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Viés político de quem?

url7Ontem o Vasco passou por algo que já é, infelizmente, uma rotina: ver uma dívida ser cobrada em juízo e ter que arcar com o valor estipulado pela justiça. A dívida – em outro infeliz hábito – vem da gestão anterior e caiu no colo da atual gestão. A diferença é que, dessa vez, quem pleiteou o pagamento se dispôs a devolver parte do valor em benefício do clube. E, ainda mais diferente (pra não dizer sem sentido), a diretoria não quis aceitar a doação.

Como todos já devem saber, falo do caso do Juninho Pernambucano. Contratado na gestão Dinamite, o jogador ficou sem receber o que devia e procurou os seus direitos. Alguns torcedores se perguntarão: “mas se Juninho gosta tanto do Vasco como diz, porque processou o clube?”. O próprio já explicou a situação quando ela apareceu pela primeira vez na imprensa:

Resumindo, se Juninho não entrasse com a ação, ela caducaria e ele perderia a grana que ele tem todo o direito de receber. Só que ele se comprometeu publicamente a doar a parte que lhe cabia (tirando, obviamente, os custos processuais) para ajudar na construção de um CT para o Vasco. E como ficamos sabendo, ao tentar cumprir o que prometeu, a diretoria não aceitou o dinheiro por conta de um alegado “viés político” que teria o ato.

Então é assim. Perdoar dívidas milionárias do presidente, pode; anular a ação do próprio Vasco questionando os valores exorbitantes cobrados pelo atual – e licenciado – VP de Futebol e fazer um acordo no qual paga uma quantia enorme, também. Mas aceitar uma doação de um ex-jogador para ajudar o clube, não, isso não pode.

O que fica claro é que a doação do jogador seria uma prova da gratidão e do comprometimento do Juninho com o clube e isso tornaria sua imagem ainda melhor junto à torcida. E daí, vai que ele resolve entrar na política do Vasco, não é mesmo? Para quem faz de tudo para evitar uma renovação no colégio eleitoral vascaíno (incluindo aí a criação de um “plano de sócios” que não dá direito a voto), esse é um risco que não se pode correr. O Dotô sabe muito bem o que ídolos dos gramados podem fazer em uma disputa eleitoral.

O resultado dessa história é um só. Com a desculpa do “viés político” que teria a doação do Juninho, a diretoria prejudica o clube mais uma vez. Isso porque, para quem comanda o Vasco atualmente, mais importante que a instituição é se perpetuar no poder eternamente.

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O fato do Juninho ter acionado o clube judicialmente certamente servirá como um argumento para que seus detratores (a maioria deles, devotados fãs do Dotô) apontassem a situação como uma prova de que o ex-jogador é oportunista e não se preocupa com o Vasco. Mas quem utilizar isso como argumento só mostrará a incoerência do pensamento lobotomizado: qual é a lógica em crucificar quem cobra R$ 475 mil (e deseja abrir mão de 70% desse valor) e concordar com a dívida que a atual gestão assumiu com o Romário, que é milionária e que o Baixinho nem tinha como comprovar os valores?

Ah, mas ele poderia simplesmente não abrir o processo e deixar a grana nos cofres do clube!“. Ah, sim…e você acreditam, sinceramente, que se o Juninho não exigisse um documento assinado, que obrigasse a utilização da quantia nas obras de um CT, essa grana teria esse destino? Aí, é ter muita fé nos desígnios do São Eurico.

Se com um acordo feito diante de um juiz já não poderíamos ter 100% de certeza que a doação iria para as obras, imaginem sem um contrato assinado! Juninho tinha direito de receber a grana que o Vasco lhe deve. Também tem todo o direito de doá-la para a construção de um CT. E mais direito ainda de assegurar, legalmente, que a doação tivesse o destino que ele quisesse. O que não vai acontecer porque quem reclamou de viés político é justamente quem pensa mais na política do que no bem do Vasco.

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Obrigado e boa sorte

JorginhoEncaremos os fatos: Jorginho já está fora do Vasco.

O zum-zum-zum na imprensa dizia que ele já teria feito o acordo verbal com o Cruzeiro, mas que ainda não tinha conversado com o Dotô a respeito. Depois de ter conversado, Jorginho seguiu não negando nada e o Eurico veio com o papinho de que “é preciso respeitar a decisão do profissional”.

