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Feliz Natal? Como?

Nos quase nove anos em que comando um espaço para falar sobre o Vasco na internet, não me lembro de ter deixado de deixar um feliz Natal aos leitores e torcedores em geral. Esse ano não seria diferente, mas acabou sendo.

Até falei com parte dos meus leitores pelo Twitter, mas no dia em que me preparava para escrever minha saudação natalina, me deparei com a seguinte manchete no Netvasco:

Título

Isso, confesso, me pareceu algo tão triste que simplesmente me vi sem forças para desejar uma “noite feliz” para os vascaínos. Pessoalmente, meu desejo é de que todos os meus leitores tenham tido um ótimo Natal. Mas como torcedor, me parece impossível ver um título desses e ainda querer que algum torcedor do Vasco fique feliz.

Aí, quando eu resolvo justificar meu sumiço e explicar a ausência de um post no dia 25, me deparo com um possível interesse da diretoria em trazer para o clube, pela enésima vez, o meia Léo Lima.

Com uma notícia dessas, tem como um vascaíno ter um feliz Natal esse ano?

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Celso Roth conseguiu!

Depois de frequentar a lista em 2012 (2º lugar) e 2014 (7ª colocação), em 2015 o cérebro por trás do Rothbol conseguiu finalmente ser eleito o pior técnico do país. É um grande feito ser lembrado todo ano por jogadores dos times das Séries A e B. Sorte do Roth a pergunta não ter sido feita em 2013, já que dificilmente ele ficaria de fora da lista também esse ano.

O que todos os jogadores (e imprensa e torcedores em geral) estão cansados de saber não é o que pensa o presidente do Vasco. Tanto que na coletiva que deu para assumir responsabilidades – mas não a culpa – por mais uma queda do clube, o Dotô disse não considerar um erro a contratação do Celso Roth, que na sua opinião, é “um técnico de primeira linha“.

Bom…não deixa de ser um título para a carreira desse “grande” treinador do futebol brasileiro.

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Também vale citar: outro dos preferidos do Dotô também ganhou um prêmio. Na mesma pesquisa realizada pelo portal UOL, o zagueiro Rodrigo foi considerado o jogador mais chato do Brasil.

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Update: depois de um longo tempo sem escrever nada no site Vasco Expresso, publiquei uma coluna nova lá no site. Dá uma clicada aqui e confira!

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Responsabilidade e culpa

Na entrevista coletiva que concedeu após o terceiro rebaixamento do Vasco da Gama ter se confirmado, Eurico Miranda declarou o seguinte:

“Quero deixar aqui absolutamente registrado que atribuo a responsabilidade a minha pessoa, porque a demonstração que os jogadores e a comissão técnica me deram me deixou absolutamente satisfeito. Não quero que eles tenham nenhuma parcela de responsabilidade e culpa de algo que não queria levar comigo, mas vou ter que levar o fato de ter acontecido esse rebaixamento.”

Para muitos, não é preciso nada além disso para mostrar que o presidente tem atitude e caráter, diferente do que muitos esperavam. Mas logo após ter assumido a responsabilidade, o presidente iniciou a sequência de justificativas para esse fim de ano desastroso.

Eurico começou citando a “terra arrasada” que encontrou no clube, que nada mais é que uma espécie de “herança maldita 2.0”. Depois, foi a vez de reclamar que o Vasco não tem a facilidade que outro clubes têm (“Tem uma lei que diz que você para disputar uma competição tem que ter salários e impostos em dia. Aí você vê, alguns podem cuidar de outra coisa, deixar de pagar, não tem consequência. Nós tivemos essa obrigatoriedade”). Em seguida, lembrou da série de erros de arbitragem que, de fato, foram cruciais para nossa queda. E não poderia deixar de faltar as citações aos ex-jogadores, hoje desafetos, que cobram dívidas que o clube têm com eles.

Resumindo, o presidente do Vasco primeiro assumiu a responsabilidade para depois enumerar uma série de culpados, com o claro objetivo de, ao menos, dividir o peso do rebaixamento com outros (ou, como ele próprio disse, “responsabilidade é diferente de culpa”). Nada diferente do que fez seu antecessor. Que, por coincidência, sucedeu o próprio Dotô.

