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Nenê decide

´O Vasco vinha tendo problemas para jogar contra o Vila Nova.

Como era esperado, Andrezinho fazia falta ao meio e a opção do Jorginho em escalar Yago Pikachu em seu lugar nem de longe compensou sua ausência. Falta ao Pokemón a qualidade e visão na hora do passe. O Vasco atacava sem precisão e cedia espaços pelo meio ao adversário, que fez o goleiro Jordi ter bastante trabalho.

Aos 12 minutos, Madson sente uma contusão e precisou sair. Era a chance de Jorginho colocar alguém para acertar a marcação no meio de campo, deslocando Pikachu para a lateral. Mas ele fez o contrário: mandou Eder Luis ao campo. Manteve o time em cima do Vila Nova, mas o jogo continuava franco, com o time goiano ainda criando oportunidades de gol.

Nenê, único em campo que efetivamente podia fazer a diferença, parecia querer jogo. Fez um bom lançamento para Rodrigo (que cabeceou com perigo mesmo tendo sido agarrado), deixou Júio César em ótima condição para marcar (mas o lateral chutou em cima do goleiro) e tentou um arremate de fora da área, passando perto da trave. Fora isso, enfrentou a marcação brutal com a que está acostumado. No último lance do primeiro tempo sofreu um carrinho criminoso, que além de lhe garantir uma saída de campo num carreto, rasgou-lhe a chuteira. O juizão nada marcou.

Veio o segundo tempo. Jorginho mais uma vez mexeu no time, tirando o inoperante Julio dos Santos e colocando Diguinho. O treinador também segurou Pikachu, que diminuiu seu ímpeto ofensivo. Defesa cuidada, o jogo mudou. O Vasco passou a dominar o jogo sem correr tantos riscos. Não que o Vila Nova estivesse morto. As chances de contragolpe diminuíram, mas quando apareciam, o Vila tentava criar problemas.

O Vasco rondava a área adversária, mas faltava algo para definir o jogo. E esse “algo” era Nenê decidir que era o momento de resolver a partida: aos 27, o camisa 10 fez boa jogada na linha de fundo e foi derrubado ao invadir a área. Pênalti, convertido pelo próprio Nenê. A tranquilidade ficou ainda maior sete minutos depois. Luan foi derrubado – dentro da área, em mais um penal ignorado pelo juiz – e Nenê foi cobrar a falta na quina da área. Bola no ângulo, indefensável. 2 a 0 e mais três pontos na conta.

Mais uma vitória com a marca do camisa 10, que ampliou sua artilharia e garantiu a liderança vascaína por mais uma rodada. Enquanto Nenê seguir decidindo os jogos, os eventuais desfalques da equipe serão minorizados. Resta sabermos como o Vasco resolverá suas partidas quando Nenê for o desfalque.

As atuações…

Jordi – mesmo com uma ou outra rebatida perigosa, o jovem goleiro fez uma partidaça, garantindo o zero no nosso lado do placar nos momentos em que o Vila Nova atacou. Fez pelo menos três grandes defesas e quase marcou um gol (!)

Madson – antes de sair contundido logo aos 12 minutos, fez um corte arriscado em direção ao gol numa bola que iria para fora. Eder Luis entrou em seu lugar e até trouxe uma maior movimentação para o ataque do Vasco, mas parece impossível ao Chico Bento concluir uma jogada corretamente.

Rodrigo – quase marcou um gol e quase entregou outro de forma inaceitável.

Luan – não cometeu erros grosseiros como o do seu companheiro de zaga e também teve uma chance para marcar, mas não chegou a tempo na bola. Sofreu a falta que originou o segundo gol vascaíno.

Julio Cesar – não apoiou tanto, mas em uma das suas subidas quase marcou um belo gol após receber bola açucarada do Nenê.

Marcelo Mattos – bem no combate direto, mas errou passes demais, principalmente no primeiro tempo. No segundo, quase marcou de cabeça após lançamento de – adivinhem? – Nenê.

