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Jogar bem é obrigação

gol1Sou adepto da filosofia que nega a existência da “obrigação de vencer” em futebol. A imprevisibilidade, ou em linguagem mais próxima, a eterna possibilidade de uma zebra, é o elemento que torna o famoso esporte bretão tão fascinante. Todo adversário, por mais modesto que seja, pode fazer uma grande equipe virar a prova viva de que “não tem mais bobo no futebol”.

Dito isto, não posso afirmar que o Vasco tenha a obrigação de vencer o Tupi, nosso adversário pela segunda rodada do Brasileiro. Mas depois do que vimos na quarta-feira no jogo contra o CRB pela Copa do Brasil, o Gigante tem sim uma obrigação hoje: ter uma atuação pelo menos aceitável diante do clube mineiro.

Isso é o mínimo que a equipe cruzmaltina pode fazer para compensar o estresse pelo qual fez sua torcida passar em seu último jogo. E se o Vasco fizer o seu papel, aí sim podemos dizer, sem querer faltar com o respeito que merece o Tupi, que os três pontos serão uma consequência natural da partida.

Elementos que corroboram essa impressão não faltam. O Tupi é um dos times mais modestos da Série B: acabou de subir da terceirona, ficou apenas na nona colocação no último campeonato mineiro (e poucos são aqueles que, não sendo de Minas, conseguiriam se lembrar de nove clubes do Estado) e já começou a Série B perdendo em casa para o Goiás. Para quem carrega um amplo favoritismo na competição, empatar com a agremiação da simpática cidade de Juiz de Fora já pode ser considerado uma derrota. Ainda mais jogando em casa e tendo como único desfalque o Madson, que será substituído pelo Yago Pikachu.

A vitória provavelmente nos levará novamente ao topo da tabela (que momentaneamente está com o Atl-GO, que venceu ontem o Brasil de Pelotas), lugar de onde a torcida não espera sair em momento algum nessa competição. Mas para transformar esse desejo em realidade, cabe ao Vasco atuar conforme manda o figurino: como um clube grande que está apenas de passagem pela Série B. Qualidade para isso, o elenco tem; e se jogarmos sempre com isso em mente, o Tupi – ou qualquer outro adversário no campeonato – terá que suar sangue para conseguir nos bater.

Vasco X Tupi

Vasco X Tupi

Martín Silva; Yago Pikachu, Rodrigo, Luan e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Glaysson; Filippe Formiga, Heitor, Rodolfo Mol e Bruno Costa; Rafael Jataí, Filipe Alves e Marcos Serrato; Jonathan, Thiago Silvy e Giancarlo.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Ricardo Drubscky.

Estádio: São Januário. Data: 21/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento. Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araujo e Brigida Cirilo Ferreira.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Depois do volante William Oliveira, o Vasco acerta com seu segundo reforço para o segundo semestre: é o meia Fellype Gabriel, que veio do Palmeiras depois de passar o ano de 2015 lutando contra as contusões.

Conseguindo superar os problemas físicos, Fellype é um bom reforço para o elenco. Conversando com alguns torcedores pelo Twitter, todos esperam que ele tome o lugar do Julio dos Santos no time. Acho esperança demais. Primeiro, porque não imagino que Jorginho coloque no banco um dos seus preferidos “jogadores táticos” para escalar um jogador que certamente está sem ritmo de jogo (fez apenas UMA partida ano passado) e que ainda deve demorar um tempo para estar 100%. E depois, mesmo que todos se lembrem do Fellype atuando como segundo homem de meio de campo no Botafogo, essa não é sua posição de origem e nem onde prefere jogar (como o próprio declarou à época).

Sendo assim, quando estiver bem física e tecnicamente, Fellype Gabriel provavelmente será reserva do Andrezinho ou do Nenê, que atualmente têm como reservas para posição Evander e Mateus Vital, ambos muito jovens. Fellype seria uma opção com mais experiência para armação.

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Drama e êxtase

Uma final não é apenas mais uma partida entre tantas em um campeonato. Toda final é um momento que supera e redime qualquer competição.

