Não por Bruno Gallo, apesar da dupla Diguinho e Serginho ter feito uma partida segura, mas a saída do Rúlio dos Santos e as mexidas no ataque trouxeram uma maior proteção ao meio e maior mobilidade no ataque. Com a escalação de ontem, nem corremos muitos riscos e com atacantes que não se enterram no meio dos zagueiros, Nenê teve mais liberdade e conseguiu fazer uma das suas melhores atuações com a armadura cruzmaltina.

Rafael Silva, artilheiro do time no ano com o 10º gol marcado na partida de ontem, mostrou mais uma vez que, mesmo não sendo um primor de técnica, não pode ser reserva do Jorge Henrique. Além de abrir o placar, Rafael também teve participação decisiva no segundo gol, iniciando a jogada que culminou com o belo toque de Nenê tirando Fernando Prass.

Com os dois gols marcados ainda na primeira etapa, o Vasco passou os 45 minutos finais controlando a partida, mantendo a firmeza na marcação e cozinhando a partida quando possível. Talvez não tenha sido nossa melhor partida na competição, mas decididamente foi a que mostramos mais eficiência.

Depois de desperdiçar um monte de rodadas, finalmente conseguimos nos aproximar da 16ª colocação e podemos até sair do Z4 já na próxima partida. Não será nada fácil, já que teremos pela frente o virtual – mas ainda não – campeão Corinthians. Mas teremos uma boa dezena de dias para treinar e tentar mais uma vez calar todos os que dão o Vasco como um adversário que será facilmente batido, como muitos pensaram sobre o jogo de ontem.

Ainda temos uma missão muito difícil pela frente. Mas quem foi ao Allianz Parque ontem pode ver que o Vasco está muito vivo nessa luta.

As atuações….

Martín Silva – nos poucos momentos em que precisou fazer alguma coisa, mostrou segurança.

Madson – não muito distante do usual no apoio: algumas boas jogadas ofensivas (sem conseguir conclui-las a contento). Com dois volantes de maior pegada no time, teve menos problemas com a defesa.

Luan – muito bem nas antecipações e no combate direto, mas poderia se abster de tentar lançamentos. Não acertou nenhuma das bolas esticadas que fez.

Rodrigo – xerifou como sempre, liderando a defesa.

Julio Cesar – mais presente na defesa que no apoio, foi bem também.

Serginho – bem no combate, se atrapalhou nas subidas ao ataque. Ainda assim fez uma boa jogada no primeiro tempo, tirando dois marcadores e arriscando um chute (teria sido melhor o passe, mas aí seria esperar demais do cara).

Diguinho – era o dia do Diguinho jogar bem: junto com Serginho garantiu uma boa proteção à zaga, fez com eficiência a saída de bola a foi o maior ladrão da partida.

Andrezinho – um pouco mais recuado, fez bem a transição do meio para o ataque.

Nenê – dessa vez conseguiu comandar o time como deveria: mostrou habilidade, boa movimentação e oportunismo para marcar o segundo gol. Saiu no fim, com dores, para a entrada do Rafael Vaz, que entrou para garantir o resultado.

Riascos – ainda que mostre evidentes limitações intelectuais, não pode ser reserva do Leandrão. Com ele em campo, a zaga adversária tem um mínimo de trabalho para marcar nosso ataque, já que o colombiano corre como um maluco por todos os lados do campo. Tanto que foi o jogador que mais sofreu faltas na rodada. Saiu extenuado, com câimbras, para a entrada do Eder Luis no finzinho da partida.

Rafael Silva – mesmo que Jorge Henrique não estivesse com uma contusão que provavelmente o manterá fora dos campos pelo resto do campeonato, não faria o menor sentido manter o Rafael no banco. Além de poder cumprir a função tática de marcar o lateral adversário com mais vigor que o veterano “Jorgenrique”, Rafael tem sido muito mais decisivo, sempre levando perigo e volta e meia marcando seus golzinhos. Tanto que chegou à artilharia do time no ano com o gol de cabeça que marcou ontem. Também iniciou a jogada do segundo gol, passando aos trancos e barrancos por dois marcadores. Saiu para a entrada do Julio dos Santos, que entrou para reforçar a marcação pelo meio e não chegou a comprometer.