Na coletiva após o treino de ontem, Jorginho foi tão incisivo ao falar que seu foco são os dois jogos contra o Botafogo que é impossível não ver o sentido por trás das suas palavras. O foco, ou sendo mais claro, seu compromisso com o clube, irá apenas até depois das finais.

Não há muito mais o que falar sobre o assunto, ainda mais depois das ótimas colunas do Garone e do Bruno Guedes a respeito. Mas sem querer apelar para emoção como fez o primeiro, nem utilizar argumentos racionais para deixar claro que esse não seria o melhor momento para o técnico sair do clube como fez o segundo, acho válido apresentar um outro ponto de vista.

E, na minha modesta opinião, se o Jorginho quer sair, que saia.

Não se trata de fazer pouco do profissional, que até fez um bom trabalho. Mas achá-lo indispensável é exagero. Até o momento, seus maiores méritos foram ter QUASE conseguido evitar um rebaixamento (e por mais que alguns não se lembrem, parte desse QUASE também foi responsabilidade do treinador) e chegar às finais do Estadual. Ou seja, o mesmo que fez Adilson Batista entre 2013 e 2014, e sejamos francos, com um elenco pior em mãos.

Não que para o Vasco a saída seja boa. Discordando um pouco da coluna do Guedes, pode até ser que Jorginho tenha mais a perder, mas também teremos problemas sérios. Por exemplo, se havia algum planejamento para o Brasileiro, que começa em duas semanas, podemos jogar tudo fora. Será preciso encontrar um treinador bom e que tenha a humildade de manter o que há de positivo no time. E mesmo que encontremos, qualquer mudança no comando da equipe irá fatalmente trazer reflexos negativos justo no começo da competição.

Claro também que é muito fácil para mim sair cornetando o Jorginho, ignorando completamente a montanha de dinheiro que o Cruzeiro jogou no seu colo. Igualmente não há como negar que se conseguir emplacar um bom trabalho no time mineiro fará um bem danado para sua carreira. Mas se Jorginho não enxerga que o oposto também pode ocorrer e que uma demissão precoce na Raposa pode fazer com que ele retroceda profissionalmente para um patamar abaixo do que estava antes do Vasco, o que se há de fazer? Ficar com um treinador insatisfeito no comando também não é a maior das maravilhas.

Se fosse eu a decidir, não teria dúvidas em manter o Jorginho como treinador do Vasco. Mas mesmo com todos os percalços que sua aparentemente certa saída trará ao clube, não será o fim do mundo. Há uma falta de técnicos bons e que não peçam exorbitâncias para trabalhar? Há. Mas esse fato não torna o Jorginho nem melhor, nem pior técnico do que é. E há o que, para mim como vascaíno, é imperdoável: cogitar abandonar a equipe às vésperas do Brasileiro, sabendo que isso vai prejudicar o clube que inegavelmente deu uma levantada na sua carreira. Grana é importante e comandar um time da elite é uma grande vitrine, mas uma saída dessa forma só pode ser adjetivada como ingratidão.

É por isso que reafirmo minha opinião. Se o Jorginho acha que o melhor é aceitar a proposta cruzeirense, só nos resta agradecer os serviços prestados ao Vasco e desejar-lhe boa sorte.

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Claro que, apesar de todas as evidências tanto vindas do Jorginho como do Eurico, não podemos descartar a avidez da imprensa em colocar profissionais de um clube em outro ao menor sinal de uma proposta feita. Ano passado, levando-se em consideração o que um monte de jornalistas disseram, Doriva não chegaria a ser demitido do Vasco porque teria ido de mala e cuia para o Grêmio. À época, Doriva também tinha sido reticente ao ser questionado sobre a transferência, também evitou negar que não estivesse indo para Porto Alegre e, no final das contas acabou ficando em São Januário.

Mas vale lembrar também que depois da conversa com o Eurico, o Dotô não falou momento algum em “respeitar a decisão do profissional” como fez agora.

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E os reforços?

grafiteA janela de transferência internacional para o Brasil acaba hoje. Ou seja, quem quiser contratar jogadores vindos do exterior precisa fazê-lo até 23h59 dessa quarta, caso contrário, é contar com reforços que estejam jogando no país.

