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Um bom 2016, apesar de tudo.

Happy New Year 2016 replace 2015 concept on the sea beachÚltimo dia desse peçonhento 2015, eu querendo evitar o erro do Natal e escrever um posto desejando feliz ano novo para os vascaínos de um modo geral. Mas a diretoria dá um minuto de paz para a torcida? Não, não dá.

Novamente, esqueçam o lado pessoal: desejar um 2016 incrível e cheio de realizações para cada um dos meus poucos leitores é fácil. Mas esperar que o ano que chega seja bom para nós como torcedores do Vasco é uma tarefa que se torna cada dia mais complicado. Se pensarmos no que foi feito até agora e que disputaremos mais uma vez a Série B, fica praticamente impossível.

Mas aí surgem as primeiras informações sobre o demoradíssimo novo programa de sócios. Não me alongarei porque o Bruno Guedes já falou tudo o que tinha que ser falado no seu blog, mas para resumir é o seguinte: aparentemente, a intenção da diretoria é que a torcida colabore financeiramente com o clube, mas não que participe da sua vida política.

Isso porque triplicar o valor de um título de proprietário inevitavelmente diminuirá o número, não de interessados, mas de torcedores que possam pagar seu preço. Naturalmente, os torcedores que não tenham condições financeiras de se tornarem sócios-proprietários entrarão em alguma categoria inferior e terão descontos em ingressos, mas não poderão votar nas eleições do clube.

Para a diretoria, esse é o cenário ideal. O clube ganha uma grana com os sócios, São Januário terá públicos maiores e, mais importante, os novos sócios não mudarão significantemente o perfil do colégio eleitoral que elege a diretoria. Aí é aquilo: faltando um ano para o pleito, basta promover uma anistia para alguns escolhidos, bancar por mais algumas mensalidades e pronto. Uma reprodução da eleição de 2014 está montada.

Mas é claro que a ideia pode não dar certo. Um torcedor que tenha o desejo de se associar ao clube pode mudar de opinião ao ver que não terá direito a voto. Outros torcedores podem perceber a intenção da diretoria e se recusar a tomar parte nisso. Nesses casos, o que teremos é mais um programa de sócios fracassado e mais uma chance do Vasco ter um número de associados que seja condizente com o tamanho da sua imensa torcida.

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Alguns torcedores – em sua maioria absoluta defensores da atual gestão – argumentam que R$ 1.500,00 por um título do Vasco não é caro. Não é, e não se trata disso. A questão é que se a votação está condicionada a ser sócio proprietário, é óbvio que um aumento tão grande do valor do título diminuirá o número de novos eleitores.

Como uma mudança de Estatuto é algo fora de cogitação com o atual Conselho Deliberativo que temos, é inocência imaginar que não se previu o impacto que tal aumento de valores traria em futuros pleitos. O fato que é que não há o menor interesse da diretoria em aumentar o número de sócios eleitores (ainda mais depois do terrível ano de 2015). E isso nem é novidade: a mesma diretoria, na sua primeira passagem, também parou de vender novos títulos do clube sem qualquer justificativa plausível.

E para os que usam os preços de títulos de outros clubes para justificar o aumento feito pela diretoria, apenas uma observação: desculpem-me o termo, mas FODA-SE quanto a mulambada cobra por um título do seu clube. Minha preocupação é o Vasco. Se a urubulândia também não quer ampliar seu quadro de sócios com poder de voto, isso não me interessa minimamente.

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Mudando de assunto, enquanto nenhum novo atacante chega ao time, a diretoria repete o que fez no começo de 2015 e dispensa o artilheiro da equipe na temporada.

Não que Rafael Silva seja um craque (longe disso, aliás). Mas me parece que se o jogador interessa ao Cruzeiro, alguma utilidade ele poderia ter para nós.

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Apesar de tudo, deixo a todos meus votos de um feliz ano novo e que todos tenham um 2016 repleto de conquistas. E que, diferente do Vasco, vocês não tenham uma diretoria que faça de tudo para evitar que essas conquistas aconteçam.

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Por aparelhos

Foi mais complicado do que se poderia esperar, mas ainda assim o Vasco fez a sua parte e venceu o Santos por 1 a 0, ontem na Colina. Infelizmente os resultados que precisávamos na rodada não aconteceram e, apesar de nos mantermos vivos até a última rodada, nossa permanência na elite do futebol brasileiro respira por aparelhos.

Não que não soubéssemos há muito tempo que escapar do terceiro rebaixamento seria um drama. A reação no campeonato, que veio bem mais atrasada do que deveria, não teve a força necessária para compensar 22 rodadas com um desempenho indigno para nossas tradições. E 2015 entrou em seus derradeiros capítulos, como não poderia deixar de ser de forma dramática: uma chuvarada desabou sobre o Rio, atrapalhando a chegada da torcida, inundando São Januário e provocando o atraso da partida em mais de uma hora.

