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Empatando no cansaço

A impressão que tive ao ver o primeiro tempo do jogo do Vasco contra o Luverdense era de que o problema do time era tático e não técnico. Individualmente, a molecada que estava em campo não estava fazendo tão feio na comparação com os titulares, mas o time penava pela falta de entrosamento, principalmente na parte defensiva. Isso era algo natural, já que aquele time nunca havia atuado junto e muitos dos jogadores, que nem são a primeira (em vários casos, nem a segunda) opção no banco, estavam visivelmente sem ritmo de jogo. Ainda assim, mesmo com uma defesa muito exposta e sofrendo a pressão dos donos da casa, resistimos e fomos para o intervalo mantendo o placar inalterado.

Veio o segundo tempo e a conversa que Jorginho teve com o time no intervalo surtiu algum resultado. O time passou a ser mais preciso na marcação e mesmo tendo que trocar dois jogadores ainda no primeiro tempo por contusão (o que obviamente prejudicaria ainda mais o pouco entrosamento do time), conseguimos ser mais efetivos, tanto defensivamente como ofensivamente. O Luverdense ainda passava mais tempo com a bola, mas nossos contra-ataques começaram a funcionar. E num lance desses, abrimos o placar: uma bola vinda direto do Martin Silva é escorada pelo Thalles e vai para o Evander, que com um sutil toque de cabeça encontra o Pikachu avançando pela direita para, sem marcação, tocar na saída do goleiro.

O gol saiu aos 14 minutos da etapa final e controlamos bem a partida até o seu finalzinho. O Luverdense rondava nossa área, mas não permitíamos que criassem chances claras de gol; e conseguíamos sair com velocidade quando recuperávamos a bola, levando perigo nos contragolpes e até desperdiçando a chance de matar o jogo em alguns lances.

Tudo se encaminhava para uma boa vitória até que aos 45 do segundo tempo, o Luverdense empata em uma jogada que tentou a partida inteira, sem sucesso: cruzamento na área, Aislan (sempre ele!) fica olhando o lance enquanto deixa o atacante adversário livre para cabecear.

Com um time formado por garotos, que nunca jogou junto e que teve que mudar sua formação ainda no primeiro tempo, um empate fora de casa não seria um resultado horrível. Se levarmos em consideração que perdemos com titulares e jogando em São Januário e atuações bem piores, conseguir um ponto e manter a liderança isolada da competição ontem não chega a ser uma vergonha. Mas é impossível não se frustrar pela forma como deixamos escapar dois pontos. O cansaço generalizado e as contusões da equipe não se justificam apenas por conta da longa viagem para Lucas do Rio Verde. Isso fica claro se lembrarmos que os donos da casa fazem essa viagem pelo menos duas vezes no mês e correram o jogo todo, sem maiores problemas.

Os garotos fizeram uma partida aceitável e provavelmente teriam conseguido uma boa vitória se não fossem os problemas físicos. O CAPRRES tem sido o maior orgulho da atual gestão, mas não é a primeira vez que perdemos jogadores antes da metade das partidas por problemas que o centro deveria prevenir e evitar. A entrada do Aislan, mais uma vez decisiva para o adversário, talvez não acontecesse se o CAPRRES conseguisse, nos 10 dias entre a apresentação e a estreia do Rafael Marques, preparar o zagueiro para aguentar 90 minutos  em campo.

As atuações…

Martin Silva – não chegou a precisar fazer nenhum milagre, mas fez pelo menos duas grandes defesas. No gol não teve o que fazer.

Yago Pikachu – no primeiro tempo, sua lateral foi um convite ao ataque para o adversário. No segundo tempo melhorou e foi uma importante arma para nossos contra-ataques. Marcou seu primeiro gol pelo Vasco, o que não deve garantir sua titularidade.

Jomar – foi o melhor jogador em campo, sendo preciso nas roubadas de bola e antecipações.

Rafael Marques – ajudou nas várias bolas alçadas à nossa área, mas com a bola nos pés errou um monte de passes, algumas vezes inciciando jogadas perigosas para o Luverdense. Cansou e deu lugar para o Aislan, que além de isolar uma bola numa cobrança de falta, manteve sua impressionante marca de falhar em todos os gols que o Vasco sofre com ele em campo.

Alan Cardoso – mostrou personalidade no apoio, mas defensivamente mostrou inexperiência, sendo driblado algumas vezes com muita facilidade.