O Brasileiro está nas bicas e o Vasco tem algumas deficiências evidentes no elenco (sendo otimista, um reserva para o Nenê e um centroavante). Mas no atual momento que o clube vive, nem especulações têm aparecido. Nem falo de um reforço vindo das Zoropa, o que seria demais. Mas um boatozinho sobre alguém vindo da Coréia, Arábia Saudita, Paraguai talvez, já poderia nos deixar um pouco alegres.

Porém, o único boato que surgiu foi o possível interesse no veteraníssimo Grafite, do alto dos seus 37 anos. E mesmo essa história foi desmentida por um dirigente do Santa Cruz, atual clube do jogador. Há não muito tempo, a torcida reclamava do monte de notícias que plantavam jogadores no Vasco. Éramos felizes e não sabíamos.

O clube não tem grana, isso, todos sabemos. Mas a falta de recursos não torna nosso elenco mais variado ou completo. O que não pode acontecer é um repeteco de 2015: a campanha no Estadual fez com que a diretoria considerasse o time bom o bastante para disputar a Série A. Deu no que deu. Ainda podemos dizer que esse ano será diferente porque o elenco atual é melhor que o do Carioca passado e disputaremos a Série B. Tudo isso é verdade, mas isso não quer dizer que é impossível passarmos apertos na competição. A segundona exige muito de qualquer time e se não tivermos um elenco com mais opções, podemos nos complicar.

Na ponta do lápis, a verdade é uma só: mesmo que viesse, o Grafite não resolveria todas as deficiências do elenco. E quem tem a obrigação de resolver esse problema é a diretoria. Precisamos de reforços para o segundo semestre (não apenas por causa do Brasileiro, mas também pela Copa do Brasil) e o Dotô terá que se virar para conseguir isso. Se faltou capacidade para fazer um contrato melhor com a Caixa, que se arrume outros patrocinadores. O que não podemos é correr riscos justo quando nem na elite estamos.

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Pra que facilitar se podemos complicar?

complicarO interesse nessa primeira fase do Campeonato Estadual é tamanha que acabei confundindo o dia da partida entre Vasco e Bonsucesso, pela última rodada desse prelúdio para o que será, na prática, o início do Carioca.

E o Bonsuça, por mais simpatia que desperte ao torcedor da cidade por seus mais de 100 anos de história, parece ser um adversário perfeito para o jogo de hoje por conta da sua irrelevância: pior time da competição, com inacreditáveis dois pontos NEGATIVOS na tabela, a equipe rubro-anil é a teta da competição desde as primeiras rodadas. E não será literalmente a essa altura do campeonato, com os dois times cumprindo tabela, que ele trará problemas para o Vasco.

Mas se o adversário não chega a preocupar, não custa nada nós mesmos criarmos uns probleminhas pra trazer alguma graça para a partida. Só isso pode justificar as alterações na equipe feitas pelo Jorginho. Nada contra dar um descanso ao Andrezinho – que tem sido um dos melhores do time e até merece a folga – mas porque colocar o Eder Luis no seu lugar e lançar novamente o 4-3-3 que já mostrou não dar certo?

Refrescando a memória: o Vasco jogou com essa formação contra o Voltaço e apresentou dificuldades tremendas durante a partida. E isso porque, além do trio de ataque, o meio contava com Nenê, Andrezinho e Julio dos Santos, teoricamente os jogadores mais técnicos para o setor. Se pensarmos que hoje, com a chegada de Marcelo Mattos, o meio de campo terá menos um armador e que Nenê estará solitário para criar e lutar com a marcação, não será nenhum absurdo se tivermos problemas para chegar ao gol mesmo contra o pior time do campeonato.

Na minha modestíssima opinião, esse seria o jogo perfeito para testar outros jogadores mantendo a formação ideal do time (que, no final das contas, será a utilizada nas fases que importam do Estadual). Será que o Jorge Henrique, assim como o Andrezinho, não precisa de um descanso? Não seria melhor manter o 4-4-2, com Eder Luis e Thalles na frente e Evander ao lado do Nenê no meio? Talvez fosse, mas se esse não é o pensamento do treinador, isso não tem a menor importância.

De qualquer forma, mesmo sem Andrezinho e com a permanência dos prediletos e muito pouco úteis Rúlio e Jorgenrique, dificilmente o Bonsucesso terá forças ou mesmo motivação para fazer uma graça na partida de hoje. O que, se pensarmos bem, aumenta a responsa do time: se não conseguirmos fechar essa primeira fase do Carioca com uma vitória, diante de um time tão frágil, a culpa será exclusivamente do Vasco.