O campo pesado seria mais um problema para o Vasco, que tem um time recheado de veteranos e que jogaria contra um Santos formado basicamente por moleques. O começo da partida foi preocupante. Mesmo que o desempenho longe da Vila Belmiro seja ridículo, foi o Peixe que ameaçou primeiro: Rodrigo vacilou e o atacante Nilson, cria da Colina, só não marcou de cabeça por conta de uma milagrosa intervenção de Martín Silva.

O susto logo no início fez o Vasco acordar. Mas, como de costume, o domínio vascaíno não se convertia em muitas chances de gol. Tirando uma oportunidade com Jorge Henrique (que chutou pra fora na cara do gol) e outra com Riascos (que errou uma finalização por cobertura), nos limitamos a rondar a área santista e tentar chutes de média e longa distância sem levar muito perigo ao gol santista.

Foi preciso que Nenê aparecesse dentro da área para que o alívio chegasse. No finalzinho do primeiro tempo, o camisa 10 perdeu grande chance após receber a bola em um lateral cobrado rapidamente por Jorge Henrique. Na sequência da jogada, após cobrança de escanteio, o mesmo Nenê sofreu pênalti e o cobrou, abrindo o placar pouco antes da ida para o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco parecia interessado em fazer um repeteco do jogo contra o Joinville: o time começou a mostrar o inevitável cansaço e permitiu que o Santos tomasse mais a iniciativa. Jorginho mais uma vez demorou a fazer substituições, mesmo que alguns jogadores estivessem claramente se arrastando em campo.

Por sorte, o desentrosamento do time reserva santista não permitiu que eles aproveitassem o melhor momento na partida. Nosso treinador finalmente resolveu mexer no time e a entrada do Rafael Silva ajudou a levar o Vasco novamente ao ataque. Ainda assim – e mesmo com as entradas de Bruno Gallo e Guiñazu – passamos por momentos de tensão com o time evidentemente morto nos minutos finais. Mas a luta e a superação do time foram o bastante para segurar o placar até o fim.

Conseguimos a vitória que nos manteve com esperanças até a última rodada, e a felicidade só não foi maior por conta da derrota do Palmeiras para o Coxa. Em uma outra situação, encarar o Coritiba já sem riscos de queda poderia até ser melhor, mas as rodadas anteriores não nos ajudaram e precisaremos, não apenas vencer a partida no Couto Pereira, como também contar com o as ajudas de Corinthians e Fluminense no domingo que vem. Não depender apenas das nossas próprias forças para escapar é o preço que pagamos pela pífia campanha que fizemos por 22 rodadas. O que torna tudo muito mais injusto, já que o Vasco que só nos fez passar vergonha nesse Brasileirão não é ESSE Vasco de ontem. O de antes, certamente já estaria rebaixado há algum tempo; o Vasco que venceu ontem e que chega vivo à última rodada não merece, de forma alguma, o rebaixamento.

As atuações…

Martín Silva – na minha opinião, foi ainda mais importante que o Nenê no jogo de ontem. Não tivesse operado um milagre antes dos cinco minutos do primeiro tempo, o Santos teria aberto o placar e o jogo ficaria infinitamente mais complicado. E ao longo do jogo ainda fez mais umas duas ou três defesas difíceis.

Madson – teve espaço para apoiar e aproveitou os mesmos. Mas, como sempre, não conseguiu concluir as jogadas. Defensivamente vem sendo regular e ontem não foi diferente.

Rafael Vaz – na defesa fez o simples e não chegou a se complicar. Quando foi à frente foi o contrário: mostrou estilo numa tentativa de bicicleta, mas isolou a bola.

Rodrigo – jogou deslocado para a posição do Luan e demorou um pouco para se acertar. Estava marcando – ou deveria estar – o atacante Nilson quando esse obrigou San Martín a defender uma cabeçada com endereço certo.

Julio Cesar – atento na defesa, só subiu ao ataque na boa, sem arriscar muito no apoio.

Diguinho –  foi bem na saída de bola e mostrou grande empenho no combate. Saiu de campo exaurido, dando lugar ao semiesquecido Guiñazu, que no pouco que esteve em campo só mostrou o novo corte de cabelo.

Serginho – novamente com mais liberdade para avançar, se atabalhoou em todas as subidas ao ataque.

Andrezinho – fez uma boa partida, iniciando a maioria das jogadas ofensivas. Tomou o terceiro amarelo e já está de férias. Bruno Gallo entrou em seu lugar e apenas ajudou o time a garantir o resultado.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta até o fim do primeiro tempo, quando desperdiçou uma chance claríssima em um lance e sofreu o pênalti na jogada seguinte. Cobrou e converteu com a categoria de sempre. Se entregou tanto em campo que mal conseguia andar ao final do jogo.

Jorge Henrique – tirando a disposição apresentada em todo o jogo, pouco fez. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo.

Riascos – a correria de sempre, dando trabalho para a defesa adversária. Mas, como já se sabe, suas limitações intelectuais o impedem de escolher a jogada certa a fazer. Quando mostrou um lampejo de inteligência quase fez um belo gol por cobertura, mas pegou mal na bola. Também cansou e deu lugar ao Rafael Silva, que trazendo novo gás ao time, ajudou o Vasco a voltar ao ataque no segundo tempo.