William Oliveira – nos poucos minutos que ficou em campo deixou muitos espaços no meio de campo para o adversário avançar. Antes de sair por contusão iniciou uma boa jogada com Alan Cardoso. Mateus Pet entrou em seu lugar e demorou um pouco para se acertar em campo, errando muitos passes nas saídas de bola. No segundo tempo melhorou e iniciou algumas boas jogadas de ataque.

Diguinho – passou boa parte do tempo miguelando em campo, olhando o toque de bola adversário numa distância em que não contribuía nada para a marcação.

Julio dos Santos – discreto como sempre, poderia ter sido mais efetivo no combate. Fez alguns bons lançamentos e inversões de jogadas.

Evander – substituindo o Nenê, muitos poderiam esperar um futebol vistoso, com muitos lances de efeito e dribles. Não foi assim na prática: ajudou na marcação mais que o camisa 10 e acabou sendo tão efetivo quanto o Nenê, já que participou do lance do gol dando o passe para Pikachu marcar. Também fez outra boa assistência para o Thalles, que demorou a finalizar e desperdiçou o lance.

Caio Monteiro – não teve tempo para fazer muita coisa, já que saiu ainda na primeira metade da etapa inicial. Andrey entrou em seu lugar e atuou mais recuado, tentando melhorar a saída de bola do time. Foi apenas razoável.

Thalles – uma boa chance no primeiro tempo, chutando por cima. Dois gols feitos desperdiçados no segundo. De positivo, a disposição que mostrou e ter iniciado a jogada do nosso gol.

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É preciso mudar

O Vasco conseguiu um empate contra o Santa Cruz na bacia das almas.

O Santa Cruz, que jogou com um time misto. Que está lutando para não cair no Brasileirão. Que prefere sair da Copa do Brasil para disputar a Sul-Americana.

Mesmo com tudo isso, o Vasco precisou de um gol de pura sorte, mais uma vez marcado por um zagueiro, no finzinho do jogo, para não sair derrotado – mais uma vez – em casa.

Não que o Santa Cruz tenha feito uma boa partida. Marcou seu gol no começo do jogo e passou o resto da partida se defendendo, esperando o contra-ataque. Conseguiram alguns, até estiveram perto de marcar o segundo, mas basicamente ficaram na retranca.
Já o Vasco….mais uma vez dominou a partida, teve mais posse de bola e foi completamente ineficiente. Até finalizou mais que o normal, mas a maioria absoluta dos arremates foi terrível. A pressão exercida foi totalmente sem efetividade.

Ainda que tivéssemos perdido, a vaga não estaria decidida. Não pelo que mostrou o Santa Cruz. Dizer que é impossível marcarmos gols no Arruda ou até vencermos seria uma leviandade. Mas a verdade é que o Vasco se estagnou, ficou previsível. E Jorginho se apega não apenas à estrutura do time, como também à forma da equipe jogar. Nós, que há pouco tempo tínhamos a maior invencibilidade do país, viramos um time fácil de ser batido.

Como eu disse, podemos sim passar para as oitavas da Copa do Brasil. Mas se em uma semana o Jorginho não mudar algumas coisas, a missão será muito mais complicada.

As atuações….

Martin Silva – fez pelo menos duas grandes defesas no segundo tempo, mas a bola do gol era defensável.

Madson – um titular que não acerta nada durante o jogo é algo inexplicável. Errou tudo o que tentou e ainda perdeu um gol feito. Yago Pikachu entrou em seu lugar no intervalo, mas acabou não sendo tão efetivo no apoio e ainda cansou de deixar espaços pela sua lateral.

Rodrigo –não teve pernas para acompanhar o atacante no lance do gol adversário e isso ainda nos primeiros cinco minutos de partida.

Luan – mal posicionado no lance do gol do Santa, compensou com muita disposição durante todo o jogo e com o gol acidental que acabou marcando.

Julio Cesar – as vaias – justas, vale dizer – que recebeu no fim do primeiro tempo devem ter mexido com os brios do lateral coroa: na etapa final fez umas duas ou três boas jogadas e chegou a finalizar com perigo.

Marcelo Mattos, – é um bonde, erra um monte de passes e faz um porrilhão de faltas. Mas no momento em que o time todo entra no desespero e parte para o ataque, se mostra necessário.

Henrique – não chegou a comprometer, mas acabou pecando pela omissão: foi discreto demais. Cedeu lugar para Caio Monteiro no intervalo. O atacante se esforçou muito, mas acertou muito pouco.

