Arquivo da tag: Riascos

Valeu Riascos!

O Cruzeiro não tem qualquer obrigação de fazer favores ao Vasco ou a qualquer outro clube. Posto isso, que as coisas fiquem claras: é óbvio que não querer renovar o empréstimo do Riascos é uma represália do clube mineiro pela recusa do Jorginho em aceitar a proposta para dirigir seu time de futebol.

Quando foi emprestado ao Vasco, Riascos era execrado pela torcida cruzeirense e não tinha oportunidades para jogar. Tanto que, entre janeiro e maio de 2015, o colombiano havia atuado apenas quatro vezes pelo time. Todos julgavam que sua contratação havia sido um erro da diretoria da Raposa.

Pelo que fez em 2015, nada indicaria que uma volta do Riascos interessaria ao Cruzeiro. Já a atual temporada realmente valorizou o jogador, artilheiro do Vasco no Carioca com algumas boas atuações. Ainda assim, é preciso contextualizar seu desempenho: marcar nove gols no Estadual do Rio não transformaram o colombiano em craque e mesmo a torcida vascaína tem restrições quanto à qualidade do atacante. O bom início de ano do Riascos certamente não seria o bastante para mudar completamente a opinião da diretoria cruzeirense a seu respeito.

Com cinco atacantes em seu elenco, alguns com as mesmas características do colombiano, a diretoria do Cruzeiro sabe que são remotas as chances do jogador ser aproveitado no grupo. O treinador Paulo Bento já deve ter um bom trabalho para conhecer quem já está no time e com algum entrosamento. Um novo atacante mediano não deve fazer a menor diferença para o técnico português.

Acho quase certo que Riascos amargará a reserva por um longo tempo em BH ou servirá apenas como moeda de troca com algum clube. E o pior, provavelmente em um novo empréstimo, já que os grandes clubes dificilmente desejarão pagar o valor pedido pelo Cruzeiro e os menores não terão essa grana para investir no jogador.

Resumindo, ao renovar não o empréstimo do Riascos para não fazer uma “bondade” ao Vasco – pouco pretensioso o sr. Gilvan Tavares, né? – a diretoria celeste além de não ter o retorno do investimento feito só conseguirá prejudicar o jogador (que gostaria de permanecer no Rio) e o Vasco, que perde agora um titular.

Se o Vasco não pode fazer nada para retaliar a atitude do Cruzeiro, menos ainda pode fazer a torcida vascaína além de lamentar essa história. Da minha parte, posso dizer que ao menos encontrei um time para torcer contra nesse Brasileirão.

***

Mesmo não sendo um craque, não podemos deixar de reconhecer o respeito com o qual você vestiu a armadura cruzmaltina. Boa sorte e obrigado por tudo, Riascos!

***

Como já falei algumas vezes antes, Riascos não é nenhum fora de série. Mas a sua saída aumenta a necessidade de reforços: mesmo com a presença do colombiano no elenco, a chegada de um centroavante era necessária. E a volta do Leandrão, definitivamente, não é a solução para o nosso ataque (algo que o próprio Jorginho sabe, caso contrário, não teria liberado o jogador para o Boavista).

Então, diretoria? Quando chegam os reforços?

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

37 Comentários

Arquivado em Notícias, Reforços, Transferências

Pé no chão e bola na rede

Sobre a estreia do Vasco no Brasileiro de 2016, fico com as palavras do treinador Jorginho na entrevista coletiva pós-jogo:

Mais do que uma vitória de 4 a 0, foi a postura da equipe, a organização tática, cada jogador se mantendo compromissado com o objetivo do grupo. Em momento algum a gente viu a equipe desestabilizada. A gente viu uma equipe querendo, jogando, sendo protagonista, com vontade, organização, lutando por cada bola, cada palmo dentro de campo.

Resumindo as palavras do técnico, golear o Sampaio Corrêa não foi o principal motivo para a torcida comemorar. E, diante da fragilidade do adversário, nem deveria ser mesmo. O mais importante foi ver um time que entrou em campo com vontade de vencer, que se empenhou ao máximo e que não deixou ao seu óbvio favoritismo a função de ganhar a partida. O Vasco ontem jogou como deve jogar sempre: aliando sua técnica superior à seriedade quando a bola rolou.

O que o Gigante fez ontem foi uma prova de respeito, ao adversário, à competição, à sua torcida e também à camisa que cada um dos jogadores estava vestindo. A exaltação do Jorginho à postura da sua equipe faz todo sentido. Foi a ausência dessa atitude que nos complicou durante toda a campanha de 2014. Pelo que vimos ontem, a história com Nenê e companhia será completamente diferente.

