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Heróis improváveis

hashtagVéspera do jogo decisivo com a mulambada pela semifinal do Estadual, a torcida vascaína já deve estar com a cabeça 100% ligada na partida. E qual torcedor não imagina o placar, quem marcará o gol ou como será a jogada que classificará o Vascão para a final do Carioca.

Aproveitando o momento e para relaxar um pouco a ansiedade, convidei meus seguidores no Twitter a participar de uma brincadeira: Pedi que cada um falasse quem será o responsável pela vitória do Gigante amanhã. Mas se fossemos pegar pelo óbvio, quase todos os vascaínos acabariam citando Gilberto, Dagol ou qualquer outro jogador que volta e meia marca seus golzinhos ou que pelo menos estão perto da área adversária para empurrar a bola para rede. Como eu disse, isso acabaria sendo óbvio, e pior, sem graça.

Então,  peguei esse tweet do João Vitor (@joao_almirante), colunista do Vasco Expresso, e me apropriei na cara dura da sua ideia:

almirante

E assim nasceu a brincadeira pelo twitter: bastava sugerir um jogador, digamos, “inusitado“, como salvador do Vasco, como será o lance do gol junto com a hashtag #HeróisImprováveisDeDomingo. E, como prometido, publico agora algumas das melhores contribuições.

Como não poderia deixar de ser, os mais cotados para serem heróis improváveis amanhã foram os valorosos Serginho e Christianno, sempre tão úteis para o time. Seja marcando o gol da vitória ou fazendo uma jogada de craque, o volante e o lateral esquerdo foram muito citados…

chriserg

Mas não foram apenas jogadores de defesa os citados. Alguns que rondam a área adversária mas que parecem ter um problema sério com esse negócio de balançar as redes também foram lembrados (com destaque para um certo jogador chorão e uma eterna promessa gringa):

(os mais observadores devem ter notado: minha aposta foi no Marcinho)

(os mais observadores devem ter notado: minha aposta foi no Marcinho)

Pensaram que iam livrar a cara da molecada da base? Ledo engano. Sobrou até pros menos experientes do time…

base

Mesmo que haja que não goste muito do futebol do Guiñazu, é difícil colocá-lo na lista dos desafetos da torcida. Mas como são raríssimas as vezes em que ameaça o gol adversário, ele também foi lembrado pelos torcedores:

guiña

Não faltou quem apostasse no Martín Silva, que pode ser herói não apenas impedindo que soframos, mas também marcando gols:

martin

Há também quem ache que o herói vascaíno não estará usando a armadura cruzmaltina, mas sim o camisa de vela de macumba…

contra

…ou então, nem será um jogador.

juiz

Valeu a todos que participaram, principalmente os que entraram no espírito da brincadeira e acabaram dando sugestões mais para o impossível que para o improvável. Que amanhã o Vasco se guie nessa atitude: fazer o impossível para sair com a vitória e classificado para a final do Estadual.

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Triste classificação

 Bernardo pode não ter ajudado muito o time na partida entre Vasco e Rio Branco-AC. Mas mesmo não tendo sido muito efetivo, foi ele quem acabou sintetizando a maneira como nos classificamos para a segunda fase da Copa do Brasil. Entre as testemunhas do triste espetáculo de ontem na Colina, não deve haver um que não concorde com o problemático jogador vascaíno: o jogo foi de chorar.

Foi mais uma daquelas partidas em que o Vasco frustra completamente as minhas – começo a reconhecer – otimistas expectativas. Como disse ontem, não via razão para deixarmos de nos preocupar com a semifinal de domingo, já que, qualquer que fosse o time que Doriva colocasse em campo, tínhamos não apenas obrigação de nos classificar, mas também de conseguir a classificação goleando.

Mas não foi isso que vimos ontem. E nem poderia ser com Nei, Douglas Silva, Lucas, Bernardo e outros do mesmo nível. O que tivemos foi outra apresentação padrão do Vasco 2015: sem articulação, disperso, trocando passes de lado e dependendo de ligações diretas para fazer qualquer coisa.

O jogo foi tão ruim que os primeiros 45 minutos teve apenas um lance digno de nota. E foi justamente o gol do Rio Branco, que não tinha nada a perder e, não se restringindo à retranca, conseguiu marcar um belo gol aos 42 minutos.

No segundo tempo as coisas melhoraram um pouco. Rafael Silva nem voltou do intervalo e seu substituto, Yago, teve um dos seus lampejos e empatou a partida logo no primeiro minuto da etapa final. Doriva conseguiu acertar a marcação e a equipe acreana passou a ter menos espaços.

