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Jogo atípico com o vencedor de sempre

Uma partida da Taça Guanabara – que dá troféu, mas não é título – disputada a milhares de quilômetros da baía que lhe batiza; em um turno que foi disputado em pontos corridos mas acabou tendo uma final; que tinha como apontado favorito um time que é contumaz freguês do seu adversário; que foi transmitido apenas por pay-per-view e essa única opção ficou fora do ar por 30 minutos da partida; que teve gol invalidado, expulsão de jogador por levar uma cabeçada e que um dos participantes terminou sem sua zaga titular em campo (e com um atacante com pouco mais de 1,50 de altura como zagueiro). E como se não bastasse e para coroar o caráter incomum dessa Guanabara, teve como vencedor um time que há 13 anos não conseguia esse feito.

De tudo o que aconteceu na Arena da Amazônia ontem, só uma coisa não pode ser chamada de esquisita: o resultado. No apito final, deu a lógica e o Fluzim mais uma vez confirmou sua vocação de cliente preferencial e perdendo outra vez para o Vasco, que acabou levando a taça para São Januário.

Foi um jogo de muita correria e não muita técnica, como é até natural em um clássico. De diferente, a disposição do Vasco, que precisando do resultado mostrou mais vontade que a equipe tricolete. No primeiro tempo, os times entraram no esquema da correria e mesmo que tenham criado algumas chances de gol – o Fluzim chegou a balançar a rede, mas o árbitro anulou o lance assinalando uma entrada faltosa em Martín Silva – os momentos de emoção não foram muitos. Os flores, precisando de um empate para garantir o primeiro lugar no turno, jogavam de forma mais cautelosa e explorando os contra-ataques; o Vasco por isso tomava mais a iniciativa e tinha mais posse de bola, porém cedia muitos espaços para o Laranjal partir para o contragolpe. Mas pelo nosso lado, apresentávamos dificuldades para furar a marcação adversária, tanto que nossa melhor chance surgiu numa bola parada, com Andrezinho acertando o travessão numa cobrança de falta de longa distância. Na sequência desse lance, Cavalieri impediu que Riascos abrisse o placar numa cabeçada perigosa.

O calor equatorial acabou fazendo com que os times diminuíssem o ritmo gradativamente, não sem antes fazer uma vítima: Luan acabou passando mal e sendo substituído por Rafael Vaz, ainda na primeira etapa. Talvez por isso os dois times tivessem precisado de um tempo maior no intervalo para se recuperar, o que fez que as equipes retornassem para a etapa final após 20 minutos de descanso.

Riascos comemora seu gol (Foto: www.vasco.com.br)

Riascos comemora seu gol (Foto: http://www.vasco.com.br)

E logo no minuto inicial do segundo tempo o Vasco criou uma boa chance, com Riascos. Mas o atacante se alongou demais nos dribles e acabou não conseguindo finalizar. Seguíamos com maior posse de bola até que a transmissão da partida foi interrompida por uma queda de sinal do Premiere. Meia hora do jogo se passou sem que a emissora voltasse com o jogo, tempo suficiente para Jorginho tirar Julio dos Santos, colocar Eder Luis e esse criar a jogada que culminou no gol de Riascos. Nesse intervalo em que apenas os vascaínos no estádio puderam ver a partida, o Flu quase empatou e Marcelo Mattos se desentendeu com o volante Edson (que após dar uma cabeçada no vascaíno provocou a expulsão dos dois).

Vendo sua vantagem ter sido tomada, o Fluzim tentou aproveitar o maior espaço em campo para pressionar, mas nos contra-ataques, o Vasco esteve mais perto de ampliar do que ceder o empate. A melhor chance foi de Eder Luis, que acertou uma bomba que não terminou em gol graças a mais uma grande defesa do Cavalieri. Nos minutos finais, Rodrigo saiu para a entrada do Diguinho e Jorge Henrique (?!?!?) terminou a partida na zaga. O Flu ainda teve uma boa chance com Osvaldo, mas Martín Silva garantiu o resultado e a conquista da Guanabara.

A vitória foi importantíssima, não pelo título – o que realmente não é – mas por aumentar a confiança da equipe, nos garantir a vantagem do empate na semifinal e, impossível não citar, por garantir um poupudo prêmio pelo primeiro lugar. Mas é importante lembrarmos das palavras do Andrezinho ao final da partida: “(…) não ganhamos nada ainda. Objetivo maior é o título carioca”. Esse deve ser sempre o pensamento de todos no grupo. A Taça Guanabara é legal, mas o que todos queremos é o bicampeonato.

