Arquivo da categoria: Política

Até quando a sorte?

sorteA verdade é que, apesar dos pesares, o Vasco tem dado sorte nesse Brasileiro. Mesmo jogando mal, perdendo partidas e vendo seus concorrentes se aproximarem, o time não sai do topo da tabela. Ontem, por exemplo, a rodada começou bem: poderíamos ter dormido na vice-liderança se o Ceará vencesse seu jogo contra o Tupi, o que não aconteceu. Por isso o Vasco entra em campo logo mais contra o Brasil de Pelotas ainda para defender sua liderança, e não para recuperá-la.

Em condições normais de temperatura e pressão, um jogo contra o modesto Grêmio Esportivo Brasil em São Januário não deveria ser motivo para preocupações. Mas diante das últimas atuações do Vasco, principalmente na Colina (onde perdeu seus dois últimos jogos e contra equipes em classificação pior que a do Brasil-RS), mesmo uma partida contra um time que não venceu nenhuma vez fora de casa pode ser problemática.

E os problemas começam já na escalação. Com Martín Silva suspenso, entramos em campo sem nosso principal jogador. Jordi até pode dar conta do trabalho, mas é claro que não teremos a mesma segurança. No ataque, a ausência do Leandrão não chega a ser um problema e sim a falta de alternativas: a não ser que Thalles mude da água pro vinho, não trará uma melhora considerável para o setor. Para compensar, talvez tenhamos a entrada do Caio Monteiro, já que tanto Jorge Henrique quanto Eder Luis viraram dúvida por problemas físicos.

Mas independente de quem vá começar jogando, o que precisa mudar é a forma como o Vasco vem jogando. Assim como sabemos que todo adversário apelará para os contra-ataques contra nós, parece que todos os nossos adversários aprenderam a jogar contra nós. Jorginho não consegue criar alternativas para evitar essa situação, e isso precisa acabar o quanto antes. Caso contrário teremos problemas todo jogo.

As coisas têm dado certo para o Vasco mas é impossível contar com a sorte por todo o campeonato. Se não vencermos o Brasil de Pelotas hoje, muito provavelmente terminaremos a rodada pela primeira vez fora da liderança. E com isso, a equipe voltará a sofrer com a pressão da torcida depois de muito tempo.

Vasco X Brasil de Pelotas

Vasco X Brasil de Pelotas

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Caio Monteiro) e Thalles.

Eduardo Martini; Weldinho, Camilo, Teco e Marlon; Leite, Washington, Diogo Oliveira e Felipe; Marcos Paraná e Ramon.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Rogério Zimmermann.

Estádio: São Januário. Data: 09/07/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Alisson Sidnei Furtado. Auxiliares: Fabio Pereira e Natal da Silva Ramos Júnior.

O SporTV transmite ao vivo para todo Brasil (exceto RJ). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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A partida contra o Avaí teve uma arbitragem desastrosa, protagonizada por um juiz goiano. Hoje, o trio de árbitros não vem do estado do Atlético Goianiense, mas vindos do Tocantins, não dá pra ignorar a proximidade. Isso não quer dizer que teremos novamente problemas com o apito, mas podendo trazer árbitros de qualquer outro lugar do Brasil, me parece desnecessário trazer um trio de um lugar que fazia parte de Goiás até poucos anos.

Talvez a diretoria não ache que isso seja um problema. Ou se acha, não achou que valia a pena fazer alguma coisa a respeito.

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E Leandro Damião acabou se tornando em mais uma contratação 90% fechada. A desistência e provável ida para a mulambada torna essa história praticamente um “R10 parte 2“. Festejar o fracasso da contratação alegando que Damião não joga nada e que vai se dar mal na urubulândia é mera especulação e torcida contra. E achar que não seria um bom reforço para o Vasco, tendo os atacantes que tem, é ir contra os fatos.

Por outro lado, é fato que a vinda do Damião seria muito melhor para o jogador que para o Vasco (como eu tinha dito há algum tempo), já que nós gastaríamos uma bela grana por mês por uma aposta e o Damião teria a chance de recuperar o prestígio em um clube grande e sem tanta pressão. Ou seja, se Damião viesse, seria bom; não vindo, melhor ainda.

Mas continuamos precisando de reforços para o ataque. E já que o clube se disporia a pagar mais de R$ 300 mil por um atacante, pode muito bem procurar alguém que mereça esse salário ao invés de trazer alguém pra disputar uma vaga no ataque com Leandrão e Thalles.

