Arquivo da categoria: Variedades

Até logo!

tumblr_static_the_beatles_wavingHá mais de – longos – nove anos, mais precisamente desde abril de 2007, escrevo o Blog da Fuzarca. Foram sete anos no comando do blog do torcedor no globoesporte.com e mais dois anos nesse bloguinho independente. Nessa segunda fase, foram 435 posts, mais de 15 mil comentários e quase um milhão de visitantes.

E o 435o post é, pelo menos por enquanto, o último do Blog da Fuzarca.

Não, vocês não se verão livres de mim tão facilmente. Essa é uma despedida como a contratação do Ronaldinho Gaúcho pelo Dotô: apenas 90% certa. Me despeço do Blog da Fuzarca, mas volto a assumir uma coluna em um grande portal esportivo. A nova casa é o ESPN FC, e meu novo espaço é o Colina Express.

Só tenho a agradecer aos que me aturaram por aqui e aos que me aturam desde os tempos do GE. Espero que continuem testando sua paciência comigo nesse novo blog.

Ah! O primeiro post do Colina Express já está no ar…estão todos convidados a dar uma conferida e fazer seus comentários. Espero vocês lá!

Saudações vascaínas!

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Mudança de prioridade

TacacopadobrasilNo jogo da volta contra o Remo, pela primeira rodada dessa mesma Copa do Brasil, Jorginho escalou um time misto, quase reserva. À época, achei correta a opção: a final de contas, quatro dias após a partida começaríamos a decidir o Estadual com o Botafogo, jogaríamos em São Januário e só precisávamos do empate para nos classificar. A medida se mostrou correta: com um time recheado de garotos e reservas, conseguimos vencer a partida, avançamos na Copa e ainda demos um bom descanso para alguns titulares.

Mas passada a decisão e bicampeonato conquistado, as prioridades mudaram. O Vasco deve jogar com todos os seus titulares contra o CRB, na partida de ida pela segunda fase da Copa do Brasil e se for isso mesmo, Jorginho estará corretíssimo. “Mas não seria melhor poupar os jogadores para a estreia na Série B? Não seria essa a prioridade do Vasco?”, pode perguntar o torcedor.

E eu respondo: a Série B, aliás, a volta do Vasco à elite, não é uma prioridade. É uma OBRIGAÇÃO; prioridade é vencer o único campeonato em âmbito nacional que se pode contar em 2016.

Claro que há outros motivos para irmos com a força máxima hoje para o Rei Pelé. Pra começar, temos hoje um adversário mais complicado que o Remo. Empolgados com a conquista do bicampeonato alagoano, o CRB será um dos nossos adversários na Série B e certamente não vai querer ver sua faixa carimbada logo na primeira partida depois do título. Ainda nada disso credencie o Galo da Praia como um adversário extremamente complicado, seria muita pretensão imaginar que não teremos dificuldades.

Além disso, não faria muito sentido poupar titulares, já que o Vasco permanecerá no Nordeste até o sábado para a estreia no Brasileiro contra o Sampaio Corrêa e o elenco todo viajou. E se jogar com o time principal aumenta as chances de eliminarmos o jogo de volta (e ter um compromisso a menos ajudaria bastante), melhor assim.

Não devemos ignorar que uma possível conquista da Copa do Brasil tornaria um ano no qual teremos poucos motivos para comemorar bem melhor. Se voltar à Série A é nosso dever, voltar já com uma vaga na Libertadores de 2017 seria perfeito.

CRB X Vasco

CRB X Vasco

Juliano; Bocão, Jussani, Audálio e Diego; Olívio, Wigor, Rivaldo e Gerson Magrão; Luidy e Luciano Maranhão.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Mazola Júnior.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Rei Pelé. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Cleisson Veloso Pereira. Auxiliares: Felipe Souza Leal e Magno Arantes Lira.