O estádio lotado não tem apenas torcedores, mas testemunhas de um acontecimento histórico, uma pequena epopeia repleta de drama e êxtase. Mas apenas um lado tem o que comemorar ao apito final. E, geralmente, o vencedor é quem passa por essa montanha-russa de emoções sem fraquejar.

A final entre Vasco e Botafogo foi assim. E ambos se provaram merecedores protagonistas do último ato desse Estadual. No maior palco do esporte brasileiro, fizeram das finais um espetáculo à altura de suas tradições, se não pela técnica ou pela plasticidade do futebol apresentado, pelas emoções que proporcionaram às suas torcidas.

Como todo drama, a final teve seus heróis. Alguns, óbvios como Martín Silva e Nenê, mas também heróis improváveis: quem poderia imaginar que um atacante com 1,67m de altura fosse marcar um gol de cabeça em um dos melhores goleiros do país? Ou que um zagueiro, quase dispensado no ano passado, entraria inesperadamente na segunda partida para marcar o gol do título?

Heróis inesperados podem ser um sinal de um elenco com opções ou – o que é mais provável – uma prova de que alguns jogadores têm estrela. Seja como for, na hora de decisão quem brilhou não foi a estrela solitária, mas sim a estrela do Jorginho e dos seus comandados. O que não significa que fomos campeões por obra do acaso; muito foi feito para o Vasco chegar onde chegou. O título é a coroação da competência de um trabalho traduzido numa invencibilidade de 25 partidas. Diante disso, não há como colocar qualquer mérito no acaso.

Vaz comemorando o gol do título (Foto: www.vasco.com.br)

Vaz comemorando o gol do título (Foto: http://www.vasco.com.br)

Somos bicampeões estaduais, repetindo um feito não conseguimos igualar por mais de 20 anos. E por mais que esteja na moda tentar diminuir a importância do Carioca, esse grupo do Vasco escreveu ontem um capítulo na história do clube que nunca será esquecido.

As atuações…

Martín Silva – não precisou fazer milagres, mas fez pelo menos duas daquelas grandes defesas que lhe garantem o mérito de ter sido um dos principais – talvez O principal – responsáveis pelo título.

Madson – sem a necessidade de atacar constantemente, se ateve mais à defesa e, ainda assim, falhou no lance do gol botafoguense. Para compensar, numa das poucas arrancadas que deu rumo ao ataque, acabou sofrendo a falta que originou o gol do título.

Luan – errou a maioria dos lançamentos e viradas de bolas que arriscou, mas vinha tendo uma atuação segura, se saindo bem no confronto direto e não tendo pudores ao apelar para os chutões quando necessário. Acabou sendo substituído no intervalo, lesionado. Rafael Vaz entrou em seu lugar e foi do inferno ao céu em questão de minutos: deixou o Leandrinho sozinho no lance do gol botafoguense para pouco depois marcar o gol do título. Fora isso, manteve o nível da segurança na zaga, mas foi melhor que Luan nas saídas de bola.

Rodrigo – não conseguiu evitar o cruzamento que terminou no gol alvinegro, mas manteve o bom nível das atuações em clássicos. Jogou com firmeza e dificilmente perde uma disputa no mano-a-mano.

Julio Cesar –também foi tímido no apoio e mesmo assim foi seu lado do campo o melhor caminho para o Botafogo chegar ao ataque.

Marcelo Mattos – incansável no combate, mas erra muitos passes. Em alguns momentos foi envolvido pelos meias botafoguenses.

Julio dos Santos – procurou ocupar os espaços no meio de campo e o fez bem. Mas poderia ser mais participativo na criação de jogadas. Sua única participação ofensiva com algum destaque foi em um corta-luz que deixou Riascos na cara do gol. Yago Pikachu entrou em seu lugar quando o jogo estava empatado, provavelmente para explorar os espaços que apareceriam contra um Botafogo que precisava desesperadamente de um gol. Não chegou a cumprir essa função e apesar do esforço, não manteve o nível do Julio na marcação pelo meio de campo.