Andrezinho – apareceu mais no primeiro tempo, acertando alguns bons lançamentos, mas errando mais passes que o normal. No segundo, com o time embolado na frente tentando o empate, sumiu do jogo.

Nenê – não se omitiu do papel de principal jogador do time, mas passou mais tempo caído em campo que de pé. Fez algumas boas jogadas e cobrou o escanteio que originou o gol.

Jorge Henrique – fica lá, correndo pelo campo todo, pra deleite do treinador e irritação da torcida, que não vê motivos para sua titularidade. Pelo menos finalizou duas vezes com perigo, uma delas, no fim do jogo, estourando no travessão.

Leandrão – uma bela jogada que terminou em grande defesa do goleiro tricolor. Thalles entrou em seu lugar e trouxe um pouco mais de movimentação ao ataque. Poderia ter sido o herói do jogo se não fosse o milagre feito pelo goleiro Tiago Cardoso (que terminou colocando a bola para seu próprio gol no fim da jogada). Deu outra cabeçada perigosa e participou da jogada que terminou no chute do Jorgenrique no travessão.

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Pendura a conta!

Se formos nos prender apenas à bola rolando, a vitória do Vasco por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas foi padrão: em uma atuação burocrática em grande parte do tempo, contra um adversário bastante limitado e com o Nenê sendo decisivo na partida. Trocando em miúdos, voltamos a vencer, mas o time continua devendo à torcida uma atuação mais convincente.

Podemos citar uma maior pegada do time na marcação, principalmente no começo do jogo, o que seria o mínimo depois de duas derrotas dentro de casa. Sabendo que a vitória seria o único resultado aceitável, o Vasco ao menos mostrou uma disposição maior em campo, reflexo também de uma equipe titular mais jovem. E em um dos lances em que recuperamos a bola por conta da nossa marcação mais intensa, saiu o gol logo aos nove minutos: Rodrigo roubou a bola na nossa intermediária e lançou; a bola pipocou na cabeça do Caio Monteiro e foi para o Thalles, que também de cabeça tocou para Nenê, que se projetou em velocidade e tocou sem chance para o goleiro já dentro da grande área.

Com o placar aberto logo no começo, poderíamos pensar que o jogo ficaria mais tranquilo. Porém o Vasco mais uma vez ficou molengando e não parecia muito interessado em resolver o jogo rapidamente. Nossa vocação para complicar partidas fáceis voltou a se mostrar, e além de não criarmos mas nenhuma chance de gol no primeiro tempo, permitimos que o Brasil crescesse e só não sofremos o empate por um milagre realizado pelo Luan, que depois de bater cabeça na grande área se recuperou e impediu que o atacante adversário empurrasse a bola para nossa rede com Jordi completamente batido no lance.

No segundo tempo continuamos cozinhando a partida, mas pelo menos não corremos mais riscos (exceto nas bolas paradas, quando mais uma vez mostramos falhas de posicionamento nos chuveirinhos). Dominávamos o jogo, sempre rondando a área adversária, mas não criávamos oportunidades de gol. Somente aos 26 minutos resolvemos a partida, com a dupla que vinha garantindo a vantagem no placar: em uma cobrança de falta, Nenê encontrou Luan subindo por trás da zaga do Brasil e com um toque de categoria ampliou o placar.

Foi uma vitória padrão, daquelas em que o Vasco parece meio preguiçoso diante de um oponente não muito capacitado para nos criar problemas. O bom futebol que a equipe nos deve há algum tempo ficou mais uma vez na pendura, e a torcida ainda pode cobrar essa conta.

As atuações….

Jordi – sem muito trabalho durante a partida, fez apenas uma defesa digna de nota, ainda no primeiro tempo. Não chegou a trazer consequências, mas o garoto mostrou alguma insegurança nas saídas do gol para cortar bolas alçadas à área.

Madson – o de sempre: um cemitério de futuras jogadas e um convite ao ataque adversário.

Luan – garantiu a vitória tanto na defesa como no ataque: consertou a única lambança que fez impedindo um gol dos mais feitos da história e marcou o segundo gol em um belo chute de primeira.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas em alguns momentos parece estar cansado. Cobrou uma falta com perigo no começo do jogo.

Julio Cesar –  todas as vezes que chegou ao apoio errou seus cruzamentos. E assim como o Madson, deu espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos –  mais uma vez carregou o piano da marcação pelo meio de campo.

