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Nos pés da molecada

garotadaDo time bem mais jovem que o normal que Jorginho colocará em campo contra a Luverdense, cinco são formados na base do Vasco. A utilização da garotada é um desejo antigo da torcida, que mesmo não tendo certeza absoluta se eles corresponderão à responsabilidade, pelo menos sabe que é melhor dar mais oportunidades a jogadores jovens e com uma ligação mais profunda que insistir com alguns veteranos que têm jogado mais pelo que fizeram na carreira do que pelo que podem fazer hoje.

O problema é a obrigação de lançar um monte de moleques de uma vez só. Vá lá que a Luverdense nem seja um adversário dos mais temíveis (venceu apenas três das oito partidas que jogou em casa), mas ainda assim, não é apenas a inexperiência que pode nos fazer ter problemas contra esse ou qualquer outro adversário nas condições de hoje. Podemos listar, além da juventude dos titulares de hoje, o fato de nunca terem jogado juntos, a ausência das duas das três referências técnicas do time (Andrezinho e Nenê), uma zaga que nunca jogou junto (sendo um zagueiro voltando e operação e outro que está há algum tempo sem jogar) e também o esquema definido pelo Jorginho, que vem num 4-1-2-1-2 no qual apenas o garoto Evander parece ter a capacidade de criar jogadas.

Resumindo, a molecada precisará jogar muita bola para superar não apenas a equipe matogrossense, mas também os próprios problemas do time. E tudo isso em uma partida na qual uma derrota significará terminar a rodada na liderança unicamente pelo saldo de gols (que, logicamente, será menor se perdermos o jogo).

Nem dá pra considerar que a forçada de barra por cartões amarelos feita pelos pendurados na última rodada tenha sido um equívoco. Alguns titulares realmente sofreriam com a desgastante viagem para Lucas do Rio Verde e, tendo que decidir uma vaga na Copa do Brasil em Recife na quarta-feira, fatalmente eles seriam poupados de qualquer forma hoje. Mas isso não muda o fato de que ter definido uma prioridade e desfigurar o time dessa forma pode comprometer essa partida pelo Brasileiro. Para a estratégia se provar acertada, a molecada terá que se superar hoje e os titulares precisarão fazer o mesmo na semana que vem.

Luverdense X Vasco

Luverdense X Vasco

Gabriel Leite; Raul Prata, Airton, Walace e Paulinho; Jean Patrick, Moacir, Régis Souza, Rogerinho e Sérgio Mota; Tozin.

Martín Silva; Yago Pikachu, Jomar, Rafael Marques e Alan Cardoso; Julio dos Santos, William Oliveira, Diguinho e Evander; Caio Monteiro e Thalles.

Técnico: Júnior Rocha.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Passo das Emas. Data: 16/07/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Héber Roberto Lopes. Auxiliares: Neuza Inês Back e Helton Nunes.

O SporTV transmite ao vivo para todo o Brasil (exceto MT). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Hora de virar a chave

chaveQuase dois meses depois, o Vasco pode esquecer por algum tempo a Série B e concentrar suas forças em uma competição nacional decente. Tendo passado pelo Remo e CRB, encaramos hoje o Santa Cruz, pela terceira fase da Copa do Brasil.

É nosso primeiro confronto contra um time da elite – o que é estranhíssimo: por mais que o Santinha mereça todo o respeito, não há como não pensar que as posições dos dois times no cenário nacional está invertido – e promete ser o mais complicado até agora na copa. E poderia ser ainda mais difícil, fosse a partida marcada algumas semanas atrás: o Santa perdeu o embalo que o levou ao topa da tabela do Brasileirão e em queda vertiginosa, agora luta contra o rebaixamento na Série A.

O problema é que em matéria de queda de rendimento, o Vasco não fica muito atrás. Ainda que se mantenha na liderança desde o começo da Série B, o time não tem uma atuação convincente há muito tempo. E até por isso, uma partida por outra competição pode vir a calhar: se o problema da equipe é uma certa falta de motivação em jogar a segundona, uma partida da Copa do Brasil deve – ou pelo menos deveria – empolgar os jogadores. Afinal de contas, o que está em disputa é um título nacional que vale a pena ser comemorado (além de uma vaga na Liberta) e não a obrigação de conduzir o Vasco a um lugar de onde nunca deveria ter saído.