Vale dizer que o Sampaio Corrêa foi valente. Diante da sua torcida, o time maranhense não se contentou em fazer como a maioria absoluta das equipes que confrontam um clube grande e tentou fazer um jogo de igual para igual.  E talvez esse tenha sido o seu maior erro. Se tivessem optado pela retranca, talvez não sofressem tantos gols. Os donos da casa sofreram duplamente ao fazer essa escolha, já que nas poucas vezes que chegaram com perigo acabaram parando na nossa zaga ou no nosso goleiro e ainda deixaram espaços demais para que nosso ataque funcionasse sem muita resistência. A ousadia do Sampaio Corrêa teve o alto preço dos quatro gols (que poderiam ser cinco ou seis,  no barato).

Mas fez bem Jorginho em exaltar principalmente a postura da equipe. Oponentes como o de ontem, que não têm medo de atacar o grande favorito da competição, serão uma raridade. E quando o Vasco não encontrar a facilidade que teve ontem, será preciso demonstrar ainda mais empenho que o apresentado contra o Sampaio Corrêa. Tendo isso em mente – e aparentemente isso já está incutido na cabeça dos nossos jogadores – já teremos meio caminho andado para conquistar as vitórias. É mantendo o pé no chão que faremos a bola chegar nos gols adversários.

As atuações…

Martin Silva – mesmo com a superioridade vascaína na partida, foi obrigado a fazer uma ou outra boa defesa.

Madson – até cruzamento acertou ontem – vá lá, foi apenas um e a finalização do Nenê foi nas mãos do goleiro Mas já é pra se comemorar – mas deu umas vaciladas defensivamente.

Jomar – mal teve tempo para jogar e saiu com um corte no quengo. Rafael Vaz entrou em seu lugar e depois de um começo meio enrolado, não teve muitos problemas com o ataque adversário.

Rodrigo – mesmo correndo o risco de dar uma trombada com força na trave – o que acabou acontecendo – se atirou na bola para evitar um gol do Sampaio Corrêa. E isso quando já vencíamos por 3 a 0! Diante de tal mostra de comprometimento, nem precisamos falar mais sobre sua atuação. Faltando alguns minutos para o fim do jogo, o quase esquecido Aislan entrou em seu lugar e no tempo que esteve em campo não conseguiu cometer nenhuma bizarrice.

Julio Cesar – teve uma atuação mediana, mas deu excelente passe em profundidade para o Andrezinho, iniciando a jogada do terceiro gol.

Marcelo Mattos – se enrolou um pouco com os avanços do adversário. Melhorou no segundo tempo.

Julio dos Santos – os melhores momentos ofensivos do Sampaio Corrêa aconteceram com o paraguaio em campo. Talvez ele melhorasse junto com o time no segundo tempo, mas não teve tempo. Yago Pikachu o substituiu ainda no intervalo e apareceu mais no ataque que na defesa. Infelizmente o pokemón paraense não evoluiu o bastante para marcar gols. Mas foi quase: teve duas boas chances e uma delas caprichosamente bateu na trave.

Andrezinho – depois de um primeiro tempo entre o discreto e o apagado, a melhoria defensiva do time no segundo tempo deram mais liberdade para Andrezinho, fazendo aparecer seu futebol. Participou diretamente da jogada dos dois últimos gols: em um, fez bela jogada dentro da área colocando Nenê na cara do gol; no último, foi dele o lançamento para o Riascos, inciando a jogada.

Nenê – uma atuação irrepreensível do camisa 10: uma assistência, três gols e outras tantas boas chances impedidas pelo goleiro adversário.

Jorge Henrique – pode-se reclamar do sujeito o quanto for, mas não se pode negar que seu empenho na marcação de saída de bola desobriga o Nenê dessa função, dando mais liberdade para quem tem melhores condições técnicas para definir as jogadas.

Riascos se acertasse 25% do que tenta fazer, o Vasco teria o dobro de gols no ano. Mas por ontem, mesmo tendo o colombiano estragado pelo menos uns dois contra-ataques que seriam mortais, não se pode falar mal do atacante: marcou o primeiro gol, fez uma bela assistência para o segundo e teve participação direta no quarto.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

34 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Com a vantagem nas mãos (do goleiro)

Vasco e CRB não fizeram uma partida primorosa tecnicamente. Aliás, pelo lado do Vasco, nem uma boa partida foi. E se a atuação meio capenga não foi o bastante para evitar o jogo de volta contra o time alagoano, ao menos serviu para conseguirmos uma vitória pelo placar mínimo. Não é nada, não é nada, melhor brigar pela vaga na terceira fase da Copa do Brasil tendo a vantagem do empate em São Januário que nada.