Henrique – deve ter sido o 38º jogador a ser testado como segundo homem do meio de campo. Se não chegou a comprometer, também não teve um desempenho que lhe garantisse ESSA vaga no time. Yago Pikachu entrou em seu lugar e não foi muito além, mas pelo menos conseguiu uma finalização com relativo perigo.

Andrezinho – ajudou na saída de bola, mas pouco fez na criação de jogadas. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que  não teve tempo para fazer nada (graças a Deus).

Nenê – voltou a ser o Nenê de sempre: alvo de muitas faltas, reclamações mil com a arbitragem e os dois gols da partida passando pelos seus pés. Marcou o primeiro e fez o cruzamento para o segundo.

Caio Monteiro – outro a ter mais efetividade ofensiva que Jorge Henrique, já que não precisava ficar se preocupando em marcar os adversários até o nosso campo. Fez uma grande jogada ainda no primeiro tempo, mas exagerou no individualismo e desperdiçou o lance. William Oliveira entrou no seu lugar para fechar mais o meio de campo, mas foi visto se atrapalhando no ataque algumas vezes.

Thalles – deu de cabeça o passe para o gol do Nenê em uma jogada de pivô e tentou reproduzir o lance durante os 90 minutos, sem sucesso. No mais, nada.

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E por falar em pendura, vale citar os amarelos que os jogadores pendurados levaram: Nenê, Andrezinho, Rodrigo e Madson, os quatro titulares com dois cartões amarelos, receberam o terceiro e ficam fora da partida contra a Luverdense, sábado que vem. Como temos um compromisso pela Copa do Brasil na quarta, fica difícil crer que não rolou uma forçada de barra nos cartões.

Faria mais sentido se o jogo com o Santa Cruz fosse depois da partida contra a Luverdense, mas estrategicamente a oportunidade de poupar três veteranos de uma viagem longa até o Mato Grosso faz sentido. Que os jogadores que ganharam uma folga no Brasileiro compensem com esforço redobrado na Copa do Brasil.

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Até quando a sorte?

sorteA verdade é que, apesar dos pesares, o Vasco tem dado sorte nesse Brasileiro. Mesmo jogando mal, perdendo partidas e vendo seus concorrentes se aproximarem, o time não sai do topo da tabela. Ontem, por exemplo, a rodada começou bem: poderíamos ter dormido na vice-liderança se o Ceará vencesse seu jogo contra o Tupi, o que não aconteceu. Por isso o Vasco entra em campo logo mais contra o Brasil de Pelotas ainda para defender sua liderança, e não para recuperá-la.

Em condições normais de temperatura e pressão, um jogo contra o modesto Grêmio Esportivo Brasil em São Januário não deveria ser motivo para preocupações. Mas diante das últimas atuações do Vasco, principalmente na Colina (onde perdeu seus dois últimos jogos e contra equipes em classificação pior que a do Brasil-RS), mesmo uma partida contra um time que não venceu nenhuma vez fora de casa pode ser problemática.

E os problemas começam já na escalação. Com Martín Silva suspenso, entramos em campo sem nosso principal jogador. Jordi até pode dar conta do trabalho, mas é claro que não teremos a mesma segurança. No ataque, a ausência do Leandrão não chega a ser um problema e sim a falta de alternativas: a não ser que Thalles mude da água pro vinho, não trará uma melhora considerável para o setor. Para compensar, talvez tenhamos a entrada do Caio Monteiro, já que tanto Jorge Henrique quanto Eder Luis viraram dúvida por problemas físicos.

Mas independente de quem vá começar jogando, o que precisa mudar é a forma como o Vasco vem jogando. Assim como sabemos que todo adversário apelará para os contra-ataques contra nós, parece que todos os nossos adversários aprenderam a jogar contra nós. Jorginho não consegue criar alternativas para evitar essa situação, e isso precisa acabar o quanto antes. Caso contrário teremos problemas todo jogo.

As coisas têm dado certo para o Vasco mas é impossível contar com a sorte por todo o campeonato. Se não vencermos o Brasil de Pelotas hoje, muito provavelmente terminaremos a rodada pela primeira vez fora da liderança. E com isso, a equipe voltará a sofrer com a pressão da torcida depois de muito tempo.

Vasco X Brasil de Pelotas

Vasco X Brasil de Pelotas

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Caio Monteiro) e Thalles.

Eduardo Martini; Weldinho, Camilo, Teco e Marlon; Leite, Washington, Diogo Oliveira e Felipe; Marcos Paraná e Ramon.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Rogério Zimmermann.