O mercado brasileiro está escasso em opções? Que se procure no mercado sul-americano. Por essa grana, certamente encontraremos um atacante melhor que os Gilbertos que parecem ser as única opções visadas pela diretoria.

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A história de Edilson

titulo2Edilson Fernandes Arruda é um torcedor do Vasco. Como muitos outros vascaínos, ele se tornou sócio com o lançamento do programa O Vasco é Meu. Edilson era sócio geral do Vasco desde 2009, com título adquirido e tudo.

Era, com o verbo no passado, porque Edilson não é mais sócio do Vasco. Cancelaram sua titularidade com base no Estatuto do clube. É o que acontece com quem fica inadimplente mais de três meses.

O problema todo é que Edilson não deixou de pagar suas mensalidades porque quis. Ele deixou de pagar porque os boletos de cobrança deixaram de chegar à sua residência. Isso foi em dezembro passado. Em janeiro desse ano o boleto também não apareceu. Edilson tentou gerar os boletos atrasado no site (isso, depois de descobrir por seu próprio esforço que o site do programa de sócios havia mudado, já que ninguém o informou do fato). Nada. Resolveu então mandar um e-mail para o setor de cobrança do clube. Sem resposta.

Como a internet não resolveu seu problema, Edilson resolveu ligar para o clube. Finalmente atendido, ouviu que nem o funcionário do Vasco conseguia gerar os boletos em atraso. Foi informado que seu caso seria encaminhado ao financeiro. Isso foi há quatro meses.

Não obteve resposta até receber um e-mail. No dia 21 de junho. Eis a mensagem enviada pelo clube a seu agora ex-sócio:

Caro Edilson,

De acordo com o Estatuto do clube, o plano é cancelado após 90 dias sem pagamento referente à categoria Sócio Geral.

Com isso, é necessário efetuar nova adesão em uma das categorias do novo programa de sócio Gigante, poderá entrar contato através o número (21) 3190-5019 ou comparcer (SIC) na central de atendimento, localizada em são januário (SIC). De treça (SIC) a sábado, de 10:00h às 18:00h. Desde já, agradecemos a compreensão.

Ou efetuar adesão no título de sócio proprietário. Com taxa de adesão de R$ 1.500,00 a vista ou em 3x de R$ 500,00, R$ 60,00 de mensalidade e R$ 20,00 de seu cartão de acesso.

Em caso de dúvidas, poderá entrar em contato através do número (21) 2176-7383 ou compareça no Setor de Cobrança do Clube, em São Januário. Desde já, agradecemos o contato.

Saudações Vascaínas!

Edilson não é mais sócio do Vasco por conta de um erro no sistema e se quiser voltar a ser, precisará pagar mais caro por algo a que ele já tinha direito e deixou de ter por conta do descaso com o associado. No caso, com o associado que comprou seu título no programa da gestão anterior.  Não creio que isso venha a acontecer com quem se associe agora.

Pelo e-mail que recebi relatando esses fatos, Edilson parece conformado com a situação. Não dá a menor indicação de que pense em procurar seus direitos na justiça (o que, convenhamos, teria toda razão em fazer). Edilson foi prejudicado e não pensa em prejudicar o Vasco.

Talvez Edilson não seja o único vascaíno, torcedor e sócio a passar por essa situação, e por mais triste que seja para o próprio, tomara que seja. Se casos como esse se tornarem rotineiros, como não crer que cancelar associações, esperando que os ex-sócios invistam novamente em títulos do clube, não se trata de uma estratégia para conseguir novas associações? Ou ainda, uma forma de fazer uma “limpeza ideológica” no quadro de sócios votantes?

Caso algum leitor tenha uma história similar, compartilhe conosco nos comentários.

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Um bom 2016, apesar de tudo.

Happy New Year 2016 replace 2015 concept on the sea beachÚltimo dia desse peçonhento 2015, eu querendo evitar o erro do Natal e escrever um posto desejando feliz ano novo para os vascaínos de um modo geral. Mas a diretoria dá um minuto de paz para a torcida? Não, não dá.