E o CRB não vendeu barato o 1 a 0 para o Vasco. Diante da sua torcida e logo no primeiro compromisso após a conquista do bicampeonato alagoano, os donos da casa não se assustaram com o bicampeão carioca e buscaram o jogo, com mais vontade que nós, inclusive. O ímpeto ofensivo do CRB fez com que a primeira etapa fosse bastante movimentada, já que suas subidas ao ataque nos deram bastante espaços para os contra-ataques.

O lá e cá durou até metade do primeiro tempo, quando as chances de gol dos dois lados apareceram (e Jordi foi obrigado a fazer pelo menos duas grandes defesas). Mas depois de uma paralisação de quase meia hora por falta de energia, aos poucos o Vasco passou a cadenciar o jogo e controlou a partida. Mas o controle não fez com que o time conseguisse ameaçar muito o goleiro adversário, que só teve trabalho após marcarmos o gol, aos 42 minutos. Depois de Rodrigo acertar a bomba em cobrança de falta e abrir o placar, Andrezinho quase amplia no lance seguinte, o que não aconteceu por conta de boa defesa do goleiro Juliano.

Já no segundo tempo, o CRB não deixou o Vasco jogar. Isso porque quando não estava com a bola, cometia faltas para parar as nossas jogadas. Sem poder contar com Nenê – que não conseguia andar em campo tal era a caçada da qual virou alvo – e com Andrezinho cansando, os alagoanos passaram a atacar mais. Mas graças à bela atuação do Jordi, o empate não aconteceu.

O ideal seria termos conseguido evitar o jogo da volta, mas diante do que vimos em campo, nem dá pra reclamar do resultado. O CRB mostrou não ser a molezinha que muitos poderiam pensar, mas ainda assim será preciso uma hecatombe para, precisando apenas de um empate, não confirmarmos a classificação na Colina. Só espero que não dependamos tanto de uma atuação excelente de quem estiver no nosso gol para conseguir a vaga.

O melhor em campo (foto: www.vasco.com.br)

O melhor em campo (foto: http://www.vasco.com.br)

As atuações…

Jordi – não fez a torcida lamentar a falta de Martín Silva na partida, realizando pelo menos cinco grandes defesas e fazendo saídas do gol muito boas. Foi o melhor jogador do Vasco disparado.

Madson – no primeiro tempo teve bastante espaço para subir ao apoio, mas tirando um lance no qual arrancou e até chegou a tirar a bola do goleiro (sem conseguir finalizar na sequência), pouco fez de efetivo no ataque. No segundo tempo ficou a maior parte do tempo preso à marcação.

Jomar – não foi uma noite muito feliz para o jovem zagueiro: quase entregou o ouro no começo do primeiro tempo e passou boa parte do tempo dando chutões para onde o nariz apontasse.

Rodrigo – assim como o Jomar, também perdeu uma bola na frente da área de forma perigosa. Compensou marcando o gol da vitória com uma bomba em cobrança de falta.

Julio Cesar – outro a quase entregar a mariola, não conseguindo dominar uma bola dentro da área e a entregando nos pés do Neto Baiano, que só não marcou por conta de excelente defesa de Jordi. Como de costume, as investidas adversárias foram mais frequentes pelo seu lado do campo.

Marcelo Mattos – foi envolvido pelo toque de bola da equipe alagoana, principalmente no segundo tempo, com a entrada do Pikachu e o natural cansaço que o abateu.

Julio dos Santos – chegou a ser visto dando piques em campo e até tentou ajudar na criação mais vezes que o normal. Mas quando arrisca mais que passes laterais, erra muito. Yago Pikachu o substituiu e foi quem teve a melhor chance de marcar o segundo, mas finalizou sem força.

Andrezinho – uma atuação discreta. Enquanto teve fôlego, fez bem a ligação entre o meio e o ataque, mas no segundo tempo sumiu.

Nenê – caçado em campo, passou mais tempo levando pancadas que criando jogadas. Mas como não poderia deixar de ser, acabou participando do lance do gol: foi o camisa 10 que sofreu a falta que originou o gol do Rodrigo.

Jorge Henrique – foi mais efetivo ajudando a cobrir nosso lado esquerdo – principalmente na etapa final – que no ataque. Cansou no fim do jogo e cedeu lugar ao Eder Luis, que não conseguiu fazer muito nos poucos minutos em que esteve em campo.

