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Drama e êxtase

Uma final não é apenas mais uma partida entre tantas em um campeonato. Toda final é um momento que supera e redime qualquer competição.

O estádio lotado não tem apenas torcedores, mas testemunhas de um acontecimento histórico, uma pequena epopeia repleta de drama e êxtase. Mas apenas um lado tem o que comemorar ao apito final. E, geralmente, o vencedor é quem passa por essa montanha-russa de emoções sem fraquejar.

A final entre Vasco e Botafogo foi assim. E ambos se provaram merecedores protagonistas do último ato desse Estadual. No maior palco do esporte brasileiro, fizeram das finais um espetáculo à altura de suas tradições, se não pela técnica ou pela plasticidade do futebol apresentado, pelas emoções que proporcionaram às suas torcidas.

Como todo drama, a final teve seus heróis. Alguns, óbvios como Martín Silva e Nenê, mas também heróis improváveis: quem poderia imaginar que um atacante com 1,67m de altura fosse marcar um gol de cabeça em um dos melhores goleiros do país? Ou que um zagueiro, quase dispensado no ano passado, entraria inesperadamente na segunda partida para marcar o gol do título?

Heróis inesperados podem ser um sinal de um elenco com opções ou – o que é mais provável – uma prova de que alguns jogadores têm estrela. Seja como for, na hora de decisão quem brilhou não foi a estrela solitária, mas sim a estrela do Jorginho e dos seus comandados. O que não significa que fomos campeões por obra do acaso; muito foi feito para o Vasco chegar onde chegou. O título é a coroação da competência de um trabalho traduzido numa invencibilidade de 25 partidas. Diante disso, não há como colocar qualquer mérito no acaso.

Vaz comemorando o gol do título (Foto: www.vasco.com.br)

Vaz comemorando o gol do título (Foto: http://www.vasco.com.br)

Somos bicampeões estaduais, repetindo um feito não conseguimos igualar por mais de 20 anos. E por mais que esteja na moda tentar diminuir a importância do Carioca, esse grupo do Vasco escreveu ontem um capítulo na história do clube que nunca será esquecido.

As atuações…

Martín Silva – não precisou fazer milagres, mas fez pelo menos duas daquelas grandes defesas que lhe garantem o mérito de ter sido um dos principais – talvez O principal – responsáveis pelo título.

Madson – sem a necessidade de atacar constantemente, se ateve mais à defesa e, ainda assim, falhou no lance do gol botafoguense. Para compensar, numa das poucas arrancadas que deu rumo ao ataque, acabou sofrendo a falta que originou o gol do título.

Luan – errou a maioria dos lançamentos e viradas de bolas que arriscou, mas vinha tendo uma atuação segura, se saindo bem no confronto direto e não tendo pudores ao apelar para os chutões quando necessário. Acabou sendo substituído no intervalo, lesionado. Rafael Vaz entrou em seu lugar e foi do inferno ao céu em questão de minutos: deixou o Leandrinho sozinho no lance do gol botafoguense para pouco depois marcar o gol do título. Fora isso, manteve o nível da segurança na zaga, mas foi melhor que Luan nas saídas de bola.

Rodrigo – não conseguiu evitar o cruzamento que terminou no gol alvinegro, mas manteve o bom nível das atuações em clássicos. Jogou com firmeza e dificilmente perde uma disputa no mano-a-mano.

Julio Cesar –também foi tímido no apoio e mesmo assim foi seu lado do campo o melhor caminho para o Botafogo chegar ao ataque.

Marcelo Mattos – incansável no combate, mas erra muitos passes. Em alguns momentos foi envolvido pelos meias botafoguenses.

Julio dos Santos – procurou ocupar os espaços no meio de campo e o fez bem. Mas poderia ser mais participativo na criação de jogadas. Sua única participação ofensiva com algum destaque foi em um corta-luz que deixou Riascos na cara do gol. Yago Pikachu entrou em seu lugar quando o jogo estava empatado, provavelmente para explorar os espaços que apareceriam contra um Botafogo que precisava desesperadamente de um gol. Não chegou a cumprir essa função e apesar do esforço, não manteve o nível do Julio na marcação pelo meio de campo.

Andrezinho – mais uma vez ditou o ritmo do Vasco, voltando para iniciar as jogadas e ajudando também na marcação. Participou dos melhores lances do time e ainda apareceu na frente para finalizar.

