Arquivo da tag: Anderson Salles

Pior sem ele

De Pinheiral não vem nada digno de nota. Não há novidades sobre reforços e patrocínios. Anderson Salles pegou uma passagem na barca, mas isso não justificaria um post. A única notícia relevante nos últimos dias foi a operação pela qual passou o presidente do clube.

Goste-se ou não do Eurico, o lado humano é sempre mais importante. A tal da lobectomia é um procedimento sério e desejo sinceramente que o cartola se recupere o mais rápido possível.

Mas esse desejo não é apenas pelo lado humano.  É também porque Eurico Miranda assumiu responsabilidades e precisa cumpri-las. Seus eleitores, quaisquer que tenham sido os motivos para confiarem seus votos ao atual presidente, esperam que Eurico cumpra seu mandato e faça o melhor trabalho possível. Já que ele foi responsável – como o próprio assumiu ser – pelo terceiro rebaixamento do clube, nada mais justo que também seja o responsável por trazê-lo de volta à elite.

E, vale dizer: diante do staff armado pelo Dotô, tenho severas dúvidas se qualquer outro membro da diretoria faria algo melhor, ou ao menos diferente, que o próprio Eurico. Contar com o Horta, que agora deve estar 100% preocupado com o carnaval? Ou com qualquer outro dos VPs, que na grande maioria não passam de satélites ao redor do Dotô? Com as opções que se apresentam, temos o típico caso de “ruim com ele, pior sem ele”.

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Também chega a notícia que o Vasco já teria fechado com a Globosat a renovação de direitos de transmissão dos seus jogos para a TV fechada. Isso quando o canal Esporte Interativo entrou na briga para transmitir o Brasileiro, acenando com uma proposta interessante.

E ainda tem gente que acredita cegamente que a atual diretoria bate de frente com a toda poderosa….aham.

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Outra vez o apito

Não costumo escrever as resenhas das partidas no mesmo dia. Espero com isso poder dar uma opinião com mais reflexão, evitando que o calor do jogo influencie o que vou dizer. Mas dessa vez, mesmo que eu escrevesse daqui a dois dias, dificilmente ficaria menos revoltado com o empate entre Vasco e Avaí. Isso porque, entre nossas deficiências e os erros de arbitragem, desperdiçamos dois pontos e deixamos de ficar mais próximos da 16ª colocação.

Antes, onde erramos. Fizemos um primeiro tempo muito bom, controlamos o jogo, marcando bem, tocando a bola com tranquilidade, sem correr riscos. Atacamos mais e tivemos muito mais posse de bola. Mas foi um começo de jogo perfeito? Não, principalmente por mais uma vez não transformarmos o domínio que tivemos em uma maior quantidade de chances de gol. E, como não poderia deixar de ser, uma das poucas oportunidades claras – um gol feitíssimo perdido pelo Leandrão – foi desperdiçada.

No segundo tempo, o erro foi de estratégia. Bruno Gallo, o único volante do time, tinha amarelo e foi substituído no intervalo pelo Serginho. Não deu certo. Com um Avaí querendo reverter a vantagem vascaína (Nenê havia marcado de pênalti aos 44 do primeiro tempo), partiu pra cima e teve muita facilidade para pressionar por conta da marcação que não se ajustou com a saída do Gallo. Jorginho também demorou muito a mexer no time, que em uma partida muito pegada, acabou cansando. Andrezinho, por exemplo, andava em campo antes dos 15 minutos finais. A insegurança defensiva que mostramos no segundo tempo foi em grande parte responsável pelo empate. Além disso, desperdiçamos outra chance clara para ampliar, em contra-ataque com Rafael Silva, que preferiu tentar o arremate ao invés de tocar para Nenê, que estava melhor colocado. O atacante isolou a bola que poderia nos render o segundo gol.

Mas, além das nossas deficiências, não se pode ignorar outra arbitragem muito infeliz pela qual o Vasco teve que passar. Assim como no Mineirão, o Vasco foi clamorosamente prejudicado, redundando na segunda vitória que nos escapa por conta do juiz.