Andrezinho – mais uma vez ditou o ritmo do Vasco, voltando para iniciar as jogadas e ajudando também na marcação. Participou dos melhores lances do time e ainda apareceu na frente para finalizar.

Nenê – foi o Nenê de sempre. Sofreu com a marcação, recebeu uma penca de faltas, reclamou do juiz, perdeu algumas bolas bobas e pouco fez em campo. Isso até achar que está na hora de resolver a partida e ser decisivo: saiu dos pés do camisa 10 o cruzamento para Rafael Vaz marcar o gol do título.

Jorge Henrique – se recebesse o salário de acordo com as funções que faz em campo, seria o mais bem pago do elenco: cobre o lateral até a linha de fundo, dá o combate no meio de campo e, quando sobra algum tempo, é visto até no ataque! Jogue bem – como ontem, quando fez algumas boas jogadas no ataque no primeiro tempo – ou mal, é impressionante seu comprometimento com as tais “funções táticas”.

Riascos – teve apenas uma chance clara para marcar, mas chutou fraquinho após corta-luz do Rúlio dos Santos. Se não tentasse sempre driblar todos os jogadores que encontra pela frente e colaborasse mais com passes no ataque, seria mais eficiente. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que só tinha mesmo uma função em campo: correr como um louco e ajudar a fechar o meio de campo.

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A invencibilidade e o título

invictos

Esse lance de “série invicta” é legal e tudo, mas muitas vezes, além de não trazer qualquer benefício prático, pode até ser prejudicial para um time. Quando uma equipe começa a pensar mais na sua invencibilidade do que na necessidade de vencer os jogos, é aí que começam os problemas. Em um exemplo mais recente, com PC Gusmão no comando, o Vasco ficou uma batelada de jogos sem perder e mesmo assim terminou na metade debaixo da tabela no Brasileiro de 2010.

Hoje fala-se muito da invencibilidade do Jorginho como técnico do Vasco. Mas não podemos esquecer que as até agora 24 partidas invictas não nos trouxeram nada: iniciada no Brasileiro do ano passado, a invencibilidade não evitou nossa queda para a Série B e ainda não nos garantiu o título Estadual. E é por esse “ainda” que, pelo menos por hoje, a série invicta ganha uma importância tremenda. A razão é simples: se continuarmos sem perder depois da partida contra o Botafogo, conquistaremos o bicampeonato Estadual.

Com a vitória no primeiro jogo da final e a consequente vantagem de jogar pelo empate, basta ao time do Vasco entrar em campo com o objetivo de manter sua invencibilidade para levantar a taça. Mas a questão é o que os jogadores farão atingir esse objetivo.

Jogar com o regulamento embaixo do braço e se satisfazer com o placar inicial é a pior maneira de evitar uma derrota. Adotar uma postura de cautela extrema e deixar o Botafogo jogar enquanto esperamos uma bola para marcar gols é algo que não pode passar pela cabeça do Jorginho ou dos seus comandados. Como estamos cansados de saber, a melhor defesa é o ataque e tentar a vitória a todo custo é a melhor maneira de mostrar o respeito que temos pelo nosso adversário.

Domingo passado o Vasco poderia ter feito uma vantagem maior, transformando a partida de hoje uma mera entrega de faixas. Perdemos a chance e chegamos a ser pressionados mesmo tendo um jogador a mais em campo. Não podemos deixar que isso aconteça de novo. O alvinegro precisa da vitória e não poderá se abster de atacar. Caberá ao Vasco jogar de forma inteligente, encontrando os espaços que uma possível pressão botafoguense irá nos proporcionar.

Podemos conquistar nesse domingo algo que os vascaínos não comemoram há mais de 20 anos. O Vasco até pode entrar em campo tendo em mente que manter a invencibilidade nos dará o título, mas sem esquecer que no fim das contas, o que importa mesmo é o bicampeonato.

