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Burrice

burriceEm dezembro do ano passado, a diretoria procurava um substituto para Joel Santana e anunciou no site oficial do clube que Marquinhos Santos seria o novo técnico do Vasco. Apesar da nota oficial ter sido apagada do site, o fato é que, para o clube, a contratação estava garantida.

O problema é que não estava. No dia seguinte Marquinhos refugou e desistiu de assumir o cargo. Ele se desculpou, assumiu a culpa pelo acontecido e apenas parte do mico – a parte na qual a diretoria anunciou uma contratação sem qualquer contrato ter sido anunciado – recaiu sobre o Vasco.

Mas eis que seis meses depois a história se repete, só que de forma mais ostensiva. O presidente do clube convocou uma coletiva para anunciar o novo técnico e alguns reforços e pimba, repete o erro cometido em dezembro: conta como certa uma contratação para depois ela não se concretizar.

Diante dos problemas que atravessamos hoje, a chacota em que o Vasco foi jogado por conta do Léo Moura não é nada. Mas mostra que a diretoria não aprende com seus erros. E, diferente do caso com Marquinhos Santos, dessa vez o jogador tem uma versão diferente dos fatos, o que torna o acontecido um mico muito maior.

E por conta disso, está o Vasco mais uma vez sendo alvo de piadinhas generalizadas numa situação que não precisaria ter acontecido. Já teria sido uma besteira fora do comum contratar um jogador às portas da aposentadoria, que foi praticamente dispensado do nosso maior rival, que tem enorme identificação com a mulambada e que em várias situações fez questão de humilhar a instituição Vasco da Gama. Agora, anunciá-lo como reforço antes de uma assinatura ou mesmo de uma declaração à imprensa que comprovasse a história de que foi ele quem procurou o clube foi repetir, de forma pior, um erro que já havia sido cometido. E como todos sabemos, errar é humano,  mas repetir o erro é burrice.

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A diretoria diz que o Léo Moura se ofereceu ao clube. Já o jogador afirma que recebeu uma proposta do clube. A primeira hipótese é muito mais lógica, já que o mesmo Léo Moura fez o mesmo no Fluzim antes, cavando uma vaguinha no Laranjal. Mas no disse-me-disse, haverá gente que acreditará no sujeito. E nessa, o Vasco passa por rejeitado, aumentando a chacota.

Se a diretoria mantém a sua versão da história, caberia até um processo pra cima do Léo Moura, para deixar claro quem está mentindo na história.
E caso ficasse provada a veracidade da versão vascaína, que se cobrasse uma bela indenização por danos morais. Não seria menos que o merecido para um “profissional” que além de mendigar uma vaga no rival só para fazer pirraça, se comportou como um verdadeiro moleque na história toda.

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Enquanto os reforços não chegam e o projeto para trazer o Ronaldinho Gaúcho não aparece (se o clube tivesse R$ 3 milhões sobrando talvez não houvesse a necessidade do tal “projeto“, não é mesmo?), a diretoria segue desinchando o elenco. O que é bom, já que o tal teto salarial por jogador deve ir mesmo pras cucuias: Yago foi emprestado para o futebol norte-americano. Seu destino é o Minnesota United.

Apesar de o último remanescente do “kit substituição” do Doriva, que tanto nos irritou, acredito que o garoto ainda pode evoluir e ser realmente útil ao Vasco no futuro. O empréstimo pode servir para trazer mais experiência ao Yago. Isso, claro, se alguém pode realmente sair mais experiente de uma passagem na terra do soccer.

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Já que falamos em micos…

Como já falaram muito por aí, acertar 90% com o Ronaldinho é fácil. Complicado são os 10% com seu irmão-empresário. O Palmeiras que o diga

Não satisfeito em confiar demais na palavra do Léo Moura, o presidente do Vasco mais uma vez mostra confiança total em acordos verbais. Segundo ele, Assis teria afirmado que Ronaldinho só atuará pelo Gigante, caso fique no Brasil. Enquanto isso, o irmão do jogador segue fazendo negócios como sempre fez: prometeu coisas ao Vasco, mas não deixou de se reunir com o Fluzim.

Os tricoletes não se manisfestarão oficialmente sobre o negócio até que ele esteja fechado. Isso evitará que o Laranjal pague um mico, coisa que – mais uma vez – pode acontecer com o Vasco.

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Explodiu

Torcedores jogaram uma bomba na entrada do vestiário ao final da partida de ontem em São Januário. Se forem identificados e presos, podem alegar como defesa que estavam apenas revidando: o time do Vasco lançou antes uma bomba bem mais devastadora sobre a torcida com a derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, a quarta seguida na competição.

Desculpas e justificativas para mais um resultado negativo existem sempre. Pode-se fazer inclusive uma cronologia do eventos que nos levaram à derrota:

  • Jogo truncado no início, com muita marcação e muitas faltas.
  • Vasco um pouco superior, mas sem poder de definição.
  • Vasco perde as poucas chances que cria.
  • O esquema que Doriva monta cai por terra quando Jackson é atendido fora de campo: com um volante a menos por alguns momentos, o Cruzeiro aproveita um contra-ataque e faz um gol com enorme facilidade.
  • O time desaba emocionalmente, Doriva desiste do esquema que vinha, pelo menos, segurando o adversário no minuto seguinte e coloca o Yago no lugar do contundido Diguinho.
  • No segundo tempo, mais do mesmo: Vasco desesperado, Cruzeiro na boa esperando nossas falhas. E elas acontecem: no primeiro, uma falha inaceitável mesmo para um goleiro inexperiente como o Charles, que aceita um chute facilmente defensável; no segundo, o azar de uma bola explodindo no rosto do Guiñazu e sobrar nos pés de Leandro Damião, que marca seu segundo gol na noite contando mais uma vez com a colaboração do nosso goleiro, que inexplicavelmente nem tenta esticar o braço para evitar o gol.

