Arquivo da tag: Jomar

Empatando no cansaço

A impressão que tive ao ver o primeiro tempo do jogo do Vasco contra o Luverdense era de que o problema do time era tático e não técnico. Individualmente, a molecada que estava em campo não estava fazendo tão feio na comparação com os titulares, mas o time penava pela falta de entrosamento, principalmente na parte defensiva. Isso era algo natural, já que aquele time nunca havia atuado junto e muitos dos jogadores, que nem são a primeira (em vários casos, nem a segunda) opção no banco, estavam visivelmente sem ritmo de jogo. Ainda assim, mesmo com uma defesa muito exposta e sofrendo a pressão dos donos da casa, resistimos e fomos para o intervalo mantendo o placar inalterado.

Veio o segundo tempo e a conversa que Jorginho teve com o time no intervalo surtiu algum resultado. O time passou a ser mais preciso na marcação e mesmo tendo que trocar dois jogadores ainda no primeiro tempo por contusão (o que obviamente prejudicaria ainda mais o pouco entrosamento do time), conseguimos ser mais efetivos, tanto defensivamente como ofensivamente. O Luverdense ainda passava mais tempo com a bola, mas nossos contra-ataques começaram a funcionar. E num lance desses, abrimos o placar: uma bola vinda direto do Martin Silva é escorada pelo Thalles e vai para o Evander, que com um sutil toque de cabeça encontra o Pikachu avançando pela direita para, sem marcação, tocar na saída do goleiro.

O gol saiu aos 14 minutos da etapa final e controlamos bem a partida até o seu finalzinho. O Luverdense rondava nossa área, mas não permitíamos que criassem chances claras de gol; e conseguíamos sair com velocidade quando recuperávamos a bola, levando perigo nos contragolpes e até desperdiçando a chance de matar o jogo em alguns lances.

Tudo se encaminhava para uma boa vitória até que aos 45 do segundo tempo, o Luverdense empata em uma jogada que tentou a partida inteira, sem sucesso: cruzamento na área, Aislan (sempre ele!) fica olhando o lance enquanto deixa o atacante adversário livre para cabecear.

Com um time formado por garotos, que nunca jogou junto e que teve que mudar sua formação ainda no primeiro tempo, um empate fora de casa não seria um resultado horrível. Se levarmos em consideração que perdemos com titulares e jogando em São Januário e atuações bem piores, conseguir um ponto e manter a liderança isolada da competição ontem não chega a ser uma vergonha. Mas é impossível não se frustrar pela forma como deixamos escapar dois pontos. O cansaço generalizado e as contusões da equipe não se justificam apenas por conta da longa viagem para Lucas do Rio Verde. Isso fica claro se lembrarmos que os donos da casa fazem essa viagem pelo menos duas vezes no mês e correram o jogo todo, sem maiores problemas.

Os garotos fizeram uma partida aceitável e provavelmente teriam conseguido uma boa vitória se não fossem os problemas físicos. O CAPRRES tem sido o maior orgulho da atual gestão, mas não é a primeira vez que perdemos jogadores antes da metade das partidas por problemas que o centro deveria prevenir e evitar. A entrada do Aislan, mais uma vez decisiva para o adversário, talvez não acontecesse se o CAPRRES conseguisse, nos 10 dias entre a apresentação e a estreia do Rafael Marques, preparar o zagueiro para aguentar 90 minutos  em campo.

As atuações…

Martin Silva – não chegou a precisar fazer nenhum milagre, mas fez pelo menos duas grandes defesas. No gol não teve o que fazer.

Yago Pikachu – no primeiro tempo, sua lateral foi um convite ao ataque para o adversário. No segundo tempo melhorou e foi uma importante arma para nossos contra-ataques. Marcou seu primeiro gol pelo Vasco, o que não deve garantir sua titularidade.

Jomar – foi o melhor jogador em campo, sendo preciso nas roubadas de bola e antecipações.

Rafael Marques – ajudou nas várias bolas alçadas à nossa área, mas com a bola nos pés errou um monte de passes, algumas vezes inciciando jogadas perigosas para o Luverdense. Cansou e deu lugar para o Aislan, que além de isolar uma bola numa cobrança de falta, manteve sua impressionante marca de falhar em todos os gols que o Vasco sofre com ele em campo.

Alan Cardoso – mostrou personalidade no apoio, mas defensivamente mostrou inexperiência, sendo driblado algumas vezes com muita facilidade.

William Oliveira – nos poucos minutos que ficou em campo deixou muitos espaços no meio de campo para o adversário avançar. Antes de sair por contusão iniciou uma boa jogada com Alan Cardoso. Mateus Pet entrou em seu lugar e demorou um pouco para se acertar em campo, errando muitos passes nas saídas de bola. No segundo tempo melhorou e iniciou algumas boas jogadas de ataque.

Diguinho – passou boa parte do tempo miguelando em campo, olhando o toque de bola adversário numa distância em que não contribuía nada para a marcação.

Julio dos Santos – discreto como sempre, poderia ter sido mais efetivo no combate. Fez alguns bons lançamentos e inversões de jogadas.