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Mais de 10 mil vascaínos encararam a chuva, ruas alagadas, trânsito caótico e falta de transporte para apoiar o time no estádio. Foram à Colina, esperaram o adiamento de mais de uma hora para o início da partida e fizeram uma festa inesquecível e provaram a sua importância nesse momento gravíssimo da competição.

A entrada do time para se aquecer no campo, passando no meio dos torcedores, foi uma das cenas mais incríveis protagonizadas pelos vascaínos em muito tempo. Uma demonstração de força e amor ao clube e uma prova de que, não importam as burrices dos nossos dirigentes ou as dificuldades que a equipe atravesse, a torcida sempre estará junto ao Vasco.

Se lembrarmos que a maioria absoluta dos ingressos foi vendida antecipadamente, podemos deduzir que os poucos mais de 10 mil vascaínos poderiam estar em número muito maior, fosse a diretoria razoável e entendesse que nesse momento, o apoio do torcedor é muito mais importante que fazer caixa dobrando o preço do ingresso.

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Também publiquei uma coluna no site do Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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Gols, números e rezas

Figueirense, Avaí, Coritiba e Goiás deram inúmeras chances para o Vasco se aproximar deles na classificação do Brasileiro. Tantas que, mesmo iniciando o segundo turno 13 pontos atrás do 16º colocado, chegamos à 35ª rodada quatro pontos distantes da mesma colocação. Tantas foram as chances que poderíamos inclusive ter ultrapassado todos os nossos concorrentes.

Mas não aproveitamos as chances dadas pelos adversários e não conseguimos sair do Z4. E o 1 a 1 com o Corinthians ontem foi ainda pior. Perdemos pontos, jogando em casa e numa rodada em que todos venceram. Agora, como não conseguimos fazer a nossa parte, dependemos cada vez mais da competência alheia.

Não que Vasco tenha feito uma partida ruim. Controlamos a partida boa parte do tempo, não correndo muitos riscos mesmo diante do melhor visitante do Brasileiro. Ainda que controle não significasse chances de gol – tivemos uma ou duas apenas no primeiro tempo – o jogo não apresentava as dificuldades que todos esperavam.

O primeiro tempo, de muita correria e marcação, não chegou a empolgar. Mas a torcida ainda mantinha a esperança na vitória. Esperança essa que diminuiu consideravelmente após a expulsão imbecil do Rodrigo, logo aos 16 minutos da etapa final. Se estava complicado ameaçar os marsupiais antes, com um a menos a situação ficaria ainda mais difícil.

Mas o improvável aconteceu: em um lance de contra-ataque, Nenê deixou Júlio César na cara do gol para marcar com uma precisão poucas vezes vista da parte dos nossos atacantes ao longo do campeonato. A festa dos vascaínos em todo o mundo virou apreensão assim que reparamos no tempo: conseguiríamos resistir aos gambás por mais 20 minutos e com um jogador a menos?

 Com a expulsão do Rodrigo, Jorginho tirou Diguinho e perdemos de vez o meio de campo. Tite, aproveitando a vantagem numérica, avançou ainda mais a marcação e renovou o time, colocando jogadores descansados. O Vasco, mesclando o cansaço dos seus veteranos e a ansiedade por manter o placar, passou a marcar no desespero. Os gambás criavam chances em sequência. E o inevitável aconteceu. Dos 20 minutos que precisávamos segurar, ficamos na metade: aos 36, Vagner Love empatou o jogo.

O Corinthians, já campeão, nem precisou se esforçar muito para confirmar o título sem uma derrota. O Vasco, já sem pernas e abalado pelo empate, não tinha forças para desempatar. A festa, no apito final, poderia ser dos dois times. Mas apenas os paulistas tiveram motivos para comemorar.

Tivéssemos feito nossa parte nas inúmeras vezes que tivemos chance, um empate com o melhor time do país seria um resultado até bom, mesmo jogando em casa. Mas como falhamos antes, o empate torna nossa situação extremamente complicada. Não podemos mais pensar em perder pontos e mesmo que as três vitórias venham, ainda dependeremos de tropeços dos nossos concorrentes. Ou seja, o Vasco não precisa apenas de gols, mas também de cálculos e muita reza para não confirmar seu terceiro rebaixamento.

As atuações….

Martin Silva – não chegou a ser muito exigido e não tinha o que fazer no gol sofrido.

Madson – bem marcado, não ofereceu a opção ofensiva de costume. Defensivamente, deu algumas vaciladas, principalmente entre o nosso gol e o gol de empate marsupial.

Luan – um dos melhores do time, conseguiu cortar praticamente todas as bolas que chegavam à nossa área.

Rodrigo – o chute no rosto do jogador corintiano acabou sendo mais doloroso para o nosso time.

Júlio César – tinha tudo para terminar a partida como o herói do jogo, mas no gol dos gambás, deixou sua lateral completamente livre para Edilson receber a fazer o cruzamento que originou o empate.

