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Drama e êxtase

Uma final não é apenas mais uma partida entre tantas em um campeonato. Toda final é um momento que supera e redime qualquer competição.

O estádio lotado não tem apenas torcedores, mas testemunhas de um acontecimento histórico, uma pequena epopeia repleta de drama e êxtase. Mas apenas um lado tem o que comemorar ao apito final. E, geralmente, o vencedor é quem passa por essa montanha-russa de emoções sem fraquejar.

A final entre Vasco e Botafogo foi assim. E ambos se provaram merecedores protagonistas do último ato desse Estadual. No maior palco do esporte brasileiro, fizeram das finais um espetáculo à altura de suas tradições, se não pela técnica ou pela plasticidade do futebol apresentado, pelas emoções que proporcionaram às suas torcidas.

Como todo drama, a final teve seus heróis. Alguns, óbvios como Martín Silva e Nenê, mas também heróis improváveis: quem poderia imaginar que um atacante com 1,67m de altura fosse marcar um gol de cabeça em um dos melhores goleiros do país? Ou que um zagueiro, quase dispensado no ano passado, entraria inesperadamente na segunda partida para marcar o gol do título?

Heróis inesperados podem ser um sinal de um elenco com opções ou – o que é mais provável – uma prova de que alguns jogadores têm estrela. Seja como for, na hora de decisão quem brilhou não foi a estrela solitária, mas sim a estrela do Jorginho e dos seus comandados. O que não significa que fomos campeões por obra do acaso; muito foi feito para o Vasco chegar onde chegou. O título é a coroação da competência de um trabalho traduzido numa invencibilidade de 25 partidas. Diante disso, não há como colocar qualquer mérito no acaso.

Vaz comemorando o gol do título (Foto: www.vasco.com.br)

Vaz comemorando o gol do título (Foto: http://www.vasco.com.br)

Somos bicampeões estaduais, repetindo um feito não conseguimos igualar por mais de 20 anos. E por mais que esteja na moda tentar diminuir a importância do Carioca, esse grupo do Vasco escreveu ontem um capítulo na história do clube que nunca será esquecido.

As atuações…

Martín Silva – não precisou fazer milagres, mas fez pelo menos duas daquelas grandes defesas que lhe garantem o mérito de ter sido um dos principais – talvez O principal – responsáveis pelo título.

Madson – sem a necessidade de atacar constantemente, se ateve mais à defesa e, ainda assim, falhou no lance do gol botafoguense. Para compensar, numa das poucas arrancadas que deu rumo ao ataque, acabou sofrendo a falta que originou o gol do título.

Luan – errou a maioria dos lançamentos e viradas de bolas que arriscou, mas vinha tendo uma atuação segura, se saindo bem no confronto direto e não tendo pudores ao apelar para os chutões quando necessário. Acabou sendo substituído no intervalo, lesionado. Rafael Vaz entrou em seu lugar e foi do inferno ao céu em questão de minutos: deixou o Leandrinho sozinho no lance do gol botafoguense para pouco depois marcar o gol do título. Fora isso, manteve o nível da segurança na zaga, mas foi melhor que Luan nas saídas de bola.

Rodrigo – não conseguiu evitar o cruzamento que terminou no gol alvinegro, mas manteve o bom nível das atuações em clássicos. Jogou com firmeza e dificilmente perde uma disputa no mano-a-mano.

Julio Cesar –também foi tímido no apoio e mesmo assim foi seu lado do campo o melhor caminho para o Botafogo chegar ao ataque.

Marcelo Mattos – incansável no combate, mas erra muitos passes. Em alguns momentos foi envolvido pelos meias botafoguenses.

Julio dos Santos – procurou ocupar os espaços no meio de campo e o fez bem. Mas poderia ser mais participativo na criação de jogadas. Sua única participação ofensiva com algum destaque foi em um corta-luz que deixou Riascos na cara do gol. Yago Pikachu entrou em seu lugar quando o jogo estava empatado, provavelmente para explorar os espaços que apareceriam contra um Botafogo que precisava desesperadamente de um gol. Não chegou a cumprir essa função e apesar do esforço, não manteve o nível do Julio na marcação pelo meio de campo.