Dinamite surgiu porque Eurico fez uma gestão péssima. Como o Dinamite conseguiu ser ainda pior, ressuscitou o Eurico. E esse, ao assumir, parece bem disposto a tomar o título do ex-craque de pior dirigente da história do clube. E nessa corrente de “a culpa foi de quem veio antes”, quem se estrepa é o Vasco, que há quinze anos vive nesse círculo vicioso.

Acho incrível como pessoas que passam anos criticando, apontando erros e mostrando como uma diretoria é incompetente, ao assumir, se mostram surpresas com as “heranças” e o “arrasamento” no clube. Será que não acreditavam nas próprias críticas e denúncias e esperavam facilidades ao chegar ao poder?

A terra arrasada não serve como desculpa, assim como a herança maldita não servia. Se não tinham capacidade para resolver as questões do clube, que não se candidatassem. Ou que se preparassem esperando o pior. Que era o que os próprios viviam dizendo que aconteceria quando eram oposição.

Digam o que disserem, esses últimos 15 anos só nos fazem chegar a uma conclusão: entre responsáveis e culpados, não há qualquer diferença.

***

Mas é preciso dizer que se alguns dos argumentos empregados pelo presidente vascaíno não servem para lhe inocentar pelo rebaixamento, são ao menos muito pertinentes e mereceriam alguma discussão.

Até quando a CBF permitirá que os erros de arbitragem definam o destino dos clubes no Brasileiro? E quando a imprensa dará a devida importância para a enorme quantidade de coincidências que favorecem uns tanto e prejudicam outros na mesma monta?

Outro ponto importante é: será que todos os times da Série A estão dentro das normas da lei de responsabilidade fiscal para os clubes? Todos estão com salários e impostos em dia? E se algum não está, será punido com o rebaixamento?

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Destacando mais um único ponto da entrevista: para o Eurico, a contratação do Celso Roth não só não foi um erro, como o presidente ainda o considera um “técnico de primeira linha“.

Daí vê-se o nível de exigência para o cargo….

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Prioridade não tão prioritária

blog72Na Copa do Brasil, o Vasco disputa um título que já tem e uma vaga na Libertadores; No Brasileiro, temos 10 jogos para reverter uma vantagem de oito pontos para o primeiro time fora do Z4. Comparando a pressão das duas situações, uma partida pela Copa do Brasil pode até ser considerada uma espécie de folga, uma pausa para o time relaxar um pouco.

Por outro lado, o Vasco é o Vasco, e seja qual for a competição, um clube com a sua grandeza tem que entrar para disputar o título (mesmo que as últimas gestões raramente tenham colaborado para isso). Sendo assim, o jogo de logo mais contra o São Paulo deve ser levado muito à sério.

No primeiro turno do Brasileiro, os cervídeos paulistas sapecaram o Vasco de Celso Roth, mas não podemos esquecer que o placar poderia ser diferente se Riascos não tivesse entrado para o Guiness como jogador a perder mais chances claras de gol em uma única partida. A impressão deixada foi a de que, mesmo com uma óbvia superioridade, o tricolete paulistano faria um jogo parelho com o fracassado Rothbol se tivéssemos um ataque com um mínimo de competência.

Só que agora a história é outra. Há outro treinador, outros jogadores e, como se trata de uma competição diferente, outro peso sobre os ombros vascaínos. E também vivemos um outro momento: o Vasco cresce de produção e o São Paulo vem de tropeços no Brasileirão. Diante disso, não há motivos para não crermos que podemos conseguir hoje um resultado que nos ajude a confirmar a vaga no jogo da volta no Rio.

Osório, o treinador adversário, fechou os treinos e não confirmou a equipe de hoje. Jorginho também não, mas deu algumas pistas de como escalará o time. Sem contar com o Leandrão (que não está inscrito na competição) ou Rafael Silva (contundido), o técnico vascaíno deve ir com apenas um atacante e encher de gente o meio de campo. Jogando fora de casa, nem dá pra reclamar muito de uma formação mais cautelosa. E como quem deve ganhar a vaga no time é o Julio dos Santos, nem dá pra dizer que jogaremos na retranca.