O golaço de falta do Rodrigo, no finzinho da partida, não serve como consolo e nem para melhorar nossa campanha em nada. Ainda estamos na vice-lanterna e agora com a pior defesa e pior ataque da competição. E o que é mais grave, mesmo com todas as alterações feitas pelo Doriva, o time não deu qualquer indicação de que possa, ao menos rapidamente, mudar esse cenário. Pelo contrário, parece que o trabalho retrocede, já que a evolução vista contra o Furacão desapareceu com o esquema de ontem.

Seja qual for a formação, sejam quais forem os jogadores escalados, o Vasco continua ineficiente no ataque, inexistente na armação de jogadas e mantém a queda vertiginosa no desempenho defensivo. Não se sabe quanto tempo mais a diretoria demorará para trazer reforços (e isso passa por, antes de tudo, admitir essa necessidade). E enquanto isso não acontece, Doriva e seus comandados, e somente eles, precisam encontrar forças para reverter essa situação. Apenas eles podem evitar que crise que já explodiu na Colina tenha reflexos irreversíveis nesse Brasileirão.

As atuações…

Charles – ganhou a confiança do treinador e da torcida, mas não correspondeu. Sem ter sido muito exigido pelo Cruzeiro, falhou claramente nos dois últimos gols sofridos.

Madson ­– defensivamente não teve problemas, já que sempre teve cobertura. Ofensivamente, uma nulidade.

Luan – facilmente driblado pelo Leandro Damião no primeiro gol.

Rodrigo – no atual momento do time, não dá pra falar nada de quem consegue marcar um gol para o Vasco.

Julio Cesar – ter um lateral que não abaixa a cabeça e chuta de qualquer jeito pra dentro da área quando vai ao apoio é um alívio. Mas tendo três volantes em campo, Julio foi discreto demais ofensivamente.

Guiñazu – cumpriu bem seu papel até sofremos o primeiro gol. Depois disso, o time se desespera e os espaços que surgem são mais complicados de serem cobertos (ainda mais com a saída precoce do Diguinho). Deu muito azar no lance do terceiro gol.

Diguinho – vinha jogando bem, marcando com disposição, só pecando um pouco na saída de bola no início da partida, quando o Cruzeiro marcou sob pressão. Sofreu uma penca de faltas e numa delas se machcou. Deu lugar ao Yago, que entrou para desfazer a armação que vinha bem na marcação e não fazer nada de útil no ataque.

Jackson – se restringe a marcar, até por não contar com habilidade para fazer muito mais que isso. Julio dos Santos entrou em seu lugar para tentar dar mais qualidade no passe no meio de campo. Não teve muito sucesso na empreitada.

Jhon Cley – fez algumas boas tabelas com o primo do Messi e mostrou boa movimentação no meio de campo. No segundo tempo acabou sumindo do jogo e cedeu lugar ao Thalles, que não teria muito como ajudar. E efetivamente não o fez.

Emanuel Biancucchi – merecer mais chances do que teve os Marcinhos e Bernardos da vida não é motivo para jogador nenhum ser considerado salvação de qualquer time que seja. Mostra disposição, tenta criar jogadas e ajuda na marcação, mas é, no máximo, um jogador esforçado. Esperar mais que isso dele é inútil.

Gilberto – apenas reclamar que a bola não chega não adianta muita coisa. Colocar o pé na forma e tentar ser mais solidário – e isso não significa buscar jogo mais recuado e tentar resolver tudo sozinho – seria muito mais útil.

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Parado na tabela

Foto:www.vasco.com.br

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Algo que aprendi nos oito anos em que escrevo sobre o Vasco na internet é que se deve esperar um tempinho antes de publicar qualquer comentário sobre uma partida. Escrever logo depois de um jogo pode nos fazer deixar levar pela empolgação de uma boa vitória – exagerando as qualidades do time – ou pela frustração de uma derrota, nublando possíveis pontos positivos.

Eis que mesmo depois de uma noite de sono, não sei ainda muito bem sobre o que dizer a respeito dos 3 a 0 impostos ao Vasco pela Ponte Preta, dentro de São Januário. Mas a dificuldade em analisar a partida não é a falta de palavras, é falta do que falar. Como o Vasco não fez nada em campo, nada há para dizer.

As dificuldades diante da surpreendente macaca eram esperadas. Mas nem o torcedor mais pessimista poderia prever que sofreríamos um gol antes do primeiro minuto de jogo, ainda mais mostrando uma incapacidade tão gritante de conseguir parar um contra-ataque. Se antes nós podíamos falar da solidez da nossa defesa, depois do que vimos ontem, nem isso.

E a Ponte, apesar das suas inegáveis qualidades, é um time apenas correto. E qualquer time correto consegue se dar bem contra um time desorganizado defensivamente, ineficiente no ataque e, pior, aparentemente em emocionalmente em frangalhos. A ansiedade do time, palavra da moda para justificar nossa campanha de ridículos 20% de aproveitamento, ficou evidente na noite de ontem. O gol-relâmpago foi o gatilho para, mais uma vez, tentarmos impor uma pressão afobada sobre o adversário, que não chegou a correr muitos riscos. E mesmo quando tivemos a chance de empatar a partida e talvez voltar aos eixos foi desperdiçada pelo protagonista da tal ansiedade vascaína: tivemos um pênalti a nosso favor e Gilberto pegou a bola para a cobrança. Marcasse o gol, e ele certamente tiraria o peso dos ombros das seis partidas sem marcar e ainda conseguiria colocar o time no jogo novamente com o empate. Mas o camisa 9 fez uma cobrança ridícula, perdeu o gol e só conseguiu deixar a equipe ainda mais nervosa.

