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Reconstrução urgente

Na coletiva, após a derrota do Vasco para o Avaí por 2 a 1 – e a segunda seguida, algo que não acontecia desde o dia 5 de setembro de 2015 – Jorginho falou da arbitragem, da força do adversário, do reduzido plantel que tem em mãos e da necessidade de reforços. Falou também que confia no Aislan e de outras coisas, mas de importante mesmo, apenas uma frase: “temos que reconstruir nosso trabalho”.

Basicamente, é isso. Mesmo que todos os argumentos expliquem o resultado, não o justificam. O problema não foi a arbitragem – realmente péssima e justo quando o juiz é do mesmo estado do nosso principal concorrente ao título – ou os problemas com o elenco, nem a maratona de jogos. O problema é que o Vasco se tornou um time muito previsível, que qualquer retranquinha um pouco mais ajustada consegue complicar a vida irredutivelmente.

E não é de hoje que o Vasco não consegue jogar bem. O time vem tendo atuações abaixo da crítica há muito tempo, mesmo quando vence. Ontem não foi diferente. O Vasco pode até ter tido mais posse de bola, mas foi uma nulidade ofensiva. Ficou rondando a área, desperdiçou uma penca de jogadas de linha de fundo por ter laterais irritantemente incompetentes, e pouco chutou a gol. Os atacantes, que estão longe de serem uma maravilha, quase não recebem bolas. Quando pressionamos (e graças unicamente ao um total recuo do time catarinense), vivemos de balõezinhos para área sem qualquer efetividade.

Ainda assim, graças às limitações do Avaí, conseguimos marcar um golzinho na marra. Golzinho esse que, aliás, até poderia ter nos dado a vitória, se não fossem os erros individuais do time. Aliás, não do time, de um único jogador. Enquanto o Luan não estiver bem ou estiver com a Seleção, o Aislan até pode ficar no time; mas entregando gols ao adversário como tem feito todo jogo, precisaremos ser MUITO mais eficientes no ataque. Com o rapaz na zaga, já podemos considerar o placar pelo menos 1 a 0, seja qual for nosso adversário.

Apenas uma pessoa pode resolver esses problemas e o nome dela é Jorginho. Quem tem que pensar em alternativas táticas para o time é o treinador. Quem pode tirar a titularidade de quem não está jogando nada é o treinador. Quem deveria dar mais chances à molecada da base e dar um descanso para uns dois ou três veteranos que não rendem é o treinador.

Jorginho terá uma semana para pensar na vida e no seu trabalho até o, agora mais que nunca, importante jogo contra o Brasil de Pelotas. Um resultado ruim pode significar a saída da liderança pela primeira vez na competição e, em caso de derrota, um inesperado terceiro fracasso seguido dentro de São Januário. Caso isso aconteça, arbitragem, elenco reduzido ou falta de reforços não servirão como desculpa: as cobranças pela “reconstrução” do Vasco recairão todas sobre o mestre de obras do time.

As atuações…

Martín Silva – com a zaga que vem tendo à sua frente, vai precisar fazer mais que agarrar uma penalidade por jogo para não ver o Vasco perder.

Madson – como não teve chance de cobrar um lateral dentro da área, fez apenas o de costume: estragar jogadas de linha de fundo. Jorginho demorou séculos para colocar Yago Pikachu no seu lugar, quando o jogo já estava 1 a 0. E só de não ter aquela cara de chorão do Madson, o Pokémon já pode ser considerado melhor. Ainda assim, não conseguiu acompanhar o atacante que empurrou a bola pra rede no lance do segundo gol.

Rodrigo – estava desatento no lance do primeiro gol e levou um corte simples no segundo. Teve uma chance para marcar, mas seu chute acabou sendo bloqueado pelo braço do zagueiro do Avaí.

Aislan – é uma espécie de anti-Nenê: enquanto o camisa 10 participa dos lances de quase todos os gols feitos pelo Vasco, Aislan está sempre envolvido nos gols que sofremos: ontem, no primeiro gol, fez acidentalmente a assistência para o atacante adversário; no segundo, olhou o passe que originou o gol passar à sua frente sem esboçar qualquer reação além de observá-la.

Julio Cesar – não fosse a presença do Aislan seria indiscutivelmente o pior em campo. E mesmo com o Nenê do Mundo Bizarro na zaga pode haver dúvidas. Acabou com uma penca de jogadas no ataque, errou um monte de passes e vacilou também nos dois gols: o jogador do Avaí que marcou o primeiro passou pelas suas costas e no segundo tomou um drible vergonhoso.

Marcelo Mattos – pode parecer estranho, mas nem chegou a ter tanto trabalho assim. Mas com a defesa entregando a paçoca toda hora, não adianta ficar carregando piano. Quando o Vasco passou a pressionar, até arriscou algumas subidas, com resultados sofríveis.

Julio dos Santos – esteve em campo, dizem. Me lembro vagamente do paraguaio perdendo uma bola fácil perto da nossa área. Saiu para a entrada do Caio Monteiro, outro a entrar no jogo com o time já atrás no placar. Deu maior movimentação ao ataque e acabou marcando o gol vascaíno.