Julio dos Santos – não se viu qualquer contribuição do paraguaio para o time. Saiu no intervalo para a entrada do Diguinho, que parecia perdido nos primeiros momentos, mas depois conseguiu fechar os espaços pelo meio com eficiência. Foi expulso injustamente com o jogo já acabado.

Yago Pikachu – não chegou a fazer muito nos 12 minutos em que esteve ao lado do Nenê no meio de campo. Deslocado para sua posição de origem com a saída do Madson, foi pouco acionado no apoio, ficando mais preso à marcação.

Nenê – foi o Nenê que todo vascaíno gosta de ver: entre uma pancada e outra dos marcadores, colocou os companheiros em condição de marcar e garantiu a vitória com dois gols.

Jorge Henrique – mais recuado, teve uma boa atuação distribuindo bem o jogo e ajudando na marcação.

Thalles – um pouco mais de movimentação, mas não o bastante para apagar a impressão de que está longe de ser o atacante que o Vasco precisa. Evander entrou em seu lugar e não chegou a acrescentar muito ao time.

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Hora de mostrar força

Imagem: freepik.com

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Diz o ditado que uma andorinha não faz verão. Mas para o ditado valer de alguma coisa, as outras andorinhas têm que comparecer e fazer a sua parte. Sem poder contar com um dos seus principais titulares na partida de hoje contra o Vila Nova, em Brasília, o Vasco precisa mostrar que sua força está no conjunto do time, independente dos desfalques que tenha.

Na última rodada ficou claro quanto o meia faz falta para a equipe. A atuação pra lá de irregular contra o Tupi mostrou que, sem o Andrezinho, o meio de campo perde muito da sua articulação e do equilíbrio defensivo. Quando as coisas apertam, é ele quem faz a ligação entre a defesa e o ataque e inicia muitas das nossas jogadas ofensivas. Os holofotes podem estar sempre voltados para o Nenê ou Martín – outro que não joga hoje, nem nas próximas seis partidas – mas os números não nos deixam mentir: Andrezinho é um dos grandes responsáveis pelo sucesso do time.

Mas sendo prático, quais as opções do Jorginho? O próprio técnico não parece estar muito certo, já que não definiu oficialmente o time e já citou mais de uma possibilidade. Podemos começar a partida com Evander, que substituiu Andrezinho no jogo contra o Tupi, mas aí perdemos na recomposição defensiva e na objetividade (o que pode ser diminuído se o garoto tentar aparecer menos e fazer o simples mais vezes); Bruno Gallo é outro, mas aí perdemos muito na qualidade de passe e na criatividade; Com Diguinho teríamos um time mais forte no combate, mas aí dependeríamos exclusivamente do Nenê para criar alguma coisa. Ou seja, atualmente ninguém pode cumprir a contento as funções do Andrezinho. Talvez quando Fellype Gabriel estiver em condições de jogo.

Mesmo sem um dos principais titulares, quem estará em campo tem que justificar o investimento feito pelo clube, muito maior que o de qualquer outro adversário na competição. Nos dois primeiros jogos, o Vila Nova ganhou jogando em casa e perdeu como visitante. Por isso, nem o fato de jogar fora de São Januário servirá como desculpa, já que a partida será em Brasília e certamente a nossa torcida comparecerá em número maior que a do Vila Nova.

Uma breve olhada no histórico recente do nosso adversário – um time que até ano passado estava na segunda divisão do campeonato goiano e na série c do Brasileiro – torna evidente o fato de que pende muito mais para o nosso lado a responsabilidade da vitória. O time pode se ressentir da ausência de um ou dois titulares, mas isso não é o bastante para tirar do Vasco o favoritismo nessa ou em qualquer outra das 38 rodadas do Brasileiro.