Jorginho optou por levar sua força máxima e isso deixa clara a importância dada à Copa do Brasil. Mas com uma equipe que tem uma missão complicadíssima no Brasileiro, os jogadores devem encarar a disputa pela vaga na semifinal da competição de forma mais leve. O time precisa lembrar que para o Vasco, títulos sempre são prioridade, mas que no momento, há questões mais prioritárias. Deixando a pressão de lado, podemos jogar com calma e, quem sabe, voltar de Sumpaulo com um placar que torne a classificação mais fácil.

Copa do Brasil 2015

São Paulo x Vasco

Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Breno, Thiago Mendes e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato e Luis Fabiano.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Júlio César; Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Herrera (Thalles).

Técnico: Juan Carlos Osorio.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Morumbi. Data: 23/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO). Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).

As Redes Bandeirantes (RJ e parte da rede) e Globo (todo o Brasil, exceto RS, PE, SC e Curitiba-PR) transmitem a partida ao vivo. Os canais ESPN Brasil, Fox Sports, Sportv transmitem para seus assinantes.

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Chuta que é macumba!

2443Ontem, o Coxa e o Figueira perderam. Hoje, o Joinville encara os marsupiais fora de casa, a Ponte recebe o Santos e Avaí e Goiás jogam na Ressacada (e um empatezinho não é uma possibilidade muito remota). Resumindo, todos os nossos adversários diretos na briga contra o rebaixamento podem terminar o fim de semana perdendo pontos. Para rodada ficar perfeita, basta ao Vasco fazer a sua parte e vencer o Atlético-PR, na Arena Maracanã.

E aí é que reside o problema: fazer a nossa parte. Sendo o pior anfitrião no campeonato (ou melhor, se olharmos pelo lado dos adversários), o Vasco não tem outra opção além ir contra esse retrospecto e conquistar os três pontos. Na situação em que nos encontramos, não dá pra ficar remoendo os péssimos resultados que tivemos na Arena nas últimas rodadas. Seja o Furacão, seja o próprio El Niño em pessoa, temos que vencer.

(Parêntese: para os que se apegam a marcas, o time paranaense até pode ser um bom adversário. Além de nunca ter vencido o Vasco no Rio, vale citar o bom desempenho que temos contra velas de macumba no ex-Maraca esse ano. São duas vitórias, dois empates e nenhuma derrota para rubro-negros. Fecha parêntese)

A vitória tem importância dobrada se pensarmos no quanto ela pode melhorar a confiança do time. Depois de voltar a vencer, e jogando fora de casa, um segundo êxito, contra um oponente que disputa vaga na Libertadores será mais um passo para consolidarmos a reação na competição. Duas vitórias seguidas podem ser pouco para considerarmos uma sequência, mas é um primeiro passo.

Com as voltas de San Martín, Serginho e Jorge Henrique (e a possível barração do Christianno por contusão), teremos uma equipe mais qualificada que a que tivemos contra a Ponte. E jogando um pouco melhor, podemos conseguir o resultado. É ter atenção máxima na marcação, tranquilidade pra trabalhar a bola e fazer com que ela chegue redonda ao Leandrão.

Esse é o momento para espantar de vez a zica que ronda o time. E se a hora é pro “chuta que é macumba”, temos hoje o adversário com o uniforme ideal para isso com propriedade.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Atlético-PR

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Christiano (Júlio César); Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Weverton, Eduardo, Vilches, Kadu, Sidcley; Otávio, Devid, Nikão, Daniel Hernández, Marcos Guilherme; Walter.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Milton Mendes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/09/2015. Horário: 16h. Arbitragem: Andre Luiz de Freitas Castro (GO). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O Canal Premiere transmite para seus assinantes e no sistema pay-per-view em todo país.

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Ontem, replicando o tweet de um torcedor que achava que Jorginho deveria ser mantido para o ano que vem independente de como termine 2015, comentei que ainda era cedo para avaliar esse tipo de coisa. São apenas sete jogos e seu retrospecto – não levando em consideração a classificação na Copa do Brasil – nem é bom: duas vitórias, um empate e quatro derrotas, uma delas, a maior goleada que já sofremos em Brasileiros. O pouco tempo no cargo e a quantidade de trabalho que ainda há pela frente tornam impossível apontar se Jorginho será o nome certo para 2016. Se ele conseguir manter o Vasco na elite, bom, não haverá como contestá-lo. Mas se tudo der errado, talvez ele nem termine o Brasileiro como técnico na Colina.