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Sem poder ver o jogo na íntegra por conta da queda de sinal, nem é justo falar das atuações em detalhes. Apenas apontarei quem considerei os destaques da partida.

Martín Silva, que mesmo tendo saído mal na bola no lance do gol invalidado do Flu, garantiu o resultado com uma bela defesa aos 48 minutos do segundo tempo.

Rodrigo, que mais uma vez teve uma bela atuação em um clássico, superando os atacantes tricoletes em praticamente todos os lances (e inclusive salvando uma bola em cima da linha do nosso gol).

Andrezinho, que depois de duas ou três atuações mais apagadas voltou a compensar a pouca participação do Nenê no jogo, criando jogadas e também ajudando na marcação.

Eder Luis, que mudou a cara do jogo quando o Vasco precisava partir para buscar o resultado e deu o passe para o Riascos marcar o gol da vitória. Quase marcou um golaço com uma bomba de fora da área (o que é uma raridade no seu caso).

E, claro, Riascos, que marcou seu oitavo gol na competição e o mais importante na sua passagem pelo Vasco.

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Que vergonha, hein, Premiere? Vou te dizer, viu!

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Tem coluna nova também no Vasco Expresso. Clica aí pra dar uma conferida!

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Hora de decidir

hora-hVasco e Flores decidem hoje o “título”da Taça Guanabara bem longe do Rio, em Manaus. As duas equipes vivem momentos diferentes: o Vasco, ainda que mantenha uma grande invencibilidade, há muito tempo vem caindo de produção e já não mostra um futebol convincente há bastante tempo (não fosse por isso, já poderia ter vencido o turno antecipadamente); o Fluzim, que começou de maneira irregular o ano, trocou de treinador e subiu bastante de produção, estando invicto há 11 partidas e tomou a vantagem do empate na decisão de hoje do próprio Vasco.

Mesmo que o tal “viés de alta” esteja do lado florido do confronto, não podemos nos enganar: a responsabilidade da vitória é bem maior para o nosso lado. Eis os porquês:

1) O Fluzim entrará com um time misto enquanto nós, tirando a ausência do contundido Julio Cesar, jogaremos completos.

2) Mesmo sendo em Manaus e não sendo o mandante do jogo, nossa torcida será maioria absoluta no estádio.

3) O vencedor do turno levará um prêmio de R$1,2 milhões e o clube precisa muito de grana (lembrando que já desperdiçamos a chance de levar 60% da renda do jogo contra o Remo por não termos eliminado o jogo da volta).

4) Os tricoletes desprezaram completamente o Estadual enquanto o Vasco priorizou a competição. Será vergonhoso perder a Taça Guanabara para uma equipe que está com a cabeça em outra disputa, a final da tal liga.

5) E o mais importante, vencendo a partida garantimos não só a Taça Guanabara, mas também a vantagem do empate e o mando de campo na semifinal.

Há também o fato dos tricoletes serem nossos clientes preferenciais nas últimas décadas e não seria nada além de um ato de justiça vencermos os flores e devolvermos a derrota no Brasileiro do ano passado (a última que tivemos) e manter nosso excelente retrospecto em clássicos.

Já passou da hora do Vasco voltar a apresentar um futebol mais consistente e nada melhor que um confronto com um rival para isso. Razões para entrar 100% ligados e motivados na partida não faltam. Por ser uma possibilidade de facilitar nosso caminho para o bicampeonato, esse Fluzim x Vasco é o jogo mais importante do ano para Jorginho e seus comandados. Esse é o momento de deixar a aparente falta de interesse que mostramos nas últimas partidas e provar que temos poder de decisão.

Flu X Vasco

Fluminense X Vasco

Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Henrique e Giovanni; Edson, Douglas, Marcos Junior, Gerson e Osvaldo; Fred.

Martin Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Levir Culpi.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 17/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: João Batista de Arruda. Auxiliares: Jackson Lourenço dos Santos e Diego Luiz Couto Barcelos.

O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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Quando fiquei sabendo que o jogo não seria transmitido na tv aberta, imaginava que a razão seria a preferência pelo “mais querido“, apesar da partida deles não ter nem 1/10 da importância de um clássico que decide turno. Olhando o jornal hoje, descobri que não apenas não transmitirão Flor x Vasco, como não transmitirão partida nenhuma.  A disputa que estará na televisão às 16 horas é política: finalmente a Dona Globo encontrou algo pelo qual torce mais que pela mulambada.

