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Jogo atípico com o vencedor de sempre

Uma partida da Taça Guanabara – que dá troféu, mas não é título – disputada a milhares de quilômetros da baía que lhe batiza; em um turno que foi disputado em pontos corridos mas acabou tendo uma final; que tinha como apontado favorito um time que é contumaz freguês do seu adversário; que foi transmitido apenas por pay-per-view e essa única opção ficou fora do ar por 30 minutos da partida; que teve gol invalidado, expulsão de jogador por levar uma cabeçada e que um dos participantes terminou sem sua zaga titular em campo (e com um atacante com pouco mais de 1,50 de altura como zagueiro). E como se não bastasse e para coroar o caráter incomum dessa Guanabara, teve como vencedor um time que há 13 anos não conseguia esse feito.

De tudo o que aconteceu na Arena da Amazônia ontem, só uma coisa não pode ser chamada de esquisita: o resultado. No apito final, deu a lógica e o Fluzim mais uma vez confirmou sua vocação de cliente preferencial e perdendo outra vez para o Vasco, que acabou levando a taça para São Januário.

Foi um jogo de muita correria e não muita técnica, como é até natural em um clássico. De diferente, a disposição do Vasco, que precisando do resultado mostrou mais vontade que a equipe tricolete. No primeiro tempo, os times entraram no esquema da correria e mesmo que tenham criado algumas chances de gol – o Fluzim chegou a balançar a rede, mas o árbitro anulou o lance assinalando uma entrada faltosa em Martín Silva – os momentos de emoção não foram muitos. Os flores, precisando de um empate para garantir o primeiro lugar no turno, jogavam de forma mais cautelosa e explorando os contra-ataques; o Vasco por isso tomava mais a iniciativa e tinha mais posse de bola, porém cedia muitos espaços para o Laranjal partir para o contragolpe. Mas pelo nosso lado, apresentávamos dificuldades para furar a marcação adversária, tanto que nossa melhor chance surgiu numa bola parada, com Andrezinho acertando o travessão numa cobrança de falta de longa distância. Na sequência desse lance, Cavalieri impediu que Riascos abrisse o placar numa cabeçada perigosa.

O calor equatorial acabou fazendo com que os times diminuíssem o ritmo gradativamente, não sem antes fazer uma vítima: Luan acabou passando mal e sendo substituído por Rafael Vaz, ainda na primeira etapa. Talvez por isso os dois times tivessem precisado de um tempo maior no intervalo para se recuperar, o que fez que as equipes retornassem para a etapa final após 20 minutos de descanso.

Riascos comemora seu gol (Foto: www.vasco.com.br)

Riascos comemora seu gol (Foto: http://www.vasco.com.br)

E logo no minuto inicial do segundo tempo o Vasco criou uma boa chance, com Riascos. Mas o atacante se alongou demais nos dribles e acabou não conseguindo finalizar. Seguíamos com maior posse de bola até que a transmissão da partida foi interrompida por uma queda de sinal do Premiere. Meia hora do jogo se passou sem que a emissora voltasse com o jogo, tempo suficiente para Jorginho tirar Julio dos Santos, colocar Eder Luis e esse criar a jogada que culminou no gol de Riascos. Nesse intervalo em que apenas os vascaínos no estádio puderam ver a partida, o Flu quase empatou e Marcelo Mattos se desentendeu com o volante Edson (que após dar uma cabeçada no vascaíno provocou a expulsão dos dois).

Vendo sua vantagem ter sido tomada, o Fluzim tentou aproveitar o maior espaço em campo para pressionar, mas nos contra-ataques, o Vasco esteve mais perto de ampliar do que ceder o empate. A melhor chance foi de Eder Luis, que acertou uma bomba que não terminou em gol graças a mais uma grande defesa do Cavalieri. Nos minutos finais, Rodrigo saiu para a entrada do Diguinho e Jorge Henrique (?!?!?) terminou a partida na zaga. O Flu ainda teve uma boa chance com Osvaldo, mas Martín Silva garantiu o resultado e a conquista da Guanabara.

