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Muito azar, né não?

Pode nem haver qualquer esquema para o salvamento de times no Brasileiro. Pode ser que todos os problemas de arbitragem sejam apenas um reflexo do nível indigente dos nossos juízes.

Mas uma coisa é fato: os árbitros que apitam os jogos do Vasco, principalmente depois que começamos a reagir na competição, são piores que os outros.

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Um roteiro para o fracasso

As últimas partidas do Vasco têm sido tão decepcionantes que a vontade de falar sobre elas é mínima. Quando não são os árbitros que nos garfam sem a menor cerimônia, é o time que faz questão de nos mostrar em cores vivíssimas suas limitações. O empate de ontem com o São Paulo, então, foi praticamente um resumo de tudo o que sofremos ao longo desse Brasileiro.

Por mais que não tenhamos feito uma partida ruim, os erros acabaram sendo decisivos, do início ao fim do jogo. Sofremos um gol antes do primeiro minuto por uma falha bisonha do Rodrigo. Depois, não tínhamos outra solução além de partir pra cima, mas os erros de passe não nos permitiam criar chances de gol. O empate só saiu nos minutos finais da primeira etapa, em um pênalti cuja polêmica só é discutida porque foi a favor do Vasco. Nenê fez o que sabe fazer melhor e cobrou com perfeição.

No segundo tempo, mesmo com um a mais em campo (o zagueiro Matheus Reis levou um segundo amarelo no lance do pênalti), demoramos a nos acertar e o São Paulo trocava passes como queria no nosso campo. Jorginho então tirou a nulidade paraguaia de campo e colocou o Diguinho, dando mais liberdade para Bruno Gallo. O time melhorou e passou a ser mais eficiente nas jogadas de contra-ataque. Bastaram três minutos sem a presença do Julio dos Santos em campo para virarmos o placar, com Rodrigo, compensando a falha do início da partida.

Mas foi justamente quando o placar estava a nosso favor que expusemos outra das nossas deficiências, a mais grave em toda temporada: a incapacidade de definir qualquer jogo por uma completa incompetência em marcar gols. Passamos mais de 20 minutos chegando à área adversária e errando os cruzamentos, os últimos passes e as finalizações de uma forma inaceitável. Nenê, Rafael Silva (que entrou no lugar do Jorge Henrique), Andrezinho e Herrera (substituiu o inoperante Leandrão) tiveram chances mas arremataram de forma tão tosca que Rogério Ceni poderia ter 72 anos que conseguiria impedir os gols. Aos 40 minutos Rafael Silva ainda colocou uma bola no travessão em uma cabeçada após cruzamento do Júlio César, em um dos raríssimos certos feitos pelos nossos laterais.

Para fechar com chave de ouro, sofremos o famoso gol “quem não faz, leva”: faltando três minutos para o fim da partida, Centurión cruza, Bruno Gallo se estabaca e não corta a bola; Luan, além de não marcar ninguém, deixa Rodrigo Caio em condição de empurrar a bola para a rede. E assim jogamos fora mais uma vitória, mais dois pontos e mais uma chance de ficarmos às portas de sair do Z4.

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Outro ponto em que seguimos à risca o roteiro de fracassos desse ano: as substituições equivocadas. O time vencia fora de casa, tinha um jogador a mais, já havia desperdiçado uma penca de gols, até o São Paulo parecia conformado com a derrota. E então, qual foi a decisão do Jorginho? Faltando 10 minutos para o fim da partida, o técnico resolve tirar Leandrão e colocar o Herrera.

Como diz o ditado, “a euforia leva a debilidade”. Talvez tenha sido a empolgação com as chances criadas e o vislumbre de poder ampliar a vantagem. Mas jogando fora de casa contra o São Paulo, Jorginho deveria ter sido mais cauteloso e, naquele momento do jogo, deveria ter reforçado a marcação. 3 a 1 dão os mesmos pontos que um 2 a 1. Fazer uma troca de seis por meia dúzia no ataque foi um erro. Nosso treinador parece não ter entendido que o momento é para valorizar QUALQUER vitória. Tentamos decidir o jogo, o ataque falhou vergonhosamente nesse intento, então aos 34 minutos da etapa final era preciso humildade para segurar o placar. Não fizemos isso, não marcamos o terceiro e com isso acabamos perdendo dois pontos que pode fazer uma falta tremenda no final do campeonato.