Mas há algo específico que tem me incomodado de tal forma que, se Jorginho dependesse do meu aval para manter seu posto, já poderia dar entrada no seguro-desemprego: a titularidade do Julio dos Santos.

O paraguaio, que não acerta nada desde o Estadual, foi relegado ao banco no Brasileiro tanto pelo Doriva como pelo Roth. Essa condição mudou com a chegada do Jorginho e se mantém até hoje, mesmo que desfilar sua lentidão, errar passes e perder gols tenha sido tudo o que o meia conseguiu fazer em campo. Não consigo ver qualquer atributo que justifique a firme decisão do treinador em mantê-lo como titular. Mesmo com nosso elenco tão carente de talento, há opções para o Julio tanto defensivamente (o irmão do primo do Messi) como ofensivamente (Andrezinho, Índio ou até o Jéferson) que poderiam ser testadas. Ter o “Rúlio” em campo atualmente só tem um resultado prático: queimar uma alteração, já que isso invariavelmente acontece todo jogo.

Gostaria de ouvir as razões do Jorginho para gostar tanto do paraguaio. Pelo que tem oferecido ao time, é incompreensível. Só consigo pensar em motivos extracampo. Lembrando que Julio tem um empresário que criou um grande desgaste com o Celso Roth pela barração dos seus jogadores no elenco e que a diretoria o considera uma das maiores contratações na temporada.

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Negação

Acordei cedo nesse domingo. Providenciei o café da manhã dos meus filhos (a menor acordou meio febril), coloquei o mais velho pra missa (está fazendo a catequese) e comi o meu desejum. Li o jornal, conversei com meus pais e fui jogar um pouco de video game. Fiquei horas isso, já que estou numa fase particularmente complicada no jogo. Evitei os jornais e ignorei as redes sociais, mesmo com meu celular apitando constantemente com os zap-zaps e twitters da vida. Meu pai apareceu para ver a partida entre mulambos e Palmeiras. Não o acompanhei, mas imaginava como estava a partida, ora pelos fogos disparados, ora pelos xingamentos do velho.

E o Vasco? Procurei não pensar nisso. Estou obviamente na fase de negação que acontece após perdermos algo que amamos muito.

Não que eu ou qualquer vascaíno tenha “perdido” o Vasco. O clube é maior que qualquer dirigente incapaz e mesmo que há uma década e meia a instituição seja comandada por pessoas incompetentes, algum dia ele há de reerguer e voltar ao lugar de destaque que merece. Mas a derrota de ontem, da forma como aconteceu e o que ela representa foi um golpe duro demais para qualquer vascaíno que ame o clube acima de qualquer coisa. Jogando em casa, contra uma das equipes mais fracas da competição e sabendo que apenas a vitõria manteria nossa esperança de nos mantermos na elite (que seria difícil mesmo se vencessemos a partida), perdemos de forma cruel, depois de mais de 90 minutos mostrando nossa total incapacidade de vencer os adversários mais frágeis possíveis.

Falar que elenco é fraco ou que o treinador – que em todo tempo que esteve no comando da equipe não conseguiu sequer definir os titulares ou fazer com que os 11 jogadores em campo fossem mais que um bando descoordenado – é ainda pior não resolve nada, além de ser apenas mais uma obviedade. Apontar os responsáveis pelo agora quase certo terceiro rebaixamento em três anos nos levaria a fazer uma lista enorme de culpados sem que trouxesse uma solução. É trabalho demais para algo que sequer servirá para aliviar um pouco a frustração da torcida.

A matemática ainda nos permite sonhar, a muitíssima atrasada demissão do Roth faz com que todos esperem por um treinador que tenha capacidade para cumprir uma missão praticamente impossível e, sejamos sinceros, todo vascaíno que se preze só deixará de acreditar quando as probabilidades apontarem 0% de chances. Mas a realidade não se preocupa com nossas esperanças e nunca deixa de cobrar seu preço pela incompetência de quem acha que a arrogância é o que basta para garantir o sucesso.

O que fazer agora? Lamentar e acompanhar esse campeonato até o fim, torcendo por um milagre enquanto for possível e depois desejando que as humilhações não se repitam com muita frequência até dezembro. Mas principalmente, esperando que esse iminente terceiro rebaixamento em três anos faça com que nossos dirigentes aprendam com seus erros e procurem evitar que eles se repitam. Já que o Gigante terá que se reeguer mais uma vez, que seja a última.