Tanto que alguns minutos depois, após mais uma bola perdida na intermediária e outro contragolpe rápido da Ponte, o garoto Jordi mostrou que a pressão também foi demais para ele. Entre deixar o atacante driblá-lo e ampliar o placar e fazer uma falta que fatalmente acarretaria sua expulsão, o jovem goleiro escolheu a segunda opção. Evitou o gol, mas sepultou de vez as chances do Vasco reagir na partida.

Com menos um em campo, sem qualquer jogador para ao menos tentar articular jogadas – Julio dos Santos foi quem cedeu o lugar ao Charles, goleiro reserva – o Vasco se tornou uma presa ainda mais fácil.

O resto do jogo é fácil de resumir: oito minutos após a expulsão de Jordi, sofremos o segundo gol. No intervalo, Doriva fez as alterações que lhes restavam, mas a troca de Diguinho pelo estreante Jackson e a inevitável entrada de Yago por Dagoberto não seriam nunca o bastante para nos salvar da derrota. E, assim como o Galo no domingo passado, vimos um adversário muito superior em campo resolver a partida na etapa inicial do jogo e não nos aplicando uma goleada por diminuir o ritmo no segundo tempo (e, ainda assim, a macaca marcou mais um gol, com Borges). A diferença é que na rodada passada perdemos para o Atlético-MG, um dos melhores times do Brasil, jogando no Horto. E ontem, tomamos um baile da Ponte Preta, seja ou não uma das sensações desse começo de campeonato, jogando em São Januário.

Com o Brasileiro ainda na quinta rodada, realmente não deveria haver motivo para desespero. Mas o que mais preocupa não é o quanto falta para o campeonato acabar, e sim, o que falta para o Vasco apresentar um futebol minimamente aceitável. O jogo de ontem foi certamente o pior da equipe no ano, justamente em um momento que deveríamos apresentar uma melhora. Jogando o que jogamos ontem, é difícil acreditar numa recuperação nas próximas rodadas (contra o líder Atl-PR, Cruzeiro e Sport). Se algo não mudar drástica e rapidamente, corremos sérios riscos de ficarmos parados na tabela, exatamente como Rafael Silva na foto que ilustra esse post.

As atuações…

Jordi – teve pior estreia possível em seu período como titular: tomou um gol antes do primeiro minuto de jogo (a rebatida pra frente da área nem tinha muito como ser evitada) e trocou sua expulsão pelo que seria o segundo gol da Ponte logo aos 30 do primeiro tempo, o que se mostrou um equívoco, já que acabamos sofrendo outros dois gols e com 10 em campo não tivemos sequer um esboço de reação. Charles, o terceiro goleiro do time, acabou estreando nessa fogueira, e mesmo tendo sofrido os outros dois gols (nos quais não poderia fazer nada), fez pelo menos duas boas defesas.

Madson – desde o Estadual não acerta nada. E ontem foi a mesma nulidade.

Rodrigo – no meio do desastre defensivo que foi o time, foi o menos pior.

Luan – atravessa uma fase muito infeliz. Mais uma vez foi responsável direto por gols do adversário e não conseguiu cortar o passe que originou a expulsão do Jordi.

Christiano – Madson está tão mal que até o Christiano tem sido mais efetivo. Não que acerte as jogadas no apoio ou proteja com um mínimo de eficiência sua lateral, mas ontem, pelo menos, acertou uma bola na trave.

Guiñazu – no primeiro tempo era o único a tentar parar o meio de campo da Macaca, o que não conseguiu. No segundo tempo teve o trabalho facilitado pelo ritmo de treino empregado pelo adversário, e, ainda assim, foi envolvido algumas vezes pela movimentação da Ponte.

Diguinho – precisou de meio minuto para perder a bola, ficar caído pedindo falta e ver a Ponte abrir o placar aos 51 segundos de jogo. Completamente fora de ritmo, não teve a menor chance contra o bom time de Campinas. Tanto que saiu no intervalo, para a estreia de Jackson Caucaia, que apesar de um ou outro passe errado, melhorou um pouco a marcação e tentou como pode ajudar o time a atacar.

Julio dos Santos – pouco tem feito quando fica os 90 minutos em campo. Ficando menos de 30 – foi o escolhido para ceder o lugar ao goleiro Charles – fez menos ainda.

Dagoberto – na estreia do Riascos, falaram muito que o colombiano teria jogado de má vontade, por não querer ter saído do Cruzeiro. A se julgar pela atuação (ou atuações) do Dagoberto, me pergunto se essa má vontade não é o seu caso. Não há o que falar da sua atuação, tão discreta que foi. Já Yago, que o substituiu, pode ser tudo, menos discreto: alguém que irrita tanto a torcida com suas tentativas de jogadas frustradas não conseguiria passar um jogo sem chamar a atenção.

Rafael Silva – estava marcando o jogador da Ponte que fez o cruzamento para o primeiro gol e foi facilmente driblado no lance. Mas é aquilo: o cara é atacante e ao menos se esforça para fazer uma função que caberia ao lateral. No ataque foi novamente inexpressivo.