Nenê – foi o Nenê de sempre. Sofreu com a marcação, recebeu uma penca de faltas, reclamou do juiz, perdeu algumas bolas bobas e pouco fez em campo. Isso até achar que está na hora de resolver a partida e ser decisivo: saiu dos pés do camisa 10 o cruzamento para Rafael Vaz marcar o gol do título.

Jorge Henrique – se recebesse o salário de acordo com as funções que faz em campo, seria o mais bem pago do elenco: cobre o lateral até a linha de fundo, dá o combate no meio de campo e, quando sobra algum tempo, é visto até no ataque! Jogue bem – como ontem, quando fez algumas boas jogadas no ataque no primeiro tempo – ou mal, é impressionante seu comprometimento com as tais “funções táticas”.

Riascos – teve apenas uma chance clara para marcar, mas chutou fraquinho após corta-luz do Rúlio dos Santos. Se não tentasse sempre driblar todos os jogadores que encontra pela frente e colaborasse mais com passes no ataque, seria mais eficiente. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que só tinha mesmo uma função em campo: correr como um louco e ajudar a fechar o meio de campo.

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A invencibilidade e o título

invictos

Esse lance de “série invicta” é legal e tudo, mas muitas vezes, além de não trazer qualquer benefício prático, pode até ser prejudicial para um time. Quando uma equipe começa a pensar mais na sua invencibilidade do que na necessidade de vencer os jogos, é aí que começam os problemas. Em um exemplo mais recente, com PC Gusmão no comando, o Vasco ficou uma batelada de jogos sem perder e mesmo assim terminou na metade debaixo da tabela no Brasileiro de 2010.

Hoje fala-se muito da invencibilidade do Jorginho como técnico do Vasco. Mas não podemos esquecer que as até agora 24 partidas invictas não nos trouxeram nada: iniciada no Brasileiro do ano passado, a invencibilidade não evitou nossa queda para a Série B e ainda não nos garantiu o título Estadual. E é por esse “ainda” que, pelo menos por hoje, a série invicta ganha uma importância tremenda. A razão é simples: se continuarmos sem perder depois da partida contra o Botafogo, conquistaremos o bicampeonato Estadual.

Com a vitória no primeiro jogo da final e a consequente vantagem de jogar pelo empate, basta ao time do Vasco entrar em campo com o objetivo de manter sua invencibilidade para levantar a taça. Mas a questão é o que os jogadores farão atingir esse objetivo.

Jogar com o regulamento embaixo do braço e se satisfazer com o placar inicial é a pior maneira de evitar uma derrota. Adotar uma postura de cautela extrema e deixar o Botafogo jogar enquanto esperamos uma bola para marcar gols é algo que não pode passar pela cabeça do Jorginho ou dos seus comandados. Como estamos cansados de saber, a melhor defesa é o ataque e tentar a vitória a todo custo é a melhor maneira de mostrar o respeito que temos pelo nosso adversário.

Domingo passado o Vasco poderia ter feito uma vantagem maior, transformando a partida de hoje uma mera entrega de faixas. Perdemos a chance e chegamos a ser pressionados mesmo tendo um jogador a mais em campo. Não podemos deixar que isso aconteça de novo. O alvinegro precisa da vitória e não poderá se abster de atacar. Caberá ao Vasco jogar de forma inteligente, encontrando os espaços que uma possível pressão botafoguense irá nos proporcionar.

Podemos conquistar nesse domingo algo que os vascaínos não comemoram há mais de 20 anos. O Vasco até pode entrar em campo tendo em mente que manter a invencibilidade nos dará o título, mas sem esquecer que no fim das contas, o que importa mesmo é o bicampeonato.

Vasco X Botafogo

Vasco X Botafogo

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Jefferson; Luis Ricardo, Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Gegê (Fernandes) e Leandrinho; Salgueiro e Ribamar.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Ricardo Gomes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 08/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Dibert Pedrosa Moises.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, AP, DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Um feliz dia para todas as mamães, em especial às vascaínas. Vocês são parte importante na renovação e crescimento da torcida do Vasco. Se tudo der certo, o presente de vocês chega às 18 horas de hoje.