A vitória foi importantíssima, não pelo título – o que realmente não é – mas por aumentar a confiança da equipe, nos garantir a vantagem do empate na semifinal e, impossível não citar, por garantir um poupudo prêmio pelo primeiro lugar. Mas é importante lembrarmos das palavras do Andrezinho ao final da partida: “(…) não ganhamos nada ainda. Objetivo maior é o título carioca”. Esse deve ser sempre o pensamento de todos no grupo. A Taça Guanabara é legal, mas o que todos queremos é o bicampeonato.

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Sem poder ver o jogo na íntegra por conta da queda de sinal, nem é justo falar das atuações em detalhes. Apenas apontarei quem considerei os destaques da partida.

Martín Silva, que mesmo tendo saído mal na bola no lance do gol invalidado do Flu, garantiu o resultado com uma bela defesa aos 48 minutos do segundo tempo.

Rodrigo, que mais uma vez teve uma bela atuação em um clássico, superando os atacantes tricoletes em praticamente todos os lances (e inclusive salvando uma bola em cima da linha do nosso gol).

Andrezinho, que depois de duas ou três atuações mais apagadas voltou a compensar a pouca participação do Nenê no jogo, criando jogadas e também ajudando na marcação.

Eder Luis, que mudou a cara do jogo quando o Vasco precisava partir para buscar o resultado e deu o passe para o Riascos marcar o gol da vitória. Quase marcou um golaço com uma bomba de fora da área (o que é uma raridade no seu caso).

E, claro, Riascos, que marcou seu oitavo gol na competição e o mais importante na sua passagem pelo Vasco.

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Que vergonha, hein, Premiere? Vou te dizer, viu!

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Tem coluna nova também no Vasco Expresso. Clica aí pra dar uma conferida!

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Hora de decidir

hora-hVasco e Flores decidem hoje o “título”da Taça Guanabara bem longe do Rio, em Manaus. As duas equipes vivem momentos diferentes: o Vasco, ainda que mantenha uma grande invencibilidade, há muito tempo vem caindo de produção e já não mostra um futebol convincente há bastante tempo (não fosse por isso, já poderia ter vencido o turno antecipadamente); o Fluzim, que começou de maneira irregular o ano, trocou de treinador e subiu bastante de produção, estando invicto há 11 partidas e tomou a vantagem do empate na decisão de hoje do próprio Vasco.

Mesmo que o tal “viés de alta” esteja do lado florido do confronto, não podemos nos enganar: a responsabilidade da vitória é bem maior para o nosso lado. Eis os porquês:

1) O Fluzim entrará com um time misto enquanto nós, tirando a ausência do contundido Julio Cesar, jogaremos completos.

2) Mesmo sendo em Manaus e não sendo o mandante do jogo, nossa torcida será maioria absoluta no estádio.

3) O vencedor do turno levará um prêmio de R$1,2 milhões e o clube precisa muito de grana (lembrando que já desperdiçamos a chance de levar 60% da renda do jogo contra o Remo por não termos eliminado o jogo da volta).

4) Os tricoletes desprezaram completamente o Estadual enquanto o Vasco priorizou a competição. Será vergonhoso perder a Taça Guanabara para uma equipe que está com a cabeça em outra disputa, a final da tal liga.

5) E o mais importante, vencendo a partida garantimos não só a Taça Guanabara, mas também a vantagem do empate e o mando de campo na semifinal.

Há também o fato dos tricoletes serem nossos clientes preferenciais nas últimas décadas e não seria nada além de um ato de justiça vencermos os flores e devolvermos a derrota no Brasileiro do ano passado (a última que tivemos) e manter nosso excelente retrospecto em clássicos.