Estádio: São Januário. Data: 09/07/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Alisson Sidnei Furtado. Auxiliares: Fabio Pereira e Natal da Silva Ramos Júnior.

O SporTV transmite ao vivo para todo Brasil (exceto RJ). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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A partida contra o Avaí teve uma arbitragem desastrosa, protagonizada por um juiz goiano. Hoje, o trio de árbitros não vem do estado do Atlético Goianiense, mas vindos do Tocantins, não dá pra ignorar a proximidade. Isso não quer dizer que teremos novamente problemas com o apito, mas podendo trazer árbitros de qualquer outro lugar do Brasil, me parece desnecessário trazer um trio de um lugar que fazia parte de Goiás até poucos anos.

Talvez a diretoria não ache que isso seja um problema. Ou se acha, não achou que valia a pena fazer alguma coisa a respeito.

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E Leandro Damião acabou se tornando em mais uma contratação 90% fechada. A desistência e provável ida para a mulambada torna essa história praticamente um “R10 parte 2“. Festejar o fracasso da contratação alegando que Damião não joga nada e que vai se dar mal na urubulândia é mera especulação e torcida contra. E achar que não seria um bom reforço para o Vasco, tendo os atacantes que tem, é ir contra os fatos.

Por outro lado, é fato que a vinda do Damião seria muito melhor para o jogador que para o Vasco (como eu tinha dito há algum tempo), já que nós gastaríamos uma bela grana por mês por uma aposta e o Damião teria a chance de recuperar o prestígio em um clube grande e sem tanta pressão. Ou seja, se Damião viesse, seria bom; não vindo, melhor ainda.

Mas continuamos precisando de reforços para o ataque. E já que o clube se disporia a pagar mais de R$ 300 mil por um atacante, pode muito bem procurar alguém que mereça esse salário ao invés de trazer alguém pra disputar uma vaga no ataque com Leandrão e Thalles.

O mercado brasileiro está escasso em opções? Que se procure no mercado sul-americano. Por essa grana, certamente encontraremos um atacante melhor que os Gilbertos que parecem ser as única opções visadas pela diretoria.

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Esse dia foi loko!

Antes mesmo da bola rolar, a torcida do Vasco já podia esperar emoções extras na partida contra o CRB: Jomar, substituto natural do suspenso Rodrigo, sentiu uma contusão, não apareceu e quem foi a campo junto com os titulares foi o Aislan.

Nos minutos iniciais, vimos o Vasco se acuado, um time que não parecia muito ligado na partida e um adversário que não abriu o placar por perder uma penca de gols.

Quando resolvemos acordar – ainda demonstrando uma grande fragilidade defensiva – o CRB marca seu gol em um lance completamente controlado, depois de um recuo péssimo para um zagueiro desatento, o que deixou Martin Silva vendido na jogada.

Mas só precisamos de três minutos para igualar o placar, depois de uma saída de bola equivocada do CRB, um corte do Marcelo Mattos que parou nos pés do Leandrão, que lutando com a bola e com os marcadores, conseguiu marcar um belo gol.

Na volta do intervalo, ainda empatada a partida, o Vasco veio mais ligado. Ainda assim, nossa marcação ainda falhava e o CRB criava oportunidades para desempatar. Mas fomos nós quem marcamos, conseguindo a virada com um gol olímpico espetacular do Andrezinho.

No restante da partida, vimos o CRB partir pra cima e perder mais uma batelada de gols, se não por grandes defesas do Martin, por uma falta de mira de causar inveja aos nossos atacantes. Mesmo contra o adversário que parecia implorar por sofre um gol no contra-ataque, conseguimos sair da nossa defesa.

No minuto final a maior emoção, com Aislan mais uma vez envolvido: o zagueiro disputou uma bola com um atacante, que se joga. O árbitro não comprou o caô, mas o bandeirinha sim; cobrada a penalidade, San Martin impede que o Diego, ex-lateral do Vasco, marque seu segundo gol em 2016 no clube que o formou e garante os três pontos para o Gigante.

Numa partida em que o Vasco se viu dominado boa parte dos 90 minutos, em que vencemos mesmo com Aislan na zaga, em que Nenê mal apareceu em campo, que teve gol olímpico e defesa de penal no minuto final só pode ser classificada de uma forma: esse jogo foi louco!

As atuações…

Martín Silva – garantiu a vitória com uma penca de defesas, algumas difíceis, incluindo um penal aos 46 minutos do segundo tempo.