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Bom (mas podia ser melhor)

Como era de se esperar, o primeiro jogo da final do Estadual não foi dos melhores. Numa partida na qual a aplicação defensiva dos dois times foi a tônica, o Botafogo acabou sendo superior durante grande parte dos 90 minutos, evidenciando a principal qualidade do time do Ricardo Gomes. Mas isso não foi o bastante para apagar a estrela do time do Jorginho, que resistiu às investidas alvinegras e mesmo criando menos foi mais eficiente no ataque. Com a vitória por 1 a 0, o Vasco larga na frente na decisão, mas pela pequena vantagem e a forma como jogou, o título está longe de estar nas nossas mãos.

Isso porque vencer não é sinônimo de ter sido melhor ou mesmo de ter jogado bem. Como falei no pré-jogo ontem, Jorginho precisava descobrir uma maneira de dar alternativas de jogo para o Vasco que não anulassem as qualidades da equipe. E pelo visto o treinador não conseguiu fazer isso: o Botafogo entrou em campo sabendo exatamente o que fazer para anular nossos pontos fortes, jogando muito fechado sem a bola nos pés e partindo para o contra-ataque em grande velocidade.

Com uma média de idade bem menor que a nossa, a correria botafoguense foi mais efetiva, tanto na marcação – que chegava junto na maioria dos lances e que prejudicou muito nosso toque de bola – como no ataque. Como muitas das nossas jogadas acabavam sendo antecipadas, Andrezinho precisou voltar mais que o normal para iniciar as jogadas e, ainda assim, era obrigado a conduzir demais a bola à procura de espaços. Mas ao chegar ao ataque, a montoeira de jogadores botafoguenses impedia que chegássemos com perigo.

No segundo tempo, o Vasco passou a buscar também o contra-ataque, adiantando um pouco a marcação, mas as chances continuaram não aparecendo. E se coletivamente as coisas não estavam dando certo, foi preciso que o talento individual resolvesse. Nenê, que passou o primeiro tempo todo sofrendo com a marcação, apareceu mais na etapa final e mudou a cara do jogo. Primeiro, perdeu um gol feito após jogada de Riascos e Julio dos Santos na linha de fundo; Mas logo depois não teve jeito: o camisa 10 fez boa jogada pela lateral, se livrou de dois marcadores e cruzou; Jorge Henrique se antecipou e, contando com saída desastrada do Jéfferson, cabeceou para o fundo da rede.

O gol fez com que o Vasco melhorasse na partida, e se não chegamos a criar chances tão claras de gol, ao menos controlávamos melhor a partida. Mas isso também não durou muito tempo. As alterações feitas pelo Jorginho – as entradas de Yago Pikachu, Eder Luis e Diguinho nos lugares de Julio dos Santos, Jorge Henrique e Marcelo Mattos, respectivamente – não deram certo e, surpreendentemente, quando o atacante alvinegro Sassá foi expulso, o Botafogo voltou com toda a carga e passou a nos pressionar. Por muito pouco não passamos pelo constrangimento de ver o Botafogo, com um jogador a menos, empatar a partida. O que fatalmente teria acontecido se Martín Silva não fechasse o gol nos minutos finais do jogo.

A vitória foi importante, é óbvio. Agora, com um adversário que necessariamente precisa fazer gols no jogo final, o Vasco terá mais espaços para jogar e criar mais jogadas ofensivas. Apesar disso, é inevitável não reconhecer que não jogamos bem e que perdemos uma boa chance de praticamente garantir o título vencendo por uma diferença maior. O Botafogo teve dois zagueiros e um volante reservas em campo, passamos mais de 20 minutos com um jogador a mais e ainda assim não conseguimos transformar isso em gols. Que no domingo que vem saibamos aproveitar melhor as vantagens que teremos.

As atuações…

Martin Silva – o melhor em campo, com saídas do gol perfeitas e uma defesa espetacular no final do jogo garantiu a vitória.

Madson – até teve espaços para apoiar, mas como na maioria das vezes, raramente consegue concluir bem uma jogada. Na defesa, se não chegou a comprometer, também não foi um exemplo de segurança.

Luan – teve trabalho com Ribamar mas no geral foi bem.

Rodrigo – sua experiência ajudou a se dar bem sobre o jovem ataque botafoguense, mas falhou no posicionamento em alguns lances.

Julio Cesar – deixou alguns espaços pela sua lateral, mesmo sendo mais presente no apoio apenas no segundo tempo.

Marcelo Mattos – teve muitos problemas na saída de bola quando o Botafogo subia sua marcação e teve que apelar para faltas. Com um amarelo, acabou sendo substituído pelo Diguinho, que acabou deixando o meio de campo mais exposto mesmo quando tínhamos um jogador a mais em campo.