Uma pena que a transmissão do futebol no Brasil ser um semi-monopólio. Nessas horas, seria ótimo que a emissora do Sílvio Santos pudesse ser uma opção.

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Dois (ou três) pênaltis…

penalDois pênaltis, um desperdiçado e outro convertido, podem ter mudado completamente a história do Vasco nesse Estadual. O primeiro penal foi o que Nenê – logo ele! – perdeu no empate com o Voltaço; o segundo, o que o Botafogo teve a seu favor, marcado aos 45 minutos do segundo tempo da partida contra o Bangu, quando o jogo estava empatado em 0 a 0.

O pênalti que perdemos contra o Volta Redonda nem precisaria explicar: se Nenê convertesse a penalidade, hoje seríamos líderes isolados da competição, indo para a última rodada contra os Flores dependendo de um empate para conquistar a Taça Guanabara, e mais importante, a vantagem de escolher o mando de campo na semifinal e de também jogar por um empate para passar à final. Como a semifinal é em um único jogo, ter dois resultados possíveis a nosso favor é uma vantagem importantíssima.

Falando sobre a segunda penalidade, vale lembrar que se o Bangu não tivesse cometido o pênalti nos minutos finais da partida e conseguisse segurar o placar inalterado contra o Botafogo, o Vasco já teria assegurado a vantagem do empate na semifinal, já que o alvinegro já não conseguiria nos ultrapassar na classificação. Mas como o pênalti foi marcado e convertido pela cachorrada, nosso futuro na competição pode mudar radicalmente caso aconteça uma série de fatores.

Se não perdermos para os Flores, garantimos a vantagem na semifinal independente do resultado de Botafogo X Boavista. Mas se o pior acontecer e perdermos sem marcar gols, uma vitória simples do Canil nos joga para a terceira colocação. Nesse caso, enfrentaremos o próprio Botafogo, mas com eles tendo a vantagem do empate.

Ou seja, por causa de dois pênaltis, nossa responsabilidade no jogo de domingo aumentou consideravelmente. Uma vitória contra o tricoflor seria importante sob qualquer aspecto, mas agora voltar a apresentar um futebol decente é uma necessidade para o Vasco. Jorginho e seus comandados têm que deixar as atuações bisonhas das últimas rodadas para trás e lembrar que a briga pelo bicampeonato estadual começa pra valer agora.

PS: eu poderia ter citado um terceiro pênalti que mudaria completamente a trajetória vascaína: a penalidade não marcada a favor do Madureira no jogo de sábado passado. Se o juizão não vacila no lance, nós poderíamos nem ter mais chances de levar a Taça Guanabara. Torçamos que esse seja um exemplo de sorte de campeão.

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Antes tarde do que nunca

Os 15 primeiros minutos da partida entre Vasco e Madureira pela Taça Guanabara passaram a impressão de que o jogo seria uma reprodução do confronto entre as duas equipes no primeiro turno da competição. Partindo pra cima e imprensando o visitante – como caberia a qualquer time grande jogando em sua casa – o Vasco abriu o placar logo aos 13 minutos, com gol de Nenê. Mas após conseguirmos a vantagem, tudo mudou. E podemos dizer que conseguir a vitória pelo placar mínimo foi uma tremenda sorte.

Tanto foi sorte que o mais correto seria dizer que o Madureira não merecia ter perdido, o que provavelmente só não aconteceu porque o juizão deu uma ajudinha gigante para o resultado, ao ignorar solenemente um pênalti cometido pelo Martín Silva. Tivesse marcado o lance, muito provavelmente o Madura empataria o jogo e ficaríamos fatalmente com dez em campo ainda no primeiro tempo.

Em condições normais, isso até poderia não ser empecilho para uma vitória vascaína. Afinal de contas, o adversário era o pior classificado no turno, um time cheio de limitações que não conseguiu ganhar de ninguém na Taça Guanabara. Jogando contra o Vasco, um time grande que lutava em sua casa para voltar à liderança da tabela, nem seria um absurdo vencermos mesmo com um jogador expulso.

Mas as condições não eram normais. Isso porque o Vasco fez sua pior partida não apenas em 2016, mas em muito, muito tempo. Seja na parte tática, seja na parte técnica, não víamos um espetáculo tão deprimente desde a sacolada que sofremos do Inter no Brasileiro do ano passado.