A TV Globo transmite o jogo para RJ, ES, AL, PB, PI, MA, PA (Santarém), AM, RO, AC, RR e DF. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Blog da Fuzarca não conseguiu o primeiro lugar no Prêmio Top Blog esse ano. Mas eis o certificado do honroso terceiro lugar que vocês ajudaram a conquistar:
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A invencibilidade e o título

invictos

Esse lance de “série invicta” é legal e tudo, mas muitas vezes, além de não trazer qualquer benefício prático, pode até ser prejudicial para um time. Quando uma equipe começa a pensar mais na sua invencibilidade do que na necessidade de vencer os jogos, é aí que começam os problemas. Em um exemplo mais recente, com PC Gusmão no comando, o Vasco ficou uma batelada de jogos sem perder e mesmo assim terminou na metade debaixo da tabela no Brasileiro de 2010.

Hoje fala-se muito da invencibilidade do Jorginho como técnico do Vasco. Mas não podemos esquecer que as até agora 24 partidas invictas não nos trouxeram nada: iniciada no Brasileiro do ano passado, a invencibilidade não evitou nossa queda para a Série B e ainda não nos garantiu o título Estadual. E é por esse “ainda” que, pelo menos por hoje, a série invicta ganha uma importância tremenda. A razão é simples: se continuarmos sem perder depois da partida contra o Botafogo, conquistaremos o bicampeonato Estadual.

Com a vitória no primeiro jogo da final e a consequente vantagem de jogar pelo empate, basta ao time do Vasco entrar em campo com o objetivo de manter sua invencibilidade para levantar a taça. Mas a questão é o que os jogadores farão atingir esse objetivo.

Jogar com o regulamento embaixo do braço e se satisfazer com o placar inicial é a pior maneira de evitar uma derrota. Adotar uma postura de cautela extrema e deixar o Botafogo jogar enquanto esperamos uma bola para marcar gols é algo que não pode passar pela cabeça do Jorginho ou dos seus comandados. Como estamos cansados de saber, a melhor defesa é o ataque e tentar a vitória a todo custo é a melhor maneira de mostrar o respeito que temos pelo nosso adversário.

Domingo passado o Vasco poderia ter feito uma vantagem maior, transformando a partida de hoje uma mera entrega de faixas. Perdemos a chance e chegamos a ser pressionados mesmo tendo um jogador a mais em campo. Não podemos deixar que isso aconteça de novo. O alvinegro precisa da vitória e não poderá se abster de atacar. Caberá ao Vasco jogar de forma inteligente, encontrando os espaços que uma possível pressão botafoguense irá nos proporcionar.

Podemos conquistar nesse domingo algo que os vascaínos não comemoram há mais de 20 anos. O Vasco até pode entrar em campo tendo em mente que manter a invencibilidade nos dará o título, mas sem esquecer que no fim das contas, o que importa mesmo é o bicampeonato.

Vasco X Botafogo

Vasco X Botafogo

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Jefferson; Luis Ricardo, Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Gegê (Fernandes) e Leandrinho; Salgueiro e Ribamar.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Ricardo Gomes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 08/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Dibert Pedrosa Moises.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, AP, DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Um feliz dia para todas as mamães, em especial às vascaínas. Vocês são parte importante na renovação e crescimento da torcida do Vasco. Se tudo der certo, o presente de vocês chega às 18 horas de hoje.

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A vantagem que importa

vantagemComo todos devem se lembrar, foi na semifinal do Estadual de 2015 que iniciamos a série invicta de oito jogos sobre a mulambada. Hoje repete-se o cenário e basta ao Gigante manter a escrita recente para conseguir chegar às finais da competição.

E já que falamos em escrita, podemos dizer que mantemos uma também em disputas de semifinais contra a urubulândia. Nos últimos cinco anos, disputamos três semifinais contra eles e ganhamos todas: em 2012, quando o Estadual ainda tinha dois turnos, os tiramos das finais da Taça Guanabara e da Taça Rio e a já citada semifinal do Carioca do ano passado.