Evander – substituindo o Nenê, muitos poderiam esperar um futebol vistoso, com muitos lances de efeito e dribles. Não foi assim na prática: ajudou na marcação mais que o camisa 10 e acabou sendo tão efetivo quanto o Nenê, já que participou do lance do gol dando o passe para Pikachu marcar. Também fez outra boa assistência para o Thalles, que demorou a finalizar e desperdiçou o lance.

Caio Monteiro – não teve tempo para fazer muita coisa, já que saiu ainda na primeira metade da etapa inicial. Andrey entrou em seu lugar e atuou mais recuado, tentando melhorar a saída de bola do time. Foi apenas razoável.

Thalles – uma boa chance no primeiro tempo, chutando por cima. Dois gols feitos desperdiçados no segundo. De positivo, a disposição que mostrou e ter iniciado a jogada do nosso gol.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

Anúncios

25 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Ficou devendo

Se levarmos em consideração o que aconteceu na última partida do Vasco, é ser exigente demais reclamar do resultado que o time conseguiu na noite de ontem. Uma vitória é sempre melhor que uma derrota e o 1 a 0 diante do Londrina até pode ser comemorado. O “até” fica por conta de mais uma atuação irregular, que nos deixa a impressão de que vencer sem convencer virou uma rotina para a equipe do Jorginho.

Não que o Vasco tenha jogado excepcionalmente mal. Mas disputando uma Série B, tendo o elenco, os salários e a estrutura que tem e, porque não dizer, um treinador que vem colecionando elogios de todos os lados há meses, não dá pra achar normal ver o time ter atuações pouco convincentes por tanto tempo.

Mesmo que não ignoremos os possíveis méritos do adversário para nos complicar a partida e o fato de jogarmos fora de casa, nada justifica termos tido menos posse de bola, termos errado tantos passes e tido apenas sete finalizações (com quatro delas erradas, incluindo aí a que nos rendeu a vitória) nos mais de 90 minutos de partida. Uma coisa ou outra, tudo bem; mas tudo isso junto, para o time que é o favoritíssimo ao título, é complicado de compreender.

Todo vascaíno tem a certeza da volta à elite em 2017, e isso fatalmente irá ocorrer mesmo atuando dessa forma errática até o fim do campeonato. Mas se continuarmos jogando dessa forma, ainda que vençamos todas as partidas que nos restam e sejamos campeões com folga, não vamos poder dizer que foi um título tranquilo. E é esse sofrimento, mesmo com vitórias, que a torcida não quer.

No pré-jogo eu tinha dito que tão importante quanto a vitória contra o Londrina seria o Vasco ter uma atuação que trouxesse de volta a confiança da torcida no time. Os três pontos vieram, mas pelo que vimos em campo, vencer o Londrina foi muito pouco para que voltemos a confiar no Vasco como confiávamos há algum tempo. Ainda ficamos devendo.

As atuações…

Martín Silva – sofreu com o excesso de bolas recuadas, se enrolou em alguns lances e chegou a levar um chute no peito numa saída de bola. Mas trabalho, mesmo, não teve muito: fez uma excelente defesa no primeiro tempo em chute do Keirrison e só.

Madson – não apareceu tanto no apoio como de costume então errou menos que de costume.

Luan – se enrolou em alguns lances, mas se deu bem na maioria dos combates diretos.

Rodrigo – marcou um gol de sorte e perdeu outro feito. Levou dois cartões completamente evitáveis e foi expulso no fim.

Julio Cesar – até apareceu com mais frequência no ataque, mas apenas para errar cruzamentos.

Marcelo Mattos – fez o que tinha que fazer: combater e destruir jogadas. Ironicamente para quem não é famoso por ser bom no fundamento, deu um bom passe para o Leandrão no primeiro tempo. Já o Diguinho, que entrou em seu lugar, ficou cerca de 20 minutos em campo e quase entregou a paçoca ao tentar um lance de efeito na frente da área.

William Oliveira – muito fôlego na marcação, mas pouca efetividade nas vezes em que tenta ajudar na criação. Saiu contundido para a entrada do Julio dos Santos, que procurou ocupar os espaços no meio de campo, mas errou passes demais.

Andrezinho – começou bem, sendo o principal articulador do time. Mas aos poucos foi sumindo do jogo, diminuindo sua intensidade ainda no primeiro tempo.

Nenê – fez muito pouco. Seu único bom lance foi um cruzamento na medida para o Leandrão, que desperdiçou o lance. É a segunda partida do craque do time sem fazer a diferença.

Jorge Henrique – se destacou mais roubando bolas que atacando.

Leandrão – teve duas chances claras para marcar e perdeu ambas, desperdiçando essa raridade que é um centroavante vascaíno receber bolas em boas condições para a finalização. Saiu no final para a entrada do Jomar, que não teve tempo nem para encostar na bola.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

35 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Pé no chão e bola na rede

Sobre a estreia do Vasco no Brasileiro de 2016, fico com as palavras do treinador Jorginho na entrevista coletiva pós-jogo:

Mais do que uma vitória de 4 a 0, foi a postura da equipe, a organização tática, cada jogador se mantendo compromissado com o objetivo do grupo. Em momento algum a gente viu a equipe desestabilizada. A gente viu uma equipe querendo, jogando, sendo protagonista, com vontade, organização, lutando por cada bola, cada palmo dentro de campo.