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E, como não poderia deixar de ser, também teve o já conhecido erro de arbitragem a nos prejudicar. Não que se possa colocar a culpa pelo resultado no Sr. Dewson Freitas, mas é fato: ele ignorou um outro pênalti a nosso favor, mais claro ainda que o primeiro. E falem o que quiserem, mas se ele tivesse assinalado a penalidade, o resultado do jogo poderia ser outro. E não percam a conta: é o terceiro jogo seguido que o Vasco faz fora de casa em que deixam de marcar um pênalti claro a nosso favor. E é o segundo em que o juiz claramente amarela em marcar uma segunda penalidade a nosso favor.

Sobre o primeiro pênalti, apenas um comentário: como eu disse ai em cima, o lance só foi polêmico porque foi a favor do Vasco. A marcação daquele tipo de infração não é uma ordem do Eurico, o “maior-vilão-do-futebol-mundial”, mas uma recomendação da FIFA. Apontarem o dedo para o Dotô e falarem que ele foi marcado por pressão é uma idiotice sem tamanho.

Sr. Ceni e imprensa esportiva em geral: dirijam suas críticas à FIFA, sim?

As atuações…

Martin Silva – uma partida segura. Nada podia fazer nos gols.

Madson – fez uma boa partida, sendo presença constante no apoio e até – acreditem! – acertou um cruzamento. O pênalti no primeiro tempo saiu de uma bola que ele centrou. Na defesa não comprometeu.

Rodrigo – pixotou logo no primeiro lance, furando uma bola que caiu justo no pé do Luis Fabiano, que abriu o placar. Compensou marcando o gol da virada.

Luan – no primeiro tempo, errou uma saída de bola que quase terminou em gol para o São Paulo. No lance do empate do tricolor, só acompanhou um jogador enquanto dava condições para Rodrigo Caio marcar.

Júlio César – algumas boas subidas e um cruzamento na medida para Rafael Silva, que carimbou a trave. A jogada do segundo gol paulista saiu pelo seu lado do campo.

Julio dos Santos – só apareceu em um único lance: deu uma cabeçada perigosa que acertou a mão do zagueiro, em mais um pênalti não marcado a nosso favor. De resto, foi um absoluto nada em campo. A entrada do Diguinho foi responsável pelo melhor momento do time no jogo, já que ele reforçou a marcação no meio e deu mais liberdade para os outros meias.

Bruno Gallo – mais uma boa partida, mas no lance do segundo gol tricolor caiu de maduro e nada pode fazer para evitar o empate do São Paulo.

Nenê – alguns bons passes (deixou Jorge Henrique e Andrezinho na cara do gol) e mais uma cobrança de pênalti perfeita. Mas falhou muito nas finalizações (incluindo aí uma furada bisonha de frente pro gol) e, como de costume, começou a complicar jogadas simples quando cansou.

Andrezinho – tentou ajudar na marcação e aparece na frente para finalizar, mas nas duas chances que teve, chutou mal.

Jorge Henrique – teve apenas uma chance, mas adiantou a bola e não conseguiu finalizar com perfeição. Rafael Silva entrou em seu lugar e quase marcou de cabeça.

 Leandrão – com a mobilidade de um Frankenstein com ferrugem nas juntas, conseguiu ser mais inútil que o próprio, Herrera, que entrou em seu lugar e pelo menos finalizou uma vez, em chute de fora da área.

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Contra a CBF, já foi declarada. E contra os ataques inoperantes? Também vai ter “guerra sem quartel“? Falo sobre isso na minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Clica aí e dá um confere

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Repetindo a ingratidão

dorivaHá algumas rodadas, diziam que só um milagre conseguiria salvar o Vasco do rebaixamento. Sete rodadas depois, sem derrotas em nenhuma dessas e sendo garfado vergonhosamente em pelo menos três jogos, a missão já deixou de ser impossível e passou a ser muito difícil.