Já passou da hora do Vasco voltar a apresentar um futebol mais consistente e nada melhor que um confronto com um rival para isso. Razões para entrar 100% ligados e motivados na partida não faltam. Por ser uma possibilidade de facilitar nosso caminho para o bicampeonato, esse Fluzim x Vasco é o jogo mais importante do ano para Jorginho e seus comandados. Esse é o momento de deixar a aparente falta de interesse que mostramos nas últimas partidas e provar que temos poder de decisão.

Flu X Vasco

Fluminense X Vasco

Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Henrique e Giovanni; Edson, Douglas, Marcos Junior, Gerson e Osvaldo; Fred.

Martin Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Levir Culpi.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 17/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: João Batista de Arruda. Auxiliares: Jackson Lourenço dos Santos e Diego Luiz Couto Barcelos.

O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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Quando fiquei sabendo que o jogo não seria transmitido na tv aberta, imaginava que a razão seria a preferência pelo “mais querido“, apesar da partida deles não ter nem 1/10 da importância de um clássico que decide turno. Olhando o jornal hoje, descobri que não apenas não transmitirão Flor x Vasco, como não transmitirão partida nenhuma.  A disputa que estará na televisão às 16 horas é política: finalmente a Dona Globo encontrou algo pelo qual torce mais que pela mulambada.

Uma pena que a transmissão do futebol no Brasil ser um semi-monopólio. Nessas horas, seria ótimo que a emissora do Sílvio Santos pudesse ser uma opção.

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Dois (ou três) pênaltis…

penalDois pênaltis, um desperdiçado e outro convertido, podem ter mudado completamente a história do Vasco nesse Estadual. O primeiro penal foi o que Nenê – logo ele! – perdeu no empate com o Voltaço; o segundo, o que o Botafogo teve a seu favor, marcado aos 45 minutos do segundo tempo da partida contra o Bangu, quando o jogo estava empatado em 0 a 0.

O pênalti que perdemos contra o Volta Redonda nem precisaria explicar: se Nenê convertesse a penalidade, hoje seríamos líderes isolados da competição, indo para a última rodada contra os Flores dependendo de um empate para conquistar a Taça Guanabara, e mais importante, a vantagem de escolher o mando de campo na semifinal e de também jogar por um empate para passar à final. Como a semifinal é em um único jogo, ter dois resultados possíveis a nosso favor é uma vantagem importantíssima.

Falando sobre a segunda penalidade, vale lembrar que se o Bangu não tivesse cometido o pênalti nos minutos finais da partida e conseguisse segurar o placar inalterado contra o Botafogo, o Vasco já teria assegurado a vantagem do empate na semifinal, já que o alvinegro já não conseguiria nos ultrapassar na classificação. Mas como o pênalti foi marcado e convertido pela cachorrada, nosso futuro na competição pode mudar radicalmente caso aconteça uma série de fatores.

Se não perdermos para os Flores, garantimos a vantagem na semifinal independente do resultado de Botafogo X Boavista. Mas se o pior acontecer e perdermos sem marcar gols, uma vitória simples do Canil nos joga para a terceira colocação. Nesse caso, enfrentaremos o próprio Botafogo, mas com eles tendo a vantagem do empate.

Ou seja, por causa de dois pênaltis, nossa responsabilidade no jogo de domingo aumentou consideravelmente. Uma vitória contra o tricoflor seria importante sob qualquer aspecto, mas agora voltar a apresentar um futebol decente é uma necessidade para o Vasco. Jorginho e seus comandados têm que deixar as atuações bisonhas das últimas rodadas para trás e lembrar que a briga pelo bicampeonato estadual começa pra valer agora.

PS: eu poderia ter citado um terceiro pênalti que mudaria completamente a trajetória vascaína: a penalidade não marcada a favor do Madureira no jogo de sábado passado. Se o juizão não vacila no lance, nós poderíamos nem ter mais chances de levar a Taça Guanabara. Torçamos que esse seja um exemplo de sorte de campeão.

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Dia de golear

goleada-620x330O Madureira foi o nosso primeiro adversário em jogo oficial nesse ano. Era ainda janeiro, o time estava vindo de uma recém-temporada curta, o Madura tinha o estrategista Alfredo Sampaio no comando e, ainda assim, sapecamos um 4 a 1 pra cima do tricolor suburbano sem muitos problemas.

