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Convocação = Desfalque

MSComo já sabíamos há algum tempo, Martín Silva foi convocado pela Seleção Uruguaia e desfalcará o Vasco no clássico contra o Botafogo, dando ao Jordi sua primeira chance como titular em 2016. Ainda que o jovem goleiro conte com a confiança – de parte – da torcida, deve ser muito complicado encontrar um vascaíno que chegue a ficar satisfeito com esse fato.

Até aí, nada demais. Acho perfeitamente compreensível que um torcedor não fique feliz com um desfalque importante no seu time. O que eu não entendo é que os vascaínos fiquem na bronca pela convocação do Martín e também reclamem do Nenê não ser convocado para a Seleção Brasileira.

Nenê é tão insubstituível no atual elenco vascaíno quanto o nosso goleiro titular e por isso mesmo essa questão me parece completamente sem sentido. Qual seria a motivação para um torcedor do Vasco desejar a convocação do nosso camisa 10? Vê-lo se valorizar não pode ser, já que isso não vai trazer qualquer benefício ao clube (aliás, pelo contrário, já que aumenta o interesse de outros clubes no jogador). Esperar que ele traga mais qualidade à combalida Seleção Canarinho, menos ainda: todos sabemos que se ele fosse convocado, dificilmente teria chance de entrar em campo. Se o motivo é tirar uma “ondinha” de que o time pelo qual torce teve um jogador convocado, convenhamos, o prazer que se possa ter com isso não compensa nem de perto não poder contar com um dos principais jogadores do time em um clássico. Mesmo se o argumento é “ficar feliz pelo sucesso do jogador” não me parece forte o bastante, já que não torço para o Nenê Futebol Clube, e sim para o Vasco.

Por essas e outras é que eu não vejo motivo nenhum para ficar satisfeito com a convocação dos nossos titulares. Como vascaíno, para mim os interesses do clube estão acima de seleções, metas pessoais de jogadores ou qualquer outra coisa. Se o Nenê fosse convocado como o Martín o foi, minha reação seria a mesma nos dois casos: lamentar o desfalque do Vasco.

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Cornetando a vitória

Podem me colocar na categoria de “torcedores corneteiros” – do que, aliás, fui chamado ontem pelo Twitter enquanto passava o jogo – e eternamente insatisfeito. Afinal de contas, na vitória por 1 a 0 sobre o Boavista, o Vasco até apresentou um bom futebol e, o que realmente importa, levamos os três pontos. Mas até por sabermos da capacidade do time, fica difícil não cornetarmos a atuação do Vasco por boa parte do segundo tempo.

Quem viu o Vasco no início da partida imaginou que veríamos outro adversário massacrado como o Bangu foi. Nos primeiros 25 minutos de partida, o Boavista pouco pôde fazer além de se defender e torcer para que os atacantes vascaínos não caprichassem nas finalizações. De tanto martelar, acabamos marcando num lance com improváveis protagonistas: depois da cobrança de escanteio do Nenê, Julio dos Santos escorou a bola que sobrou para Marcello Matos empurrar para a rede.

Foi pouco depois de conseguirmos a vantagem que as coisas mudaram. O Vasco deu aquela desacelerada a que todos já nos acostumamos, o que num primeiro momento só deixou a partida tediosa. Mas no segundo tempo, principalmente depois dos 10 primeiros minutos, a diminuição no ritmo se somou a um aparente cansaço do time. E com isso o Boavista cresceu no jogo. Mesmo que isso não tenha sido o bastante para corrermos riscos, devemos isso mais à incompetência do nosso adversário em criar oportunidades de gol.

As coisas só voltaram a melhorar para o nosso lado com as mexidas do Jorginho, que tirou os inoperantes Julio dos Santos e Jorge Henrique. Diguinho voltou ao time e se saiu melhor que o paraguaio não apenas na marcação, mas também quando foi à frente. E Caio Monteiro trouxe toda uma nova dinâmica ao ataque que Jorge só seria capaz de fazer se tivesse 10 anos a menos. Com essas alterações retomamos o controle do jogo e voltamos a criar boas chances. Não chegamos a ampliar o placar, mas foi o bastante para garantirmos a vitória sem maiores preocupações.

