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Como de costume…

Já virou rotina. Na semana de um clássico entre Vasco e Framengo, dão muito destaque às falastronices dos jogadores da Gávea, fazem matérias que, sutilmente ou nem tento, levantam suspeitas de favorecimento à Colina, dão voz a toda e qualquer declaração do presidente mulambo, etc, etc, etc. E, também como já virou rotina desde o ano passado, o resultado em um jogo entre o Vasco e a mulambada só pode ter um resultado: vitória vascaína.

O 1 a 0 de ontem em São Januário não foi um primor de partida, mas mantivemos os 100% de aproveitamento na competição, a escrita pra cima da urubuzada e, melhor ainda, sem que eles tenham qualquer motivo para reclamar da arbitragem. Ganhamos na bola e, se analisarmos friamente o que aconteceu nos 90 minutos, não fossem nossas próprias limitações, não teríamos tido nem metade do trabalho que tivemos.

Isso porque havia dois times em campo, mas apenas uma equipe. O Framengo pode ter trocado alguns jogadores, mas pelo menos ontem mostrou ser o mesmo amontoado de sujeitos com uma camisa feia e igual. Não me lembro quantos técnicos passaram pela mulambada desde que resolvemos não perder mais para eles, mas a forma de jogar é a mesma desde então.

Aí, olhando para os que estavam com a armadura cruzmaltina, vimos um time mais motivado, com um tantinho a mais de entrosamento, marcando mais em cima. E, o principal, aparentemente com mais vontade de vencer. E se bastasse apenas a vontade, teríamos liquidado a fatura bem rápido. Mas como uma vitória se constrói também com passes certos e boas finalizações, só conseguimos o gol nos minutos finais.

Confesso que as entradas de Marcelo Mattos (um veterano há meses sem jogar uma partida oficial em um dia de maçarico no Rio de Janeiro) e Jomar (que volta e meia dá suas pixotadas) me parecerem temeridades vindas do Jorginho. Mas no final das contas, os dois foram bem. Jomar não tentou inventar e Mattos acabou trazendo uma solidez maior para o sistema defensivo. Faltava o ataque funcionar. Mas com Andrezinho, participando muito do jogo mas acertando pouco, e Nenê mais uma vez tendo atenção especial dos marcadores, Riascos e Jorgenrique não conseguiram receber boas bolas. E todos sabemos que, mesmo as recebendo, os dois têm uma dificuldade tremenda para fazer algo certo.

O jogo vinha sendo muito bem controlado pelo Vasco, mas na hora de decidir, a zaga mulamba acabava sempre se saindo melhor. Nos 20 minutos finais da partida, tentamos pressionar, mas ainda assim a bola salvadora não aparecia. Jorginho colocou o time pra cima, trocando a dupla de ataque por Eder Luis e Thalles, mas não conseguíamos mais que rondar a área rubro-negra. E ironicamente, foi justamente a entrada de um novo zagueiro em campo que resolveu a parada: Rafael Vaz substituiu Jomar aos 34 minutos e, aproveitando uma sobra na área framenga, acertou o petardo indefensável aos 45.

A vitória sobre a mulambada motiva o time e a torcida, mas não podemos esquecer que essa primeira fase do Carioca não vale de muita coisa. Mais importante que bater mais uma vez um rival que parece já acostumado com as pancadas vascaínas, é ver que o time se comportou bem defensivamente, se não por toda a partida, pelo menos em boa parte dela. Que o desempenho do time faça que Jorginho finalmente entenda que o time precisa de uma marcação mais forte no meio de campo. Seja Marcelo Mattos, Bruno Gallo ou até mesmo o Diguinho, ter um especialista em combate serviu para que Andrezinho tivesse mais liberdade e que nossa Nenedependência fosse um pouco menor.

As atuações….

Martín Silva – teve bem menos trabalho com o ataque mulambo do que teve com o Voltaço. Praticamente um espectador em campo.

Madson – ampliou sua incapacidade de acertar cruzamentos para o passe. Errou uma quantidade absurda.

Rodrigo – como em todo clássico, incorporou o xerife e se saiu melhor em praticamente todas as disputas que teve com Sheik ou Guerrero. Quando teve chance, apareceu com perigo na frente.