Se de lá pra cá algo mudou do nosso lado, foi para melhor. O time cresceu em consistência e confirmou o bom começo de Estadual com uma bela campanha. Do lado do nosso oponente, bem, eles pelo menos conseguiram chegar à Taça Guanabara. Mas fazem uma campanha tétrica nesse segundo turno do campeonato, segurando a lanterna desde a primeira rodada e só conseguido empatar um jogo, justo contra o segundo pior time dos oito concorrentes. Diante disso, e até por ser o último dos pequenos que encaramos antes da última rodada, o Madura é o adversário ideal para conseguirmos recuperar a liderança da Guanabara.

Mas para isso precisaremos golear o tricolor mais hétero da cidade. Para ultrapassarmos os Flores – que encaram o complicado Voltaço fora de casa – precisaremos marcar muitos gols. Se os tricoletes vencerem sua partida pelo placar mínimo, precisaremos pelo menos repetir o placar do primeiro jogo contra o Madureira. Não que essa seja uma missão extremamente fácil. Uma vitória hoje na Colina até é o esperado, mas o Madureira não tem sido exatamente um saco de pancadas na Taça Guanabara. Mulambos e Caninos vencerem o Madura por 1 a 0. Os próprios Flores os venceram por 3 a 1. Para recuperar a liderança, o Vasco terá que se sair melhor que isso.

A questão é que nosso adversário não é a única coisa a ser superada hoje. Precisamos também superar nossos próprios problemas, o mais evidente, a queda de desempenho do time. Se nas últimas rodadas nossos resultados podem não ter sido péssimos, as atuações da equipe foram muito abaixo do que poderíamos esperar. Sendo um pouco mais rigoroso, desde o primeiro tempo contra o Boavista (na já distante segunda rodada) que o Vasco não joga bem. Se deixarmos de lado uma certa preguiça que tem acometido o time, já será um bom começo.

Jorginho e seus comandados não podem esquecer que vencer a Taça Guanabara nos trará uma boa vantagem para a semifinal. Se chegarmos ao clássico contra o Laranjal sem a obrigação de vencê-los, poderemos jogar uma partida decisiva com menos um peso nos ombros. É por isso que hoje é dia de marcarmos todos os gols que deixamos de marcar nas últimas rodadas.

VascoXMadura

Vasco X Madureira

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Rafael, Formiga, Daniel, Jorge Felipe e Ayrton; Willian, Rezende, Ryan e Leandro Chaves; Geovane Maranhão e João Carlos.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Gilberto Coroa.

Estádio: São Januário. Data: 09/04/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.

O SporTV transmite a partida ao vivo para seus assinantes. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Sem chance para a caça

Corbett-02Diz o ditado que “um dia é da caça, outro do caçador”. Mas contra o Tigres, vice-lanterna geral de um campeonato como o Cariocão, que não conseguiu sequer um empate nas quatro primeiras rodadas e que foi sapecado pelo irregular florminense na última rodada, não há como. O Vasco deve caçar e abater a “Fera da Baixada” sem maiores complicações.

E quando falo DEVE não é no sentido de “provavelmente vencerá”, mas sim, como uma OBRIGAÇÃO mesmo. Quem acompanha o blog sabe que sempre digo que no futebol é que não existe isso e que zebras sempre podem acontecer. Mas por mais que Jorginho ainda tenha o que ajudar no seu time, é inaceitável que o Vasco não tenha capacidade de passar com facilidade por um dos times mais fracos de uma competição que beira a indigência técnica como esse Estadual.

E nosso treinador começou bem. Após a vitória habitual sobre a mulambada, Jorginho teria dito não ter certeza se manteria o 4-4-2 escolhido no clássico. Pensava o técnico que, contra equipes mais fracas, ele poderia abdicar de um volante por uma opção mais ofensiva. Ainda bem que Jorginho pensou melhor: um atacante a mais ou um volante a menos não torna uma equipe mais eficiente no ataque, como provou a tentativa com três atacantes na vitória sobre o Voltaço.