A virada de chave, se acontecer, tem que partir dos nossos jogadores. Se apresentarmos o mesmo futebol chinfrim que temos mostrado no Brasileiro, podemos acabar nos complicando diante do tricolor pernambucano, mesmo com eles em baixa e sem o Grafite (que, se recuperando de contusão, não deve jogar). Precisamos nos impor em nosso estádio, até porque certamente penaremos muito se precisarmos reverter em Recife um resultado ruim nesse primeiro jogo. E, tão importante quanto, é acabar com as desculpas do time na Série B: se fizemos um placar convincente contra o Santa Cruz, não haverá justificativa para as partidas ruins que temos feito contra adversários que nem na elite estão.

Vasco x Santa Cruz

Vasco X Santa Cruz

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Henrique, Andrezinho, Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Marcílio e João Paulo; Keno, Marion e Arthur.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Milton Mendes.

Estádio: São Januário. Data: 13/07/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso. Auxiliares: Helcio Araujo Neves e Luiz Antonio Barbosa.

A Rede Globo transmite ao vivo (RJ, Juiz de Fora-MG, ES, PE, PI, MA, Santarém-PA, AM, RO, AC e RR) . A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país.

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Só com bola de cristal

previewFazer prognósticos sobre os jogos do Vasco virou exercício de futurologia. Não adianta levarmos em consideração a superioridade do elenco cruzmaltino, a possível fragilidade dos adversários, o local do jogo, a campanha dos times, a presença do Nenê, as opções do Jorginho…nada disso nos dá a menor dica do que acontecerá com a bola rolando. Podemos ganhar jogando muito mal, perder dominando a partida, golear como visitante, sermos esculachados em São Januário e por aí vai.

Por isso, me faltando as habilidades de uma Mãe Dinah para falar sobre o confronto contra o Avaí na Ressacada, só me resta fazer aquilo que nossos atacantes têm feito muito pouco: chutar. Hoje, mesmo jogando fora de casa, mesmo com Eder Luis e Leandrão no ataque e mesmo com a possibilidade do Aislan entrar em campo, acredito numa vitória do Vasco.

Na situação não muito confortável em que se encontra na classificação, o Avaí não poderá se dar ao luxo de jogar “apenas por uma bola” e deve ao menos tentar ditar o ritmo da partida. O retrospecto do time em casa – quatro vitórias em seis jogos – também indicam que, pelo menos no seu estádio, o Leão da Ressacada mostra mais atitude. E ai, com mais espaço para jogar, as coisas podem ficar mais fáceis para nosso lado.

Mas independente do que virá do outro lado, o Vasco precisa muito da vitória. Não apenas porque uma derrota pode fazer com que o Atlético-GO chegue de vez (se perdermos e eles vencerem, empatarão em pontos conosco), mas porque não há justificativa para tal queda no desempenho do time. O elenco tem uma média de idade alta, a sequência de jogos é absurda, os adversários todos nos enxergam como o time a ser batido… tudo isso é verdade e tudo isso prejudica o trabalho do grupo. Mas para um time que manteve 90% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas, uma queda para 50% nas últimas seis é difícil de ser explicada apenas por esses motivos. Falta de motivação? Erros da comissão técnica? Falta de opções no elenco? Só os jogadores, o treinador e a diretoria podem fazer o Vasco voltar a ter o desempenho que tinha antes. Contar com a fraqueza dos adversários para nos darmos bem na competição é muito pouco.

Temos mais entrosamento, estamos em melhor fase e temos um elenco superior ao Avaí. Mas enquanto não resolvermos nossos próprios problemas, só com uma bola de cristal para saber se venceremos ou não.

Avaí X Vasco

Avaí X Vasco

Renan; Renato, Fábio Sanches (Celio), Gabriel e Capa; Luan, Alemão, Jajá e Diego Jardel; Rômulo e William.

Martín Silva; Madson, Luan (Aislan), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Eder Luis e Leandrão.

Técnico: Silas.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 02/07/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha. Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Adailton Fernando Menezes.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Florianópolis – SC). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Rafael Marques, zagueiro de 32 anos, rescindiu seu contrato com o Coritiba e, pelas notícias, deve aportar na Colina. Com a saída do Vaz e a participação do Luan na Seleção Olímpica, a contratação é mais que bem-vinda, mesmo que seja mais um trintão num elenco formado basicamente por veteranos. Afinal de contas, ou chega um reforço, ou teremos que ver o Aislan em campo.