As atuações:

Jordi – sem culpa no gol, teve uma atuação bem segura.

Madson – mais uma vez o seu lado foi um convite para os adversários. No apoio também foi o mesmo: inofensivo.

Jomar – vinha fazendo uma bela partida, até entregar a rapadura no último lance do jogo e dar a vitória para o Coxa.

Rodrigo – perdeu dois gols (um deles inacreditável), um em cada tempo. E não perde a mania de pegar a bola para cobrar faltas apenas para mandá-las o mais longe possível do gol.

Christiano – é o retrato do time: mesmo sendo um completo incapaz em qualquer um dos fundamentos que precisa ter para cumprir suas funções, é titular absoluto da equipe. E isso porque seus substitutos são efetivamente ainda piores. Ontem perdeu uma chance clara de gol ao isolar uma bola na qual teria que chutar colocado.

Lucas – foi ressucitado na última partida do Roth como treinador. Mas foi como se não estivesse em campo.

Serginho – teve alguns bons momentos ajudando o time a iniciar jogadas no ataque, mas não fez uma boa cobertura da lateral direita.

Nenê – não foi nem de longe o salvador da pátria – como alguns desejavam – mas mostrou ter mais habilidade que a maioria absoluta dos meias do elenco (não que tenha uma concorrência muito acirrada, claro). Com mais ritmo de jogo, pode ser bem útil ao time. Mas provavelmente chegou tarde demais à equipe.

Jorge Henrique – fez uma boa estreia, ajudando o bom começo do time com jogadas pelos lados do campo. Cansou no segundo tempo e cedeu lugar ao Jhon Cley que tirando um chute ligeiramente perigoso, pouco fez.

Riascos – parece ter sido jogado em campo sem que o treinador tenha lhe dado qualquer instrução: não conseguiu encontrar um posicionamento adequado, muitas vezes se embolando com Jorge Henrique. E ainda protagonizou mais um lance de comédia pastelão ao tentar finalizar e conseguir acertar o próprio braço com o chute. Thalles entrou em seu lugar no fim do jogo e não teve tempo para fazer nada.

Dagoberto – foi uma boa opção pelos lados do campo, mas não foi feliz nas finalizações. Cedeu lugar ao Herrera, que mais uma vez não contribuiu com praticamente nada.

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Celso Roth sempre teve em Eurico Miranda um admirador. Tanto que a primeira opção do presidente ao assumir o clube para sua segunda gestão era o técnico, que só não comandou o Vasco no Estadual porque não aceitou a proposta salarial que recebeu.

Mas assim que o trabalho do Doriva (que, vale lembrar, era no máximo a terceira opção do Dotô) começou a fracassar, Eurico não teve dúvidas e trouxe Roth, que sem conseguir emprego entre a primeira e a segunda abordagem do dirigente, acabou aceitando o teto salarial estabelecido pela diretoria.

Mesmo depois de ter ficado óbvio para qualquer um que o trabalho do Roth à frente do time não seria bom, Eurico bancou a permanência do treinador. Mesmo que a equipe não conseguisse apresentar nem de relance alguma sombra de padrão de jogo.

O Vasco teve 10 dias apenas para treinar após sofrer mais uma goleada. Era o momento certo para buscar um novo treinador, que teria um tempo maior para que o elenco se adaptasse a uma nova filosofia de trabalho. A diretoria achou melhor manter Roth.

Depois dos 10 dias de treinos, o Vasco não apresentou qualquer melhora e não conseguiu vencer o fraco Joinville, diante de 40 mil vascaínos e escapou de outra goleada em uma derrota contra o Santos. Ainda assim, e mesmo mostrando alguma insatisfação com o trabalho de Roth, Eurico decidiu mantê-lo.

Ontem, quando mais uma derrota em casa para um dos integrantes do Z4 tornou a situação de Roth insustentável, quem anunciou a saída do treinador não foi o presidente que fez tanta questão de mantê-lo no cargo. O encarregado da tarefa foi Zé do Táxi, que da maneira mais deselegante possível, disse apenas que “o treinador não está mais no Vasco“. Diferente do próprio Roth, que ao se despedir, fez questão de agradecer a todos, inclusive à diretoria que não demonstrou qualquer cortesia ao dispensar o profissional.