Com a permanência do Marcelo Mattos no time, teremos um time mais equilibrado, com maior proteção à zaga e, mais importante, mais liberdade para Andrezinho ajudar Nenê na criação. Resumindo, com mais gente armando jogadas, o Vasco terá maior força ofensiva, mesmo tendo um atacante a menos. E há outra vantagem: se essa será a formação para jogos mais complicados, Jorginho já dá entrosamento ao time que jogará as partidas decisivas da competição. Esse negócio de mudar o time de acordo com o adversário é muito legal quando se tem um elenco recheado de boas opções, algo que definitivamente não temos.

Jogando com a melhor formação que tivemos até agora contra um dos times com o pior desempenho na competição, não dá pra apostar em outro resultado além de uma vitória vascaína. Mesmo que entre em campo com toda a ferocidade disponível, dificilmente o Tigres será um adversário que chegará a dar muito trabalho.

VascoXMadura

Tigres X Vasco

Renan; Alex, Sérgio Raphael, Rodrigo Sam e Lucas Fernandes; Gabriel, Léo Bartholo, Giovanni e Diogo Sodré; Kelvy e Fabiano Oliveira.

Martín Silva; Madson, Luan, Rafael Vaz e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Marcelo Cabo.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Los Larios. Data: 20/02/2016. Horário: 19h30. Arbitragem: Rodrigo Carvalhaes De Miranda. Auxiliares: Eduardo De Souza Couto e Gilberto Stina Pereira.

O Canal SporTv transmite ao vivo para todo o Brasil. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Perguntinha: alguém consegue ver qualquer outro motivo além de tentar prejudicar os outros no pedido – oficial, vale lembrar – do Vasco para que a FERJ puna mulambos e flores por estarem disputando sei lá que campeonato além do Estadual? Se as atitudes dos rivais não prejudicam o Vasco, por que a diretoria tem que se meter nessa história?

Ah, dirão alguns, mas se eles forem punidos, quem se dá bem é o Vasco.

Mesmo? E “se dar bem” com outros sendo prejudicados é mérito em que? Queria muito ter uma diretoria que se preocupasse em fazer do Vasco um clube tão forte que não precisasse desse tipo de artifício.

Vejam, a questão aqui não se trata da FERJ ser arregona e não ter peito para cumprir os próprios regulamentos. O correto seria a urubulândia e o laranjal serem punidos? Claro. Mas o que me parece feio é o Vasco ter que se meter numa história na qual não tem participação alguma. E o pior: a diretoria se presta ao papel de lançar notinhas oficiais exigindo punições, as punições não sairão – ou alguém acredita que a Federação vai punir Fra e Flor? – e quem passa o recibo de apelão é  o Vasco.

Desnecessário. Pra dizer o mínimo.

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O último ato (?)

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Chegou o dia do derradeiro capitulo desse dramático Campeonato Brasileiro de 2015. Os personagens que decidirão se o Vasco terá um final feliz ou se verá sua saga se tornar uma tragédia estarão atuando hoje, às 17 horas.   A trama, todos conhecem: é a típica história com mais vilões que heróis.

O Vasco é o típico protagonista que sofre ao longo da trama rezando para que sua redenção chegue no fim. O problema é que demoramos tanto para lutar por essa redenção que agora não dependemos apenas das nossas forças. Só resta o time fazer a sua parte, que é vencer e secar os adversários. Jorginho não definiu o substituto para o suspenso Andrezinho, mas Gallo ou Júlio dos Santos, os prováveis titulares hoje, não deverão mudar drasticamente a maneira do time jogar. Com o primeiro, teremos um time de maior pegada na marcação, mas uma dependência maior do Nenê; com o paraguaio, teremos um a menos no combate e um jogo mais cadenciado (pra não falar lento), mas teríamos alguém que, eventualmente, acerta bons passes no meio. Mesmo não sendo fã do Rúlio, eu iria com ele, mas creio que Jorginho escolherá o Gallo. Mas, entre quem entrar, se impor em campo é uma necessidade absoluta. Caso contrário, repetiremos o fim dos filmes “Queda 1” e “Queda 2”, quando também tínhamos a obrigação de vencer e não fizemos a nossa parte.