Vasco X Botafogo

Vasco X Botafogo

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Jefferson; Luis Ricardo, Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Gegê (Fernandes) e Leandrinho; Salgueiro e Ribamar.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Ricardo Gomes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 08/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Dibert Pedrosa Moises.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, AP, DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Um feliz dia para todas as mamães, em especial às vascaínas. Vocês são parte importante na renovação e crescimento da torcida do Vasco. Se tudo der certo, o presente de vocês chega às 18 horas de hoje.

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Bom (mas podia ser melhor)

Como era de se esperar, o primeiro jogo da final do Estadual não foi dos melhores. Numa partida na qual a aplicação defensiva dos dois times foi a tônica, o Botafogo acabou sendo superior durante grande parte dos 90 minutos, evidenciando a principal qualidade do time do Ricardo Gomes. Mas isso não foi o bastante para apagar a estrela do time do Jorginho, que resistiu às investidas alvinegras e mesmo criando menos foi mais eficiente no ataque. Com a vitória por 1 a 0, o Vasco larga na frente na decisão, mas pela pequena vantagem e a forma como jogou, o título está longe de estar nas nossas mãos.

Isso porque vencer não é sinônimo de ter sido melhor ou mesmo de ter jogado bem. Como falei no pré-jogo ontem, Jorginho precisava descobrir uma maneira de dar alternativas de jogo para o Vasco que não anulassem as qualidades da equipe. E pelo visto o treinador não conseguiu fazer isso: o Botafogo entrou em campo sabendo exatamente o que fazer para anular nossos pontos fortes, jogando muito fechado sem a bola nos pés e partindo para o contra-ataque em grande velocidade.

Com uma média de idade bem menor que a nossa, a correria botafoguense foi mais efetiva, tanto na marcação – que chegava junto na maioria dos lances e que prejudicou muito nosso toque de bola – como no ataque. Como muitas das nossas jogadas acabavam sendo antecipadas, Andrezinho precisou voltar mais que o normal para iniciar as jogadas e, ainda assim, era obrigado a conduzir demais a bola à procura de espaços. Mas ao chegar ao ataque, a montoeira de jogadores botafoguenses impedia que chegássemos com perigo.

No segundo tempo, o Vasco passou a buscar também o contra-ataque, adiantando um pouco a marcação, mas as chances continuaram não aparecendo. E se coletivamente as coisas não estavam dando certo, foi preciso que o talento individual resolvesse. Nenê, que passou o primeiro tempo todo sofrendo com a marcação, apareceu mais na etapa final e mudou a cara do jogo. Primeiro, perdeu um gol feito após jogada de Riascos e Julio dos Santos na linha de fundo; Mas logo depois não teve jeito: o camisa 10 fez boa jogada pela lateral, se livrou de dois marcadores e cruzou; Jorge Henrique se antecipou e, contando com saída desastrada do Jéfferson, cabeceou para o fundo da rede.

O gol fez com que o Vasco melhorasse na partida, e se não chegamos a criar chances tão claras de gol, ao menos controlávamos melhor a partida. Mas isso também não durou muito tempo. As alterações feitas pelo Jorginho – as entradas de Yago Pikachu, Eder Luis e Diguinho nos lugares de Julio dos Santos, Jorge Henrique e Marcelo Mattos, respectivamente – não deram certo e, surpreendentemente, quando o atacante alvinegro Sassá foi expulso, o Botafogo voltou com toda a carga e passou a nos pressionar. Por muito pouco não passamos pelo constrangimento de ver o Botafogo, com um jogador a menos, empatar a partida. O que fatalmente teria acontecido se Martín Silva não fechasse o gol nos minutos finais do jogo.

A vitória foi importante, é óbvio. Agora, com um adversário que necessariamente precisa fazer gols no jogo final, o Vasco terá mais espaços para jogar e criar mais jogadas ofensivas. Apesar disso, é inevitável não reconhecer que não jogamos bem e que perdemos uma boa chance de praticamente garantir o título vencendo por uma diferença maior. O Botafogo teve dois zagueiros e um volante reservas em campo, passamos mais de 20 minutos com um jogador a mais e ainda assim não conseguimos transformar isso em gols. Que no domingo que vem saibamos aproveitar melhor as vantagens que teremos.