Gilberto – o rapaz foi artilheiro do Vasco no Estadual na base dos pênaltis (cinco dos seus nove gols foram assim). Ontem ele teve a chance de acabar com a seca de gols que tanto o incomoda justamente com uma penalidade. Só que Gilberto bateu o pênalti de forma tosca, perdeu a cobrança, evitando que o Vasco chegasse ao empate e, minutos depois, aconteceu o lance da expulsão do nosso goleiro. Ou seja, ele poderia ter mudado a história do jogo e não o fez. É o que eu venho falado há vários jogos: Gilberto não recebe bolas para finalizar com a frequência necessária. Mas as poucas chances que tem tido tem desperdiçado de forma inaceitável. E, para coroar sua atuação, ainda arrumou uma expulsão por reclamação em 15 segundos.

***

Para quem gosta de dados históricos, vale lembrar: o Vasco NUNCA tinha perdido para a Ponte Preta em São Januário. E desde 1950, ano do primeiro confronto com o time de Campinas, NUNCA tínhamos perdido por uma diferença de três gols.

E isso acontece justamente em um momento no qual a política do “bom e barato” para contratações foi referendada por um título estadual. Era tudo o que a diretoria precisava para justificar sua estratégica para o futebol do clube.

Acontece que o bom e barato pode até funcionar no Estadual do Rio, mas já ficou óbvio que não é o bastante para um Brasileiro.

E não é a questão do teto salarial. A diretoria contrata mal, ponto (como gosta de dizer nosso presidente). Uma prova disso é o nosso adversário de ontem: a folha salarial da Ponte gira em torno de R$ 1 milhão/mês. Três vezes menos que a do Vasco. E nem precisamos dizer qual dos dois têm uma equipe mais qualificada.

O Vasco tem 40 jogadores em seu elenco, utiliza pouco mais de 1/3 do grupo e tem menos de 1/3 dos pontos da Ponte (que, pra lembrar mantendo a fração, gasta menos de 1/3 em salários).

Doriva e seus comandados precisam melhorar seu desempenho, mas não são apenas eles que precisam mostrar mais competência. A diretoria também precisa rever sua estratégia. E não é renovando o contrato do Sandro Silva – um dos salários mais altos do elenco – apenas para emprestá-lo ao Bragantino. E pagando integralmente seus salários.

A diretoria tem todo o direito de manter as aparências e, para a imprensa, dizer que o time que temos não deve nada aos adversários e que estamos na briga pelo título. Mas considerar isso uma verdade absoluta e não trabalhar para reforçar o elenco – ou reformulá-lo, emprestando jogadores que não serão utilizados e conseguindo recursos para trazer jogadores mais qualificados – será uma prova de total arrogância e desconexão com a realidade. E que pode nos custar muito caro.

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Muito preocupante

Durou uns quinze minutos. Esse foi o tempo em que o Vasco deu a impressão de que poderia jogar de igual contra o Atlético-MG, dentro do Independência. Mas depois do primeiro gol sofrido, o que os vascaínos, pelo menos os torcedores mais realistas, viram foi o seguinte: no primeiro teste de verdade que tivemos no Brasileiro, ficou claro que títulos estaduais ou uma longa invencibilidade não são provas de um time competitivo. Os 3 a 0 impostos pelo Galo, pela facilidade com que construíram o placar, é motivo de muita preocupação.

Procurando por algo de positivo, podemos dizer que o Vasco realmente começou jogando bem. Podemos dizer também que o primeiro gol, que acabou se tornando um momento decisivo na partida, aconteceu numa falta de sorte tremenda – se Luan não tivesse escorregado, teria cortado a bola e o jogo seguiria empatado. Tirando isso, é preciso ter uma visão extremamente otimista para encarar a derrota por um lado bom. Talvez dizer que poderíamos ter saído do Independência com uma goleada histórica (o que não aconteceu pela evidente pisada no freio dos nossos anfitriões no segundo tempo).

O fato é que, tendo iniciado bem ou não a partida, ficou clara a diferença de qualidade dos dois elencos. Se tivéssemos jogadores mais produtivos, talvez tivéssemos aprontado alguma surpresa nos tais primeiros bons 15 minutos da partida. E dizer que o erro foi o esquema montado pelo Doriva é querer se enganar: acreditar que trocar um atacante por um volante resolveria a questão é ilusão. Tanto é que o Galo só começou o atropelo quando o Vasco se abateu logo depois do primeiro gol e deixou de ser tão ofensivo. O que aconteceria de diferente se nós “respeitássemos” o Galo e fossemos com três volantes, apenas esperando os contragolpes, seria o seguinte: não teríamos nem os 15 minutos iniciais pra falar de positivo.

Óbvio que não dá pra tirar os méritos do adversário, que tem um elenco muito bom e uma movimentação absurda. Mas é evidente que nossas limitações facilitaram muito o trabalho atleticano. Apresentamos os mesmo defeitos das outras partidas: ineficiência ofensiva, falta de articulação de jogadas e falhas na recomposição defensiva. Contra adversários menos qualificados, não perdemos. Contra o Galo, o adversário só precisou de um tempo para resolver a fatura.