O Coritiba, dono do palco onde encenaremos as cenas finais do Brasileirão, foi nosso antagonista durante toda a reta final da competição, mas chega para o confronto numa situação confortável. Um empate garante sua permanência na Série A, mas mesmo com uma derrota dificilmente terá problemas. Na atual conjuntura, isso é até bom, já que é melhor ter um adversário que não esteja desesperado pela vitória.

A arbitragem, que mesmo coadjuvante teve uma participação relevantíssima como vilã ao longo da história, não deve trazer problemas hoje. Pelo menos não na nossa partida. Resta saber como os juízes se comportarão nas outras partidas que decidirão o final do campeonato.

Fora do Couto Pereira, a atuação de outros personagens será decisiva para o final do Vasco: dois clubes de Santa Catarina (cuja federação é presidida por um dos vilões do campeonato) também jogam suas vidas hoje: o Avaí, tem uma missão complicadíssima, já que precisa vencer o campeão Corinthians em sua Arena para se manter na Elite. Já o Figueirense joga em casa contra o Fluminense, um personagem que, além de não ter mais nada para fazer na competição, tem motivos pessoais para querer ver um final triste para o Vasco. Estar com o destino do cruzmaltino em seus pés deve ser a maior satisfação para os tricoletes nesse segundo turno (já que o time do Laranjal fez a pior campanha do returno). Mas o pior para o Vasco não é apenas depender da seriedade do Fluzim; é saber que, mesmo sem entregas ou falta de interesse, as possibilidades do tricoflor perder por sua própria incapacidade são enormes.

Mesmo com isso tudo, não dá para colocar sobre o Florminense a pecha de “vilão”. Nosso rival não pediu para ter essa responsabilidade e se hoje dependemos deles para ficar na elite, a culpa é única e exclusivamente nossa. E, aconteça o que acontecer ao final dos últimos 90 minutos disputados nesse domingo, todos sabemos quem foi o responsável por montar uma equipe fraca para uma competição como o Brasileiro, quem contratou e manteve por tempo demais um treinador incompetente e quem demorou um turno inteiro para perceber que o Vasco precisava de reforços até os trazer no desespero.

Esse “quem” senhores, é para quem todos devemos olhar na hora de procurarmos o principal vilão no drama Vascaíno.

Campeonato Brasileiro 2015

Coritiba x Vasco

Wilson; Leandro Silva, Juninho, Walisson Maia e Carlinhos; Cáceres (Ícaro), Alan Santos, Juan e Negueba; Kleber Gladiador e Henrique Almeida.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Serginho, Diguinho, Bruno Gallo (Julio dos Santos) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Pachequinho.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Couto Pereira. Data: 06/12/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Anderson Daronco (RS). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Guilherme Dias Camilo (MG).

As redes Bandeirantes (SC, PR, RJ, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, MG e DF) e Globo (RJ, ES, SC, PR, MG, Goiânia-GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, Petrolina – PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem o jogo. O Canal Premiere transmite ao vivo para os seus assinantes e no sistema Pay-Per-View.

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Vocês devem estar se perguntando: “por que a interrogação no título do post?“. Explico…

Como o “vilão” da história não teve competência para fazer com que o Vasco tivesse uma campanha digna da sua história, um possível rebaixamento precisa de um plano B para ser evitado. Se não em campo – onde deveria ser, houvesse um trabalho decente – fora dele.

Nesse momento, uma equipe de cupinchas do vilão deve estar debruçada sobre escalações, relatórios do BID, súmulas e o que mais for possível a procura de escalações irregulares dos nossos adversários. Se as coisas derem errado na bola, certamente um capítulo extra da trama se dará nos tribunais.

