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Obrigado e boa sorte

JorginhoEncaremos os fatos: Jorginho já está fora do Vasco.

O zum-zum-zum na imprensa dizia que ele já teria feito o acordo verbal com o Cruzeiro, mas que ainda não tinha conversado com o Dotô a respeito. Depois de ter conversado, Jorginho seguiu não negando nada e o Eurico veio com o papinho de que “é preciso respeitar a decisão do profissional”.

Na coletiva após o treino de ontem, Jorginho foi tão incisivo ao falar que seu foco são os dois jogos contra o Botafogo que é impossível não ver o sentido por trás das suas palavras. O foco, ou sendo mais claro, seu compromisso com o clube, irá apenas até depois das finais.

Não há muito mais o que falar sobre o assunto, ainda mais depois das ótimas colunas do Garone e do Bruno Guedes a respeito. Mas sem querer apelar para emoção como fez o primeiro, nem utilizar argumentos racionais para deixar claro que esse não seria o melhor momento para o técnico sair do clube como fez o segundo, acho válido apresentar um outro ponto de vista.

E, na minha modesta opinião, se o Jorginho quer sair, que saia.

Não se trata de fazer pouco do profissional, que até fez um bom trabalho. Mas achá-lo indispensável é exagero. Até o momento, seus maiores méritos foram ter QUASE conseguido evitar um rebaixamento (e por mais que alguns não se lembrem, parte desse QUASE também foi responsabilidade do treinador) e chegar às finais do Estadual. Ou seja, o mesmo que fez Adilson Batista entre 2013 e 2014, e sejamos francos, com um elenco pior em mãos.

Não que para o Vasco a saída seja boa. Discordando um pouco da coluna do Guedes, pode até ser que Jorginho tenha mais a perder, mas também teremos problemas sérios. Por exemplo, se havia algum planejamento para o Brasileiro, que começa em duas semanas, podemos jogar tudo fora. Será preciso encontrar um treinador bom e que tenha a humildade de manter o que há de positivo no time. E mesmo que encontremos, qualquer mudança no comando da equipe irá fatalmente trazer reflexos negativos justo no começo da competição.

Claro também que é muito fácil para mim sair cornetando o Jorginho, ignorando completamente a montanha de dinheiro que o Cruzeiro jogou no seu colo. Igualmente não há como negar que se conseguir emplacar um bom trabalho no time mineiro fará um bem danado para sua carreira. Mas se Jorginho não enxerga que o oposto também pode ocorrer e que uma demissão precoce na Raposa pode fazer com que ele retroceda profissionalmente para um patamar abaixo do que estava antes do Vasco, o que se há de fazer? Ficar com um treinador insatisfeito no comando também não é a maior das maravilhas.

Se fosse eu a decidir, não teria dúvidas em manter o Jorginho como treinador do Vasco. Mas mesmo com todos os percalços que sua aparentemente certa saída trará ao clube, não será o fim do mundo. Há uma falta de técnicos bons e que não peçam exorbitâncias para trabalhar? Há. Mas esse fato não torna o Jorginho nem melhor, nem pior técnico do que é. E há o que, para mim como vascaíno, é imperdoável: cogitar abandonar a equipe às vésperas do Brasileiro, sabendo que isso vai prejudicar o clube que inegavelmente deu uma levantada na sua carreira. Grana é importante e comandar um time da elite é uma grande vitrine, mas uma saída dessa forma só pode ser adjetivada como ingratidão.

É por isso que reafirmo minha opinião. Se o Jorginho acha que o melhor é aceitar a proposta cruzeirense, só nos resta agradecer os serviços prestados ao Vasco e desejar-lhe boa sorte.

***

Claro que, apesar de todas as evidências tanto vindas do Jorginho como do Eurico, não podemos descartar a avidez da imprensa em colocar profissionais de um clube em outro ao menor sinal de uma proposta feita. Ano passado, levando-se em consideração o que um monte de jornalistas disseram, Doriva não chegaria a ser demitido do Vasco porque teria ido de mala e cuia para o Grêmio. À época, Doriva também tinha sido reticente ao ser questionado sobre a transferência, também evitou negar que não estivesse indo para Porto Alegre e, no final das contas acabou ficando em São Januário.

Mas vale lembrar também que depois da conversa com o Eurico, o Dotô não falou momento algum em “respeitar a decisão do profissional” como fez agora.

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E os reforços?

grafiteA janela de transferência internacional para o Brasil acaba hoje. Ou seja, quem quiser contratar jogadores vindos do exterior precisa fazê-lo até 23h59 dessa quarta, caso contrário, é contar com reforços que estejam jogando no país.

O Brasileiro está nas bicas e o Vasco tem algumas deficiências evidentes no elenco (sendo otimista, um reserva para o Nenê e um centroavante). Mas no atual momento que o clube vive, nem especulações têm aparecido. Nem falo de um reforço vindo das Zoropa, o que seria demais. Mas um boatozinho sobre alguém vindo da Coréia, Arábia Saudita, Paraguai talvez, já poderia nos deixar um pouco alegres.

Porém, o único boato que surgiu foi o possível interesse no veteraníssimo Grafite, do alto dos seus 37 anos. E mesmo essa história foi desmentida por um dirigente do Santa Cruz, atual clube do jogador. Há não muito tempo, a torcida reclamava do monte de notícias que plantavam jogadores no Vasco. Éramos felizes e não sabíamos.

O clube não tem grana, isso, todos sabemos. Mas a falta de recursos não torna nosso elenco mais variado ou completo. O que não pode acontecer é um repeteco de 2015: a campanha no Estadual fez com que a diretoria considerasse o time bom o bastante para disputar a Série A. Deu no que deu. Ainda podemos dizer que esse ano será diferente porque o elenco atual é melhor que o do Carioca passado e disputaremos a Série B. Tudo isso é verdade, mas isso não quer dizer que é impossível passarmos apertos na competição. A segundona exige muito de qualquer time e se não tivermos um elenco com mais opções, podemos nos complicar.

Na ponta do lápis, a verdade é uma só: mesmo que viesse, o Grafite não resolveria todas as deficiências do elenco. E quem tem a obrigação de resolver esse problema é a diretoria. Precisamos de reforços para o segundo semestre (não apenas por causa do Brasileiro, mas também pela Copa do Brasil) e o Dotô terá que se virar para conseguir isso. Se faltou capacidade para fazer um contrato melhor com a Caixa, que se arrume outros patrocinadores. O que não podemos é correr riscos justo quando nem na elite estamos.

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Responsabilidade e culpa

Na entrevista coletiva que concedeu após o terceiro rebaixamento do Vasco da Gama ter se confirmado, Eurico Miranda declarou o seguinte:

“Quero deixar aqui absolutamente registrado que atribuo a responsabilidade a minha pessoa, porque a demonstração que os jogadores e a comissão técnica me deram me deixou absolutamente satisfeito. Não quero que eles tenham nenhuma parcela de responsabilidade e culpa de algo que não queria levar comigo, mas vou ter que levar o fato de ter acontecido esse rebaixamento.”

Para muitos, não é preciso nada além disso para mostrar que o presidente tem atitude e caráter, diferente do que muitos esperavam. Mas logo após ter assumido a responsabilidade, o presidente iniciou a sequência de justificativas para esse fim de ano desastroso.

Eurico começou citando a “terra arrasada” que encontrou no clube, que nada mais é que uma espécie de “herança maldita 2.0”. Depois, foi a vez de reclamar que o Vasco não tem a facilidade que outro clubes têm (“Tem uma lei que diz que você para disputar uma competição tem que ter salários e impostos em dia. Aí você vê, alguns podem cuidar de outra coisa, deixar de pagar, não tem consequência. Nós tivemos essa obrigatoriedade”). Em seguida, lembrou da série de erros de arbitragem que, de fato, foram cruciais para nossa queda. E não poderia deixar de faltar as citações aos ex-jogadores, hoje desafetos, que cobram dívidas que o clube têm com eles.

Resumindo, o presidente do Vasco primeiro assumiu a responsabilidade para depois enumerar uma série de culpados, com o claro objetivo de, ao menos, dividir o peso do rebaixamento com outros (ou, como ele próprio disse, “responsabilidade é diferente de culpa”). Nada diferente do que fez seu antecessor. Que, por coincidência, sucedeu o próprio Dotô.

Dinamite surgiu porque Eurico fez uma gestão péssima. Como o Dinamite conseguiu ser ainda pior, ressuscitou o Eurico. E esse, ao assumir, parece bem disposto a tomar o título do ex-craque de pior dirigente da história do clube. E nessa corrente de “a culpa foi de quem veio antes”, quem se estrepa é o Vasco, que há quinze anos vive nesse círculo vicioso.

Acho incrível como pessoas que passam anos criticando, apontando erros e mostrando como uma diretoria é incompetente, ao assumir, se mostram surpresas com as “heranças” e o “arrasamento” no clube. Será que não acreditavam nas próprias críticas e denúncias e esperavam facilidades ao chegar ao poder?

A terra arrasada não serve como desculpa, assim como a herança maldita não servia. Se não tinham capacidade para resolver as questões do clube, que não se candidatassem. Ou que se preparassem esperando o pior. Que era o que os próprios viviam dizendo que aconteceria quando eram oposição.

Digam o que disserem, esses últimos 15 anos só nos fazem chegar a uma conclusão: entre responsáveis e culpados, não há qualquer diferença.

***

Mas é preciso dizer que se alguns dos argumentos empregados pelo presidente vascaíno não servem para lhe inocentar pelo rebaixamento, são ao menos muito pertinentes e mereceriam alguma discussão.

Até quando a CBF permitirá que os erros de arbitragem definam o destino dos clubes no Brasileiro? E quando a imprensa dará a devida importância para a enorme quantidade de coincidências que favorecem uns tanto e prejudicam outros na mesma monta?

Outro ponto importante é: será que todos os times da Série A estão dentro das normas da lei de responsabilidade fiscal para os clubes? Todos estão com salários e impostos em dia? E se algum não está, será punido com o rebaixamento?

***

Destacando mais um único ponto da entrevista: para o Eurico, a contratação do Celso Roth não só não foi um erro, como o presidente ainda o considera um “técnico de primeira linha“.

Daí vê-se o nível de exigência para o cargo….

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O último ato (?)

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Chegou o dia do derradeiro capitulo desse dramático Campeonato Brasileiro de 2015. Os personagens que decidirão se o Vasco terá um final feliz ou se verá sua saga se tornar uma tragédia estarão atuando hoje, às 17 horas.   A trama, todos conhecem: é a típica história com mais vilões que heróis.

O Vasco é o típico protagonista que sofre ao longo da trama rezando para que sua redenção chegue no fim. O problema é que demoramos tanto para lutar por essa redenção que agora não dependemos apenas das nossas forças. Só resta o time fazer a sua parte, que é vencer e secar os adversários. Jorginho não definiu o substituto para o suspenso Andrezinho, mas Gallo ou Júlio dos Santos, os prováveis titulares hoje, não deverão mudar drasticamente a maneira do time jogar. Com o primeiro, teremos um time de maior pegada na marcação, mas uma dependência maior do Nenê; com o paraguaio, teremos um a menos no combate e um jogo mais cadenciado (pra não falar lento), mas teríamos alguém que, eventualmente, acerta bons passes no meio. Mesmo não sendo fã do Rúlio, eu iria com ele, mas creio que Jorginho escolherá o Gallo. Mas, entre quem entrar, se impor em campo é uma necessidade absoluta. Caso contrário, repetiremos o fim dos filmes “Queda 1” e “Queda 2”, quando também tínhamos a obrigação de vencer e não fizemos a nossa parte.

O Coritiba, dono do palco onde encenaremos as cenas finais do Brasileirão, foi nosso antagonista durante toda a reta final da competição, mas chega para o confronto numa situação confortável. Um empate garante sua permanência na Série A, mas mesmo com uma derrota dificilmente terá problemas. Na atual conjuntura, isso é até bom, já que é melhor ter um adversário que não esteja desesperado pela vitória.

A arbitragem, que mesmo coadjuvante teve uma participação relevantíssima como vilã ao longo da história, não deve trazer problemas hoje. Pelo menos não na nossa partida. Resta saber como os juízes se comportarão nas outras partidas que decidirão o final do campeonato.

Fora do Couto Pereira, a atuação de outros personagens será decisiva para o final do Vasco: dois clubes de Santa Catarina (cuja federação é presidida por um dos vilões do campeonato) também jogam suas vidas hoje: o Avaí, tem uma missão complicadíssima, já que precisa vencer o campeão Corinthians em sua Arena para se manter na Elite. Já o Figueirense joga em casa contra o Fluminense, um personagem que, além de não ter mais nada para fazer na competição, tem motivos pessoais para querer ver um final triste para o Vasco. Estar com o destino do cruzmaltino em seus pés deve ser a maior satisfação para os tricoletes nesse segundo turno (já que o time do Laranjal fez a pior campanha do returno). Mas o pior para o Vasco não é apenas depender da seriedade do Fluzim; é saber que, mesmo sem entregas ou falta de interesse, as possibilidades do tricoflor perder por sua própria incapacidade são enormes.

Mesmo com isso tudo, não dá para colocar sobre o Florminense a pecha de “vilão”. Nosso rival não pediu para ter essa responsabilidade e se hoje dependemos deles para ficar na elite, a culpa é única e exclusivamente nossa. E, aconteça o que acontecer ao final dos últimos 90 minutos disputados nesse domingo, todos sabemos quem foi o responsável por montar uma equipe fraca para uma competição como o Brasileiro, quem contratou e manteve por tempo demais um treinador incompetente e quem demorou um turno inteiro para perceber que o Vasco precisava de reforços até os trazer no desespero.

Esse “quem” senhores, é para quem todos devemos olhar na hora de procurarmos o principal vilão no drama Vascaíno.

Campeonato Brasileiro 2015

Coritiba x Vasco

Wilson; Leandro Silva, Juninho, Walisson Maia e Carlinhos; Cáceres (Ícaro), Alan Santos, Juan e Negueba; Kleber Gladiador e Henrique Almeida.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Serginho, Diguinho, Bruno Gallo (Julio dos Santos) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Pachequinho.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Couto Pereira. Data: 06/12/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Anderson Daronco (RS). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Guilherme Dias Camilo (MG).

As redes Bandeirantes (SC, PR, RJ, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, MG e DF) e Globo (RJ, ES, SC, PR, MG, Goiânia-GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, Petrolina – PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem o jogo. O Canal Premiere transmite ao vivo para os seus assinantes e no sistema Pay-Per-View.

***

Vocês devem estar se perguntando: “por que a interrogação no título do post?“. Explico…

Como o “vilão” da história não teve competência para fazer com que o Vasco tivesse uma campanha digna da sua história, um possível rebaixamento precisa de um plano B para ser evitado. Se não em campo – onde deveria ser, houvesse um trabalho decente – fora dele.

Nesse momento, uma equipe de cupinchas do vilão deve estar debruçada sobre escalações, relatórios do BID, súmulas e o que mais for possível a procura de escalações irregulares dos nossos adversários. Se as coisas derem errado na bola, certamente um capítulo extra da trama se dará nos tribunais.

Como falei ontem, caso algum time tenha cometido irregularidades, ele tem que ser punido. E apontar irregularidades não é, essencialmente, algo errado ou questionável. Mas uma coisa é inegável: se o planejamento para o Brasileiro não tivesse sido péssimo, não precisaríamos nos utilizar desse expediente.

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A pauta do dia

Não é porque o Brasileirão chega à sua última partida que uma rodada sem jogos no meio da semana traria muita coisa pra se comentar. Falar sobre treinos, indefinição sobre quem jogará no lugar do Andrezinho e o monte de especulações sobre a possível queda, entregadas de rivais e a previsível suspeita de busca por irregularidades que tirem pontos dos nossos concorrentes, sinceramente, não me empolgam minimamente para falar qualquer coisa.

Mas surgiram dois assuntos que valem alguns comentários: a boataria sobre virada de mesa e – infelizmente, já que esse é um blog sobre o VASCO e não sobre outros clubes – o Fluzim.

O primeiro já vem sendo discutido há alguns dias pelo Twitter (aliás, para esses dias sem muita novidade por aqui, recomendo aos que tem uma conta seguirem o @jc_crvg), curiosamente mais por torcedores tricoletes passando recibo que pela própria torcida do Vasco. Tudo começou por conta de um comentário do jornalista Rodrigo Bueno (Fox Sports) que disse ter informações de que estariam procurando possíveis irregularidades em escalação de jogadores nos times catarinenses.

Como em tudo que se trate de assuntos extracampo que envolvam o Vasco, já começaram a falar que isso seria um prenúncio de virada de mesa. Não concordo com esse tipo de opinião e expliquei o meu ponto de vista pelo Twitter:

Esse tweet fez aparecer um monte de tricoletes passadores de recibo na minha timeline, me chamando de hipócrita e dizendo que, quando aconteceu com os flores, minha opinião foi diferente. Vejam como carapuças cabem com perfeição em algumas cabeças: não citei o time do laranjal, mas quando qualquer referência a tapetão surge, surge junto um monte de tricoletes irritadiças. Tive então que explicar a diferença entre uma coisa e outra (como se fosse necessário):

Ficou bem claro, né? E tudo isso começou porque um jornalista disse “ter informações” de que “estariam” procurando irregularidades em escalações. E como se trata do Vasco, isso  já vira imediatamente a certeza de uma virada de mesa protagonizado pelo maior vilão do futebol brasileiro.

Vejam vocês como é a falta de assunto: algo que não é errado (ou o correto é um time que comete irregularidades não ser punido?) e que  sequer foi confirmado por qualquer fonte do clube vira notícia.

***

Como eu tinha dito, o outro assunto a se comentar é o Fluzim. Pra começo de conversa, não creio que o pessoal do laranjal entregue o jogo contra o Figueira. Agora, o que eu tenho CERTEZA é que eles não vão se esforçar muito para vencer, ou mesmo para empatar. Além do resultado não fazer essa diferença toda para eles (uma vaguinha na Sul-Americana? Um caraminguá a mais na premiação do Brasileiro?), os caras estão de férias e, é inegável, uma queda do Vasco seria muito agradável para os sujeitos.

O que me faz ainda acreditar num resultado que nos interesse nessa partida é a incompetência do Figueira. Mas aí os tricoletes começaram a facilitar as coisas pro time catarinense: depois de Fred e Jean, agora é Diego Cavalieri que não jogará.

O Fluzim já faz a pior campanha do returno. Colocando um time misto em campo, sem alguns dos seus melhores jogadores, não vai haver a menor necessidade de entrega.

***

Mas isso, claro, não é reclamação. Os tricoletes estão de férias e fazem o que bem entender. Quem merece críticas é o Vasco, que se colocou por conta própria na dependência de outros times para escapar do rebaixamento. Essa é a triste realidade.

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Por aparelhos

Foi mais complicado do que se poderia esperar, mas ainda assim o Vasco fez a sua parte e venceu o Santos por 1 a 0, ontem na Colina. Infelizmente os resultados que precisávamos na rodada não aconteceram e, apesar de nos mantermos vivos até a última rodada, nossa permanência na elite do futebol brasileiro respira por aparelhos.

Não que não soubéssemos há muito tempo que escapar do terceiro rebaixamento seria um drama. A reação no campeonato, que veio bem mais atrasada do que deveria, não teve a força necessária para compensar 22 rodadas com um desempenho indigno para nossas tradições. E 2015 entrou em seus derradeiros capítulos, como não poderia deixar de ser de forma dramática: uma chuvarada desabou sobre o Rio, atrapalhando a chegada da torcida, inundando São Januário e provocando o atraso da partida em mais de uma hora.

O campo pesado seria mais um problema para o Vasco, que tem um time recheado de veteranos e que jogaria contra um Santos formado basicamente por moleques. O começo da partida foi preocupante. Mesmo que o desempenho longe da Vila Belmiro seja ridículo, foi o Peixe que ameaçou primeiro: Rodrigo vacilou e o atacante Nilson, cria da Colina, só não marcou de cabeça por conta de uma milagrosa intervenção de Martín Silva.

O susto logo no início fez o Vasco acordar. Mas, como de costume, o domínio vascaíno não se convertia em muitas chances de gol. Tirando uma oportunidade com Jorge Henrique (que chutou pra fora na cara do gol) e outra com Riascos (que errou uma finalização por cobertura), nos limitamos a rondar a área santista e tentar chutes de média e longa distância sem levar muito perigo ao gol santista.

Foi preciso que Nenê aparecesse dentro da área para que o alívio chegasse. No finalzinho do primeiro tempo, o camisa 10 perdeu grande chance após receber a bola em um lateral cobrado rapidamente por Jorge Henrique. Na sequência da jogada, após cobrança de escanteio, o mesmo Nenê sofreu pênalti e o cobrou, abrindo o placar pouco antes da ida para o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco parecia interessado em fazer um repeteco do jogo contra o Joinville: o time começou a mostrar o inevitável cansaço e permitiu que o Santos tomasse mais a iniciativa. Jorginho mais uma vez demorou a fazer substituições, mesmo que alguns jogadores estivessem claramente se arrastando em campo.

Por sorte, o desentrosamento do time reserva santista não permitiu que eles aproveitassem o melhor momento na partida. Nosso treinador finalmente resolveu mexer no time e a entrada do Rafael Silva ajudou a levar o Vasco novamente ao ataque. Ainda assim – e mesmo com as entradas de Bruno Gallo e Guiñazu – passamos por momentos de tensão com o time evidentemente morto nos minutos finais. Mas a luta e a superação do time foram o bastante para segurar o placar até o fim.

Conseguimos a vitória que nos manteve com esperanças até a última rodada, e a felicidade só não foi maior por conta da derrota do Palmeiras para o Coxa. Em uma outra situação, encarar o Coritiba já sem riscos de queda poderia até ser melhor, mas as rodadas anteriores não nos ajudaram e precisaremos, não apenas vencer a partida no Couto Pereira, como também contar com o as ajudas de Corinthians e Fluminense no domingo que vem. Não depender apenas das nossas próprias forças para escapar é o preço que pagamos pela pífia campanha que fizemos por 22 rodadas. O que torna tudo muito mais injusto, já que o Vasco que só nos fez passar vergonha nesse Brasileirão não é ESSE Vasco de ontem. O de antes, certamente já estaria rebaixado há algum tempo; o Vasco que venceu ontem e que chega vivo à última rodada não merece, de forma alguma, o rebaixamento.

As atuações…

Martín Silva – na minha opinião, foi ainda mais importante que o Nenê no jogo de ontem. Não tivesse operado um milagre antes dos cinco minutos do primeiro tempo, o Santos teria aberto o placar e o jogo ficaria infinitamente mais complicado. E ao longo do jogo ainda fez mais umas duas ou três defesas difíceis.

Madson – teve espaço para apoiar e aproveitou os mesmos. Mas, como sempre, não conseguiu concluir as jogadas. Defensivamente vem sendo regular e ontem não foi diferente.

Rafael Vaz – na defesa fez o simples e não chegou a se complicar. Quando foi à frente foi o contrário: mostrou estilo numa tentativa de bicicleta, mas isolou a bola.

Rodrigo – jogou deslocado para a posição do Luan e demorou um pouco para se acertar. Estava marcando – ou deveria estar – o atacante Nilson quando esse obrigou San Martín a defender uma cabeçada com endereço certo.

Julio Cesar – atento na defesa, só subiu ao ataque na boa, sem arriscar muito no apoio.

Diguinho –  foi bem na saída de bola e mostrou grande empenho no combate. Saiu de campo exaurido, dando lugar ao semiesquecido Guiñazu, que no pouco que esteve em campo só mostrou o novo corte de cabelo.

Serginho – novamente com mais liberdade para avançar, se atabalhoou em todas as subidas ao ataque.

Andrezinho – fez uma boa partida, iniciando a maioria das jogadas ofensivas. Tomou o terceiro amarelo e já está de férias. Bruno Gallo entrou em seu lugar e apenas ajudou o time a garantir o resultado.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta até o fim do primeiro tempo, quando desperdiçou uma chance claríssima em um lance e sofreu o pênalti na jogada seguinte. Cobrou e converteu com a categoria de sempre. Se entregou tanto em campo que mal conseguia andar ao final do jogo.

Jorge Henrique – tirando a disposição apresentada em todo o jogo, pouco fez. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo.

Riascos – a correria de sempre, dando trabalho para a defesa adversária. Mas, como já se sabe, suas limitações intelectuais o impedem de escolher a jogada certa a fazer. Quando mostrou um lampejo de inteligência quase fez um belo gol por cobertura, mas pegou mal na bola. Também cansou e deu lugar ao Rafael Silva, que trazendo novo gás ao time, ajudou o Vasco a voltar ao ataque no segundo tempo.

***

Mais de 10 mil vascaínos encararam a chuva, ruas alagadas, trânsito caótico e falta de transporte para apoiar o time no estádio. Foram à Colina, esperaram o adiamento de mais de uma hora para o início da partida e fizeram uma festa inesquecível e provaram a sua importância nesse momento gravíssimo da competição.

A entrada do time para se aquecer no campo, passando no meio dos torcedores, foi uma das cenas mais incríveis protagonizadas pelos vascaínos em muito tempo. Uma demonstração de força e amor ao clube e uma prova de que, não importam as burrices dos nossos dirigentes ou as dificuldades que a equipe atravesse, a torcida sempre estará junto ao Vasco.

Se lembrarmos que a maioria absoluta dos ingressos foi vendida antecipadamente, podemos deduzir que os poucos mais de 10 mil vascaínos poderiam estar em número muito maior, fosse a diretoria razoável e entendesse que nesse momento, o apoio do torcedor é muito mais importante que fazer caixa dobrando o preço do ingresso.

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Também publiquei uma coluna no site do Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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Vencer e secar

secadorO jogo do Vasco, hoje, é contra o Santos. Nosso adversário, finalista da Copa do Brasil e ainda com chances de terminar o Brasileiro no G4 merece todo o respeito e concentração total para ser batido. Mas, graças a uma penca de motivos que estamos cansados de debater por aqui, será impossível, ao menos para torcida, manter a cabeça apenas em São Januário.

Ainda que a equipe santista deva ser levada a sério, a obrigação de uma vitória nos força a ignorar as qualidades do nosso adversário. Fosse o Peixe uma mistura de Barcelona com Bayern, teríamos que vencê-los do mesmo jeito. Mas sabemos também que esse não é o caso: o Santos vem à Colina com a cabeça na final da Copa do Brasil, entrará com um time reserva e, mesmo com seu time titular, tem um dos piores desempenhos fora de casa do Brasileirão (conquistou menos de 20% dos pontos em 17 partidas longe da Vila Belmiro).

Por tudo isso, podemos deduzir que mais complicado que vencermos o Santos na Colina será contar com uma vitória ou empate do Palmeiras, numa infeliz coincidência também na final da Copa do Brasil, contra o Coritiba. Caso o Coxa vença os reservas do Verdão no Allianz Parque, nossa situação para a última rodada ficará extremamente complicada: se isso acontecer, precisaremos não apenas vencer o próprio Coritiba no Couto Pereira para permanecer na elite ano que vem, mas ainda dependeremos que o Fluzim não perca para o Figueira em Santa Catarina (isso, claro, já contando como impossível uma vitória do Avaí sobre os gambás no Itaquerão).

Essa “Palmeirasdependência” é o preço que pagamos pela total incompetência mostrada pelo Vasco em mais da metade do campeonato. E como lamentar o que passou não resolve nada, nos resta fazer o obrigatório na Colina – ou seja, com nossos titulares vencer o desinteressado Santos – e secar o Coxa para que ele não consiga fazer o mesmo diante de um adversário ainda menos interessado no Brasileirão que o Santos.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Santos

Martín Silva, Madson, Rafael Vaz, Rodrigo, Julio César; Diguinho, Serginho, Andrezinho, Nenê; Jorge Henrique (Rafael Silva) e Riascos.

Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Leonardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho e Rafael Longuine (Léo Cittadini); Marquinhos, Nilson e Geuvânio.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Dorival Jr..

Estádio: São Januário. Data: 29/11/2015. Horário: 17h. Arbitragem: Leandro Pedro Vuaden (RS). Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rio (SE) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).

As Redes Bandeirantes [RS, SC, PR, RJ, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP, DF, PE e cidade de Santos e região] e Globo [RJ, ES, MG (menos Belo Horizonte, Coronel Fabriciano e Montes Claros), Regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste (menos Caruaru-PE)] transmitem a partida ao vivo. O canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

 

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