Mas esse JC, hein? Se vencemos e ele elogiou o time, está cornetando porque é chato!”. Chato – ou exigente, como prefiro considerar – eu sou mesmo. Mas a cornetagem só é feita porque sei que o time pode render mais e que a irregularidade ao longo da partida poderia ser evitada. O Vasco não pode fazer o “modo desinteresse” uma rotina toda vez que abre vantagem no placar. Contra adversários menos qualificados pode não ter consequências, mas em um clássico isso pode ser fatal. Seja por uma maior aplicação durante os 90 minutos, seja por alterações mais ágeis quando o treinador perceba uma queda de rendimento, o Vasco precisa encontrar uma maneira de evitar correr riscos desnecessários.

As atuações…

Martin Silva – dessa chegou a ter algum trabalho, mas nada que exigisse seus poderes milagrosos.

Madson – apesar de ter perdido o gol mais feito da história recente do Vasco, fez uma boa partida, aparecendo diversas vezes com perigo no ataque. E, não só isso, fez mais de um bom cruzamento em uma única partida. A convivência com um técnico que jogou muito na sua posição parece começar a surtir efeito.

Luan – apareceu no ataque diversas vezes, mostrando o quanto queria marcar um gol no seu estado natal. Tanto foi que parecia não se preocupar com o lado que a bola entrasse: quase marcou um gol contra no segundo tempo.

Rodrigo – jogou com seriedade e se saiu bem. Bateu uma falta com perigo e acabou saindo no fim do jogo, com câimbras. Jomar o substituiu e manteve o nível até o fim do jogo.

Julio Cesar – uma boa atuação, tanto defensivamente como no apoio.

Marcelo Mattos – garantiu os três pontos marcando seu primeiro gol pelo Vasco, e foi bem na marcação no primeiro tempo. Quando o time cansou no segundo tempo, teve mais problemas no combate.

Julio dos Santos – participou do lance do gol, o que já tornaria sua atuação melhor que a média. Fora isso, fez tudo aquilo que apenas o Jorginho consegue enxergar. Deu lugar ao Diguinho, que na sua volta ao time entrou para reforçar a marcação pelo meio quando o Boavista tinha certo domínio no setor. Mas além disso, ainda participou no ataque, fazendo pelo menos uma grande jogada com Thalles.

Andrezinho – teve uma participação mais discreta que nas últimas partidas. No segundo tempo pareceu cansado e sumiu.

Nenê teve aqueles momentos em que obviamente prefere tentar um lance de efeito e desperdiça a jogada. Mas como na maioria dos casos, foi decisivo: foi dele a cobrança de escanteio que resultou no nosso gol.

Jorge Henrique – teve duas chances no primeiro tempo: na primeira, faltou velocidade; na segunda, altura para cabecear a bola. No segundo tempo foi uma figura nula em campo até que cedeu lugar para Caio Monteiro, que entrou dando um novo gás ao time e criando um salseiro pra cima da defesa do Boavista.

Thalles – não fugiu do jogo, mas teve poucas oportunidades. Na melhor delas, depois de tabela com Diguinho, perdeu uma chance incrível.

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Não posso deixar de citar o bonito papel feito pela torcida vascaína em Cariacica: estádio lotado e apoio ao time durante os 90 minutos. Parabéns a todos o envolvidos pela bela festa!

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A obrigação é nossa

saojanuario-vasco-america-rn-edgardmacielNa partida última rodada, Jorginho fez mistério sobre o time que escalaria e acabou fazendo uma mudança inesperada – e, porque não dizer, esdrúxula – na equipe, que definitivamente não surtiu o efeito desejado. A não ser, é claro, que o desejo do técnico fosse fazer a pior partida do Vasco nesse Carioca. Vencemos o Voltaço, mas foi a duras penas.