Na coletiva após a partida, Doriva disse que “depois que tomamos gol nos perdemos no campo”, que “os gols aconteceram muito rapidamente“ e que “não deu tempo para a gente se organizar”. Isso ficou evidente para quem viu o jogo e, mais que isso, mostra outro problema da equipe, que já tinha acontecido outras vezes no Carioca e também contra o Inter nesse Brasileiro: o time se abala quando sofre gols e não consegue se organizar. Mesmo sendo jogos com características completamente diferentes, há um ponto em comum entre os segundos tempos dos jogos de ontem e contra o Colorado, que foi a total desorganização do time quando precisa buscar o resultado. Contra os reservas do Inter, o Vasco pressionou atabalhoadamente; contra o Galo, não havia opção de jogada além das tentativas de arrancadas do Yago e do Gilberto. Nesses momentos, não se consegue ver exatamente o que o treinador pretende. Ou mesmo se pretende alguma coisa.

Terminamos a quarta rodada na zona de rebaixamento e os próximos jogos não prometem ser mais tranquilos do que os que tivemos até aqui. Até a 10ª rodada, teremos pela frente Ponte, Atl-PR e Sport (os três primeiros colocados), o Cruzeiro precisando se reabilitar e um clássico com o também desesperado Framengo. Quem seguramente pode afirmar hoje, com o futebol que temos apresentado, que sairemos dessa situação nas próximas rodadas?

As atuações…

Martin Silva – nos gols sofridos, os três com todo mérito para os jogadores do Galo, nada poderia fazer. E ainda fez pelo menos duas boas defesas e foi bem nas saídas de bola.

Madson – a incapacidade em acertar cruzamentos torna inútil sua facilidade no apoio. Iniciou várias jogadas de linha de fundo, mas apenas uma das suas bolas cruzadas chegou nos nosso jogadores, e isso já quase no fim do jogo. E defensivamente é aquilo: Thiago Ribeiro marcou dois gols recebendo pela direita. E em ambos o Madson chegou atrasado.

Rodrigo – jogou sério e travou bom duelo contra Lucas Pratto (no qual não levou vantagem em todos os lances e contou com a sorte de não ser o dia do atacante argentino). Mas vacilou no lance do segundo gol, permitindo que Dátolo chegasse para cabecear à sua frente.

Luan – não dá pra imputar a responsa pela derrota ao garoto, mas até ele escorregar e terminar por ajeitar acidentalmente a bola para Thiago Ribeiro marcar o primeiro gol da partida, o jogo até estava equilibrado. Apesar do lance, jogou o resto da partida com seriedade e se teve problemas, foi mais pela facilidade com que o Galo chegava ao ataque.

Christiano – ontem nem se pode dizer que errou os cruzamentos. Isso porque toda vez que conseguia chegar a linha de fundo, as pancadas que mandava pra área não podem ser consideradas cruzamentos. Defensivamente, além de ter tomado uma bola nas costas constrangedora no lance do segundo gol, deve ter pesadelos com Luan por umas duas semanas, tamanho foi o baile que o meia atleticano lhe proporcionou.

Guiñazu – jogar com firmeza e seriedade é algo que nem precisamos falar. Também fez apenas uma ou duas faltas apenas. Mas se viu envolvido com facilidade pelos meias adversários algumas vezes e no lance do segundo gol não conseguiu cortar o cruzamento para o Dátolo.

Diguinho – pra quem está acostumado a ver o Serginho errando passes de meio metro, a estreia do Diguinho foi até um colírio. Mas colocá-lo para voltar a praticar o futebol depois de seis meses de inatividade, justo contra o Galo, foi maldade. Apesar de se esforçar muito, não teve como parar o toque de bola atleticano e em dois lances quase proporcionou aos anfitriões um placar bem mais elástico: no primeiro lance errou um carrinho e deixou Lucas Pratto livre para finalizar e no outro escorregou e iniciou um contra-ataque que só não terminou em gol porque Thiago Ribeiro demorou a concluir a jogada.

Julio dos Santos – nos primeiros 15 minutos de jogo, QUASE tivemos um meia armador. Mas depois do primeiro gol, o paraguaio sumiu do jogo, só reaparecendo já no segundo tempo, quando acertou um belo passe em profundidade para Gilberto. Acabou sendo substituído pelo Marcinho, quando não só continuamos sem alguém para articular jogadas, como passamos a jogar com apenas 10 jogadores.

Riascos – talvez ajude o time quando fizer sua estreia. Yago, entrou no intervalo e fez o de sempre: corre como um maluco até a linha de fundo para destruir as jogadas com seu intelecto escasso.

Rafael Silva – merece palmas pela sua aplicação tática e esforço. Ontem foi visto com constância na defesa, ajudando a marcar. Mas qual é a razão de termos três atacantes em campo se um deles não leva perigo ao adversário e precisa correr como um maluco atrás dos jogadores adversários? Bernardo teve mais uma chance no time entrando em seu lugar e parece que tem a única função de esperar faltas acontecerem para chutar as bolas em direção à área adversária e torcer que ela esbarre em alguém e termine no gol. E é só isso o que ele faz.

Gilberto – pelo esforço demonstrado – no segundo tempo cansou de esperar as bolas que nunca chegam e passou a jogar na nossa intermediária – podemos dizer que foi o melhor jogador em campo. Mas como nos jogos passados, mais jogos do que é aceitável para um centro-avante, aliás, as poucas chances que teve foram desperdiçadas com finalizações imprecisas ou tentativas de dribles fracassadas, mesmo quando havia melhores opções para o passe. É triste, mas a cada dia Gilberto mostra que, para ser artilheiro, depende muito das penalidades ao nosso favor.

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Três perguntas que se tornam cada vez mais pertinentes:

Até quando o Doriva insistirá com seu kit substituição formado por Bernardo-Yago-Marcinho?

Se ele seguir demonstrando confiança nesse trio, quando explicará os motivos que justifiquem essa confiança?