Andrezinho – mais uma vez ditou o ritmo do Vasco, voltando para iniciar as jogadas e ajudando também na marcação. Participou dos melhores lances do time e ainda apareceu na frente para finalizar.

Nenê – foi o Nenê de sempre. Sofreu com a marcação, recebeu uma penca de faltas, reclamou do juiz, perdeu algumas bolas bobas e pouco fez em campo. Isso até achar que está na hora de resolver a partida e ser decisivo: saiu dos pés do camisa 10 o cruzamento para Rafael Vaz marcar o gol do título.

Jorge Henrique – se recebesse o salário de acordo com as funções que faz em campo, seria o mais bem pago do elenco: cobre o lateral até a linha de fundo, dá o combate no meio de campo e, quando sobra algum tempo, é visto até no ataque! Jogue bem – como ontem, quando fez algumas boas jogadas no ataque no primeiro tempo – ou mal, é impressionante seu comprometimento com as tais “funções táticas”.

Riascos – teve apenas uma chance clara para marcar, mas chutou fraquinho após corta-luz do Rúlio dos Santos. Se não tentasse sempre driblar todos os jogadores que encontra pela frente e colaborasse mais com passes no ataque, seria mais eficiente. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que só tinha mesmo uma função em campo: correr como um louco e ajudar a fechar o meio de campo.

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Justa homenagem

JANUARIO
Comemorar o aniversário da Colina é festejar o amor da nossa torcida pelo nosso clube. Por isso, os parabéns hoje vão para São Januário e para todos nós!

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Chuta que é macumba

MacumbaComeça hoje mais uma Copa do Brasil para o Vasco, a nona participação do clube na competição sob a presidência do sr. Eurico Miranda. E como em 2016 essa é a nossa única possibilidade de um título decente em âmbito nacional, é vital que a equipe não siga a tradição de protagonizar fiascos na Copa quando o Dotô é o mandatário vascaíno.

Relembrando para os mais distraídos: nas outras oito vezes em que o Vasco esteve na Copa do Brasil com o Eurico presidente, fomos eliminados três vezes nas quartas de final (2002, 2003 e 2015), uma vez nas oitavas (2005) e em 2004 e 2007 não passamos sequer da segunda fase, quando fomos eliminados – as duas vezes em casa – pelo XV de Campo Bom e pelo Baraúnas, respectivamente.

PS: antes que os defensores do Dotô falem que eu esqueci que chegamos a uma semifinal e a uma final com o Eurico no comando, vale lembrar que mesmo nessas situações pagamos mico: em 2006 acabamos perdendo a final justo para a mulambada; e em 2008 fomos eliminados pelo primeiro time de primeira divisão com o qual cruzamos, o Sport. E rodamos em pleno São Januário, com erro grave de arbitragem, o que mostra a quantas andava o tal “respeito” já há oito anos.

Então, além de nos preocuparmos com o Remo – que mesmo sendo um clube tradicional no futebol brasileiro, anda mal das pernas – precisamos nos preocupar com a uruca que o atual presidente carrega quando se trata da Copa do Brasil. Tomara que a fé do nosso treinador seja suficiente para anular as energias negativas do homem do charuto.

E falando no nosso treinador, Jorginho aparentemente deve colocar todos os titulares que tiver a disposição para jogar. Julio Cesar, vindo de contusão, e Rodrigo, que se machucou na última partida, serão substituídos por Henrique e Rafael Vaz. Riascos deve voltar ao ataque, mas como o técnico não confirmou a quem vai pro jogo, Thalles ainda corre por fora. Jorge Henrique deve voltar ao time. Ou seja, nem podemos dizer que o Vasco irá com um time misto.

Seja isso uma boa notícia ou não, jogando o que pode – e não o que tem jogado nas últimas partidas – é uma equipe que tem totais condições de vencer o Remo, que sequer conseguiu chegar à fase decisiva do campeonato paraense. Por conta disso, a motivação maior dos donos da casa é a grana: se conseguir manter o jogo da volta, o Remo fica com 100% da renda da partida. Então devemos estar preparado para encarar um adversário que fará de tudo para não perder por dois gols de diferença.