Dominamos amplamente a partida até marcarmos o segundo gol, de Thalles, que aproveitou uma sobra após chute de Cley de fora da área. Mas bastou virarmos o placar para o Vasco voltar a ceder espaços. O Rio Branco voltou a gostar do jogo, mas não conseguia levar perigo ao Martín Silva. E como o adversário não conseguia criar as jogadas, nossa defesa resolveu deu uma ajudinha: num lance em que tínhamos nada menos que SETE jogadores defendendo, ficamos trocando passinhos laterais na frente da área até Douglas Silva perder a bola e Kinho, o mesmo que marcou o gol no jogo de ida, empatar novamente a partida.

O Rio Branco só precisava de mais um gol para se classificar, mas nem isso chegou a trazer mais emoção ao jogo, que era tão ruim que em alguns momentos a torcida devia estar desejando mais o apito final que a vaga para a próxima fase.

Mas antes do fim, dois acontecimento mudaram rumo da partida: primeiro, em mais uma mostra de descontrole emocional, Bernardo começa a chorar copiosamente após ser xingado por parte da torcida. Matheus Índio entrou em seu lugar e coincidentemente iniciou a jogada do terceiro gol, passando a bola para Cley, que se livrou de dois marcadores, foi à linha de fundo e centrou na medida para Thalles marcar seu segundo gol na noite, aos 33 minutos. Novamente em vantagem no placar, o terceiro gol do Vasco tornou a já muito difícil classificação do Rio Branco em algo impossível.

Apesar de alguns breves momentos que reviveram o trauma do Baraúnas, a classificação não foi tão problemática, muito mais pelas limitações do adversário – que, vale citar, nem foi tão mal assim – que pelos nossos méritos, que foram escassos diante do desafio que o Rio Branco nos proporcionou. Mesmo sendo um time misto (e não um time reserva, o que é ainda mais preocupante), a classificação para a próxima fase não parece ser motivo para maiores comemorações. Estamos na segunda fase, mas jogamos um futebol muito triste.

As atuações…

Martín Silva – quase não teve trabalho. Nos gols, as falhas foram mais da defesa que suas.

 Nei – subiu apenas umas duas vezes ao ataque e errou os cruzamentos. O resto do tempo cobriu a lateral contra um time que praticamente não atacou.

Anderson Salles – mesmo contra um time tão limitado, vacilou nos dois gols: no primeiro, perdeu na velocidade e no corpo para o atacante adversário. No segundo, com a bola nos pés na frente da área, preferiu tocar de lado ao invés de espanar e acabar com o perigo.

Douglas Silva – não foi visto na zaga no lance do primeiro gol e não dominou uma bola simples que recebeu, originando o segundo gol do Rio Branco.

Henrique – foi discreto, subindo algumas vezes ao ataque e não comprometendo na defesa. O que já é muito mais do que o Khrysthyannow consegue fazer.

Guiñazu – bem de um modo geral, mas foi um dos que preferiram ficar tocando a bola na frente da área no lance do segundo gol adversário.

Lucas – também vacilou no lance do segundo gol. Fora isso, deu alguns chutes horrorosos no ataque.

Bernardo – chorou e saiu. Matheus Índio entrou em seu lugar e pelo menos iniciou a jogada do terceiro gol vascaíno.

Jhon Cley – é outro muito criticado, mas ontem participou dos três gols: deu o passe em profundidade para Yago marcar o dele, Thalles marcou seu primeiro na sobra de um chute de Cley de fora da área e fez uma grande jogada no terceiro gol. Mesmo assim saiu para a entrada do Montoya, que só entrou pra perder o gol mais feito do jogo.

Rafael Silva – mostrou emprenho e mobilidade. Mas efetividade, que é bom, nada. Yago o substituiu no intervalo e podemos resumir sua atuação toda em um minuto, quando marcou o gol de empate em uma arrancada e, aos trancos e barrancos, fez o gol (com ajuda do zagueiro adversário)

Thalles – figura nula no primeiro tempo, fez a diferença no segundo, marcando dois gols nas duas bolas que teve em condições de marcar.

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Brincadeira de mau gosto

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A estréia do Vasco na Copa do Brasil acabou se transformando em uma bela pegadinha de 1º de abril para a torcida. Depois de um começo que prometia uma classificação antecipada com uma facilidade enorme, o time se acomodou, cedeu espaços para o modestíssimo Rio Branco e não conseguiu o placar que precisava para evitar o jogo da volta com o time acreano, vencendo por apenas 2 x 1.