Diguinho – vinha se atrapalhando com a bola mais que qualquer coisa, mas sua saída acabou por entregar de vez o meio de campo ao adversário. Saída essa que só aconteceu por conta da expulsão do Rodrigo, já que a zaga precisou ser recomposta com a entrada do Rafael Vaz, que parecia muito nervoso e errou quase tudo que tentou.

Serginho – acabou se saindo melhor que o Diguinho, marcando com disposição e fechando bem os espaços pelo meio. No gol de empate, não conseguiu cortar a bola centrada para Vagner Love.

Andrezinho – começou o jogo perdido, não conseguindo ser útil na criação ou no combate. Melhorou no decorrer da partida, mas não chegou a fazer diferença para levar o Vasco ao ataque.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta, sendo superado com facilidade pelo sistema defensivo do Corinthians. Mas quando teve uma chance, mostrou sua importância para o time: deu um passe preciso para Júlio César abrir o placar.

Rafael Silva – teve apenas uma chance, ainda no primeiro tempo, mas a desperdiçou chutando a bola com a sola do pé. Saiu para a entrada do Jorge Henrique, que no final das contas foi apenas mais um a tentar ajudar o time a segurar o 1 a 0 a nosso favor.

Riascos – sua presença como titular é uma das provas de como o ataque foi o ponto fraco do Vasco em 2015. Mesmo com suas evidentes limitações técnicas e intelectuais, não há no elenco uma opção na qual se olhe e possa dizer com segurança que fará melhor que o colombiano. Prova disso é que, mesmo fazendo nada além de protagonizar cenas dignas de comédias pastelão, Riascos ainda deu mais trabalho aos Gambás que Eder Luis, que tirando uma jogada que terminou em um passe completamente equivocado para a área corintiana, nada fez.

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A diretoria - representada pelo Zé do Taxi - mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: www.vasco.com.br)

A diretoria – representada pelo Zé do Taxi – mostra que o momento é de festa para o Rodrigo (foto: http://www.vasco.com.br).

Vale um comentário à parte sobre o valoroso Rodrigo, experiente capitão da equipe e figura símbolo do time montado pela diretoria.

Um zagueiro veterano, com 35 anos de idade, não pode em hipótese nenhuma tomar um amarelo ainda no primeiro tempo por reclamação. Menos ainda em um jogo decisivo contra um adversário muito mais qualificado.

Um zagueiro veterano pode menos ainda confundir o esporte com o qual ganha a vida e dar um golpe de kickboxe no rosto de um oponente. E não apenas por isso ser condenável moralmente, mas pelo risco de prejudicar seus companheiros no caso de uma expulsão.

Mas, a despeito da sua idade e experiência, o veterano Rodrigo fez tudo isso ontem. O resultado óbvio foi sua expulsão, que prejudicou o Vasco de todas as maneiras: nos deixou com menos um jogador em campo, fez o treinador queimar uma alteração, acabou com a formação do meio de campo…e nos fez perder o melhor jogador da defesa nas bolas aéreas, o próprio Rodrigo.

E sofremos um gol de cabeça. Que provavelmente não aconteceria se o veterano e experiente capitão de 35 anos não tivesse agido como um zagueiro recém-saído da base.

Rodrigo tem suas qualidades e, no atual elenco vascaíno, é indiscutível sua condição de titular. Mas a predileção da diretoria vascaína pelo jogador – que antes da partida lhe fez até uma festinha pelo 100º jogo com a armadura cruzmaltina – não lhe dá salvo conduto para agir como um imbecil. As besteiras e provocações que o Rodrigo costuma fazer nas entrevistas (o que, aliás, lhe rendeu uma renovação contratual de dois anos e a predileção de uma diretoria que age da mesma forma) ele até pode continuar fazendo. Mas expulsões como a de ontem são inaceitáveis. Talvez até passíveis de punição (em um clube gerido de forma séria, claro).

E eis a ironia: o veterano Rodrigo, símbolo da política de contratações da diretoria, com sua irresponsabilidade foi responsável direto pelo empate de ontem. E no final das contas, o queridinho do Dotô pode acabar sendo responsável direto pelo terceiro rebaixamento do Vasco.

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Qual é o time ideal?

esquema2Um seguidor do blog no Twitter enviou uma sugestão de armação que ele considera ideal para a partida contra os Gambás. Gostei da brincadeira e resolvi fazer a minha também. É essa – um cadinho confusa, confesso – que está ilustrando o post de hoje.

A única diferença da minha escalação com relação ao time que venceu o Palmeiras é a volta do Bruno Gallo, que pra mim, deve entrar no lugar do Serginho. O Corinthians costuma fazer uma forte marcação no campo adversário, e com Gallo e Diguinho, a nossa saída de bola ficará melhor (isso, claro, se Diguinho estiver em um bom dia).