Mas não podemos esquecer que, em se tratando de grana, o Vasco também não pode vacilar. Além de conseguir um descanso eliminando a partida em São Januário, a classificação automática nos garantirá 60% da renda do Mangueirão (algo que até seria justo, já que o grande apelo do jogo é por conta do nosso time e da nossa torcida no Pará). Então vencer e vencer bem deve ser o objetivo do time. Para isso, Jorginho e seus comandados precisarão superar o adversário, os erros que temos cometido ultimamente e também a urucubaca que nosso presidente carrega na Copa do Brasil.

Remo X Vasco

Remo X Vasco

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Ítalo e Igor João; Yuri, Chicão, Welthon e Eduardo Ramos; Ciro e Luiz Carlos Imperador.

Martín Silva; Madson, Luan, Rafael Vaz e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Marcelo Veiga.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mangueirão. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Rodolpho Toski Marques. Auxiliares: Marcos Santos Vieira e Uesclei Regison Pereira dos Santos.

A rede Globo (RJ, PA e parte da rede) transmite ao vivo. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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Depois de muitos anos acompanhando o futebol, fica difícil esperar alguma coisa da justiça desportiva. Mas dessa vez, confesso, o TJD-RJ me surpreendeu.

Ontem tinha feito no Twitter um prognóstico do que aconteceria no julgamento do Rodrigo e do Guerrero:

Por mais que não tenha nenhuma confiança nos critérios utilizados nos julgamentos do Tribunal Desportivo, não acreditei que eles teriam coragem de punir apenas o jogador do Vasco, mesmo que o outro julgado fosse do “mais querido“.

Só que eu estava enganado. No julgamento, Rodrigo pegou um jogo de suspensão e Guerrero, uma advertência.

Ou seja, para o TJD-RJ, uma provocação é pior que uma agressão. A meu ver, isso abre um precedente perigoso. Isso, claro, se ele fosse ser usado em qualquer outra situação daqui pra frente, o que eu duvido. Quem sabe num próximo jogo em que o atacante mulambo acerte uma cotovelada em outro adversário.

Vão dizer que o Rodrigo é famoso por sua conduta, digamos, “provocativa“. Isso é verdade, mas problemas disciplinares não são exclusividade do zagueiro vascaíno. Uma breve procurada no Google mostra rapidamente a quantidade de vezes que o Guerrero já foi réu nos TJDs da vida, desde os tempos de gambá. Se a punição ao primeiro é por conta da reincidência, não punir o segundo é completamente sem sentido.

Ou SERIA sem sentido…se a regra do “aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei” não fosse tão comum no mundo do esporte. E como podemos ver abaixo, não é por falta de amigos que jogadores do Flamengo pegarão um belo gancho quando julgados…

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Foto: Rafael Chimelli/GloboEsporte.com

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A Caixa Econômica Federal anunciou em seu site a renovação do contrato de patrocínio com o Vasco. O valor no papel é mesmo de R$ 7,5 milhões, mas há uma cláusula de desempenho: caso o time consiga o retorno à elite do futebol nacional, o Banco pagará um bônus de R$ 1,5 milhões para o clube.

O acerto acabou sendo favorável para os dois lados. O Vasco não ficará com apenas metade do que recebeu ano passado (e ainda pode negociar áreas que deixarão de exibir a marca da CEF) e a Caixa “não deu o braço a torcer”, já que oficialmente pagará o valor que queria e o bônus….bem, é um bônus, não faz parte do patrocínio.

Tudo certo então. Basta o Vasco fazer a sua obrigação e conseguir o acesso.

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Encaminhando a classificação

vasbotO Botafogo fez a melhor campanha da primeira fase do Estadual; o Vasco é o único time com 100% na Taça Guanabara; ambos são os times que sobraram na competição a permanecer invictos. Tudo isso dá ao clássico de hoje o status de duelo entre os dois melhores times do Rio no ano. Mas pelo nosso lado há mais motivos para fazer tudo pela vitória hoje.

Claro que olhando a tabela fica claro quem mais precisa dos três pontos. Tendo empatado com o Fluzim na primeira rodada, o alvinegro conta com a vitória para chegar à liderança da competição. Mas para o Vasco, vencer hoje é dar um passo enorme para conquistar a Taça: abriríamos cinco pontos de diferença para dois dos grandes na competição (a mulambada, que ontem perdeu para o Voltaço e para o próprio Botafogo) e, na pior das hipóteses, quatro pontos contra o Fluzim, caso vença o Boavista hoje.

Há também o fator psicológico. Em um confronto entre os dois times de melhor campanha, quem sair vencedor terá mais moral para o restante do turno. No caso do Vasco ainda mais, já que jogaremos sem um dos principais jogadores da equipe (não que Jordi não mereça alguma confiança, mas não há como negar que Martín Silva faz uma falta enorme).

Por outro lado, podemos dizer que teremos a vantagem de jogar em São Januário. Não dá pra negar que isso nos favorece, mas é o tipo de vantagem que joga mais pressão para o nosso lado. O empate no primeiro turno, da forma como foi e também na Colina, também aumenta a responsabilidade por um bom resultado. Se o Vasco se comportar como no jogo contra o Bangu e como no primeiro tempo contra o Boavista, temos plenas condições de fazer um jogo melhor que o que tivemos no primeiro clássico com o Canil.

O Vasco joga hoje para manter marcas importantes como a longa invencibilidade da equipe e o excelente retrospecto contra os nossos rivais. Mas Jorginho e seus comandados têm tudo para fazer hoje o mais importante, que é deixar bem encaminhada nossa classificação para as semifinais. E em caso de uma vitória, podemos até arriscar, ficarmos bem perto de acabar com o jejum em Taças Guanabara.

Vasco X Botafogo

Vasco X Botafogo

Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Júlio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Jefferson, Diego, Carli, Emerson e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê; Salgueiro e Ribamar.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Ricardo Gomes.

Estádio: São Januário. Data: 27/03/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Rodrigo Nunes de Sá. Auxiliares: Luiz Claudio Regazone e Diogo Carvalho Silva.

As redes Bandeirantes (RJ, MG, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Globo (RJ, MG, ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Quando um vascaíno pensa em um jogo realizado na Páscoa, é quase certo que se lembre do memorável sacode que demos nos mulambos em 2000, quando o Vasco encheu a sacola framenga com cinco gols. Por conta dessa partida, eternizada como o “chocolate de páscoa”, é natural que nossa torcida tenha uma certa predileção por partidas marcadas nessa data festiva.

Mas fazendo um retrospecto das últimas partidas que tivemos na Páscoa não temos tantos motivos para tanta confiança no clássico de logo mais. De 2000 para cá, o Vasco teve sete jogos em domingos de Páscoa e vencemos apenas um (contra o modesto Duque de Caxias, em 2010). No resto, um empate contra os Flores em 2001 e cinco derrotas, inclusive para equipes menores do carioca, como a Cabofriense (2007) e para o Friburguense ano passado. Aliás, mesmo o “chocolate” de 2000 acabou não sendo tão saboroso no final, já que perdemos a final do Estadual daquele ano.

Tudo isso é só pra lembrar a torcida que esperar uma goleada contra o Foguim somente por conta do dia de hoje não faz sentido. Assim como também não faz sentido lamentar demais caso as coisas não saiam como esperamos nesse domingo: curiosamente, nos dois últimos anos em que fomos campeões cariocas, jogamos na Páscoa e perdemos (1 x 3 contra o São Paulo em 2003 e 4 x 5 contra o Friburguense ano passado).

Seja como for, desejo uma feliz Páscoa para todos!

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Uma estreia promissora

O que mais me agradou na vitória do Vasco sobre o Bangu por 2 a 0 foi a postura do time em campo. Pelo que vimos, parece que a equipe do Jorginho encarou mesmo o início da Taça Guanabara como a primeira partida pra valer no ano e se impôs sua superioridade em campo na maioria absoluta dos 90 minutos.

Independente das limitações do adversário, os 10 minutos iniciais foram provavelmente os melhores do Vasco no Estadual. Com bom toque de bola ao atacar e uma marcação eficiente, praticamente não demos chances para o Bangu fazer qualquer coisa além de se defender. Termos tido quatro finalizações nos cinco primeiros minutos com bola rolando mostra o tamanho da pressão sofrida pelo alvirrubro no começo da partida. Com um pouco mais de capricho nos arremates e sem a excelente atuação do goleiro Célio, poderíamos ter aberto o placar bem mais cedo.

Mas não abrimos e aos poucos o Bangu conseguiu dar suas primeiras escapadas para o ataque. Nada porém que chegasse a ameaçar. Martín Silva poderia levar suas luvas em qualquer loja e pedir sua troca alegando que não as utilizou. Depois de um tempo sem muitas emoções, veio o resultado prático do adversário não ficar mais tão fechado em sua defesa: surgiram mais espaços para o Vasco avançar e abrir o placar. Madson avançou, recebeu boa bola do Julio dos Santos e centrou para a área; Jorge Henrique entrou de carrinho e marcou.

Mesmo com a vantagem o Vasco seguiu pressionando e o 1 a 0 só permaneceu no placar até o fim da primeira etapa por conta do goleiro do Bangu, que fez pelo menos um milagre, em cabeçada certeira do Rodrigo. Jorginho chegou a lamentar que seu time não tivesse matado a partida com as chances que teve, mas achou por bem não fazer qualquer substituição no intervalo.

Sem alterações no Vasco, sem alterações na partida. Seguimos pressionando, criando jogadas e impedindo que o Bangu criasse chances. Com a partida controlada, só estava faltando o segundo gol, o que aconteceu aos 29 em jogada de Andrezinho com a zaga: o meia cruzou, Rodrigo cabeceou para o meio da área e a bola encontrou a perna do Luan e terminou na rede.

Com o 2 a 0 no placar o Vasco naturalmente diminuiu o ritmo. Com isso o Bangu tentou crescer e teve algumas boas chances em contra-ataques. Poderíamos até ter sofrido um ou dois gols, mas os atacantes adversários pareciam determinados em não dar trabalho ao nosso goleiro e chutaram todas longe do gol. Nos minutos finais Jorginho fez as três substituições, colocando Caio Monteiro, Mateus Vital e Índio em campo. Os garotos não tiveram tempo para fazer muita coisa e nem seria necessário. A vitória já estava mais que garantida.

É sempre bom lembrar que o Bangu não chega a ser parâmetro para muita coisa. Mas a atitude do Vasco em campo, essa sim, serve para deixar a torcida confiante. Diante do que os rivais têm apresentado na competição, nosso time parece estar num padrão de jogo um pouco melhor, o que pode fazer a diferença na hora dos jogos decisivos. Se considerarmos que essa foi a primeira partida que realmente valia alguma coisa nesse ano, a torcida pode ficar satisfeita com o desempenho do Vasco nessa estreia.

As atuações…

Martin Silva – sua ida à São Januário ontem só se justificou pela homenagem recebida por completar 100 jogos com a camisa do Vasco. Fora isso, não precisou fazer quase nada em campo.

Madson – fez um bom primeiro tempo – quando foi presença constante no apoio e acertou um dos seus raros cruzamentos – e acabou sendo mais discreto na etapa final.

Luan – sem muitas preocupações na zaga, acabou dando as caras no ataque algumas vezes. De tanto fazer isso, acabou marcando o segundo gol do time.

Rodrigo – também não teve muitos problemas com o ataque adversário e foi visto tentando aprontar alguma coisa no ataque. Em dois lances quase marcou o seu – no primeiro, evitado por um milagre do goleiro do Bangu e no segundo, por cometer entrada faltosa ao disputar a bola – e em outro ajeitou de cabeça para Luan marcar (ainda que involuntariamente).

Julio Cesar – foi mais presente no apoio que de costume e conseguiu criar alguns lances de perigo quando avançou. Ainda assim fez uma partida segura defensivamente, não deixando espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos – fez bem o papel de proteção à zaga, mesmo que tivesse que apelar para as faltas em alguns lances. Com o time cansando no segundo tempo e sendo o único a se preocupar exclusivamente com o combate, passou a ter alguns problemas para fechar os espaços pelo meio de campo.

Julio dos Santos – participou bastante do jogo, mas segue sendo muito lento na recomposição e errando a maioria dos passes decisivos. Ao menos ontem iniciou a jogada do primeiro gol, acertando bom passe para a infiltração do Madson.

Andrezinho – mesmo tendo que ajudar na marcação foi o jogador mais útil da criação. Participou da maioria das jogadas ofensivas do time, incluindo aí o cruzamento que originou o segundo gol. Saiu já nos acréscimos para a entrada do Matheus Índio, que viu o árbitro apitar o fim do jogo assim que pisou em campo.

Nenê – como não poderia deixar de ser, foi muito marcado e teve problemas para ser o cérebro do time. O excesso de tentativas de jogadas de efeito também atrapalharam um pouco. Como na última partida, entrou tarde no jogo, tendo seus melhores lances com a partida já resolvida.

Jorge Henrique – ontem teve uma das suas melhores atuações pelo Vasco, não apenas pelo gol que marcou, ainda no primeiro tempo, mas por ter mostrado mais efetividade no ataque, não apenas correndo de um lado pro outro, mas procurando jogo e arriscando finalizações. Poderia até ter marcado outro se tivesse mais faro de gol. Saiu no final para entrada de Mateus Vital, que no pouco tempo que teve em campo só apareceu tropeçando sozinho quando puxava um contra-ataque.

Thalles – teve algumas chances, fez algumas boas jogadas, mas saiu em branco de campo. Caio Monteiro entrou em seu lugar já nos minutos finais e não teve muito tempo para aparecer.

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Hoje é um dia de comemoração não apenas para o Vasco, mas para todo o futebol brasileiro: 14 de março é o dia de aniversário da primeira conquista internacional de um clube do Brasil, o I Campeonato Sul-Americano de Clubes. E o autor de tamanha façanha não poderia ser outro além do Gigante, instituição que faz do pioneirismo uma tradição.

Como segunda é dia de coluna no Vasco Expresso, falo desse grande feito lá no site. Cliquem e confiram.
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E começa 2016

Depois de um fim de ano terrível e de um longo período sem muitos motivos para nos animarmos demais, finalmente veremos nosso Vasco de novo em campo. Talvez a bola rolando nos faça esquecer da falta de boas notícias nesse começo de 2016 e uma vitória sobre o Madureira, na estreia do Estadual, pode fazer nascer a esperança de uma temporada feliz para todo vascaíno.

E mesmo levando em consideração a falta de ritmo, natural para qualquer time em janeiro, só uma vitória hoje na Colina será satisfatória. Se os reforços de renome não chegaram – teve o Pikachu e o Marcelo Mattos, mas os caras nem titulares são – a manutenção da base do ano passado deve servir como vantagem. Ainda que não tenhamos conseguido escapar do rebaixamento, o nível de futebol apresentado pela equipe no final do Brasileiro de 2015 deveria ser mais que o bastante para conseguirmos uma vitória tranquila sobre o tricolor suburbano.

Não servirá como desculpa o meio de campo escolhido pelo Jorginho, que não aparenta ser dos mais combativos, nem o fato do nosso ataque ser formado por jogadores que notadamente vivem brigados com a artilharia. Se esses problemas serão somados à falta de ritmo, há as compensações do time jogar junto há um bom tempo, estar descansado e, ainda que tenha limitações, ser bem mais qualificado que o do adversário (ver o Madura com um ataque formado por Geovane Maranhão e Souza e treinado por Alfredo Sampaio, todos de funestas lembranças para os vascaínos, é uma prova disso). Se Julio dos Santos vai molengar e vacilar no combate, Luan e Rodrigo devem resolver a questão. E para cada gol perdido pelo Riascos, o Nenê deve criar bons lances ou balançar as redes.

Um bicampeonato no Estadual seria uma forma de amenizar um segundo semestre no qual dificilmente teremos muitos motivos para nos orgulharmos. E já que o Carioca ganhou um significado maior para o ano do Vasco, quem sabe uma boa estreia não tem o mesmo efeito para o campeonato?

VascoXMadura

Vasco X Madureira

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Julio dos Santos, Andrezinho, Mateus Vital e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Rafael; Fillipe Formiga, Daniel, Jorge Fellipe e Ernani; Leandro Chaves, João Carlos e Ryan; Arthur Faria, Geovane Maranhão e Souza.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Alfredo Sampaio.

Estádio: São Januário. Data: 31/01/2016. Horário: 17h. Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.

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Janeiro é o mês de aniversário de dois dos maiores ídolos da história recente do Vasco da Gama, um nascendo um dia após o outro: o primeiro, no dia 29, um dos maiores atacantes da história do futebol mundial; e no dia 30, o meia autor de um dos gols mais importantes da história do Gigante.

Parabéns, Romário e Juninho. Por terem ajudado nas conquistas de uma Libertadores, uma Mercosul, dois Brasileiros, um Rio-SP e três Cariocas, podemos afirmar com certeza que, sem o Baixinho e o Reizinho, a história do Vasco seria um pouco menos rica do que é.

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Lembrando a todos que o segundo turno do Prêmio Top Blog já começou e esse humilde bloguinho precisa mais que nunca da ajuda de vocês para ganhar essa taça. Para dar aquela moral ao Blog, basta votar – o maior número de vezes possível – clicando no banner que está aí na lateral direita da página ou clicar aqui.

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A pauta do dia

Tirando o golaço do Nenê feito do meio de campo, muito pouco tem acontecido na pré-temporada em Pinheiral que valha a pena se comentar. Treinos, elogios à forma física de jogadores e apresentações de atletas que já estão no elenco há dias não chegam a interessar muito. Ou seja, depois de mais uma eliminação precoce na Copinha, os assuntos rarearam.

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Teve o sorteio da Copa do Brasil, que definiu o Remo como nosso primeiro adversário na competição. As datas das partidas ainda não foram definidas, mas já se sabe que adversários teremos pela frente caso passemos pela equipe paraense: CRB-AL ou Ivinhema-MS.

Como sempre, as primeiras fases da Copa do Brasil não chegam a ser extremamente desafiadoras. Não dá pra crer que, mesmo com as carências que temos no atual elenco, tenhamos problemas para avançar para a terceira fase da competição. Né?

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As renovações do Nenê (mais três anos) e do Luan (mais quatro) foram as melhores notícias por esses tempos. Para essa temporada, os dois são muito importantes e titulares indiscutíveis nesse elenco. A permanência deles garante a manutenção da base que quase nos livrou do rebaixamento em 2015 e, mantendo o nível das atuações da reta final do Brasileiro passado, ajudarão o time nas disputas do Estadual e da Série B.

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Ficamos sabendo hoje que o meia Jéferson, aquele da primeira disputa da Série B em 2009 e que voltou ao Vasco ano passado, deixou o clube e acertou com o Madureira para a disputa do Carioca. Assim com o zagueiro João Carlos, outro repatriado ano passado, Jéferson veio, recebeu alguns salários, valorizou-se e foi embora sem sequer estrear.

Gostaria de saber o que os defensores desse tipo de contratação – aliás, de QUALQUER contratação feita por esse diretoria – tem a dizer sobre isso. Poderia apostar que nada além de um silêncio constrangido seria a resposta.

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E na série “recordar é viver (até porque ultimamente não temos muito o que fazer)“, vale lembrar que hoje é o aniversário de 15 anos do nosso tetracampeonato, o último momento de um Vasco realmente gigante e que comprovava isso com títulos e conquistas.

Saudades enormes desse tempo….

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Acabou o primeiro turno do Prêmio Top Blog e o Blog da Fuzarca entrou no Top 100. O segundo turno começa hoje e agora que nosso espaço para falar do Vasco precisa mais da sua ajuda: votem quantas vezes puderem – e tiverem paciência – e ajudem o Blog a levar esse prêmio! Para votar, é só clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página. Preferencialmente todos os dias!

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