Bonsucesso X Vasco

Bonsucesso X Vasco

Bruno Miranda; Thiaguinho, Gustavo Rambo, Anderson e Geovani; João Clériston, Dieguinho, Marcos Junior, Matheus Salgado e Breno; Matheus Pimenta.

Martín Silva; Madson, Jomar, Rafael Vaz e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos e Nenê; Eder Luis, Jorge Henrique e Thalles.

Técnico: Mário Marques.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Los Larios. Data: 05/03/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Diego da Silva Lourenço. Auxiliares:Luiz Claudio Regazone e Wallace Muller Barros Santos.

O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Eurico Miranda publicou uma nota oficial no site do clube, tecendo comentários sobre a situação financeira vascaína. Em poucas palavras, o presidente falou das dificuldades, culpou a administração anterior e lembrou do Gigante, o programa de sócios que pode dar um levante na questão de grana.

Falar que o Vasco não tem grana e reclamar de “heranças malditas” é algo que a torcida já se acostumou a ouvir dos seus gestores há anos. Nem contar com a grana da torcida pode se chamar de novidade, já que foram os torcedores que possibilitaram a reforma do ginásio de São Januário não faz muito tempo.

Mas fiquei curioso com duas coisas: quando reclamou das dívidas deixadas pela gestão Dinamite e pagas pela atual, será que o Dotô incluiu a dívida com o Zé do Táxi? E porque o Eurico não citou o perdão de dívidas milionárias que aconteceram na sua gestão?

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Mais vale um pássaro na mão

birdEnquanto a renovação da parceria com a Caixa Econômica não se resolve, o Vasco acaba de ter mais uma notícia ruim sobre patrocínios: a Viton 44 deixará de ser patrocinador do clube, o que acarretará numa perda de receita milionária. Marco Antônio Monteiro, VP de marketing vascaíno, não está muito otimista. Apesar de afirmar que tem “as coisas mais ou menos prontas”, admite que o mercado está numa fase ruim. Dificilmente encontraremos um patrocinador único que banque as costas e as mangas da camisa.

Monteiro espera que o programa Gigante equilibre a perda do patrocínio. Com cerca de 30 mil pré-cadastrados, o sócio-torcedor pode garantir uma boa injeção de grana ao clube. Mas isso não muda o fato de que teremos dois espaços na camisa vagos. É preciso correr atrás de investidores que estejam dispostos a apostar na nossa marca.

Esse será um grande desafio, não apenas porque a crise inibe investimentos desse tipo. Hoje, não temos na prática nenhum patrocinador. E se lembrarmos que tanto Caixa como Viton 44 chegaram por terem uma estratégia de marketing que focava o patrocínio em vários clubes, ficamos na dúvida se a atual diretoria terá capacidade de conseguir empresas interessadas em uma parceria exclusiva com o Vasco. Na primeira vez que comandaram o clube, os mesmos gestores demoraram anos para conseguir patrocinadores. E ainda assim, também eram empresas que patrocinavam diversos clubes Brasil afora.

O marketing vascaíno terá que superar não apenas a falta de dinheiro no setor, mas também a imagem que o clube passou a ter desde a volta do Eurico Miranda à presidência. Ainda que as polêmicas envolvendo o presidente estejam menos frequentes que no seu primeiro mandato, não podemos ignorar que muitas das suas decisões não são das mais simpáticas. A imagem de uma gestão ultrapassada e retrógrada, o apoio a FERJ, a defesa intransigente de um campeonato deficitário como o Estadual, as eternas insinuações de favorecimentos, as rusgas com a imprensa… Sejam ou não motivos que justifiquem a falta de interesse de novos patrocinadores, é inegável que para uma empresa que deseje divulgar positivamente sua marca, o melhor é escolher um clube no qual nada disso aconteça.

Diante desse cenário, a renovação com a Caixa se torna ainda mais importante, já que será nosso “pássaro na mão“. Se o banco se recusar a aumentar sua proposta para os valores pedidos pelo clube, não haverá outro jeito: a diretoria terá que engolir seu orgulho e aceitar a quantia oferecida. É isso ou corremos o risco de ver dois patrocínios voando e passar 2016 sem novos investidores.