As atuações…

Martin Silva – o melhor em campo, com saídas do gol perfeitas e uma defesa espetacular no final do jogo garantiu a vitória.

Madson – até teve espaços para apoiar, mas como na maioria das vezes, raramente consegue concluir bem uma jogada. Na defesa, se não chegou a comprometer, também não foi um exemplo de segurança.

Luan – teve trabalho com Ribamar mas no geral foi bem.

Rodrigo – sua experiência ajudou a se dar bem sobre o jovem ataque botafoguense, mas falhou no posicionamento em alguns lances.

Julio Cesar – deixou alguns espaços pela sua lateral, mesmo sendo mais presente no apoio apenas no segundo tempo.

Marcelo Mattos – teve muitos problemas na saída de bola quando o Botafogo subia sua marcação e teve que apelar para faltas. Com um amarelo, acabou sendo substituído pelo Diguinho, que acabou deixando o meio de campo mais exposto mesmo quando tínhamos um jogador a mais em campo.

Julio dos Santos – acertou um lindo cruzamento para Nenê, mas errou passes demais. Apesar disso, ocupou melhor os espaços no meio que seu substituto Yago Pikachu, que não conseguiu compensar as falhas de marcação ajudando na criação.

Andrezinho – com a forte marcação botafoguense, acabou não conseguindo distribuir bem as bolas nem iniciar muitas jogadas de ataque. Na falta de opções, acabou exagerando ao carregar a bola para o ataque. Finalizou apenas uma vez, chutando longe do gol.

Nenê – após um primeiro tempo apagado, acabou fazendo a diferença na etapa final, iniciando a jogada do gol com um belo drible sobre seu marcador e acertando bom cruzamento para área. Teve ainda duas boas chances, uma após cruzamento do Rúlio (com chute pra fora) e numa cobrança de escanteio em que tentou um gol olímpico.

Jorge Henrique – vinha naquela correria de sempre, ajudando mais no combate que no ataque, até que num dos seus raros momentos atuando como sua função de origem manda, se antecipou à zaga alvinegra e marcou um surpreendente gol de cabeça. Jorginho tentou renovar o gás nos contra-ataques, mas a entrada do Eder Luis, que até puxou alguns contragolpes, não compensou como desafogo à pressão final do Botafogo.

Riascos – na maioria do tempo perdido entre os zagueiros, pouco produziu. Terá no próximo domingo a última chance para confirmar a artilharia do campeonato, algo que não chegou nem perto de fazer ontem.

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A mais justa final

vasbotaDepois de um turno inútil, uma Taça Guanabara vencida após mais de uma década e uma semifinal com um resultado previsível, o Vasco chega às finais do Estadual de 2016. A competição, sempre muito criticada – e por vários motivos justamente criticada – , reservou seu ponto alto para o encerramento: será decidida pelos times que mais mereceram e terá como palco para seu desfecho um local com o tamanho justo para sua importância.

Relembrando o que Vasco e Botafogo fizeram ao longo do campeonato, fica evidente o quão justa é uma final entre as duas equipes. Donos das melhores campanhas, chegaram à decisão após vencerem mulambos e tricoletes, que não deram a menor importância ao Estadual e talvez nem merecessem ir para a semifinal. Seria mais justo, por exemplo, que o Voltaço pudesse decidir uma vaga na decisão, pelo empenho que teve na competição. Se tricoletes e rubro-negros ficarão em casa secando os finalistas pela televisão, eles fizeram por merecer – ou melhor, deixaram de fazer – o local que reservaram para suas torcidas nesse domingo.