Julio dos Santos – acertou um lindo cruzamento para Nenê, mas errou passes demais. Apesar disso, ocupou melhor os espaços no meio que seu substituto Yago Pikachu, que não conseguiu compensar as falhas de marcação ajudando na criação.

Andrezinho – com a forte marcação botafoguense, acabou não conseguindo distribuir bem as bolas nem iniciar muitas jogadas de ataque. Na falta de opções, acabou exagerando ao carregar a bola para o ataque. Finalizou apenas uma vez, chutando longe do gol.

Nenê – após um primeiro tempo apagado, acabou fazendo a diferença na etapa final, iniciando a jogada do gol com um belo drible sobre seu marcador e acertando bom cruzamento para área. Teve ainda duas boas chances, uma após cruzamento do Rúlio (com chute pra fora) e numa cobrança de escanteio em que tentou um gol olímpico.

Jorge Henrique – vinha naquela correria de sempre, ajudando mais no combate que no ataque, até que num dos seus raros momentos atuando como sua função de origem manda, se antecipou à zaga alvinegra e marcou um surpreendente gol de cabeça. Jorginho tentou renovar o gás nos contra-ataques, mas a entrada do Eder Luis, que até puxou alguns contragolpes, não compensou como desafogo à pressão final do Botafogo.

Riascos – na maioria do tempo perdido entre os zagueiros, pouco produziu. Terá no próximo domingo a última chance para confirmar a artilharia do campeonato, algo que não chegou nem perto de fazer ontem.

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A mais justa final

vasbotaDepois de um turno inútil, uma Taça Guanabara vencida após mais de uma década e uma semifinal com um resultado previsível, o Vasco chega às finais do Estadual de 2016. A competição, sempre muito criticada – e por vários motivos justamente criticada – , reservou seu ponto alto para o encerramento: será decidida pelos times que mais mereceram e terá como palco para seu desfecho um local com o tamanho justo para sua importância.

Relembrando o que Vasco e Botafogo fizeram ao longo do campeonato, fica evidente o quão justa é uma final entre as duas equipes. Donos das melhores campanhas, chegaram à decisão após vencerem mulambos e tricoletes, que não deram a menor importância ao Estadual e talvez nem merecessem ir para a semifinal. Seria mais justo, por exemplo, que o Voltaço pudesse decidir uma vaga na decisão, pelo empenho que teve na competição. Se tricoletes e rubro-negros ficarão em casa secando os finalistas pela televisão, eles fizeram por merecer – ou melhor, deixaram de fazer – o local que reservaram para suas torcidas nesse domingo.

E exatamente por terem tido campanhas parecidas é que a tônica dessa final deverá ser a do equilíbrio. Foi o que vimos nas duas vezes que Vasco e Botafogo se enfrentaram nesse Carioca (com um empate e uma vitória vascaína), e é o que devemos ver hoje. Nenhuma das equipes deve se expor muito hoje para não correr o risco de tornar inútil a segunda partida, domingo que vem. Mesmo que os dois times já se conheçam bastante, provavelmente veremos muita cautela, briga pelo meio de campo e adversários se respeitando em campo.

Do lado do Vasco, não há surpresas. Os titulares do Jorginho estarão todos em campo e todo vascaíno sabe quem jogará e também COMO o time jogará. O problema é que certamente Ricardo Gomes também sabe como jogaremos e caberá ao nosso treinador fazer mudanças que possa surpreender o Botafogo sem que alterem o que há de positivo na equipe.

Faltam dois passos para conquistarmos o bicampeonato e se futebol se tratasse unicamente de merecimento, já poderíamos estar comemorando. Como não é, o Vasco precisa dar esse penúltimo passo para o título com cuidado, mas sem esquecer que uma vitória começa com uma atitude vencedora. É jogar com garra, atenção e respeito, não apenas ao Botafogo, mas principalmente à nossa camisa e tradição.

Botafogo X Vasco

Botafogo X Vasco

Jéfferson; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê e Leandrinho; Juan Salgueiro e Ribamar.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Ricardo Gomes.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/05/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Wagner Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Silbert Faria Sisquim.

As redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (RJ, ES, TO, SE, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem a partida. O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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A decisão já começa com um clima melhor para o Vasco depois que, aparentemente, a ida do Jorginho para o Cruzeiro subiu no telhado. Mas não há como negar que essa história toda foi muito mal conduzida por ambas as partes.

