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Depressão de fim de ano

728x485Meus leitores têm todo o direito de estarem chateados e até de me acusar de abandono de lar. Mesmo sendo aquela época do ano em que ninguém liga muito pra internet – e menos ainda para o futebol, já que os clubes estão de férias – a falta de novidades por aqui é notória e indesculpável.

Bom, seria indesculpável. Mas todos já devem ter percebido a pasmaceira no clube, a falta de novidades que nos empolguem. Como se alguma novidade pudesse nos empolgar depois do que passamos esse ano. Complicado, né?

Teve a confirmação do Yago Pikachu. Mas, sejamos realistas: o rapaz mostrou POTENCIAL, o que nos deixa – ou pelo menos ME DEIXA – a uma distância considerável da empolgação. Ainda mais se lembrarmos da “maldição da lateral direita”. Nos últimos anos contratamos outros dois jogadores que se destacaram na mesmo posição em times menores e, assim que sentiram o peso da armadura cruzmaltina, foram decepcionantes. E olha que o Julinho e o Jonas ainda tinham a vantagem de terem se destacado na Série A, coisa que o Pikachu não fez. Sendo assim, como disse no último post, só a diretoria tem motivos para soltar fogos pela contratação, já que ganhou a queda de braço com um rival (coisa que, todos sabemos, ela preza mais que tudo nessa vida). De resto, me reservo ao direito de esperar as atuações do Yago em campo antes de me empolgar.

***

Querem ver uma situação que prova o momento triste pelo qual passa o Vasco atualmente? A situação do Serginho.

Analisem friamente e escolham qual é a opção mais deprimente:

  1. o fato do volante-volante ser para o Jorginho uma das prioridades para a renovação;
  2. o fato de que, dentro do elenco que temos, o Serginho ser realmente um dos mais aproveitáveis;
  3. o fato de, mesmo assim, não conseguirmos segurá-lo e perdermos o jogador para o Sport.

Diante dessas alternativas, como ter motivação para escrever sobre o Vasco por esses dias?

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Pra dizer que nem todas as notícias são ruins: o Serginho partiu para o Sport, mas foi junto com o Christianno. Aleluia!

Mas também é deprimente ver que o pior lateral que já pisou o gramado de São Januário jogará a Série A e o Vasco não.

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E enquanto novos reforços não chegam e alguns jogadores se vão, a boataria continua. Não há nada que indique, concretamente, que perderemos Luan e Nenê, titulares absolutos do time.

Mas é aquilo: quando Luan diz “Tenho contrato até 2017 e vou me apresentar ao clube em janeiro até que alguém me ligue e fale alguma coisa”  e Nenê fala “Tenho contrato e não tem nem o que ficar falando. Claro que, no futebol, a gente nunca sabe” (entre outras coisas), os dois deixam claro que a permanência de ambos, mesmo que haja grandes chances de se confirmar, não é uma certeza.

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Desabafo

Ontem, por volta de 20:30, coloquei uma roupa e fui encontrar alguns amigos que não via há um bom tempo em um boteco. Foi divertido, colocamos a conversa em dia, bebemos um monte de cervejas e cheguei em casa feliz, às 4 da madrugada. Durante todo esse tempo, unicamente porque esse grupo de amigos não dá a mínima para o futebol, passei um tempo agradável. Mas antes de dormir – mesmo sonado e um tanto quanto bebum – pensei: consegui me desligar completamente do Vasco por algumas horas e gostei. E isso, caros leitores é péssimo.

Como vascaíno, nunca imaginei que precisaria pensar que “isso não é tão importante assim”. Entre tantas preocupações que todos devemos ter na vida (emprego, relacionamentos, contas pra pagar, saúde, filhos, etc), ficar esquentando a cabeça com futebol é algo irracional. Mas eu sou – ou era – apaixonado por essa irracionalidade, pela preocupação com, como dizem, “a mais importante das coisas desimportantes”. Mas a derrota para o Figueirense  por 1 a 0, da forma como foi, me obrigou a reavaliar minha visão sobre o futebol.

Seria apenas mais uma derrota, a 14ª em 21 jogos. Uma derrota que reforça essa como a pior campanha do clube na história (e a terceira pior campanha entre TODOS os clubes na fórmula de pontos corridos). Mais uma derrota em casa, mais uma vez contra um adversário que, como nós, também luta contra o rebaixamento. Uma derrota que decretou mais um rebaixamento, o terceiro do clube que tanto amamos pela terceira vez em sete anos.