Jorginho mais uma vez não abriu o jogo e não sabemos quem serão os titulares contra a mulambada, nesse que será o primeiro clássico de 2016. As possibilidades são muitas, com algumas mais próximas de se tornarem realidade. Se Jomar, Rafael Vaz, Bruno Gallo, Jorgenrique, Eder Luis e alguns outros estão na expectativa de uma titularidade, duas coisas são certas: a primeira é que a torcida está numa expectativa ainda maior por um bom desempenho do time; e a segunda é que o Vasco realmente precisa de mudanças para não passar por problemas na partida de logo mais.

Não que o Framengo seja tão temível assim. Mesmo com o favoritismo de sempre – já que a imprensa esportiva do Rio adora definir como uma certeza absoluta que o elenco urubulino é mais qualificado que o nosso – os caras já perderam pontos na competição e, assim como nós, ainda não tiveram pela frente um adversário de peso. A questão aqui é que, aparentemente, os mulambos da Gávea estão num momento ascendente na competição (ainda que a Portuguesa da Ilha não sirva como parâmetro) e nós, pelo que foi apresentado na quarta passada, estamos piorando. Como todos sabemos, um clássico meio que nivela as coisas, mas ainda assim não custa nada ao Jorginho fazer algo para que o Vasco jogue um pouco melhor.

Uma mudança no time não depende da vontade do seu treinador. Com a expulsão do Luan na última partida, Jorginho será obrigado a escalar outro zagueiro ao lado do Rodrigo. E a aparente escolha do treinador dificilmente agradará a torcida: Jomar treinou entre os titulares e deve começar o jogo. Ainda que Jorginho venha promovendo um rodízio no banco entre Jomar e Rafael Vaz (e seguindo o padrão, seria a vez do primeiro a ser relacionado), deve ser complicado encontrar um vascaíno que aprove a escolha. Vaz é mais experiente, tem mais habilidade e pode ser útil em cobranças de falta. A favor do Jomar, só consigo lembrar a habilidade em irritar atacantes veteranos (como fez com o Fred).

Mas as alterações que o time realmente parece precisar não devem acontecer. Jorginho deve estar sinceramente satisfeito com o desempenho do Rúlio dos Santos como primeiro volante e do Jorgenrique no ataque, mesmo que ambos tenham tido atuações pífias. Tanto que, mesmo quando resolveu mudar a equipe, ambos permaneceram no time e quem perdeu o lugar foi Mateus Vital. Procurar opções para dar mais pegada ao meio de campo, encontrar alguém para dividir o trabalho de criação com Nenê ou encontrar um atacante que consiga fazer ao menos UMA finalização por jogo não parecem ser prioridades.

Como os titulares não foram confirmados, sempre se pode esperar que Jorginho apareça com mudanças surpresa (desde que não seja a de escalar, do nada, mais um atacante no time). Caso o treinador não mexa na escalação, ainda podemos ter esperança que uma partida com um rival motive o grupo o necessário para que todos se empenhem mais. Se nada disso acontecer, só nos restará uma coisa na qual nos fiarmos: que nossos jogadores se lembrem que, nessa partida em especial, a obrigação de um resultado positivo é maior para o lado de São Januário. Além da vontade de manter o retrospecto recente contra a framengada, não podemos esquecer que estaremos jogando na nossa casa. E não será nada agradável ver rubro-negros fazendo festa em plena Colina Histórica, diante da nossa torcida.

VascoXMadura

Vasco X Flamengo

Martín Silva; Madson, Jomar, Rodrigo e Julio Cesar; Julio dos Santos, Mateus Vital, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Paulo Victor; Rodinei, Juan, Wallace e Jorge; William Arão, Márcio Araújo e Mancuello; Marcelo Cirino, Emerson Sheik e Paolo Guerrero.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Muricy Ramalho.

Estádio: São Januário. Data: 14/02/2016. Horário: 17h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Jackson Lourenço Massarra Dos Santos.