Ou seja: o Dotô faz questão de dar as caras para fazer bravatas ou mostrar que “quem manda no Vasco” é ele. Mas na hora de informar à torcida que seu treinador preferido tinha sido dispensado por não conseguir fazer um trabalho decente (o que qualquer um mais por dentro do futebol poderia adivinhar facilmente), o manda-chuva vascaíno preferiu sair pela porta dos fundos da Arena, sem dar qualquer satisfação aos vascaínos.

Tudo isso torna esse episódio terrível na nossa história ainda mais deprimente.

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(Quase) 90%

A atuação do Vasco no primeiro tempo contra o Corinthians, quando conseguiu manter o placar inalterado e teve o que – diante das circunstâncias do jogo e da equipe – podemos até chamar de  boa postura não é o bastante para fazer uma resenha completa.  Até porque, como eu havia dito pelo Tweeter durante a transmissão do jogo, na maioria das vezes as boas atuações do Vasco têm redundado em uma única coisa: decepção dobrada ao apito final. E foi exatamente isso que aconteceu ontem, no Itaquerão. O time nos deu uma breve esperança de que conseguiríamos pelo menos um empate para no fim sofrermos mais uma goleada na competição.

Perder para os gambás em São Paulo seria um resultado aceitável mesmo que estivéssemos, como prometeu o presidente, lutando pelo título, mesmo por 3 a 0 . Mas quando perdemos pela décima vez em 16 jogos, não há racionalização de resultado que chegue ou primeiro tempo razoável que acalme. “Ah, mas se jogarmos com a disposição dos primeiros 45 minutos, vamos evoluir“, dirão os mais esperançosos. Pode até ser, mas com apenas essa mudança, o máximo que conseguiremos será um monte de empates. E isso se não voltarmos a repetir os erros que nos levaram a sofrer três gols nos 45 minutos finais.

Roth diz acreditar no elenco e espera uma evolução. É o que ele tem falado desde que assumiu e, passado seu prazo de validade de 10 jogos, ele não teria qualquer outra coisa a dizer além disso. E como tudo indica que ele permanecerá no cargo – o que nem é um absurdo, já que, além do principal problema do time não ser a qualidade do treinador, a falta de grana do clube e de opções no mercado dificultam as coisas – é esperar que Roth consiga operar um milagre no time e o faça render (muito) mais depois desse período de 10 dias até o jogo contra o Joinville. Até porque, assim como não chegará um novo técnico, dificilmente chegarão reforços que façam a diferença.

***

Eis as situações que podem acontecer ao fim dessa rodada:

Podemos ficar a sete pontos dos primeiros fora do Z4;

Podemos ficar a quatro pontos do 17º colocado;

Podemos ainda voltar à lanterna da competição.

Hoje, temos 25% de aproveitamento. E – segurem-se – quase 90% de chances de cair.

cdgRepetindo: 0s 89,9% não são para a chegada de um reforço bombástico. São as probabilidades atuais do Vasco passar pelo seu terceiro rebaixamento em sete anos.

Eu pergunto aos defensores da atual diretoria, sinceramente, sem revanchismos: vocês ainda acreditam que não existe a menor chance do Vasco cair com o Eurico Miranda no poder? Se acreditam, em que baseiam essa crença? Há algum argumento racional – e aí não valem “porque o Dotô disse“, “porque o respeito voltou“, “porque Eurico não é o Dinamite” e nem, depois de 16 rodadas, falar que “o time ainda vai se acertar” – que justifique acreditar que a possibilidade do Vasco cair mais uma vez é zero?

Se algum euriquista aparecer no blog hoje, o que eu duvido, os comentários estão aberto para as respostas.

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Franco atirador

Gamba-Americano-237x237Depois de levarmos goleadas de símios, cervídeos e suínos, enfrentaremos agora outro espécime da fauna paulista, os marsupiais, no Itaquerão. Na vice-liderança da competição, os gambás e – inútil negar o fato – todo o resto do mundo, exceto nossa torcida, esperam mais uma derrota do Vasco no Brasileirão.  E até é compreensível o favoritismo corintiano, dada a distância entre as duas equipes na competição.