 

Vila Nova X Vasco

Vila Nova X Vasco

Edson; Jefferson Feijão, Anderson, Vinícius Simon e Marcelo Cordeiro; Maguinho, Robston, Jean Carlos, Roger e Leandrinho; Vandinho.
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Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Evander (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Técnico: Rogério Mancini.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mané Garrincha. Data: 24/05/2016. Horário: 21h30. Arbitragem: Marcelo Aparecido R de Souza. Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Vitor Carmona Metestaine.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Sobre a contusão do Andrezinho: o CAPRRES tem feito um excelente trabalho na recuperação e prevenção de contusões dos nossos atletas. Exatamente por isso é estranho ver um jogador se contundir com uma gravidade maior, com cinco minutos de bola rolando e sem ter levado uma bordoada de um adversário.

Até agora, o CAPRRES vinha sendo merecedor de todos os elogios que recebeu. Mas não conseguir prever que o Andrezinho poderia se contundir parece ser a sua primeira bola fora.

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Sobre o Rafael Vaz: pelo que foi noticiado, todos os envolvidos são responsáveis pela sua saída do Vasco.

A diretoria mostrou ter má vontade com o empresário do jogador por não envolvê-lo na negociação e fazer proposta diretamente ao Vaz. Reinaldo Pitta, o empresário, também não parecia fazer muita questão que seu cliente renovasse com o clube (e o fato de ter sido dispensado pelo lateral Julio Cesar quando renovou com o Vasco certamente teve alguma influência nessa atitude). E o próprio Vaz, que se quisesse permanecer no Vasco, poderia ter aceitado a proposta vascaína e renovado.

Vale dizer que é direito do jogador achar que merecia uma proposta melhor, assim como procurar outro clube que lhe ofereça valores maiores (e até mais chances como titular, o que dificilmente aconteceria agora com Jorginho). Mas é preciso lembrar que nessa história quem mais perdeu foi o Vasco. Primeiro, porque há muito o Jorginho já tinha declarado que contava com o Vaz e queria ver seu contrato renovado; segundo, porque com o fim do contrato, perderemos 60% dos direitos do jogador que pertenciam ao clube.

Resumindo: o Vasco verá um jogador que poderia lhe render uma boa grana indo embora – muito possivelmente para o seu maior rival – sem ter qualquer lucro com isso e ainda terá que aumentar a lista de reforços, já que a saída do Vaz deixa apenas Jomar e Aislan (!!!) como opções para a zaga. Ou seja, um prejuízo duplo.

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Tranquilidade após a raiva

O expediente de deixar para o dia seguinte a escrita da resenha das partidas do Vasco, com o claro objetivo de tentar fazer uma análise mais racional e menos emotiva, não vai dar certo para a vitória do Vasco sobre o Vila Nova. Mesmo que o resultado tenha praticamente garantido nossa volta à elite, é impossível lembrar do jogo e não sentir uma raiva profunda do triste espetáculo.

Porque foi exatamente isso que Joel e seus comandados conseguiram ontem: irritar profunda e completamente os vascaínos (ou pelo menos esse que vos escreve). A inexistência de um padrão de jogo, os erros individuais e até um aparente descaso dos envolvidos com a necessidade da vitória foram o bastante para nos tirar da simples apatia de quem assiste uma partida de futebol ruim para a ânsia de espancar cada um dos presentes por ousarem se achar no direito de poderem usar a armadura cruzmaltina.

Esse sentimento foi mais forte ao longo do primeiro tempo. A bagunça do time e a profusão de pixotadas foi tamanha que conseguimos sofrer um gol – em um lance dantesco da zaga – de um time já rebaixado para a Série C antes de criar qualquer boa chance de ataque.

(Aqui vale uma parêntese sobre o Vila Nova: nosso adversário teve o pior ano de sua história, sendo rebaixado não apenas no Brasileiro, mas também no Campeonato Goiano. Em 49 partidas oficiais, o Vila perdeu 31 e venceu apenas 12. Uma delas, para evidenciar nossa terrível fase, sobre o Vasco. Fecha parêntese).