A pegadinha começou logo no início do primeiro tempo. Antes de completar dois minutos de bola rolando, já abrimos o placar, com um lindo gol de Thalles. Não que o lance não tivesse dado pistas de que poderíamos ter dificuldades: a jogada se iniciou com uma cobrança de tiro de meta, com a bola indo direto de Martín Silva para Bernardo e depois para Thalles dominar com categoria e estufar as redes. O gol nascido de uma ligação direta acabou sendo a tônica do jogo, com nossa equipe mais uma vez tendo enormes dificuldades de chegar o ataque sem apelar para os chutões da defesa. Até conseguimos fazer algumas jogadas pelos lados do campo, mas Lorran e Yago, os responsáveis por essa função, parecem ser incapazes de concluir uma jogada de forma correta.

A impressão de goleada já se mostrava uma brincadeira para o dia da mentira na etapa inicial, tanto que o goleiro do Rio Branco não chegou a fazer qualquer defesa. E depois do primeiro minuto do jogo, só voltamos a criar um lance digno de nota no último minuto antes do intervalo, com o segundo gol, esse com a cara do atual time do Vasco: nascido em bola parada, com um zagueiro marcando. Após cobrança de escanteio do Bernardo, Douglas Silva escorou e ampliou a vantagem.

No segundo tempo, as coisas ficaram ainda mais monótonas. Com a vantagem necessária para evitar o segundo jogo, o Vasco passou a cozinhar o jogo, valorizando a posse de bola de forma equivocada, trocando passes laterais nas intermediárias do campo. As tentativas de ataque foram poucas e as que levaram algum perigo em menor quantidade ainda.

Com o time aparentando uma satisfação injustificada pela vantagem que tínhamos, Doriva tentou dar um gás à equipe com substituições. O problema é que nenhuma delas trouxe o efeito esperado. Pelo contrário, quem entrou conseguiu ser mais ineficiente que quem saiu: Montoya, Mosquito e Romarinho mal encostaram na bola, e quando conseguiram, nada fizeram de produtivo.

O banho-maria que o Vasco imprimiu ao seu ritmo teve suas consequências. Num dos poucos ataques do Rio Branco, a marcação frouxa do time permitiu que o adversário diminuísse a diferença. O gol motivou nosso adversário e com menos de 10 minutos para o fim da partida, não tivemos força para marcar o terceiro. Com isso, o time do Acre realizou um feito que não conseguia desde 2012: obrigar a realização do jogo da volta na primeira fase da Copa do Brasil.

O fato de termos jogado com um time reserva, sem entrosamento, explica a falta de entrosamento. E, para não tirar completamente os méritos do adversário, o Rio Branco mostrou um futebol e uma disposição maiores que alguns oponentes que tivemos no Carioca que nem o time titular conseguiu vencer, como o Barra Mansa, por exemplo. Mas a aparente falta de determinação em ampliar o placar não tem justificativa, ainda mais se analisarmos que tivermos pela frente uma equipe semiprofissional, com jogadores que precisam ter outras funções além de se dedicar ao futebol. Vencemos e só uma hecatombe nos fará perder a vaga em São Januário. Mas nos vermos obrigados a fazer esse segundo jogo já foi uma tremenda brincadeira de mau gosto.

As atuações…

Martín Silva – se acompanhasse os gritos da torcida nas arquibancadas feito mais no jogo. No gol não podia fazer nada.

Nei – bateu tanto que bem poderia ser expulso, mesmo contra um adversário contra o qual não deveria ter problemas com a marcação. E tendo facilidade, chegou a apoiar em alguns momentos. Mas como estamos falando do Nei, obviamente não acertou nada.

Douglas Silva – fez o gol que acabou nos livrando de um vexame.

Anderson Salles – não teve complicações com o adversário.

Lorran – não conseguiu se destacar ofensivamente contra um time muito limitado. E o gol saiu pela sua lateral.

Guiñazu – a se destacar, apenas o fato raríssimo de ser o segundo jogo seguido em que não leva cartão por cometer faltas violentas.

Victor Bolt – segue não justificando minimamente sua contratação. Erra passes como poucos, não consegue ajudar em nada a criação e nem faz uma cobertura muito eficiente das laterais. Como no lance do gol, por exemplo.

Matheus Índio – a juventude explica e justifica uma atuação em que, aparentemente, tentou mostrar serviço fazendo firulas ao invés de ser efetivo na criação. Foi substituído depois de presepar em excesso por Montoya, que nem aparecer em campo conseguiu.

Bernardo – foi decisivo nos primeiros e últimos minutos do primeiro tempo, dando o passe para o gol do Thalles e cobrando o escanteio para o de Douglas Silva. Entre esses momentos, nada fez. Mas sua contribuição foi infinitamente superior a do Mosquito, que o substituiu e não fez rigorosamente nada, inclusive deixando o autor do gol acreano passar por ele sem esboçar qualquer reação;

Yago – fez 750 jogadas pelas laterais do campo para desperdiçá-las com passes errados e chutes bisonhos.