O jogo contra o São Paulo, no Morumbi, inicia a sequência mais complicada de partidas que teremos nesse segundo turno, e justo quando os resultados dessa rodada nos levaram novamente para a lanterna da competição. Ou seja: se querem ver um milagre do Vasco, ele tem que começar de verdade hoje.

Como as arbitragens vem freando covardemente nossa reação, pelo menos seis pontos que nos foram tirados na mão grande precisam ser compensados contra adversários mais qualificados ou em jogos fora de casa. Esse é exatamente o caso da partida contra os cervídeos paulistanos. Além de jogar diante da sua torcida, o tricolor ainda luta pelo G4, não deve poupar titulares para a semifinal da Copa do Brasil e conta com um excelente retrospecto contra o Vasco esse ano.

Precisamos ignorar tudo isso. E vencendo, terminar a rodada não como o último colocado, mas ainda mais próximo da saída do Z4, a apenas dois pontos da 16ª colocação.

Para isso, Jorginho poderá escalar o que considera seu time ideal. Com as voltas de Martin Silva e Jorge Henrique, o treinador terá todo o time que iniciou a reação na competição. Eu preferiria ver o Diguinho no lugar do Julio dos Santos, já que mesmo com dois desfalques importantes (Carlinhos e Michel Bastos), o São Paulo merece um meio com mais pegada na marcação.

Escolha o que escolher, Jorginho precisa repetir uma ingratidão que fizemos há algumas semanas: vencer fora de casa um adversário comandado pelo Doriva. A vitória sobre a Macaca em Campinas iniciou uma nova fase do Vasco na competição; passar pelos bambis no Morumbi certamente marcará o início de uma nova arrancada vascaína.

Isso, claro, se o apitador permitir.

Campeonato Brasileiro 2015

São Paulo x Vasco

Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Thiago Mendes; Rogério, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato; Luis Fabiano.

Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Julio César; Julio dos Santos (Diguinho), Bruno Gallo, Nenê e Andrezinho; Jorge Henrique e Leandrão.

Técnico: Doriva.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Morumbi. Data: 17/10/2015. Horário: 16h. Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).

As redes Bandeirantes (SC, PR, RJ, ES, AL, PB, RN, PI, MA, AM, RO, AC, RR e DF) e Globo (RJ, ES, SE, AL, PB, RN, PI, MA, AM, RO, AC, RR, DF, Curitiba, Juiz de Fora-MG, Petrolina-PE e Santarém-PA) O Canal Premiere transmite ao vivo para os seus assinantes e no sistema Pay-Per-View.

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E como as arbitragens estão sendo um problema, acho que vale um comentário sobre o juiz do jogo, o Sr. Dewson Fernando Freitas.

Dewson ingressou o quadro da FIFA esse ano e certamente tem o que agradecer à CBF pela deferência. E nesse Brasileiro, o Dewson foi dos que mais apitaram partidas de times catarinenses: arbitrou quatro partidas (assim como o Péricles Bassols, citado no levantamento do Vasco).

Isso não quer dizer nada, claro.

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A pauta do dia

Esse tempo sem que o Vasco vá à campo é propício para o time treinar e criar mais corpo para as nove rodadas restantes. Como a torcida não joga, o que nos resta fazer é fazer contas, análises e, para os que acreditam, promessas para livrar a equipe da situação em que se encontra.

A tendência das análises agora é ver as vantagens que o Vasco pode ter ao encarar adversários ocupados com a Copa do Brasil. Essa matéria já adiantou o trabalho pra gente: ainda pegaremos os quatro semifinalistas da Copa no Brasileirão, mas pelas datas dos confrontos da semifinal, apenas o São Paulo deve – ou poderá – escalar um time reserva ou misto contra nós. Se o Santos avançar às finais da competição também poderemos aproveitar, já que as datas são próximas. O jogo contra o Palmeiras não será próximo a nenhuma data da Copa do Brasil; já o Flu….bom, contra o nosso cliente vip não precisamos dessa vantagem (ainda que possamos aproveitá-la caso o time do Laranjal avance às finais).