O Jorginho pode permanecer, mas pela sua reação ao ser questionado é óbvio que a proposta cruzeirense o balançou. Até aí, tudo certo, já que a grana prometida era enorme. Mas os motivos pelos quais ele tomou a decisão de permanecer existiam desde o começo e a dúvida entre aceitá-la ou não foi sim um pouco de ingratidão. Por respeito ao clube, aos jogadores que comanda, à torcida que o apoia e mesmo ao trabalho que o próprio treinador desenvolveu no Vasco, o correto seria nem ouvir a proposta da Raposa, no máximo solicitar que os dirigentes mineiros conversassem com a diretoria vascaína.

Já o Cruzeiro agiu de forma completamente antiética. Oferecer um caminhão de dinheiro ao Jorginho foi uma clara tentativa de explorar a crise financeira do Vasco em benefício próprio. Esse ato só reforça a imagem do clube como uma filial tricolete em BH: desde o episódio Dedé, a equipe celeste tem se esmerado em tentar levar a maior quantidade de valores que aparecem em São Januário. Se havia algum bom relacionamento entre nós e o clube mineiro, essa história deve ter dado um fim a isso. O que também deve significar que dificilmente Riascos permanecerá no Vasco após o término do seu contrato.

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Faltou força

O Vasco mais uma vez não passa de um empate em casa, dessa vez com o Grêmio, e novamente perde a chance de ficar mais próximo de sair do Z4. E dessa vez não podemos colocar na conta da arbitragem a perda de dois pontos. Aliás, não podemos colocar nem na falta de oportunidades criadas. O vilão da vez é um só: a incompetência nas finalizações.

O que é muito triste. Triste porque nem pudemos ficar felizes com o desempenho ofensivo do Vasco contra a segunda melhor defesa da competição. Também é desapontador, em uma partida na qual finalizamos 19 vezes, ter que apontar o Martín Silva como o melhor jogador do time, mas é inevitável. O que mais poderíamos falar de um time que arremata quase duas dezenas de vezes e não faz com que uma mísera única bola entre no gol adversário?

Vendo os melhores momentos do jogo, a debilidade das nossas finalizações fica evidente: mesmo tendo quase o dobro de chances que o Grêmio, foi o tricolor quem esteve mais perto de abrir o placar, já que criou as oportunidades mais claras e deu mais trabalho ao nosso goleiro. Marcelo Grohe, mesmo voltando de contusão, não chegou a passar apertos com nossos chutes, sempre fracos ou sem direção.

Mas esse não foi nosso único problema. Mais uma vez também ficou claro o desgaste do time no decorrer da partida. Voltemos aos números do jogo: no primeiro tempo, o placar das finalizações terminou em 10 a 1 a nosso favor. Na metade final do segundo, o peso de ter uma equipe em que mais da metade dos seus jogadores têm mais de 30 anos foi cobrado. O Grêmio cresceu na partida e chegou a pressionar. Estivemos prestes a ver mais uma partida entregue nos minutos finais.

Como eu disse no post antes da partida, o Vasco precisa voltar a subir na tabela por suas próprias forças e deixar de contar com os tropeços dos adversários para se manter vivo na competição. Mas o empate de ontem, o quarto seguido que tivemos, mostrou que devemos encontrar uma força extra, não apenas para o nosso ataque e finalizações, mas principalmente para sair dessa situação.

As atuações….

Martin Silva – analisando o critério “cumprir o seu papel” foi o melhor do time. Fez pelo menos uma grande defesa e foi preciso nas saídas do gol.

Madson – no dia do seu 50º jogo com a camisa do Vasco, quem ganhou o presente foi a torcida, que viu um dos seus raríssimos cruzamentos certos na sua história no clube. Mas foi apenas um, que o Madson não está lá pra ficar desperdiçando qualidade, não é mesmo?

Luan – não comprometeu, mas quase: por pouco o Grêmio não marca um gol quando o rapaz não saiu a tempo da sua posição e deixou dois jogadores adversários em condição para marcar.

Rodrigo – deu duas vaciladas feias no jogo, por sorte, sem maiores consequências. Teve uma excelente chance para marcar no primeiro tempo, mas na hora de finalizar, deixou bem claro porque é zagueiro, não atacante.