Os erros capitais começaram ainda no fim do primeiro tempo. Na jogada seguinte ao pênalti marcado e convertido pelo Nenê, o Avaí comete outra penalidade, ainda mais clara, e o juiz não teve peito para marcar. Sem esse erro, poderíamos ter ido para o intervalo com dois gols de vantagem.

Mas as coisas pioraram muito no segundo tempo. Não satisfeito em ignorar o atropelamento sofrido pelo Jorge Henrique, o Sr. Luís Teixeira Rocha afundou de vez sua arbitragem ao marcar um pênalti inexistente contra o Vasco. Por sorte, a bola não entrou, mas a lambança estava feita. Ao reclamar do lance, Jorge Henrique foi expulso mesmo já tendo sido substituído. E seu suplente, Rafael Silva, também foi expulso, em um lance que não mereceria mais que um amarelo. Mas isso não foi o bastante: ele também deu um amarelo para Martín Silva por fazer cera, sem que a bola tivesse sido reposta pelos gandulas. E como era o terceiro amarelo, não teremos nosso goleiro na próxima rodada.

Não há time que mantenha a calma depois de ser prejudicado tantas vezes. E o nervosismo do Vasco foi um dos fatores que fizeram com que a equipe caísse de produção e não fosse capaz de segurar o resultado que lhe era interessante.

O empate foi um resultado terrível, principalmente se levarmos em consideração o primeiro tempo que fizemos. Nossas limitações (tanto técnicas como físicas e também a falta de um banco mais qualificado) não podem ser ignoradas na hora de avaliar o jogo, mas é inegável: se perdemos dois pontos, uma vitória e três jogadores para a próxima rodada, a arbitragem do Sr. Teixeira Rocha teve um papel fundamental nisso.

E vale lembrar: desde que iniciamos essa série de seis jogos invictos, já perdemos quatro pontos por conta de erros da arbitragem. Com eles, estaríamos na 17ª colocação, a dois do 16º e com 9 vitórias.

As atuações…

Martin Silva – por uma grande defesa no primeiro tempo e um outro milagre no segundo (além da estrela no lance do pênalti contra nós), foi um dos responsáveis por não termos saído de Florianópolis com uma derrota. No lance do gol nada poderia fazer. Tomou injustamente um amarelo e desfalca o time contra a Chapecoense.

Madson – a Av. Madson não ficou aberta por muito tempo ontem. No apoio, foi o de sempre: não consegue levar a cabo uma jogada sequer. Não a toa o rapaz foi o jogador que mais errou passes em todos as partidas dessa rodada do Brasileirão.

Rafael Vaz – foi muito bem no jogo, principalmente nas antecipações. Deu azar no lance do gol de empate, mas seria mais previdente se não tivesse cortado a bola para a frente da área.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas no lance do gol, correu para o centro da área sem se preocupar em marcar ninguém.

Júlio César – fez um bom primeiro tempo, com presença ofensiva sem deixar muitos espaços na sua lateral. No segundo tempo parece ter cansado e não conseguiu manter o nível em nenhuma das funções.

Bruno Gallo – hoje vimos sua importância na boa fase da equipe: com ele em campo, o time tinha uma saída de bola e uma marcação muito mais eficientes. Mas com o amarelo – rigoroso demais, diga-se de passagem – acabou sendo substituído pelo Serginho no intervalo. E sua entrada fez com que o time perdesse qualidade na ligação com os meias e desajustou a marcação. Pra piorar, no lance do gol, errou o corte e deixou a bola sobrar para o André Lima.

Julio dos Santos – ocupou bem os espaços, ajudando na marcação e acertando mais passes que de costume. Chegou a marcar seu primeiro gol pelo Vasco, mas foi acertadamente anulado. No segundo tempo não se acertou com Serginho e sofremos com a pressão do Avaí. Não acompanhou o jogador que passou a bola para o André Lima.