Mesmo com o Vila Nova mostrando uma disposição malabranqueana para uma equipe que não tem mais objetivos na competição, era totalmente inaceitável estar atrás no placar para um oponente com aquele nível. Ainda assim, nosso empate só surgiu como uma retribuição ao gol que demos: o zagueirão do Vila se empolgou e entrou numa de sair driblando na frente da área justo na frente de Guiñazu. O gringo roubou-lhe a bola e passou para Carlos Cesar, que fez questão de manter o nível da partida, marcando com um chute muito do mequetrefe.

Indo para intervalo em igualdade, Joel, que passou o primeiro tempo inteiro berrando e xingando seus comandados, deve ter reservado alguns impropérios para o vestiário. Isso porque, se o time voltou com a mesma desorganização da etapa inicial, pelo menos resolveu correr um pouco. Dada a fragilidade do Vila Nova, isso bastou para que o Vasco não apenas dominasse a partida, como também virasse o placar, com Douglas marcando seu 10o gol no campeonato, depois de cobrança de falta de Maxi Rodriguez.

O Vasco manteve o Vila Nova no seu campo, mas ou o último passe não saía, ou as finalizações eram canhestras, impedindo que ampliássemos a vantagem. A tensão – vejam vocês, jogando contra quem jogávamos! – com a possibilidade do empate nos apavorou até os minutos finais, quando o inesperado aconteceu. Jhon Clay acerta uma improvável bomba em curva, colocando um definitivo 3 a 1 no placar e fazendo a torcida respirar aliviada já quase nos acréscimos.

Apesar da atuação terrível e da raiva durante a partida, a vitória nos deixa com a tranquilidade de precisar de apenas um ponto para, finalmente, sair de campeonato desgracento com a missão cumprida (em parte, claro, já que o título era uma obrigação). Agora é lotar a Arena Maracanã para o decisivo confronto contra o Icasa, que promete ser um adversário ainda mais complicado que o Vila Nova, já que eles ainda lutam contra o rebaixamento (só de ter que me preocupar com as possíveis dificuldades que o 18º colocado da Série B pode nos trazer já faz a raiva voltar feroz). Mas não é possível que não consigamos ao menos um empate com a equipe cearense. Afinal de contas, empatar foi o que mais fizemos esse ano.

***

Vale um comentário sobre o nosso “comandante” Natalino.

O descontrole dele ficou visível (ou melhor, audível) desde o começo da partida. Berrando, xingando e esbravejando o tempo todo, Joel deixou clara sua falta de controle do grupo. Nem falo do verdadeiro bando que foi o Vasco ontem, quando não mostrou um mínimo de organização ao longo dos 90 minutos. O pior é a impressão de que, se suas instruções tivessem sido minimamente claras, ele não precisaria gastar tanto a garganta.

Um monte de gente vai falar que a culpa é da ruindade dos jogadores e que não existe treinador que dê jeito nesse elenco. Mas reflitam: o principal problema do time ontem foi de ordem técnica ou tática? Se foi tático, e efetivamente foi, então a culpa é do Joel sim.

***
As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol. Passou a segurança necessária no primeiro tempo e pouco teve que fazer no segundo.

Carlos César – apoia bastante, mas é difícil concluir uma jogada. Acabou sendo útil, como no jogo contra o ABC, aparecendo de surpresa na área, dessa vez empatando o placar ainda no primeiro tempo e tranquilizando o time para o segundo.

Luan – errou tudo o que tinha que errar e foi uma dos alvos preferidos dos xingamentos do Joel.

Rodrigo – tirando a espanada desastrada que acabou dando o gol para o Vila Nova, fez uma partida segura, muitas vezes livrando a cara do seu companheiro de zaga. Mas nas cobranças de falta foi uma negação.