Jomar – respondeu ao temor da torcida por sua escalação com uma atuação segura e séria. Não teve a menor vergonha de entrar rasgando em disputas de bola e nem de dar chutões quando necessário. Saiu no final para a entrada de Rafael Vaz, que acabou sendo o herói da partida marcando o gol quase nos acréscimos.

Julio Cesar – no primeiro tempo deixou uma verdadeira avenida na esquerda, frequentemente aproveitada pelo Cirino ou pelo Mancuello. No segundo tempo se saiu um pouco melhor, mesmo não tendo sido muito efetivo no apoio.

Marcelo Mattos – apesar de exagerar nas faltas para parar jogadas, fez uma estreia surpreendente diante do tempo inativo. Deu muito mais segurança ao meio de campo e pode ter feito o Jorginho perceber a necessidade de um jogador mais combativo no setor.

Julio dos Santos – mesmo tendo um volante-volante ao seu lado, manteve o nível: fraco no combate e ineficiente na armação. Teve duas chances para marcar, mas sua lentidão impediu que finalizasse as jogadas a contento.

AndreAndrezinho –  errou um monte de lances e passes decisivos, mas ainda assim foi quem ditou o ritmo no meio de campo. Conseguiu ser eficiente no combate e ainda tentou organizar o setor enquanto todos se preocupavam com o Nenê. Deu uma caneta antológica no pobre do William Arão.

Nenê – algumas boas jogadas, firulas e dribles, mas pela primeira vez no ano não foi decisivo (ou até foi, se considerarmos que o lance do gol começou com uma bola alçada por ele na área em cobrança de falta). Quase deixou o seu em outra bela cobrança, que caprichosamente carimbou o travessão.

Jorge Henrique – sinceramente, nem sei o que dizer. Só consigo me lembrar dele saindo para dar lugar ao Eder Luis, que pelo menos tentou criar um salseiro na defesa mulamba com sua velocidade. Quase marcou um gol de placa após triangulação e uma bagunçada em dois ou três defensores framengos.

Riascos – como na partida anterior, não marcou gol. E assim só consegue aparecer cometendo lances completamente equivocados. Thalles o substituiu e de marcante, apenas uma disputa de bola na qual o zagueiro Juan montou em suas costas, impedindo que o atacante subisse para cabecear.

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Antes mesmo de começar a partida, a ESPN afirmou, taxativamente, que São Januário não tem condições de receber clássicos. Utilizaram como principal argumento os banheiros vandalizados pela – pasmem! – própria torcida mulamba.

Diante disso, algumas dúvidas me surgiram:

Então é assim: os caras vão ao estádio de um clube rival, depredam as dependências do estádio, e quem está errado na situação é quem liberou o local para um clássico?

A mocinha da ESPN que fez a matéria acredita que se o Vasco tivesse a arena mais moderna do mundo não haveria depredação por parte da mulambada? Ou, se houvesse, também diria que o estádio não teria condições de receber clássicos? Será que ela tem a mesma opinião sobre o Itaquerão e sobre o Allianz Parque, ambos depredados em clássicos entra gambás e porcos?

E, a pergunta que não quer calar: sem Arena Maracanã, sem Engenhão e com mando de campo do Vasco (e, antes que reclamem do regulamento, se ele foi aprovado foi com a anuência do rubro-negro), onde a imprensa, torcedores e o presidente do Framengo sugeririam que fosse realizada a partida?

Os outros três grandes clubes da capital têm todos mais de 100 anos de idade. Se ainda não tiveram capacidade de construir seus próprios estádios, a culpa não é do Vasco. A questão é simples: o tratamento dado pela imprensa a São Januário é recheado de preconceito injustificado e irracional. Apenas isso.

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Hoje também tem coluna no site Vasco Expresso! Dá uma clicada aí pra conferir!

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Haja fé

Jorginho não confirmou o time titular para partida de volta contra o São Paulo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, que acontece logo mais na Arena Maracanã. Mas qualquer que seja a escalação, uma coisa ficará clara: o erro estratégico da comissão técnica no jogo de ida.

Todo vascaíno sabe que, nesse sofrido segundo semestre, a única prioridade possível para o Vasco é a permanência na Série A. Diretoria, Jorginho, jogadores e até os roupeiros sabem disso melhor que qualquer um. Ainda assim, nosso técnico escalou o time titular no jogo da ida. Como resultado, desgastamos um pouco mais o time principal e não evitamos uma derrota que praticamente inviabilizou a classificação na segunda partida.