O que parecia era que nós éramos os eliminados e o Madureira que brigava para chegar à última rodada com a vantagem de jogar pelo empate para conquistar a Taça Guanabara. Fomos um time disperso, lento, incapaz de articular uma jogada eficiente. Até a postura era a de um time amedrontado, marcando apenas a partir da sua intermediária, como uma equipe pequena que deu a sorte de marcar no começo da partida e pretendia segurar o placar como podia.

As alterações do Jorginho não chegaram a melhorar a situação. O que começou a ficar ruim depois do tempo técnico no primeiro tempo continuou ruim até o fim da partida. Os números da partida são claros: tivemos menos posse de bola, menos finalizações e fizemos mais faltas que o Madureira. Se o tricolor do subúrbio não fosse tão limitado, dificilmente teríamos conseguido os três pontos.

Exatamente como no Brasileiro do ano passado, tivemos uma chance clara de conseguir nossos objetivos e deixamos passar a oportunidade. Jogando contra o lanterna, poderíamos ter construído um placar que nos deixasse em boas condições de levar o turno contra o Fluzim na próxima rodada. Mas com a atuação abaixo da crítica de ontem, não só não conseguimos tirar a vantagem tricolete no saldo de gols como ainda deixamos qualquer vascaíno com apenas uma dúvida: se repetirmos o desempenho de ontem, como vamos conseguir vencer os Flores?

Na sua coletiva, Jorginho estava com um semblante sério, admitiu não ter gostado do que viu e assumiu a responsabilidade pela queda de rendimento da equipe. A questão é que o time vem jogando mal não é de hoje e continua assim agora, quando o Estadual chega em suas rodadas decisivas e quando começaremos a disputar outra competição. O treinador está – ou pelo menos deveria estar – vendo seus comandados jogarem mal há pelo menos quatro, cinco jogos. Será que foi preciso ser dominado por um adversário fraquíssimo para que Jorginho finalmente reconhecesse o problema? Tomara que sim, e que a partida contra o Madureira sirva para que algo seja feito a esse respeito. Antes tarde do que nunca.

As atuações…

Martín Silva – fez uma boa defesa em cada tempo e foi obrigado a cometer um pênalti para impedir o gol de empate do Madureira. Por sorte, o juizão deixou passar (não apenas a penalidade, mas a inevitável expulsão do goleiro por conta do lance).

Madson – Jorginho faz questão de sempre lembrar a todos que não tem um elenco muito grande ou variado em suas mãos. Isso até é verdade, mas é inexplicável a titularidade de um jogador que constantemente joga mal numa das poucas posições da equipe em que há opção entre os reservas. Yago Pikachu deve ser o pior lateral do mundo em treinos para não conseguir NUNCA colocar o Madson no banco. Sua atuação ontem, errando tudo o que tentou, conseguiu ser mais irritante que a do Rúlio dos Santos.

Luan – um dos poucos que se salvou do desastre, evitou mais de um lance no qual o Madura teria uma chance clara de empatar. No ataque teve uma chance clara para ampliar o placar, mas na hora do chute acabou tirando a bola da direção do gol.

Rodrigo – jogou apenas um tempo, saindo sob a alegação de ter sentido uma contusão. Pode ser. Mas é mais fácil acreditar que o zagueiro saiu por estar pendurado, ou ainda mais justo, por ter feito tanta besteira em 45 minutos que não valia a pena mantê-lo em campo. Rafael Vaz entrou e pareceu tão afobado que não conseguiu fazer nada além de dar bicões para frente (isso quando ele conseguia acertar a bola). No ataque, desperdiçou uma chance clara com um dos chutes mais constrangedores do ano.

Henrique – fez um bom primeiro tempo, sem se descuidar da marcação na sua lateral e aparecendo no apoio com algum perigo. No segundo tempo foi envolvido pela mediocridade geral do time na pouco acrescentou.

Marcelo Mattos – um lance de sua autoria resume a atuação do time: sem saber o que fazer com a bola recua de forma estúpida para Martín Silva e acabou entregando a bola nos pés do atacante tricolor (que só não marcou o gol de empate por ter sido seguro pelo nosso goleiro).