Novamente, esqueçam o lado pessoal: desejar um 2016 incrível e cheio de realizações para cada um dos meus poucos leitores é fácil. Mas esperar que o ano que chega seja bom para nós como torcedores do Vasco é uma tarefa que se torna cada dia mais complicado. Se pensarmos no que foi feito até agora e que disputaremos mais uma vez a Série B, fica praticamente impossível.

Mas aí surgem as primeiras informações sobre o demoradíssimo novo programa de sócios. Não me alongarei porque o Bruno Guedes já falou tudo o que tinha que ser falado no seu blog, mas para resumir é o seguinte: aparentemente, a intenção da diretoria é que a torcida colabore financeiramente com o clube, mas não que participe da sua vida política.

Isso porque triplicar o valor de um título de proprietário inevitavelmente diminuirá o número, não de interessados, mas de torcedores que possam pagar seu preço. Naturalmente, os torcedores que não tenham condições financeiras de se tornarem sócios-proprietários entrarão em alguma categoria inferior e terão descontos em ingressos, mas não poderão votar nas eleições do clube.

Para a diretoria, esse é o cenário ideal. O clube ganha uma grana com os sócios, São Januário terá públicos maiores e, mais importante, os novos sócios não mudarão significantemente o perfil do colégio eleitoral que elege a diretoria. Aí é aquilo: faltando um ano para o pleito, basta promover uma anistia para alguns escolhidos, bancar por mais algumas mensalidades e pronto. Uma reprodução da eleição de 2014 está montada.

Mas é claro que a ideia pode não dar certo. Um torcedor que tenha o desejo de se associar ao clube pode mudar de opinião ao ver que não terá direito a voto. Outros torcedores podem perceber a intenção da diretoria e se recusar a tomar parte nisso. Nesses casos, o que teremos é mais um programa de sócios fracassado e mais uma chance do Vasco ter um número de associados que seja condizente com o tamanho da sua imensa torcida.

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Alguns torcedores – em sua maioria absoluta defensores da atual gestão – argumentam que R$ 1.500,00 por um título do Vasco não é caro. Não é, e não se trata disso. A questão é que se a votação está condicionada a ser sócio proprietário, é óbvio que um aumento tão grande do valor do título diminuirá o número de novos eleitores.

Como uma mudança de Estatuto é algo fora de cogitação com o atual Conselho Deliberativo que temos, é inocência imaginar que não se previu o impacto que tal aumento de valores traria em futuros pleitos. O fato que é que não há o menor interesse da diretoria em aumentar o número de sócios eleitores (ainda mais depois do terrível ano de 2015). E isso nem é novidade: a mesma diretoria, na sua primeira passagem, também parou de vender novos títulos do clube sem qualquer justificativa plausível.

E para os que usam os preços de títulos de outros clubes para justificar o aumento feito pela diretoria, apenas uma observação: desculpem-me o termo, mas FODA-SE quanto a mulambada cobra por um título do seu clube. Minha preocupação é o Vasco. Se a urubulândia também não quer ampliar seu quadro de sócios com poder de voto, isso não me interessa minimamente.

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Mudando de assunto, enquanto nenhum novo atacante chega ao time, a diretoria repete o que fez no começo de 2015 e dispensa o artilheiro da equipe na temporada.

Não que Rafael Silva seja um craque (longe disso, aliás). Mas me parece que se o jogador interessa ao Cruzeiro, alguma utilidade ele poderia ter para nós.

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Apesar de tudo, deixo a todos meus votos de um feliz ano novo e que todos tenham um 2016 repleto de conquistas. E que, diferente do Vasco, vocês não tenham uma diretoria que faça de tudo para evitar que essas conquistas aconteçam.

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Notícias velhas

jornais1Ih, alá! O JC sumiu de novo! Não tem nada novo no blog há dias!

Ora, queridos leitores que me restam… E existe algo novo para se falar sobre o Vasco por esses dias?

A saída do Paulo Angioni e sua substituição por Isaías Tinoco é novidade? Os dois são figurinhas carimbadas da atual diretoria há décadas! Aventou-se a possibilidade de tentarem trazer o Felipe Ximenes, que se não chega a ter um currículo dos mais invejáveis, pelo menos seria uma fuga da mesmice. Mas, como sempre, a opinião do filho do Dotô acabou sendo decisiva na escolha por Tinoco.

Lembrando: Tinoco, que no seu último trabalho, estava acompanhando o Luxa no Cruzeiro que chegou à lanterna do Brasileiro. Sua demissão foi o start na reação cruzeirense.