Andrezinho – jogou mais afastado da área para ajudar na saída de bola e, longe do ataque, não chegou a contribuir muito municiando o ataque.

Nenê – mostrou disposição e não fugiu do jogo, mas ainda não voltou a ser decisivo como era em outros tempos. Teve uma boa chance no primeiro tempo, mas chutou pra fora. Acabou participando do lance do gol: o rebote aproveitado pelo Caio veio depois de um chute do camisa 10 rebatido pelo goleiro Renan.

Eder Luis – substituiu Jorge Henrique, mas sem precisar executar as 468 funções que Jorginho lhe atribui. Com isso, tivemos efetivamente um atacante de lado de campo. E, surpreendentemente, Chico Bento foi bem, criando boas jogadas e dando trabalho à defesa adversária. Mas é aquilo: na hora de definir, Eder Luis é terrível. No segundo tempo perdeu o gol mais feito do jogo, mandando para fora uma cabeçada de frente pro gol. Cansou, sumiu e cedeu lugar ao Evander, que não precisou cansar para sumir.

Leandrão – pesado como um trator e com a velocidade de um (com o pneu furado), não conseguiu escapar da marcação avaiana em momento algum.

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E aí, Vasco???

Nesses quase 10 anos em que escrevo sobre o Vasco na internet, há uma coisa que sempre falo porque é minha convicção pessoal sobre o assunto: a torcida vaiar o próprio time é burrice. Vaiar um jogador não fará com que ele jogue melhor (menos ainda que aprenda a jogar) e é fazer o trabalho da torcida adversária.

Esse é um ponto. Agora, querer colocar qualquer tipo de responsabilidade sobre a derrota do Vasco para o Paraná Clube na torcida ou nas vaias vindas das arquibancadas de São Januário é mais que nonsense; é buscar uma desculpa esfarrapada para a incompetência do time.

Dizer que o time do Vasco, cheio de jogadores com mais de uma década como profissionais “se abala” com vaias a ponto de não conseguir vencer um time limitado como o Paraná é fazer pouco da inteligência do torcedor.

As vaias também justificam um time que teve 62% de posse de bola finalizar apenas 12 vezes em mais de 90 minutos? E explica o fato de metade dessas finalizações ter sido pra fora? Foi por causa das vaias que só conseguimos fazer um gol, mais uma vez, de forma acidental e não numa jogada trabalhada?

As vaias justificam as escolhas do treinador? Será que, mesmo com um elenco limitado em número – não falarei em qualidade – como temos, somente Diguinho, Eder Luis, William Oliveira, Leandrão e, para citar alguns titulares, Jorge Henrique e Madson merecem chances? São as vaias que impedem o Jorginho de ir colocando com mais frequência a molecada da base?

Foram as vaias que justificaram a renovação de contrato do Aislan? Ou o fato de não termos qualquer outra opção para a zaga além dele?

As vaias, que a bem da verdade foram direcionadas para um ou dois jogadores apenas, não explicam nada disso. O fato é que o Vasco não vem jogando bem há tempos. Seja ganhando, seja perdendo.

Falar que os jogos são difíceis porque os adversários jogam na retranca é retórica furada. O que a diretoria, a comissão técnica e os jogadores esperavam dos outros times jogando contra um gigante do futebol nacional, com um elenco várias vezes mais caro que os demais e franco favorito ao título? Mesmo que não tivéssemos passado por essa experiência outras duas vezes não seria necessária inteligência de sobra para saber que furar retrancas seria o trabalho primordial do Vasco nessa Série B.

O que Jorginho e seus comandados precisam é se justificar menos e trabalhar mais. O treinador precisa, mais que urgentemente, encontrar alternativas táticas para o time. E os jogadores, alguns de maneira extrema, precisam treinar mais e se aprimorar tecnicamente. Fora isso, é conversinha pra tentar acalmar a torcida que não resolve nada.

E aí, Vasco? Vamos voltar a justificar o favoritismo na competição ou não?

As atuações…

Martín Silva – nada pôde fazer nos gols. No resto do jogo, pouco teve a fazer.

Madson – mais um cruzamento certo. Com as mãos. Tirando isso, não se vê sendo efetivo em momento algum.

Rodrigo – começou entregando uma bola que quase virou um lance de perigo, mas depois não chegou a ter trabalho com o ataque adversário. Se lançou ao ataque no segundo tempo e quase marcou de cabeça. No lance do segundo gol, estava completamente vendido no lance.

Luan – se contundiu ainda no primeiro tempo e deu lugar ao Aislan, que entre lances bizarros e alguns bons cortes, falhou mais uma vez e foi responsável direto pela derrota.

Henrique – foi visto com frequência no apoio, mas não conseguiu acertar qualquer cruzamento. E ainda deixou sua lateral desguarnecida em vários momentos.

Diguinho – é praticamente um zagueiro jogando no meio de campo: sua irresistível vontade de sair dando bicões em qualquer bola que lhe apareça pela frente é irritante.