Andrezinho – fez um bom primeiro tempo, sendo o principal articulador da equipe. Cadenciou o jogo quando necessário e fez boas jogadas. Ficou visivelmente cansado na metade final do segundo tempo e, além de não conseguir criar mais nada, ainda perdeu mais de uma bola perigosa no meio.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta como sempre, o que compensou marcando mais uma vez, de pênalti. Na etapa final, sem poder mais contar com Andrezinho, apareceu mais e foi responsável pelas poucas boas jogadas que tivemos.

Jorge Henrique – muita correria, mas pouca efetividade. Sofreu um pênalti claríssimo, ignorado pela arbitragem. Garoteou feio ao reclamar do pênalti inexistente marcado a favor do Avaí e acabou expulso quando já tinha sido substituído pelo Rafael Silva, que também foi expulso infantilmente ao trocar empurrões com um zagueiro adversário. Antes disso, perdeu nossa melhor chance no segundo tempo, quando isolou uma bola na qual deveria ter tocado para o Nenê, livre de marcação e melhor posicionado.

Leandrão – participou de dois momentos capitais do jogo. O primeiro, quando (mais uma vez, diga-se) perdeu um gol inaceitável para qualquer jogador profissional. O segundo foi ainda mais grave: apanhou da bola ao tentar dominá-la no meio do campo e iniciou a jogada que terminou no gol do Avaí. Depois desse lance foi substituído pelo Anderson Salles, que não teve tempo de aparecer.

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Hoje também tem coluna nova no Vasco Expresso! A de hoje está – modéstia à parte – muito boa. Para conferir, basta clicar aqui.

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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Desabafo

Ontem, por volta de 20:30, coloquei uma roupa e fui encontrar alguns amigos que não via há um bom tempo em um boteco. Foi divertido, colocamos a conversa em dia, bebemos um monte de cervejas e cheguei em casa feliz, às 4 da madrugada. Durante todo esse tempo, unicamente porque esse grupo de amigos não dá a mínima para o futebol, passei um tempo agradável. Mas antes de dormir – mesmo sonado e um tanto quanto bebum – pensei: consegui me desligar completamente do Vasco por algumas horas e gostei. E isso, caros leitores é péssimo.

Como vascaíno, nunca imaginei que precisaria pensar que “isso não é tão importante assim”. Entre tantas preocupações que todos devemos ter na vida (emprego, relacionamentos, contas pra pagar, saúde, filhos, etc), ficar esquentando a cabeça com futebol é algo irracional. Mas eu sou – ou era – apaixonado por essa irracionalidade, pela preocupação com, como dizem, “a mais importante das coisas desimportantes”. Mas a derrota para o Figueirense  por 1 a 0, da forma como foi, me obrigou a reavaliar minha visão sobre o futebol.

Seria apenas mais uma derrota, a 14ª em 21 jogos. Uma derrota que reforça essa como a pior campanha do clube na história (e a terceira pior campanha entre TODOS os clubes na fórmula de pontos corridos). Mais uma derrota em casa, mais uma vez contra um adversário que, como nós, também luta contra o rebaixamento. Uma derrota que decretou mais um rebaixamento, o terceiro do clube que tanto amamos pela terceira vez em sete anos.

Decretou sim, por mais que os esperançosos – e eu era um deles – esperassem ou esperem ainda por um milagre. Por mais que os defensores do que se faz dentro do clube ainda julguem que o “Dotô resolverá tudo”. E, mesmo que ganhássemos a partida, e até poderíamos ter ganho, ainda estaríamos condenados. Ou alguém realmente acredita que, jogando como o time joga, conseguiríamos outras dez ou nove vitórias, contra adversários mais fortes? Quem consegue analisar o futebol friamente – e nesse momento não consigo fazer de outra forma – sabe que, de fato, não há qualquer equipe nesse Brasileirão que MEREÇA mais o rebaixamento que a do Vasco.

Na quarta-feira que vem haverá um post sobre o jogo, fora de casa, contra o Inter. Provavelmente terá um tom otimista (ou no mínimo conformado) porque toda frustração passa e acho que a paixão falará mais alto, mais uma vez. Mas por agora, é inevitável o sentimento de que, apesar de ainda ser uma parte muito importante na minha vida, o futebol e o Vasco não têm a importância necessária para acabar com esse restinho de final de semana.