Resumindo as palavras do técnico, golear o Sampaio Corrêa não foi o principal motivo para a torcida comemorar. E, diante da fragilidade do adversário, nem deveria ser mesmo. O mais importante foi ver um time que entrou em campo com vontade de vencer, que se empenhou ao máximo e que não deixou ao seu óbvio favoritismo a função de ganhar a partida. O Vasco ontem jogou como deve jogar sempre: aliando sua técnica superior à seriedade quando a bola rolou.

O que o Gigante fez ontem foi uma prova de respeito, ao adversário, à competição, à sua torcida e também à camisa que cada um dos jogadores estava vestindo. A exaltação do Jorginho à postura da sua equipe faz todo sentido. Foi a ausência dessa atitude que nos complicou durante toda a campanha de 2014. Pelo que vimos ontem, a história com Nenê e companhia será completamente diferente.

Vale dizer que o Sampaio Corrêa foi valente. Diante da sua torcida, o time maranhense não se contentou em fazer como a maioria absoluta das equipes que confrontam um clube grande e tentou fazer um jogo de igual para igual.  E talvez esse tenha sido o seu maior erro. Se tivessem optado pela retranca, talvez não sofressem tantos gols. Os donos da casa sofreram duplamente ao fazer essa escolha, já que nas poucas vezes que chegaram com perigo acabaram parando na nossa zaga ou no nosso goleiro e ainda deixaram espaços demais para que nosso ataque funcionasse sem muita resistência. A ousadia do Sampaio Corrêa teve o alto preço dos quatro gols (que poderiam ser cinco ou seis,  no barato).

Mas fez bem Jorginho em exaltar principalmente a postura da equipe. Oponentes como o de ontem, que não têm medo de atacar o grande favorito da competição, serão uma raridade. E quando o Vasco não encontrar a facilidade que teve ontem, será preciso demonstrar ainda mais empenho que o apresentado contra o Sampaio Corrêa. Tendo isso em mente – e aparentemente isso já está incutido na cabeça dos nossos jogadores – já teremos meio caminho andado para conquistar as vitórias. É mantendo o pé no chão que faremos a bola chegar nos gols adversários.

As atuações…

Martin Silva – mesmo com a superioridade vascaína na partida, foi obrigado a fazer uma ou outra boa defesa.

Madson – até cruzamento acertou ontem – vá lá, foi apenas um e a finalização do Nenê foi nas mãos do goleiro Mas já é pra se comemorar – mas deu umas vaciladas defensivamente.

Jomar – mal teve tempo para jogar e saiu com um corte no quengo. Rafael Vaz entrou em seu lugar e depois de um começo meio enrolado, não teve muitos problemas com o ataque adversário.

Rodrigo – mesmo correndo o risco de dar uma trombada com força na trave – o que acabou acontecendo – se atirou na bola para evitar um gol do Sampaio Corrêa. E isso quando já vencíamos por 3 a 0! Diante de tal mostra de comprometimento, nem precisamos falar mais sobre sua atuação. Faltando alguns minutos para o fim do jogo, o quase esquecido Aislan entrou em seu lugar e no tempo que esteve em campo não conseguiu cometer nenhuma bizarrice.

Julio Cesar – teve uma atuação mediana, mas deu excelente passe em profundidade para o Andrezinho, iniciando a jogada do terceiro gol.

Marcelo Mattos – se enrolou um pouco com os avanços do adversário. Melhorou no segundo tempo.

Julio dos Santos – os melhores momentos ofensivos do Sampaio Corrêa aconteceram com o paraguaio em campo. Talvez ele melhorasse junto com o time no segundo tempo, mas não teve tempo. Yago Pikachu o substituiu ainda no intervalo e apareceu mais no ataque que na defesa. Infelizmente o pokemón paraense não evoluiu o bastante para marcar gols. Mas foi quase: teve duas boas chances e uma delas caprichosamente bateu na trave.

Andrezinho – depois de um primeiro tempo entre o discreto e o apagado, a melhoria defensiva do time no segundo tempo deram mais liberdade para Andrezinho, fazendo aparecer seu futebol. Participou diretamente da jogada dos dois últimos gols: em um, fez bela jogada dentro da área colocando Nenê na cara do gol; no último, foi dele o lançamento para o Riascos, inciando a jogada.

Nenê – uma atuação irrepreensível do camisa 10: uma assistência, três gols e outras tantas boas chances impedidas pelo goleiro adversário.

Jorge Henrique – pode-se reclamar do sujeito o quanto for, mas não se pode negar que seu empenho na marcação de saída de bola desobriga o Nenê dessa função, dando mais liberdade para quem tem melhores condições técnicas para definir as jogadas.