Lorran – outro que errou muito mais que acertou. Parecia nervoso, mas me pergunto por quanto tempo a sua juventude servirá como desculpa para atuações ruins.

Guiñazu – é uma espécie de Chuck Norris do futebol: ele não precisa de instruções de treinadores, já que sabe o que precisa fazer. Marcou com a disposição de sempre, deu o combate mais que todos seus companheiros de defesa juntos e ainda tentou ajudar na criação. No segundo tempo errou um passe que originou um contra-ataque, mas nada que comprometesse sua atuação.

Fabrício – tenta fechar os espaços no meio, mas vive deixando buracos na meiúca; quando sobe ao ataque, ou erra o passe decisivo ou tenta uns arremates constrangedoramente ruins. Pelo menos correu no segundo tempo.

Douglas – para um camisa 10, com a responsa de organizar as jogadas do time, a preguiça com que jogou o primeiro tempo era passível de justa causa. Compensou na etapa final, suando um pouco a camisa e marcando o gol da virada. Jhon Clay entrou em seu lugar e não seria percebido se não tivesse fechado o caixão do adversário, definindo o placar com um belo chute de fora da área.

Maxi Rodríguez – é daqueles que precisaria de uma bola exclusiva ao longo da partida. Como tenta muitas jogadas individuais, acaba igualmente errando muito. Tem a desculpa de jogar fora da posição: seu estilo não é o ideal para jogar mais próximo à área, onde a marcação aperta, e sim vindo de trás, criando os espaços para seus companheiros. Pelo menos é um dos poucos que correm o jogo todo, e ontem teve participação no resultado, saindo dos seus pés o cruzamento para Douglas marcar.

Rafael Silva – foi citado duas vezes enquanto esteve em campo: quando não alcançou uma bola que tocaram para ele e quase marcando de cabeça (o que até é bom para alguém que podemos chamar de quase jogador). Thalles entrou em seu lugar e deu muito mais trabalho para a zaga adversária e ainda ajudou na defesa. Precisa urgentemente acertar a hora de chutar, dar um passe ou driblar: invariavelmente toma a decisão errada e desperdiça bons lances.

Kleber – só não é mais irritante que o Douglas por correr o tempo todo. Por outro lado, não faz gols como o camisa 10 e com isso acaba sendo pior. Edmílson entrou em seu lugar e pouco foi notado.

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Já deu, né?

chegaO que falar de uma partida contra um adversário que já está rebaixado, e não apenas rebaixado, mas a 14 pontos do primeiro time fora do Z4? E se esse abatido adversário ainda estiver jogando fora de casa? E se esse jogo pode decidir uma vaga para a elite no ano que vem?

Pois é…diante de tudo isso, a única coisa que temos pra falar é que o Vasco, por mais que eu ache que não exista isso no futebol, não importa quem seja o nosso oponente, tem a OBRIGAÇÃO de vencer o Vila Nova hoje, na Colina. Nenhum outro resultado pode ser sequer considerado. É entrar em campo, conquistar os três pontos e dar uma torcidinha por outros resultados. Não que seja necessário secar os cearás e boas da vida, mas é que ninguém aguenta mais essa Série B. Já deu há muito tempo pra essa Via Crúcis de vexames contínuos pela qual o Vasco sofre por passar.

Depois de inventar na última rodada e ver o time ter uma das piores atuações do ano – e olha que não faltam opções para esse “prêmio” -, Joel voltou para o simples, que já tem lhe dado trabalho de sobra. Um 4-4-2 básico, com dois volantes, dois meias e dois atacantes (que pode variar para um 4-3-3, com Rafael Silva e Maxi abertos pelas pontas e Kleber mais centralizado) pode ser o feijão com arroz necessário para resolver a parada.

Já pagamos um mico contra o Vila Nova no primeiro turno, quando perdemos para o time goiano, então lanterna da competição. Hoje é dia de compensar e conseguir uma vitória sem muitos transtornos. Já passou da hora desse time, que só tem nos feito passar vergonha, dar merecidas férias a todos os vascaínos.