E sobre o elenco para o ano que vem? Alguma novidade?

Bom, com em 2015, não renovaremos com o artilheiro do time na temporada.

Entre os reforços ventilados, veteranos que amargam a reserva em grandes clubes. E, como não poderia deixar de ser, a bombástica (tentativa de) contratação de um ex-mulambo.

Um jogador que vem sendo especulado há meses acabará assinando com um rival. E um dos poucos nomes que se destacaram no elenco atual deve ir para um clube brasileiro com mais grana.

Resumindo, as notícias de hoje são muito parecidas com as que tínhamos em dezembro de 2001, 2002, 2003, etc….

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Ah, teve a licença por tempo indeterminado do competentíssimo Zé do Taxi, VP de Futebol que chegou para referendar a excelência da campanha vascaína no Brasileirão. O motivo: ele precisava se dedicar mais aos próprios negócios, segundo o próprio Presidente.

Enquanto se dedicou à sua vice-presidência, José Luis Moreira conseguiu um rebaixamento para o futebol e um acordo que vai lhe render R$ 5 milhões vindos dos cofres do clube. Mas agora que já fez o que tinha que fazer pelo Vasco, ele pode se licenciar para cuidar da própria vida.

Quem dera ele tivesse resolvido isso antes de assumir novamente um cargo no clube.

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Responsabilidade e culpa

Na entrevista coletiva que concedeu após o terceiro rebaixamento do Vasco da Gama ter se confirmado, Eurico Miranda declarou o seguinte:

“Quero deixar aqui absolutamente registrado que atribuo a responsabilidade a minha pessoa, porque a demonstração que os jogadores e a comissão técnica me deram me deixou absolutamente satisfeito. Não quero que eles tenham nenhuma parcela de responsabilidade e culpa de algo que não queria levar comigo, mas vou ter que levar o fato de ter acontecido esse rebaixamento.”

Para muitos, não é preciso nada além disso para mostrar que o presidente tem atitude e caráter, diferente do que muitos esperavam. Mas logo após ter assumido a responsabilidade, o presidente iniciou a sequência de justificativas para esse fim de ano desastroso.

Eurico começou citando a “terra arrasada” que encontrou no clube, que nada mais é que uma espécie de “herança maldita 2.0”. Depois, foi a vez de reclamar que o Vasco não tem a facilidade que outro clubes têm (“Tem uma lei que diz que você para disputar uma competição tem que ter salários e impostos em dia. Aí você vê, alguns podem cuidar de outra coisa, deixar de pagar, não tem consequência. Nós tivemos essa obrigatoriedade”). Em seguida, lembrou da série de erros de arbitragem que, de fato, foram cruciais para nossa queda. E não poderia deixar de faltar as citações aos ex-jogadores, hoje desafetos, que cobram dívidas que o clube têm com eles.

Resumindo, o presidente do Vasco primeiro assumiu a responsabilidade para depois enumerar uma série de culpados, com o claro objetivo de, ao menos, dividir o peso do rebaixamento com outros (ou, como ele próprio disse, “responsabilidade é diferente de culpa”). Nada diferente do que fez seu antecessor. Que, por coincidência, sucedeu o próprio Dotô.

Dinamite surgiu porque Eurico fez uma gestão péssima. Como o Dinamite conseguiu ser ainda pior, ressuscitou o Eurico. E esse, ao assumir, parece bem disposto a tomar o título do ex-craque de pior dirigente da história do clube. E nessa corrente de “a culpa foi de quem veio antes”, quem se estrepa é o Vasco, que há quinze anos vive nesse círculo vicioso.

Acho incrível como pessoas que passam anos criticando, apontando erros e mostrando como uma diretoria é incompetente, ao assumir, se mostram surpresas com as “heranças” e o “arrasamento” no clube. Será que não acreditavam nas próprias críticas e denúncias e esperavam facilidades ao chegar ao poder?

A terra arrasada não serve como desculpa, assim como a herança maldita não servia. Se não tinham capacidade para resolver as questões do clube, que não se candidatassem. Ou que se preparassem esperando o pior. Que era o que os próprios viviam dizendo que aconteceria quando eram oposição.

Digam o que disserem, esses últimos 15 anos só nos fazem chegar a uma conclusão: entre responsáveis e culpados, não há qualquer diferença.