Julio dos Santos – vinha fazendo uma partida na média, e pelo que vinha apresentando, provavelmente seria substituído de qualquer forma, como acontece na maioria das vezes. Mas Jorginho acabou queimando o paraguaio ao tirá-lo de campo justo no momento em que ele começou a ser vaiado. William Oliveira entrou no seu lugar e, pilhado em excesso, não conseguiu fazer muito além de dar um novo gás ao meio de campo. Acabou sendo coadjuvante da pixotada do Aislan.

Andrezinho – tentou organizar o time, mas afunilou demais as jogadas e acabou errando os passes decisivos. Quase marcou um belo gol, em chute que só carimbou o travessão por conta do desvio do goleiro adversário.

Nenê – ontem até que resolveu jogar bola, voltando a marcar, criando boas chances e deixando companheiros na cara do gol, como fez com Andrezinho. Mas não foi o bastante para superar a retranca paranaense.

Jorge Henrique – um dia muito infeliz para o minicraque: além de fazer um gol contra, atrapalhou o Nenê numa chance clara de gol. Eder Luis entrou em seu lugar e não conseguiu fazer nada. Ou seja, por atrapalhar menos que o JH, se saiu um pouco melhor.

Leandrão – não conseguiu fazer muita coisa além de cavar penalidades e errar passes quando tentou ser o pivô. O lance do segundo gol começou com o centroavante apanhando da bola ao tentar dominá-la ao receber um lançamento longo.

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Esse dia foi loko!

Antes mesmo da bola rolar, a torcida do Vasco já podia esperar emoções extras na partida contra o CRB: Jomar, substituto natural do suspenso Rodrigo, sentiu uma contusão, não apareceu e quem foi a campo junto com os titulares foi o Aislan.

Nos minutos iniciais, vimos o Vasco se acuado, um time que não parecia muito ligado na partida e um adversário que não abriu o placar por perder uma penca de gols.

Quando resolvemos acordar – ainda demonstrando uma grande fragilidade defensiva – o CRB marca seu gol em um lance completamente controlado, depois de um recuo péssimo para um zagueiro desatento, o que deixou Martin Silva vendido na jogada.

Mas só precisamos de três minutos para igualar o placar, depois de uma saída de bola equivocada do CRB, um corte do Marcelo Mattos que parou nos pés do Leandrão, que lutando com a bola e com os marcadores, conseguiu marcar um belo gol.

Na volta do intervalo, ainda empatada a partida, o Vasco veio mais ligado. Ainda assim, nossa marcação ainda falhava e o CRB criava oportunidades para desempatar. Mas fomos nós quem marcamos, conseguindo a virada com um gol olímpico espetacular do Andrezinho.

No restante da partida, vimos o CRB partir pra cima e perder mais uma batelada de gols, se não por grandes defesas do Martin, por uma falta de mira de causar inveja aos nossos atacantes. Mesmo contra o adversário que parecia implorar por sofre um gol no contra-ataque, conseguimos sair da nossa defesa.

No minuto final a maior emoção, com Aislan mais uma vez envolvido: o zagueiro disputou uma bola com um atacante, que se joga. O árbitro não comprou o caô, mas o bandeirinha sim; cobrada a penalidade, San Martin impede que o Diego, ex-lateral do Vasco, marque seu segundo gol em 2016 no clube que o formou e garante os três pontos para o Gigante.

Numa partida em que o Vasco se viu dominado boa parte dos 90 minutos, em que vencemos mesmo com Aislan na zaga, em que Nenê mal apareceu em campo, que teve gol olímpico e defesa de penal no minuto final só pode ser classificada de uma forma: esse jogo foi louco!

As atuações…

Martín Silva – garantiu a vitória com uma penca de defesas, algumas difíceis, incluindo um penal aos 46 minutos do segundo tempo.

Madson – segue naquela de correr muito e fazer pouco. Ontem até que bateu uns escanteios com relativo perigo, mas nada MESMO que justifique manter o Yago Pikachu no banco. O Pokémon acabou entrando após Madson sentir uma contusão e no pouco tempo que ficou em campo quase marcou um belo gol em uma arrancada. O chute foi para fora.

Luan – pareceu ter sentido muito a falta do Rodrigo e em diversos lances foi superado (as vezes com facilidade inaceitável) pelos atacantes adversários. Nem a bela jogada de linha de fundo, com direito a caneta humilhante no marcador, serviu para dizermos que teve uma boa atuação.

Aislan – não tem jeito, o rapaz carrega uma zica que o torna inviável como zagueiro de um clube como o Vasco. Ontem, se não fosse por dois lances, poderia ter saído de campo como o melhor zagueiro do time. Pena que os lances foram capitais: no primeiro gol do CRB, não conseguiu pegar a bola recuada por Júlio César; e no final do jogo, o bandeirinha marcou um pênalti – maroto, é verdade – numa disputa de bola entre ele e o atacante adversário, que se jogou. O azar do sujeito é tão grande que, num lance que ele conseguiu espanar a bola da área, a bola bateu na bandeirinha de córner, voltou para o campo e o CRB conseguiu uma falta perigosa a seu favor.