Thalles – recebeu um bom passe e marcou um belo gol. Depois, a bola raramente chegou e não fez mais nada. Romarinho entrou em seu lugar, fazendo sua estreia como profissional do Vasco. Mas foi como se não fizesse.

***

Há quem encontre um consolo na manutenção da escrita de nunca termos perdido em estreias da Copa do Brasil. Os adeptos desse pensamento ficam ainda mais satisfeitos quando se sabe que o Vasco é o único a manter essa marca entre os grandes clubes do país.

Eu só não consigo ver muita vantagem nisso quando vemos que, entre os 12 maiores clubes do Brasil, nós só temos mais títulos na competição que o Botafogo, que não tem nenhum título, e São Paulo, que tem 10 participações a menos que nós.

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Parece mentira, mas esse 1º de abril também trouxe uma ótima notícia para o clube: a diretoria fechou um patrocínio com a Viton 44, que exibirá sua marca nas mangas da nossa camisa. Os valores divulgados pela imprensa são discrepantes, uns falando que “gira em torno de R$ 13 milhões“, outros falando em “pouco mais de R$ 17 milhões” por 1 ano e nove meses de contrato. Oficialmente não há uma confirmação das cifras, que ainda podem aumentar em 2016, caso a empresa estampe seu logo nas costas da camisa.

Seja o valor que “gira em torno” (que me parece pouco), seja o “pouco mais“, a diretoria marca um belo gol com o acordo. Se lembrarmos que qualquer uma das opções é bem maior que todos os patrocínios conseguidos pelos mesmos gestores na sua primeira passagem no comando do Vasco, podemos sim ficar esperançosos de que as coisas, pelo menos em parte, não serão como antigamente.

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Fraco como sempre

O time sem oito titulares penou, mas conseguiu vencer o Boavista e atingir o mesmo número de pontos do líder Botafogo (ficando em terceiro pelo saldo de gols). Mas mesmo com as ausências, o calor e um campo inclassificável, o perrengue que passamos não se justifica, já que certamente tivemos diante de nós um dos times mais fracos do campeonato.

Mas o maior problema é que, na realidade, o time reserva sequer fez uma partida tão diferente da que nossos titulares fariam. Mais uma vez tivemos um grande volume de jogo não convertido em chances de gol, pelos motivos de sempre: um meio de campo que não cria, laterais que não acertam jogadas de linha de fundo e um ataque ineficiente. E, como também já estamos tão acostumados, dependemos das bolas paradas para marcar gols.

Ou seja; o futebol apresentado pelos reservas, se não foi idêntico, foi muito parecido com o apresentado pelos titulares ao longo do campeonato.

É claro que alguns titulares poderiam fazer alguma diferença, principalmente os que trouxeram alguma melhora para o time nas últimas rodadas. Madson e Gilberto, por exemplo, trariam maior efetividade ofensiva para o time, o primeiro, com suas subidas ao ataque e jogadas com Julio dos Santos e o segundo com uma presença de área mais efetiva. Mas mesmo com eles em campo, temos apresentado os mesmo problemas de ontem.

Isso é preocupante, já que ter um elenco homogêneo só é interessante quando os reservas conseguem reproduzir as qualidades, não os defeitos dos titulares. E ontem, além de repetir os erros que já vimos diversas vezes, Doriva não conseguiu implantar qualquer mudança na forma do time jogar, mesmo com uma formação tão diferente.

Hoje podemos falar o que já foi dito aqui muitas vezes esse ano; valeu pelos três pontos. Mas não podemos ignorar que a vitória só veio por conta de um pênalti nos acréscimos e, não fosse por isso, nossos suplentes não teriam conseguido vencer o lanterna da competição que, aliás, sequer jogou numa retranca das mais brabas. Temos plenas chances de conquistar a Taça Guanabara e ir para as semifinais com vantagem, mas ficam as perguntas: estando na reta final da fase classificação, já não era para termos um futebol mais consistente? E se precisarmos dos reservas, Doriva conseguirá fazer que eles tragam alguma mudança na cara da equipe?

As atuações…

Jordi – não foi muito exigido e nada poderia fazer no gol do Boavista.

Nei – não foi visto no apoio. No lance do gol, enquanto se preocupava em cercar o atacante e colocar os braços para trás, permitiu que o chute indefensável fosse dado. Seu melhor lance acabou sendo uma falta, na qual parou um contra-ataque que poderia ser mortal.