Riascos – mais apanhou da bola que finalizou. Foi substituído pelo Thalles, que foi muito pouco acionado e praticamente não recebeu bolas em condições para finalizar.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

19 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Drama e êxtase

Uma final não é apenas mais uma partida entre tantas em um campeonato. Toda final é um momento que supera e redime qualquer competição.

O estádio lotado não tem apenas torcedores, mas testemunhas de um acontecimento histórico, uma pequena epopeia repleta de drama e êxtase. Mas apenas um lado tem o que comemorar ao apito final. E, geralmente, o vencedor é quem passa por essa montanha-russa de emoções sem fraquejar.

A final entre Vasco e Botafogo foi assim. E ambos se provaram merecedores protagonistas do último ato desse Estadual. No maior palco do esporte brasileiro, fizeram das finais um espetáculo à altura de suas tradições, se não pela técnica ou pela plasticidade do futebol apresentado, pelas emoções que proporcionaram às suas torcidas.

Como todo drama, a final teve seus heróis. Alguns, óbvios como Martín Silva e Nenê, mas também heróis improváveis: quem poderia imaginar que um atacante com 1,67m de altura fosse marcar um gol de cabeça em um dos melhores goleiros do país? Ou que um zagueiro, quase dispensado no ano passado, entraria inesperadamente na segunda partida para marcar o gol do título?

Heróis inesperados podem ser um sinal de um elenco com opções ou – o que é mais provável – uma prova de que alguns jogadores têm estrela. Seja como for, na hora de decisão quem brilhou não foi a estrela solitária, mas sim a estrela do Jorginho e dos seus comandados. O que não significa que fomos campeões por obra do acaso; muito foi feito para o Vasco chegar onde chegou. O título é a coroação da competência de um trabalho traduzido numa invencibilidade de 25 partidas. Diante disso, não há como colocar qualquer mérito no acaso.

Vaz comemorando o gol do título (Foto: www.vasco.com.br)

Vaz comemorando o gol do título (Foto: http://www.vasco.com.br)

Somos bicampeões estaduais, repetindo um feito não conseguimos igualar por mais de 20 anos. E por mais que esteja na moda tentar diminuir a importância do Carioca, esse grupo do Vasco escreveu ontem um capítulo na história do clube que nunca será esquecido.

As atuações…

Martín Silva – não precisou fazer milagres, mas fez pelo menos duas daquelas grandes defesas que lhe garantem o mérito de ter sido um dos principais – talvez O principal – responsáveis pelo título.

Madson – sem a necessidade de atacar constantemente, se ateve mais à defesa e, ainda assim, falhou no lance do gol botafoguense. Para compensar, numa das poucas arrancadas que deu rumo ao ataque, acabou sofrendo a falta que originou o gol do título.

Luan – errou a maioria dos lançamentos e viradas de bolas que arriscou, mas vinha tendo uma atuação segura, se saindo bem no confronto direto e não tendo pudores ao apelar para os chutões quando necessário. Acabou sendo substituído no intervalo, lesionado. Rafael Vaz entrou em seu lugar e foi do inferno ao céu em questão de minutos: deixou o Leandrinho sozinho no lance do gol botafoguense para pouco depois marcar o gol do título. Fora isso, manteve o nível da segurança na zaga, mas foi melhor que Luan nas saídas de bola.

Rodrigo – não conseguiu evitar o cruzamento que terminou no gol alvinegro, mas manteve o bom nível das atuações em clássicos. Jogou com firmeza e dificilmente perde uma disputa no mano-a-mano.

Julio Cesar –também foi tímido no apoio e mesmo assim foi seu lado do campo o melhor caminho para o Botafogo chegar ao ataque.

Marcelo Mattos – incansável no combate, mas erra muitos passes. Em alguns momentos foi envolvido pelos meias botafoguenses.

Julio dos Santos – procurou ocupar os espaços no meio de campo e o fez bem. Mas poderia ser mais participativo na criação de jogadas. Sua única participação ofensiva com algum destaque foi em um corta-luz que deixou Riascos na cara do gol. Yago Pikachu entrou em seu lugar quando o jogo estava empatado, provavelmente para explorar os espaços que apareceriam contra um Botafogo que precisava desesperadamente de um gol. Não chegou a cumprir essa função e apesar do esforço, não manteve o nível do Julio na marcação pelo meio de campo.

Andrezinho – mais uma vez ditou o ritmo do Vasco, voltando para iniciar as jogadas e ajudando também na marcação. Participou dos melhores lances do time e ainda apareceu na frente para finalizar.