Júlio César – pelo menos 50% do primeiro gol do CRB pode ir para a conta do veterano lateral, que recuou com um passe quadradíssimo justo para o zagueiro mais azarado do mundo. Sentiu uma pancada e acabou dando lugar para o Henrique, que entrou quando o Vasco estava sendo pressionado e acabou mais preso à marcação.

Marcelo Mattos – o estilo cão de guarda de sempre, sem conseguir fazer uma proteção à zaga de forma eficiente. Acabou participando do lance do primeiro gol do Vasco ao dar o bote na saída de bola do CRB que acabou sobrando para o Leandrão.

Julio dos Santos – com ele no lugar do William Oliveira, o meio de campo vascaíno ficou exposto como há muito não ficava, já que o Paraguaio cerca muito e pouco combate (e quando o faz, vive indo de primeira nas bolas e sendo driblado) Na criação foi irrelevante.

Andrezinho – foi o único a criar alguma coisa no time, e mesmo assim com muitas dificuldades, já que tinha que vir buscar o jogo quase sempre no nosso campo. Mas quem faz um gol olímpico como o que ele fez não pode receber críticas.

Nenê – uma completa nulidade em campo, nem bolas paradas cobrou (o que pareceu ser proposital). No único lance em que teve chance de fazer algo efetivo, deu uma de Casalbé e virou o braço no rosto do seu marcador, levando um amarelo.

Jorge Henrique – correu pelo campo todo como sempre e acaba não sendo visto no ataque. Acertou um bom chute de longa distância, obrigando o goleiro do CRB a fazer uma defesa difícil. Saiu para a entrada do Éder Luís que de marcante, só conseguiu errar um passe fácil e armar um contragolpe para o adversário.

Leandrão – mesmo sendo lento toda vida e limitadíssimo, incomoda a defesa adversária muito mais que o Thalles. Com o gol feito deve ter eliminado qualquer dúvida que restava sobre merecer ou não ser titular do time.

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Os protagonistas da derrota

No post de ontem eu comentei que se o Vasco não entrasse em campo com salto alto e respeitasse o adversário, a possibilidade do Paysandu aprontar uma surpresa para nós era remota. E na hora da bola rolar, não podemos dizer que o Vasco foi um time apático. Mesmo que tenhamos mostrado uma incrível incapacidade em criar chances de gol, o desinteresse dentro de campo não foi o problema. Aliás, dessa vez, podemos dizer que a derrota não teve origem nas quatro linhas: se é para apontarmos um responsável pelo 2 a 0 que sofremos do Papão, os dedos devem se dirigir para o treinador do time.

Talvez o Jorginho tivesse algum objetivo desconhecido em mente para essa partida específica. Só isso justifica a adoção do estilo “joelsantanístico” que mostrou, trocando defensores por atacantes como se não houvesse amanhã. Nosso treinador, que muitas vezes foi alvo de críticas por demorar a fazer substituições, resolveu que ontem era o dia para, aos 22 minutos do segundo tempo, se partir para um tudo ou nada desmesurado, como se estivéssemos perdendo por 4 a 0 ou fosse uma final de campeonato e precisássemos desesperadamente da vitória. Só isso justifica deixar o time sem NENHUM volante em campo, faltando mais de 25 minutos para o término da partida.

O time não conseguia criar situações de gol, é verdade. Mas será que Jorginho realmente acreditou que entupir o time com atacantes resolveria a situação? Antes de tirar Marcelo Mattos e William Oliveira, o Vasco penava para ameaçar o Papão, mas praticamente não corria riscos; com Eder Luis e Caio Monteiro, tudo o que conseguimos foi desfigurar o time, embolando um monte de gente na frente (que já estava bastante povoado com praticamente toda a equipe paraense) e abrindo de vez o Vasco para sofrer com os contra-ataques.

A impressão que a dupla Jorginho e Zinho deixou é que, para eles, um empate em casa é algo tão inaceitável que justificaria partir para um tudo ou nada ainda na metade do segundo tempo. Se a dupla acreditou que o Paysandu não teria capacidade para aproveitar os quilômetros de espaço que um Vasco sem volantes deixaria, podemos dizer que o salto alto acabou vindo dos dois treinadores. Não era muito difícil de perceber os riscos que o time passou a correr com as alterações feitas. O desespero pela vitória acabou nos trazendo uma derrota perfeitamente evitável. Seria vergonhoso empatar com o Paysandu em São Januário? Bem pior é perder da forma como perdemos.

Na coletiva, Jorginho disse que sua preocupação era ser protagonista na partida e que se ele errar, será por agir e não por se omitir. Palavras bonitas, mas que não justificam suas alterações. Se preocupar com “protagonismos” agrada a torcida, mas o que realmente importa é conquistar pontos. Na sequência invicta que tivemos, jogamos mal diversas vezes e não saímos derrotados. Seria bom que nosso treinador refletisse um pouco sobre isso daqui pra frente.

As atuações…

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve culpa nos gols.

Madson – mais um jogo no qual prova ser inexplicável sua permanência como titular tendo Pikachu como opção. Dar a bola para esse rapaz quando ele sobe ao apoio é ter a certeza de cruzamentos ou passes errados. Perdeu um gol feito no primeiro tempo.

Luan – a contar pelo jogo de ontem, queimou o filme da sua pré-convocação para a seleção olímpica. Falhou nos dois gols e até caneta levou.

Rodrigo – no primeiro gol não foi visto e no segundo mais uma vez ficou parado vendo o lance enquanto pedia impedimento.

Julio Cesar – quem é tão pouco efetivo no apoio devia, ao menos, ser constante na defesa. O primeiro gol surgiu de um contra-ataque pela esquerda e quem foi dar o combate foi o Andrezinho. Marcelo Mattos – eu tinha comentado uma vez pelo Twitter que o Marcelo Mattos deve treinar ERROS de passe, dada a frequência com que entrega a bola nos pés dos adversários. Aparentemente o volante se esmerou ainda mais nos treinos essa semana. Foi sacado para a entrada do Eder Luis, que mesmo sendo mais uma opção ofensiva não chegou a compensar a falta de proteção à zaga que sua entrada proporcionou.

William Oliveira – não chegou a fazer algo que mereça destaque, mas enquanto estava em campo com Mattos, não sofremos tanto com os contragolpes. Ou seja, a entrada do Caio Monteiro no seu lugar não se justifica, já que o rapaz só foi notado tentando, sem sucesso, impedir o segundo gol do Paysandu.

Andrezinho – possivelmente o melhor do Vasco na partida, mas pecou no último passe, errando a maioria das tentativas. Não conseguiu impedir o cruzamento que originou o primeiro gol do Papão. Nenê – uma bola na trave nos primeiros minutos da partida, uma ou outra jogada de efeito e mais nada.

Jorge Henrique – se no ataque pouco conseguiu fazer, não seria como volante que faria alguma coisa.

Thalles – reclamam que o garoto não faz nada e é fato que ele poderia se movimentar um pouco mais se não estivesse do tamanho que está. Mas também é fato que o rapaz não recebeu uma bolinha sequer em condições de finalizar. O resultado foi sua substituição pelo Leandrão, que é ainda mais lento que o Thalles e, entrando quando o time já estava uma bagunça completa, mal conseguiu encostar na bola.

***

Mais uma vez ficou evidente a necessidade que o time precisa de um centroavante condizente com o tamanho do Vasco. Mas é inegável que esse não é o único problema da equipe. Com a frequência que o nosso meio de campo municia Thalles e Leandrão, mesmo um atacante de qualidade teria problemas para marcar gols. Esse é um problema que uma contratação não resolverá, quem tem que resolver é o Jorginho.

Só um comentário: o rendimento do Vasco nas últimas três partidas é de 33,3%. Disputando uma Série B, isso é mais que o bastante para acender um sinal amarelo na Colina.

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Vitória importante

Eder

Mais uma vez o Vasco não jogou bem e mais uma vez nosso adversário foi melhor por boa parte dos 90 minutos. Mas pelo menos, mais uma vez conseguimos vencer apesar disso tudo. E se pensarmos no momento do time, o 3 a 2 sobre o Náutico foi importante por outros motivos além dos três pontos e da manutenção da liderança, agora isolada.

Não dava pra saber exatamente qual seria a reação do time após a derrota para o Atl-GO. Dizer que está motivado nas entrevistas não significa muito, era preciso mostrar isso em campo. Ainda bem, desde os primeiros minutos deu para ver que, se teríamos problemas com o Timbu, não seria por “traumas pós-perda de invencibilidade”, e sim por conta das limitações que já temos há algum tempo.

Marcamos um gol esquisito logo no começo e depois disso começamos a murrinhar a partida, até o Náutico se empolgar com o jogo e tomar conta das ações. Naquelas condições, o empate parecia questão de tempo e foi mesmo. O gol do Náutico era um retrato do time: uma sequência de desatenções que só nos complicam a vida. Jogando em casa, vimos o time pernambucano dominar a maior parte do primeiro tempo. O 1 a 1 no placar não refletia o jogo, já que em números de finalizações perdemos por 10 a 3.

Já o segundo tempo do time foi outro fator a tornar a vitória importante. Precisávamos ver como o Vasco se comportaria depois de ter sofrido o gol de empate e a reação foi positiva. O time voltou melhor, desempatando a partida logo no primeiro minuto, com Rodrigo. A etapa final foi muito mais controlada e com o Vasco sempre propondo o jogo, até ampliarmos para 3 a 1, com um gol do Eder Luis, tão esquisito quanto o primeiro, não pelo lance em si, mas por quem o marcou.

A vitória veio em boa hora porque batemos um dos nossos concorrentes diretos na luta pelo acesso à Série A, vencemos numa rodada em que o resto dos times do topo da tabela perderam e, principalmente, porque o time não deu sinais de abatimento. Ainda temos problemas: os chuveirinhos na nossa área, mesmo considerando a insegurança do Jordi nesse tipo de lance, foram um problema durante toda a partida porque a zaga não conseguiu se posicionar bem. E ainda sofremos gols idiotas, como o segundo gol do Náutico, que não teria acontecido com a simples inclusão de mais um sujeito na barreira.

De qualquer forma, pelo que vimos ontem, seguimos favoritos.  Por conta dos nossos pontos fortes e apesar dos nossos fracos.

As atuações…

Jordi – fez algumas boas defesas mas demonstrou uma insegurança completa na maioria das bolas alçadas à área, notadamente seu ponto fraco. Nos gols só sendo muito implicante para colocar na conta do jovem goleiro: no primeiro, a bola no primeiro pau não é do goleiro; no segundo, Henrique matou o goleiro ao desviar a bola (mas também não vejo razão para armar uma barreira com apenas dois jogadores numa falta frontal e não tão distante).

Madson – depois de 658 tentativas, acertou um lançamento em cobrança de lateral. Mas isso não é o bastante para justificar sua permanência como titular, já que no resto da partida acertou muito pouco.

Rodrigo – quase entregou a rapadura logo no começo do jogo, mas compensou marcando de cabela o gol da virada.

Luan – teve trabalho com os atacantes do Náutico, principalmente nas jogadas aéreas.

Júlio César – numa arrancada pelo meio fez uma boa jogada individual que quase terminou em gol. Cansou no segundo tempo e deu lugar ao Henrique, que acabou sendo responsável acidental pelo segundo gol do Náutico, ao dar uma bundada na bola e tirá-la do Jordi.

Marcelo Mattos – só por ter evitado um gol ao cortar a bola em cima da linha já justificou sua presença em campo. Mas algum tempo treinando passes certamente não lhe faria mal.

William Oliveira – mais uma vez mostrou personalidade, tanto no combate (quando eventualmente exagera no “não-tem-bola-perdida“), quanto no auxílio à criação, onde não parece estar exatamente bem ambientado. De qualquer forma, por sempre demonstrar raça e ser efetivamente útil ao time (como na assistência acidental para o gol do Chico Bento ontem) entende-se porque é o novo xodó da torcida.

Andrezinho – valeu pela sagacidade no lance em que abriu o placar, mas ao longo da partida não conseguiu encaixar o passe como de costume. Eder Luis entrou em seu lugar e, não apenas voltou a marcar um gol – o que não fazia desde 1973 – como acabou garantindo a vitória vascaína.

Nenê – passou 49% do tempo apanhando e 50% reclamando com o juiz. No 1% restante acertou o lançamento que originou o gol de desempate.

Jorge Henrique – menos coringa que o habitual, teve uma atuação discreta mas eficiente.

Leandrão – antes de sair contundido ainda no primeiro tempo, só foi notado ao tentar, sem sucesso, cortar a bola que originou o primeiro gol do Náutico. Thalles entrou em seu lugar e seria demais esperar que ele fizesse um gol, mas pelo menos buscou mais o jogo e deu uma nova dinâmica ao ataque.

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Sem recorde

Depois de 224 dias e 34 partidas invicto, o Vasco voltou a sentir o gosto de uma derrota. Com o 2 a 1 sofrido diante do Atlético-GO, Jorginho e seus comandados perderam a chance de igualar a maior sequência sem perder que o Gigante já teve em sua história, uma marca com mais de 70 anos.

E o que isso muda na prática para o time? Nada.

Não deixamos de ser líderes da competição, nem se pode descartar o favoritismo que temos em terminar o campeonato entre os quatro classificados para a Elite em 2017 ou de ser o principal candidato ao título da Série B. Assim como seria praticamente impossível terminar o Brasileiro com 100% de aproveitamento, era algo muito difícil passar as 38 rodadas sem perder uma única vez. Mais cedo ou mais tarde, isso acabaria acontecendo.

Ah, mas o time jogou muito mal!”, “Ficou provada a dependência que o Vasco tem do Nenê”, dirão muitos (e muitos na prática já disseram).

Não amigos, nem isso. O Vasco fez uma partida na média do que tem feito há muito tempo. Em outros jogos, tivemos atuações até piores e conseguimos sair sem perder. O que poderia muito bem ter acontecido ontem se não fossem falhas claramente individuais do time. Com as vaciladas do Jordi e principalmente do Rodrigo, nada garante que a presença do camisa 10 titular nos livrasse da derrota. Até porque, colocando um pouco de lado a idolatria, em alguns jogos até o Nenê passa em branco.

Isso não quer dizer que Nenê não tenha feito falta. Com ele em campo, os adversários priorizam a marcação sobre o craque do time e acabam dando mais espaços para outros jogadores, como Andrezinho e Jorge Henrique, atuarem. E aí aconteceu o que eu considero uma falha do Jorginho: o treinador escalou o time para jogar da mesma forma que joga de sempre, sem tentar adaptar o time à ausência do Nenê. Só que não basta colocar a camisa 10 no Pikachu para ele desempenhar o mesmo papel do titular. Com essa opção, jogamos fora 45 minutos do jogo, no qual não conseguimos criar praticamente nada.

Jorginho poderia corrigir as coisas no intervalo, mas não o fez. O Vasco até melhorou, mas muito mais por conta de um recuo excessivo do adversário, que passou e explorar unicamente os contra-ataques. Colocar o Eder Luis (lembrando que o problema do jogador nesse caso não é tático, mas técnico) foi correto, mas tirar o Pikachu o foi um erro. Se o treinador tivesse preferido tirar o lateral chorão e colocado o Pokémon na sua posição original, as dezenas de jogadas que fizemos pela direita poderiam ter tido um resultado melhor.

Também perdemos um monte de gols, como de costume. Se Leandrão (e depois Thalles), Eder Luis, Rodrigo e Evander tivessem caprichado um pouquinho mais, teríamos empatado a partida ou até mesmo virado o jogo. Mas, como eu disse, infelizmente perder gols é um costume. Isso não é um sinal inequívoco de que o Vasco jogou pior ou uma prova de que não temos capacidade de vencer sem o Nenê em campo. Pelo contrário, com os gols ridículos que sofremos ontem, o mais preocupante é pensar que, se continuarmos cometendo falhas individuais tão grotescas, podemos perder mesmo que o time esteja com todos os seus titulares e jogue melhor que o adversário.

As atuações…

Jordi – a falha numa saída do gol e o azar de uma bola indo na direção do atacante adversário comprometeu completamente sua atuação. No segundo gol não poderia fazer nada.

Madson – ainda há defensores do jovem lateral chorão. Só não consigo entender o motivo. Não acertou uma jogada sequer ontem (como em 99% das vezes, aliás). Que sua permanência em campo mesmo com Pikachu tendo condição de ir para a lateral não seja um sinal de que ele continuará sendo titular.

Rodrigo – talvez sua pior atuação com a camisa do Vasco. Não apenas furou o corte que originou o segundo gol, mas cometeu pelo menos três outras falhas absurdas.

Luan – marcou um belo gol, mas mesmo estando nos dois lances, não conseguiu corrigir os erros dos companheiros e evitar nenhum dos gols do Atlético.

Julio Cesar – cobrou a falta que originou o gol do Luan. Tirando isso teve uma atuação discreta, mais focada na marcação.

William Oliveira – parece ter conquistado em definitivo a titularidade no time. É muitas vezes melhor que Julio dos Santos na marcação (apesar de precisar controlar eventuais afobações no combate direto) e mesmo não tendo a mesma qualidade no passe é mais presente como opção ofensiva.

Marcelo Mattos – uma atuação padrão, mostrando muita luta na marcação. Nas vezes que subiu para ajudar no ataque não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. Não pareceu muito satisfeito quando Evander entrou em seu lugar, quando o time entrou no tudo ou nada. Quase salvou a série invicta com um belo chute cruzado no fim do jogo, mas a bola caprichosamente carimbou a trave.

Yago Pikachu – entrou em campo apenas para ter seu filme queimado, e nem poderia ser diferente: o Pokémon nunca teve um bom desempenho jogando como segundo homem no meio de campo e não seria como principal articulador do time que iria render. Para completar a queimação, poderia ter sido deslocado para sua posição de origem, mas foi sacado ainda no intervalo para a entrada do Eder Luis, que ajudou o time a ter mais presença ofensiva. Mas, como sempre, sua correria acaba se tornando inócua, já que sempre erra o passe decisivo ou desperdiça chances na hora que finaliza.

Andrezinho – no primeiro tempo se saiu melhor ajudando na saída de bola; no segundo, se tornando o principal articulador do time, não conseguiu criar as jogadas que o time precisava, ora por causa da marcação, ora por errar o passe decisivo.

Jorge Henrique – foi bem, mesmo sem nunca ter a certeza de qual setor do campo terá que contar com sua ajuda. Fez algumas boas jogadas quando esteve mais a frente e foi bem ajudando na saída de bola na parte final do jogo.

Leandrão – precisou de uma partida para nos lembrar do que se trata o seu futebol: lentidão e finalizações imprecisas. Perdeu pelo menos um gol feito no segundo tempo. Leandrão é tão incrivelmente lerdo que até o Thalles, com sua aparente centena de quilos, consegue ter mais mobilidade. Mesmo sem ter tido chances claras como o titular de ontem, Thalles finalizou uma vez e deu um ótimo passe para Evander no final do jogo. Poderia ter marcado em uma rebatida do goleiro, mas se a bola não chegar redondinha no seu pé, ele é incapaz de concluir com precisão.

A verdade é que tanto um, como outro, estão muito abaixo do que o time merece.

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Para não fechar o post sem mostrar um lado positivo, podemos dizer que o fim da série invicta tira dos ombros do time a ansiedade por quebra de recordes históricos. Sempre me incomodou ver, nas entrevistas com o Jorginho ou com os jogadores, a palavra “invencibilidade” ser sempre citada como se fosse um objetivo. Não perder é ótimo, mas não por uma questão de orgulho, e sim porque isso significa que estamos sempre ganhando pontos. E são os pontos que nos trarão o título. E esse deve ser o único foco do grupo. Superar marcas históricas são uma consequência.

E se o grupo faz tanta questão de ostentar o recorde de invencibilidade no Vasco, é simples: comece uma nova série invicta já na terça, contra o Náutico. Com as 30 partidas que faltam no Brasileiro e a Copa do Brasil dá pra quebrar o recorde ainda esse ano.

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Piloto automático

Vasco e Joinville fizeram um jogo feio, truncado, com muitas faltas e poucas chances de gol. Mas como a fase do Gigante é boa, nem precisamos jogar bem para vencer a partida por 2 a 0, os dois marcados pelo Leandrão.

Mostrando poucos lampejos de bom futebol e contando com a fragilidade dos donos da casa, o que podemos pinçar como principal ponto positivo foi o controle que o Vasco teve no jogo. Mesmo nos raros momentos em que o Joinville tentou fazer algo, nunca chegamos a correr riscos reais no jogo. Foi uma vitória daquelas conquistadas no piloto automático, que enchem o torcedor de tédio mas que garantem mais três pontos na tabela.

Mesmo com as limitações técnicas de alguns dos nossos jogadores (e que são na realidade a principal razão dos nossos eventuais erros), fica claro que, fale-se quanto quiser, o Vasco é um time que sabe o que faz. Contra um oponente que aparentemente só sabe fazer faltas, as coisas ficam sensivelmente mais fáceis. O Joinville tentou fazer uma graça no começo da partida, mas bastou apertar um pouquinho e explorar um pouco mais as jogadas pelas laterais, principalmente a direita, para abrirmos o placar. Depois do bonito cruzamento do William para a cabeçada fatal do Leandrão, o Vasco pôde se dar ao luxo de não concluir ao gol mais nenhuma vez na primeira etapa. E, ainda assim, o JEC não conseguiu dar sequer uma pinta de que conseguiria reverter o placar.

E não reverteu mesmo. Veio o segundo tempo e depois de uma pálida tentativa de pressão, o Joinville não conseguiu superar sua própria incapacidade e, assim como na etapa inicial, foi vendo o Vasco mais uma vez controlar o jogo. Marcamos o segundo, novamente com Leandrão, e entramos naquele momento das partidas em que nosso time parece satisfeitíssimo com o placar e paramos de jogar. E mesmo um tantinho displicente nos minutos finais, o Joinville não conseguiu fazer nada para evitar a derrota.

Adversários como o Joinville, que não têm condições de nos fazer frente mesmo quando jogamos abaixo do que podemos, são a normalidade dentro da competição. Ontem, o “piloto automático” bastou para nos manter na liderança e invictos, mas mesmo que isso não seja um sinal de falta de interesse (e eu não creio que seja), é preciso que os jogadores do Vasco se motivem sempre e compreendam a importância da sua missão esse ano. Vencer sempre é bom, mas melhor ainda é ver o time tão empolgado quanto a torcida.

As atuações…

Jordi – outro jogo no qual pouco teve o que fazer. Tirando uma defesa em chute de fora de área, praticamente não atuou.

Yago Pikachu – muito presente no apoio no primeiro tempo, criou algumas boas jogadas. No segundo tempo deu mais atenção à marcação e foi bem.

Rodrigo – se deu bem sobre os atacantes catarinenses na maioria dos lances. Quase marcou de cabeça no primeiro tempo, mas estava em posição irregular.

Luan – iniciou – com a ajuda do zagueiro do Joinville – a jogada do segundo gol fazendo um lançamento longo. Pra compensar, perdeu um dos gols mais feitos do Vasco no ano.

Julio César – discreto, deixou suas funções ofensivas pelo seu lado do campo para Jorge Henrique.

William Oliveira – no primeiro gol acertou um cruzamento com uma precisão que não vemos nossos laterais terem há muito tempo. É voluntarioso, não se acanha em partir para o ataque, mas ainda erra muitos passes. Pelo que jogou nas últimas partidas, não merece voltar para o banco.

Marcelo Mattos – bem nas antecipações e no combate direto, muito mal nos passes. Além de entregar um monte de bolas para o adversário, também exagera nas rifadas de bola e chutões.

Andrezinho – com ele em campo, o Vasco é outro. Mas ontem errou mais passes que o normal. Diguinho entrou em seu lugar e pouco fez. Só apareceu mesmo tomando um drible desconcertante de um atacante adversário.

Nenê – foi caçado em campo e não conseguiu ser decisivo como sempre é. Tomou um amarelo bobo – e talvez rigoroso – e com isso está fora do jogo contra o Atlético-GO. Depois disso, deu lugar ao Eder Luís, que não teve tempo para fazer qualquer coisa.

Jorge Henrique – correu o jogo todo e tentou ajudar tanto atacando quanto defendendo. Perdeu uma boa chance no primeiro tempo. Evander o substituiu segundos antes do fim do jogo.

Leandrão – consegue ser mais lento que o Thalles, mas mostrou mais competência no que importa: colocando a bola na rede. Em um dia em que Andrezinho e Nenê estiveram abaixo do que podem apresentar, seus dois gols lhe garantiram o título de nome do jogo.

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