Se os três são as únicas opções possíveis para melhorar o time em qualquer situação, o que fazem Jhon Clay, Marquinhos, Índio, Montoya, Romarinho, Thalles e o primo do Messi no elenco? Se não há a menor chance desses se saírem melhor que esse kit substituição, os caras não deveriam permanecer no Vasco. Aliás, nem na prática do futebol.

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Também tem coluna nova no site Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram.

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(Já que veio) sucesso, Riascos!

riascosEntão, aparentemente – porque ainda não houve uma confirmação oficial – o Vasco realmente terá o atacante Duvier Riascos como reforço. O atacante virá do Cruzeiro por empréstimo, com o clube mineiro pagando mais da metade dos seus vencimentos (restando R$ 100 mil/mês bancados pelos cofres vascaínos, o que o manterá dento do teto estipulado pela diretoria).

Com 28 anos, o atacante colombiano é bastante rodado: a armadura cruzmaltina será a 10ª camisa defendida por Riascos. Ser viajado – ele já teve passagens por Venezuela, México e China, além da sua Colômbia natal e o Brasil – não lhe garantiu sequer uma convocação para a seleção colombiana. Sua temporada com mais destaque foi no já longínquo ano de 2010, quando foi o maior artilheiro e o jogador do ano no exótico futebol chinês.

Na Raposa, Riascos chegou em janeiro e teve poucas chances. Há quem diga que ele foi uma decepção no clube mineiro, mas há o desconto de não lhe permitirem ter uma sequência de jogos. No geral, não fará falta no elenco cruzeirense, apesar de não ser considerada a pior opção para seu ataque.

Independente de não ter tido uma carreira de encher os olhos ou de não ter tido um desempenho memorável no Cruzeiro, Riascos pode sim ser considerado um reforço para o Vasco. Dentro da média das contratações feitas esse ano, ele está com certeza em um nível bem acima dos que chegaram à Colina. E pela grana que pagaremos por ele, a aposta é válida.

Mas a questão não se resume a isso. Não considerando o Dagoberto, que também pode fazer a função, Riascos será o quarto atacante de lado de campo do elenco, junto com Rafael Silva, Yago e Eder Luis. Ainda que ele seja melhor que os dois primeiros – já que Eder Luis não poderá atuar até a abertura da janela de transferências internacionais ou até sua plena recuperação, o que vier antes – existem outras carências no elenco que precisam de uma solução com muito mais urgência.

Contratar mais um atacante de velocidade é, no mínimo, uma mostra de um planejamento equivocado. Se ele se sair melhor que as opções que temos, não precisaríamos trazer de volta Eder Luis; se não for, pra que trazer mais um jogador para ficar no banco? E, enquanto isso, ainda precisamos desesperadamente de um meia armador…

Como parece ser inevitável, que seja bem-vindo o Riascos. Que ele justifique sua contratação e mostre mais futebol do que mostrou em Minas Gerais. Nem que para isso ele precise fugir um pouco das suas características e desande a fazer os gols com os quais só acostumou a torcida do Shanghai Greenland Shenhua da China.

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Para quem não leu, está no ar desde ontem minha nova coluna no Vasco Expresso. Clica aí e confira

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Já vimos esse filme

Difícil falar com certa frequência sobre acontecimentos idênticos sem soar repetitivo. E como na série de empates o Vasco as situações que levam ao resultado final são muito semelhantes, espero que vocês compreendam o sentimento de déjà vu que possam vir a ter ao ler esse post sobre o 1 a 1 de ontem, contra o Internacional, pela terceira rodada do Brasileirão.

Tinha dito ontem que uma vitória sobre o Colorado seria uma oportunidade para o time afugentar de vez uma possível crise que se avizinha. Havia comentado também que o Inter era um adversário dos mais respeitáveis mesmo vindo com seu time reserva, primeiro porque tem um grupo mais qualificado que nossos dois primeiros adversários e também porque vários dos suplentes seriam titulares com folgas na equipe vascaína.

Aí vem o jogo, e no campo a teoria não é igual a prática, como dizem. Mesmo com jogadores como Alex, Nilton, Anderson e Nilmar, o Inter não se comportou muito diferente dos Figueirenses e Cuiabás da vida: jogou fechado, esperando as falhas do nosso time para tentar os contra-ataques.

Mas isso não foi o pior. Ruim mesmo foi ver que o Vasco também não se comportou diferente do Vasco. Dominou a partida e desperdiçou uma penca de gols (Madson, duas vezes, Gilberto e Julio dos Santos perderam as mais óbvias).

Só que bastou o Inter forçar um pouco para colocar nosso ponto forte em cheque. No fim do primeiro tempo, nossa defesa deu duas vaciladas, as duas com um inacreditável Nilton recebendo e cruzando na medida para Nilmar. Na primeira, cabeçada pra fora; na segunda, não teve jeito. Gol do Inter.

Na etapa final, nosso adversário ficou ainda mais fechado e o Vasco atuou praticamente o tempo todo em seu campo de ataque. E mais uma vez tivemos dificuldades em transformar o domínio em chances de gol. Doriva fez as igualmente conhecidas alterações (saem Marcinho e Dagoberto, entram Yago e Thalles, já que Bernardo não estava à disposição) e, mais uma vez, elas não surtiram o efeito esperado. O que nos salvou do que seria nossa primeira derrota foi justamente a única alteração diferente: Serginho, que já tinha um amarelo, cedeu lugar ao Lucas no intervalo. E foi o volante reserva que acertou um chute esquisito e que acabou nas redes do Inter. Nosso primeiro gol no Brasileiro garantiu nosso terceiro empate em três jogos.