Para fazer isso, teria sido melhor fazer o que fará hoje: levar os reservas e contar com a vontade de cada um deles em mostrar serviço ao treinador. Poderíamos ter perdido pelos mesmos 3 a 0 ou até por um placar maior, mas isso não mudaria em muita coisa a situação de hoje. E os titulares teriam se poupado da viagem e do cansaço do jogo.

Agora, reflitam: se nossos titulares tomaram uma cipoada dos cervídeos no jogo de ida (mesmo considerando o fato de termos jogado na casa do adversário), quais são as chances dos nossos reservas conseguirem reverter a vantagem tricolor? Antes de responderem a essa pergunta, lembrem-se que provavelmente teremos em campo hoje jogadores como Christianno, Seymour, Riascos e Herrera. Complicado, né não?

É muito triste fazer um post tão derrotista, mas convenhamos, essa é a realidade dos fatos. Uma classificação diante do São Paulo hoje entraria para a história do clube como uma das mais espetaculares viradas do Vasco, a meu ver, maior até que a da final da Mercosul. Naquele jogo não tivemos os 90 minutos que teremos hoje para inverter o placar. Por outro lado, também não temos Romário, Euller, Juninhos, Helton e companhia.

Pode não ser impossível, como nenhum resultado em futebol é. Mas como eu disse no post de ontem, é preciso ter uma fé tão inabalável que nem o mais xiita dos euriquistas conseguiria ter.

Copa do Brasil 2015

Vasco x São Paulo

Jordi, Bruno Ferreira, Rafael Vaz, Jomar e Christiano; Guiñazu, Lucas, Seymour (Thalles ou Renato Kayzer) e Emanuel Biancucchi; Riascos, Herrera.

Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Thiago Mendes, Carlinhos e Wesley; Ganso; Wilder e Alexandre Pato.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Juan Carlos Osorio.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 30/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA). Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O canal Fox Sports transmite para seus assinantes em todo país.

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Antes que alguém reclame que, já que vamos com o time reserva, o Jorginho poderia testar a molecada da base, vale lembrar que nosso time de juniores também está disputando a Copa do Brasil (sub-20) e decide uma vaga nas oitavas-de-final na competição com o Atlético-GO, em São Januário.

Com isso, mesmo que o Jorginho quisesse testar promessas como Bruno Cosendey e Mateus Vital ou dar mais uma chance para Matheus Índio e Lorran, não poderia. Evander e Andrey também não poderiam atuar hoje, já que estão servindo à seleção sub-17.

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Então é assim: Rafael Silva é acusado de ter chamado o árbitro de fanfarrão e ladrão. Vai a julgamento e pega um gancho de quatro jogos.

Emerson Sheik, reincidente em casos de ofensas à árbitros, diz em cadeia nacional “Esse juiz é uma merda!“. Vai a julgamento e pega um jogo de suspensão.

Eis o STJD atuando como sempre: para os amigos tudo. Para o Vasco, os rigores da lei.

O departamento jurídico do Vasco ainda pode entrar com recurso. Será uma boa oportunidade para mostrar a tão propalada competência que  os defensores da diretoria gostam tanto de falar. Se ela não apareceu na primeira instância, quem sabe apareça agora.

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Mudando o enredo. De novo.

O enredo foi o mesmo da primeira partida: o presidente adversário aparecendo pra fazer aquela pressão prévia sobre a arbitragem, a imprensa esportiva dando sua contribuição habitual para o clássico (oferecendo todo destaque possível para as provocações, o bom clima e a confiança dos jogadores do outro lado e ressaltando a crise do nosso lado, muitas vezes inventando fatos e criando teorias conspiratórias). Os favoritos, mesmo que a vantagem do empate e o retrospecto recente fossem completamente favoráveis a nós, eram eles.

Mas como não se vence jogo de véspera, o Vasco estragou o final previsto e deu outro final para a trama. Com o empate em 1 a 1, garantimos a vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil e eliminamos a mulambada de uma competição pela segunda vez em 2015.