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Sobre o jogo, não preciso falar. Releiam a resenha sobre Vasco 0 x 1 Coritiba e vocês terão um resumo bastante fiel do que aconteceu ontem.

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As atuações…

Martín Silva – nada podia fazer no gol e praticamente não trabalhou durante a partida.

Jean Patrick – matou a curiosidade de quem não entendia as razões para Madson ser titular absoluto. Errou tanto que acabou sendo sacado por um atacante. Thalles entrou em seu lugar e sua atuação só ficou marcada por perder um gol feito.

Anderson Salles – a depender da sua velocidade, poderíamos ter perdido por um placar maior. Luan – voltando de contusão, foi um pouco melhor que seu companheiro de zaga. Mas errou um monte de passes na saída de bola.

Christianno – teve uma ótima chance com uma cabeçada, obviamente desperdiçada. De resto, foi o Christianno de sempre.

Guiñazu – não lhe falta disposição e espírito de luta. Mas os passes errados e o peso da idade já o prejudicam demasiadamente. Talvez seja o caso de agradecê-lo pelos serviços prestados e oferecer-lhe a aposentadoria antes de se concretizar matematicamente seu segundo rebaixamento pelo clube.

Serginho – manteve a regularidade dos últimos jogos, sendo um dos poucos a poder ficar livre de críticas mais contundentes. Mas ontem errou mais passes que de costume.

Julio dos Santos – desperdiçou duas grandes chances e não conseguiu ajudar em nada a criação do time. Saiu no fim do jogo, mas se fosse no intervalo seria altamente justificável. Romarinho fez sua estreia no Brasileiro entrando em seu lugar e sua única contribuição foi melhorar o time geneticamente.

Nenê –  é o mais lúcido do time, mas ainda é pouco. Se tivesse alguém para ajudá-lo na criação teria mais facilidades.

Rafael Silva – se esforça muito, mas não consegue provar que pode ser uma opção como titular.

Riascos – outro a jogar improvisado na posição “jogador profissional de futebol”. Deu lugar ao Andrezinho que teve uma atuação pra lá de discreta, mas tem em sua defesa o fato de estar voltando de contusão.

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Complicado ficar falando em prêmios numa hora dessas, mas como o Blog da Fuzarca está participando do Top Blog 2015 não custa nada pedir o voto dos leitores. Cada leitor pode votar mais de uma vez, então não se acanhem em clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página todos os dias (mais de uma vez, se for possível)….

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Mudando o enredo. De novo.

O enredo foi o mesmo da primeira partida: o presidente adversário aparecendo pra fazer aquela pressão prévia sobre a arbitragem, a imprensa esportiva dando sua contribuição habitual para o clássico (oferecendo todo destaque possível para as provocações, o bom clima e a confiança dos jogadores do outro lado e ressaltando a crise do nosso lado, muitas vezes inventando fatos e criando teorias conspiratórias). Os favoritos, mesmo que a vantagem do empate e o retrospecto recente fossem completamente favoráveis a nós, eram eles.

Mas como não se vence jogo de véspera, o Vasco estragou o final previsto e deu outro final para a trama. Com o empate em 1 a 1, garantimos a vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil e eliminamos a mulambada de uma competição pela segunda vez em 2015.

Não que o clima preparado pela mídia para a partida não tivesse dado resultado. O presidente mulambo apareceu com um dossiê sobre os auxiliares da FERJ?  A CBF escalou então bandeirinhas de fora do Rio. A mulambada ganhou do São Paulo no fim de semana? Era a prova de que o time está se recuperando. Guerreiro falou que “passaria por cima” do Vasco? Repercutiram isso ao máximo. Já sobre o Vasco, além da constante lembrança das poucas chances que temos de nos safarmos no Brasileiro, aparece a história de atrasos salariais (o que foi negado pelo site oficial do euriquismo) e as insinuações sobre uma virada de mesa, que mesmo não tendo qualquer relação conosco, foi descaradamente associada ao clube pelo colunista oficial dos mulambos.