Update: mal tinha publicado o post e me aparece esse tweet aqui:

Ou seja, o outro pássaro acaba de voar. E com um agravante: sem conseguir a renovação, o Vasco simplesmente fez propaganda gratuita para a Caixa por vários meses. Algo que a atual diretoria e seus defensores criticaram muito quando aconteceu com a gestão anterior (com a diferença que, nessa ocasião, o patrocínio foi renovado).

Marco Antonio Monteiro terá que correr muito atrás para conseguir novos parceiros que compensem as saídas da CEF e da Viton 44.

Update II: diretoria divulga nota oficial no site do clube negando o encerramento das negociações com a Caixa. Menos mal. Que ambas as partes tenham bom senso para resolver essa questão da melhor forma possível.

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Sem chance para a caça

Corbett-02Diz o ditado que “um dia é da caça, outro do caçador”. Mas contra o Tigres, vice-lanterna geral de um campeonato como o Cariocão, que não conseguiu sequer um empate nas quatro primeiras rodadas e que foi sapecado pelo irregular florminense na última rodada, não há como. O Vasco deve caçar e abater a “Fera da Baixada” sem maiores complicações.

E quando falo DEVE não é no sentido de “provavelmente vencerá”, mas sim, como uma OBRIGAÇÃO mesmo. Quem acompanha o blog sabe que sempre digo que no futebol é que não existe isso e que zebras sempre podem acontecer. Mas por mais que Jorginho ainda tenha o que ajudar no seu time, é inaceitável que o Vasco não tenha capacidade de passar com facilidade por um dos times mais fracos de uma competição que beira a indigência técnica como esse Estadual.

E nosso treinador começou bem. Após a vitória habitual sobre a mulambada, Jorginho teria dito não ter certeza se manteria o 4-4-2 escolhido no clássico. Pensava o técnico que, contra equipes mais fracas, ele poderia abdicar de um volante por uma opção mais ofensiva. Ainda bem que Jorginho pensou melhor: um atacante a mais ou um volante a menos não torna uma equipe mais eficiente no ataque, como provou a tentativa com três atacantes na vitória sobre o Voltaço.

Com a permanência do Marcelo Mattos no time, teremos um time mais equilibrado, com maior proteção à zaga e, mais importante, mais liberdade para Andrezinho ajudar Nenê na criação. Resumindo, com mais gente armando jogadas, o Vasco terá maior força ofensiva, mesmo tendo um atacante a menos. E há outra vantagem: se essa será a formação para jogos mais complicados, Jorginho já dá entrosamento ao time que jogará as partidas decisivas da competição. Esse negócio de mudar o time de acordo com o adversário é muito legal quando se tem um elenco recheado de boas opções, algo que definitivamente não temos.

Jogando com a melhor formação que tivemos até agora contra um dos times com o pior desempenho na competição, não dá pra apostar em outro resultado além de uma vitória vascaína. Mesmo que entre em campo com toda a ferocidade disponível, dificilmente o Tigres será um adversário que chegará a dar muito trabalho.

VascoXMadura

Tigres X Vasco

Renan; Alex, Sérgio Raphael, Rodrigo Sam e Lucas Fernandes; Gabriel, Léo Bartholo, Giovanni e Diogo Sodré; Kelvy e Fabiano Oliveira.

Martín Silva; Madson, Luan, Rafael Vaz e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Marcelo Cabo.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Los Larios. Data: 20/02/2016. Horário: 19h30. Arbitragem: Rodrigo Carvalhaes De Miranda. Auxiliares: Eduardo De Souza Couto e Gilberto Stina Pereira.

O Canal SporTv transmite ao vivo para todo o Brasil. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Perguntinha: alguém consegue ver qualquer outro motivo além de tentar prejudicar os outros no pedido – oficial, vale lembrar – do Vasco para que a FERJ puna mulambos e flores por estarem disputando sei lá que campeonato além do Estadual? Se as atitudes dos rivais não prejudicam o Vasco, por que a diretoria tem que se meter nessa história?

Ah, dirão alguns, mas se eles forem punidos, quem se dá bem é o Vasco.

Mesmo? E “se dar bem” com outros sendo prejudicados é mérito em que? Queria muito ter uma diretoria que se preocupasse em fazer do Vasco um clube tão forte que não precisasse desse tipo de artifício.