Riascos se acertasse 25% do que tenta fazer, o Vasco teria o dobro de gols no ano. Mas por ontem, mesmo tendo o colombiano estragado pelo menos uns dois contra-ataques que seriam mortais, não se pode falar mal do atacante: marcou o primeiro gol, fez uma bela assistência para o segundo e teve participação direta no quarto.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

34 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Com a vantagem nas mãos (do goleiro)

Vasco e CRB não fizeram uma partida primorosa tecnicamente. Aliás, pelo lado do Vasco, nem uma boa partida foi. E se a atuação meio capenga não foi o bastante para evitar o jogo de volta contra o time alagoano, ao menos serviu para conseguirmos uma vitória pelo placar mínimo. Não é nada, não é nada, melhor brigar pela vaga na terceira fase da Copa do Brasil tendo a vantagem do empate em São Januário que nada.

E o CRB não vendeu barato o 1 a 0 para o Vasco. Diante da sua torcida e logo no primeiro compromisso após a conquista do bicampeonato alagoano, os donos da casa não se assustaram com o bicampeão carioca e buscaram o jogo, com mais vontade que nós, inclusive. O ímpeto ofensivo do CRB fez com que a primeira etapa fosse bastante movimentada, já que suas subidas ao ataque nos deram bastante espaços para os contra-ataques.

O lá e cá durou até metade do primeiro tempo, quando as chances de gol dos dois lados apareceram (e Jordi foi obrigado a fazer pelo menos duas grandes defesas). Mas depois de uma paralisação de quase meia hora por falta de energia, aos poucos o Vasco passou a cadenciar o jogo e controlou a partida. Mas o controle não fez com que o time conseguisse ameaçar muito o goleiro adversário, que só teve trabalho após marcarmos o gol, aos 42 minutos. Depois de Rodrigo acertar a bomba em cobrança de falta e abrir o placar, Andrezinho quase amplia no lance seguinte, o que não aconteceu por conta de boa defesa do goleiro Juliano.

Já no segundo tempo, o CRB não deixou o Vasco jogar. Isso porque quando não estava com a bola, cometia faltas para parar as nossas jogadas. Sem poder contar com Nenê – que não conseguia andar em campo tal era a caçada da qual virou alvo – e com Andrezinho cansando, os alagoanos passaram a atacar mais. Mas graças à bela atuação do Jordi, o empate não aconteceu.

O ideal seria termos conseguido evitar o jogo da volta, mas diante do que vimos em campo, nem dá pra reclamar do resultado. O CRB mostrou não ser a molezinha que muitos poderiam pensar, mas ainda assim será preciso uma hecatombe para, precisando apenas de um empate, não confirmarmos a classificação na Colina. Só espero que não dependamos tanto de uma atuação excelente de quem estiver no nosso gol para conseguir a vaga.

O melhor em campo (foto: www.vasco.com.br)

O melhor em campo (foto: http://www.vasco.com.br)

As atuações…

Jordi – não fez a torcida lamentar a falta de Martín Silva na partida, realizando pelo menos cinco grandes defesas e fazendo saídas do gol muito boas. Foi o melhor jogador do Vasco disparado.

Madson – no primeiro tempo teve bastante espaço para subir ao apoio, mas tirando um lance no qual arrancou e até chegou a tirar a bola do goleiro (sem conseguir finalizar na sequência), pouco fez de efetivo no ataque. No segundo tempo ficou a maior parte do tempo preso à marcação.

Jomar – não foi uma noite muito feliz para o jovem zagueiro: quase entregou o ouro no começo do primeiro tempo e passou boa parte do tempo dando chutões para onde o nariz apontasse.

Rodrigo – assim como o Jomar, também perdeu uma bola na frente da área de forma perigosa. Compensou marcando o gol da vitória com uma bomba em cobrança de falta.

Julio Cesar – outro a quase entregar a mariola, não conseguindo dominar uma bola dentro da área e a entregando nos pés do Neto Baiano, que só não marcou por conta de excelente defesa de Jordi. Como de costume, as investidas adversárias foram mais frequentes pelo seu lado do campo.

Marcelo Mattos – foi envolvido pelo toque de bola da equipe alagoana, principalmente no segundo tempo, com a entrada do Pikachu e o natural cansaço que o abateu.

Julio dos Santos – chegou a ser visto dando piques em campo e até tentou ajudar na criação mais vezes que o normal. Mas quando arrisca mais que passes laterais, erra muito. Yago Pikachu o substituiu e foi quem teve a melhor chance de marcar o segundo, mas finalizou sem força.

Andrezinho – uma atuação discreta. Enquanto teve fôlego, fez bem a ligação entre o meio e o ataque, mas no segundo tempo sumiu.

Nenê – caçado em campo, passou mais tempo levando pancadas que criando jogadas. Mas como não poderia deixar de ser, acabou participando do lance do gol: foi o camisa 10 que sofreu a falta que originou o gol do Rodrigo.

Jorge Henrique – foi mais efetivo ajudando a cobrir nosso lado esquerdo – principalmente na etapa final – que no ataque. Cansou no fim do jogo e cedeu lugar ao Eder Luis, que não conseguiu fazer muito nos poucos minutos em que esteve em campo.