Tudo isso é bem interessante, nos dá mais esperanças de vencer jogos que prometem ser complicados, etc, etc, etc…Mas na realidade, nada disso importa. Como o Vasco não fez o seu trabalho de forma minimamente aceitável ao longo de quase todo o Brasileiro, não pode mais se dar ao luxo de avaliar qual adversário nos trará mais ou menos facilidades. Para escapar da degola, o Vasco precisa ganhar quem aparecer pela sua frente. Ainda falam que esse ano 45 pontos não garante a permanência, e com o reforço dos erros de arbitragem para os times catarinenses, todos ainda com riscos de cair, é bem capaz que a pontuação de corte não seja das mais baixas mesmo. Sendo assim, seja contra times titulares ou reservas, só nos interessa a vitória.

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Contra os times que já terão sua situação definida no campeonato, o mais provável é que somente o Joinville já esteja matematicamente resolvido na competição. Dificilmente os Gambás já terão o título assegurado na 35ª rodada, assim como o Coxa ainda precisará de pontos para se manter na Série A na última rodada.

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leandrãoHá cinco jogos sem balançar a rede adversária, Leandrão admitiu estar ansioso pela sua falta de gols. Na coletiva que deu após o treinamento de ontem, o centroavante reconheceu que, apesar da seca de gols, tem tido as oportunidades e que os companheiros têm ajudado. Segundo o atacante, o jejum não chega a atrapalhar e ele está tranquilo.

Leandrão também falou sobre os prós e contras da parada no Brasileirão: se por um lado é ruim, porque interrompe a boa sequência do time, por outro é bom, já que Jorginho terá mais tempo para treinar a equipe. Nesse momento, o camisa 9 comentou que praticamente não fez treinos táticos desde que chegou ao Vasco.

Tudo bem. Mas espero que a falta de treinos táticos não sirva como desculpa. Os gols que o Leandrão perdeu contra a mulambada e contra o Avaí não se justificam por falta de treinos táticos. Foram lances que um atacante profissional não pode perder de maneira nenhuma, um atacante do Vasco, então, ainda menos.

Se o período sem jogos ajudar o Leandrão a fazer as pazes com os gols, ótimo. Se ele continuar perdendo chances que podem decidir uma partida à nosso favor (como contra o Avaí), não vai ter treino que ajude a prolongar seu prazo de validade na equipe.

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Palmas (apesar de tudo) merecidas

Diante das circunstâncias, os aplausos ao fim do jogo da pequena torcida que se dispôs a ver o empate entre Vasco e São Paulo ontem foram merecidos. Mesmo que a classificação para a semifinal na Copa do Brasil ou mesmo uma vitória simples não tenham vindo, é de se bater palmas pelo esforço de um time composto por reservas e até mesmo reservas de reservas.

E olha que até poderíamos ter vencido. Os tricoletes aparentemente vieram de São Paulo com uma má vontade tremenda, com um time misto, sem a menor pinta de que queriam estar ali na Arena. E a equipe B/C do Vasco aproveitou e, dentro das suas possibilidades, tomou a iniciativa, que estava ali, largada, sem ter com quem ficar. Era nítida uma falta de entrosamento, mas o esforço dos nossos valorosos suplentes também era visível. Faltou técnica, mas disposição, não. E, aos trancos e barrancos, criamos chances, marcamos um gol e poderíamos ter marcado outros, se o material humano fosse um pouco melhor.

Nisso, podemos responsabilizar o Jorginho. Se o objetivo era poupar os titulares para a partida contra o Avaí no próximo domingo, aqueles que não terão condições de jogo poderiam ter jogado. Rafael Silva, por exemplo, poderia ter começado a partida, já que está suspenso. Outras escolhas do treinador também poderiam ter sido evitadas, como a insistência com o Herrera ou colocar o irmão do primo do Messi como “cabeça pensante” do time. Terminamos o primeiro tempo com a vantagem, mas com um time um cadinho mais qualificado, poderíamos ter ido pro intervalo com um placar ainda melhor.

Mas no segundo tempo o São Paulo voltou com mais titulares e com uma outra postura. E a partir daí, a diferença técnica entre as duas equipes fez a diferença. Os cervídeos não precisaram de mais que 15 minutos para empatar a partida, em um contra-ataque fulminante que contou com falhas individuais do Vasco do começo ao fim da jogada.