Decretou sim, por mais que os esperançosos – e eu era um deles – esperassem ou esperem ainda por um milagre. Por mais que os defensores do que se faz dentro do clube ainda julguem que o “Dotô resolverá tudo”. E, mesmo que ganhássemos a partida, e até poderíamos ter ganho, ainda estaríamos condenados. Ou alguém realmente acredita que, jogando como o time joga, conseguiríamos outras dez ou nove vitórias, contra adversários mais fortes? Quem consegue analisar o futebol friamente – e nesse momento não consigo fazer de outra forma – sabe que, de fato, não há qualquer equipe nesse Brasileirão que MEREÇA mais o rebaixamento que a do Vasco.

Na quarta-feira que vem haverá um post sobre o jogo, fora de casa, contra o Inter. Provavelmente terá um tom otimista (ou no mínimo conformado) porque toda frustração passa e acho que a paixão falará mais alto, mais uma vez. Mas por agora, é inevitável o sentimento de que, apesar de ainda ser uma parte muito importante na minha vida, o futebol e o Vasco não têm a importância necessária para acabar com esse restinho de final de semana.

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Sobre o jogo, não preciso falar. Releiam a resenha sobre Vasco 0 x 1 Coritiba e vocês terão um resumo bastante fiel do que aconteceu ontem.

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As atuações…

Martín Silva – nada podia fazer no gol e praticamente não trabalhou durante a partida.

Jean Patrick – matou a curiosidade de quem não entendia as razões para Madson ser titular absoluto. Errou tanto que acabou sendo sacado por um atacante. Thalles entrou em seu lugar e sua atuação só ficou marcada por perder um gol feito.

Anderson Salles – a depender da sua velocidade, poderíamos ter perdido por um placar maior. Luan – voltando de contusão, foi um pouco melhor que seu companheiro de zaga. Mas errou um monte de passes na saída de bola.

Christianno – teve uma ótima chance com uma cabeçada, obviamente desperdiçada. De resto, foi o Christianno de sempre.

Guiñazu – não lhe falta disposição e espírito de luta. Mas os passes errados e o peso da idade já o prejudicam demasiadamente. Talvez seja o caso de agradecê-lo pelos serviços prestados e oferecer-lhe a aposentadoria antes de se concretizar matematicamente seu segundo rebaixamento pelo clube.

Serginho – manteve a regularidade dos últimos jogos, sendo um dos poucos a poder ficar livre de críticas mais contundentes. Mas ontem errou mais passes que de costume.

Julio dos Santos – desperdiçou duas grandes chances e não conseguiu ajudar em nada a criação do time. Saiu no fim do jogo, mas se fosse no intervalo seria altamente justificável. Romarinho fez sua estreia no Brasileiro entrando em seu lugar e sua única contribuição foi melhorar o time geneticamente.

Nenê –  é o mais lúcido do time, mas ainda é pouco. Se tivesse alguém para ajudá-lo na criação teria mais facilidades.

Rafael Silva – se esforça muito, mas não consegue provar que pode ser uma opção como titular.

Riascos – outro a jogar improvisado na posição “jogador profissional de futebol”. Deu lugar ao Andrezinho que teve uma atuação pra lá de discreta, mas tem em sua defesa o fato de estar voltando de contusão.

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Complicado ficar falando em prêmios numa hora dessas, mas como o Blog da Fuzarca está participando do Top Blog 2015 não custa nada pedir o voto dos leitores. Cada leitor pode votar mais de uma vez, então não se acanhem em clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página todos os dias (mais de uma vez, se for possível)….

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Voltamos à programação normal

Muitos torcedores estão colocando a derrota do Vasco para o Goiás por 3 a 0 na conta da realmente constrangedora atuação do juiz Luiz Flávio de Oliveira. Mas temo dizer que é querer se enganar achar que as coisas seriam diferentes se a arbitragem não tomasse as decisões que tomou durante o jogo. O que vimos ontem foi a repetição de um roteiro mais que conhecido da torcida, cujo final nada feliz é uma infeliz rotina nesse Brasileirão.