Update: o Danilo me lembrou de mais uma que inventaram às vésperas do jogo: a história do Jorginho e da Santa. O mais legal é que a história começou em um jornal e foi repercutida por outro do mesmo grupo. Sutileza? Esqueçam…

Com isso, mesmo que o Vasco tivesse uma invencibilidade de quatro jogos diante deles e que tivesse a vantagem de empate, o favoritismo recaiu sobre a urubulândia. E a torcida comprou essa ideia, tanto que não compareceu ao estádio na quantidade que a importância da partida pedia.

Com a bola rolando, o próprio time do Vasco pareceu se deixar levar pelo favoritismo fabricado para o Framengo. Diferente do jogo de ida, começou nervoso e se deixando pressionar. E pagamos cedo pela instabilidade inicial, sofrendo um gol com legalidade pra lá de discutível (mostrando que a pressão mulamba sobre a arbitragem funcionou) logo aos cinco minutos.

Mas a equipe começou a mostrar que não permitiria que o enredo criado decidisse o desfecho da história. Enquanto os jogadores rubro-negros começavam a cair como moscas em campo, o Vasco passou a dominar o jogo, marcando melhor e tendo mais passe de bola. Ainda mostramos os mesmos problemas para criar jogadas, e diante de um adversário que parecia satisfeito com o placar desde o começo da partida, não conseguimos criar as chances necessárias para empatar o placar na primeira etapa.

O segundo tempo foi parecido. A mulambada ameaçou pressionar no início, mas dessa vez nos seguramos bem. Seguimos com mais posse de bola, chegamos a criar chances claras de gol (na principal delas, vimos a bola ser tirada em cima da linha no mesmo lance) mas o empate não chegava. Mesmo sem ter a efetividade ofensiva que precisávamos, Jorginho demorou a mexer no time, fazendo sua primeira alteração apenas aos 27 minutos. Mas sua segunda mexida, aos 34, foi decisiva: Rafael Silva entrou no lugar do Jorge Henrique e precisou de dois minutos para empatar o jogo, fazendo o gol que garantiu a classificação.

Os pouco mais de 10 minutos não foram o bastante para a mulambada conseguir o resultado que precisava. Nada mais justo. Durante os 180 minutos, o Vasco foi superior ao seu adversário na maioria do tempo e conquistou a vaga com todos os méritos. Exatamente como fizemos nas semifinais do Estadual desse ano.

Nos manter vivos na Copa do Brasil é muito bom, e melhor ainda passando por cima de um rival. Que esse sucesso sirva como motivação para o resto do ano. Mostrar sempre a mesma atitude que teve diante da mulambada é a única forma que temos para mudar o enredo do rebaixamento, também já dado como certo por todos.

As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol, foi pouco exigido e correspondeu quando necessário. Fez apenas uma defesa que merece destaque, em chute de fora da área, já no segundo tempo.

Madson – não dá pra criticá-lo pelo lance do gol (a não ser pelo azar), mas durante a partida não conseguiu se criar pra cima do garoto mulambo Jorge. Jean Patrick o substituiu nos minutos finais para fechar de vez a lateral direita.

Anderson Salles – firme na zaga, só não marcou de cabeça por conta de um milagre do Paulo Vitor.

Rodrigo – o desempenho de sempre em clássicos. Pena que não joga com a mesma atenção e vontade contra outros adversários.

Christiano – chegou a fazer um cruzamento no primeiro tempo (não acertou, claro, mas pelo menos não foi uma daquelas bombas rasteiras que sempre encontram os adversários, e nunca nossos jogadores) mas foi menos presente no apoio que na primeira partida. Defensivamente deu os moles de sempre.

Guiñazu – o peso dos anos (37 completados ontem) se mostram nas vezes em que não consegue chegar a tempo nas divididas, mas sua atitude combativa serve como exemplo para o resto do time.

Serginho – discretamente vem se tornando o jogador mais regular do time. Não devemos esperar arroubos de criatividade, mas no combate tem se saído muito bem.