Riascos – mais apanhou da bola que finalizou. Foi substituído pelo Thalles, que foi muito pouco acionado e praticamente não recebeu bolas em condições para finalizar.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

19 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Cornetando a vitória

Podem me colocar na categoria de “torcedores corneteiros” – do que, aliás, fui chamado ontem pelo Twitter enquanto passava o jogo – e eternamente insatisfeito. Afinal de contas, na vitória por 1 a 0 sobre o Boavista, o Vasco até apresentou um bom futebol e, o que realmente importa, levamos os três pontos. Mas até por sabermos da capacidade do time, fica difícil não cornetarmos a atuação do Vasco por boa parte do segundo tempo.

Quem viu o Vasco no início da partida imaginou que veríamos outro adversário massacrado como o Bangu foi. Nos primeiros 25 minutos de partida, o Boavista pouco pôde fazer além de se defender e torcer para que os atacantes vascaínos não caprichassem nas finalizações. De tanto martelar, acabamos marcando num lance com improváveis protagonistas: depois da cobrança de escanteio do Nenê, Julio dos Santos escorou a bola que sobrou para Marcello Matos empurrar para a rede.

Foi pouco depois de conseguirmos a vantagem que as coisas mudaram. O Vasco deu aquela desacelerada a que todos já nos acostumamos, o que num primeiro momento só deixou a partida tediosa. Mas no segundo tempo, principalmente depois dos 10 primeiros minutos, a diminuição no ritmo se somou a um aparente cansaço do time. E com isso o Boavista cresceu no jogo. Mesmo que isso não tenha sido o bastante para corrermos riscos, devemos isso mais à incompetência do nosso adversário em criar oportunidades de gol.

As coisas só voltaram a melhorar para o nosso lado com as mexidas do Jorginho, que tirou os inoperantes Julio dos Santos e Jorge Henrique. Diguinho voltou ao time e se saiu melhor que o paraguaio não apenas na marcação, mas também quando foi à frente. E Caio Monteiro trouxe toda uma nova dinâmica ao ataque que Jorge só seria capaz de fazer se tivesse 10 anos a menos. Com essas alterações retomamos o controle do jogo e voltamos a criar boas chances. Não chegamos a ampliar o placar, mas foi o bastante para garantirmos a vitória sem maiores preocupações.

Mas esse JC, hein? Se vencemos e ele elogiou o time, está cornetando porque é chato!”. Chato – ou exigente, como prefiro considerar – eu sou mesmo. Mas a cornetagem só é feita porque sei que o time pode render mais e que a irregularidade ao longo da partida poderia ser evitada. O Vasco não pode fazer o “modo desinteresse” uma rotina toda vez que abre vantagem no placar. Contra adversários menos qualificados pode não ter consequências, mas em um clássico isso pode ser fatal. Seja por uma maior aplicação durante os 90 minutos, seja por alterações mais ágeis quando o treinador perceba uma queda de rendimento, o Vasco precisa encontrar uma maneira de evitar correr riscos desnecessários.

As atuações…

Martin Silva – dessa chegou a ter algum trabalho, mas nada que exigisse seus poderes milagrosos.

Madson – apesar de ter perdido o gol mais feito da história recente do Vasco, fez uma boa partida, aparecendo diversas vezes com perigo no ataque. E, não só isso, fez mais de um bom cruzamento em uma única partida. A convivência com um técnico que jogou muito na sua posição parece começar a surtir efeito.

Luan – apareceu no ataque diversas vezes, mostrando o quanto queria marcar um gol no seu estado natal. Tanto foi que parecia não se preocupar com o lado que a bola entrasse: quase marcou um gol contra no segundo tempo.

Rodrigo – jogou com seriedade e se saiu bem. Bateu uma falta com perigo e acabou saindo no fim do jogo, com câimbras. Jomar o substituiu e manteve o nível até o fim do jogo.

Julio Cesar – uma boa atuação, tanto defensivamente como no apoio.

Marcelo Mattos – garantiu os três pontos marcando seu primeiro gol pelo Vasco, e foi bem na marcação no primeiro tempo. Quando o time cansou no segundo tempo, teve mais problemas no combate.

Julio dos Santos – participou do lance do gol, o que já tornaria sua atuação melhor que a média. Fora isso, fez tudo aquilo que apenas o Jorginho consegue enxergar. Deu lugar ao Diguinho, que na sua volta ao time entrou para reforçar a marcação pelo meio quando o Boavista tinha certo domínio no setor. Mas além disso, ainda participou no ataque, fazendo pelo menos uma grande jogada com Thalles.

Andrezinho – teve uma participação mais discreta que nas últimas partidas. No segundo tempo pareceu cansado e sumiu.

Nenê teve aqueles momentos em que obviamente prefere tentar um lance de efeito e desperdiça a jogada. Mas como na maioria dos casos, foi decisivo: foi dele a cobrança de escanteio que resultou no nosso gol.