Aos que podem contestar minha opinião, vale lembrar o que realmente aconteceu no jogo: sofremos um gol com quatro minutos de bola rolando, numa jogada que poderia ser facilmente evitada; o segundo gol, oriundo de um pênalti cometido de forma desnecessária após um jogador famoso por suas pixotadas perder uma disputa de bola e puxar a camisa do adversário, não pode ser creditado a um erro de arbitragem se a penalidade realmente aconteceu (se poucos juízes – e ainda menos auxiliares – marcariam o lance, é outra história). Quando tivemos um jogador expulso de forma completamente equivocada, o erro capital do Sr. Oliveira, já estávamos perdendo na bola por 2 a 0 e no psicológico de goleada.

Numa situação como essa, dizer que poderíamos reagir se o Jorge Henrique não tivesse levado injustamente um vermelho aos 19 minutos da primeira etapa não é ver a realidade da partida. Mesmo com ele em campo, estávamos mais longe de diminuir a diferença que o Goiás estava de marcar o terceiro. Com 11 em campo, fizemos apenas duas finalizações, as duas em cabeçadas feitas por zagueiros, sem qualquer perigo para o gol goiano. É óbvio que as coisas seriam menos complicadas sem a expulsão, mas achar que isso mudaria o cenário do jogo é ignorar o óbvio: o Goiás foi muito mais eficiente e competente que o Vasco.

Nossa situação ficou mais ainda complicada na competição, mas analisando friamente, essa derrota não é motivo para quem acreditava que temos forças para escapar do rebaixamento antes do início da partida deixe de confiar. Imaginar que passaríamos o returno inteiro sem nenhuma derrota é um delírio, e continuamos precisando das mesmas 10 vitórias que precisávamos antes. Quem escolheu acreditar já se agarrava às chances matemáticas desde o fim do primeiro turno.

Resta ao Jorginho fazer com que o elenco esqueça essa volta à programação normal de goleadas sofridas no Brasileirão e motivar o time para a decisão da vaga na Copa do Brasil contra a mulambada. No Brasileiro as coisas vão de mal a pior e uma eliminação na outra disputa, depois de termos vencido a primeira partida, servirá apenas para piorar o clima para a equipe e para torcida. E isso definitivamente não pode acontecer.

As atuações

Martin Silva – sem culpa nos gols, ainda evitou que saíssemos do Serra Dourada com uma goleada maior.

Madson – depois da boa apresentação contra a mulambada, voltou a ser uma nulidade no apoio.

Rodrigo – o dono do time, no alto dos seus quase 35 anos, ainda não aprendeu que reclamar com o juiz pode render um amarelo. Levou o primeiro ao discutir com o árbitro e acabou expulso quando levou o segundo ao cometer um pênalti.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, ao invés de se antecipar na jogada, deixou que um Zé Love sem ritmo e com uma barriga de cerveja acertasse uma bicicleta numa bola que vinha praticamente num balãozinho.

Christianno – o pênalti que cometeu é uma clara demonstração da sua incapacidade como jogador profissional.

Guiñazú – foi várias vezes envolvido pelo bom toque de bola do adversário. Acabou dando lugar ao Jhon Cley quando Jorginho tentou colocar o time pra frente. E o garoto não conseguiu ser nada efetivo nessa tarefa.

Serginho – foi o melhor do time ao lado do Martín Silva. E isso já mostra o nível da apresentação do Vasco no Serra Dourada.

Julio dos Santos – taticamente não foi dos piores, já que mesmo em um dia ruim para o Madson, a lateral direita nem foi tão utilizada pelo adversário. Por outro lado, ajudando na criação foi nulo. Lucas entrou em seu lugar no fim da partida e nem encostou na bola.

Nenê – se o time mantivesse seu esquema por mais de 20 minutos, poderia ter sido mais efetivo. Com 10 em campo, acabou não conseguindo criar nada.

Jorge Henrique – estava nervoso por conta do placar e certamente poderia ter evitado a caminhada em direção do sujeito que o agrediu com uma voadora. Mas nada disso justifica sua expulsão.

Riascos – se com gente ao seu lado já fica complicado pro lado dele, isolado na frente as coisas se tornam impossíveis. Brigou com os zagueiros, com a bola e até com o gramado, mas não conseguiu fazer nada além disso. Herrera o substituiu e continuamos com um atacante isolado, mas esse nem brigar brigou.