Com o 1 a 1, a missão que era muito complicada ficou praticamente impossível. O São Paulo só precisou correr um pouco mais para deixar claro que não seria na noite de ontem que o Vasco faria um milagre. Mas é preciso lembrar que esse ano já vimos nosso time titular ter apresentações muito piores contra adversários bem mais fracos que o São Paulo. Só por isso, o comovente esforço de um time evidentemente cheio de limitações justifica as palmas da pequena torcida presente. A classificação não veio, mas pelo menos tivemos um fim digno nessa Copa do Brasil.

As atuações….

Jordi – pode parecer implicância, mas o cruzamento feito pelo Pato no lance do gol de empate não me pareceu ser uma bola impossível de ser interceptada pelo goleiro. Tirando isso, Jordi até foi bem, tendo feito pelo menos uma defesa difícil.

Jean Patrick – se essa era uma chance de mostrar que pode ser útil para a equipe, o rapaz pode se acostumar com o banco. Foi a timidez em pessoa no apoio quando o Vasco estava melhor e quando o São Paulo passou a pressionar, sua lateral era o melhor caminho.

Jomar – fez um bom primeiro tempo, e no lance do gol são-paulino se viu na podre (ainda assim foi muito facilmente driblado pelo Pato).

Anderson Salles – seria menos irritante se parasse de tentar fazer ligações diretas: ele batia na bola como se fosse um Gérson, mas errou todos os lançamentos que tentou.

Christiano – sinceramente não sei porque ainda dão chances para o rapaz, que até deve ser boa pessoa, mas definitivamente não tem como atuar em um clube de futebol profissional (e não digo o Vasco, mas qualquer um). E olha que ontem ele até acertou UMA jogada de linha de fundo, o que para ele é ter um desempenho infinitamente superior à sua média. No lance do gol de empate, tudo o que fez foi dar condições para Centurion marcar, já que se limitou a olhar o Pato cruzar e dar um passo de formiga para tentar cortar a bola.

Guiñazu – se limitou à marcação e, com a equipe que tivemos ontem, nem poderia ser dos piores.

Serginho – como único titular a começar a partida, chamou pra si a responsa e tentou ajudar o time a ir pro ataque. Em alguns momentos fez boas jogadas, em outros armou contragolpes perigosos para o adversário.

Lucas – jogou mais avançado, apresentando um posicionamento interessante, ora caindo pela esquerda, ora aparecendo na frente da área para finalizar. Deu um belo passe para Riascos marcar o gol do Vasco, mas em compensação desperdiçou duas chances claras finalizando de forma bizarra.

Emanuel Biancucchi – muita gente sentia falta do irmão do primo do Messi no time, mas depois de ontem, deve voltar ao seu ostracismo habitual no elenco: escalado como único armador do time, tudo que fez foi dar passes para trás e para os lados. Pra piorar, foi o principal responsável pelo gol são-paulino, perdendo uma bola no meio de campo ao preferir o drible entre três marcadores a passar. Com esse lance, deve ter esgotado a paciência do Jorginho, que o substituiu em seguida pelo Romarinho, que tirando um chute de fora da área com relativo perigo, nada fez além de, mais uma vez, apenas melhorar a carga genética da equipe.

Herrera – outro que deve ser ótima pessoa, um cara que se esforça e tudo, mas que não tem mais condições de ser jogador profissional. Praticamente não apareceu e quando o fez, foi pra atrapalhar. Rafael Silva entrou em seu lugar e em poucos minutos provou que deveria ter começado a partida. Ajudou bastante na marcação e se tivesse entrado quando o São Paulo ainda estava em marcha lenta poderia ter feito a diferença.

Riascos – é um dos mais criticados do elenco, mas fez mais um golzinho. Seu maior problema é ter uma numeração na camisa maior que seu QI. Cansou e pediu para sair, sendo substituído por Renato Kayser, que no pouco tempo que teve em campo mostrou que também teria sido uma escolha melhor que o Herrera.

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Haja fé

Jorginho não confirmou o time titular para partida de volta contra o São Paulo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, que acontece logo mais na Arena Maracanã. Mas qualquer que seja a escalação, uma coisa ficará clara: o erro estratégico da comissão técnica no jogo de ida.