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Outra vez o apito

Não costumo escrever as resenhas das partidas no mesmo dia. Espero com isso poder dar uma opinião com mais reflexão, evitando que o calor do jogo influencie o que vou dizer. Mas dessa vez, mesmo que eu escrevesse daqui a dois dias, dificilmente ficaria menos revoltado com o empate entre Vasco e Avaí. Isso porque, entre nossas deficiências e os erros de arbitragem, desperdiçamos dois pontos e deixamos de ficar mais próximos da 16ª colocação.

Antes, onde erramos. Fizemos um primeiro tempo muito bom, controlamos o jogo, marcando bem, tocando a bola com tranquilidade, sem correr riscos. Atacamos mais e tivemos muito mais posse de bola. Mas foi um começo de jogo perfeito? Não, principalmente por mais uma vez não transformarmos o domínio que tivemos em uma maior quantidade de chances de gol. E, como não poderia deixar de ser, uma das poucas oportunidades claras – um gol feitíssimo perdido pelo Leandrão – foi desperdiçada.

No segundo tempo, o erro foi de estratégia. Bruno Gallo, o único volante do time, tinha amarelo e foi substituído no intervalo pelo Serginho. Não deu certo. Com um Avaí querendo reverter a vantagem vascaína (Nenê havia marcado de pênalti aos 44 do primeiro tempo), partiu pra cima e teve muita facilidade para pressionar por conta da marcação que não se ajustou com a saída do Gallo. Jorginho também demorou muito a mexer no time, que em uma partida muito pegada, acabou cansando. Andrezinho, por exemplo, andava em campo antes dos 15 minutos finais. A insegurança defensiva que mostramos no segundo tempo foi em grande parte responsável pelo empate. Além disso, desperdiçamos outra chance clara para ampliar, em contra-ataque com Rafael Silva, que preferiu tentar o arremate ao invés de tocar para Nenê, que estava melhor colocado. O atacante isolou a bola que poderia nos render o segundo gol.

Mas, além das nossas deficiências, não se pode ignorar outra arbitragem muito infeliz pela qual o Vasco teve que passar. Assim como no Mineirão, o Vasco foi clamorosamente prejudicado, redundando na segunda vitória que nos escapa por conta do juiz.

Os erros capitais começaram ainda no fim do primeiro tempo. Na jogada seguinte ao pênalti marcado e convertido pelo Nenê, o Avaí comete outra penalidade, ainda mais clara, e o juiz não teve peito para marcar. Sem esse erro, poderíamos ter ido para o intervalo com dois gols de vantagem.

Mas as coisas pioraram muito no segundo tempo. Não satisfeito em ignorar o atropelamento sofrido pelo Jorge Henrique, o Sr. Luís Teixeira Rocha afundou de vez sua arbitragem ao marcar um pênalti inexistente contra o Vasco. Por sorte, a bola não entrou, mas a lambança estava feita. Ao reclamar do lance, Jorge Henrique foi expulso mesmo já tendo sido substituído. E seu suplente, Rafael Silva, também foi expulso, em um lance que não mereceria mais que um amarelo. Mas isso não foi o bastante: ele também deu um amarelo para Martín Silva por fazer cera, sem que a bola tivesse sido reposta pelos gandulas. E como era o terceiro amarelo, não teremos nosso goleiro na próxima rodada.

Não há time que mantenha a calma depois de ser prejudicado tantas vezes. E o nervosismo do Vasco foi um dos fatores que fizeram com que a equipe caísse de produção e não fosse capaz de segurar o resultado que lhe era interessante.