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Por mais glórias

placaNesse aniversário de 117 anos de fundação, desejo ao nosso amado Vasco da Gama outros 117 anos com…

…mais Barbosas e menos Diogos Silva;

…mais Wincks e menos Julinhos;

…mais Bellinis e menos irmãos Luiz;

…mais Mauros Galvão e menos Cris;

…mais Felipes e menos Christiannos;

…mais Luizinhos e menos Robertos Lopes;

…mais Juninhos e menos Abubakares;

…mais Edmundos e menos Landús;

…mais Romários e menos Valdires Papel;

…mais Flávios Costa e menos Dários Lourenço;

…mais Dinamites artilheiros e menos Dinamites presidentes;

…mais Calçadas e menos “Dotôres”;

…mais torcedores e menos organizadas que só pensam em brigas;

…mais sócios e menos mensaleiros;

…mais patrocinadores e menos dívidas;

…mais títulos e menos vices;

…mais respostas históricas e menos bravatas;

…mais glórias e NÃO MAIS rebaixamentos.

E, principalmente, que nosso amado clube volte a confirmar sua sina de ser Gigante o mais rápido possível.

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Revolução ou milagre

Vamos por partes:

1) Em mais de uma ocasião, Celso Roth justificou os maus resultados e as ainda piores atuações do seu time com o argumento de que nunca teve tempo para treinar. Ontem, depois de 10 dias apenas para treinamentos, o Vasco apresentou os mesmos problemas de sempre: fomos uma equipe que nem consegue criar, nem marcar eficientemente.

2) Parte da torcida – uma parcela cada vez menor, diga-se – insiste na teoria que o problema é apenas do Roth, já que o elenco vascaíno é melhor que o de um monte de equipes que estão à nossa frente na tabela. Mas ontem, diante daquela que é certamente uma das mais fracas do Brasileirão, vimos nossos jogadores falharem em diversos fundamentos, o que definitivamente não dá pra colocar na conta do treinador. Erros de passe, cruzamentos, domínio de bola, finalização e combate direto na marcação não são resolvidos com esquemas de jogo. Tanto que fizemos um jogo parelho com o modestíssimo Joinville, que, convenhamos, tendo PC Gusmão no comando, não se pode dizer que tenha um treinador muito melhor que o nosso.

3) Um dos motivos para mandarmos o jogo na Arena Maracanã foi o de que a torcida não apóia o Vasco como deveria em São Januário. Que ela não comparece como deveria e que os poucos que vão à Colina estão sempre prontos para vaiar o time logo no começo dos jogos. Nesse domingo mais de 40 mil vascaínos compareceram ao estádio (pagando um ingresso caro, enfrentando as filas e a desorganização do consórcio que administra a Arena) e apoiaram o time mesmo quando não conseguimos apresentar um futebol minimamente aceitável.

Resumindo, nenhuma das desculpas serve para justificar o terrível resultado que o Vasco teve ontem. O empate sem gols contra o Joiville apenas serviu para mostrar o tamanho dos nossos problemas e das nossas limitações. Precisando desesperadamente de pontos e tendo tudo a nosso favor, não conseguimos marcar um gol sequer contra a equipe que segurou a lanterna da competição quase o campeonato inteiro e que é uma das que está fatalmente destinada ao rebaixamento ao final do Brasileiro.

Poderíamos dizer que o pior de tudo é que o resultado foi justo. O Joinville veio para conseguir um empate, mas bem poderia ter saído com a vitória (Martín Silva fez pelo menos duas grades defesas). Mas não. Pior que a justiça do resultado foi constatar de forma cristalina que, se mesmo nas melhores condições possíveis não temos capacidade de vencer quem luta contra o rebaixamento, só mesmo uma revolução ou milagre poderão evitar a tragédia.

A revolução está nas mãos do treinador (seja o Roth ou outro qualquer que aceite esse desafio), dos jogadores ou da diretoria. O milagre, fica por conta da fé da torcida. Nesse momento é impossível dizer qual dos dois é mais viável de acontecer.

As atuações…

Martín Silva – depois da desastrosa atuação contra o Palmeiras, evitou um resultado que seria ainda mais catastrófico contra um adversário muito pior.

Madson – presença ofensiva inútil e fragilidade na marcação. Como sempre.

Rodrigo – conseguiu se enrolar algumas vezes mesmo contra uma das equipes mais fracas da competição. E ainda deu uma entrevista sorrindo após o constrangedor resultado.