***

Mas é preciso dizer que se alguns dos argumentos empregados pelo presidente vascaíno não servem para lhe inocentar pelo rebaixamento, são ao menos muito pertinentes e mereceriam alguma discussão.

Até quando a CBF permitirá que os erros de arbitragem definam o destino dos clubes no Brasileiro? E quando a imprensa dará a devida importância para a enorme quantidade de coincidências que favorecem uns tanto e prejudicam outros na mesma monta?

Outro ponto importante é: será que todos os times da Série A estão dentro das normas da lei de responsabilidade fiscal para os clubes? Todos estão com salários e impostos em dia? E se algum não está, será punido com o rebaixamento?

***

Destacando mais um único ponto da entrevista: para o Eurico, a contratação do Celso Roth não só não foi um erro, como o presidente ainda o considera um “técnico de primeira linha“.

Daí vê-se o nível de exigência para o cargo….

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A lição não será aprendida

Sobre o empate sem gols entre Coritiba e Vasco, nem há o que falar. A chuva tornou o gramado inviável para a prática do futebol. O que acaba sendo uma ironia, já que o campo se tornou uma metáfora para o que aconteceu ao clube nesse Brasileiro: com o “planejamento” que tivemos, é igualmente inviável se praticar o futebol nos dias de hoje.

Um modelo de gestão que já se mostrara ultrapassado na década passada não teria a menor condição de dar certo em 2015. Ao preferir a empáfia ao trabalho sério e as bravatas à competência, a diretoria vascaína decidiu trilhar firme e forte o caminho do fracasso.

O pior de tudo não é ver que as veementes afirmações de que o Vasco não iria cair, ou que o elenco não passaria problemas na competição, ou a desculpa esfarrapada para não reforçar o time por conta de uma “responsabilidade financeira” que não parecia ter qualquer importância quando o assunto era perdoar dívidas ou aceitar pagar valores estranhíssimos por empréstimos ainda piores para membros da diretoria. O pior de tudo é saber que nada disso servirá sequer como lição: caímos numa sequência inacreditável de erros que, infelizmente, não será vista como responsável pelo destino do clube na elite.

E a falta de um “mea culpa” não é ruim apenas porque teremos que aturar nos próximos dias um monte de declarações oficiais dos dirigentes se eximindo da responsabilidade e culpando CBF, arbitragens, gestão passada, Juninho, eu e o resto da torcida que não acreditavam na capacidade da atual diretoria. Não reconhecer ou admitir os erros é péssimo principalmente porque está claro que eles vão continuar acontecendo. Se a diretoria acredita que não fez nada de errado, por que haveria de mudar sua conduta?

Não haveria e provavelmente não mudará. E isso fica ainda mais evidente quando vemos que a diretoria que está aí hoje é a mesma que esteve entre 2001 e 2008, conseguindo resultados pífios. Como dizem, cachorros velhos não aprendem truques novos. O que teremos, pelo menos até às próximas eleições e já que dificilmente nosso presidente cumprirá sua promessa de pegar um lugarzinho no expresso transiberiano, não será nada muito diferente do que vimos esse ano e na primeira gestão do Dotô.

Agora é esperar que a incompetência generalizada que campeia em São Januário não seja empecilho para que voltemos à elite em 2017. É bom lembrar que nem o Dinamite, por mais que tenha tentado em 2014, conseguiu a façanha de não subir da Série B.

***

Por falar no Dinamite, não podemos tirar-lhe integralmente a responsabilidade nesse rebaixamento. Afinal de contas, não tivesse sido o fracasso que foi como presidente, o Dotô não teria renascido das cinzas para, aparentemente, deixar o Vasco em cinzas.

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Apesar de tudo isso, não podemos deixar de falar sobre os erros de arbitragem, que mesmo se considerando o péssimo trabalho da diretoria, foram decisivos no nosso rebaixamento. Perdemos uma penca de pontos por conta dos árbitros, inclusive ontem, quando mais um pênalti claríssimo a nosso favor não foi marcado. Isso sem falar na aliviada monstra que deram ao Cazalbé na vitória do Figueira contra o Fluzim ainda no primeiro tempo, que merecia ser expulso após praticamente quebrar a perna de um adversário.