Campeonato Brasileiro 2014

Vasco X Vila Nova

Martin Silva; Carlos César, Luan, Rodrigo e Lorran; Guiñazu, Fabrício e Douglas; Maxi Rodriguez, Rafael Silva e Kleber.

Cleber Alves; Wanderson, Gustavo, Gabriel e Christiano; Leonardo, Felipe Macena, Léo Rodrigues, Nenê Bonilha e Paulinho; Dimba.

Técnico: Joel Santana.

Técnico: Wladimir Araújo.

Estádio: São Januário. Data: 17/11/2014. Horário: 21h50.  Árbitro: Antonio Denival de Morais (PR). Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Luciano Roggenbaum (PR).

O SporTV transmite para todo Brasil (exceto Rio de Janeiro). O canal Premiere transmite no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo Brasil.

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Mas como ninguém ainda está de férias, seria ótimo que quem pudesse ir à Colina hoje, fosse. Como já falei antes, está mais que claro que esse time precisa de TODA e QUALQUER ajuda que apareça para vencer. E a pressão das arquibancadas é sempre uma fonte de incentivo.

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Mais uma na conta do Adilson

Muito poderia se dizer sobre a derrota do Vasco para o lanterna da competição, o Vila Nova.

Que os desfalques fizeram falta.

Que o time não jogou nada no primeiro tempo, quando em vários momentos a displicência era evidente.

Que os jogadores erraram passes demais e em diversos lances sequer conseguiam matar as bolas recebidas.

Que o treinador ainda se mostra um incapaz na hora de armar o time contra retrancas, que faz escolhas esdrúxulas e que substituições estranhas.

Que no segundo tempo a incapacidade foi do time em construir jogadas que rendessem chances claras de gol.

Que, diferente do que fez nas últimas rodadas, o Vasco volta a não fazer a sua parte e perde uma partida que não poderia – e pelo jogo, nem merecia – perder, em um momento péssimo: além de não chegar à liderança, viu os adversários abaixo encostarem e terá que jogar sem Douglas na próxima rodada.

Mas, pelo menos pra mim, é IMPOSSÍVEL não considerar como lance capital da partida mais uma falha do Diogo Silva. O mesmo Diogo Silva que foi um dos grandes responsáveis pelo nosso rebaixamento ano passado, que continuou e continua falhando esse ano e que tem como justificativa para sua posição como reserva imediato de Martin Silva “ser experiente”.

O que adianta ser mais experiente se toda bola chutada, seja com qual força for, é rebatida pra frente da área, de preferência no pé do atacante adversário mais próximo? Ou ter experiência e cometer pixotadas como o lance em que ele erra o tempo de uma bola fácil e se viu obrigado a agarrar a bola fora da área?

Resumindo, o que adianta ser mais experiente se ele é um péssimo goleiro?

Então estou dizendo que a culpa da derrota é do Diogo Silva?

Não. A culpa não é do goleiro. A culpa é de quem o escala havendo opções melhores no elenco. A culpa, como na maioria das vezes, é do Adilson.

As atuações….

Diogo Silva – como de costume, sofremos um gol após mais uma – entre várias feitas na partida – rebatida pra frente da área. Além disso, protagonizou um lance bizarro em que teve que pegar a bola com as mãos fora da área.

Carlos Cesar –  marcou o gol – com uma grande ajuda do zagueiro que matou o goleiro do Vila Nova com um desvio – mas fora isso, deixou uma avenida pela sua lateral. E mesmo na marcação foi várias vezes envolvido, como no lance do primeiro gol, quando foi facilmente driblado. Saiu para a entrada do Aranda, que pode apoiar o quanto quis, já que o adversário se limitou a se defender na etapa final. Lutou, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Luan – comprometeu completamente sua atuação ao fazer atrasado a linha burra no lance do segundo gol adversário. No resto, se saiu melhor que o ataque do Vila Nova na maioria absoluta das jogadas.