Jomar – não participava de uma partida oficial há mais de um ano e sua atuação explica esse fato. Completamente fora de ritmo, errou o tempo da bola quase sempre e quase marcou um golaço…contra.

Christianno – para vocês entenderem o nível da partida: Khrysthyannow foi um dos destaques do time. Mesmo errando tudo o que tentou, foi figura constante no apoio. Na marcação nem adianta esperar alguma coisa do sujeito.

Anderson Salles – se viu envolvido pelo “poderoso” meio de campo catarinense. E ainda tomou um amarelo por fazer uma falta no meio de campo, o que lhe garantiu uma suspensão na próxima partida. Quando o Joinville assumiu de vez a retranca, deu lugar ao Riascos, que mostrou a disposição de sempre, mas não muito mais que isso.

Guiñazu – mesmo com seus 45 anos de carreira mostra mais disposição que todo o time junto. Não a toa foi o jogador que mais roubou bolas nessa rodada do Brasileirão.

Julio dos Santos – acertou alguns bons passes em profundidade e lançamentos, mas em grande parte do jogo parece atuar de forma displicente, errando passes fáceis e sendo muito facilmente anulado pela marcação adversária.

Jhon Cley – pelo que jogou ontem, parece que sua pilha acabou e que precisa de uma volta ao banco para recarregar as baterias. Fez duas finalizações com relativo perigo, mas não conseguiu criar jogadas em número suficiente.

Dagoberto – demorou a entrar no jogo, o que só aconteceu quando mudou de posição no campo. Aí apareceu para fazer alguns bons lances, mas perdeu um gol feito. Thalles entrou em seu lugar para renovar a força do ataque, mas sua presença em campo só serviu para aumentar o peso do setor.

Herrera – passou metade do primeiro tempo sem tocar na bola. E quando tocou, perdeu mais um gol feito. Rafael Silva entrou em seu lugar e não melhorou muito nossa participação ofensiva.

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Acabei de publicar uma coluna no Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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De dar pena

Os mais esperançosos e os defensores irredutíveis da atual gestão vascaína encontrarão facilmente os culpados por mais uma derrota vexaminosa do Vasco, essa, com requintes de crueldade por ser na Colina, com casa cheia e por um inapelável 4 x 1. Mas apontar o dedo para Martín Silva e Herrera e acreditar que sem suas falhas a história do jogo seria diferente é se iludir. O Palmeiras nos trouxe de volta à nossa dura realidade após a sequência de três vitórias.

O fato é que vencer times da Série C ou fregueses patológicos não são uma garantia de que houve na equipe a evolução necessária para nos salvar dentro do Brasileirão. Martín Silva falhou, mas não falhou sozinho. Herrera perdeu gols inaceitáveis para um atacante profissional de futebol, mas outros também o fizeram. O que vimos ontem não foi diferente do que já assistimos tantas vezes nesse campeonato.

Basta ver a facilidade com que o Palmeiras nos pressionou desde o primeiro minuto de jogo. Apesar da torcida no estádio, nós é que parecíamos os visitantes. E não conseguimos segurar o placar nem por quatro minutos, e o gol não saiu apenas porque Martín aceitou um chute fraco. No lance, vimos volantes desabando em campo e zagueiros dando botes completamente equivocados também. No segundo, cerca de dez minutos depois, nosso goleiro deu um rebote para frente da área e ficou caído, mas onde estava o lateral para impedir o cruzamento ou qualquer volante marcando o atacante adversário que teve toda liberdade para chegar chutando?

Perdíamos por 2 a 0 e levamos quase vinte minutos para dar o primeiro chute a gol. O Palmeiras vencia e o Vasco não demonstrava qualquer poder de reação. O inacreditável gol perdido pelo Herrera sequer foi criado em uma jogada nossa, e sim de uma bola espirada que lhe tirou de um impedimento de metros. Como colocar a culpa em um ou outro jogador se o time não produziu nada para evitar a derrota?

As alterações feitas pelo Roth no intervalo dificilmente mudariam a situação. Uma, foi para preservar o goleiro uruguaio; outra, para tirar um zagueiro que sempre que falha, dá gols ao adversário. A última, para substituir a maior contratação do ano, bem ao padrão da atual diretoria: um veterano que não tinha espaço em outros clubes e que está longe de apresentar uma parte ínfima do que já jogou no auge da sua carreira. Perdíamos por 3 a 0 e tudo o que poderia ser feito era reforçar a defesa para não levarmos uma goleada histórica. Isso conseguimos: sofremos apenas mais um gol e conseguimos o de honra. E pelo que apresentamos em campo, não dava para esperar muito mais que isso.