Como era de se esperar, Doriva exaltou a “consistência” da equipe e lamentou as chances perdidas. Como sempre também, a torcida deu um desconto por mais dois pontos perdidos, já que pelo menos o time mostrou garra para buscar a igualdade no placar. Mas o que muitos torcedores ainda não se ligaram é que luta é o mínimo que se espera de uma equipe da elite do futebol brasileiro. Ter um time que se empenha não basta: é preciso mostrar alguma qualidade para construir os resultados e garantir uma campanha no mínimo tranquila.

Podemos pensar que ainda estamos  na terceira rodada, que as coisas vão se ajeitar e que, mesmo com suas limitações, nosso elenco não está em um nível tão distante das outras equipes. O problema é que já tivemos elencos que lutavam e que, no papel, não eram tão fracos em relação aos outros. E, ainda assim, terminamos o campeonato na zona de rebaixamento (onde podemos terminar já nessa rodada). Estarmos na terceira rodada não serve como desculpa para esperarmos mais tempo para o Vasco mostrar mais competência. Se continuarmos nessa toada, daqui a pouco veremos os adversários se distanciarem enquanto o campeonato avança. Esse filme nós já cansamos de ver. E o final não é nada feliz.

As atuações…

Martín Silva – teve menos trabalho do que o esperado. E não teve o que fazer no gol colorado.

Madson – não consegue repetir as boas atuações que teve no Estadual. Além de continuar incapaz de acertar um cruzamento, tem mostrado seguidas vezes uma dificuldade com fundamentos como domínio de bola e chute que são motivo de vergonha. Ontem, perdeu dois gols feitos por conta disso: no primeiro, não soube se posicionar para chutar um rebote; no segundo, na cara do goleiro, deu um peteleco completamente sem direção.

Luan – começou a partida fazendo um recuo estranhíssimo e tendo que parar o Nilmar de uma forma que um juiz mais rigoroso marcaria pênalti. E era ele quem estava marcando o atacante nas duas chances que teve de finalizar, a última, terminando no gol do Inter.

Rodrigo – na lance em que o Nilmar quase abriu o placar, errou o tempo da bola e permitiu o cabeceio. No resto, muito por conta da falta de ofensividade do adversário, não teve muitos problemas. Teve uma chance de finalizar em jogada ensaiada no segundo tempo, mas só conseguiu dar um chute desclassificante.

Christianno – no lance do gol do Inter, não foi visto ajudando a fechar a lateral esquerda. Mas até tem sido mais eficiente no ataque, precisando, como todo lateral que apareceu no Vasco nos últimos 15 anos, melhorar muito nos cruzamentos. Acertou um belo chute no segundo tempo, obrigando o goleiro Muriel a fazer boa defesa.

Guiñazu – faltou velocidade para acompanhar Nilton no lance do gol do Inter, mas de resto, fez seu trabalho com segurança.

Serginho – nem vinha errando tantos passes como de costuma, mas acabou sendo substituído por levar um amarelo ainda no primeiro tempo. Lucas entrou em seu lugar e acabou como herói do time, marcando o gol de empate.

Julio dos Santos – perdeu um gol imperdível.

Marcinho – nem começou tão mal, alternando de posição com Dagol e oferecendo algumas boas opções de jogada. Chegou, inclusive, a ter uma boa finalização no primeiro tempo. Mas não poderia sair de campo sem aprontar das suas: a jogada do gol colorado começou com uma bola que ele perdeu no meio de campo. Yago entrou em seu lugar no segundo tempo e, como na maioria das vezes, cisca, cisca e não faz nada de produtivo.  Dagoberto – teve boa movimentação no primeiro tempo, mas ainda não foi dessa vez que jogou realmente como homem de frente. Cansou no segundo tempo e Thalles entrou em seu lugar, dando um novo gás ao ataque e ajudando na pressão final. Ainda assim, não chegou a levar perigo.

Gilberto – teve uma boa chance no primeiro tempo, mas chutou pra fora. No segundo tempo, acabou se embolando no meio de um monte de marcadores e gente do próprio Vasco tentando resolver o jogo e acabou sumindo.

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Crise chegando

Na entrada do time, Luan parecia prever o que aconteceria. Foto (detalhe): www.vasco.com.br

Na entrada do time, Luan parecia prever o que aconteceria. Foto (detalhe): http://www.vasco.com.br

Jogamos sempre para vencer. Ninguém joga para empatar. Empate é circunstância do jogo, faz parte do futebol. Tem que avaliar a performance da equipe, e a performance da equipe foi boa. Ponto!”

“Vou falar pela décima vez. O time teve volume de jogo, criou as oportunidades, mas tem o goleiro lá, tem o pênalti e o goleiro pega… O time criou mas, de fato, a bola não entrou, e vamos trabalhar em cima disso. Tem que ser mais eficiente na hora da definição. É isso.

Futebol mudou. Não tem mais facilidades. Cuiabá tem organização. Essa superioridade não existe mais no futebol.

Doriva

A gente não tá deixando de tentar. O goleiro deles fez boas defesas. Conseguimos a classificação, independente de jogar bem” –  Marcinho.

A gente tá criando. Quando sair, vão sair todos os gols” – Anderson Salles.

Futebol a gente tem que lidar com isso. Um dia é heroi, outro é vilão” – Rafael Silva.

Temos que comemorar porque mesmo com o empate conseguimos a classificação na Copa do Brasil” – Thalles.