Julio dos Santos – no fim das contas, acabou sendo mais um terceiro volante que um armador.  Ajudou mais no combate e fechando os espaços que acertando passes ou criando jogadas.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta até ser decisivo, ao acertar o cruzamento para o gol do Rafael Silva.

Jorge Henrique – digno de nota, apenas uma simulação de pênalti quando poderia ter tentado o arremate. Diferente do primeiro jogo, sua melhor participação na partida foi ter dado lugar ao Rafael Silva, que precisou de apenas dois minutos para mostrar mais uma vez sua estrela em jogos decisivos, marcando em bela cabeçada o gol da classificação.

Riascos – mesmo tendo como justificativa o fato de não ser um centro-avante e de passar a maioria do tempo isolado no ataque, a dúvida é saber se ele apanhou mais do Samir ou da bola. Thalles o substituiu e não fez muito além de dar o primeiro combate na saída de bola mulamba.

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Perguntas:

Quantos jogos de gancho pegará o Sheik por ofender em rede nacional o árbitro da partida?

Qual será o motivo para choramingar do Sr. Bandeira de Mello?

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Voltamos à programação normal

Muitos torcedores estão colocando a derrota do Vasco para o Goiás por 3 a 0 na conta da realmente constrangedora atuação do juiz Luiz Flávio de Oliveira. Mas temo dizer que é querer se enganar achar que as coisas seriam diferentes se a arbitragem não tomasse as decisões que tomou durante o jogo. O que vimos ontem foi a repetição de um roteiro mais que conhecido da torcida, cujo final nada feliz é uma infeliz rotina nesse Brasileirão.

Aos que podem contestar minha opinião, vale lembrar o que realmente aconteceu no jogo: sofremos um gol com quatro minutos de bola rolando, numa jogada que poderia ser facilmente evitada; o segundo gol, oriundo de um pênalti cometido de forma desnecessária após um jogador famoso por suas pixotadas perder uma disputa de bola e puxar a camisa do adversário, não pode ser creditado a um erro de arbitragem se a penalidade realmente aconteceu (se poucos juízes – e ainda menos auxiliares – marcariam o lance, é outra história). Quando tivemos um jogador expulso de forma completamente equivocada, o erro capital do Sr. Oliveira, já estávamos perdendo na bola por 2 a 0 e no psicológico de goleada.

Numa situação como essa, dizer que poderíamos reagir se o Jorge Henrique não tivesse levado injustamente um vermelho aos 19 minutos da primeira etapa não é ver a realidade da partida. Mesmo com ele em campo, estávamos mais longe de diminuir a diferença que o Goiás estava de marcar o terceiro. Com 11 em campo, fizemos apenas duas finalizações, as duas em cabeçadas feitas por zagueiros, sem qualquer perigo para o gol goiano. É óbvio que as coisas seriam menos complicadas sem a expulsão, mas achar que isso mudaria o cenário do jogo é ignorar o óbvio: o Goiás foi muito mais eficiente e competente que o Vasco.

Nossa situação ficou mais ainda complicada na competição, mas analisando friamente, essa derrota não é motivo para quem acreditava que temos forças para escapar do rebaixamento antes do início da partida deixe de confiar. Imaginar que passaríamos o returno inteiro sem nenhuma derrota é um delírio, e continuamos precisando das mesmas 10 vitórias que precisávamos antes. Quem escolheu acreditar já se agarrava às chances matemáticas desde o fim do primeiro turno.

Resta ao Jorginho fazer com que o elenco esqueça essa volta à programação normal de goleadas sofridas no Brasileirão e motivar o time para a decisão da vaga na Copa do Brasil contra a mulambada. No Brasileiro as coisas vão de mal a pior e uma eliminação na outra disputa, depois de termos vencido a primeira partida, servirá apenas para piorar o clima para a equipe e para torcida. E isso definitivamente não pode acontecer.

As atuações

Martin Silva – sem culpa nos gols, ainda evitou que saíssemos do Serra Dourada com uma goleada maior.

Madson – depois da boa apresentação contra a mulambada, voltou a ser uma nulidade no apoio.