Os resultados da rodada não permitiriam que saíssemos do Z4 ontem, mas poderíamos ao menos subir uma posição na tabela e ter esperanças de fugir da zona na próxima rodada. Nada disso aconteceu: perdemos e apenas vimos a distância para o 16˚ colocado aumentar. Mas ainda mais preocupante que nossa posição na tabela e ver que a equipe, incluindo seu treinador, não parecem ter soluções para saírmos dessa situação. E não por falta de vontade, mas por falta de capacidade mesmo.

Há algum tempo os jogos do Vasco deixaram de dar raiva. Eles são de dar pena.

As atuações….

Martín Silva – depois de tanto ansiar pela volta do nosso goleiro titular, Martín presenteou a torcida com uma das mais desastrosas atuações individuais do Vasco no ano. Jordi o substituiu no intervalo e chegou a fazer boas defesas, mas sofreu um gol evitável.

Madson – levou o terceiro amarelo e desfalcará o time na próxima rodada. Pode ser a oportunidade de aparecer alguém que acerte um cruzamento e não fique com cara de choro a cada passe errado.

Aislan – 45 minutos em campo. No primeiro gol, deu um bote errado; no terceiro, ficou olhando a bola bater no seu corpo e sobrar para o inacreditável Victor Ramos marcar. Não voltou do intervalo, sendo substituído pelo Serginho, que tendo acertado o lançamento para o gol de honra, nem merece ser tão criticado.

Rodrigo – temos a pior defesa das quatro divisões do futebol brasileiro, estamos há 12 rodadas no Z4, sofremos quatro gols em casa. O que falar do gênio que, diante de tudo isso, declara que “o resultado não foi de todo ruim“?

Julio Cesar – erra bem menos que o Khrysthyannow por um único motivo: quem não faz nada em campo não erra.

Anderson Salles – como volante, escorregou no lance do primeiro gol; voltando pra zaga, tomou um drible por tabela no lance do terceiro e ficou pedindo impedimento.

Guiñazu – não viu a bola durante o jogo e tomou um drible ridículo no lance do terceiro gol.

Jhon Cley – ser o único jogador com um pingo de lucidez não foi o bastante para ajudar o time.

Andrezinho – outro completamente anulado pela marcação palmeirense.

Dagoberto – no único lance em que poderia fazer algo, foi erradamente apontado em impedimento e mostrou mais uma vez seu destempero ao reclamar com o bandeira e tomar mais um amarelo. Riascos o substituiu e na sua correria pouco objetiva acabou marcando o gol de honra.

Herrera – perdeu dois gols – o primeiro deles um dos mais feitos da história de São Januário e olhava o lance do terceiro gol enquanto dava condição para o atacante palmeirense.

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Tem mais sobre o jogo de ontem no site Vasco Expresso. Para ler a coluna de hoje, é só clicar aqui.

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Vitória terapêutica

Fazia tempo que o Vasco não vencia uma partida, fazia tempo que não marcávamos dois gols e mais tempo ainda que não marcávamos três. Por isso tudo e por termos conseguido facilitar as coisas no jogo da volta contra o América-RN pela Copa do Brasil, nossa torcida tem todo o direito de comemorar o 3 a 1 de ontem.

A vitória dá tranquildade e mais confiança ao time. Mas sendo realista, há algo além disso para nos dar esperança? Muito pouco. Apesar dos dois gols de diferença, é preciso ser bastante otimista para considerar que tivemos uma atuação convincente. Na realidade, mesmo considerando os desfalques e o natural desentrosamento de um esquema diferente e com jogadores improvisados, tivemos problemas demais contra uma equipe que, convenhamos, está disputando a Série C.

Dentro desse “muito pouco” podemos falar que, pelo menos contra o Mecão, não apelamos desavergonhadamente para o Rothbol. O Vasco procurou manter a posse de bola por mais tempo e conseguiu. E nos sairíamos ainda melhor nesse aspecto se não errássemos tantos passes e se o 4-3-3 do Roth não deixasse volta e meia um espaço gigante entre os setores do time. Escalar Anderson Salles como primeiro homem do meio de campo também deu certo, pelo menos no primeiro tempo, quando o América não procurou pressionar nossa saída de bola. Outro acerto foi posicionar o Dagoberto mais centralizado: ele participou muito mais da partida e finalizou mais vezes no primeiro tempo do que em todas as suas outras partidas.