Fica a dúvida sobre as razões para o jogador pedir a dispensa no Coxa. “Perder espaço” é a justificativa padrão, mas o que levou o jogador a amargar o banco é que seria interessante saber.

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Os números enganam

numbersA matemática é simples. Ninguém vai discutir que a soma de dois mais dois é quatro. Já quando aplicamos a matemática ao futebol, as coisas complica um pouco. Um exemplo claro: segundo o site Footstats, uma seleção da Série B até essa 11a rodada só incluiria dois jogadores do Vasco, e um deles seria o Marcelo Mattos! Tal bizarrice só pode ser explicada por se levar em consideração apenas as estatísticas.

Seguindo mais uma vez os números, poderíamos dizer que o Paraná Clube, nosso adversário de logo mais na Colina, não seria um oponente tão fácil de encarar. Sua campanha como visitante está longe de ser das piores: de seis partidas fora de casa, o rubro-anil perdeu apenas duas vezes. Ou seja, o time paranaense tem o hábito de tirar pontos dos seus anfitriões.

Mas esses são os números apenas. Olhando mais atentamente a campanha do Paraná, as coisas não são bem assim. Nosso adversário venceu apenas uma das partidas fora de casa – e contra o lanterninha Sampaio Corrêa – e empatou outras três, duas contra times abaixo do próprio Paraná na classificação e uma contra o CRB, que pode ser considerado seu melhor resultado longe do Durival Britto. Nas outras duas partidas, derrotas aparentemente incontestáveis: um 2 a 0 do Brasil de Pelotas e um 5 a 1 (!!!) contra o Náutico.

Resumindo, o Paraná pode até não estar fazendo uma campanha das piores como visitante. Mas isso se deve muito mais ao fato de ter encarado times mais fracos. Quando bateu de frente com equipes um pouco melhores, não conseguiu evitar a derrota. E como hoje a equipe paranaense, além de ter uma penca de desfalques, terá pela frente o melhor time da competição…

Não termino a frase porque esse “melhor” também se baseia em números. Com a bola rolando, há controvérsias. O time não tem jogado nada bem e as duas últimas vitórias não foram nada convincentes. Hoje, mais uma vez, Jorginho não poderá contar com seu time ideal, mas a quase certa entrada do Diguinho (rezem!), que na prática não é tão pior que o “selecionável” Marcelo Mattos, não servirá como desculpa para outra atuação ruim. Com a volta do Rodrigo à zaga e Aislan – o “entregador oficial” do time – longe, a defesa ficará mais segura. Assim, bastaria que o Nenê voltasse a jogar bola, coisa que não faz há algum tempo.

Jogando em casa contra o 10o colocado na tabela, uma vitória é o único resultado aceitável. Mas o ideal seria vencer mostrando, ao menos um pouco, as razões para o favoritismo que nos atribuem. No momento, apenas os números da nossa campanha confirmam isso.

Vasco X Paraná

Vasco X Paraná

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Marcos; Diego Tavares, Alisson, Zé Roberto (Leandro Silva) e Fernandes (Rafael Carioca); Leandro Silva (Fernandes), Basso, Murilo e Válber; Róbson e Lúcio Flávio.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Martelotte.

Estádio: São Januário. Data: 28/06/2016. Horário: 20h30. Arbitragem: Rodrigo Batista Raposo. Auxiliares: Jose Reinaldo Nascimento Junior e Lehi Sousa Silva.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Um caminho alternativo

atalhoQuando encaramos o CRB pela segunda fase da Copa do Brasil, o Vasco estava prestes a conquistar o bicampeonato estadual de forma invicta, defendia uma longa invencibilidade e se falava em quebra de marcas históricas dentro do clube. E no meio de um momento de relativa euforia, uma coisa passou meio que batida por muitos: nós penamos muito para eliminar o time alagoano. Nós avançamos na competição por conta de um magro 1 a 0 (com gol de bola parada e uma atuação salvadora do Jordi) e um empate em São Janú, com aquele gol do Vaz já nos acréscimos.