As redes Bandeirantes (RJ, MG, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Globo (RJ, ES, DF, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Desnecessário dizer que as torcidas, tanto a do Vasco como a da mulambada, não podem cair na pilha da rivalidade e provocar tumultos e brigas. O futebol carioca já está na maior draga sem que torcedores irresponsáveis apelem para a violência. Deixemos a disputa apenas no gramado e que os 22 sujeitos em campo façam valer seus poupudos salários – que juntos devem ganhar mais do que todos os torcedores presentes ao estádio – e que resolvam a questão na bola.

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Encarando o diabo

brasinha_zps27921022Olhando pra tabela do Estadual vemos que o América, nosso adversário de hoje, não passou de um empate fora de casa com a Cabofriense. E como a própria Cabofriense levou um sapeca do Madureira ontem, podemos ligar os pontos e ver que o simpático time da Tijuca não deve nos trazer complicações absurdas. Ou fazendo um trocadilho infame com o mascote do Mequinha, “o diabo não é tão feio quanto pintam”.

Mas é bom lembrar que eles jogarão em casa e ainda podem contar com a estreia do gringo Matias Sosa (isso se o nome do argentino for publicado no BIRA a tempo). Mas, sendo sincero, e daí? Alguém realmente acredita que Edson Passos fará toda essa diferença? Ou mesmo o reforço importado? Achar que o cara, só porque é argentino, será uma espécie de Messi que resolverá todos os problemas do América é esperar demais.

O fato é que se tudo sair dentro dos conformes, o Vasco conseguirá sua segunda vitória logo mais. Se Jorginho realmente fizer as mudanças que disse em coletiva que poderá fazer – Pikachu no lugar do garoto Mateus e Eder Luis no lugar do Jorge Henrique –  melhor ainda. Talvez coubesse uma outra alteração (Bruno Gallo no lugar do Rúlio dos Santos), mas essas possíveis duas mexidas já mostrariam que nosso treinador não se apega desesperadamente às suas ideias iniciais. Mateus Vital, por ser ainda muito garoto, pode ser colocado aos poucos no time; já o Jorgenrique não há paciência que reste com o cara.

Apesar de não ter confirmado os titulares, Jorginho pode, ainda assim, manter o time que começou jogando contra o Madureira e que não funcionou muito bem. Ele pode optar por não queimar logo na segunda rodada o filme de uns e outros no time. Se o time for um pouquinho melhor do que foi no primeiro tempo contra o Madura, talvez nem tenhamos tantos problemas. Mas quem viu a vitória na estreia do Carioca sabe que o time do segundo tempo se saiu muito melhor.

No fim das contas, o clima é meio de “tanto faz”. Essa fase inicial do campeonato é tão irrelevante que nem dá pra criticar muito o treinador se ele forçar um pouco a barra com uma escalação que ele considerou a ideal num primeiro momento. Se tudo isso servir para o time chegar ajustado e definido para o primeiro clássico, terá valido a pena.

VascoXMadura

América X Vasco

Felipe; Erick, Fábio Braz, Marcão e Marlon; Jefferson Muniz, Darlan, Renato, PH, Thiago Accioli; Jean.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Julio dos Santos, Mateus Vital (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Eder Luis) e Riascos.

Técnico: Ricardo Cruz.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Edson Passos. Data: 04/02/2016. Horário: 19h30. Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Patricia Silveira de Paiva Retondario da Silva.

O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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giganteOntem foram divulgadas as modalidades de planos do novo programa de sócios do Vasco, batizado de Gigante. O torcedor poderá analisar cada uma das categorias oferecidas no site do programa com calma, já que as associações começarão apenas no fim de março.

Sei que muitos leitores esperam que eu fale alguma coisa do programa, mas sinceramente, nem seria preciso. O presidente Eurico Miranda já falou tudo a respeito da característica mais importante dos sócios que chegarão através do Gigante: não terão direito a voto.

O Vasco já tem muitos sócios para votar. Os sócios do programa não têm direito a voto. Isso é limitado. Até porque a maioria não sabe votar.

Em outras palavras, o objetivo do programa é capitalizar a ajuda da torcida, sem dar a contrapartida aos que pagam as mensalidades de decidir quem vai gerir os recursos que surgirem. A diretoria quer a grana do vascaíno, mas não sua opinião sobre o futuro do Vasco.

Alguns dirão que outros clubes também não dão direito a voto com seus programas de sócio e que o Gigante foi criado nos moldes do Avanti, o bem-sucedido programa do Palmeiras. E eu responderia que nós não temos nada a ver com os outros clubes, que podem ter ou não a necessidade de uma renovação do seu colégio eleitoral (e, mesmo assim, há vários outros clubes que dão ao sócio-torcedor o direito ao voto, como o Internacional). E também diria que, se o Vasco tivesse um presidente que injeta grana no clube e não um que perdoa as próprias dívidas milionárias que tem com a instituição, talvez cogitasse a possibilidade de abrir mão do direito de participar das eleições no clube.

A verdade é que qualquer clube precisa da ajuda dos seus torcedores. A sorte de alguns desses clubes é ter uma diretoria que seja competente o bastante para não temer que novos sócios com poder de voto acabem por lhes tirar do poder. Essa sorte, infelizmente, o Vasco não teve.

No fim das contas, o Dotô acabou falando uma verdade indiscutível: a atual diretoria estar no poder é uma prova inegável de que a maioria dos eleitores do Vasco não sabe votar.

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As incoerências de sempre

Divulgação BC 10122010-CinquentaReais.jpg Brasília - O Banco Central (BC) lança na próxima segunda-feira (13) a segunda geração da família de cédulas do real. Primeiro, entrarão em circulação as novas notas de R$ 50 e de R$ 100. Em 2011, será a vez das notas de R$ 10 e de R$ 20 e, por último, a partir de 2012, começará a substituição das notas de R$ 2 e de R$ 5. De acordo com o BC, as duas notas de maior valor são as que demandam maior proteção contra tentativas de falsificação e, por isso, estão sendo lançadas antes das demais. Mais de 70% das cédulas falsas apreendidas no país são de R$ 50 e de R$ 100

Eurico Miranda, presidente do Vasco, em janeiro de 2015:

Eu sou contra esse processo de elitização do futebol. Falam que futebol é do povo e o clube que falam que é do povo, que é o Flamengo, quer jogar com o ingresso lá em cima. Aí tem pessoal que comenta, que tem de fazer estádio com polo gastronômico e o torcedor não tem dinheiro nem para comprar ingresso. Como quer ter isso? (…) “Não é discutir se tem jogador ou não, se o espetáculo é bom ou não. O principal é que o preço é muito abusivo. Não pode jogar três partidas no mês e querer cobrar R$ 80 por cada jogo”.

Corta para janeiro de 2016. Um ano após dar as declarações acima, a diretoria anuncia os preços para a estreia do Vasco no Estadual desse ano: arquibancadas a R$ 50 e sociais a R$ 80. Não se encontra uma justificativa para a prática de tais preços, não numa primeira rodada de Carioca, não em uma partida contra o Madureira, não no meio da crise pela qual todo país passa.

Mas, claro, o problema do Carioca é a liga ou a imprensa que menospreza a competição. Já o Vasco, cuja diretoria considera o Estadual a competição mais importante do mundo, faz o que para contribuir? Além de não fazer qualquer ação para promover sua estreia na disputa, aumenta os preços dos ingressos.

Esse tipo de contribuição só ajuda a esvaziar ainda mais o Estadual. Dois dos grandes do Rio já não dão à mínima para o Carioca, e com esse tipo de atitude, o que a diretoria vascaína parece querer é que nossa torcida também passe não se importar mais. Mas esperar o que de uma gestão que oferece um desconto de apenas 20% no bilhete para quem é sócio e que procrastina há meses o lançamento de um programa para novas associações? Para eles, 5 mil torcedores na Colina é casa cheia.

São dessas incoerências as quais, infelizmente, a torcida já está bastante acostumada.

Update: aparentemente entendi de forma equivocada as informações sobre preço de ingressos para a partida de amanhã. No site oficial está escrito o seguinte:

Preços

Quando dizem que sócio do Vasco paga R$ 40 sem especificar qual tipo de ingresso sai por esse preço, pode-se interpretar a informação de três formas:

1) Ou os sócios têm apenas 20% de desconto nas arquibancadas;

2) Ou a meia-entrada para sócios só vale para as cadeiras;

3) Ou o torcedor paga R$40 de qualquer jeito, seja nas arquibancadas ou nas cadeiras. Nesse caso, para alguns o desconto será de 50% e para outros, apenas de 20% mesmo.

Qualquer que seja a interpretação correta, o sócio perde. O correto seria meia-entrada para o sócio onde quer que ele desejasse ver a partida. R$ 25 para arquibancada e R$ 40 para cadeiras. E, claro, isso não muda o fato de que os preços parecem muito altos para a partida que é.

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Dos R$114 milhões gastos em reforços pelos 12 grandes clubes do Brasil em 2016, o Vasco contribuiu com ZERO Reais para a soma (lembrando que as contratações de Yago Pikachu e Marcelo Mattos vieram sem custos).

Mas tá na boa. Afinal de contas, o elenco de 2015 era bem forte.

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Por aparelhos

Foi mais complicado do que se poderia esperar, mas ainda assim o Vasco fez a sua parte e venceu o Santos por 1 a 0, ontem na Colina. Infelizmente os resultados que precisávamos na rodada não aconteceram e, apesar de nos mantermos vivos até a última rodada, nossa permanência na elite do futebol brasileiro respira por aparelhos.

Não que não soubéssemos há muito tempo que escapar do terceiro rebaixamento seria um drama. A reação no campeonato, que veio bem mais atrasada do que deveria, não teve a força necessária para compensar 22 rodadas com um desempenho indigno para nossas tradições. E 2015 entrou em seus derradeiros capítulos, como não poderia deixar de ser de forma dramática: uma chuvarada desabou sobre o Rio, atrapalhando a chegada da torcida, inundando São Januário e provocando o atraso da partida em mais de uma hora.

O campo pesado seria mais um problema para o Vasco, que tem um time recheado de veteranos e que jogaria contra um Santos formado basicamente por moleques. O começo da partida foi preocupante. Mesmo que o desempenho longe da Vila Belmiro seja ridículo, foi o Peixe que ameaçou primeiro: Rodrigo vacilou e o atacante Nilson, cria da Colina, só não marcou de cabeça por conta de uma milagrosa intervenção de Martín Silva.

O susto logo no início fez o Vasco acordar. Mas, como de costume, o domínio vascaíno não se convertia em muitas chances de gol. Tirando uma oportunidade com Jorge Henrique (que chutou pra fora na cara do gol) e outra com Riascos (que errou uma finalização por cobertura), nos limitamos a rondar a área santista e tentar chutes de média e longa distância sem levar muito perigo ao gol santista.

Foi preciso que Nenê aparecesse dentro da área para que o alívio chegasse. No finalzinho do primeiro tempo, o camisa 10 perdeu grande chance após receber a bola em um lateral cobrado rapidamente por Jorge Henrique. Na sequência da jogada, após cobrança de escanteio, o mesmo Nenê sofreu pênalti e o cobrou, abrindo o placar pouco antes da ida para o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco parecia interessado em fazer um repeteco do jogo contra o Joinville: o time começou a mostrar o inevitável cansaço e permitiu que o Santos tomasse mais a iniciativa. Jorginho mais uma vez demorou a fazer substituições, mesmo que alguns jogadores estivessem claramente se arrastando em campo.

Por sorte, o desentrosamento do time reserva santista não permitiu que eles aproveitassem o melhor momento na partida. Nosso treinador finalmente resolveu mexer no time e a entrada do Rafael Silva ajudou a levar o Vasco novamente ao ataque. Ainda assim – e mesmo com as entradas de Bruno Gallo e Guiñazu – passamos por momentos de tensão com o time evidentemente morto nos minutos finais. Mas a luta e a superação do time foram o bastante para segurar o placar até o fim.

Conseguimos a vitória que nos manteve com esperanças até a última rodada, e a felicidade só não foi maior por conta da derrota do Palmeiras para o Coxa. Em uma outra situação, encarar o Coritiba já sem riscos de queda poderia até ser melhor, mas as rodadas anteriores não nos ajudaram e precisaremos, não apenas vencer a partida no Couto Pereira, como também contar com o as ajudas de Corinthians e Fluminense no domingo que vem. Não depender apenas das nossas próprias forças para escapar é o preço que pagamos pela pífia campanha que fizemos por 22 rodadas. O que torna tudo muito mais injusto, já que o Vasco que só nos fez passar vergonha nesse Brasileirão não é ESSE Vasco de ontem. O de antes, certamente já estaria rebaixado há algum tempo; o Vasco que venceu ontem e que chega vivo à última rodada não merece, de forma alguma, o rebaixamento.

As atuações…

Martín Silva – na minha opinião, foi ainda mais importante que o Nenê no jogo de ontem. Não tivesse operado um milagre antes dos cinco minutos do primeiro tempo, o Santos teria aberto o placar e o jogo ficaria infinitamente mais complicado. E ao longo do jogo ainda fez mais umas duas ou três defesas difíceis.

Madson – teve espaço para apoiar e aproveitou os mesmos. Mas, como sempre, não conseguiu concluir as jogadas. Defensivamente vem sendo regular e ontem não foi diferente.

Rafael Vaz – na defesa fez o simples e não chegou a se complicar. Quando foi à frente foi o contrário: mostrou estilo numa tentativa de bicicleta, mas isolou a bola.

Rodrigo – jogou deslocado para a posição do Luan e demorou um pouco para se acertar. Estava marcando – ou deveria estar – o atacante Nilson quando esse obrigou San Martín a defender uma cabeçada com endereço certo.

Julio Cesar – atento na defesa, só subiu ao ataque na boa, sem arriscar muito no apoio.

Diguinho –  foi bem na saída de bola e mostrou grande empenho no combate. Saiu de campo exaurido, dando lugar ao semiesquecido Guiñazu, que no pouco que esteve em campo só mostrou o novo corte de cabelo.

Serginho – novamente com mais liberdade para avançar, se atabalhoou em todas as subidas ao ataque.

Andrezinho – fez uma boa partida, iniciando a maioria das jogadas ofensivas. Tomou o terceiro amarelo e já está de férias. Bruno Gallo entrou em seu lugar e apenas ajudou o time a garantir o resultado.

Nenê – vinha fazendo uma partida discreta até o fim do primeiro tempo, quando desperdiçou uma chance claríssima em um lance e sofreu o pênalti na jogada seguinte. Cobrou e converteu com a categoria de sempre. Se entregou tanto em campo que mal conseguia andar ao final do jogo.

Jorge Henrique – tirando a disposição apresentada em todo o jogo, pouco fez. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo.

Riascos – a correria de sempre, dando trabalho para a defesa adversária. Mas, como já se sabe, suas limitações intelectuais o impedem de escolher a jogada certa a fazer. Quando mostrou um lampejo de inteligência quase fez um belo gol por cobertura, mas pegou mal na bola. Também cansou e deu lugar ao Rafael Silva, que trazendo novo gás ao time, ajudou o Vasco a voltar ao ataque no segundo tempo.

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Mais de 10 mil vascaínos encararam a chuva, ruas alagadas, trânsito caótico e falta de transporte para apoiar o time no estádio. Foram à Colina, esperaram o adiamento de mais de uma hora para o início da partida e fizeram uma festa inesquecível e provaram a sua importância nesse momento gravíssimo da competição.

A entrada do time para se aquecer no campo, passando no meio dos torcedores, foi uma das cenas mais incríveis protagonizadas pelos vascaínos em muito tempo. Uma demonstração de força e amor ao clube e uma prova de que, não importam as burrices dos nossos dirigentes ou as dificuldades que a equipe atravesse, a torcida sempre estará junto ao Vasco.

Se lembrarmos que a maioria absoluta dos ingressos foi vendida antecipadamente, podemos deduzir que os poucos mais de 10 mil vascaínos poderiam estar em número muito maior, fosse a diretoria razoável e entendesse que nesse momento, o apoio do torcedor é muito mais importante que fazer caixa dobrando o preço do ingresso.

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Também publiquei uma coluna no site do Vasco Expresso. Cliquem aqui e confiram.

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Todos perdem

Vasco-QuissamãNa importante partida entre Vasco e Corinthians, em São Januário, a diretoria achou por bem dobrar o valor do ingresso para a arquibancada (passando de R$ 40 para R$ 80). A torcida cumpriu o seu papel e, a despeito do preço salgado, compareceu em peso, esgotando os 20.900 ingressos na véspera da partida.

A partida de amanhã contra o Santos, dada a sequência de resultados no Brasileirão, é ainda mais importante para o Vasco que o jogo contra os marsupiais. Para nós, não há outro resultado que possa interessar além da vitória e o apoio da torcida em São Januário é, na mesma medida, ainda mais importante.

Ainda assim, a diretoria manteve o preço de R$ 80 para as arquibancadas.

Diferente do jogo contra o Curintías, os ingressos para o jogo de amanhã – como já disse, mais importante para o clube e quando precisamos ainda mais da torcida lotando o estádio – não acabaram. Pelo contrário, nem metade da carga de 21. 450 ingressos foram vendidos. A possibilidade de encalhe fez com que a diretoria abrisse as bilheterias da Colina no dia da partida, coisa que não fez (e nem precisou fazer) no jogo contra os gambás.

Sobre a situação da partida desse domingo, falo a mesma coisa sobre o jogo contra o Corinthians: nos dois jogos, desesperados pela vitória como estávamos e mais ainda como estamos, o correto era garantir que São Januário virasse um caldeirão, se fosse o caso, barateando os ingressos para incentivar a torcida. Mas como nossos dirigentes acharam por bem encarecer os ingressos nas duas ocasiões, das duas uma: ou a diretoria não vê a importância de termos o estádio cheio nesse momento da competição ou, pior ainda, se aproveita do fato de que a torcida não abandonará o time essa hora e resolve fazer caixa às custas da paixão e da vontade de apoiar do vascaínos.

Seja qual for a resposta, todos perdem. Perde o torcedor que vai, que não precisaria pagar um ingresso tão caro; perde o torcedor que não vai por não ter grana, que queria apoiar o time e não poderá; e perde o time, que precisa como nunca do estádio lotado para ter ainda mais motivação para a vitória e corre o risco de ver as arquibancadas vazias.

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Não que pudéssemos esperar algo muito diferente de uma diretoria que em 11 meses não conseguiu fazer um programa de sócios, que oficialmente recomende que a torcida não vá a um clássico e que, em pleno 2015, não venda ingressos pela internet.

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O pior é que ainda vai aparecer gente defendendo essa política de preços, fazendo a estúpida analogia entre valor pago pelo ingresso x amor ao Vasco. Falar “seu amor pelo time não vale R$ 80?”, como se fosse o poder aquisitivo que definisse quem é ou deixa de ser vascaíno, é uma imbecilidade enorme e uma ofensa a quem gostaria muito de ir ao jogo e não tem condições financeiras para isso.

Se for pra fazer uma escala de quem é mais ou menos vascaíno, me parece muito mais vascaíno um torcedor que deixa de ir a uma partida por falta de grana que um vascaíno que defende tudo o que uma diretoria faz, mesmo quando claramente prejudique o clube.

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