Isso também serve pra mostrar que nem a tão propalada “influência nos bastidores” do Dotô faz mais qualquer diferença. Fomos prejudicados um monte de vezes, o Eurico ameaçou uma guerra e nada mudou. Continuamos sendo prejudicados e os times de Santa Catarina – vejam vocês! – favorecidos.

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Jorginho, Zinho e os jogadores que promoveram a reação do time – e evitaram uma humilhação ainda maior que parecia inevitável – estão de parabéns, apesar de tudo. Faltou técnica e qualidade em muitas oportunidades, mas não faltou empenho, garra e dedicação. Foi uma luta bem lutada e por isso todos merecem palmas e o respeito da torcida.

Mas acabado o campeonato e deixando a torcida de lado, não acho que o segundo turno do Vasco tenha sido essa maravilha toda. Fizerem o que estava dentro das suas condições, é fato, mas o nono lugar no returno é uma campanha literalmente mediana. Dentro das circunstâncias foi excelente, mas em comparação com a completa vergonha que foi o primeiro turno, dificilmente não faríamos uma campanha melhor no returno. A péssima impressão que deixamos no começo do Brasileiro nos fez ver o time do Jorginho com mais condescendência.

Talvez eu esteja sendo muito exigente, mas pra mim, o Vasco tem que entrar sempre pra brigar por títulos. E um nono lugar está bem longe disso.

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Tem coluna nova também no Vasco Expresso. Cliquem aqui para conferir.

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Mais uma polêmica

É interessante falar alguma coisa sobre a mais nova polêmica entre Juninho e o Vasco. Não que isso fosse necessário, já que a questão é muito simples e não creio que reste qualquer dúvida após ouvir o áudio do próprio Reizinho explicando a situação:

Todos conhecemos as práticas diversionistas da atual diretoria e dos seus devotos. Ao longo do Brasileiro, quanto mais o Vasco se afundava na tabela, mais alvos de ataque surgiam: foi o Juninho, o Doriva, o Roth, a torcida, as arbitragens, etc, etc, etc. O importante era aparecer algo ou alguém que desviasse o foco da crise. E assim, as cobranças também seriam desviadas.

E quando tentam mais uma vez colocar o Juninho no centro das atenções (ou melhor, acusações), ele apenas explicou a situação antes que o séquito de lobotomizados começasse a espalhar em tudo quanto é canto que o Reizinho estaria querendo tirar vantagem do clube. Mas o tiro saiu pela culatra: Juninho não só explicou que não tem nada a ver com a ação do empresário José Fuentes, como se comprometeu a repassar o valor da dívida que o clube tem com ele para a construção de um CT para o Vasco.

Agora é ver como a diretoria agirá: aceitará uma grande doação (digna aliás de tornar o Juninho um grande benemérito) de um desafeto ou colocará um benefício ao Vasco em segundo plano apenas para não dar moral a alguém que pode eventualmente se tornar uma força política dentro do clube?

Não tenham dúvidas: eles arrumarão um jeito de não aceitar a grana. E ainda vão tentar fazer da oferta mais um motivo para queimar o Juninho com a torcida.

***

O que eu achei engraçado é que essa história toda começou por conta de uma matéria que ainda nem foi publicada, e pelo que se pode entender da reação do Juninho, tentará mais uma vez alfinetar o ex-jogador.

Agora, é completamente inusitado ver alguém de São Januário tentar plantar matérias ligando o Juninho à ação do seu empresário contra o Vasco. Não é precisamos nos esforçar muito para lembrar que o Dotô e e o Sr. Zé do Taxi, atuais presidente e VP de futebol do clube, entraram na justiça contra o Vasco e amealharam uma grana BEEEM maior que a dívida do Vasco com o Juninho.

Mas desses, não se ouviu falar em doação para a construção de um CT para o clube. O máximo que fizeram foi organizar uma vaquinha para que os torcedores bancassem a reforma na quadra poliesportiva.

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Mas o Reizinho também mandou mal: foi desnecessária a comparação entre salários e feitos com a armadura vascaína que o Juninho fez com o Nenê. O fato do Dotô ter criticado os valores recebidos pelo Juninho na gestão Dinamite não são desculpa para expor alguém que até pouco tempo seria um companheiro de profissão.

Além disso,  a comparação é completamente estapafúrdia: não tem sentido comparar os poucos meses do Nenê com os vários anos do Juninho. Entrar nessa só diminui a própria história do Reizinho.

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