Rodrigo – o dono do time, no alto dos seus quase 35 anos, ainda não aprendeu que reclamar com o juiz pode render um amarelo. Levou o primeiro ao discutir com o árbitro e acabou expulso quando levou o segundo ao cometer um pênalti.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, ao invés de se antecipar na jogada, deixou que um Zé Love sem ritmo e com uma barriga de cerveja acertasse uma bicicleta numa bola que vinha praticamente num balãozinho.

Christianno – o pênalti que cometeu é uma clara demonstração da sua incapacidade como jogador profissional.

Guiñazú – foi várias vezes envolvido pelo bom toque de bola do adversário. Acabou dando lugar ao Jhon Cley quando Jorginho tentou colocar o time pra frente. E o garoto não conseguiu ser nada efetivo nessa tarefa.

Serginho – foi o melhor do time ao lado do Martín Silva. E isso já mostra o nível da apresentação do Vasco no Serra Dourada.

Julio dos Santos – taticamente não foi dos piores, já que mesmo em um dia ruim para o Madson, a lateral direita nem foi tão utilizada pelo adversário. Por outro lado, ajudando na criação foi nulo. Lucas entrou em seu lugar no fim da partida e nem encostou na bola.

Nenê – se o time mantivesse seu esquema por mais de 20 minutos, poderia ter sido mais efetivo. Com 10 em campo, acabou não conseguindo criar nada.

Jorge Henrique – estava nervoso por conta do placar e certamente poderia ter evitado a caminhada em direção do sujeito que o agrediu com uma voadora. Mas nada disso justifica sua expulsão.

Riascos – se com gente ao seu lado já fica complicado pro lado dele, isolado na frente as coisas se tornam impossíveis. Brigou com os zagueiros, com a bola e até com o gramado, mas não conseguiu fazer nada além disso. Herrera o substituiu e continuamos com um atacante isolado, mas esse nem brigar brigou.

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Curtir o momento

Ontem à noite, pelo Twitter, um seguidor me perguntou se jogássemos sempre como na vitória por 1 a 0 sobre a mulambda, se estaríamos brigando pelo G4. Uma dúvida típica de quem naturalmente se empolgou diante de um bom resultado contra o maior rival. Talvez agora, na manhã seguinte, o mesmo torcedor veja a partida com uma visão mais realista.

Podemos dizer, sim, que se o Vasco tivesse mais atuações como a de ontem ao longo do Brasileirão, certamente não estaríamos na lanterna e muito provavelmente sequer no Z4. Mas ainda assim é bastante questionável se estaríamos na luta por uma vaga na Libertadores. É preciso lembrar que há uma distância gigantesca entre vencer um adversário que está longe de ser um exemplo de boa equipe e brigar no topo da tabela.

Por outro lado, é claro que o jogo de ontem serve como motivo para que nossas esperanças aumentem. Mesmo considerando a motivação extra por conta da rivalidade e pelo novo treinador e que o Framengo não chega a ser uma potência dentro de campo, já deu pra perceber que Jorginho, com apenas dois dias de trabalho, conseguiu dar algum padrão ao time, e isso sim é mais promissor que a vitória sobre os mulambos. Pode não adiantar nada ficar imaginando o que aconteceria se tivéssemos jogado sempre dessa forma, mas é fato que a atuação na Arena nos permite esperar uma recuperação dentro do Brasileiro.

Não levando em consideração o nível do adversário e suas limitações, não chegamos a fazer um jogo bonito, mas fomos extremamente competitivos. Diferente do Rothbol, que tinha como fundamento se defender a qualquer custo e torcer que um ataque desse certo, o Vasco do Jorginho conseguiu impedir que a mulambada jogasse e não deixou de jogar. O time jogou mais compactado, bloqueou o meio com eficiência e evitou que as laterais fossem um convite ao ataque como vinha sendo rotineiramente. Ofensivamente ainda não podemos dizer que resolvemos o problema de falta de criatividade pelo meio, mas a chegada do Nenê e a movimentação de Riascos e Jorge Henrique trouxeram alguma evolução na criação de jogadas. E as subidas pelas laterais voltaram a ser perigosas.