E exatamente por terem tido campanhas parecidas é que a tônica dessa final deverá ser a do equilíbrio. Foi o que vimos nas duas vezes que Vasco e Botafogo se enfrentaram nesse Carioca (com um empate e uma vitória vascaína), e é o que devemos ver hoje. Nenhuma das equipes deve se expor muito hoje para não correr o risco de tornar inútil a segunda partida, domingo que vem. Mesmo que os dois times já se conheçam bastante, provavelmente veremos muita cautela, briga pelo meio de campo e adversários se respeitando em campo.

Do lado do Vasco, não há surpresas. Os titulares do Jorginho estarão todos em campo e todo vascaíno sabe quem jogará e também COMO o time jogará. O problema é que certamente Ricardo Gomes também sabe como jogaremos e caberá ao nosso treinador fazer mudanças que possa surpreender o Botafogo sem que alterem o que há de positivo na equipe.

Faltam dois passos para conquistarmos o bicampeonato e se futebol se tratasse unicamente de merecimento, já poderíamos estar comemorando. Como não é, o Vasco precisa dar esse penúltimo passo para o título com cuidado, mas sem esquecer que uma vitória começa com uma atitude vencedora. É jogar com garra, atenção e respeito, não apenas ao Botafogo, mas principalmente à nossa camisa e tradição.

Botafogo X Vasco

Botafogo X Vasco

Jéfferson; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê e Leandrinho; Juan Salgueiro e Ribamar.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Ricardo Gomes.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Wagner Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Silbert Faria Sisquim.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem a partida. O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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A decisão já começa com um clima melhor para o Vasco depois que, aparentemente, a ida do Jorginho para o Cruzeiro subiu no telhado. Mas não há como negar que essa história toda foi muito mal conduzida por ambas as partes.

O Jorginho pode permanecer, mas pela sua reação ao ser questionado é óbvio que a proposta cruzeirense o balançou. Até aí, tudo certo, já que a grana prometida era enorme. Mas os motivos pelos quais ele tomou a decisão de permanecer existiam desde o começo e a dúvida entre aceitá-la ou não foi sim um pouco de ingratidão. Por respeito ao clube, aos jogadores que comanda, à torcida que o apoia e mesmo ao trabalho que o próprio treinador desenvolveu no Vasco, o correto seria nem ouvir a proposta da Raposa, no máximo solicitar que os dirigentes mineiros conversassem com a diretoria vascaína.

Já o Cruzeiro agiu de forma completamente antiética. Oferecer um caminhão de dinheiro ao Jorginho foi uma clara tentativa de explorar a crise financeira do Vasco em benefício próprio. Esse ato só reforça a imagem do clube como uma filial tricolete em BH: desde o episódio Dedé, a equipe celeste tem se esmerado em tentar levar a maior quantidade de valores que aparecem em São Januário. Se havia algum bom relacionamento entre nós e o clube mineiro, essa história deve ter dado um fim a isso. O que também deve significar que dificilmente Riascos permanecerá no Vasco após o término do seu contrato.

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Obrigado e boa sorte

JorginhoEncaremos os fatos: Jorginho já está fora do Vasco.

O zum-zum-zum na imprensa dizia que ele já teria feito o acordo verbal com o Cruzeiro, mas que ainda não tinha conversado com o Dotô a respeito. Depois de ter conversado, Jorginho seguiu não negando nada e o Eurico veio com o papinho de que “é preciso respeitar a decisão do profissional”.

Na coletiva após o treino de ontem, Jorginho foi tão incisivo ao falar que seu foco são os dois jogos contra o Botafogo que é impossível não ver o sentido por trás das suas palavras. O foco, ou sendo mais claro, seu compromisso com o clube, irá apenas até depois das finais.

Não há muito mais o que falar sobre o assunto, ainda mais depois das ótimas colunas do Garone e do Bruno Guedes a respeito. Mas sem querer apelar para emoção como fez o primeiro, nem utilizar argumentos racionais para deixar claro que esse não seria o melhor momento para o técnico sair do clube como fez o segundo, acho válido apresentar um outro ponto de vista.

E, na minha modesta opinião, se o Jorginho quer sair, que saia.