Mas escritas não valem de nada com a bola rolando e nem a vantagem de podermos empatar a partida de hoje deve ser levada em consideração. Jorginho e seus comandados devem entrar em campo pensando unicamente em vencer. Contar com tabus ou jogar com o regulamento debaixo do braço é pedir para correr riscos desnecessários.

Desnecessário porque, mesmo sabendo que a igualdade no placar nos favorece, temos plenas condições de vencer o clássico. A mulambada pode não estar mais em um momento tão ruim, mas mesmo que tenha conseguido uma sequência de vitórias (contra Boavista, Bangu e Confiança-SE), seus últimos jogos não foram exatamente o que se pode chamar de complicados. Por mais que o Vasco não venha mostrando um futebol excelente, não dá pra comparar o nível do nosso time com o dos últimos adversários do Framengo.

E talvez nem precisemos mostrar excelência para chegar à final. Se mostrarmos raça e disposição tática, temos tudo para sairmos de Manaus com a vaga. Contra o Fluzim já mostramos uma evolução com relação aos últimos jogos na Taça Guanabara e em um jogo eliminatório contra um dos nossos maiores rivais temos ainda mais razões para nos superar.

Como Diguinho substituirá Marcelo Mattos, nosso único desfalque, a forma do time jogar não mudará muito. A volta do Julio Cesar também é uma boa notícia – mesmo que Henrique não tenha ido mal nas chances que teve – já que traz mais experiência e segurança contra um adversário que explora bastante as jogadas pelos lados do campo.

De resto, é esperar que o Vasco entre pilhado em campo, mas que não caia na pilha. Entrar ligado e jogar com firmeza não é o mesmo que partir para a violência ou entrar em provocações, que certamente acontecerão. Não podemos esquecer que uma expulsão hoje significará um desfalque numa possível final. Esse recado, obviamente, tem como alvo principal o Rodrigo, que mais uma vez terá um confronto contra o Guerrero.

Não podemos esquecer que não tem essa de “campeonato à parte“. Não precisamos de mais pressão para um jogo que, a despeito de toda a rivalidade e tensão que envolve um confronto contra os mulambos, essa partida é apenas mais um passo em direção ao objetivo principal, que é a conquista do bicampeonato. Precisamos apenas de seriedade e concentração para conseguir a vaga, sem a necessidade de nos apegarmos à escrita. Até porque, já mostramos com a nossa campanha ao longo da competição que somos melhores que o Framengo. Essa é a única vantagem que deve ser levada em consideração hoje.

Vasco X Fla

Vasco X Flamengo

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Paulo Victor, Rodinei, César Martins, Wallace e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Mancuello e Alan Patrick; Marcelo Cirino e Guerrero.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Muricy Ramalho.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 24/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Jackson Lourenço Massarra Dos Santos.

As redes Bandeirantes (RJ, MG, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Globo (RJ, ES, TO, BA, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Saiu o resultado do Prêmio Top Blog e entre milhares de concorrentes terminamos com um honroso 3º lugar. Mesmo sem conseguir o primeiro lugar, fica o agradecimento por todos os votos que os leitores desse humilde bloguinho nos deram. Valeu mesmo!

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Dois (ou três) pênaltis…

penalDois pênaltis, um desperdiçado e outro convertido, podem ter mudado completamente a história do Vasco nesse Estadual. O primeiro penal foi o que Nenê – logo ele! – perdeu no empate com o Voltaço; o segundo, o que o Botafogo teve a seu favor, marcado aos 45 minutos do segundo tempo da partida contra o Bangu, quando o jogo estava empatado em 0 a 0.

O pênalti que perdemos contra o Volta Redonda nem precisaria explicar: se Nenê convertesse a penalidade, hoje seríamos líderes isolados da competição, indo para a última rodada contra os Flores dependendo de um empate para conquistar a Taça Guanabara, e mais importante, a vantagem de escolher o mando de campo na semifinal e de também jogar por um empate para passar à final. Como a semifinal é em um único jogo, ter dois resultados possíveis a nosso favor é uma vantagem importantíssima.