Todo vascaíno sabe que, nesse sofrido segundo semestre, a única prioridade possível para o Vasco é a permanência na Série A. Diretoria, Jorginho, jogadores e até os roupeiros sabem disso melhor que qualquer um. Ainda assim, nosso técnico escalou o time titular no jogo da ida. Como resultado, desgastamos um pouco mais o time principal e não evitamos uma derrota que praticamente inviabilizou a classificação na segunda partida.

Para fazer isso, teria sido melhor fazer o que fará hoje: levar os reservas e contar com a vontade de cada um deles em mostrar serviço ao treinador. Poderíamos ter perdido pelos mesmos 3 a 0 ou até por um placar maior, mas isso não mudaria em muita coisa a situação de hoje. E os titulares teriam se poupado da viagem e do cansaço do jogo.

Agora, reflitam: se nossos titulares tomaram uma cipoada dos cervídeos no jogo de ida (mesmo considerando o fato de termos jogado na casa do adversário), quais são as chances dos nossos reservas conseguirem reverter a vantagem tricolor? Antes de responderem a essa pergunta, lembrem-se que provavelmente teremos em campo hoje jogadores como Christianno, Seymour, Riascos e Herrera. Complicado, né não?

É muito triste fazer um post tão derrotista, mas convenhamos, essa é a realidade dos fatos. Uma classificação diante do São Paulo hoje entraria para a história do clube como uma das mais espetaculares viradas do Vasco, a meu ver, maior até que a da final da Mercosul. Naquele jogo não tivemos os 90 minutos que teremos hoje para inverter o placar. Por outro lado, também não temos Romário, Euller, Juninhos, Helton e companhia.

Pode não ser impossível, como nenhum resultado em futebol é. Mas como eu disse no post de ontem, é preciso ter uma fé tão inabalável que nem o mais xiita dos euriquistas conseguiria ter.

Copa do Brasil 2015

Vasco x São Paulo

Jordi, Bruno Ferreira, Rafael Vaz, Jomar e Christiano; Guiñazu, Lucas, Seymour (Thalles ou Renato Kayzer) e Emanuel Biancucchi; Riascos, Herrera.

Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Thiago Mendes, Carlinhos e Wesley; Ganso; Wilder e Alexandre Pato.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Juan Carlos Osorio.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 30/09/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA). Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O canal Fox Sports transmite para seus assinantes em todo país.

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Antes que alguém reclame que, já que vamos com o time reserva, o Jorginho poderia testar a molecada da base, vale lembrar que nosso time de juniores também está disputando a Copa do Brasil (sub-20) e decide uma vaga nas oitavas-de-final na competição com o Atlético-GO, em São Januário.

Com isso, mesmo que o Jorginho quisesse testar promessas como Bruno Cosendey e Mateus Vital ou dar mais uma chance para Matheus Índio e Lorran, não poderia. Evander e Andrey também não poderiam atuar hoje, já que estão servindo à seleção sub-17.

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Então é assim: Rafael Silva é acusado de ter chamado o árbitro de fanfarrão e ladrão. Vai a julgamento e pega um gancho de quatro jogos.

Emerson Sheik, reincidente em casos de ofensas à árbitros, diz em cadeia nacional “Esse juiz é uma merda!“. Vai a julgamento e pega um jogo de suspensão.

Eis o STJD atuando como sempre: para os amigos tudo. Para o Vasco, os rigores da lei.

O departamento jurídico do Vasco ainda pode entrar com recurso. Será uma boa oportunidade para mostrar a tão propalada competência que  os defensores da diretoria gostam tanto de falar. Se ela não apareceu na primeira instância, quem sabe apareça agora.

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Reincorporando o Rothbol

O primeiro tempo feito pelo Vasco na derrota por 3 a 0 para o São Paulo foi tão equivocado que o torcedor mais paranoico pode até imaginar que foi proposital. Para esses vascaínos, uma queda tão brusca de rendimento do time e do seu treinador só poderia ter sido intencional.