Christiano – o tempo no banco não parece ter adiantado nada para melhorar o futebol do rapaz. Foi o mesmo de sempre: quando apoia, não sabe o que fazer; quando marca, vacila o tempo todo (aliás, quase sofremos um gol no segundo tempo quando um atacante gremista passou pelas suas costas sem que o lateral sequer tomasse conhecimento).

Bruno Gallo – enquanto teve gás, fez uma partida dentro da normalidade, ajudando na saída de bola e na ocupação dos espaços. No segundo tempo, principalmente após a entrada do Diguinho, teve mais liberdade pra ajudar na criação, mas cansou rápido. No fim do jogo errou um passe simples e se não comete uma falta (que lhe rendeu um amarelo), teria cedido um contra-ataque perigoso.

Julio dos Santos – taticamente até pode ser importante (e Jorginho afirmou que o manterá como titular), mas continuo achando que os raros bons passes que acerta (ontem não passaram de três) não compensam a lentidão e a fraqueza no combate. Mas aí entra o Diguinho no seu lugar e vemos que, quando o volante joga como jogou ontem, fica complicado contestar a titularidade do paraguaio. Se há mais opções no elenco além dos dois é outro assunto.

Andrezinho – se esforçou tanto na criação quanto no combate. Finalizou duas vezes, uma em chute por cima do gol e outra numa cabeçada fraca e nas mãos do goleiro.

Nenê – foi o melhor em campo, criando boas jogadas. Mas pecou muito nas finalizações, sempre chutando fraco ou nas mãos do Marcelo Grohe. Protagonizou os três melhores lances do Vasco: uma cobrança de falta que explodiu no travessão e duas jogadas com passes de peito feitos por Julio dos Santos, infelizmente, arrematando fraco nas duas oportunidades.

Jorge Henrique – fez uma partida pra lá de discreta. De marcante, apenas bom cruzamento para Julio dos Santos ajeitar de peito para finalização do Nenê, já no segundo tempo. Renato Kayzer entrou em seu lugar aos 41 minutos da etapa final e não teve tempo para fazer muita coisa.

Leandrão – talvez tenha sido uma opção tática mantê-lo mais perto dos meias, mas isso, além de afastá-lo demais da área (o que prejudica um atacante lento como ele) o tornou presa fácil dos marcadores. Teve poucas chances para finalizar e foi mal em todas: uma cabeçada e um chute por cima do gol e outro chute fraco. Rafael Silva deu maior mobilidade ao ataque, mas não conseguiu resolver o problema de finalização que o ataque apresentou durante toda a partida.

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Os resultados da rodada acabaram por não fazer com que mais esse empate fosse um resultado catastrófico. Ainda dá pra escapar da degola, mas será que poderemos falar isso por muito mais tempo? Esse é o assunto da minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Cliquem aqui para dar uma conferida.

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Com as nossas próprias forças

Depois de um longo período sem atualizar o blog (graças a falta de jogos no meio da semana e também à incompetência da minha operadora de banda larga, que me deixou na mão por dois dias), volto a escrever justo no dia em que o Vasco tem mais uma decisão no Brasileiro. Algo que aliás já estamos acostumados, já que daqui pra frente, todo jogo será uma final de campeonato. E com os resultados das nossas últimas partidas, o confronto com o Grêmio passou a ser ainda mais importante do que já seria.

Isso porque, apesar de termos voltado à lanterna, uma vitória hoje poderá nos fazer subir duas posições na tabela e nos deixar, com alguma sorte, a um ponto de escapar do Z4. Isso sem falar que três pontos hoje podem ser o início de mais uma turbinada na nossa classificação, já que teremos outro jogo no Rio na próxima rodada, contra o tricoflor no Engenhão.

Mas para isso teremos que ser muito melhores do que temos sido, independente da cegueira momentânea que os juízes têm tido nos jogos do Vasco. Ainda que estejamos sendo sistematicamente prejudicados por, vá lá, “erros” de arbitragem, não podemos perder as chances claras de gol que temos perdido. Ainda mais hoje, contra o terceiro colocado no Brasileirão, um time que têm um desempenho como visitante melhor que o nosso jogando em casa e que, vindo de uma derrota para a Chapecoense diante da sua torcida, começa a ver sua vaga garantida na fase de grupos da Libertadores correr riscos.