Rodrigo – Se enrolou em alguns momentos, principalmente quando os volantes não davam conta do recado em proteger a zaga. Perdeu pelo menos um gol em cabeçada livre de marcação e desperdiçou um punhado de cobranças de falta.

Anderson Salles – também foi envolvido em alguns lances, mas ainda assim foi o nome – e salvador – do jogo, marcando os dois gols do time.

Lorran – um primeiro tempo muito irritante, errando tudo o que tentou no apoio e não sendo eficiente na defesa. No segundo tempo melhorou, criando algumas boas jogadas ofensivas. O que significa que irritou menos, mas ainda assim irritou (principalmente pela sua incapacidade de completar as jogadas)

Victor Bolt – sua segunda partida com a camisa do Vasco pode muito bem ser a última. Errou uma penca de passes e não fechou os espaços pelo meio como deveria. Saiu para a entrada do Montoya, que teve provavelmente sua pior atuação pelo Vasco: nos 32 minutos que ficou em campo não chegou a fazer muita coisa pra ajudar o ataque e ainda conseguiu levar dois amarelos em menos de um minuto entre o primeiro e o segundo.

Lucas – foi bem na primeira etapa, roubando bolas e chegando bem ao ataque (foi quem mais concluiu no primeiro tempo). No segundo tempo, com a saída do Bolt se ateve mais a marcação e foi mais discreto.

Julio dos Santos – sentiu a falta de alguém para jogar pela direita – como sabemos, Nei não conta – e acabou participando menos do jogo do que poderia.

Jhon Cley – não foi seu dia. Não conseguiu municiar os atacantes e acertou poucas jogadas. Saiu para a entrada de Rafael Silva que não conseguiu converter a disposição apresentada em jogadas efetivas no ataque.

Mosquito – mesmo estreando entre os profissionais do Vasco, não tem a desculpa de ter acabado de sair da base. E sua atuação foi recheada de boas intenções, dessas que enchem o inferno: se movimentou bastante, não fugiu do jogo e procurou ser útil na frente. Porém pouco – quase nada, na realidade – acertou e foi substituído pelo Yago, que precisou de poucos minutos e algumas jogadas equivocadíssimas para se tornar o jogador mais irritante do time.

Thalles ­– também procurou as jogadas, mas nas poucas bolas que recebeu do ineficiente meio campo de ontem, nada conseguiu de prático. Acabou sendo decisivo apenas nos minutos finais, sofrendo o pênalti que garantiu nossa vitória.

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Obrigado ao laranjal

Eis então que, passada a metade da Taça Guanabara, o Vasco chega à liderança da competição como o único time ainda invicto. Tá certo que isso indica muito mais o nível desse Estadual que a qualidade da equipe vascaína e que contamos com uma ajuda providencial do Laranjal – tanto na magra vitória por 1 a 0 sobre o Bonsucesso quanto na derrota botafoguense na Arena – mas isso não muda um fato: no momento, não vemos ninguém à nossa frente.

Mas se o critério para se chegar à liderança não fossem os pontos e sim o futebol apresentado, dificilmente estaríamos onde estamos. A partida do Engenhão teve tudo para ser considerado um novo divisor de águas no campeonato para o Doriva. Foi uma daquelas partidas nas quais o Vasco se mostra um grande destroçador de expectativas: repetindo a escalação que teve a melhor apresentação no Carioca e jogando contra uma equipe que não conseguiu vencer ninguém e que só marcou um gol em sete partidas, os vascaínos mais otimistas chegaram a pensar que poderíamos vencer a partida facilmente, que talvez nos levasse ao topo da tabela mesmo com um empate entre flores e canil.

A esperança de goleada, porém, foi por água abaixo assim que o juiz autorizou o início da partida. O que vimos foram os mesmos problemas de articulação de jogadas, o que nos fez ter uma enorme posse de bola e uma desprezível efetividade ofensiva. E isso porque o Bonsuça nem entrou com um ferrolho dos mais brabos como se poderia imaginar. Víamos algo inexplicável: mesmo mantendo a bola por mais de 75% do tempo sob o seu comando, o Vasco só conseguia chegar ao ataque apelando para as ligações diretas.

Já no intervalo Doriva mexeu no time, tirando Rafael Silva e colocando Montoya em seu lugar. Dificilmente isso resolveria nossos problemas, principalmente porque o Bonsucesso resolveu assumir de vez a retranca e passou a simplesmente rezar para aparecer um contra-ataque salvador. O jogo parecia estar acontecendo em apenas um lado do campo, mas as jogadas vascaínas raramente geravam algum lance de real perigo para o goleiro adversário.