Nenê – foi o Nenê de sempre. Sofreu com a marcação, recebeu uma penca de faltas, reclamou do juiz, perdeu algumas bolas bobas e pouco fez em campo. Isso até achar que está na hora de resolver a partida e ser decisivo: saiu dos pés do camisa 10 o cruzamento para Rafael Vaz marcar o gol do título.

Jorge Henrique – se recebesse o salário de acordo com as funções que faz em campo, seria o mais bem pago do elenco: cobre o lateral até a linha de fundo, dá o combate no meio de campo e, quando sobra algum tempo, é visto até no ataque! Jogue bem – como ontem, quando fez algumas boas jogadas no ataque no primeiro tempo – ou mal, é impressionante seu comprometimento com as tais “funções táticas”.

Riascos – teve apenas uma chance clara para marcar, mas chutou fraquinho após corta-luz do Rúlio dos Santos. Se não tentasse sempre driblar todos os jogadores que encontra pela frente e colaborasse mais com passes no ataque, seria mais eficiente. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que só tinha mesmo uma função em campo: correr como um louco e ajudar a fechar o meio de campo.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

38 Comentários

Arquivado em Atuações, História, Resenhas, Títulos, Vídeos

Bom (mas podia ser melhor)

Como era de se esperar, o primeiro jogo da final do Estadual não foi dos melhores. Numa partida na qual a aplicação defensiva dos dois times foi a tônica, o Botafogo acabou sendo superior durante grande parte dos 90 minutos, evidenciando a principal qualidade do time do Ricardo Gomes. Mas isso não foi o bastante para apagar a estrela do time do Jorginho, que resistiu às investidas alvinegras e mesmo criando menos foi mais eficiente no ataque. Com a vitória por 1 a 0, o Vasco larga na frente na decisão, mas pela pequena vantagem e a forma como jogou, o título está longe de estar nas nossas mãos.

Isso porque vencer não é sinônimo de ter sido melhor ou mesmo de ter jogado bem. Como falei no pré-jogo ontem, Jorginho precisava descobrir uma maneira de dar alternativas de jogo para o Vasco que não anulassem as qualidades da equipe. E pelo visto o treinador não conseguiu fazer isso: o Botafogo entrou em campo sabendo exatamente o que fazer para anular nossos pontos fortes, jogando muito fechado sem a bola nos pés e partindo para o contra-ataque em grande velocidade.

Com uma média de idade bem menor que a nossa, a correria botafoguense foi mais efetiva, tanto na marcação – que chegava junto na maioria dos lances e que prejudicou muito nosso toque de bola – como no ataque. Como muitas das nossas jogadas acabavam sendo antecipadas, Andrezinho precisou voltar mais que o normal para iniciar as jogadas e, ainda assim, era obrigado a conduzir demais a bola à procura de espaços. Mas ao chegar ao ataque, a montoeira de jogadores botafoguenses impedia que chegássemos com perigo.

No segundo tempo, o Vasco passou a buscar também o contra-ataque, adiantando um pouco a marcação, mas as chances continuaram não aparecendo. E se coletivamente as coisas não estavam dando certo, foi preciso que o talento individual resolvesse. Nenê, que passou o primeiro tempo todo sofrendo com a marcação, apareceu mais na etapa final e mudou a cara do jogo. Primeiro, perdeu um gol feito após jogada de Riascos e Julio dos Santos na linha de fundo; Mas logo depois não teve jeito: o camisa 10 fez boa jogada pela lateral, se livrou de dois marcadores e cruzou; Jorge Henrique se antecipou e, contando com saída desastrada do Jéfferson, cabeceou para o fundo da rede.

O gol fez com que o Vasco melhorasse na partida, e se não chegamos a criar chances tão claras de gol, ao menos controlávamos melhor a partida. Mas isso também não durou muito tempo. As alterações feitas pelo Jorginho – as entradas de Yago Pikachu, Eder Luis e Diguinho nos lugares de Julio dos Santos, Jorge Henrique e Marcelo Mattos, respectivamente – não deram certo e, surpreendentemente, quando o atacante alvinegro Sassá foi expulso, o Botafogo voltou com toda a carga e passou a nos pressionar. Por muito pouco não passamos pelo constrangimento de ver o Botafogo, com um jogador a menos, empatar a partida. O que fatalmente teria acontecido se Martín Silva não fechasse o gol nos minutos finais do jogo.