Julio dos Santos – voltou ao time e fez o de costume: nada que justifique sua titularidade. Na marcação, não fez a diferença para impedir os avanços do adversário; o time passou o segundo tempo inteiro apelando para as ligações diretas defesa/ataque (ou seja, não melhorou em nada a saída de bola); quando apareceu no ataque, foi para desperdiçar duas chances claras (uma no primeiro tempo, isolando um ótimo cruzamento do Henrique e outra no segundo, simplesmente errando uma cabeçada).

Andrezinho – irreconhecível. Errou um monte de passes e andou em campo na maioria do tempo.

Nenê – mais uma vez foi decisivo, marcando o gol da vitória. Mas tirando o isso, reclamou mais com o juiz que jogou bola.

Riascos – chances para finalizar não teve. Mas nas oportunidades que teve para criar jogadas de perigos, desperdiçou todas. Diguinho entrou em seu lugar para, vejam vocês, tentar frear o ímpeto do pior time da Taça Guanabara. E, novamente vejam vocês, não foi muito eficiente nessa missão.

Thalles – sem receber bolas para finalizar, acabou sendo figura decorativa no ataque. Saiu ainda no intervalo para a entrada do Eder Luis, que mostrou ainda estar fora de ritmo, mas pelo menos teve duas boas chances: numa, deu um chute típico do Chico Bento (fraco e sem direção); em outra, acertou uma cabeçada – de peixinho, obviamente – perigosa.

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Dia de golear

goleada-620x330O Madureira foi o nosso primeiro adversário em jogo oficial nesse ano. Era ainda janeiro, o time estava vindo de uma recém-temporada curta, o Madura tinha o estrategista Alfredo Sampaio no comando e, ainda assim, sapecamos um 4 a 1 pra cima do tricolor suburbano sem muitos problemas.

Se de lá pra cá algo mudou do nosso lado, foi para melhor. O time cresceu em consistência e confirmou o bom começo de Estadual com uma bela campanha. Do lado do nosso oponente, bem, eles pelo menos conseguiram chegar à Taça Guanabara. Mas fazem uma campanha tétrica nesse segundo turno do campeonato, segurando a lanterna desde a primeira rodada e só conseguido empatar um jogo, justo contra o segundo pior time dos oito concorrentes. Diante disso, e até por ser o último dos pequenos que encaramos antes da última rodada, o Madura é o adversário ideal para conseguirmos recuperar a liderança da Guanabara.

Mas para isso precisaremos golear o tricolor mais hétero da cidade. Para ultrapassarmos os Flores – que encaram o complicado Voltaço fora de casa – precisaremos marcar muitos gols. Se os tricoletes vencerem sua partida pelo placar mínimo, precisaremos pelo menos repetir o placar do primeiro jogo contra o Madureira. Não que essa seja uma missão extremamente fácil. Uma vitória hoje na Colina até é o esperado, mas o Madureira não tem sido exatamente um saco de pancadas na Taça Guanabara. Mulambos e Caninos vencerem o Madura por 1 a 0. Os próprios Flores os venceram por 3 a 1. Para recuperar a liderança, o Vasco terá que se sair melhor que isso.

A questão é que nosso adversário não é a única coisa a ser superada hoje. Precisamos também superar nossos próprios problemas, o mais evidente, a queda de desempenho do time. Se nas últimas rodadas nossos resultados podem não ter sido péssimos, as atuações da equipe foram muito abaixo do que poderíamos esperar. Sendo um pouco mais rigoroso, desde o primeiro tempo contra o Boavista (na já distante segunda rodada) que o Vasco não joga bem. Se deixarmos de lado uma certa preguiça que tem acometido o time, já será um bom começo.

Jorginho e seus comandados não podem esquecer que vencer a Taça Guanabara nos trará uma boa vantagem para a semifinal. Se chegarmos ao clássico contra o Laranjal sem a obrigação de vencê-los, poderemos jogar uma partida decisiva com menos um peso nos ombros. É por isso que hoje é dia de marcarmos todos os gols que deixamos de marcar nas últimas rodadas.

VascoXMadura

Vasco X Madureira

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Rafael, Formiga, Daniel, Jorge Felipe e Ayrton; Willian, Rezende, Ryan e Leandro Chaves; Geovane Maranhão e João Carlos.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Gilberto Coroa.

Estádio: São Januário. Data: 09/04/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.