Mas ainda há muito o que acertar no time. Os erros de passe dependem de um entrosamento maior, o que só acontecerá com a definição dos titulares e com muito treinamento. O nervosismo do time, que ficou evidente no começo do segundo tempo – quando o adversário passou a pressionar nossa saída de bola e piorou quando cedemos o empate – ainda nos prejudica muito, e não apenas tecnicamente, mas deixa todos mais afobados, desatentos e propensos a levar cartões bobos. E claro, há aquelas questões sem solução, pelo menos imediata: as limitações do elenco. Sem reforços (e sem citar nomes), dificilmente teremos uma zaga confiável, laterais decentes ou meias capazes de municiar o ataque adequadamente.

Como eu disse ontem, vencer traria um alivio mais que necessário para o clássico de domingo e era muito importante por esse motivo. Serve como um calmante para alguém que sofre de ansiedade crônica, mas não mostrou ainda um caminho para a cura defiinitiva. Resumindo, não temos motivos para nos empolgar demais com uma vitória que teve mais efeitos terapêuticos que práticos como sinal de melhora do time.

As atuações…

Jordi – mesmo não sendo tão exigido, demonstrou insegurança nas saídas de bola e uma predileção por espalmar as bolas para a frente da área. Foi em um lance assim, com Jordi socando uma bola na direção de um jogador do América que estava na frente da nossa área, que sofremos o gol.

Madson – na marcação vacila e quando sobe ao ataque, não acerta um cruzamento sequer. Como sempre.

Rodrigo – outra atuação oscilante, não conseguindo transmitir a segurança que costumava passar à defesa. Errou bisonhamente algumas saídas de bola.

Aislan – ontem foi acometido da “síndrome de Cris“: joga bem boa parte do tempo, mas quando resolve vacilar é pra entregar o jogo. No primeiro tempo foi de primeira numa bola e tomou um drible desconcertante, deixando o atacante potiguar na cara do gol. Mas como esse lance não terminou em gol, resolveu dar mais uma vacilada, essa fatal: furou de forma constrangedora e deixou o atacante adversário livre para marcar, quase complicando o jogo.

Henrique – entrou apenas para queimar uma substituição com cinco minutos de bola rolando. E pior, sua contusão relâmpago deu a chance do Christianno entrar no jogo e mais uma vez confirmar sua vocação para entrar para história como um dos piores laterais que já usaram a camisa do Vasco profissionalmente.

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia  como titular (foto:  www.vasco.com.br)

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia como titular (foto: http://www.vasco.com.br)

Anderson Salles – uma boa surpresa jogando como volante. Acerta muito mais passes que o Serginho e na marcação e saída de bola colocou o Lucas no chinelo. Fez alguns cruzamentos perigosos em cobranças de falta e ainda marcou o seu, de pênalti.

Guiñazu – como sempre, muita transpiração e pouca inspiração. Mas ontem até que fez uma bonita jogada de linha de fundo.

Emanuel Biancucchi – apesar de outro belo gol (e em um momento importante do jogo, trazendo tranquilidade para a equipe), errou quase tudo o que tentou. E ainda mostrou um condicionamento físico discutível: sofrendo com câimbras, passou os últimos 15 minutos do jogo caminhando em campo.

Dagoberto – fez sua melhor partida com a camisa do Vasco, sendo o jogador mais perigoso do time em campo. Pra compensar, foi expulso de forma tão infantil que merece tomar uma multinha da diretoria.

Herrera – jogando numa posição que pode não lhe ser tão favorável – pelos lados do campo – mostrou disposição e deu trabalho à defesa adversária. Marcou um gol mostrando um oportunismo que deve lhe garantir a vaga que pertencia ao Gilberto. O gringo pediu para sair no segundo tempo e Thalles entrou em seu lugar. Mas o garoto não conseguiu fazer algo digno de nota.

Riascos – sua boa movimentação e a certa habilidade que tem para driblar complicaram a defesa do América, mas não conseguiu ser efetivo, finalizando mal as poucas chances que teve. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais efetivo só por ter sofrido o pênalti convertido por Anderson Salles.

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