Não que o clima preparado pela mídia para a partida não tivesse dado resultado. O presidente mulambo apareceu com um dossiê sobre os auxiliares da FERJ?  A CBF escalou então bandeirinhas de fora do Rio. A mulambada ganhou do São Paulo no fim de semana? Era a prova de que o time está se recuperando. Guerreiro falou que “passaria por cima” do Vasco? Repercutiram isso ao máximo. Já sobre o Vasco, além da constante lembrança das poucas chances que temos de nos safarmos no Brasileiro, aparece a história de atrasos salariais (o que foi negado pelo site oficial do euriquismo) e as insinuações sobre uma virada de mesa, que mesmo não tendo qualquer relação conosco, foi descaradamente associada ao clube pelo colunista oficial dos mulambos.

Update: o Danilo me lembrou de mais uma que inventaram às vésperas do jogo: a história do Jorginho e da Santa. O mais legal é que a história começou em um jornal e foi repercutida por outro do mesmo grupo. Sutileza? Esqueçam…

Com isso, mesmo que o Vasco tivesse uma invencibilidade de quatro jogos diante deles e que tivesse a vantagem de empate, o favoritismo recaiu sobre a urubulândia. E a torcida comprou essa ideia, tanto que não compareceu ao estádio na quantidade que a importância da partida pedia.

Com a bola rolando, o próprio time do Vasco pareceu se deixar levar pelo favoritismo fabricado para o Framengo. Diferente do jogo de ida, começou nervoso e se deixando pressionar. E pagamos cedo pela instabilidade inicial, sofrendo um gol com legalidade pra lá de discutível (mostrando que a pressão mulamba sobre a arbitragem funcionou) logo aos cinco minutos.

Mas a equipe começou a mostrar que não permitiria que o enredo criado decidisse o desfecho da história. Enquanto os jogadores rubro-negros começavam a cair como moscas em campo, o Vasco passou a dominar o jogo, marcando melhor e tendo mais passe de bola. Ainda mostramos os mesmos problemas para criar jogadas, e diante de um adversário que parecia satisfeito com o placar desde o começo da partida, não conseguimos criar as chances necessárias para empatar o placar na primeira etapa.

O segundo tempo foi parecido. A mulambada ameaçou pressionar no início, mas dessa vez nos seguramos bem. Seguimos com mais posse de bola, chegamos a criar chances claras de gol (na principal delas, vimos a bola ser tirada em cima da linha no mesmo lance) mas o empate não chegava. Mesmo sem ter a efetividade ofensiva que precisávamos, Jorginho demorou a mexer no time, fazendo sua primeira alteração apenas aos 27 minutos. Mas sua segunda mexida, aos 34, foi decisiva: Rafael Silva entrou no lugar do Jorge Henrique e precisou de dois minutos para empatar o jogo, fazendo o gol que garantiu a classificação.

Os pouco mais de 10 minutos não foram o bastante para a mulambada conseguir o resultado que precisava. Nada mais justo. Durante os 180 minutos, o Vasco foi superior ao seu adversário na maioria do tempo e conquistou a vaga com todos os méritos. Exatamente como fizemos nas semifinais do Estadual desse ano.

Nos manter vivos na Copa do Brasil é muito bom, e melhor ainda passando por cima de um rival. Que esse sucesso sirva como motivação para o resto do ano. Mostrar sempre a mesma atitude que teve diante da mulambada é a única forma que temos para mudar o enredo do rebaixamento, também já dado como certo por todos.

As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol, foi pouco exigido e correspondeu quando necessário. Fez apenas uma defesa que merece destaque, em chute de fora da área, já no segundo tempo.

Madson – não dá pra criticá-lo pelo lance do gol (a não ser pelo azar), mas durante a partida não conseguiu se criar pra cima do garoto mulambo Jorge. Jean Patrick o substituiu nos minutos finais para fechar de vez a lateral direita.

Anderson Salles – firme na zaga, só não marcou de cabeça por conta de um milagre do Paulo Vitor.

Rodrigo – o desempenho de sempre em clássicos. Pena que não joga com a mesma atenção e vontade contra outros adversários.

Christiano – chegou a fazer um cruzamento no primeiro tempo (não acertou, claro, mas pelo menos não foi uma daquelas bombas rasteiras que sempre encontram os adversários, e nunca nossos jogadores) mas foi menos presente no apoio que na primeira partida. Defensivamente deu os moles de sempre.