Não se trata de fazer pouco do profissional, que até fez um bom trabalho. Mas achá-lo indispensável é exagero. Até o momento, seus maiores méritos foram ter QUASE conseguido evitar um rebaixamento (e por mais que alguns não se lembrem, parte desse QUASE também foi responsabilidade do treinador) e chegar às finais do Estadual. Ou seja, o mesmo que fez Adilson Batista entre 2013 e 2014, e sejamos francos, com um elenco pior em mãos.

Não que para o Vasco a saída seja boa. Discordando um pouco da coluna do Guedes, pode até ser que Jorginho tenha mais a perder, mas também teremos problemas sérios. Por exemplo, se havia algum planejamento para o Brasileiro, que começa em duas semanas, podemos jogar tudo fora. Será preciso encontrar um treinador bom e que tenha a humildade de manter o que há de positivo no time. E mesmo que encontremos, qualquer mudança no comando da equipe irá fatalmente trazer reflexos negativos justo no começo da competição.

Claro também que é muito fácil para mim sair cornetando o Jorginho, ignorando completamente a montanha de dinheiro que o Cruzeiro jogou no seu colo. Igualmente não há como negar que se conseguir emplacar um bom trabalho no time mineiro fará um bem danado para sua carreira. Mas se Jorginho não enxerga que o oposto também pode ocorrer e que uma demissão precoce na Raposa pode fazer com que ele retroceda profissionalmente para um patamar abaixo do que estava antes do Vasco, o que se há de fazer? Ficar com um treinador insatisfeito no comando também não é a maior das maravilhas.

Se fosse eu a decidir, não teria dúvidas em manter o Jorginho como treinador do Vasco. Mas mesmo com todos os percalços que sua aparentemente certa saída trará ao clube, não será o fim do mundo. Há uma falta de técnicos bons e que não peçam exorbitâncias para trabalhar? Há. Mas esse fato não torna o Jorginho nem melhor, nem pior técnico do que é. E há o que, para mim como vascaíno, é imperdoável: cogitar abandonar a equipe às vésperas do Brasileiro, sabendo que isso vai prejudicar o clube que inegavelmente deu uma levantada na sua carreira. Grana é importante e comandar um time da elite é uma grande vitrine, mas uma saída dessa forma só pode ser adjetivada como ingratidão.

É por isso que reafirmo minha opinião. Se o Jorginho acha que o melhor é aceitar a proposta cruzeirense, só nos resta agradecer os serviços prestados ao Vasco e desejar-lhe boa sorte.

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Claro que, apesar de todas as evidências tanto vindas do Jorginho como do Eurico, não podemos descartar a avidez da imprensa em colocar profissionais de um clube em outro ao menor sinal de uma proposta feita. Ano passado, levando-se em consideração o que um monte de jornalistas disseram, Doriva não chegaria a ser demitido do Vasco porque teria ido de mala e cuia para o Grêmio. À época, Doriva também tinha sido reticente ao ser questionado sobre a transferência, também evitou negar que não estivesse indo para Porto Alegre e, no final das contas acabou ficando em São Januário.

Mas vale lembrar também que depois da conversa com o Eurico, o Dotô não falou momento algum em “respeitar a decisão do profissional” como fez agora.

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As prioridades de cada um

prioridadeOlhando apenas para as duas competições, não dá nem pra discutir (principalmente em um ano no qual o Vasco está fora da elite): a Copa do Brasil é muito mais importante que um Estadual. Além de garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem, vencer a Copa é a única chance que teremos de comemorar um título nacional esse ano.

Mas especificamente nesse jogo de logo mais contra o Remo, há vários outros fatores que devem ser levados em consideração. E fazendo isso, não podemos negar que a prioridade deve ser outra. Alguns torcedores certamente não concordarão, mas Jorginho – que de bobo não tem nada, tanto que já há clubes de olho gordo pra cima do nosso técnico – sabe disso e escalará um time misto contra a equipe paraense.