Madson – segue naquela de correr muito e fazer pouco. Ontem até que bateu uns escanteios com relativo perigo, mas nada MESMO que justifique manter o Yago Pikachu no banco. O Pokémon acabou entrando após Madson sentir uma contusão e no pouco tempo que ficou em campo quase marcou um belo gol em uma arrancada. O chute foi para fora.

Luan – pareceu ter sentido muito a falta do Rodrigo e em diversos lances foi superado (as vezes com facilidade inaceitável) pelos atacantes adversários. Nem a bela jogada de linha de fundo, com direito a caneta humilhante no marcador, serviu para dizermos que teve uma boa atuação.

Aislan – não tem jeito, o rapaz carrega uma zica que o torna inviável como zagueiro de um clube como o Vasco. Ontem, se não fosse por dois lances, poderia ter saído de campo como o melhor zagueiro do time. Pena que os lances foram capitais: no primeiro gol do CRB, não conseguiu pegar a bola recuada por Júlio César; e no final do jogo, o bandeirinha marcou um pênalti – maroto, é verdade – numa disputa de bola entre ele e o atacante adversário, que se jogou. O azar do sujeito é tão grande que, num lance que ele conseguiu espanar a bola da área, a bola bateu na bandeirinha de córner, voltou para o campo e o CRB conseguiu uma falta perigosa a seu favor.

Júlio César – pelo menos 50% do primeiro gol do CRB pode ir para a conta do veterano lateral, que recuou com um passe quadradíssimo justo para o zagueiro mais azarado do mundo. Sentiu uma pancada e acabou dando lugar para o Henrique, que entrou quando o Vasco estava sendo pressionado e acabou mais preso à marcação.

Marcelo Mattos – o estilo cão de guarda de sempre, sem conseguir fazer uma proteção à zaga de forma eficiente. Acabou participando do lance do primeiro gol do Vasco ao dar o bote na saída de bola do CRB que acabou sobrando para o Leandrão.

Julio dos Santos – com ele no lugar do William Oliveira, o meio de campo vascaíno ficou exposto como há muito não ficava, já que o Paraguaio cerca muito e pouco combate (e quando o faz, vive indo de primeira nas bolas e sendo driblado) Na criação foi irrelevante.

Andrezinho – foi o único a criar alguma coisa no time, e mesmo assim com muitas dificuldades, já que tinha que vir buscar o jogo quase sempre no nosso campo. Mas quem faz um gol olímpico como o que ele fez não pode receber críticas.

Nenê – uma completa nulidade em campo, nem bolas paradas cobrou (o que pareceu ser proposital). No único lance em que teve chance de fazer algo efetivo, deu uma de Casalbé e virou o braço no rosto do seu marcador, levando um amarelo.

Jorge Henrique – correu pelo campo todo como sempre e acaba não sendo visto no ataque. Acertou um bom chute de longa distância, obrigando o goleiro do CRB a fazer uma defesa difícil. Saiu para a entrada do Éder Luís que de marcante, só conseguiu errar um passe fácil e armar um contragolpe para o adversário.

Leandrão – mesmo sendo lento toda vida e limitadíssimo, incomoda a defesa adversária muito mais que o Thalles. Com o gol feito deve ter eliminado qualquer dúvida que restava sobre merecer ou não ser titular do time.

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Oportunidade de ouro (para o Damião)

Dam_1651839aNão costumo falar a respeito de especulações sobre a vinda de reforços para o Vasco, ainda mais quando muito badalados. Afinal de contas, todo mundo sabe que a situação financeira do clube não nos qualifica para entrar em disputas salariais contra a maioria dos grandes clubes brasileiros (sem falar no caozinho da “responsabilidade”, que na prática não é bem como pintam e ainda serve como excelente desculpa para fazer contratações raras e de nível duvidoso) e quando surgem boatos sobre contratações de peso, na maioria absoluta das vezes a história termina em decepção para a torcida.

Mas a possível vinda do Leandro Damião merece alguns comentários porque, pelo menos aparentemente, há um fundo de verdade na coisa. A negociação, pelo que tem aparecido na imprensa, realmente existe. E como Damião não está podendo fazer exigências financeiras exorbitantes, pode ser que ele realmente pinte na Colina. Isso, claro, se nenhum dos outros clubes com mais fôlego monetário resolva disputar a contratação.

Agora, se há mesmo a possibilidade do Leandro Damião ser contratado, a questão que realmente interessa é: a vinda do atacante seria um bom negócio para o Vasco?