E se nossos anfitriões de hoje nos deram muito trabalho quando estávamos numa fase inegavelmente melhor, é certo que não encontraremos uma partida fácil no Rei Pelé. O CRB está por um ponto fora do G4 da competição e uma vitória lhe garantirá o terceiro lugar na tabela e uma moral gigante diante da sua torcida, que não deve ter ficado muito satisfeita com o empate contra o Paraná no último jogo em casa.

Para o Vasco evitar que isso aconteça, terá que jogar mais do que tem jogado. Vencemos na última rodada, mas o 1 a 0 sobre o Londrina – com um gol de sorte e sofrendo pressão nos minutos finais – não foi o bastante para provar que a equipe do Jorginho está voltando a apresentar um bom futebol. E já passou da hora do Vasco confirmar todo o favoritismo que tem na competição. Temos time de sobra pra isso, independente dos desfalques: Rodrigo nem tem jogado tanto assim e Jomar pode dar conta do recado; e sem William Oliveira perdemos um pouco de força no combate, mas ganhamos mais qualidade no passe longo com Julio dos Santos.

Mas superioridade teórica não garante três pontos pra ninguém. O Vasco tem que justificar em campo seu favoritismo, e para isso, precisa errar menos passes, ter mais atenção na defesa e, principalmente, ser mais efetivo na criação de jogadas e finalizações. Nas últimas rodadas ficou claro o preço pago pela dependência dos lampejos do Nenê: não estando o camisa 10 em campo ou quando está e não faz nada, o time cai vertiginosamente de produção.

Jorginho precisa encontrar alternativas para manter a efetividade ofensiva quando Nenê não consegue render, seja quando ele não tiver condições de jogo, seja por conta de uma marcação muito forte sobre o meia. Principalmente nesse segundo caso, que é o que provavelmente acontecerá não apenas hoje contra o CRB, mas já vem ocorrendo há muito tempo e ocorrerá pelo resto do campeonato.

CRB X Vasco

CRB X Vasco

Juliano; Bocão, Audálio, Boaventura e Diego; Olívio, Galdezani, Somália e Eder; Welinton Júnior e Lúcio Maranhão.

Martín Silva; Madson, Luan, Jomar e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Técnico: Mazola Júnior.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Rei Pelé. Data: 25/06/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Leandro Bizzio Marinho. Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Oberto da Silva Santos.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Maceió-AL). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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E o Pikachu, Jorginho????

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Devolvam-nos a confiança

confiancaNo jogo contra o Paysandu, o Vasco jogava em casa, tinha todos os seus titulares à disposição – ainda que Jorginho, e aparentemente apenas ele, prefira o Madson ao Pikachu – foi à campo com o que podemos considerar sua força máxima para encarar um time que estava no Z4 de um campeonato como a Série B do Brasileiro.

Apesar de tudo indicar que não teríamos muitos problemas para garantir os três pontos, todos se lembram do resultado ao final da partida.

Eis que hoje o Vasco jogará fora de casa contra o Londrina, uma equipe que está a um ponto do G4, com um aproveitamento de 66,6% no seu estádio (perdeu apenas uma partida) e que conta com um atacante como o Keirrison, que mesmo estando longe da sua melhor fase, merece atenção especial.

Olhando esses dois cenários, o que poderá pensar o torcedor do Vasco?

Não falo dos jogadores. O time é pra lá de experiente, é indiscutivelmente bem superior à média dos elencos da competição e, a bem da verdade, está numa posição confortável, tanto na colocação da tabela quanto no ambiente.

Os jogadores não têm muitos motivos para estarem inseguros com relação à partida contra o Londrina. Mas a torcida, ah, essa tem alguma razão se não parecer tão confiante.

Primeiro porque gato escaldado tem medo até de água fria. O time está bem no Brasileiro, mas estar bem numa Série B não passa de obrigação para um clube do tamanho do Vasco. E, ainda assim, já tivemos exemplos de campanhas terríveis mesmo na segundona (2014 ainda está na memória de cada um de nós). Estar bem hoje, é uma coisa…mas jogando da forma como temos jogado e lembrando que perdemos duas das últimas três partidas que disputamos, se continuarmos nesse ritmo não estaremos mais tão bem em muito pouco tempo.