Está difícil de explicar, a equipe está criando algumas oportunidades, mas a bola está teimando não entrar” – Madson.

Vamos dar valor à classificação. Foi um jogo difícil (…) Criamos chances, mas infelizmente a bola não entrou” – Serginho.

A torcida tem o direito de fazer o que quiser, mas não concordo com as vaias. Tivemos chances de fazer gols. Desperdiçamos um pênalti. O importante é que não estamos perdendo” – Yago.

O discurso afinado de todos, a irritação com a imprensa e com as vaias da torcida, as desculpas já utilizadas em outras situações semelhantes, a insistência em mostrar que o importante foi a classificação e a incapacidade de explicar o que está acontecendo com o time evidenciam o que aconteceu no empate com o Cuiabá (o quarto em uma sequência na qual não conseguimos sequer marcar gols em três): outra exibição na qual não conseguimos superar a limitação ofensiva da equipe, mesmo jogando contra um adversário menos qualificado. E ontem, mesmo tendo um pênalti a nosso favor.

E, ainda que seja inegável que dominamos amplamente a partida, corremos o risco de rever uma eliminação à la Baraúnas: o goleiro dele fez algumas defesas – nenhuma tão espetacular quanto estão tentando nos convencer, mesmo no pênalti displicentemente cobrado pelo Luan – mas o lance mais perigoso acabou sendo do Cuiabá e em um momento da partida no qual dificilmente teríamos tempo para reagir.

O problema é que desde a final do Estadual, o time parece ter relaxado e vem perdendo gradualmente suas principais características. Os adversários já conseguem anular nossas jogadas pela direita, os gols de bola parada já não acontecem e mesmo nossa defesa tem dado uns vacilos inaceitáveis, que só não nos causaram maiores problemas por conta do brilho individual de Martin Silva e da incapacidade dos nossos últimos adversários. No momento, nos resta a valorização da posse de bola. O que não adianta de muita coisa, se raramente conseguimos criar jogadas e quando as criamos, nossos atacantes finalizam mal.

Ficar tenso não resolve o problema. O que resolve é trabalhar mais: Doriva precisa descobrir alternativas para o time – que não seja seu “kit alteração” com Bernardo-Marcinho-Yago – e os jogadores precisam desesperadamente treinar finalizações, cruzamentos e, em alguns casos, até domínio de bola. Contar que chegue algum reforço que vá resolver nossa situação não adianta. É preciso fazer os que já estão aí rendam mais. Ou, pelo menos, rendam o que renderam na fase final do Estadual.

E é bom que Doriva e seus comandados consigam melhorar o mais rápido possível. A reação deles e a da torcida após mais um empate sem gols parecem ser um prenúncio de crise. E isso é o que de pior pode acontecer no momento.

As atuações…

Martín Silva – praticamente não trabalhou, mas acabou garantindo a classificação no finzinho da partida, evitando um gol do Cuiabá que seria fatal com uma grande defesa. Madson – continua sendo bastante acionado no apoio, mas tem errado tudo o que tenta. E tem dado vários vacilos na parte defensiva, entregando bolas que se tornam contra-ataques perigosos.

Luan – se dispôs a sair da defesa para bater um pênalti e acabou fazendo uma das cobranças mais displicentes da história recente de São Januário.

Anderson Salles – não chegou a comprometer porque o adversário não se dispôs a criar muitos problemas. Mas se enrolou um pouco em uns dois ou três contragolpes na metade final do segundo tempo. A única falta que cobrou ficou na barreira.

Christianno – o mistério de Tostines: Christianno tem ajudado mais o time ou o time a sua volta piorou tanto que ele parece ter melhorado? O fato é que nas duas últimas partidas, aquele que vinha se mostrando um dos piores laterais esquerdos da história vascaína tem conseguido se destacar positivamente (em relação ao time de um modo geral, que fique claro). Parece ter gastado todos os acertos de cruzamentos na partida contra o Figueira, mas pelo menos mostrou alguma eficiência no apoio. Julio Cesar fez sua estreia entrando em seu lugar no final do jogo, mas não chegou a ser notado.

Guiñazu – segue sendo o mais regular do time, fazendo o que lhe cabe com a eficiência de sempre. Com o time tentando pressionar, até tentou fazer suas graças na frente.

Serginho – também é regular, mas nos erros de passe. Pelo menos não vacilou tanto no combate e na cobertura.

Julio dos Santos – boas inversões de bola e alguns bons passes em jogadas pela direita. Mas como na maioria das vezes, parece que poderia se esforçar um pouco mais em campo.

Dagoberto – tenta articular jogadas no meio, mas cada vez mais parece deixar claro que seu lugar ideal é mesmo mais próximo da área. Sem isso desperdiçamos quem, no atual elenco, tem o melhor poder de finalização. Como de costume, quando cansou foi substituído pelo Marcinho, que, igualmente como de costume, não acrescentou quase nada à equipe.

Rafael Silva – esforçado como sempre, mas incapaz de finalizar com precisão. Yago entrou em seu lugar e deu novo ânimo ao ataque no segundo tempo. Fez boas jogadas pela esquerda e sofreu o penal desperdiçado por Luan.

Thalles ­– entrou como centroavante, mas se posiciona mal, ficando longe demais da área. Perdeu alguns rebotes do goleiro por não chegar a tempo na bola (perder um pouco de peso pode torná-lo mais ágil). Na sua melhor chance – um chute de virada que obrigou o goleiro adversário a fazer o que seria sua melhor defesa – o lance foi invalidado por ter cometido falta em seu marcador.

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