Que Jorginho precisa de um centroavante, não há quem discuta (exceto os lobotomizados seguidores do Dotô, que mudarão de ideia imediatamente caso a negociação evolua). E Damião, pelo menos em teoria, é um atacante muito melhor que as opções disponíveis no nosso elenco, por pior que seja a fase que o jogador atravessa. Porém, ser melhor que Leandrão ou que o “BalofoThalles” não chega a ser muita vantagem e, mais grave, não garante que o sujeito trará a solução para nosso problema de referência na área.

Pode-se dizer que essa é uma visão pessimista. Mesmo estando longe da sua fase áurea no Internacional, não podemos dizer que Damião esqueceu de como se faz gols. Embora não tenha balançado as redes esse ano – e não podemos ignorar que ele jogou muito pouco nessa temporada – em 2015, por exemplo, ele marcou 18 vezes, ou seja, marcou quase o dobro de gols que o artilheiro vascaíno do ano passado, a lembrar, Rafael Silva (que fez 10 gols). Achar que ele não se sairá melhor que nossos atacantes hoje, jogando uma série B, é ser muito implicante com o cara.

Ainda assim, não podemos esquecer que mesmo aceitando reduzir drasticamente o salário que recebe hoje, Damião será um jogador bastante caro no elenco vascaíno. Ignorando a possibilidade disso gerar um certo incômodo no restante do elenco, uma possível vinda do Damião certamente decretaria o fim das contratações para essa temporada. E por mais que estejamos bem no Brasileiro, temos outras carências no grupo que também precisariam ser resolvidas.

Pesando prós e contras, me parece que se Damião aceitar uma proposta do Vasco, o atacante a princípio terá feito um negócio melhor que o clube. Se jogar a série B e ter um salário reduzido não é o melhor dos mundos para o jogador, fazer parte de um time franco favorito ao título que disputa, numa competição com pressão menor e adversários mais limitados é uma oportunidade de ouro para quem precisa se firmar novamente como um dos grandes nomes da posição no país. Ainda mais sendo em um dos maiores clubes do Brasil, com um vasto histórico em recuperar carreiras desacreditadas e já chegando com moral junto a uma torcida apaixonada. Já do lado do Vasco, teremos um bom reforço, mas que sairá caro para nossa realidade e que, apesar de tudo, é uma aposta: chegando ao time, ele ainda precisará provar, com gols, que sua contratação foi um acerto.

Update: assim que publiquei o post, essa matéria resumiu tudo o que eu tinha falado. Ou seja, mais pessoas chegaram à mesma conclusão que eu. Nada impede que o próprio Damião acabe por se convencer de tudo isso. De qualquer forma, Isaías Tinoco desconversou e disse que não sabe de qualquer proposta feita ao jogador. Atitude normal, ainda mais sabendo-se que outros clubes têm interesse no atacante. Ainda assim, o mais prudente para a torcida é não alimentar esperanças demais. Mesmo que a possibilidade exista, ainda me parece uma contratação difícil de acontecer no atual momento do Vasco.

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Os protagonistas da derrota

No post de ontem eu comentei que se o Vasco não entrasse em campo com salto alto e respeitasse o adversário, a possibilidade do Paysandu aprontar uma surpresa para nós era remota. E na hora da bola rolar, não podemos dizer que o Vasco foi um time apático. Mesmo que tenhamos mostrado uma incrível incapacidade em criar chances de gol, o desinteresse dentro de campo não foi o problema. Aliás, dessa vez, podemos dizer que a derrota não teve origem nas quatro linhas: se é para apontarmos um responsável pelo 2 a 0 que sofremos do Papão, os dedos devem se dirigir para o treinador do time.

Talvez o Jorginho tivesse algum objetivo desconhecido em mente para essa partida específica. Só isso justifica a adoção do estilo “joelsantanístico” que mostrou, trocando defensores por atacantes como se não houvesse amanhã. Nosso treinador, que muitas vezes foi alvo de críticas por demorar a fazer substituições, resolveu que ontem era o dia para, aos 22 minutos do segundo tempo, se partir para um tudo ou nada desmesurado, como se estivéssemos perdendo por 4 a 0 ou fosse uma final de campeonato e precisássemos desesperadamente da vitória. Só isso justifica deixar o time sem NENHUM volante em campo, faltando mais de 25 minutos para o término da partida.