E depois, nunca se sabe se o Jorginho fará para apresentar um “protagonismo” na partida. Essa foi a justificativa do treinador para as alterações insanas que fez no jogo contra o Papão. E isso numa partida em que, mesmo que não estivéssemos criando chances de gol, mantínhamos o adversário em completo domínio. E se mais uma vez demorarmos a marcar um gol logo mais? Quem garante que Jorginho não voltará a trocar volantes por atacantes sem o menor critério?

O grupo sabe que a derrota para o Paysandu foi algo inaceitável para o torcedor e dificilmente o time não fará uma apresentação mais consistente essa noite. E um bom resultado hoje será importantíssimo, não apenas para a nossa classificação, mas também para que o vascaíno volte a ter a confiança que depositava no time há algum tempo. Ainda que seja muito improvável que o Vasco chegue a ter problemas para voltar a elite em 2017, o torcedor não quer mais uma vez passar pelo sofrimento que passamos há dois anos.

Londrina X Vasco

Londrina X Vasco

Marcelo Rangel; Igor Bosel, Matheus, Luizão e Léo; Germano, Rafael Gava e Rondinelly; Zé Rafael, Keirrison (Jô) e Itamar.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles (Leandrão).

Técnico: Claudio Tencati.

Técnico: Jorginho.

Estádio: do Café. Data: 21/06/2016. Horário: 19h15. Arbitragem: Jose Claudio Rocha Filho. Auxiliares: Fabrício Porfírio de Moura e Leandro Matos Feitosa.

O SporTV transmite para todo o Brasil (exceto PR). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Será que Jorginho manterá mais uma vez o Pikachu no banco e Madson entre os titulares? Alguém saberia explicar o que leva nosso treinador a insistir com isso?

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Sem salto alto

saltoO Paysandu, nosso adversário de logo mais na Colina, está mal na competição. Com nove pontos conquistados, o Papão da Curuzu entrará em campo hoje já no Z4, lugar onde permanecerá até pelo menos a próxima rodada se não conseguir arrancar um pontinho do Vasco. E em matéria de arrancar pontinhos na casa do adversário, o time paraense também não tem feito seu trabalho com muita competência, já que tem apenas 13% de aproveitamento (dois pontos em 15 disputados).

E o que a equipe alviceleste poderá fazer contra o líder da competição, que tem quatro vitórias diante da sua torcida e contará com a volta do seu goleiro titular? Seguindo a lógica, se segurar o quanto puder, torcendo para que a pontaria dos atacantes vascaínos esteja naqueles dias horrendos. E, quem sabe, numa dessas coisas que só acontecem no futebol, esperar que os zagueiros cruzmaltinos entreguem a paçoca em algum momento.

Mas, sejamos sinceros, as chances disso acontecer são muito remotas.

Finalmente o Vasco volta a contar com todos os seus titulares (ainda que no quesito centroavante isso não seja muita vantagem) e jogando em São Januário é besteira ficar falando nas possíveis dificuldades que o Paysandu poderá nos trazer na partida. Mesmo que não exista isso de “obrigação de vencer” no futebol, a fragilidade do nosso adversário não nos permite dar desculpas: se não vencermos hoje, não será por conta da qualidade do Papão, e sim, das nossas próprias falhas (que volta e meia aparecem, quer estejamos vencendo ou não).

Então é simples: se o Vasco jogar o que tem condições de jogar, o Paysandu não tem a menor chance de fazer qualquer graça hoje. Se o time do Jorginho deixar o “saltoaltismo” de lado e jogar com seriedade e atenção (ou seja, respeitando o adversário por mais fraco que ele seja), temos tudo para conquistar mais três pontos.

Vasco X Paysandu

Vasco X Paysandu

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão (Thalles).

Emerson; Edson Ratinho, Fernando Lombardi, Gilvan e Lucas; Ricardo Capanema, Augusto Recife, Jhonnatan e Raphael Luz (Rafael Costa); Fabinho Alves e Leandro Cearense.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Estádio: São Januário. Data: 18/06/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Charles Hebert Cavalcante Ferreira. Auxiliares: Esdras Mariano de Lima Albuquerque e Pedro Jorge Santos de Araujo.

 A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo para todo o Brasil (exceto RJ). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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O Vasco tem vencido, segue líder, etc, etc, etc…mas isso não é motivo para a diretoria esquecer que o time precisa de reforços. Cadê o centroavante que o time ainda precisa? Não vai chegar, não?

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