A vitória foi importante, é óbvio. Agora, com um adversário que necessariamente precisa fazer gols no jogo final, o Vasco terá mais espaços para jogar e criar mais jogadas ofensivas. Apesar disso, é inevitável não reconhecer que não jogamos bem e que perdemos uma boa chance de praticamente garantir o título vencendo por uma diferença maior. O Botafogo teve dois zagueiros e um volante reservas em campo, passamos mais de 20 minutos com um jogador a mais e ainda assim não conseguimos transformar isso em gols. Que no domingo que vem saibamos aproveitar melhor as vantagens que teremos.

As atuações…

Martin Silva – o melhor em campo, com saídas do gol perfeitas e uma defesa espetacular no final do jogo garantiu a vitória.

Madson – até teve espaços para apoiar, mas como na maioria das vezes, raramente consegue concluir bem uma jogada. Na defesa, se não chegou a comprometer, também não foi um exemplo de segurança.

Luan – teve trabalho com Ribamar mas no geral foi bem.

Rodrigo – sua experiência ajudou a se dar bem sobre o jovem ataque botafoguense, mas falhou no posicionamento em alguns lances.

Julio Cesar – deixou alguns espaços pela sua lateral, mesmo sendo mais presente no apoio apenas no segundo tempo.

Marcelo Mattos – teve muitos problemas na saída de bola quando o Botafogo subia sua marcação e teve que apelar para faltas. Com um amarelo, acabou sendo substituído pelo Diguinho, que acabou deixando o meio de campo mais exposto mesmo quando tínhamos um jogador a mais em campo.

Julio dos Santos – acertou um lindo cruzamento para Nenê, mas errou passes demais. Apesar disso, ocupou melhor os espaços no meio que seu substituto Yago Pikachu, que não conseguiu compensar as falhas de marcação ajudando na criação.

Andrezinho – com a forte marcação botafoguense, acabou não conseguindo distribuir bem as bolas nem iniciar muitas jogadas de ataque. Na falta de opções, acabou exagerando ao carregar a bola para o ataque. Finalizou apenas uma vez, chutando longe do gol.

Nenê – após um primeiro tempo apagado, acabou fazendo a diferença na etapa final, iniciando a jogada do gol com um belo drible sobre seu marcador e acertando bom cruzamento para área. Teve ainda duas boas chances, uma após cruzamento do Rúlio (com chute pra fora) e numa cobrança de escanteio em que tentou um gol olímpico.

Jorge Henrique – vinha naquela correria de sempre, ajudando mais no combate que no ataque, até que num dos seus raros momentos atuando como sua função de origem manda, se antecipou à zaga alvinegra e marcou um surpreendente gol de cabeça. Jorginho tentou renovar o gás nos contra-ataques, mas a entrada do Eder Luis, que até puxou alguns contragolpes, não compensou como desafogo à pressão final do Botafogo.

Riascos – na maioria do tempo perdido entre os zagueiros, pouco produziu. Terá no próximo domingo a última chance para confirmar a artilharia do campeonato, algo que não chegou nem perto de fazer ontem.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

25 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

A mais justa final

vasbotaDepois de um turno inútil, uma Taça Guanabara vencida após mais de uma década e uma semifinal com um resultado previsível, o Vasco chega às finais do Estadual de 2016. A competição, sempre muito criticada – e por vários motivos justamente criticada – , reservou seu ponto alto para o encerramento: será decidida pelos times que mais mereceram e terá como palco para seu desfecho um local com o tamanho justo para sua importância.

Relembrando o que Vasco e Botafogo fizeram ao longo do campeonato, fica evidente o quão justa é uma final entre as duas equipes. Donos das melhores campanhas, chegaram à decisão após vencerem mulambos e tricoletes, que não deram a menor importância ao Estadual e talvez nem merecessem ir para a semifinal. Seria mais justo, por exemplo, que o Voltaço pudesse decidir uma vaga na decisão, pelo empenho que teve na competição. Se tricoletes e rubro-negros ficarão em casa secando os finalistas pela televisão, eles fizeram por merecer – ou melhor, deixaram de fazer – o local que reservaram para suas torcidas nesse domingo.

E exatamente por terem tido campanhas parecidas é que a tônica dessa final deverá ser a do equilíbrio. Foi o que vimos nas duas vezes que Vasco e Botafogo se enfrentaram nesse Carioca (com um empate e uma vitória vascaína), e é o que devemos ver hoje. Nenhuma das equipes deve se expor muito hoje para não correr o risco de tornar inútil a segunda partida, domingo que vem. Mesmo que os dois times já se conheçam bastante, provavelmente veremos muita cautela, briga pelo meio de campo e adversários se respeitando em campo.