Ainda falando sobre como os Gambás jogam sem a posse de bola: Tite fez da compactação uma das maiores virtudes defensivas do seu time. Para furarmos esse bloqueio, precisaremos superar a movimentação deles, não esquecendo que eles, basicamente, marcam com os 10 jogadores da linha. Rafael Silva e Riascos deverão não apenas puxar jogadas pelos lados do campo, como também alternar posições e tentar jogadas na diagonal, pra frente da área. Esse movimentação dos atacantes trará mais problemas para a marcação marsupial e com isso, Nenê acabará tendo mais liberdade para chegar a frente para finalizar (fundamento no qual ele se sai melhor que Rafael e o colombiano).

Mas Nenê não poderá ficar apenas fixo na frente, tendo também que ajudar o Andrezinho na armação das jogadas. Bruno Gallo e Diguinho também poderão ajudar nisso, desde que um deles guarde posição à frente da zaga.

Defensivamente, a movimentação também é imprescindível. A marcação deve ser pegada e não se pode dar espaços, principalmente para Jadson e Renato Augusto pensarem no que fazer. E nisso, o time terá que se sacrificar mesmo, todo mundo tem que ajudar na marcação pelo meio, inclusive Andrezinho e Nenê. Rafael Silva e Riascos naturalmente deverão acompanhar as subidas dos laterais para não sobrecarregar Gallo e Diguinho, que se tiverem que cobrir JC e Madson o tempo todo, acabarão deixando espaços na meiuca.

A palavra do jogo é intensidade. Os gambás, quando estão realmente interessados na partida, jogam em cima o tempo todo. E já está claro que os sujeitos querem o título já nessa quinta. Assim, além de superar o Corinthians, teremos que superar duas grandes limitações nossas: definir o jogo o mais rápido possível, antes que o time fatalmente canse na metade final do segundo tempo. A primeira, mesmo que tenhamos feito isso contra o Palmeiras na rodada passada, aconteceu raríssimas vezes nesse Brasileiro; a segunda é algo inevitável pela média de idade que o elenco tem.

Será uma partida complicadíssima, e até por isso, uma vitória servirá para aumentar a confiança da equipe e da torcida. Sabemos que boa parte do elenco e da comissão técnica não são os maiores responsáveis pela situação do time, mas é o momento da equipe jogar tudo o que deveria ter jogado ao longo do campeonato e não jogou.

E para vocês, caros leitores? Qual seria a escalação ideal para a partida de quinta-feira?

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Os jogadores precisarão se superar para conseguir a vitória. E boa parte da torcida deverá também se superar para estar no estádio e fazer a sua parte: não é todo mundo que, no meio do mês e na crise que vivemos, terá 80 realetas para garantir seu lugar nas arquibancadas.

Dobrar o preço do ingresso – lembrando que muitos sócios sequer têm direito à meia entrada – em uma partida na qual o apoio do torcedor é importantíssimo é, pra dizer o mínimo, escolher o pior momento para privilegiar o lado financeiro. Para dizer o máximo, o cúmulo do oportunismo.

O vascaíno que tiver condições de ir, deve ir. Nesse momento, todos precisam dar sua cota de sacrifício pelo Vasco. Mas por esse preço, não dá pra reclamar muito se o estádio não lotar.

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Ainda vivos!

O jogo contra o Palmeiras poderia ser a pá de cal nas esperanças do Vasco em se manter na Série A. Fora de casa, contra uma equipe forte e com o Gigante passando por uma sequência de cinco partidas sem vencer, ou seja, tudo estava contra.

O que muitos esperavam não se concretizou. O verdão poderia enterrar de vez o Vasco, mas aconteceu o contrário: com personalidade e uma boa atuação, vencemos a partida por 2 a 0, calamos o Allianz Parque e o que poderia ser o derradeiro momento de fé vascaíno se tornou um motivo para que nossas esperanças se renovassem.

Não foi uma partida excelente – como nenhuma do Vasco nesse campeonato – mas foi da forma como falei ontem. A vitória era importante demais para que nos preocupássemos de que maneira ela ocorreria. Vencer era o principal, e se não temos como dar grandes demonstrações de qualidade, mostramos empenho e aplicação tática. E o principal: o resultado veio.

Podemos dizer que as alterações no time deram certo. Tanto que nos perguntamos porque não foram feitas antes. Não por Bruno Gallo, apesar da dupla Diguinho e Serginho ter feito uma partida segura, mas a saída do Rúlio dos Santos e as mexidas no ataque trouxeram uma maior proteção ao meio e maior mobilidade no ataque. Com a escalação de ontem, nem corremos muitos riscos e com atacantes que não se enterram no meio dos zagueiros, Nenê teve mais liberdade e conseguiu fazer uma das suas melhores atuações com a armadura cruzmaltina.

Rafael Silva, artilheiro do time no ano com o 10º gol marcado na partida de ontem, mostrou mais uma vez que, mesmo não sendo um primor de técnica, não pode ser reserva do Jorge Henrique. Além de abrir o placar, Rafael também teve participação decisiva no segundo gol, iniciando a jogada que culminou com o belo toque de Nenê tirando Fernando Prass.