Enquanto o Rubro-anil assumidamente lutava pelo pontinho que estava conseguindo, Doriva partiu pra dentro de vez com as entradas de Thalles e Bernardo. Com dois centro-avantes, dois meias-atacantes e apenas um volante de contenção, o Vasco passou a marretar o adversário e ver Preto, seu goleiro, ter uma atuação de gala. Thalles e  Gilberto perderam grandes oportunidades com suas defesas. Montoya também esteve perto de abrir o placar, mas nessa oportunidade foi o travessão quem o atrapalhou.

Já estávamos nos acréscimos de mais um jogo que tinha tudo para terminar de forma melancólica quando milagrosamente surge a primeira ajuda tricolete da noite: Fernando, irmão do Cazalbé e cria de Xerém, disputa com Thalles uma jogada e a bola acaba batendo em seu braço. O juizão interpretou como lance faltoso e marcou a penalidade. Gilberto, louco para marcar seu primeiro gol com a armadura vascaína, pega a bola e cobra com categoria, garantindo uma vitória que poucos torcedores ainda acreditavam que viria. Depois disso foi só esperar nossa freguesia terminar de nos ajudar vencendo o Foguim na Arena Maracanã para confirmar nossa liderança.

Apesar do amplo domínio da partida, voltamos a apresentar erros que não poderiam acontecer com tanta frequência a essa altura do campeonato (literalmente). A saída de Bernardo do time acabou não trazendo mais criatividade para o time e sua entrada no segundo tempo também não ajudou muito. Vencemos no “vamo-lá-que-dá” e isso nem sempre será o caminho para as vitórias. Doriva ainda precisa encontrar a melhor formação para o time, o que pode acontecer naturalmente com a entrada do Dagoberto. Mas até isso acontecer, nosso treinador precisar encontrar uma solução para o deserto de ideias do nosso meio de campo. Chegamos à liderança hoje por conta da devoção que nossos fregueses floridos nutrem pelo Gigante, mas não podemos contar sempre com a ajuda do nosso cliente vip.

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As atuações…

Martín Silva – cortou um cruzamento relativamente perigoso no segundo tempo e só.

Madson – nem precisaria apoiar tanto se acertasse pelo menos um cruzamento.

Rodrigo – a indigência ofensiva do adversário foi tanta que Rodrigo foi visto mais vezes na área do Bonsucesso tentando o cabeceio que na nossa.

Luan – outro que não teve trabalho. E também se arriscou no ataque diversas vezes.

Christiano – não consigo mais falar desse sujeito. Pode nem ser o pior em campo (já que a concorrência é grande), mas é sempre o que mais me irrita. Pra não dizer que foi de uma inutilidade completa, o pênalti aconteceu depois de uma daquelas cobranças de lateral que Christiano joga dentro da área.

Serginho – se enrolou algumas vezes no primeiro tempo, mas quando o adversário desistiu de atacar, acabou se tornando decorativo no time. Saiu para a entrada do Bernardo quando Doriva partiu para o tudo ou nada. E esse só conseguiu aparecer fazendo cruzamentos para a área nas cobranças de falta.

Guiñazu – nem precisou bater muito, mas não poderia sair de campo sem seu amarelo habitual.

Julio dos Santos – uma partida discreta demais justo quando precisávamos de alguém com um passe diferenciado para furar a retranca adversária. Pouco fez de útil.

Marcinho – tenta participar do jogo, procura se posicionar bem, mas a única certeza que temos atualmente é que, se a bola foi para o pé do Marcinho, teremos uma jogada desperdiçada. Thalles entrou em seu lugar e, além de se embolar com Gilberto na área e perder um gol feito na cara do goleiro, só teve participação em um lance importante: foi com ele que Fernando disputou a bola que acabou gerando o penal.

Rafael Silva – cumpre a risca a função tática de acompanha as descidas do lateral adversário. Mas quem é que precisa de um atacante que só aparece defensivamente? Montoya entrou em seu lugar no intervalo e ajudou a manter o Vasco mais tempo no ataque, ainda que sem fazer nada de muito efetivo. Numa desatenção, cedeu o contra-ataque mais perigoso feito pelo Bonsucesso; para compensar, quase marcou, numa linda virada, o que seria o maior golaço do Carioca. Mas a bola foi no travessão.

Gilberto – continua sendo menos acionado do que deveria, mas teve a chance mais clara de gol da partida, numa cabeçada tirada no susto pelo goleiro do Bonsuça. No final da partida acabou garantindo a vitória tomando a bola e cobrando a penalidade.