Douglas Silva – não conseguiu cortar o passe para o segundo gol do Vila, mas de resto não teve muitos problemas. Quase marcou um belo gol em cabeçada que obrigou o goleiro adversário a realizar um milagre.

Marlon – foi presença constante no apoio e poderíamos até dizer que teve uma boa atuação se conseguisse acertar mais os cruzamentos. Ontem, deve ter tido uma média de acerto de 10%.

Guiñazu –  fez o que tinha que fazer – teva a seriedade de sempre na marcação – e quando o jogo virou ataque x defesa, ainda tentou ajudar na criação de jogadas.

Fabrício – também se empenhou na marcação, mas com um time em câmera lenta no primeiro tempo, acabou sobrecarregado. No segundo jogou praticamente do meio pra frente, mas falhou sempre quando tentava cruzamentos.

Douglas – uma boa bola em profundidade no primeiro tempo e só. De resto, não foi bem nem nas bolas paradas.

Guilherme Biteco – errou muitos passes, foi individualista demais em alguns momentos e não chegou nem de perto a colaborar com a marcação como faz o Dakson. Saiu ainda no intervalo para a entrada de Montoya, que foi o motor para o abafa de 50 minutos que o Vasco impôs ao Vila Nova. O problema é que, apesar de ser muito voluntarioso e brigador, o colombiano não foi feliz na maioria das jogadas.

Kleber – foi o melhor do ataque, servindo os companheiros com boas bolas (inclusive a do gol do Carlos Cesar). Mas com o meio de campo apático e a marcação adversária muito forte, acabou jogando muito distante do gol. E jogando a base de um efeito suspensivo, a última coisa que ele poderia fazer era dar um tapa na cara de um jogador do Vila Nova.

Edmilson – apagado em campo, nas poucas chances que teve finalizou muito mal. Saiu para a entrada de Rafael Silva, que pior ainda, perdeu o gol mais feito do jogo ao mandar pelo alto uma bola cabeceada na linha da pequena área.

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Problemas a resolver

problemNuma terça que pode coroar nossa campanha no Brasileiro até aqui com a liderança na competição, vários problemas, tanto dentro como fora de campo, aparecem.

Com a bola rolando, o jogo contra o Vila Nova não deveria trazer qualquer preocupação para a torcida. Lanterna convicto e com uma campanha ridícula, a equipe goiana mal consegue marcar pontos em casa, quanto mais jogando fora, em Brasília. A questão é que, se nosso adversário não consegue amedrontar ninguém (apesar de terem vencido a última partida e de repetirem a formação vitoriosa sobre o Oeste), resta-nos nos preocuparmos com as nossas próprias limitações.

Limitações essas que estão concentradas nas pencas de desfalques que o time tem hoje. Além dos contundidos Lucas Crispim, Diego Renan e Dakson – nem falo mais do Pedro Ken – e do Thalles, que serve à Seleção, temos ainda dois importantíssimos jogadores suspensos pelo terceiro amarelo: Martín Silva e Rodrigo. Pra piorar a situação, o STJD mais uma vez mostrou-se exemplarmente rigoroso com o Vasco e suspendeu o Gladiador por duas partidas, por conta daquele lance que originou o pênalti contra o Paraná (é, aquele em que sequer foi marcada falta). Ainda será tentado um efeito suspensivo que garanta a presença do atacante na partida, mas o melhor é não contar com isso.

Com isso, além do time vir todo mexido e ter Diego Silva no gol, voltaremos ao esquema com três volantes, com Aranda tomando o lugar do Dakson. No ataque, Edmilson substitui o Kleber (talvez mais por falta de opção que por vontade do Adilson). Na zaga, como não poderia deixar de ser, Luan entra no lugar de Rodrigo.