Jorge Henrique – teve duas chances no primeiro tempo: na primeira, faltou velocidade; na segunda, altura para cabecear a bola. No segundo tempo foi uma figura nula em campo até que cedeu lugar para Caio Monteiro, que entrou dando um novo gás ao time e criando um salseiro pra cima da defesa do Boavista.

Thalles – não fugiu do jogo, mas teve poucas oportunidades. Na melhor delas, depois de tabela com Diguinho, perdeu uma chance incrível.

***

Não posso deixar de citar o bonito papel feito pela torcida vascaína em Cariacica: estádio lotado e apoio ao time durante os 90 minutos. Parabéns a todos o envolvidos pela bela festa!

***

voteATENÇÃO:  a votação n0 segundo turno do Prêmio Top Blog termina no próximo dia 31 de março e o Blog da Fuzarca precisa mais que nunca da ajuda de vocês. Para dar aquela moral ao Blog, basta votar – lembrando que é possível votar mais de uma vez – clicando no banner que está aí na lateral direita da página ouclicar aqui.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

26 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Torcida, Vídeos

Acabou a pré-temporada

Como eu havia dito ontem, só mesmo com o Vasco criando problemas para si mesmo para termos alguma dificuldade para vencer o time com a pior campanha nesse Estadual. E os tais problemas até apareceram, mas o Bonsucesso mais uma vez se mostrou tão desprovido de qualidades que nem as falhas vascaínas foram o bastante para evitarem uma vitória tranquila para o Gigante. Se dependesse unicamente das forças do rubro-anil, o placar de 3 a 1 poderia ter sido ainda melhor para nós.

Não que eu esteja reclamando, claro. Até entendo que, numa partida em que cumpríamos tabela pela última rodada de uma fase que nem precisaria existir no Estadual, a motivação apresentada pelo time do Vasco até foi aceitável. E podemos dizer que mesmo a formação com três atacantes não se saiu tão mal. Ofensivamente, o 4-3-3 – na prática um 4-2-3-1, com Jorgenrique, Nenê e Eder Luis tentando municiar o Thalles – até conseguiu criar um bom número de jogadas ofensivas, das quais muitas poderiam terminar em gols se finalizássemos com mais precisão.

Já defensivamente as coisas não foram tão bem. Com um jogador a menos no meio de campo e tendo apenas o Marcelo Mattos se dedicando ao combate (o Rúlio dos Santos, obviamente, não conta nessa função), acabamos cedendo mais espaços do que seria aceitável tendo o adversário que tivemos. Tanto que precisamos contar com a sorte, e com a trave, em duas finalizações deles, para que o Bonsucesso não marcasse um gol ainda no primeiro tempo.

Mas se na primeira etapa a lentidão para recompor o time defensivamente quando perdíamos a bola não chegou a comprometer o resultado, bastou uma falha de posicionamento e um minuto no segundo tempo para que o Bonsucesso diminuísse, contando com a colaboração involuntária do Jomar.

Não que o gol pudesse representar um risco real de uma reação. Toda vez que o Vasco resolvia acordar na partida, chegava ao ataque sem muitos problemas. Já o Bonsucesso, teve poucas oportunidades – que invariavelmente terminavam em finalizações pífias – todas surgidas quando nosso time dava suas cochiladas. O terceiro gol vascaíno, o segundo do Thalles na partida, demorou a sair, mas teria sido o bastante para acabar a partida já aos 35 minutos.

Aliás, o jogo foi favorável principalmente para o Thalles, que mostrou voltar a merecer a confiança da torcida, mesmo tendo se saído bem contra um adversário dos mais limitados. De resto, o Bonsucesso não ofereceu dificuldades maiores que um deses adversários que temos em amistosos de pré-temporada. O que, se levando em consideração a relevância dessa primeira fase do Estadual, podemos considerar encerrada apenas ontem. Para todos os efeitos, a temporada 2016 só se inicia na prática no próximo jogo, numa fase em que se decidirá quem irá para as semifinais da competição.

As atuações…

Martín Silva– a sorte acabou trabalhando mais que o goleiro, já que o Bonsucesso colocou duas bolas na trave no primeiro tempo. No gol sofrido, pouco poderia ter feito.

Madson – se há uma crítica que não podemos fazer ao Madson é que não seja um jogador regular. Em toda partida faz o mesmo: aproveita muito os espaços que aparecem para apoiar, mas não consegue concluir quase nenhuma jogada.

Jomar – pelo menos duas falhas graves de posicionamento, numa delas, o Bonsucesso marcou o seu gol.

Rodrigo – mesmo parecendo não estar 100% depois da luxação que sofreu, teve pouco trabalho com o ataque adversário.

Julio Cesar – acertou belo lançamento para Thalles marcar o primeiro gol.

Marcelo Mattos – sendo o único a marcar de verdade no meio de campo, teve problemas para fechar os espaços no meio de campo. Mas se saiu bem apesar disso, acertando inclusive bom lançamento que originou o último gol vascaíno.

Julio dos Santos – mesmo contra um adversário fraco como o Bonsucesso, não conseguiu ser eficiente nem na marcação, nem na criação de jogadas.