Mas não podemos esquecer que favoritismo não ganha jogo. E também que, das parcas três vitórias que temos, duas foram times que também seriam favoritos. Não que mulambos e tricoletes estejam no nível dos gambás, claro. A equipe conta com um dos melhores treinadores do país, um bom elenco e uma filosofia de jogo empregada pelo primeiro e já plenamente assimilada pelo segundo. Some a isso o fato de jogarem em casa, com estádio certamente lotado, e fica fácil entender as razões para considerar a partida de hoje muito mais complicada que os clássicos com a dupla fra x fluzim.

O que podemos contar a nosso favor é a inconsistência do ataque adversário. Mesmo na segunda posição na tabela, o Corinthians não tem o costume de marcar muitos gols – uma característica das equipes comandadas pelo Tite – e tem o pior ataque entre os seis primeiros colocados. Se isso não chega a tranquilizar quem tem a pior defesa do campeonato, pelo menos pode ser uma indicação de como o Vasco deve jogar: Rothbol no nível 10, com todo mundo correndo pra marcar. E aguentar a pressão alvinegra até que a ansiedade pela vitória os faça cometer algum erro. É jogar abertamente como franco-atirador.

Com quatro volantes em campo (um improvisado na lateral), nem teríamos outra opção de jogo. Jean Patrick deve ser muito mais comedido no apoio que o Madson e isso deve, em teoria, dar maior poder defensivo ao time. E, obviamente, a saída de Aislan é um alívio. Desde que Luan não volte a cometer as pixotadas que eventualmente comete.

Será uma partida dificílima para um grupo que, naturalmente, não está vendendo confiança. Mas um bom resultado hoje – o que podemos considerar mesmo em caso de empate – pode dar uma moral extra ao time, algo que seria muito mais que bem vindo. Então, o Vasco precisa se segurar como puder, esperar uma bolinha salvadora e, PELAMORDEDEUS, caprichar na mira quando a oportunidade aparecer.

Campeonato Brasileiro 2015

Corinthians x Vasco

Walter, Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique; Jadson, Elias, Renato Augusto e Malcom; Vagner Love.

Jordi, Jean Patrick, Rodrigo, Luan e Christiano; Anderson Salles, Guiñazu, Serginho, Jhon Cley; Herrera e Dagoberto (Riascos).

Técnico: Tite.

Técnico: Celso Roth.

Estádio: Itaquerã0. Data: 29/07/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Leandro Pedro Vuaden (RS). Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcelo Bertanha Barison (RS).

As redes Bandeirantes (SC, PR, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, MG, RJ, DF) e Globo (RJ, ES, SC, PR, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, DF, Caruaru-PE, Juiz de Fora-MG e Belo Horizonte-MG)
transmitem a partida. O Canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país  e no sistema Pay-per-view.

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Muita gente se pergunta: terá Celso Roth acertado em deixar o Martín Silva no Rio?

Na minha opinião, sim. Depois do acontecido na partida contra o Palmeiras, é óbvio que nosso goleiro precisa de um tempo para se recuperar na parte técnica. Nesse caso, me parece claro que o melhor era não levá-lo para São Paulo. Se ele fosse para o Itaqueirão para ficar no banco, aí sim estaria formalizada a barração do goleiro, o que não é o caso (não com os reservas que temos).

Agora, se esse foi o motivo para o ataque destemperado do empresário Régis Marques, ele ganharia muito mais ficando calado. Que ele tem todo direito de falar o que quiser em suas redes sociais, não se discute. Mas ofender o treinador dos seus jogadores não ajuda em nada. Pelo contrário, piora um ambiente que já passa por tempos mais que turbulentos.

Ter a razão não justifica falar o que quiser sem medir as consequências. Tenha os defeitos que tiver, Roth é quem toma as decisões sobre o time. Ele pode estar cometendo um equívoco terrível ao barrar o Julio dos Santos, mas essa é uma das suas prerrogativas. Isso não é desculpa para um empresário dar ataques de pelanca em público.

Não ajudou em nada e, pelo contrário, pode gerar uma indisposição além da parte técnica entre o treinador e os jogadores. Torçamos que Roth saiba lidar com a situação e não prejudique nenhum atleta por conta desse incidente.

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