Guiñazu – o peso dos anos (37 completados ontem) se mostram nas vezes em que não consegue chegar a tempo nas divididas, mas sua atitude combativa serve como exemplo para o resto do time.

Serginho – discretamente vem se tornando o jogador mais regular do time. Não devemos esperar arroubos de criatividade, mas no combate tem se saído muito bem.

Julio dos Santos – no fim das contas, acabou sendo mais um terceiro volante que um armador.  Ajudou mais no combate e fechando os espaços que acertando passes ou criando jogadas.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta até ser decisivo, ao acertar o cruzamento para o gol do Rafael Silva.

Jorge Henrique – digno de nota, apenas uma simulação de pênalti quando poderia ter tentado o arremate. Diferente do primeiro jogo, sua melhor participação na partida foi ter dado lugar ao Rafael Silva, que precisou de apenas dois minutos para mostrar mais uma vez sua estrela em jogos decisivos, marcando em bela cabeçada o gol da classificação.

Riascos – mesmo tendo como justificativa o fato de não ser um centro-avante e de passar a maioria do tempo isolado no ataque, a dúvida é saber se ele apanhou mais do Samir ou da bola. Thalles o substituiu e não fez muito além de dar o primeiro combate na saída de bola mulamba.

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Perguntas:

Quantos jogos de gancho pegará o Sheik por ofender em rede nacional o árbitro da partida?

Qual será o motivo para choramingar do Sr. Bandeira de Mello?

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Problema de cabeça

freudDesde o início do Brasileiro, a cada resultado ruim do Vasco vemos nossos jogadores colocarem na falta de sorte e na ansiedade nossa falta de gols. Para o lateral Madson, não há motivo para desespero e os nossos atacantes precisam é de tranquilidade na hora da conclusão. Para resolver essa situação, foi convocada a psicóloga Maíra Ruas, que já está trabalhando nessa situação. Pelo que se pode ver, decidiu-se qual é a razão da escassez de gols e nossa posição na tabela: são “coisas da nossa cabeça”.

E tomara que a psicologia resolva mesmo nosso problema, já que Doriva não deve fazer muitas modificações na sua equipe para a partida contra a Ponte Preta. Voltaremos à mesma formação de sempre, com a volta de Dagoberto para o meio de campo. Tirando a inevitável entrada do Jordi no gol – já que Martín Silva serve a seleção uruguaia – e a manutenção do Diguinho no lugar do ainda contundido Serginho, o time será o mesmo das três primeiras rodadas da competição.

Sendo assim, é bom que a Doutora Ruas tenha extirpado qualquer trauma que ande fazendo nossos atacantes chutarem e cabecearem mal. Mais que bom, será imprescindível, porque se repetirmos as atuações que tivemos até agora no Brasileiro, a Macaca terá a missão de manter sua invencibilidade facilitada. Na terceira colocação e mostrando um futebol no mínimo eficiente, a Ponte Preta tem tudo para ser um adversário mais complicado que Goiás, Figueira e os reservas do Inter.

O otimismo e a confiança têm estado na ordem do dia na Colina e, se o discurso pra cima não for a solução dos nossos problemas, mal não vai fazer. Se a psicóloga do clube conseguir restabelecer a tranqulidade perdida dos nossos atacantes e isso fizer com que eles voltem a acertar a direção do gol, ótimo. Não estaríamos hoje no Z4 se nossos jogadores não perdessem as chances que tiveram nos últimos jogos. E é como disse o Madson em sua última coletiva: se vencermos a Ponte, sairemos da zona do rebaixamento e vamos para a parte de cima da tabela. Ainda que essa “parte de cima” pareça fazer parte do otimismo cultivado em São Januário (Madson não deve ter visto que, mesmo com os três pontos, o Vasco chega no máximo à 11ª colocação), uma vitória hoje pode ser um recomeço da equipe na competição. Sem querer desmerecer o trabalho dos discípulos de Freud, voltar a vencer será muito mais eficaz para tranquilizar a equipe – e a torcida – que qualquer conversa deitado em um divã.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Ponte Preta

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Christianno; Guiñazú e Diguinho; Julio dos Santos, Dagoberto e Rafael Silva; Gilberto.

Marcelo Lomba, Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá; Biro Biro, Felipe Azevedo e Diego Oliveira.