Comecemos pelas escolhas do Jorginho. Aparentemente, o técnico vascaíno fez um curso rápido de Rothbol antes da partida: encheu o meio de campo de volantes, tirou um atacante e armou a equipe claramente para segurar um 0 a 0. A formação, nunca executada com os jogadores que foram a campo ontem, foi um fracasso total. Mesmo com cinco malucos na meiuca, o São Paulo chegava ao ataque como queria, sem dar a menor atenção à “marcação” (e bota aspas nisso) feita pelo Vasco.

Não se pode colocar a culpa exclusivamente no Jorginho pelos espaços que o time cedeu ao São Paulo. Mas só mesmo um homem de muita fé para armar o time com três volantes, dois meias não muito velozes e Herrara sozinho na frente e esperar que, milagrosamente, as coisas dessem certo.

Não deram. O São Paulo fez o que quis no primeiro tempo, nossas chances no contragolpe foram mínimas e o jogo foi decidido ainda na etapa inicial, com dois gols do Pato: o primeiro, quando teve toda liberdade para chutar de fora da área e o segundo, com uma sobra de bola após uma bateção de cabeça generalizada da defesa.

Jorginho tentou mudar a cara do time no intervalo e até conseguiu fazer o time jogar melhor, mesmo considerando que, com a vantagem, os cervídeos não precisassem buscar o gol como fizeram no primeiro tempo. Se não chegamos a melhorar defensivamente, com as entradas de Julio dos Santos (no lugar do Rafael Vaz), Thalles (Bruno Gallo) e Riascos (Herrera) pelo menos passamos a atacar minimamente, em alguns momentos, até mais que os donos da casa.

Mas aí, já era tarde. A vantagem do adversário era grande demais, nossa incapacidade em ameaça-lo também era grande e o cansaço do time ainda maior. Mesmo com o São Paulo desacelerando e com a saída do Pato, ainda vimos a vantagem dos donos da casa aumentar. O lance do terceiro gol, em que o veterano Júlio César é bagunçado enquanto tentava dar um combate em câmera lenta foi o retrato do Vasco ontem.

Se formos olhar pelo lado positivo, agora não temos mais porque nos preocuparmos com a Copa do Brasil. Reverter a vantagem tricolor em São Januário é impossível? Não, mas as chances são tão remotas que nem precisam ser consideradas. E com isso, podemos voltar todas as atenções para a recuperação no Brasileiro, uma missão ainda muito difícil, mas factível de ser cumprida. Isso, claro, se o Jorginho não resolver incorporar o Celso Roth também no Brasileirão.

As atuações…

Martin Silva – evitou que sofrêssemos uma derrota por um placar vergonhoso.

Madson – um zero à esquerda na marcação, um incapaz no apoio.

Rodrigo – como foi quem mais roubou bolas e quem mais finalizou pelo Vasco (DUAS vezes), deve ter sido o melhor do time. O que não significa muito.

Luan – foi um observador passivo no lance do gol do Luís Fabiano.

Julio Cesar – humilhado no lance do terceiro gol.

Rafael Vaz – não foi de muita ajuda ao tentar conter os avanços do meio de campo são-paulino. Saiu no intervalo para a entrada do Julio dos Santos, que diante das circunstâncias, foi até bem. Pelo menos ajudou o time a ser um pouco mais ofensivo (apesar da lentidão de sempre).

Serginho – outro constantemente envolvido pelo toque de bola tricolete.

Bruno Gallo – sua pior partida desde a volta ao time. Errou tudo o que tentou. Thalles entrou em seu lugar e mesmo sem conseguir ser muito efetivo, foi o atacante mais perigoso do time.

Andrezinho – não conseguiu ajudar a fechar os espaços pelo meio e nem acertou os passes decisivos que tentou.

Nenê – esperei ver o que tantos torcedores enxergam para defende-lo. Sigo ignorando a razão dele ter um fã clube tão fiel.

Herrera – com alguém jogando ao seu lado já é complicado. Sozinho e só recebendo bolas esticadas, ficaria impossível. Perdeu uma grande chance com uma sobra de bola na pequena área. Riascos ao menos trouxe maior movimentação ao ataque (mas não podemos ignorar que ele entrou quando o time resolveu pelo menos tentar chegar ao gol adversário, o que praticamente não fez com Herrera em campo).

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