E fazer gols, nosso maior problema em 2015, não será nada fácil. Além de ter a segunda melhor defesa do campeonato, o Grêmio contará com a volta de Marcelo Grohe, forte candidato a ser o goleiro titular da seleção. Diante disso, só nos resta torcer que a semana de treinos tenha sido aproveitada pelos nossos atacantes, principalmente no aprimoramento de finalizações.

E para chegar ao gol adversário, Jorginho hoje contará com todos seus titulares (acho o termo “força máxima” exagerado para o nosso elenco). O que não quer dizer que tudo são flores: se Jorge Henrique – absolvido pelo STJD essa semana – pode jogar, por outro lado, nosso treinador insiste em manter a titularidade de Rúlio dos Santos. Leandrão, o artilheiro que só faz gols na Série C, também poderia passar uma temporada no banco, mas aí falta quem lhe substitua a contento (já que, aparentemente, o Kayzer não terá mais chances esse ano). Mas não tem jeito: o time é esse e são esses 11 sujeitos que precisam se virar na complicada tarefa de furar a defesa gremista.

Os resultados dos nossos concorrentes na luta contra o rebaixamento têm nos permitido manter a esperança, mas não podemos mais contar apenas com o fracasso dos adversários. Já passou da hora de buscar a recuperação por nossas próprias forças. Em um campeonato no qual o Vasco errou tudo o que podia e mais um pouco, não podemos mais nos dar ao luxo de errar. A partida de hoje pode ser considerada definitiva: uma vitória sobre o Grêmio fará com que tenhamos mais forças para escapar da queda; mas qualquer outro resultado pode ser a ducha fria definitiva na nossa reação.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Grêmio

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Julio César; Bruno Gallo, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Marcelo Grohe; Galhardo, Thyere, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano, Douglas e Pedro Rocha; Bobô.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Roger Machado.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 25/10/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Marcelo Aparecido de Souza (SP). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP).

A Rede Globo transmite ao vivo para o RS. O canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Um breve comentário sobre o sr. Marcelo Aparecido de Souza, o árbitro da partida de hoje: em 2015, ele atuou em jogos das Séries B, C e D o mesmo número de vezes que atuou em partidas da Série A. E ainda assim se dividiu em trabalhos como quarto árbitro e até como árbitro assistente adicional.

Uma partida em um time que luta contra o descenso e outro que precisa assegurar sua vaga na fase de grupos na Libertadores (sem mencionar o fato de se tratar de um dos maiores clássicos do futebol nacional) talvez merecesse um árbitro com um pouco mais de gabarito. Talvez, apenas. É somente a minha opinião, claro.

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Sem querer dar uma de adivinho, mas poderia até apostar uma grana na vitória do Avaí sobre a Chapecoense hoje, mesmo jogando fora de casa. Será o melhor resultado para o futebol catarinense.

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Três pontos sobre menos 2 pontos

1º ponto: meu velho pai, um sujeito prático e pouco afeito aos trololós de táticas, sempre fala que “futebol é fácil de ganhar. Tem que fazer gol. Se leva um, faz dois. Se leva dois, faz três”. É um raciocínio raso, mas de uma lógica irrefutável. E não seguir essa lógica tem sido um dos problemas do Vasco ao longo do ano. O time alterna boas, más e péssimas atuações, mas em quase a totalidade de jogos esse ano, o time não faz gol. Ontem, até tivemos uma boa atuação, Jordi pouco teve trabalho, pressionamos a maior parte do tempo, mas continuamos não convertendo o predomínio em chances de gol e menos ainda convertendo as oportunidades que criamos em gols. E nisso, acabamos com um péssimo empate como resultado.

Sem fazer gol – eis aí a lógica aí de novo – é impossível vencer. E o Vasco não faz gols. E nessa, a culpa não é só dos atacantes, que convenhamos, têm números ridículos. Podemos colocar na conta também as opções do Jorginho (por que o Herrera, meu Deus?!?!) e os problemas sérios de finalização de todos os jogadores. Na situação em que nos encontramos, precisamos vencer. E, como eu disse ontem, não apenas nossos adversários, mas os desfalques, as arbitragens e todo o resto. Só que volta e meia não conseguimos vencer nem nossos confrontos diretos na luta contra o rebaixamento. E se precisamos marcar gols, não apenas para vencer, mas também para compensar os erros de arbitragens, como conseguir isso com a seca dos nossos atacantes?