Nenê – fez boas jogadas, arriscou finalizações e marcou um bonito gol (dessa vez sem ser em uma penalidade). Evander o substituiu no fim do jogo, mas no pouco tempo que teve, conseguiu perder uma chance clara de marcar seu primeiro gol como profissional.

Jorge Henrique – pelo menos arriscou algumas finalizações, mas outra vez ficou sem justificar sua titularidade. Caio Monteiro o substituiu e procurou participar bastante da sua partida de estreia nos profissionais.

Eder Luis – se o que mantém no banco é não conseguir acompanhar as decidas dos laterais adversários, mostrou que ainda amargará a reserva por um tempo. Mesmo aparecendo no ataque, o cansaço demonstrado ainda no primeiro tempo foi a razão para ser substituído pelo Yago Pikachu, que se esforça bastante para ser útil ofensivamente, mas ainda parece ansioso. Ontem, muitos citaram a furada que deu em um lance que poderia acabar em gol, mas sua participação no terceiro gol mereceria ter tido mais destaque.

Thalles – pode não ter sido uma atuação de gala, mas foi o melhor em campo: participou dos três gols, marcando um belo gol logo aos três minutos, dando inteligente passe de peito para Nenê marcar o segundo e mostrando oportunismo de centroavante ao marcar o terceiro.

***

Lembrando a todos que o segundo turno do Prêmio Top Blog já começou e esse humilde bloguinho precisa mais que nunca da ajuda de vocês para ganhar essa taça. Para dar aquela moral ao Blog, basta votar – o maior número de vezes possível – clicando no banner que está aí na lateral direita da página ou clicar aqui.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

15 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

Como de costume…

Já virou rotina. Na semana de um clássico entre Vasco e Framengo, dão muito destaque às falastronices dos jogadores da Gávea, fazem matérias que, sutilmente ou nem tento, levantam suspeitas de favorecimento à Colina, dão voz a toda e qualquer declaração do presidente mulambo, etc, etc, etc. E, também como já virou rotina desde o ano passado, o resultado em um jogo entre o Vasco e a mulambada só pode ter um resultado: vitória vascaína.

O 1 a 0 de ontem em São Januário não foi um primor de partida, mas mantivemos os 100% de aproveitamento na competição, a escrita pra cima da urubuzada e, melhor ainda, sem que eles tenham qualquer motivo para reclamar da arbitragem. Ganhamos na bola e, se analisarmos friamente o que aconteceu nos 90 minutos, não fossem nossas próprias limitações, não teríamos tido nem metade do trabalho que tivemos.

Isso porque havia dois times em campo, mas apenas uma equipe. O Framengo pode ter trocado alguns jogadores, mas pelo menos ontem mostrou ser o mesmo amontoado de sujeitos com uma camisa feia e igual. Não me lembro quantos técnicos passaram pela mulambada desde que resolvemos não perder mais para eles, mas a forma de jogar é a mesma desde então.

Aí, olhando para os que estavam com a armadura cruzmaltina, vimos um time mais motivado, com um tantinho a mais de entrosamento, marcando mais em cima. E, o principal, aparentemente com mais vontade de vencer. E se bastasse apenas a vontade, teríamos liquidado a fatura bem rápido. Mas como uma vitória se constrói também com passes certos e boas finalizações, só conseguimos o gol nos minutos finais.

Confesso que as entradas de Marcelo Mattos (um veterano há meses sem jogar uma partida oficial em um dia de maçarico no Rio de Janeiro) e Jomar (que volta e meia dá suas pixotadas) me parecerem temeridades vindas do Jorginho. Mas no final das contas, os dois foram bem. Jomar não tentou inventar e Mattos acabou trazendo uma solidez maior para o sistema defensivo. Faltava o ataque funcionar. Mas com Andrezinho, participando muito do jogo mas acertando pouco, e Nenê mais uma vez tendo atenção especial dos marcadores, Riascos e Jorgenrique não conseguiram receber boas bolas. E todos sabemos que, mesmo as recebendo, os dois têm uma dificuldade tremenda para fazer algo certo.

O jogo vinha sendo muito bem controlado pelo Vasco, mas na hora de decidir, a zaga mulamba acabava sempre se saindo melhor. Nos 20 minutos finais da partida, tentamos pressionar, mas ainda assim a bola salvadora não aparecia. Jorginho colocou o time pra cima, trocando a dupla de ataque por Eder Luis e Thalles, mas não conseguíamos mais que rondar a área rubro-negra. E ironicamente, foi justamente a entrada de um novo zagueiro em campo que resolveu a parada: Rafael Vaz substituiu Jomar aos 34 minutos e, aproveitando uma sobra na área framenga, acertou o petardo indefensável aos 45.