Com os dois gols marcados ainda na primeira etapa, o Vasco passou os 45 minutos finais controlando a partida, mantendo a firmeza na marcação e cozinhando a partida quando possível. Talvez não tenha sido nossa melhor partida na competição, mas decididamente foi a que mostramos mais eficiência.

Depois de desperdiçar um monte de rodadas, finalmente conseguimos nos aproximar da 16ª colocação e podemos até sair do Z4 já na próxima partida. Não será nada fácil, já que teremos pela frente o virtual – mas ainda não – campeão Corinthians. Mas teremos uma boa dezena de dias para treinar e tentar mais uma vez calar todos os que dão o Vasco como um adversário que será facilmente batido, como muitos pensaram sobre o jogo de ontem.

Ainda temos uma missão muito difícil pela frente. Mas quem foi ao Allianz Parque ontem pode ver que o Vasco está muito vivo nessa luta.

As atuações….

Martín Silva – nos poucos momentos em que precisou fazer alguma coisa, mostrou segurança.

Madson – não muito distante do usual no apoio: algumas boas jogadas ofensivas (sem conseguir conclui-las a contento). Com dois volantes de maior pegada no time, teve menos problemas com a defesa.

Luan – muito bem nas antecipações e no combate direto, mas poderia se abster de tentar lançamentos. Não acertou nenhuma das bolas esticadas que fez.

Rodrigo – xerifou como sempre, liderando a defesa.

Julio Cesar – mais presente na defesa que no apoio, foi bem também.

Serginho – bem no combate, se atrapalhou nas subidas ao ataque. Ainda assim fez uma boa jogada no primeiro tempo, tirando dois marcadores e arriscando um chute (teria sido melhor o passe, mas aí seria esperar demais do cara).

Diguinho – era o dia do Diguinho jogar bem: junto com Serginho garantiu uma boa proteção à zaga, fez com eficiência a saída de bola a foi o maior ladrão da partida.

Andrezinho – um pouco mais recuado, fez bem a transição do meio para o ataque.

Nenê – dessa vez conseguiu comandar o time como deveria: mostrou habilidade, boa movimentação e oportunismo para marcar o segundo gol. Saiu no fim, com dores, para a entrada do Rafael Vaz, que entrou para garantir o resultado.

Riascos – ainda que mostre evidentes limitações intelectuais, não pode ser reserva do Leandrão. Com ele em campo, a zaga adversária tem um mínimo de trabalho para marcar nosso ataque, já que o colombiano corre como um maluco por todos os lados do campo. Tanto que foi o jogador que mais sofreu faltas na rodada. Saiu extenuado, com câimbras, para a entrada do Eder Luis no finzinho da partida.

Rafael Silva – mesmo que Jorge Henrique não estivesse com uma contusão que provavelmente o manterá fora dos campos pelo resto do campeonato, não faria o menor sentido manter o Rafael no banco. Além de poder cumprir a função tática de marcar o lateral adversário com mais vigor que o veterano “Jorgenrique”, Rafael tem sido muito mais decisivo, sempre levando perigo e volta e meia marcando seus golzinhos. Tanto que chegou à artilharia do time no ano com o gol de cabeça que marcou ontem. Também iniciou a jogada do segundo gol, passando aos trancos e barrancos por dois marcadores. Saiu para a entrada do Julio dos Santos, que entrou para reforçar a marcação pelo meio e não chegou a comprometer.

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Finados antecipado

Por um dia, o clássico entre Vasco e Fluminense escapou de cair em um Dia de Finados. Infelizmente, a derrota para os tricoletes por 1 a 0 – depois de quase três anos de invencibilidade diante do time do laranjal – poderia até ser mais adequada se coincidisse com a data. Isso porque, amigos, por mais que tenhamos fé, nossas chances de permanência na elite em 2016 estão com um pé e meio na cova.

Não falo isso pela matemática. Nossos concorrentes diretos estão longe de serem confiáveis e podem muito bem perder todas as partidas que lhes restam. O problema é maior que esse e não serão os números que nos ajudarão a resolvê-los. Uma prova disso é que essa deve ser a terceira ou quarta rodada em que tivemos uma oportunidade real de nos aproximar da 16ª colocação e, ainda assim, a desperdiçamos.

Essa é a questão. Nossos adversários têm constantemente nos ajudado. É o Vasco que tem falhado em se ajudar.

Vejamos o jogo de ontem. Mesmo que a vitória fosse absolutamente imprescindível para nós, o que vimos ontem no Engenhão foi um Fluzim muito mais aplicado que o Vasco. Quem não soubesse a quantas anda o campeonato, pensaria que eram os tricoletes que buscam escapar do rebaixamento.

Claro que precisamos levar em consideração que, mesmo com o Flu jogando sem seu maior destaque e com alguns reservas, mais da metade do seu time seria indiscutivelmente titular no atual elenco vascaíno. Não se pode dizer que o Vasco fez uma partida displicente, pelo contrário, percebe-se o empenho dos caras. Mas é aquilo: o máximo que o time pode oferecer é isso ou algo muito próximo. Se não podemos dizer que falta entrega, é evidente que falta técnica, fôlego, tranquilidade e em muitos momentos, inteligência.

Ainda assim, poderíamos ter um resultado melhor, mas também falta sorte. Como no lance do gol tricolete, aos 47 minutos do primeiro tempo, quando uma tentativa de jogada de pivô saiu errada e se transformou num contragolpe mortal. Ou no chute do Nenê que bateu Cavalieri e parou nos pés do Wellington Silva em cima da linha. Ou na cabeçada de Riascos que explodiu no travessão.

A luta do time é mais que louvável, mas falta o essencial: força para escapar do Z4 por seus próprios méritos. Ainda que daqui pra frente todos os resultados nos favoreçam, fica difícil crer que vamos fazer a nossa parte. Pelo que apresentamos nas últimas cinco rodadas, como acreditar que vamos vencer o Palmeiras, os gambás e o Santos? E, mesmo contra dois adversários diretos como Joinville e Coritiba, dá pra confiar em vitórias fora de casa (lembrando que não os vencemos nenhum dos dois no Rio)?

Sei que domingo que vem estarei nesse mesmo blog, cheio de esperanças e acreditando firmemente que o Vasco poderá vencer na Allianz Arena. Mas esse é o lado torcedor, aquele que vai acreditar sempre enquanto os números permitirem sonhar. Mas o lado racional, aquele que analisa o time sem as lentes da paixão vascaína, sabe que se a esperança é a última que morre, ela hoje está em estado terminal.

As atuações…

Martin Silva – fez algumas boas defesas e não teve qualquer culpa no gol sofrido.

Madson – foi presença constante no ataque, mas como sempre, falhou nos cruzamentos. Defensivamente deixou quilômetros de espaço na sua lateral (por onde, aliás, saiu o gol tricolor)

Luan – facilmente superado pelo Gerson no lance do gol.

Rodrigo – mostrou segurança e cobrou uma falta com perigo.

Júlio César – preocupou-se mais com as subidas do Osvaldo e foi bem defensivamente. Nas raras vezes em que surgiu no apoio, não acertou.

Bruno Gallo – com Julio dos Santos ao seu lado, sempre tem trabalho dobrado na marcação. Em um corte errado no meio do campo, foi obrigado a fazer uma falta que lhe rendeu o terceiro amarelo.

Julio dos Santos – uma boa jogada no começo da partida, mas de resto, o mesmo cisca-cisca na marcação e pouca efetividade na armação de jogadas. Com ele em campo, a recomposição defensiva do time é de uma lentidão inaceitável. Deu lugar ao Eder Luís quando Jorginho partiu para o tudo ou nada e, mesmo sem ritmo, foi mais eficiente que os outros atacantes de lado de campo que atuaram ontem.

Andrezinho – se esforça, mas quando tem que superar marcadores mais jovens, fica em evidente desvantagem. Ontem não conseguiu fazer nada de efetivo.

Nenê – sofreu com a marcação tricolete e acabou não conseguindo fazer a diferença. Ainda assim foi responsável por dois lances de perigo, quase marcando em chute de virada dentro da área (cortado sobre a linha) e tentando marcar um gol olímpico.

Jorge Henrique – não tem mais idade para fazer o que fazia há alguns anos, quando acompanhava o lateral e ainda tinha forças para ter presença no ataque. O que acontece hoje é que ele não se sai bem em nenhuma das funções e ainda se esgota rapidamente. Tanto que nem voltou do intervalo, dando lugar ao Rafael Silva, que deu novo gás ao ataque, mas produziu muito pouco na prática

Leandrão – Jorginho deve ser a única pessoa no mundo que ainda tem paciência com o atual camisa 9. É a terceira vez que joga mais recuado, o que o prejudica duplamente, já que nem tem velocidade para fazer arrancadas e ainda fica embolado no meio dos volantes e zagueiros adversários. O problema é que mesmo quando ele está mais próximo do gol, Leandrão atua como uma parede na qual a bola insiste em bater e voltar para o adversário. Foi outro que nem voltou do intervalo. Riascos o substituiu e deu muito mais trabalho à defesa tricolete, o que nem seria muito difícil, já que ele tem mais velocidade, mobilidade, domínio e habilidade que o Leandrão (o que igualmente não é muito difícil).

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Faltou força

O Vasco mais uma vez não passa de um empate em casa, dessa vez com o Grêmio, e novamente perde a chance de ficar mais próximo de sair do Z4. E dessa vez não podemos colocar na conta da arbitragem a perda de dois pontos. Aliás, não podemos colocar nem na falta de oportunidades criadas. O vilão da vez é um só: a incompetência nas finalizações.

O que é muito triste. Triste porque nem pudemos ficar felizes com o desempenho ofensivo do Vasco contra a segunda melhor defesa da competição. Também é desapontador, em uma partida na qual finalizamos 19 vezes, ter que apontar o Martín Silva como o melhor jogador do time, mas é inevitável. O que mais poderíamos falar de um time que arremata quase duas dezenas de vezes e não faz com que uma mísera única bola entre no gol adversário?