Vejam, a questão aqui não se trata da FERJ ser arregona e não ter peito para cumprir os próprios regulamentos. O correto seria a urubulândia e o laranjal serem punidos? Claro. Mas o que me parece feio é o Vasco ter que se meter numa história na qual não tem participação alguma. E o pior: a diretoria se presta ao papel de lançar notinhas oficiais exigindo punições, as punições não sairão – ou alguém acredita que a Federação vai punir Fra e Flor? – e quem passa o recibo de apelão é  o Vasco.

Desnecessário. Pra dizer o mínimo.

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As incoerências de sempre

Divulgação BC 10122010-CinquentaReais.jpg Brasília - O Banco Central (BC) lança na próxima segunda-feira (13) a segunda geração da família de cédulas do real. Primeiro, entrarão em circulação as novas notas de R$ 50 e de R$ 100. Em 2011, será a vez das notas de R$ 10 e de R$ 20 e, por último, a partir de 2012, começará a substituição das notas de R$ 2 e de R$ 5. De acordo com o BC, as duas notas de maior valor são as que demandam maior proteção contra tentativas de falsificação e, por isso, estão sendo lançadas antes das demais. Mais de 70% das cédulas falsas apreendidas no país são de R$ 50 e de R$ 100

Eurico Miranda, presidente do Vasco, em janeiro de 2015:

Eu sou contra esse processo de elitização do futebol. Falam que futebol é do povo e o clube que falam que é do povo, que é o Flamengo, quer jogar com o ingresso lá em cima. Aí tem pessoal que comenta, que tem de fazer estádio com polo gastronômico e o torcedor não tem dinheiro nem para comprar ingresso. Como quer ter isso? (…) “Não é discutir se tem jogador ou não, se o espetáculo é bom ou não. O principal é que o preço é muito abusivo. Não pode jogar três partidas no mês e querer cobrar R$ 80 por cada jogo”.

Corta para janeiro de 2016. Um ano após dar as declarações acima, a diretoria anuncia os preços para a estreia do Vasco no Estadual desse ano: arquibancadas a R$ 50 e sociais a R$ 80. Não se encontra uma justificativa para a prática de tais preços, não numa primeira rodada de Carioca, não em uma partida contra o Madureira, não no meio da crise pela qual todo país passa.

Mas, claro, o problema do Carioca é a liga ou a imprensa que menospreza a competição. Já o Vasco, cuja diretoria considera o Estadual a competição mais importante do mundo, faz o que para contribuir? Além de não fazer qualquer ação para promover sua estreia na disputa, aumenta os preços dos ingressos.

Esse tipo de contribuição só ajuda a esvaziar ainda mais o Estadual. Dois dos grandes do Rio já não dão à mínima para o Carioca, e com esse tipo de atitude, o que a diretoria vascaína parece querer é que nossa torcida também passe não se importar mais. Mas esperar o que de uma gestão que oferece um desconto de apenas 20% no bilhete para quem é sócio e que procrastina há meses o lançamento de um programa para novas associações? Para eles, 5 mil torcedores na Colina é casa cheia.

São dessas incoerências as quais, infelizmente, a torcida já está bastante acostumada.

Update: aparentemente entendi de forma equivocada as informações sobre preço de ingressos para a partida de amanhã. No site oficial está escrito o seguinte:

Preços

Quando dizem que sócio do Vasco paga R$ 40 sem especificar qual tipo de ingresso sai por esse preço, pode-se interpretar a informação de três formas:

1) Ou os sócios têm apenas 20% de desconto nas arquibancadas;

2) Ou a meia-entrada para sócios só vale para as cadeiras;

3) Ou o torcedor paga R$40 de qualquer jeito, seja nas arquibancadas ou nas cadeiras. Nesse caso, para alguns o desconto será de 50% e para outros, apenas de 20% mesmo.

Qualquer que seja a interpretação correta, o sócio perde. O correto seria meia-entrada para o sócio onde quer que ele desejasse ver a partida. R$ 25 para arquibancada e R$ 40 para cadeiras. E, claro, isso não muda o fato de que os preços parecem muito altos para a partida que é.

***
Dos R$114 milhões gastos em reforços pelos 12 grandes clubes do Brasil em 2016, o Vasco contribuiu com ZERO Reais para a soma (lembrando que as contratações de Yago Pikachu e Marcelo Mattos vieram sem custos).

Mas tá na boa. Afinal de contas, o elenco de 2015 era bem forte.

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