O empate foi um resultado terrível, principalmente se levarmos em consideração o primeiro tempo que fizemos. Nossas limitações (tanto técnicas como físicas e também a falta de um banco mais qualificado) não podem ser ignoradas na hora de avaliar o jogo, mas é inegável: se perdemos dois pontos, uma vitória e três jogadores para a próxima rodada, a arbitragem do Sr. Teixeira Rocha teve um papel fundamental nisso.

E vale lembrar: desde que iniciamos essa série de seis jogos invictos, já perdemos quatro pontos por conta de erros da arbitragem. Com eles, estaríamos na 17ª colocação, a dois do 16º e com 9 vitórias.

As atuações…

Martin Silva – por uma grande defesa no primeiro tempo e um outro milagre no segundo (além da estrela no lance do pênalti contra nós), foi um dos responsáveis por não termos saído de Florianópolis com uma derrota. No lance do gol nada poderia fazer. Tomou injustamente um amarelo e desfalca o time contra a Chapecoense.

Madson – a Av. Madson não ficou aberta por muito tempo ontem. No apoio, foi o de sempre: não consegue levar a cabo uma jogada sequer. Não a toa o rapaz foi o jogador que mais errou passes em todos as partidas dessa rodada do Brasileirão.

Rafael Vaz – foi muito bem no jogo, principalmente nas antecipações. Deu azar no lance do gol de empate, mas seria mais previdente se não tivesse cortado a bola para a frente da área.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas no lance do gol, correu para o centro da área sem se preocupar em marcar ninguém.

Júlio César – fez um bom primeiro tempo, com presença ofensiva sem deixar muitos espaços na sua lateral. No segundo tempo parece ter cansado e não conseguiu manter o nível em nenhuma das funções.

Bruno Gallo – hoje vimos sua importância na boa fase da equipe: com ele em campo, o time tinha uma saída de bola e uma marcação muito mais eficientes. Mas com o amarelo – rigoroso demais, diga-se de passagem – acabou sendo substituído pelo Serginho no intervalo. E sua entrada fez com que o time perdesse qualidade na ligação com os meias e desajustou a marcação. Pra piorar, no lance do gol, errou o corte e deixou a bola sobrar para o André Lima.

Julio dos Santos – ocupou bem os espaços, ajudando na marcação e acertando mais passes que de costume. Chegou a marcar seu primeiro gol pelo Vasco, mas foi acertadamente anulado. No segundo tempo não se acertou com Serginho e sofremos com a pressão do Avaí. Não acompanhou o jogador que passou a bola para o André Lima.

Andrezinho – fez um bom primeiro tempo, sendo o principal articulador da equipe. Cadenciou o jogo quando necessário e fez boas jogadas. Ficou visivelmente cansado na metade final do segundo tempo e, além de não conseguir criar mais nada, ainda perdeu mais de uma bola perigosa no meio.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta como sempre, o que compensou marcando mais uma vez, de pênalti. Na etapa final, sem poder mais contar com Andrezinho, apareceu mais e foi responsável pelas poucas boas jogadas que tivemos.

Jorge Henrique – muita correria, mas pouca efetividade. Sofreu um pênalti claríssimo, ignorado pela arbitragem. Garoteou feio ao reclamar do pênalti inexistente marcado a favor do Avaí e acabou expulso quando já tinha sido substituído pelo Rafael Silva, que também foi expulso infantilmente ao trocar empurrões com um zagueiro adversário. Antes disso, perdeu nossa melhor chance no segundo tempo, quando isolou uma bola na qual deveria ter tocado para o Nenê, livre de marcação e melhor posicionado.

Leandrão – participou de dois momentos capitais do jogo. O primeiro, quando (mais uma vez, diga-se) perdeu um gol inaceitável para qualquer jogador profissional. O segundo foi ainda mais grave: apanhou da bola ao tentar dominá-la no meio do campo e iniciou a jogada que terminou no gol do Avaí. Depois desse lance foi substituído pelo Anderson Salles, que não teve tempo de aparecer.

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Hoje também tem coluna nova no Vasco Expresso! A de hoje está – modéstia à parte – muito boa. Para conferir, basta clicar aqui.

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