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Antes que os pela-sacos de plantão venham falar em “pênalti inventado“, aconselho a leitura desse artigo aqui. Caso a preguiça de ler ou de clicar no link seja maior que a vontade de saber o que é o certo, reproduzo a parte principal do artigo:

(Sérgio) Corrêa (Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF) afirmou que manterá a orientação ao quadro nacional de árbitros de seguir as recomendações dos instrutores da Fifa nos casos em que a bola for interceptada pela mão ou pelo braço de um jogador. “Se não estiverem colados no corpo (mão ou braço) e isso significar um benefício para o atleta que impediu a passagem da bola, aí a determinação é marcar falta.”

Ou para os que precisam de desenhos para compreender:

info

Portanto, antes que eu me esqueça: lance polêmico é o escambau.

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Também publiquei uma coluna nova no Vasco Expresso. Dá uma clicada aí e confira!

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Quarta-feira de cinzas

Esperto foi o torcedor vascaíno que aproveitou o carnaval para esquecer um pouco do futebol e caiu na gandaia. Os que não fizeram isso nem a compensação de ter se divertido um pouco tiveram antes de mais um choque de realidade sobre nosso time: poucos dias poderiam ser mais apropriados para o empate entre Vasco e Barra Mansa que uma quarta-feira de cinzas.

Em campo, a entrada do Thalles pouco serviu para melhorar nosso problema no ataque. Aliás, se dependermos do nosso meio campo para municiar os homens de frente, podemos trazer o Cristiano Ronaldo que não vai dar certo. Bernardo, Montoya e Marcinho seguiram sua rotina de incapacidade criativa e não conseguiram armar uma jogadinha sequer entre eles. O time toca a bola de um lado para o outro até a intermediária até cair no pé de um dos três, que com uma regularidade impressionante erram o último passe ou tentam uma jogada equivocada. Isso gera uma posse de bola inútil (ontem chegou a 75% para o nosso lado), fato comprovado pela única finalização que tivemos em todo o primeiro tempo.

A coisa foi tão feia que Doriva pareceu cair em desespero. No intervalo mesmo fez duas alterações que colocariam o time mais para frente: um “volante-volante” por um segundo homem de meio (Serginho por Julio dos Santos) e um meia por um atacante (Montoya por Rafael Silva). A atitude parecia ser outra e em cinco minutos já tínhamos finalizado mais que em toda primeira etapa. Mas o time não demorou a pagar o preço por se expor demais: logo aos 8, o Barra Mansa teve um contra-ataque, a marcação facilitou as coisas para o jogador Vitinho que teve todo espaço e tempo para ajeitar a bola e acertar aquelas pancadas que só encontram endereço certo contra o Vasco.

Com o Barra Mansa na frente, nosso adversário se fechou ainda mais e para o Vasco restou pressionar como pode. Mas esse como pode restringia-se às chances de bola parada, invariavelmente em cobranças de falta isoladas ou chuverinhos. E se chegamos ao empate não poderia ser de forma diferente: Bernardo resolveu não cobrar uma falta direto para fora, cruzou para a área e Rafael Silva desviou de cabeça.

Teríamos conseguido a virada, novamente em lance de bola parada, se a bandeirinha não anulasse erradamente nosso segundo gol, aos 45 minutos. Mas mesmo que tivéssemos ganhado a partida, isso não melhoraria a impressão que tivemos do time: uma equipe que na teoria tem três jogadores para criar jogadas mas que na prática não consegue armar um lance de perigo sequer.

Pelo Twitter, alguns torcedores diziam que o time parecia estar de ressaca pelo carnaval. Não concordo e isso me parece ainda mais grave: o time não parecia estar debilitado pelo que fez nos festejos. Apenas não parece ter capacidade de jogar mais do que foi apresentado.

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As atuações….

Martín Silva – uma grande defesa em cada tempo, mas se estivesse melhor posicionado no lance do gol do Barra Mansa, poderia ter pego a bola. Em sua defesa vale lembrar que nenhum goleiro do mundo esperaria que a defesa permitisse que o jogador tivesse tempo e espaço para dar aquele chute.

Nei – no apoio não faz muita coisa, mas mostra disposição na marcação. Mas, como não poderia deixar de ser, vacilou em um momento decisivo: era o único jogador a dar condição ao Vitinho quando recebeu a bola que acabou no gol do adversário.

Luan – vem jogando com firmeza e se saído melhor na maioria dos combates contra os adversários. No lance do gol tentou fazer a linha burra, o que é uma burrice se o Nei está presente.

Anderson Salles – se saiu bem para quem não jogava há tanto tempo, mas é preciso levar em consideração que o adversário não exigiu tanto assim. Dizem que é bom cobrador de faltas, o que não foi comprovado na chance que teve, no segundo tempo.