Técnico: Doriva.

Técnico: Guto Ferreira.

Estádio: São Januário. Data: 03/06/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC). Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcio Eustaquio S. Santiago (MG).

O Sportv transmite para seus assinantes de todo o Brasil (exceto RJ). O PFC transmite para todo o Brasil para seus assinantes e no sistema pay-per-view.

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Emerson Sheik na Colina? É daquelas notícias que nem valeriam a pena comentar antes de haver um mínimo traço de confirmação.

Seria um bom reforço? Claro. Mesmo com seus 37 anos, seria difícil o Sheik não ter vaga no atual time titular do Vasco.

Mas fica a pergunta: mesmo que ele aceite uma drástica redução salarial, dificilmente fecharia num valor que ficasse dentro da realidade do clube. E se for para pagar acima do teto para algum jogador, por que não gastar isso com um meia de qualidade?

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Euforia precipitada

smileTodo fim de ano é a mesma coisa. Some a ocasião com uma volta conturbada para a Série A e a posse de uma nova diretoria e pronto: está oficialmente aberta a temporada de boatos no Vasco.

Os devotos do próximo presidente tomaram de assalto as redes sociais, numa alegria incontrolada, por conta das especulações de patrocínios milionários e reforços de peso. Os euriquistas estão exultantes, cada vez mais certos de que certos mesmo estão eles.

Seria ótimo e gostaria muito que tudo o que apareceu na imprensa e nos facebooks da vida fosse verdade. Mas infelizmente as coisas não são bem assim.

Era pra se desconfiar dos primeiros reforços aventados: a composição financeira para bancar os salários de Thiago Neves, Emerson Sheik e Diego Souza seria extremamente complicada, ainda mais se levarmos em consideração que esses seriam apenas três entre um monte de outros reforços que precisaríamos. E além da grana, só o Sheik está sem vínculo com algum clube. Thiago Neves (além do absurdo salário de €500 mil/mês) ainda tem três anos de contrato e Diego Souza está negociando a renovação com o Sport.

Claro que contratos não tornam a vinda deles impossível (mesmo que seus empresários digam que o Vasco não tem chance de contar com eles). Mas não dá pra imaginar como seriam pagos seus salários. Trazê-los seria um bom chamariz para uma nova gestão. Mas sem recursos para mantê-los, seria começar a administração com uma irresponsabilidade.

(Parentese: quando começarem a aparecer nomes de jogadores empresariados pelo Carlos Leite, acredito que as probabilidades do reforço realmente vir serão maiores. Portanto, não achem estranho se Carlos Alberto realmente acabar aportando pela terceira vez na Colina. Fecha parentese)

Então diriam os euriquistas: os salários seriam pagos com os patrocínios da Coca-Cola e da TAP. O problema é que os valores que apareceram na boataria não dariam conta das dívidas e dos salários desses três reforços (lembrando, que seriam apenas três de pelo menos uns oito ou nove que o time precisa), pelo menos não por muito tempo. E pra piorar, o que seriam dois novos patrocinadores já se tornou um, já que a Coca disse em nota oficial que não há negociação com o Vasco. Resta a TAP (que infelizmente, seria quem estaria fechando um contrato de menor valor), que ainda não se pronunciou sobre o assunto.

É natural a empolgação num momento como esse, principalmente vinda dos correligionários do Eurico. Mas é preciso ter calma e saber separar o que tem possibilidade de ser concreto do que é mero delírio especulativo.

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Mas há um outro lado nessa história que merece ser comentado: se a turma do Eurico está eufórica e acreditando até na vinda do Messi e patrocínio da Apple, os que não gostam do ex-presidente que voltou a ser presidente  adotam a postura de não acreditar em nada, não esperar nada e reclamar de tudo.

Convenhamos, essa atitude também de pouco adianta. Dessa vez pode ser que nenhuma boa notícia se concretize. Mas ironizar e hostilizar quem acreditou em algo que seria positivo para o Vasco não tem muita coerência para quem torce pelo clube. Isso só serve para desunir uma torcida que, desde que começou a disputa eleitoral, vive rachada.

Quer queiramos ou não, Eurico será presidente do clube pelos próximos três anos. Em que vai ajudar o Vasco ter uma atitude negativa por todo esse tempo?

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