Falando sobre a segunda penalidade, vale lembrar que se o Bangu não tivesse cometido o pênalti nos minutos finais da partida e conseguisse segurar o placar inalterado contra o Botafogo, o Vasco já teria assegurado a vantagem do empate na semifinal, já que o alvinegro já não conseguiria nos ultrapassar na classificação. Mas como o pênalti foi marcado e convertido pela cachorrada, nosso futuro na competição pode mudar radicalmente caso aconteça uma série de fatores.

Se não perdermos para os Flores, garantimos a vantagem na semifinal independente do resultado de Botafogo X Boavista. Mas se o pior acontecer e perdermos sem marcar gols, uma vitória simples do Canil nos joga para a terceira colocação. Nesse caso, enfrentaremos o próprio Botafogo, mas com eles tendo a vantagem do empate.

Ou seja, por causa de dois pênaltis, nossa responsabilidade no jogo de domingo aumentou consideravelmente. Uma vitória contra o tricoflor seria importante sob qualquer aspecto, mas agora voltar a apresentar um futebol decente é uma necessidade para o Vasco. Jorginho e seus comandados têm que deixar as atuações bisonhas das últimas rodadas para trás e lembrar que a briga pelo bicampeonato estadual começa pra valer agora.

PS: eu poderia ter citado um terceiro pênalti que mudaria completamente a trajetória vascaína: a penalidade não marcada a favor do Madureira no jogo de sábado passado. Se o juizão não vacila no lance, nós poderíamos nem ter mais chances de levar a Taça Guanabara. Torçamos que esse seja um exemplo de sorte de campeão.

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Recordar é viver

150915vascocampeao2000No último post, escrito há séculos, comentei que as novidades no Vasco têm sido as mesmas de alguns anos atrás. E eis que hoje venho aqui só pra falar sobre algo que aconteceu há quase 15 anos: o GloboEsporte.com vai reprisar daqui a pouco a Palmeiras 3 x 4  Vasco, pela final da Mercosul de 2000.

Diante do que vivemos atualmente, parece que nos apegar ao passado é o que nos resta. Então rever a virada histórica sempre vale a pena. Mas corram: a partida começa às 13 horas.

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Mas apesar de tudo, aposto que a diretoria deve estar muito satisfeita com a chegada do Yago Pikachu, menos pela qualidade do jogador – que realmente parece ter as suas – que por ter superado os rivais cariocas que também tinham interesse no jogador.

Aparentemente está tudo certo. Só me preocupa uma coisa: no site oficial fala-se em assinatura de PRÉ-CONTRATO de três anos. Ou seja, até ver o lateral em campo com a camisa do Vasco, a certeza que temos de que o negócio está fechado é a que o prefixo “pré” nos dá.

Com uma diretoria que anuncia técnico que não vem e dá coletiva por 90% de contratação, nunca se sabe.

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Meus sentimentos à família do Presidente Agathyrno Silva Gomes, falecido ontem. Seu nome será sempre lembrado por ser o mandatário vascaíno na conquista do estadual de 1970 (encerrando o maior jejum de títulos da história do clube) e na primeira conquista de Brasileiro por um clube carioca.

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Vasco segue vivo, torcida quase morre

Nenhum vascaíno guarda boas lembranças da Arena Joinville. Palco final do rebaixamento do clube em 2013 e de uma briga entre torcidas que poderia ter terminado em tragédia, o estádio de memórias tão funestas para nós recebeu mais uma vez o Vasco, nessa oportunidade para encarar os reais donos da casa, o Joinville. E apesar do final feliz com a vitória do Gigante por 2 a 1, o jogo poderia ter sido responsável por uma verdadeira mortandade na nossa torcida. Pelo menos os vascaínos com problemas cardíacos correram um risco enorme.

No começo, a emoção foi boa pra nós. O Vasco preciso de apenas cinco minutos pra abrir o placar – em um belo gol do Nenê – e de apenas nove para colocar dois gols de vantagem sobre o adversário, dessa vez com Riascos mostrando uma eficiência não muito comum.