Christiano – uma amostra do nível de inutilidade do rapaz: quando o time já estava perdendo por 1 a 0 e com Doriva tendo outras opções para tentar deixar o time mais ofensivo, ele foi substituído pelo Lorran. O garoto, mesmo estando longe de ser brilhante, conseguiu ser muito mais efetivo que o – por enquanto – titular da posição.

Serginho – vinha tomando um baile do Erick Foca e errando muitos passes, tanto que acabou cedendo lugar ao Julio dos Santos ainda no intervalo. Mas a emenda não ficou melhor que o soneto: o paraguaio nem teve velocidade para recompor o meio nos contra-ataques do Barra Mansa nem fez a diferença na criação com sua propalada qualidade de passe.

Guiñazu – no primeiro tempo chegou a tentar armar jogadas, tamanha era a inoperância dos que deviam ter essa função. Mas no segundo tempo vacilou duas vezes no lance do gol: iniciou o contragolpe barrense ao errar um passe e depois ficou apenas olhando o Vitinho arredondar a bola até ter o melhor momento para o chute.

Bernardo – irritante ao extremo, não produz praticamente nada o jogo todo. Mas numa das raras vezes em que não pensa que é o melhor cobrador de faltas do mundo e deixou de isolar mais uma, acertou o cruzamento que resultou no gol de empate vascaíno. Fora isso, apenas uma coisa boa: garantiu sua ausência no clássico contra o Fluzim ao ser expulso de maneira infantil.

Marcinho – não é nem de longe o jogador que era há alguns anos, mas diante do que o time apresentou ontem, é injusto crucificá-lo. Dos três meias, foi o único que fez alguma coisa, quase marcando em jogada individual no primeiro tempo e mostrando presença de área no segundo (no primeiro lance perdendo um gol feito mas marcando o segundo, erradamente anulado). Talvez fosse do Doriva testá-lo efetivamente no ataque.

Montoya – se antes o colombiano tinha a desculpa de nunca ter tido uma sequência de jogos para mostrar seu futebol, agora nem isso ele tem mais. Pela quantidade de chances como titular que teve com o Doriva, já deveria mostrar um futebol aceitável pelo menos contra um time recém-saído da segundona carioca. Não foi o caso: nos 45 minutos que ficou em campo, Montoya não fez nada que prestasse, sendo substituído pelo Rafael Silva ainda no intervalo. O atacante entrou querendo mostrar que tem vaga no time (o que, convenhamos, não parece ser tanta vantagem assim), buscando jogo, arriscando chutes e terminou premiado com o gol de empate, que evitou mais uma vergonha de proporções homéricas em São Januário.

Thalles  – o rapaz tenta fazer suas jogadas, mas é muito pouco acionado para mostrar toda sua capacidade. Em alguns momentos deixa clara sua inexperiência ao concluir jogadas de forma afobada.

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E decidiram…

Como falei ontem, realmente não consegui ver a partida ontem. Mas pelas matérias a respeito da vitória por 3 a 0 sobre o Macaé, o Vasco não precisou jogar bem para mostrar o que pedimos ontem: poder de decisão.

Os belos gols de Bernardo, Montoya e Rodrigo tomam praticamente todo o tempo dos melhores momentos da partida, e isso parece ser um bom retrato da partida: poucas foram as jogadas criadas em uma vitória construída em lances de bola parada (mesmo o bonito chute de esquerda do colombiano nasceu em uma cobrança de falta). Ou seja, nossos meias ainda não criam como deveriam. E, temo, nunca criarão, já que essa não é a característica de nenhum deles.

Mas pelo menos parece que o pessoal colocou o pé na forma. Não é todo dia que vemos o Vasco fazer três gols em chutes de fora área (e com o gol do Rafael Silva na última partida, e o quarto seguido feito dessa forma). Que nossos jogadores passem a ver que os chutes de longa distância podem funcionar e arrisquem mais.

Falam que o time foi um bando em campo, que os erros de passes foram a tônica e que até vaias rolaram na Colina. E isso contra um Macaé que nem de longe chegou a causar problemas pra gente. Mas é aquilo: melhor jogar mal e vencer que jogar bem e perder. O importante é marcar pontos até pintarem os clássicos, testes reais para o time. Aí, mesmo que estejamos mesmo em um nível um pouco inferior com relação aos rivais, tudo se nivela.

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Sem ver o jogo, não dá pra falar sobre as atuações. Mas vale fazer um comentário e uma pergunta:

O comentário: com o passe de peito que culminou no gol do Montoya, Christianno acertou algo pela primeira vez usando a camisa do Vasco.

A pergunta: é verdade que o Nei foi bem na partida?!?!?

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Bom carnaval para todos! Divirtam-se muito, mas com responsabilidade sempre!

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