Como falei ontem, caso algum time tenha cometido irregularidades, ele tem que ser punido. E apontar irregularidades não é, essencialmente, algo errado ou questionável. Mas uma coisa é inegável: se o planejamento para o Brasileiro não tivesse sido péssimo, não precisaríamos nos utilizar desse expediente.

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A pauta do dia

Não é porque o Brasileirão chega à sua última partida que uma rodada sem jogos no meio da semana traria muita coisa pra se comentar. Falar sobre treinos, indefinição sobre quem jogará no lugar do Andrezinho e o monte de especulações sobre a possível queda, entregadas de rivais e a previsível suspeita de busca por irregularidades que tirem pontos dos nossos concorrentes, sinceramente, não me empolgam minimamente para falar qualquer coisa.

Mas surgiram dois assuntos que valem alguns comentários: a boataria sobre virada de mesa e – infelizmente, já que esse é um blog sobre o VASCO e não sobre outros clubes – o Fluzim.

O primeiro já vem sendo discutido há alguns dias pelo Twitter (aliás, para esses dias sem muita novidade por aqui, recomendo aos que tem uma conta seguirem o @jc_crvg), curiosamente mais por torcedores tricoletes passando recibo que pela própria torcida do Vasco. Tudo começou por conta de um comentário do jornalista Rodrigo Bueno (Fox Sports) que disse ter informações de que estariam procurando possíveis irregularidades em escalação de jogadores nos times catarinenses.

Como em tudo que se trate de assuntos extracampo que envolvam o Vasco, já começaram a falar que isso seria um prenúncio de virada de mesa. Não concordo com esse tipo de opinião e expliquei o meu ponto de vista pelo Twitter:

Esse tweet fez aparecer um monte de tricoletes passadores de recibo na minha timeline, me chamando de hipócrita e dizendo que, quando aconteceu com os flores, minha opinião foi diferente. Vejam como carapuças cabem com perfeição em algumas cabeças: não citei o time do laranjal, mas quando qualquer referência a tapetão surge, surge junto um monte de tricoletes irritadiças. Tive então que explicar a diferença entre uma coisa e outra (como se fosse necessário):

Ficou bem claro, né? E tudo isso começou porque um jornalista disse “ter informações” de que “estariam” procurando irregularidades em escalações. E como se trata do Vasco, isso  já vira imediatamente a certeza de uma virada de mesa protagonizado pelo maior vilão do futebol brasileiro.

Vejam vocês como é a falta de assunto: algo que não é errado (ou o correto é um time que comete irregularidades não ser punido?) e que  sequer foi confirmado por qualquer fonte do clube vira notícia.

***

Como eu tinha dito, o outro assunto a se comentar é o Fluzim. Pra começo de conversa, não creio que o pessoal do laranjal entregue o jogo contra o Figueira. Agora, o que eu tenho CERTEZA é que eles não vão se esforçar muito para vencer, ou mesmo para empatar. Além do resultado não fazer essa diferença toda para eles (uma vaguinha na Sul-Americana? Um caraminguá a mais na premiação do Brasileiro?), os caras estão de férias e, é inegável, uma queda do Vasco seria muito agradável para os sujeitos.

O que me faz ainda acreditar num resultado que nos interesse nessa partida é a incompetência do Figueira. Mas aí os tricoletes começaram a facilitar as coisas pro time catarinense: depois de Fred e Jean, agora é Diego Cavalieri que não jogará.

O Fluzim já faz a pior campanha do returno. Colocando um time misto em campo, sem alguns dos seus melhores jogadores, não vai haver a menor necessidade de entrega.

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Mas isso, claro, não é reclamação. Os tricoletes estão de férias e fazem o que bem entender. Quem merece críticas é o Vasco, que se colocou por conta própria na dependência de outros times para escapar do rebaixamento. Essa é a triste realidade.

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