Do lado do Vasco, não há surpresas. Os titulares do Jorginho estarão todos em campo e todo vascaíno sabe quem jogará e também COMO o time jogará. O problema é que certamente Ricardo Gomes também sabe como jogaremos e caberá ao nosso treinador fazer mudanças que possa surpreender o Botafogo sem que alterem o que há de positivo na equipe.

Faltam dois passos para conquistarmos o bicampeonato e se futebol se tratasse unicamente de merecimento, já poderíamos estar comemorando. Como não é, o Vasco precisa dar esse penúltimo passo para o título com cuidado, mas sem esquecer que uma vitória começa com uma atitude vencedora. É jogar com garra, atenção e respeito, não apenas ao Botafogo, mas principalmente à nossa camisa e tradição.

Botafogo X Vasco

Botafogo X Vasco

Jéfferson; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê e Leandrinho; Juan Salgueiro e Ribamar.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Ricardo Gomes.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Wagner Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Silbert Faria Sisquim.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem a partida. O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

***

A decisão já começa com um clima melhor para o Vasco depois que, aparentemente, a ida do Jorginho para o Cruzeiro subiu no telhado. Mas não há como negar que essa história toda foi muito mal conduzida por ambas as partes.

O Jorginho pode permanecer, mas pela sua reação ao ser questionado é óbvio que a proposta cruzeirense o balançou. Até aí, tudo certo, já que a grana prometida era enorme. Mas os motivos pelos quais ele tomou a decisão de permanecer existiam desde o começo e a dúvida entre aceitá-la ou não foi sim um pouco de ingratidão. Por respeito ao clube, aos jogadores que comanda, à torcida que o apoia e mesmo ao trabalho que o próprio treinador desenvolveu no Vasco, o correto seria nem ouvir a proposta da Raposa, no máximo solicitar que os dirigentes mineiros conversassem com a diretoria vascaína.

Já o Cruzeiro agiu de forma completamente antiética. Oferecer um caminhão de dinheiro ao Jorginho foi uma clara tentativa de explorar a crise financeira do Vasco em benefício próprio. Esse ato só reforça a imagem do clube como uma filial tricolete em BH: desde o episódio Dedé, a equipe celeste tem se esmerado em tentar levar a maior quantidade de valores que aparecem em São Januário. Se havia algum bom relacionamento entre nós e o clube mineiro, essa história deve ter dado um fim a isso. O que também deve significar que dificilmente Riascos permanecerá no Vasco após o término do seu contrato.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

9 Comentários

Arquivado em Adversários, Pré-jogo

Bom pra garotada

Mesmo não sendo um adversário molezinha como os que nos acostumamos a enfrentar no Estadual – como no domingo passado – o Remo não chegou a realmente ameaçar a classificação do Vasco para a segunda fase da Copa do Brasil. Mesmo com um time recheado de reservas e penando com a falta de entrosamento (e porque não dizer, de qualidade da parte de alguns jogadores que atuaram), não tivemos muito trabalho para vencer a partida na Colina Histórica por 2 a 1.

Apresentando o que parecia ser uma soma de ausência de conjunto com um certo relaxamento, o Vasco chegou a ceder alguns espaços e fazer uma partida equilibrada com o frágil oponente que tínhamos pela frente. Aí, quando o Remo parecia gostar um pouco demais do jogo, o time se esforçava um pouquinho mais e passava a dominar a partida, acuando a equipe remista em seu campo. Nos dois tempos foi assim: vinha o apito inicial, o Vasco começava em marcha lenta; o Remo botava as mangas de fora e começava a rondar nossa área; o Vasco acordava e passava a ter maior volume de jogo.

Depois de passarmos a etapa inicial sem abrir o placar e criando poucas chances reais de gol, veio um segundo tempo mais interessante, principalmente depois do Jorginho começar a mexer na equipe e colocar ainda mais garotos da base em campo. Com as três substituições feitas, nada menos que seis jogadores criados em São Januário atuaram na partida (a saber, Luan, Henrique, Evander, Andrey, Caio Monteiro e Thalles).

E a jogada do nosso primeiro gol contou com a participação de três deles: Henrique escapou pela linha de fundo e tocou para Evander; ele acionou Nenê que invadiu a área e deu um inteligente passe para trás, encontrando Caio Monteiro livre para chutar pro gol. Cinco minutos depois ampliamos, mais uma vez com Evander participando do lance ao cobrar o escanteio que terminou na cabeçada mortal do Rafael Vaz.