A vitória sobre a mulambada motiva o time e a torcida, mas não podemos esquecer que essa primeira fase do Carioca não vale de muita coisa. Mais importante que bater mais uma vez um rival que parece já acostumado com as pancadas vascaínas, é ver que o time se comportou bem defensivamente, se não por toda a partida, pelo menos em boa parte dela. Que o desempenho do time faça que Jorginho finalmente entenda que o time precisa de uma marcação mais forte no meio de campo. Seja Marcelo Mattos, Bruno Gallo ou até mesmo o Diguinho, ter um especialista em combate serviu para que Andrezinho tivesse mais liberdade e que nossa Nenedependência fosse um pouco menor.

As atuações….

Martín Silva – teve bem menos trabalho com o ataque mulambo do que teve com o Voltaço. Praticamente um espectador em campo.

Madson – ampliou sua incapacidade de acertar cruzamentos para o passe. Errou uma quantidade absurda.

Rodrigo – como em todo clássico, incorporou o xerife e se saiu melhor em praticamente todas as disputas que teve com Sheik ou Guerrero. Quando teve chance, apareceu com perigo na frente.

Jomar – respondeu ao temor da torcida por sua escalação com uma atuação segura e séria. Não teve a menor vergonha de entrar rasgando em disputas de bola e nem de dar chutões quando necessário. Saiu no final para a entrada de Rafael Vaz, que acabou sendo o herói da partida marcando o gol quase nos acréscimos.

Julio Cesar – no primeiro tempo deixou uma verdadeira avenida na esquerda, frequentemente aproveitada pelo Cirino ou pelo Mancuello. No segundo tempo se saiu um pouco melhor, mesmo não tendo sido muito efetivo no apoio.

Marcelo Mattos – apesar de exagerar nas faltas para parar jogadas, fez uma estreia surpreendente diante do tempo inativo. Deu muito mais segurança ao meio de campo e pode ter feito o Jorginho perceber a necessidade de um jogador mais combativo no setor.

Julio dos Santos – mesmo tendo um volante-volante ao seu lado, manteve o nível: fraco no combate e ineficiente na armação. Teve duas chances para marcar, mas sua lentidão impediu que finalizasse as jogadas a contento.

AndreAndrezinho –  errou um monte de lances e passes decisivos, mas ainda assim foi quem ditou o ritmo no meio de campo. Conseguiu ser eficiente no combate e ainda tentou organizar o setor enquanto todos se preocupavam com o Nenê. Deu uma caneta antológica no pobre do William Arão.

Nenê – algumas boas jogadas, firulas e dribles, mas pela primeira vez no ano não foi decisivo (ou até foi, se considerarmos que o lance do gol começou com uma bola alçada por ele na área em cobrança de falta). Quase deixou o seu em outra bela cobrança, que caprichosamente carimbou o travessão.

Jorge Henrique – sinceramente, nem sei o que dizer. Só consigo me lembrar dele saindo para dar lugar ao Eder Luis, que pelo menos tentou criar um salseiro na defesa mulamba com sua velocidade. Quase marcou um gol de placa após triangulação e uma bagunçada em dois ou três defensores framengos.

Riascos – como na partida anterior, não marcou gol. E assim só consegue aparecer cometendo lances completamente equivocados. Thalles o substituiu e de marcante, apenas uma disputa de bola na qual o zagueiro Juan montou em suas costas, impedindo que o atacante subisse para cabecear.

***

Antes mesmo de começar a partida, a ESPN afirmou, taxativamente, que São Januário não tem condições de receber clássicos. Utilizaram como principal argumento os banheiros vandalizados pela – pasmem! – própria torcida mulamba.

Diante disso, algumas dúvidas me surgiram:

Então é assim: os caras vão ao estádio de um clube rival, depredam as dependências do estádio, e quem está errado na situação é quem liberou o local para um clássico?

A mocinha da ESPN que fez a matéria acredita que se o Vasco tivesse a arena mais moderna do mundo não haveria depredação por parte da mulambada? Ou, se houvesse, também diria que o estádio não teria condições de receber clássicos? Será que ela tem a mesma opinião sobre o Itaquerão e sobre o Allianz Parque, ambos depredados em clássicos entra gambás e porcos?

E, a pergunta que não quer calar: sem Arena Maracanã, sem Engenhão e com mando de campo do Vasco (e, antes que reclamem do regulamento, se ele foi aprovado foi com a anuência do rubro-negro), onde a imprensa, torcedores e o presidente do Framengo sugeririam que fosse realizada a partida?

Os outros três grandes clubes da capital têm todos mais de 100 anos de idade. Se ainda não tiveram capacidade de construir seus próprios estádios, a culpa não é do Vasco. A questão é simples: o tratamento dado pela imprensa a São Januário é recheado de preconceito injustificado e irracional. Apenas isso.

***

Hoje também tem coluna no site Vasco Expresso! Dá uma clicada aí pra conferir!

***

Lembrando a todos que o segundo turno do Prêmio Top Blog já começou e esse humilde bloguinho precisa mais que nunca da ajuda de vocês para ganhar essa taça. Para dar aquela moral ao Blog, basta votar – o maior número de vezes possível – clicando no banner que está aí na lateral direita da página ou clicar aqui.

***

Lembrem-se de curtir a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e seguir o Blog da Fuzarca pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.

50 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos