Arquivo da tag: Roberto Dinamite

Pra que facilitar se podemos complicar?

complicarO interesse nessa primeira fase do Campeonato Estadual é tamanha que acabei confundindo o dia da partida entre Vasco e Bonsucesso, pela última rodada desse prelúdio para o que será, na prática, o início do Carioca.

E o Bonsuça, por mais simpatia que desperte ao torcedor da cidade por seus mais de 100 anos de história, parece ser um adversário perfeito para o jogo de hoje por conta da sua irrelevância: pior time da competição, com inacreditáveis dois pontos NEGATIVOS na tabela, a equipe rubro-anil é a teta da competição desde as primeiras rodadas. E não será literalmente a essa altura do campeonato, com os dois times cumprindo tabela, que ele trará problemas para o Vasco.

Mas se o adversário não chega a preocupar, não custa nada nós mesmos criarmos uns probleminhas pra trazer alguma graça para a partida. Só isso pode justificar as alterações na equipe feitas pelo Jorginho. Nada contra dar um descanso ao Andrezinho – que tem sido um dos melhores do time e até merece a folga – mas porque colocar o Eder Luis no seu lugar e lançar novamente o 4-3-3 que já mostrou não dar certo?

Refrescando a memória: o Vasco jogou com essa formação contra o Voltaço e apresentou dificuldades tremendas durante a partida. E isso porque, além do trio de ataque, o meio contava com Nenê, Andrezinho e Julio dos Santos, teoricamente os jogadores mais técnicos para o setor. Se pensarmos que hoje, com a chegada de Marcelo Mattos, o meio de campo terá menos um armador e que Nenê estará solitário para criar e lutar com a marcação, não será nenhum absurdo se tivermos problemas para chegar ao gol mesmo contra o pior time do campeonato.

Na minha modestíssima opinião, esse seria o jogo perfeito para testar outros jogadores mantendo a formação ideal do time (que, no final das contas, será a utilizada nas fases que importam do Estadual). Será que o Jorge Henrique, assim como o Andrezinho, não precisa de um descanso? Não seria melhor manter o 4-4-2, com Eder Luis e Thalles na frente e Evander ao lado do Nenê no meio? Talvez fosse, mas se esse não é o pensamento do treinador, isso não tem a menor importância.

De qualquer forma, mesmo sem Andrezinho e com a permanência dos prediletos e muito pouco úteis Rúlio e Jorgenrique, dificilmente o Bonsucesso terá forças ou mesmo motivação para fazer uma graça na partida de hoje. O que, se pensarmos bem, aumenta a responsa do time: se não conseguirmos fechar essa primeira fase do Carioca com uma vitória, diante de um time tão frágil, a culpa será exclusivamente do Vasco.

Bonsucesso X Vasco

Bonsucesso X Vasco

Bruno Miranda; Thiaguinho, Gustavo Rambo, Anderson e Geovani; João Clériston, Dieguinho, Marcos Junior, Matheus Salgado e Breno; Matheus Pimenta.

Martín Silva; Madson, Jomar, Rafael Vaz e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos e Nenê; Eder Luis, Jorge Henrique e Thalles.

Técnico: Mário Marques.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Los Larios. Data: 05/03/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Diego da Silva Lourenço. Auxiliares:Luiz Claudio Regazone e Wallace Muller Barros Santos.

O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Eurico Miranda publicou uma nota oficial no site do clube, tecendo comentários sobre a situação financeira vascaína. Em poucas palavras, o presidente falou das dificuldades, culpou a administração anterior e lembrou do Gigante, o programa de sócios que pode dar um levante na questão de grana.

Falar que o Vasco não tem grana e reclamar de “heranças malditas” é algo que a torcida já se acostumou a ouvir dos seus gestores há anos. Nem contar com a grana da torcida pode se chamar de novidade, já que foram os torcedores que possibilitaram a reforma do ginásio de São Januário não faz muito tempo.

Mas fiquei curioso com duas coisas: quando reclamou das dívidas deixadas pela gestão Dinamite e pagas pela atual, será que o Dotô incluiu a dívida com o Zé do Táxi? E porque o Eurico não citou o perdão de dívidas milionárias que aconteceram na sua gestão?

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Arquivado em Adversários, Pré-jogo

Pagando por 2015

taxmanEurico Miranda deve ir a Brasília resolver a renovação do patrocínio da Caixa Econômica após o carnaval. O principal problema é que o banco estatal quer diminuir o valor investido e a diretoria quer manter os R$ 15 milhões do contrato firmado ano passado.

O problema é a falta de argumentos do presidente para conseguir o que quer.

Lembremos como foi a renovação feita em 2015. O Vasco fechou em maio o acordo de R$ 15 milhões até 31 de dezembro do mesmo ano. Para a diretoria, foi uma vitória: manteve-se o valor conseguido pela gestão Dinamite por um ano de contrato, mas por um compromisso de apenas sete meses.

O que a diretoria esqueceu de falar – e seus defensores fizeram questão de esquecer – é que o clube seguiu exibindo a marca da Caixa entre os meses de janeiro e maio, mesmo sem ter um contrato com o banco. Ou seja, na prática, os sete meses de contrato eram 12. Exatamente como o contrato da gestão Dinamite.

A diferença crucial era a seguinte: a Caixa pagou R$15 milhões em 2014 quando disputamos a série B. Já o Dotô aceitou o mesmo patrocínio disputando a Série A. Levando em consideração a exposição da marca (ainda mais com o título carioca do ano passado e a luta contra o rebaixamento, que colocou o Vasco em grande evidência nos últimos meses do ano), a CEF teve uma entrega MUITO maior pagando os mesmos valores do ano anterior.

Resumindo: a diretoria acabou rebaixando o valor da nossa marca com o contrato firmado com a Caixa em 2015. E agora, que argumentos terá o Dotô para convencer à Caixa a valorizar o Vasco se o próprio clube não o fez ano passado?

Mesmo utilizando como argumento o tamanho da nossa torcida, não há como negar que a exposição da marca na Série B não será, nem de perto, a mesma que teria na elite. Para a Caixa, não adianta nada termos milhões de torcedores em todo o Brasil se seu logotipo não aparecer na mídia.

Será preciso muita lábia para convencer os homens do marketing da CEF, não para manter os R$ 15 milhões, mas para não reduzir bastante esse valor. Para dar um exemplo, o Galo, um dos melhores times da atualidade e que disputará a Libertadores, receberá R$14 milhões da Caixa. A troco de que o banco pagaria mais para quem aparecerá menos na cobertura esportiva?

Olhando para essa questão de uma maneira mais ampla, podemos dizer o quanto o planejamento – ou a falta de, pra ser mais exato – em 2015 prejudicará o Vasco esse ano. Ficou-se na tal “responsabilidade fiscal” até onde foi possível, depois os cofres foram abertos quando já não havia tempo para nos salvar da queda. E agora, além de estarmos fora da elite, vemos as receitas fatalmente diminuírem por conta disso.

Só nos resta torcer para que o Dotô esteja com o papo afiado e consiga um bom acordo com a Caixa, o que parece ser muito difícil. Caso ele tenha sucesso, merecerá todos os elogios possíveis. Caso não tenha, teremos a confirmação de que começamos a pagar em 2016 pelos erros cometidos ano passado.

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Arquivado em Notícias, Patrocínios

Responsabilidade e culpa

Na entrevista coletiva que concedeu após o terceiro rebaixamento do Vasco da Gama ter se confirmado, Eurico Miranda declarou o seguinte:

“Quero deixar aqui absolutamente registrado que atribuo a responsabilidade a minha pessoa, porque a demonstração que os jogadores e a comissão técnica me deram me deixou absolutamente satisfeito. Não quero que eles tenham nenhuma parcela de responsabilidade e culpa de algo que não queria levar comigo, mas vou ter que levar o fato de ter acontecido esse rebaixamento.”

Para muitos, não é preciso nada além disso para mostrar que o presidente tem atitude e caráter, diferente do que muitos esperavam. Mas logo após ter assumido a responsabilidade, o presidente iniciou a sequência de justificativas para esse fim de ano desastroso.

Eurico começou citando a “terra arrasada” que encontrou no clube, que nada mais é que uma espécie de “herança maldita 2.0”. Depois, foi a vez de reclamar que o Vasco não tem a facilidade que outro clubes têm (“Tem uma lei que diz que você para disputar uma competição tem que ter salários e impostos em dia. Aí você vê, alguns podem cuidar de outra coisa, deixar de pagar, não tem consequência. Nós tivemos essa obrigatoriedade”). Em seguida, lembrou da série de erros de arbitragem que, de fato, foram cruciais para nossa queda. E não poderia deixar de faltar as citações aos ex-jogadores, hoje desafetos, que cobram dívidas que o clube têm com eles.

Resumindo, o presidente do Vasco primeiro assumiu a responsabilidade para depois enumerar uma série de culpados, com o claro objetivo de, ao menos, dividir o peso do rebaixamento com outros (ou, como ele próprio disse, “responsabilidade é diferente de culpa”). Nada diferente do que fez seu antecessor. Que, por coincidência, sucedeu o próprio Dotô.

Dinamite surgiu porque Eurico fez uma gestão péssima. Como o Dinamite conseguiu ser ainda pior, ressuscitou o Eurico. E esse, ao assumir, parece bem disposto a tomar o título do ex-craque de pior dirigente da história do clube. E nessa corrente de “a culpa foi de quem veio antes”, quem se estrepa é o Vasco, que há quinze anos vive nesse círculo vicioso.

Acho incrível como pessoas que passam anos criticando, apontando erros e mostrando como uma diretoria é incompetente, ao assumir, se mostram surpresas com as “heranças” e o “arrasamento” no clube. Será que não acreditavam nas próprias críticas e denúncias e esperavam facilidades ao chegar ao poder?

A terra arrasada não serve como desculpa, assim como a herança maldita não servia. Se não tinham capacidade para resolver as questões do clube, que não se candidatassem. Ou que se preparassem esperando o pior. Que era o que os próprios viviam dizendo que aconteceria quando eram oposição.

Digam o que disserem, esses últimos 15 anos só nos fazem chegar a uma conclusão: entre responsáveis e culpados, não há qualquer diferença.

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Mas é preciso dizer que se alguns dos argumentos empregados pelo presidente vascaíno não servem para lhe inocentar pelo rebaixamento, são ao menos muito pertinentes e mereceriam alguma discussão.

Até quando a CBF permitirá que os erros de arbitragem definam o destino dos clubes no Brasileiro? E quando a imprensa dará a devida importância para a enorme quantidade de coincidências que favorecem uns tanto e prejudicam outros na mesma monta?

Outro ponto importante é: será que todos os times da Série A estão dentro das normas da lei de responsabilidade fiscal para os clubes? Todos estão com salários e impostos em dia? E se algum não está, será punido com o rebaixamento?

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Destacando mais um único ponto da entrevista: para o Eurico, a contratação do Celso Roth não só não foi um erro, como o presidente ainda o considera um “técnico de primeira linha“.

Daí vê-se o nível de exigência para o cargo….

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Arquivado em Notícias, Política, Vídeos

“Herrou” rude

Errou-Feio

Uma coisa que sempre me incomodou na atual gestão são as constantes apostas em jogadores veteranos, uma prática comum desde sua primeira passagem no comando do Vasco. Como cachorro velho não aprende truque novo, estamos aí novamente com um elenco recheado de trintões, alguns se saindo bem, outros nem tanto e há o Herrera. O Herrera é, definitivamente, o mais claro ex-jogador em atividade no time.

Com 32 anos e vindo de uma longa inatividade depois de ficar três anos no desqualificado futebol dos Emirados Árabes, nada, tirando o fetiche da diretoria por jogadores que já dobraram o Cabo da Boa Esperança em suas carreiras, justificaria a contratação de um jogador que mesmo no seu “auge” era chamado de Quase Gol. Ainda assim, o argentino chegou com status de “reforço”. Depois de atuar em 14 jogos com a armadura cruzmaltina, tudo que o gringo conseguiu foi marcar um único gol, irritar muito a torcida e ganhar um novo apelido: Errera.

Vejam: Herrera teve QUATORZE oportunidades para mostrar serviço e não conseguiu justificar sua contratação. Se hoje sua condição é de reserva – aliás, reserva do reserva, já que Jorge Henrique e Rafael Silva se revezam como companheiros de ataque do Leandrão – pode-se dizer que ele fez por merecer estar onde está.

Mas será que fez mesmo? Será que ser a terceira opção é razoável pelo que Herrera tem apresentado?

Lamento, mas não é. Mesmo.

Essa questão deve estar passando agora pela cabeça de todos os vascaínos, quando ficamos sabendo que Jorginho escalou o argentino entre os titulares no treino de ontem. Mesmo que Riascos tenha feito um trabalho em separado (torcemos que tenha sido um treino de finalizações!) e possa ser o titular na próxima partida, ainda assim não dá pra entender essa titularidade do Herrera.

Por que escolher alguém que teve tantas chances e não correspondeu em campo em praticamente nenhuma delas? Mesmo sem poder contar com Riascos na atividade, porque não colocar o garoto Renato Kaizer? Ou mesmo o Romarinho? Os dois pelo menos são mais jovens e ainda precisam mostrar serviço. Já o Herrera, mesmo que não se possa negar seu esforço em campo, só consegue mostrar uma coisa: um monte de erros.

Ainda falta muito tempo para o jogo contra a Chapecoense, mas essa escolha do Jorginho evidencia que, se não puder contar com Jorge Henrique, Rafael Silva e Riascos, o treinador optará pela “experiência” (ainda que sem efetividade) e não pelas promessas do time. E nessa, nosso técnico está errando rudemente.

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Mesmo que Dinamite e sua trupe estejam longe do poder em São Januário, a pior gestão da história do clube segue trazendo danos aos cofres vascaínos. Dessa vez, é o volante Wendel que cobrou  ao Vasco quase R$ 10 milhões na justiça e ganhou a causa, já na segunda instância.

DEZ MILHÕES DE REAIS para o WENDEL. Inacreditável.

Nos últimos 15 anos essa tem sido uma infeliz rotina para o Vasco. De herança maldita para herança absurda, quem sempre perde – e muito – é a instituição.

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Arquivado em Notícias

Batedor de marcas

luto

O genial planejamento do Dotô Eurico e do Zé do Táxi, seu VP de Futebol, é o responsável por fazer do Vasco um batedor de marcas.

Infelizmente, todas as marcas são negativas.

Em 22 rodadas somos o time que menos venceu na competição;

O que mais perdeu;

O que tem o pior ataque;

O que tem a pior defesa;

E, por consequência dos dois itens acima, o de pior saldo (essa marca, aliás, não apenas entre os 20 times da Série A, mas entre os CEM TIMES que disputam todas as séries do futebol brasileiro);

É também o time que está há mais tempo sem marcar gols;

O que está há mais tempo sem vencer;

O que sofreu mais goleadas;

O que tem o pior rendimento em casa;

O elenco com a maior média de idade.

Faltava uma marca negativa a ser batida pelo Vasco do Dotô e do Zé do Taxi nesse Brasileirão. Foi batida ontem: nos aplicando um sonoro 6 a 0 ontem no Beira-Rio, o Internacional – que era o time que sofreu a maior goleada em 2015 – nos passou a “honraria”.

E, vale dizer, ontem o Vasco passou pela maior goleada já sofrida em Brasileiros. Antes disso era o 7 a 2 para o Atlético-PR. Em comum nos dois casos, quem estava presidindo o clube. Saudades dos tempos em que o Vasco APLICAVA goleadas como essas, não as sofria.

Fazer uma campanha tão ruim é um feito complicado. É preciso muita dedicação para fazer tudo completamente errado.

Obs: sem fotos, vídeo ou as atuações dos jogadores, a resenha de hoje está muito diferente. É que não encontrei uma foto que representasse à altura o vexame de ontem, nem acredito que alguém queira ver os melhores momentos do massacre colorado e as atuações…melhor deixar pra lá.

Vocês entendem, né?

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E tanta dedicação, obviamente, não poderia deixar de ser premiada.

Ao sair da presidência do Vasco em 2008, o Dotô Eurico assinou uma confissão de dívida em favor do Zé do Táxi. A dívida, que beira os R$ 5 milhões, é quase o triplo da renda declarada em 2009 pelo VP de Futebol. Assim que seu amigo Dotô saiu do poder, Zé do Taxi não titubeou e colocou o clube na justiça para receber a grana.

Tais números fizeram com que a gestão anterior questionasse a quantia cobrada. Em primeira instância, a execução da dívida foi anulada e a origem dos valores seriam investigados; Já sexta-feira passada, a justiça reverteu a decisão anterior: considerou a confissão de dívida indiscutível e a investigação para apurar se os valores estão corretos irrelevante.

Mas e a premiação que falei aí em cima? Onde está?

Está no fato de que o jurídico do Dotô não quer mais saber dos tribunais. Fará um acordo com o Zé do Táxi para pagá-lo e a questão está resolvida! Pensando bem, há lógica. Afinal de contas, se a dívida de R$ 3 milhões do Eurico foi perdoada, por que a confissão de dívida com o Zé do Táxi não seria paga?

Vejam que a gestão anterior contestou os valores, não o pagamento. Desde que se explicasse como uma pessoa pode cobrar empréstimos com valores muito superiores ao que se declara ter, a diretoria anterior não teria como deixar de pagar. Exatamente como fez com o caso do Romário. No caso do Senador, o clube se deu mal por conta da incompetência dos advogados do Dinamite. Nesse, por conta da pessoa que processou o clube ser da turma que agora está no poder. E essa história não deve acabar por aí já que, assim como o Dotô fez, o Dinamite também assinou uma penca de confissões de dívidas antes de sair da presidência.

Esse é o tipo de “vascaíno” que vem ocupando posições de poder dentro do clube. “Torcedores” que só se preocupam com o bem do Vasco quando são situação. Sendo oposição, vale a regra do “quanto pior, melhor”. Uma pena.

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Arquivado em Notícias, Política, Resenhas

Por mais glórias

placaNesse aniversário de 117 anos de fundação, desejo ao nosso amado Vasco da Gama outros 117 anos com…

…mais Barbosas e menos Diogos Silva;

…mais Wincks e menos Julinhos;

…mais Bellinis e menos irmãos Luiz;

…mais Mauros Galvão e menos Cris;

…mais Felipes e menos Christiannos;

…mais Luizinhos e menos Robertos Lopes;

…mais Juninhos e menos Abubakares;

…mais Edmundos e menos Landús;

…mais Romários e menos Valdires Papel;

…mais Flávios Costa e menos Dários Lourenço;

…mais Dinamites artilheiros e menos Dinamites presidentes;

…mais Calçadas e menos “Dotôres”;

…mais torcedores e menos organizadas que só pensam em brigas;

…mais sócios e menos mensaleiros;

…mais patrocinadores e menos dívidas;

…mais títulos e menos vices;

…mais respostas históricas e menos bravatas;

…mais glórias e NÃO MAIS rebaixamentos.

E, principalmente, que nosso amado clube volte a confirmar sua sina de ser Gigante o mais rápido possível.

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Muito em comum

respeitoHá de se ter todo o cuidado com o início do Vasco no Campeonato Brasileiro deste ano.

A evidente limitação do elenco pode ser camuflada, com um bom trabalho coletivo. Quem é reserva hoje pode perfeitamente ser titular amanhã, pois, sem estrelas, a dedicação e absorção da filosofia de jogo a ser exposta por Paulo Autuori será fundamental para uma campanha aceitável, quem sabe acima das perspectivas, quem sabe até surpreendente.

(…)

Iludidos, após mídia situacionista e imprensa blindadora afirmarem que o time de 2009 era bom e com alguns reforços arrebentaria em 2010, o Vasco chegou à vice-lanterna da competição após sete rodadas e a realidade de um elenco fraco, com falsos craques e fanfarrões, ficou nítida em campo.

Não estranhem as lacunas no texto. O  que importa nos trechos dessa coluna está aí, e quem os ler verá que a análise está corretíssima. Mas peço que, após a leitura, todos passem o mouse sobre os espaços em branco no texto. Vocês descobrirão que as palavras acima, apesar de descreverem com incrível precisão a situação do Vasco hoje, falam da equipe montada para o ano de 2013.