Quem não teve um enfarte pela alegria em excesso, viu o jogo amornar depois dos gols. O Vasco controlou bem a partida e mesmo com o JEC tentando ter uma maior presença no ataque, os donos da casa não chegaram a incomodar Martín Silva.

Na volta do intervalo, as coisas não mudaram muito. A marcação do time segurava o Joinville na boa e fomos poucos ameaçados. Mas os problemas começaram na metade final do segundo tempo. Jorginho demorou a tentar dar um novo gás à equipe e passamos a ser pressionados. E quando nosso treinador resolver mexer no time, aí é que a coisa desandou de vez: Madson, com dores, deu lugar ao Bruno Gallo. Com isso Serginho foi deslocado para a lateral e o Vasco se perdeu em campo.

Sem forças para contra-atacar, passamos a apenas nos defender. Aos 34, Martín Silva foi obrigado a operar um milagre. Mas no minuto seguinte, o mesmo Martín é enganado pelo quique da bola e o Joinville diminuiu.

Daí em diante, a torcida passou por mais um teste para cardíaco. Os donos da casa pressionavam e chegaram a ter chances claras para empatar. Para os vascaínos, só restava olhar o relógio e o medidor de pressão. Os de coração mais forte, sobreviveram para ver o apito final, que nos garantiu os três pontos que nos mantêm vivos na luta.

A vitória era imprescindível, o time fez por onde conquista-la, mas complicar um jogo que parecia absolutamente resolvido até os 30 minutos do segundo tempo é algo muito preocupante. O time resiste e ainda é permitido à torcida sonhar. Mas é muito difícil confiar plenamente na força da equipe. Vamos seguir acreditando, claro. Mas pelo que vimos hoje, para não corrermos riscos de um ataque cardíaco, teremos que renovar os estoques de calmantes para os dois últimos jogos.

As atuações…

Martin Silva – um milagre em uma cabeçada à queima-roupa e uma falha no lance seguinte, também em uma cabeçada.

Madson – apareceu algumas vezes no apoio, mas como sempre sem conseguir concluir as jogadas. Defensivamente deixou alguns espaços, principalmente no segundo tempo. Sentiu e Bruno Gallo entrou em seu lugar e basicamente se ateve à marcação.

Luan – uma partida abaixo das anteriores. Falhou nas bolas altas. Levou injustamente o terceiro amarelo e está fora do jogo contra o Santos.

Rafael Vaz – no nível do Luan, fez uma partida regular.

Julio Cesar – com trabalho na marcação, apareceu pouco no apoio.

Diguinho – fez um bom primeiro tempo, marcando em cima e errando poucos passes. No segundo tempo, quase complicou o time com dois passes displicentes. Aislan entrou em seu lugar e, contrariando a normalidade, salvou o time cortando uma bola que tinha endereço certo.

Serginho – alternou bons e maus momentos: no combate foi bem, mas sendo o volante com mais liberdade para chegar a frente, não foi eficiente. Acabou deslocado para a lateral com a saída do Madson.

Andrezinho – jogando mais recuado, ajudou na saída de bola e mostrou uma aplicação ainda não vista na marcação.

Nenê – uma grande atuação, marcando um golaço logo aos cinco minutos e dando trabalho constante para os marcadores adversários. Como era de se esperar, cansou no segundo tempo.

Jorge Henrique – participou no lance do segundo gol, desviando a bola que acabou nos pés do Riascos e roubou uma bola importantíssima na nossa área no fim do jogo. Fora isso, nada de útil.

Riascos – uma precisão inusitada na finalização para o segundo gol e uma virada de bola excepcional para Nenê, ainda no primeiro tempo. De resto, a correria sem muito sentido de sempre, enquanto teve pernas. Depois disso, foi substituído por Julio dos Santos, que não teve tempo para fazer muita coisa.

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Também tem coluna nova no site Vasco Expresso! Cliquem aqui para dar uma conferida.

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