Vendo os melhores momentos do jogo, a debilidade das nossas finalizações fica evidente: mesmo tendo quase o dobro de chances que o Grêmio, foi o tricolor quem esteve mais perto de abrir o placar, já que criou as oportunidades mais claras e deu mais trabalho ao nosso goleiro. Marcelo Grohe, mesmo voltando de contusão, não chegou a passar apertos com nossos chutes, sempre fracos ou sem direção.

Mas esse não foi nosso único problema. Mais uma vez também ficou claro o desgaste do time no decorrer da partida. Voltemos aos números do jogo: no primeiro tempo, o placar das finalizações terminou em 10 a 1 a nosso favor. Na metade final do segundo, o peso de ter uma equipe em que mais da metade dos seus jogadores têm mais de 30 anos foi cobrado. O Grêmio cresceu na partida e chegou a pressionar. Estivemos prestes a ver mais uma partida entregue nos minutos finais.

Como eu disse no post antes da partida, o Vasco precisa voltar a subir na tabela por suas próprias forças e deixar de contar com os tropeços dos adversários para se manter vivo na competição. Mas o empate de ontem, o quarto seguido que tivemos, mostrou que devemos encontrar uma força extra, não apenas para o nosso ataque e finalizações, mas principalmente para sair dessa situação.

As atuações….

Martin Silva – analisando o critério “cumprir o seu papel” foi o melhor do time. Fez pelo menos uma grande defesa e foi preciso nas saídas do gol.

Madson – no dia do seu 50º jogo com a camisa do Vasco, quem ganhou o presente foi a torcida, que viu um dos seus raríssimos cruzamentos certos na sua história no clube. Mas foi apenas um, que o Madson não está lá pra ficar desperdiçando qualidade, não é mesmo?

Luan – não comprometeu, mas quase: por pouco o Grêmio não marca um gol quando o rapaz não saiu a tempo da sua posição e deixou dois jogadores adversários em condição para marcar.

Rodrigo – deu duas vaciladas feias no jogo, por sorte, sem maiores consequências. Teve uma excelente chance para marcar no primeiro tempo, mas na hora de finalizar, deixou bem claro porque é zagueiro, não atacante.

Christiano – o tempo no banco não parece ter adiantado nada para melhorar o futebol do rapaz. Foi o mesmo de sempre: quando apoia, não sabe o que fazer; quando marca, vacila o tempo todo (aliás, quase sofremos um gol no segundo tempo quando um atacante gremista passou pelas suas costas sem que o lateral sequer tomasse conhecimento).

Bruno Gallo – enquanto teve gás, fez uma partida dentro da normalidade, ajudando na saída de bola e na ocupação dos espaços. No segundo tempo, principalmente após a entrada do Diguinho, teve mais liberdade pra ajudar na criação, mas cansou rápido. No fim do jogo errou um passe simples e se não comete uma falta (que lhe rendeu um amarelo), teria cedido um contra-ataque perigoso.

Julio dos Santos – taticamente até pode ser importante (e Jorginho afirmou que o manterá como titular), mas continuo achando que os raros bons passes que acerta (ontem não passaram de três) não compensam a lentidão e a fraqueza no combate. Mas aí entra o Diguinho no seu lugar e vemos que, quando o volante joga como jogou ontem, fica complicado contestar a titularidade do paraguaio. Se há mais opções no elenco além dos dois é outro assunto.

Andrezinho – se esforçou tanto na criação quanto no combate. Finalizou duas vezes, uma em chute por cima do gol e outra numa cabeçada fraca e nas mãos do goleiro.

Nenê – foi o melhor em campo, criando boas jogadas. Mas pecou muito nas finalizações, sempre chutando fraco ou nas mãos do Marcelo Grohe. Protagonizou os três melhores lances do Vasco: uma cobrança de falta que explodiu no travessão e duas jogadas com passes de peito feitos por Julio dos Santos, infelizmente, arrematando fraco nas duas oportunidades.

Jorge Henrique – fez uma partida pra lá de discreta. De marcante, apenas bom cruzamento para Julio dos Santos ajeitar de peito para finalização do Nenê, já no segundo tempo. Renato Kayzer entrou em seu lugar aos 41 minutos da etapa final e não teve tempo para fazer muita coisa.

Leandrão – talvez tenha sido uma opção tática mantê-lo mais perto dos meias, mas isso, além de afastá-lo demais da área (o que prejudica um atacante lento como ele) o tornou presa fácil dos marcadores. Teve poucas chances para finalizar e foi mal em todas: uma cabeçada e um chute por cima do gol e outro chute fraco. Rafael Silva deu maior mobilidade ao ataque, mas não conseguiu resolver o problema de finalização que o ataque apresentou durante toda a partida.

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Os resultados da rodada acabaram por não fazer com que mais esse empate fosse um resultado catastrófico. Ainda dá pra escapar da degola, mas será que poderemos falar isso por muito mais tempo? Esse é o assunto da minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Cliquem aqui para dar uma conferida.

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