Se não tivéssemos uma final para disputar já no próximo domingo, tudo bem. Mas estando às portas de um bicampeonato que não conquistamos há mais de 20 anos, depois de uma partida intensa como foi a vitória sobre a mulambada e de duas idas e voltas de Manaus em 15 dias, o mais prudente é mesmo dar um descanso para alguns dos vovôs-garotos do time.

Até porque, sem querer diminuir as dificuldades da partida de hoje, jogar pelo empate, dentro de casa e contra o Remo não é o que podemos chamar de missão das mais complicadas. Ainda que a equipe remista tenha nos dado algum trabalho no jogo de ida, ela não atravessa uma grande fase, tendo sido eliminada de todas as competições que disputou nesse primeiro semestre. Diante do que – em teoria, sempre é bom lembrar – o Remo pode nos oferecer de riscos, Jorginho foi até comedido nas alterações que fará no time. Um ou outro titular que devem jogar hoje também poderiam ser poupados sem maiores problemas.

E será interessante ver alguns dos reservas que entrarão em campo. Nas laterais, Yago Pikachu terá mais uma oportunidade na sua posição de origem, justo contra o maior rival do time que o projetou e Henrique poderá confirmar a evolução que mostrou nas últimas vezes que jogou; O garoto Evander, a promessa da base que gera maior expectativa no momento, deve ter sua primeira chance como titular; E Eder Luis poderá provar que, se conseguir executar as mesmas funções do Jorge Henrique, pode ser uma opção mais veloz para a posição.

É uma formação que não muda a forma de jogar, mantendo a estrutura do time titular. Certamente sofrerá com a falta de entrosamento, mas, por outro lado, será uma equipe mais jovem. Jogando com aplicação e sem a preguiça que vimos eventualmente no Estadual, tem tudo para conseguir a classificação. Tudo é uma questão de postura: se o Vasco pode priorizar as finais do Estadual, para os reservas que entrarão em campo, a prioridade deve ser fazer uma boa partida e mostrar ao treinador que eles estão prontos para disputar uma vaga no time titular.

Vasco X Remo

Vasco X Remo

Martín Silva; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Diguinho, Evander e Nenê; Eder Luis e Riascos.

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Max e Fabiano; Lucas Garcia, Chicão, Alisson e Marco Goiano; Eduardo Ramos e Ciro.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Veiga

Estádio: São Januário. Data: 27/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza. Auxiliares: Leandro Matos Feitosa e Fabricio Porfirio de Moura.

A rede Globo (RJ, ES, Juiz de Fora-MG, SE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR e DF) transmite a partida ao vivo. A ESPN Brasil e o Sportv 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Cruzeiro não apenas estaria interessado em contratar o Jorginho, como já teria feito uma proposta e pedido uma resposta antes mesmo das finais contra o Canil. O próprio Jorginho já teria reafirmado sua intenção de permanecer no Vasco e, na minha humilde opinião, não acredito mesmo que o técnico fosse trocar de clube nesse momento.

Mas a verdade é uma só: tenha sido mesmo feita a proposta cruzeirense ou seja apenas especulação da imprensa, esse tipo de coisa virar notícia só mostra o enfraquecimento do clube como instituição. Será que o Cruzeiro faria hoje uma proposta pelo Tite? Ou pelo Cuca? Ou pelo Dorival? E a imprensa repercutiria uma informação dessas se a proposta não tivesse uma confirmação oficial do clube mineiro por esses treinadores? Se o Vasco vivesse o bom momento que vive hoje, mas não estivesse cheio de dívidas e prestes a inciar sua terceira disputa de Série B em oito anos, o Cruzeiro teria a pretensão de nos tirar o técnico dessa maneira? Dificilmente.

Se hoje clubes que têm –  sendo gentil – uma tradição equivalente à nossa enxergam o Vasco como um clube cujos contratados balançam diante de qualquer proposta, só podemos “agradecer” aos dirigentes que comandaram o Gigante nos últimos 16 anos.

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Eis então que ficamos sabendo também da seguinte notícia:

Deve ter sido um pedido pessoal do César Martins…

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