Aos olhos do torcedor, uma vitória – aliás, a terceira vitória no ano – sobre o maior rival sempre nos faz ver maravilhas onde apenas houve correção. Alguns problemas ainda existem, como os erros de finalização, ainda existem e não podemos ignorar que o lance do gol saiu em mais uma ligação direta. Mas para um primeiro jogo com a nova comissão técnica, a atuação de ontem foi boa o bastante para esperamos uma subida de produção do time.

A partida foi pela Copa do Brasil, nossa classificação está longe de estar garantida e nossa situação no Brasileiro continua tão complicada quanto estava antes dessa noite de quarta-feira. Mas a vitória nos dá um tempo das notícias ruins e nos permite curtir o momento sem culpas. Depois de tudo o que tem acontecido à nossa preocupada torcida, temos todo o direito de fazer alguma festa.

As atuações…

Martín Silva – fez uma grande defesa em finalização do Guerrero, ainda no primeiro tempo. No resto do jogo, mesmo quando a mulambada nos incomodou um pouco mais, não chegou a ter muito trabalho.

Madson – sua melhor atuação em muito tempo: mesmo não acertando os cruzamentos, voltou a ser uma das melhores armas ofensivas do time. No primeiro tempo foi responsável pela melhor jogada ofensiva do time, deixando Nenê na cara do gol. Defensivamente também se saiu bem melhor (apesar de mostrar um afobamento arriscado em alguns lances), não permitindo o aparecimento da costumeira avenida pela sua lateral.

Anderson Salles – jogando com vontade e aplicação, não facilitou as coisas para o ataque urubu. Sofreu um pênalti claríssimo, não marcado pela arbitragem.

Rodrigo – se jogasse toda partida como nos joga os clássicos, dificilmente estaríamos nessa situação no Brasileiro. Ontem foi muito bem, não dando espaços para o Guerrero e ganhando quase todos os lances.

Christiano – chega a ser comovente sua aplicação: corre muito e aparece como opção para o ataque muitas vezes, mas é incapaz de acertar um cruzamento, um último passe ou um chute a gol.

Guiñazu – a “guerreirice” de sempre, o que significa muita entrega, mas também carrinhos em excesso e faltas demais. Poderia errar menos passes.

Serginho – fez uma daquelas partidas discretas mas muito eficientes: sem chamar a atenção da torcida com subidas ao ataque que não são a sua praia e concentrado apenas no combate, ganhou praticamente todas no meio de campo.

Julio dos Santos – taticamente foi muito bem: ocupando espaços e fechando a lateral direita, permitiu que Madson tivesse a possibilidade de explorar seu potencial ofensivo. Já na criação deixou a desejar, errando alguns passes, o que compensou acertando o lançamento que iniciou a jogada do gol. Perdeu duas chances claras de marcar.

Nenê – ainda não parece estar 100% no ritmo, alternando bons momentos com alguns sumiços em campo, mas já deu uma nova cara ao time com sua movimentação e habilidade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, após bela jogada de Madson, chutando fraco. Jhon Cley entrou em seu lugar no finzinho da partida e não teve tempo para fazer muita coisa.

Jorge Henrique – o herói do jogo, o atual “baixinho da 11” vascaíno foi dos mais comprometidos durante a partida, tendo presença tanto no ataque como ajudando a dar o primeiro combate. Mostrou bom posicionamento e precisão ao finalizar no lance do gol. Depois de correr como um louco o tempo todo, saiu mancando para a entrada do Dagoberto, que basicamente só apareceu para levar seu amarelo habitual.

Riascos – com ele em campo, o Vasco perde em presença de área, mas ganha muito em movimentação. O colombiano deu trabalho à zaga mulamba quando tinha a bola nos pés e também sem ela, ajudando a marcar a saída de bola. Mostrou visão de jogo ao fazer a assistência para o gol de Jorge Henrique. Nos minutos finais deu lugar ao Thalles, outro que não teve muito tempo para fazer qualquer coisa, mas que ainda assim conseguiu levar um amarelinho antes do apito final.

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