O SporTV transmite a partida ao vivo para seus assinantes. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Não venceu porque não quis

Em um jogo em que Nenê perdeu pênalti e chegou a tropeçar na bola e que Martín Silva bateu roupa em um chute do adversário, poderíamos atribuir ao sobrenatural – ou algum tipo de macumba – um tropeço do Vasco. Mas não queiram se enganar, amigos: se ficamos apenas no empate em 1 a 1 com o Volta Redonda a culpa é única e exclusiva do time. A impressão que tivemos foi que, se não vencemos, foi porque não quisemos.

Não querendo tirar os méritos do acertadinho Voltaço, que como disse ontem faz por merecer estar onde está na classificação, os erros do Vasco foram muitos e, de um modo geral, coletivos. Quase todos têm sua cota de responsabilidade no resultado, que nos fez perder a liderança na tabela.

A começar por Jorginho, que se viu obrigado a mudar o time e fez escolhas que não deram certo. Tá certo que poucos poderiam imaginar que Bruno Gallo conseguiria se sair pior que Julio dos Santos, mas suas poucas atuações nesse Estadual deixaram tanto a desejar que não seria a coisa mais inacreditável do mundo se ele não fosse bem na partida. Se o elenco vascaíno não grassa por ter muitas opções de qualidade, nosso treinador poderia ter escolhido um substituto para o meia paraguaio que não obrigasse o Andrezinho a ser deslocado para um lado do campo com o qual não está acostumado, o que prejudicou bastante sua atuação. Jorginho pelo menos corrigiu o erro rapidamente, tirando Gallo aos 33 minutos da primeira etapa. A entrada do Yago Pikachu trouxe mais equilíbrio ao time, que passou a dominar as ações em campo. E a jogada que nos fez abrir o placar se iniciou com o próprio Pikachu, que deu belo passe para a entrada de Madson, que encontrou Nenê invadindo a área para marcar.

Se Jorginho procurou compensar o equívoco de escalar o Gallo e deixar o Pokemon no banco (ainda poderíamos citar a entrada do Barbio no segundo tempo como outro erro do técnico, mas aí ele não tinha muito o que fazer. Caio Monteiro não estava bem e o cabeleira era a única opção entre os reservas), o time pecou pela falta de vontade em grande parte do jogo. No primeiro tempo, talvez pelo calor, talvez por não esperar que o Voltaço fizesse uma marcação tão adiantada, o Vasco permitiu ser dominado pelo adversário, não conseguindo transpor seus defensores e sendo presa fácil para os contra-ataques. Como já disse, as coisas melhoraram com a entrada do Pikachu e continuamos bem até uns 15 minutos da etapa final. Mas depois disso o time pareceu sentar sobre a vantagem mínima no placar e passou a cozinhar o jogo demais, exagerando nos passes laterais e deixando que o Volta Redonda voltasse a gostar do jogo.

O aparente desinteresse da equipe vascaína teve como punição o empate. Após lançamento na área em cobrança de falta, a defesa cochila e o atacante adversário entra livre para escorar a bola para a rede, sem chances para Martín. O Vasco ainda teve cerca de 20 minutos para tentar marcar seu segundo gol, mas o Volta Redonda se segurou, contando com a ajuda do nosso ataque, que não conseguiu criar quase nada ao longo de toda a partida.

É a terceira partida seguida na qual o Vasco não tem uma boa atuação. Ontem, pra piorar, não apresentou nem a postura aguerrida que teve nos dois clássicos, dando a impressão de que achava que poderia ganhar a partida assim que desejasse. Só que faltou acertar isso com os outros 11 jogadores em campo, que não tinham nada com isso e também estão na briga pelo campeonato.

Perdemos a liderança, mas isso não significa que estamos fora da briga pela Taça Guanabara. Mesmo que o Fluzim, atual líder do turno, consiga vencer o Volta Redonda na próxima rodada, ainda dependemos unicamente das nossas forças para levar o turno e chegar com vantagem à semifinal. Mas para que isso aconteça, o time precisa reconhecer que o desempenho do time caiu, e muito. Se formos para a rodada final dependendo de uma vitória sobre os flores, o Vasco não poderá repetir a postura que apresentou hoje.

As atuações…

Martín Silva – contou com a sorte logo no começo da partida, quando o Volta Redonda perdeu uma chance incrível. Fez uma ou outra boa defesa e no gol não poderia fazer nada.

Madson – acertou o passe (mais ou menos) para o gol do Nenê, mas tirando isso, uma partida desastrosa: teve umas outras três ou quatro jogadas idênticas a do gol e desperdiçou errando o passe decisivo. Além disso foi uma baba defensivamente, inclusive no lance do gol de empate, quando ficou apenas olhando a subida do atacante adversário para concluir com a sua habitual cara de parvo.