E, o mais surpreendente: essa análise foi feita pelo site oficial do euriquismo, o Casaca.

Óbvio que, para os seguidores do Dotô, a situação é bem diferente hoje. Estando no poder, não há como fazer críticas à diretoria, nem mesmo como ser realista. E não sendo realista, não há porque admitir que as coisas no Vasco infelizmente não mudaram tanto quanto querem fazer crer os defensores da atual gestão.

Claro que há diferenças. A atual gestão é formada por gente experiente, cobras criadas dentro do clube e do futebol. Nesse quesito, a comparação com a gestão Dinamite chega a ser humilhante. Só que não há vantagem nenhuma em ser melhor que a pior administração da história do Vasco. Zelar pela sede, pagar salários e impostos em dia, negociar dívidas é muito importante, mas é preciso ser muito pouco exigente para se contentar com isso. Isso, amigos, é o básico. E não é porque a gestão anterior não conseguia nem fazer o básico que a atual se torna perfeita.

Vejamos outros pontos:

Ganhamos o Estadual, mas depois disso, mas o futebol do clube passa hoje por uma situação não muito diferente das que tantas vezes vimos com o Dinamite no poder. As semelhanças entra a discrição que inicia o post e o que vemos atualmente não nos deixa mentir.

Dinamite acumulou marcas negativas e isso sempre foi motivo para o grupo político do Eurico fazer críticas severas. Eis então que fatos como perdermos para a Ponte Preta em casa ou mesmo por uma diferença de três gols, algo que nunca aconteceu nos 65 anos de confrontos entre as duas equipes, acontece. Ou, ainda mais grave, o pior começo de campeonato Brasileiro de toda a história do Vasco.

A “volta do respeito“, que infelizmente já no Estadual era uma história comprada por poucos, agora é um dos motivos principais de chacota para o clube. Se éramos vítimas constantes dos vexames na imprensa na gestão anterior, basta olhar o teor da maioria das matérias e mesmo as brincadeiras nas redes sociais para ver que nesse quesito, a diferença entre uma administração e outra é mínima.

Ao negociar patrocínios a igualdade é até de valores. Mesmo com a atual gestão copiando a anterior e mantendo gratuitamente a marca da Caixa por meses, na hora de fechar o contrato, o banco nos pagou o mesmo valor pago no contrato de 2014. Mesmo tendo uma exposição muito maior ao disputar a Série A.

Os protestos da torcida também estão ficando muito semelhantes. A foto que ilustra o post, com uma pichação no muro de São Januário, poderia ter sido tirada na gestão anterior.

E agora, mesmo um dos principais pontos positivos da gestão Eurico está sendo colocada à prova: os salários em dia. Mas nesse caso, ainda há que se relevar, já que há o famoso acordo nos clubes de que os salários são pagos apenas no dia 20 de cada mês. Se esse acordo ainda vigora no Vasco, os salários de maio não estariam realmente atrasados como afirma a nota. Esperamos que, pelo menos nisso, a atual diretoria siga se mostrando mais competente que a passada.

Como falei acima, essa nova administração Eurico é indiscutivelmente mais competente que a do Dinamite. Como também já disse em outras ocasiões, se formos fazer uma análise fria sobre esse começo de gestão, ela pode ser considerada melhor do que muitos esperavam. Mas ainda assim, os pontos em comum com a gestão anterior não podem ser tantos. Tentar justificar os problemas de hoje com os erros do Dinamite – como fez o presidente no seu balanço dos seus primeiros seis meses no cargo – é, no final das contas, outra coisa feita pela gestão passada, que transferia sua incompetência à “herança maldita“. Que Eurico teria vários pepinos para resolver, ele sabia. Para se candidatar ao cargo, ele deveria se julgar capaz de solucioná-los.

A hora é de resolver problemas, não de fugir das responsabilidades. As situações de hoje que repetem a dos anos recentes não podem se tornar corriqueiras. Até porque, se os motivos das críticas são os mesmos, como no texto de 2013 do Casaca, as consequências também podem ser as mesmas. E todos sabemos elas não podem se repetir de novo.

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Mas e a oposição nessa história toda? Tem feito seu papel? Falo sobre isso na minha coluna de hoje no Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram…

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