O time não conseguia criar situações de gol, é verdade. Mas será que Jorginho realmente acreditou que entupir o time com atacantes resolveria a situação? Antes de tirar Marcelo Mattos e William Oliveira, o Vasco penava para ameaçar o Papão, mas praticamente não corria riscos; com Eder Luis e Caio Monteiro, tudo o que conseguimos foi desfigurar o time, embolando um monte de gente na frente (que já estava bastante povoado com praticamente toda a equipe paraense) e abrindo de vez o Vasco para sofrer com os contra-ataques.

A impressão que a dupla Jorginho e Zinho deixou é que, para eles, um empate em casa é algo tão inaceitável que justificaria partir para um tudo ou nada ainda na metade do segundo tempo. Se a dupla acreditou que o Paysandu não teria capacidade para aproveitar os quilômetros de espaço que um Vasco sem volantes deixaria, podemos dizer que o salto alto acabou vindo dos dois treinadores. Não era muito difícil de perceber os riscos que o time passou a correr com as alterações feitas. O desespero pela vitória acabou nos trazendo uma derrota perfeitamente evitável. Seria vergonhoso empatar com o Paysandu em São Januário? Bem pior é perder da forma como perdemos.

Na coletiva, Jorginho disse que sua preocupação era ser protagonista na partida e que se ele errar, será por agir e não por se omitir. Palavras bonitas, mas que não justificam suas alterações. Se preocupar com “protagonismos” agrada a torcida, mas o que realmente importa é conquistar pontos. Na sequência invicta que tivemos, jogamos mal diversas vezes e não saímos derrotados. Seria bom que nosso treinador refletisse um pouco sobre isso daqui pra frente.

As atuações…

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve culpa nos gols.

Madson – mais um jogo no qual prova ser inexplicável sua permanência como titular tendo Pikachu como opção. Dar a bola para esse rapaz quando ele sobe ao apoio é ter a certeza de cruzamentos ou passes errados. Perdeu um gol feito no primeiro tempo.

Luan – a contar pelo jogo de ontem, queimou o filme da sua pré-convocação para a seleção olímpica. Falhou nos dois gols e até caneta levou.

Rodrigo – no primeiro gol não foi visto e no segundo mais uma vez ficou parado vendo o lance enquanto pedia impedimento.

Julio Cesar – quem é tão pouco efetivo no apoio devia, ao menos, ser constante na defesa. O primeiro gol surgiu de um contra-ataque pela esquerda e quem foi dar o combate foi o Andrezinho. Marcelo Mattos – eu tinha comentado uma vez pelo Twitter que o Marcelo Mattos deve treinar ERROS de passe, dada a frequência com que entrega a bola nos pés dos adversários. Aparentemente o volante se esmerou ainda mais nos treinos essa semana. Foi sacado para a entrada do Eder Luis, que mesmo sendo mais uma opção ofensiva não chegou a compensar a falta de proteção à zaga que sua entrada proporcionou.

William Oliveira – não chegou a fazer algo que mereça destaque, mas enquanto estava em campo com Mattos, não sofremos tanto com os contragolpes. Ou seja, a entrada do Caio Monteiro no seu lugar não se justifica, já que o rapaz só foi notado tentando, sem sucesso, impedir o segundo gol do Paysandu.

Andrezinho – possivelmente o melhor do Vasco na partida, mas pecou no último passe, errando a maioria das tentativas. Não conseguiu impedir o cruzamento que originou o primeiro gol do Papão. Nenê – uma bola na trave nos primeiros minutos da partida, uma ou outra jogada de efeito e mais nada.

Jorge Henrique – se no ataque pouco conseguiu fazer, não seria como volante que faria alguma coisa.

Thalles – reclamam que o garoto não faz nada e é fato que ele poderia se movimentar um pouco mais se não estivesse do tamanho que está. Mas também é fato que o rapaz não recebeu uma bolinha sequer em condições de finalizar. O resultado foi sua substituição pelo Leandrão, que é ainda mais lento que o Thalles e, entrando quando o time já estava uma bagunça completa, mal conseguiu encostar na bola.

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Mais uma vez ficou evidente a necessidade que o time precisa de um centroavante condizente com o tamanho do Vasco. Mas é inegável que esse não é o único problema da equipe. Com a frequência que o nosso meio de campo municia Thalles e Leandrão, mesmo um atacante de qualidade teria problemas para marcar gols. Esse é um problema que uma contratação não resolverá, quem tem que resolver é o Jorginho.

Só um comentário: o rendimento do Vasco nas últimas três partidas é de 33,3%. Disputando uma Série B, isso é mais que o bastante para acender um sinal amarelo na Colina.

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