2º ponto: e são justamente os erros de arbitragens que nos fazem ficar menos esperançosos. Isso porque não se trata de prejudicar o Vasco simplesmente, mas sim, de salvar alguns times de Santa Catarina. Se o Vasco tivesse feito uma campanha decente ao longo do campeonato, dificilmente seria tantas vezes garfado como tem sido. E, infelizmente, nada indica que os erros acabarão, mesmo que não tenhamos mais jogos contra times catarinenses. É fácil entender a razão: se o Vasco escapar, NECESSARIAMENTE outro clube do estado do Vice-Presidente da CBF cairá. Então, é preciso garantir que o Vasco não conseguirá reagir para Santa Catarina manter ao menos três clubes na elite.

3º ponto: me digam uma coisa: a volta do Dotô não era a volta do “respeito”? Ele não é um mestre nos bastidores e manda e desmanda na CBF? Esse não foi um dos argumentos mais utilizados pelos seus eleitores ao colocá-lo de volta ao poder em São Januário?

Me desculpem os lobotomizados, mas o “poder” do Sr. Eurico Miranda anda muito fraco. Nas últimas rodadas perdemos SEIS PONTOS por conta de erros de arbitragem. O trabalho iniciado no jogo contra o Avaí (quando, além do empate, o juiz garantiu TRÊS desfalques importantes para o jogo de ontem) foi finalizado ontem e o que o “poderoso” Dotô fez? Reclamou e fez várias acusações com relação à arbitragem e ao Sr. Delfim Pádua Peixoto Filho, VP da CBF e presidente da Federação Catarinense.

E de que isso vai adiantar? De nada. Se havia algo a ser feito, era antes do time ser prejudicado. Fosse mesmo muito influente na CBF, as roubalheiras contra o Vasco já deveriam ter diminuído depois do jogo contra o Cruzeiro. Esperar perdermos seis pontos para esbravejar em entrevistas (e para denunciar um esquema tão óbvio que até eu já tinha falado a respeito) só pode dar em uma coisa: um processo por calúnia e difamação. E, caso o Dotô perca na justiça, quem bancará o prejuízo será mais uma vez o clube.

Nem vou falar da falta de planejamento, que só permitiu que tivéssemos um time aceitável com o segundo turno rolando. Mas se não conseguirmos escapar por conta desses pontos perdidos em erros de arbitragens, podemos colocar na conta da falta de respeito com que tratam o Vasco, com Eurico e tudo.

As atuações…

Jordi – duas boas defesas, uma em cada tempo. Fora isso, não teve muito trabalho.

Bruno Ferreira – em grande parte do jogo foi apenas um Madson genérico, que apoia bastante, mas não consegue finalizar uma jogada sequer na linha de fundo.

Luan – venceu a maioria dos confrontos contra os atacantes adversários.

Rodrigo – era para ser o herói da partida e acabou sendo o vilão involuntário.

Julio Cesar – com as subidas do Apodi pela esquerda, acabou ficando mais preso à marcação.

Bruno Gallo – já fazia uma boa partida quando tinha mais responsabilidades defensivas e melhorou com a entrada do Diguinho, que lhe deu mais liberdade.

Julio dos Santos – não fez a menor diferença em campo, seja no combate ou na criação. Saiu para a entrada de Diguinho, que deu mais consistência defensiva ao meio, mas sem ritmo, acabou perdendo algumas bolas bobas.

Andrezinho – comprometeu sua boa atuação perdendo o gol mais feito da partida.

Nenê – foi uma das suas melhores partidas. Foi mais objetivo e mais efetivo na criação, pelo menos até cansar e voltar a tentar fazer mais jogadas de efeito que ajudar o time.

Herrera – quase 70 minutos em campo e nenhuma finalização. Continua sendo um mistério insondável a escolha do Jorginho pelo argentino. Romarinho entrou em seu lugar e não fez nada muito diferente, mas pelo menos é mais novo e não teve nem um terço das chances que o Herrera teve.

Leandrão – na boa? Validade esgotada pro (nem tão) rapaz. Pode ser esforçado, é verdade que não tem recebido tantas bolas em condições de marcar, mas nas vezes que teve, também as desperdiçou. Na situação em que estamos, não dá pra ter um “artilheiro” que em oito jogos só marcou um gol. Riascos entrou em seu lugar no fim e, pelo menos pra mim, é peça de um mistério: ele está longe de ser um craque, mas o que justifica o cara ser preterido pelo Herrera e pelo Romarinho?

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