É um time bem diferente do que conseguiu a sequência de quatro vitórias e, infelizmente, bem parecido com a equipe que empatou diversas vezes na competição. Ainda assim, a missão do Vasco hoje é entrar em campo e impor o seu jogo, vencendo, conquistando três pontos e, se tudo der certo, assumindo a liderança para não mais deixá-la. O Vila Nova, por mais respeito que a equipe mereça, é o adversário ideal para isso.

Campeonato Brasileiro 2014

Vila Nova x Vasco 

Cléber Alves; Léo Rodrigues, Gabriel, Gustavo e Cristiano; Jeferson, Radamés, Felipe Macena, Júnior Xuxa e Paulinho; Jheimy.

Diogo Silva, Carlos Cesar, Luan, Douglas Silva e Marlon; Guiñazu, Aranda, Fabrício e Douglas; Guilherme Biteco e Edmílson.

Técnico: Márcio Azevedo.

Técnico: Adilson Batista.

Estádio: Mané Garrincha. Data: 19/08/2014. Horário: 21h50.  Árbitro:  Marcos Mateus Pereira (MS). Assistentes: Sérgio Alexandre da Silva (MS) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).

O SporTV transmite para todo o Brasil (exceto GO). O Premiere transmite para seus assinantes e no sistema Pay-per-View para todo Brasil.

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Fora de campo, os problemas são óbvios. E muito mais graves.

Uma reunião feita sem a devida convocação prevista pelo Estatuto. Agressões aos conselheiros contra a proposta da criação de uma junta de interventores para comandar o clube até novembro. E, o mais bizarro, deixar na mão de dois candidatos à definição de quem comandará o Vasco até as eleições.

E tem gente que acha toda essa história grotesca normal. São as mesmas pessoas que consideram um absurdo a justiça impedir que essa insanidade continue.

Tirando o cenário nonsense, no qual a única decisão válida da atual gestão seria a formação da junta – mesmo que o fim do mandato do Dinamite devesse tirar qualquer poder do atual conselho deliberativo, que também deveria ser dissolvido – não vejo como alguém pode aceitar o conflito de interesses de entregar o comando do clube ao Eurico Miranda e Roberto Monteiro (sempre eles, unidos como sempre). Como esperar eleições isentas dessa forma? O que dá aos dois candidatos maiores direitos que aos outros concorrentes? Ou será que ambos já se consideram donos do clube, mesmo antes de serem eleitos?

Ah, mas eles estão pensando em incluir alguém da atual diretoria na junta de interventores! E o nome aventado foi o de Antônio Peralta. O mesmo que é fortemente ligado ao Eurico e que já declarou mais de uma vez não haver nada de errado com os sócios de abril de 2013.

Essa situação toda reflete o nível a que chegaram os dois candidatos parceiros para chegar ao poder no clube. E não tenham dúvidas: se eles não tem qualquer escrúpulo para maquinar as manobras mais ardilosas para ganharem as eleições, não esperem uma conduta diferente se chegarem à presidência.

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Os eleitores da dupla Eurico Miranda/Roberto Monteiro tentam desesperadamente associar o nome de Julio Brant ao da gestão Dinamite (apesar do candidato ser o único dos três que não teve qualquer cargo na atual gestão. Aliás, em gestão nenhuma). Isso me faz pensar em duas perguntas:

Como a dupla pode ter conseguido aprovar sua proposta conjunta sem o apoio dos conselheiros que formavam a base política do atual presidente?

Se eles tiveram apoio dos conselheiros ligados ao Dinamite, quem são os candidatos da situação? Eurico Monteiro e Roberto Miranda (ou o contrário, tanto faz) ou Julio Brant?

***

Pelo menos Rodrigo Caetano garantiu sua permanência no clube, aconteça o que acontecer na barafunda política na qual se afunda o Vasco. Já é um bom começo para que o futebol não sofra com as eleições.

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