Com dois gols de vantagem e podendo empatar a partida, o time mais uma vez diminuiu o ritmo e o Remo aproveitou como pôde. Primeiro, obrigou Martín Silva a fazer uma defesa muito difícil; e aos 29 acabou marcando o seu golzinho, numa cobrança de escanteio. Mas isso foi tudo o que a equipe paraense conseguiu fazer antes do fim do jogo.

No fim das contas, mostrou-se correta a estratégia de poupar alguns titulares. O time sentiu a ausência de alguns deles – principalmente a do Andrezinho fazendo a saída de bola – mas no final das contas conseguiu o principal: garantiu a classificação para a próxima fase mesmo dando um descanso para jogadores importantes da equipe. Além disso pôde dar à garotada um gostinho do que é disputar um jogo decisivo entre os profissionais. Ao longo do ano eles certamente serão muito utilizados e ir pegando ritmo e experiência é fundamental.

As atuações…

Martín Silva – mesmo em um jogo menos complicado, precisou fazer duas ou três defesas complicadas. Não pode fazer nada no gol.

Yago Pikachu – alternou bons e maus momentos, mas mesmo não se escondendo do jogo e sendo participativo pode-se dizer que desperdiçou mais uma chance de mostrar que pode ser titular atuando na sua posição de origem.

Luan – não chegou a ter problemas contra o os homens de frente do Remo. No gol que sofremos, é aquilo: com a altura que a zaga tinha ontem, é vacilo levarmos um gol de escanteio cobrado na primeira trave.

Rafael Vaz – passou boa parte do jogo tentando mostrar que é craque. E entre uma e outra demonstração de excesso de autoconfiança, arriscou mais lançamentos do que deveria e entregou pelo menos uma bola de forma inaceitável para um titular de zaga vascaína. Compensou marcando um belo gol de cabeça.

Henrique – mesmo levando-se em consideração a fragilidade do adversário, fez outra boa partida: participou com alguma eficiência do apoio (tanto que iniciou a jogada do nosso primeiro gol) e defensivamente se saiu melhor que o Pokémon.

Marcelo Mattos – ontem encorporou o Guiñazu e deu carrinhos até na própria sombra. Mais uma vez fez alguns recuos perigosos e não conseguiu ajudar muito na saída de bola. Chegou a receber um bele passe para finalizar na frente do gol, mas se embananou sozinho com a bola.

Diguinho – se saiu ainda pior que o Mattos, errando um monte de passes nas saídas de bola e falhando inclusive na marcação.

Evander – em sua estreia como titular, começou a partida meio perdido em campo. Foi crescendo no decorrer da partida, distribuindo bem a bola e criando algumas boas jogadas. Acabou participando dos dois gols vascaínos, no primeiro, dando o passe para Nenê e no segundo cobrando o escanteio preciso para a cabeçada do Vaz. Deu lugar ao Andrey nos minutos finais da partida, e tirando a disposição natural de um garoto que teve sua primeira chance em uma partida oficial com os profissionais, não pode mostrar muita coisa.

Nenê – o camisa 10 já nos habituou a ver atuações minimalistas: ele não faz quase nada de útil em grande parte do jogo, mas sempre acaba sendo decisivo em poucos lances. Foi assim mais uma vez ontem. No primeiro tempo deixou o Marcelo Mattos na cara do gol e acertou bom lançamento para uma cabeçada do Riasco (ambas os lances acabaram desperdiçados); no segundo, fez a assistência no lance em que abrimos o placar. Fora isso, praticamente não apareceu.

Eder Luis – se é a falta de ritmo, não se sabe. Mas o fato é que o Chico Bento não tem acertado quase nada nas oportunidades que tem tido no time. Ainda assim foi quem levou mais perigo ao gol remista na etapa inicial, acertando um belo chute de fora da área e perdendo um gol feito após receber boa bola do Pikachu. Foi o primeiro a ser sacado pelo Jorginho, dando lugar ao Caio Monteiro, que precisou de 5 minutos em campo para abrir o placar. Depois do gol marcado, não chegou a ter algum momento de destaque.

Riascos – pareceu empolgado com o baile que deu sobre a zaga mulamba no último domingo e exagerou nas tentativas de drible; ou talvez tenha sido apenas o Riascos de sempre, só que sem gols. Antes de ser substituído só teve uma boa chance, em uma cabeçada após lançamento do Nenê. Thalles o substituiu e acabou passando boa parte do tempo mancando em campo após ter tido uma torção que, esperamos, não seja muito grave.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

49 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos