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Titulares e reservas

O Vasco fez um jogo-treino contra o Barra Mansa ontem, em Pinheiral e venceu a partida por 2 a 1, com gols de Rafael Vaz e Thalles. O resultado e mesmo o nível de atuação dos jogadores, nesse momento, é indiferente. O adversário era inclassificável (como qualquer participante da segundona carioca seria) e jogamos com um time de reservas no primeiro tempo e com vários suplentes desses mesmos reservas no segundo. Ou seja, tirando a possibilidade de dar um cadinho mais de ritmo para os jogadores e a oportunidade do Jorginho observá-los em um treino com um nível de exigência um pouco maior, a serventia de uma partida como essa é nula.

Ainda assim – e lembrando que poucos viram a partida – podemos falar algo a respeito. O Barra Mansa pode estar longe de ser um oponente que imponha respeito, mas nosso time também não é essa maravilha toda e temos que lembrar que foram os reservas que jogaram. E, enquanto tivemos apenas os reservas em campo, sem os reservas dos reservas, marcamos dois gols e não sofremos nenhum. Não é uma maravilha, mas dá pra dar um desconto. E vale lembrar: pelo que vimos no vídeo com os gols da partida, o Barra Mansa marcou o seu aparentemente após uma falha do Aislan, o que explica muita coisa.

Outro comentário que podemos fazer é sobre as escalações, tanto do time considerado reserva como a do titular, que venceu hoje o Bangu, também por 2 a 1 – gols de Riascos e Nenê – em um outro jogo treino, numa programação que até faz sentido: os reservas jogaram contra um time da Série B do Estadual e os titulares terão pela frente um adversário da Primeira Divisão, teoricamente mais forte que o Barra Mansa. As escalações de Yago Pikachu, Marcelo Mattos, Bruno Gallo e Thalles no jogo de ontem e a escalação do time de hoje confirmam que Madson, Julio dos Santos, Mateus Vital e um ataque sem um centroavante são as preferências do Jorginho.

Por ter vindo como “grande” reforço nesse começo de temporada, o não aproveitamento do Pikachu na lateral talvez cause maior estranhamento. Mas isso pode significar que Jorginho tenha outros planos para o jogador, como por exemplo, aproveitá-lo no meio de campo. Foi o que o treinador fez na partida contra o Bangu e, aparentemente, com um bom desempenho por parte do Yago.

A resenha do jogo contra o Bangu publicada no site oficial do clube fala que em diversos momentos a partida foi parelha, o que poderia ser preocupante dado o nível do adversário. Mas como no treino contra o Barra Mansa, esperar um desempenho espetacular ainda na pré-temporada é pedir demais, mesmo dos titulares. Nas atuais circunstâncias, ganhar já está de bom tamanho.

Essas duas partidas marcaram o fim da pré-temporada desse ano e Jorginho disse estar satisfeito com o tempo de treinamentos que teve em Pinheiral. Se o treinador conseguiu definir a equipe titular para o Estadual, que para nós começa no próximo domingo, já terá valido a pena. Em um ano no qual disputaremos a Série B mais uma vez, Jorginho deve saber exatamente a importância que a diretoria dará à competição, ainda mais existindo a possibilidade de um bicampeonato (o que não acontece desde 1993). Ir bem no Carioca será fundamental para que o técnico tenha tranquilidade para trabalhar. E também para manter seu cargo no Vasco.

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Contando com os pés do banco

banco-de-jardim-em-madeira-e-pe-de-ferro-tamandua-13887-MLB213680791_146-OClássico passado e derrota assimilada, o lance é pensar na recuperação dentro do campeonato. Embolada como está a tabela, nossa preocupação maior deve ser com a liderança, atualmente com o Botafogo. E como ainda jogamos com o canil, podemos recuperar os três pontos perdidos no domingo.

Mas também seria prudente tentar ampliar nosso saldo de gols. Aliás, se pensarmos que só caímos para a quarta colocação porque nosso ataque não tem funcionado como deveria, construir alguns placares elásticos nas rodadas restantes é mais que prudência, é uma necessidade.

Teremos uma ótima oportunidade para isso na próxima quinta, quando encaramos o Boavista. Mesmo jogando em casa, o time de Saquarema amarga a penúltima colocação na tabela e tem a terceira pior defesa da competição. É um adversário na medida para marcarmos muitos gols e melhorarmos nosso saldo.

É ou seria? A necessidade de gols pode acabar esbarrando nos desfalques que teremos para o confronto: oito são os jogadores sem condição de jogo para a próxima rodada, entre contundidos e suspensos. Dos titulares, não teremos Martín Silva (convocado para seleção do Uruguai), Luan (que estava com a seleção sub-20, mas foi vetado por contusão), Christiano, Guiñazu, Serginho e Gilberto, todos suspensos. Dagoberto, que se machucou no campo de water pólo da Arena Maracanã, também está fora. Completa a lista de desfalques Bernardo, que cumpre suspensão pela expulsão contra a mulambada. Com tanta gente fora, nem podemos chamar de misto o time que Doriva escalará nessa quinta. Será um time reserva mesmo.

E daí vem a preocupação: se com os titulares já não temos conseguido criar muitas oportunidades de gol, como uma equipe de reservas vai resolver esse problema? A derrota dos suplentes vascaínos por 1 a 0 para o Minnesota United no jogo treino de ontem serve para nos deixar ainda mais preocupados.

Foto: www.vasco.com.br

Índio disputa bola no jogo-treino contra o Minnesota United (EUA). Foto: http://www.vasco.com.br

Vale dizer que nenhum dos titulares atuou na partida – e em Bacaxá teremos pelo menos Rodrigo, Madson, Julio dos Santos e Jhon Cley – e que só sofremos o gol do time ianque quando estávamos com os reservas dos reservas em campo. Ou seja, mesmo que o treino não tenha sido dos mais animadores, há justificativas para o resultado.

O time que enfrentará o Boavista deve ser formado por Jordi, Madson, Rodrigo, Anderson Salles, Lorran, Victor Bolt, Lucas, Julio dos Santos, Jhon Cley, Rafael Silva e Thalles. Essa escalação pode mudar em uma ou outra posição (Henrique e Índio, por exemplo, poderiam ter chances), mas não será nada muito diferente disso. Contra o segundo pior ataque da competição, talvez não tenhamos muitas complicações. Mas será que ofensivamente teremos a eficiência que precisamos para golear (ou mesmo para ter uma vitória tranquila)?

Espero que sim. Se os reservas encararem a partida como uma chance de mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares, as coisas podem ficar mais fáceis. E é bom que eles entrem em campo pensando dessa forma. Até porque, quinta-feira só poderemos contar com nosso banco.

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Desperdício

dinheiro-desperdício-e1326733547532E discretamente o Vasco conseguiu sua primeira vitória no ano, em um jogo treino contra o São Cristóvão.  A equipe que encarou o São Cri-Cri, que disputará a segundona do Estadual esse ano, era composta por reservas. E, pelo que disse a imprensa, nosso vizinho de bairro deu mais trabalho do que se poderia esperar.

Lembrando que o primeiro teste dos reservas vascaínos acabou em derrota para o Voltaço, o questionamento sobre os reforços contratados vindo de parte da torcida – parte, claro, porque há quem não vá achar que nada anda mal no Vasco pelos próximos três anos – parece se justificar. Quando vemos que o time que até surpreendeu no torneio em Manaus é formado, em sua grande maioria, por quem já estava no clube e que os poucos novos jogadores que atuaram não agradaram muito, isso preocupa. Mas quando vemos que mesmo quando o time reserva é escalado apenas três dos novos jogadores começam um jogo-treino, a preocupação vira uma dúvida: pra que contrataram tantos jogadores?

Julio dos Santos, um dos poucos reforços a atuar contra o São Cristóvão (Foto: www.vasco.com.br).

Julio dos Santos, um dos poucos reforços a atuar contra o São Cristóvão (Foto: http://www.vasco.com.br).

A verdade é que, pelo menos até agora, quase nenhum dos reforços justificou o investimento em suas contratações. E mesmo os que ainda mostraram alguma coisa estariam, no mínimo, disputando uma vaga com quem estava no time ano passado. Era preciso dispensar uma penca de jogadores do indulgente time de 2014? Claro. Mas trazer jogadores de nível ainda mais baixo é apenas desperdício do dinheiro do clube.

Ah, mas o clube não tem dinheiro para trazer reforços de peso”. Todos sabem e concordam com isso, mas trazer quem não vai acrescentar qualidade ao time adianta de que? Melhor seria dispensar quem devesse ser dispensado e colocar a molecada da base. Economizaríamos grana, aceleraríamos a maturação da nossa base e certamente teríamos mais qualidade no time.

Os defensores do dotô pregam que as contratações foram boas, que os jogadores são apostas de baixo custo que podem dar certo. Mas para dar certo, elas precisam ao menos jogar, e quando fizeram isso, não mostraram nada que nos despertasse a esperança de que vão fazer a diferença. A própria comissão técnica, que tem sido bastante modesta na escalação dos reforços, já dá uma indicação disso. E acabará confirmando essa situação quando tiver que deixar de fora seis nomes do elenco na hora da inscrição para o Estadual (temos 34 jogadores e a competição só permite que 28 sejam inscritos).

Contratamos 14 jogadores (até agora). Quantos desses vocês acham que não participarão do Estadual? Sejam quantos forem os que estiverem nessa situação, eles foram contratados, valorizaram seus passes, receberão salários do clube e não atuarão com a camisa do Vasco pelo menos até o começo da Copa do Brasil.

Sendo assim, para que os trouxeram agora?

Update: matéria do Globoesporte.com atualiza números e informa que o Vasco conta com 38 jogadores no elenco. Sendo assim, serão dez os que ficarão de fora do Carioca. Mas a mesma matéria também aponta a solução da diretoria: “O Vasco ainda tenta contratar um novo atacante para concorrer com Thalles para a disputa da vaga de titular. Os jogadores que não forem aproveitados devem ser emprestados ou até mesmo negociados para outros clubes.”

É uma solução para que o clube não pague salários para quem não vai trabalhar. E mesmo que essa dezena de jogadores não seja aproveitada no Vasco, não haverá o que reclamar: ao fazer parte do elenco vascaíno, ainda que apenas na pré-temporada e mesmo que não tenha jogado nem uma partida inteira, alguns jogadores já serão negociados com certa valorização. Que sorte para eles, não é mesmo?

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Publiquei uma coluna nova no Vasco Expresso. Para quem quiser dar uma conferida, basta clicar aqui.

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Longe de bom, mas melhor do que se esperava

A participação vascaína no Torneio Super Series se encerrou ontem com a derrota por 2 a 1 para o São Paulo. Com o resultado, completamos três partidas em 2015, sem vitória e, levando em consideração que o gol sobre os cervídeos paulistas foi contra, sem marcar um golzinho sequer. Olhando dessa forma, é definitivamente um começo de ano muito ruim. Mas será que é justo avaliar a questão apenas olhando os resultados?

Não, não é.

As coisas estão ruins, mas também há pontos positivos que, se não chegam a ser motivo de festa, servem para manter alguma esperança de melhora no futuro. Ignorando o jogo-treino contra o Volta Redonda, que poucas pessoas puderam conferir, o torneio em Manaus não pode ser considerado um fracasso absoluto. Para aqueles mais pessimistas, pelo menos para os que conseguem dar o braço a torcer, a atuação do Vasco pode ser considerada acima do esperado. Poucos esperavam que, com o tempo de preparação e o elenco que temos, conseguíssemos fazer frente aos mulambos e aos bambis.

E, apesar das derrotas, o fato é que fizemos. Jogamos mal as duas partidas, temos problemas defensivos graves (principalmente na cobertura das laterais), não mostramos criatividade o bastante para criar jogadas e nossos homens de frente foram inofensivos na maior parte do tempo. Mas não podemos ignorar o fato que as duas derrotas só aconteceram por conta de erros grotescos e inaceitáveis, o primeiro, contra o Framengo, do Sandro Silva e o de ontem da arbitragem, que cometeu uma lambança digna de um Péricles Bassols. Se não fossem esses dois presentes aos nossos adversários, poderíamos ter terminado o torneio de forma invicta.

A questão é tentar ser realista, evitando um desespero exagerado – o time não é o pior do mundo e é besteira falar em rebaixamento se nem o Carioca começou – ou encarar esse começo de ano com olhos de Pollyana, porque ficar feliz com o que vimos é loucura. Temos uma penca de problemas para resolver e ver que o time correu é muito pouco pra tranqüilizar a torcida. Mas com um pouco de boa vontade, podemos ver ao menos potencial, se não para disputar títulos, para não passar vergonha ao logo de 2015. Diante do cenário em que está o Vasco, a atual diretoria poderá levantar as mãos para o céu com isso.

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Sobre o jogo propriamente dito, a diferença técnica entre os elencos vascaíno e sãopaulino é tão gritante que era difícil esperar um resultado diferente da vitória. E no final das contas, jogamos em igualdade de condições grande parte do tempo e não merecíamos a derrota. Se lembrarmos que o São Paulo, além de melhores jogadores, manteve sua base e estava bem mais descansado, ver que perdemos a partida unicamente por conta de uma lambança dupla do juiz e do bandeira podemos dizer que nosso desempenho foi uma grata surpresa.

Mas não concordo com os que disseram que fizemos um grande primeiro tempo, por exemplo. Mostramos uma boa movimentação em alguns momentos, mas defensivamente o time ainda está uma draga. Nossos laterais, principalmente a direita, não têm a cobertura necessária, o que ficou evidente do primeiro gol tricolete, em que tínhamos três jogadores no lance e conseguimos perder a bola. E ofensivamente, só conseguimos criar na base do contra-ataque. Quando o adversário posta sua defesa à frente do nosso time, não temos qualquer efetividade. E esse foi o roteiro do segundo tempo: nos seguramos até o juizinho aprontar das suas e quando sofremos o gol não conseguimos ameaçar o São Paulo.

Isso tudo pode mudar com Doriva tendo um tempo maior de trabalho, principalmente o sistema defensivo, que necessita muito treino para se ajustar. Mas o que preocupa é o material humano que nosso treinador dispõe. As ausências de Guiña e Thalles fizeram falta, mas apenas os dois não mudarão o time da água para o vinho. Dos novos contratados, se nenhum foi extremamente comprometedor, igualmente não conseguiram mostrar o que justificasse suas contratações. Para conseguirmos evoluir o bastante para realmente ter chance de títulos, precisaremos de mais reforços. E pelo que vimos até agora, a nova diretoria não parece disposta – ou capaz – de planejar a vinda de jogadores que venham para resolver os problemas da equipe.

2015 deve ser um ano bastante complicado. Talvez menos do que os mais negativos esperam, mas ainda assim complicado.

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O mais triste do torneio foi o seguinte: o Vasco foi contratado como sparring de luxo e cumpriu seu papel direitinho. Aceitou a tabela da competição, que nos fez jogar dois jogos com um espaço de dois dias entre eles, tendo um clássico (ou melhor, um “campeonato à parte“) na primeira partida.  Algum time necessariamente teria que cumprir essa tabela, mas argumentos não faltam para justificar que os outros dois participantes a cumprissem. O Vasco era o time mais modificado com relação ao ano passado, tinha feito um jogo-treino na antevéspera da estréia do torneio e até por uma questão de público faria mais sentido tê-lo na última rodada. A única justificativa para colocar o Vasco jogando as duas primeira partidas era a certeza de que mulambos e bambis decidiriam o torneio. E mesmo que apenas os vascaínos esperassem um resultado diferente, uma diretoria que passou toda a campanha que a elegeu falando na “volta do respeito” deveria ter se esforçado mais para que o Vasco não se prestasse apenas como aquecimento para quem realente brigaria pela taça e estivesse presente na última partida da competição.

Talvez o respeito não tenha conseguido passagens para Manaus….

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Teste de verdade

testVejam vocês o interesse que o Super Series despertou: eu nem tinha me ligado que a partida contra o São Paulo é hoje. Pra mim, o encontro com os cervídeos paulistas seria no sábado.

De qualquer forma, para qualquer torcedor que tenha um interesse maior PELO VASCO que pelas rivalidades locais deve considerar o jogo dessa sexta mais interessante que o de quarta. Primeiro, porque o São Paulo é um teste de verdade para essa nova equipe vascaína, um teste no qual vamos enfrentar um adversário com um bom elenco e que não teremos o fator “campeonato à parte” influenciando no desempenho.

Digo isso porque contra a mulambada, o time do Vasco pode não ter jogado bem, mas mostrou muita disposição. Agora precisamos ver se a correria da última partida será o padrão desse time ou se o esforço extra só vai aparecer quando a pressão da torcida – e do presidente obsessivo – for maior. Clássicos são o tipo de jogo ideal para os grupos menos qualificados mostrarem poder superação, o que acaba sempre tornando os resultados mais imprevisíveis, independente da diferença técnica entre os times. Mas temos que lembrar que no Brasileirão teremos apenas quatro jogos contra times do Rio e uma penca de pedreiras contra os outros grandes do país, nas quais a motivação pela rivalidade não conta tanto.

O problema é saber até que ponto o teste de hoje terá serventia. Para que a partida contra os tricoletes do outro lado da Dutra tenha uma utilidade prática, nosso treinador precisaria colocar em campo o time mais próximo possível do ideal, mas tudo indica que Doriva repetirá a escalação do jogo contra os mulambos. Isso preocupa, não apenas pela presença do Sandro Silva, mas porque a formação com Rafael Silva como referência solitária na área já se mostrou ineficiente. E, não só isso, também porque muito dificilmente essa formação será a utilizada no Carioca, quando contaremos com o Thalles.

De qualquer forma, colocar a trupe vascaína pra correr já vale, nem que seja para dar mais ritmo ao time. O ideal seria já treinar a equipe que atuará no Carioca, mas se isso é impossível, que se dê chance aos desconhecido/questionados do elenco para mostrar seu valor. Assim, ainda que o teste contra o São Paulo não valha para o conjunto, valera individualmente.

Torneio Super Series 2015

Vasco x São Paulo

Martín Silva; Jean Patrick, Luan, Rodrigo e Christiano; Lucas e Sandro Silva; Bernardo, Marcinho e Montoya; Rafael Silva.

Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Edson Silva e Carlinhos; Denilson, Souza, Michel Bastos e Ganso; Alan Kardec e Luis Fabiano.

Técnico: Doriva.

Técnico: Milton Cruz (auxiliar-técnico).

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 23/01/2015. Horário: 22h. Árbitragem: Não divulgada.

O SporTV transmite ao vivo para seus assinantes em todo país.

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Rubens Lopes cogita não utilizar a Arena Maracanã no Estadual. E disso, podemos falar duas coisas:

Se o Carioca é uma tristeza quando há jogos no maior estádio do Rio, imaginem sem ele.

Sem a Arena, não tem a “retomada” do nosso lado. E assim, lá se foi pelo ralo um dos grandes feitos da atual gestão até agora.

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Pressão desnecessária

cookerImagine que você acabou de se formar, não tem muita experiência e ingressa numa equipe de trabalho nova, recém-formada. O ponto positivo na situação é que a empresa que o contratou é uma das maiores do mercado; a desvantagem é que a empresa atravessa o pior momento da sua história, sem ter dinheiro para trazer profissionais competentes e com seus clientes, mesmo não se esquecendo da fidelidade à companhia, nunca estiveram tão impacientes e insatisfeitos.

Um cenário como esse já teria pressão que baste. A sequência de resultados ruins obtidos pela empresa torna um desempenho melhor da equipe uma obrigação; também por conta disso, as reclamações dos clientes, que querem um bom atendimento, independente de quem esteja trabalhando na empresa, atingem os novos funcionários em cheio.

E a gestão da empresa, que acabou de assumir prometendo trazer os bons tempos de volta, faz o que? Tentar tranquilizar seus colaboradores, amenizando o ambiente conturbado? Não! Aumenta ainda mais a pressão do momento exigindo publicamente – e fazendo com que os clientes também pressionem os funcionários novatos – que uma tarefa que, apesar de complicada, não vale de muita coisa, seja cumprida com perfeição.

Aposto que bastaria o primeiro parágrafo para todos sacarem a analogia. O tal Super Series, que não deveria passar de um torneio para trazer alguma grana para o clube e contribuir para a preparação para o time, se tornou a primeira “final” do Vasco sob a nova gestão. Isso por conta da fixação que o presidente Eurico tem pela mulambada.

Como falei numa coluna no Vasco Expresso, dos três clubes que estão no Torneio, temos o que teve uma reformulação mais profunda e o que contratou reforços mais modestos. Tínhamos tudo para entrar na competição sendo o participante com a menor responsabilidade e por isso, podendo jogar com a menor pressão sobre os ombros. Mas com a ideia-fixa do “Dotô” pelo “campeonato à parte” contra o Framengo, nosso adversário de hoje, o time já entra com a obrigação de vencer.

Um jogo contra a urubulândia já é, como qualquer clássico, o bastante para fazer com que os times se empenhem mais. A garfada absurda cometida na final do Carioca passado também já é um motivo para que o Vasco faça de tudo para vencer a partida de hoje. Não serão as bravatas do presidente que farão o time jogar melhor; pelo contrário, só faz com que a pressão pelo resultado – que já é grande o bastante por parte da torcida – seja dobrada, já que internamente ela também será enorme.

Em início de preparação, as equipes se nivelam e a vontade em campo será um elemento vital para a vitória. Que esse novo time do Vasco saiba transformar a pressão desnecessária em motivação e consiga jogar bem. Até porque, tenha mantido a base ou trazido reforços com mais nome no mercado, a mulambada está longe de ser um time imbatível.

Torneio Super Series 2015

Vasco x Flamengo

Martín Silva; Jean Patrick, Luan, Rodrigo e Christiano; Guiñazu (Lucas) e Sandro Silva; Bernardo, Marcinho e Montoya; Rafael Silva.

Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Samir e Anderson Pico; Cáceres, Canteros e Eduardo da Silva; Gabriel, Marcelo Cirino e Everton.

Técnico: Doriva.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 21/01/2015. Horário: 22h.  Árbitro: Edmar Campos da Encarnação (AM). Assistentes: Anne Kessy Gomes de Sá (AM) e Marcos Santos Vieira (AM)

O SporTV transmite ao vivo para seus assinantes em todo país. 

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Não vale nada

Foto: Wagner Meier/LANCE!Press

Foto: Wagner Meier/LANCE!Press

O jogo-treino realizado entre Vasco e Volta Redonda pode ser visto de duas maneiras e, em minha opinião, o ponto de vista da imprensa não é o mais correto. Não foi bem O VASCO que perdeu a partida, mas sim UM VASCO. Porque, na prática, foram duas as partidas feitas.

Se a atividade foi dividida em duas etapas, sendo a primeira com os titulares e a segunda com os reservas, não dá pra falar simplesmente que o Voltaço venceu o jogo. Nosso adversário bateu os reservas do Vasco, um time que provavelmente nunca jogará junto oficialmente. E é aquilo: se o time titular já nos desperta bastante desconfiança, imaginem o nível dos nossos reservas. Além do mais, a partida ou seu resultado tem toda essa importância. Não dá pra exigir muito do grupo, que foi bastante reformulado e ainda não teve o tempo necessário para desenvolver o entrosamento necessário.

Por outro lado, mesmo que o jogo não valesse muita coisa, ver nossos titulares não passando de um empate e nossos reservas perderem para um dos pequenos do Carioca não serve para deixar ninguém mais esperançoso com o time. Até porque o Voltaço também está em início de preparação e isso não deveria servir como desculpa. E pelo que vimos em alguns lances do jogo, o poderoso time da Cidade do Aço criou as melhores chances e poderia inclusive ter ganho por um placar maior (até pênalti perdeu).

A diretoria adotou o discurso da austeridade, principalmente para justificar as contratações feitas para o futebol. Até aí ok, mas junto com esse discurso sempre veio junto a garantia de que seria montado um time de qualidade, apesar do pouco investimento. Podemos – ainda – não ter motivos para não acreditar nisso, já que ainda estamos na pré-temporada. Mas depois de um jogo-treino como o de ontem, temos ainda menos motivos para confiar que a combinação “bom-bonito-barato” vá nos trazer alegrias.

É preciso de tempo para que o trabalho iniciado e o grupo formado se ajuste e renda tudo o que pode. E vamos torcer que esse tipo de resultado contra o Volta Redonda aconteça apenas em jogos que não valem nada. Caso contrário, a torcida terá razão em dizer que o que não vale nada é outra coisa.

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Tem coluna nova no Vasco Expresso também, onde falo dos riscos que a aposta no acirramento da rivalidade com a mulambada pode trazer ao grupo nesse começo de ano…

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