Luan – Foi bem nas bolas alçadas à área e não chegou a comprometer.

Rodrigo – no primeiro tempo foi esculachado logo no primeiro contra-ataque adversário, quase caindo sozinho em uma jogada que não terminou com o Volta Redonda abrindo o placar por pura sorte. No lance do empate se preocupou mais em segurar um atacante que já estava sendo seguro pelo Marcelo Mattos e acabou se estabacando. E estando no chão, nada poderia fazer para evitar que o Voltaço marcasse.

Julio Cesar – não deixa sua lateral se transformar na avenida que volta e meia a direita se torna e tentou apoiar o quanto pôde.

Marcelo Mattos – no começo da partida avançou mais do que deveria e deixou o meio de campo vulnerável aos contragolpes do Volta Redonda. Tentou valorizar a posse de bola fazendo boas inversões de jogo.

Bruno Gallo – teve sua chance como titular e conseguiu ser substituído aos 33 minutos do primeiro tempo (e isso porque o Jorginho costuma demorar muito para mexer no time). Uma lástima completa, não conseguindo nem fechar os espaços com competência e menos ainda ajudar na criação. A entrada de Yago Pikachu no seu lugar já seria boa só por devolver Andrezinho para a esquerda, mas o Pokemon paraense fez mais que isso: iniciou a jogada do gol vascaíno com um belo passe para Madson e foi boa opção ofensiva, descolando inclusive uma penalidade para nós, infelizmente desperdiçada pelo Nenê. Não chegou a ser uma atuação maravilhosa, mas que justificaria plenamente pelo menos a disputa da titularidade com o Madson, coisa que o Jorginho não parece muito disposto a fazer.

Andrezinho – nos dois primeiros terços da etapa inicial não conseguiu fazer muita coisa, deslocado para a direita e tendo que compensar a inoperância do Gallo na marcação. Com a entrada do Pikachu voltou para a esquerda e passou a ser o mais lúcido na criação de jogadas.

Nenê – até marcar o gol no primeiro tempo, tinha sido uma figura apagadíssima. Depois do gol, só voltou a aparecer perdendo seu primeiro pênalti com a camisa do Vasco.

Caio Monteiro – não correspondeu às expectativas na sua primeira chance como titular. Teve uma atuação pra lá de discreta. Foi substituído por William Barbio, que só entrou para nos lembrar das razões pelas quais vive sendo emprestado para outros times.

Thalles – não chegou a receber boas bolas em condições de finalizar e foi muito marcado. Mas não se escondeu da partida e tentou criar alternativas no ataque.

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Voltar ao topo e recuperar a confiança.

Imagem: freepik.com

O Voltaço, nosso adversário de hoje pela quinta rodada da Taça Guanabara, também veio à Colina no primeiro turno da competição e na ocasião vencemos por 2 a 0. Mas quem se lembra da partida sabe que o placar, mesmo não sendo dos mais dilatados, não foi muito fiel ao que o Vasco apresentou em campo. Não criamos quase nada e sofremos com os contra-ataques do Volta Redonda por todo o primeiro tempo e se não fosse a entrada do Thalles (que arrumou uma penalidade e marcou um gol) logo no início da etapa final, poderíamos ter nos complicado.

Mas ainda era a terceira rodada, a confiança no time não era a que adquiriu ao longo das rodadas seguintes e o Jorginho tinha escolhido um esquema esquisito, com três atacantes e Julio dos Santos como único volante (ou seja, sem volantes na prática). Contra um time fechadinho e organizado, o 4-3-3 fracassou tanto ofensivamente como defensivamente. Tanto que a vitória só veio quando o treinador abdicou desse esquema, tirando um dos atacantes e colocando Yago Pikachu no meio.

Passada toda a primeira fase, Jorginho já definiu a formação ideal para o Vasco e se o Voltaço nos criar problemas hoje não será por culpa da sua escalação. Foi com um 4-4-2 que conseguimos a melhor campanha na competição e assim vamos a campo hoje. Mesmo com os desfalques – pelo menos para o treinador – de Julio dos Santos e Jorge Henrique, Jorginho manterá a configuração da equipe, escalando Bruno Gallo e Caio Monteiro como substitutos. As alterações não mudarão a forma do Vasco jogar e, dado o desempenho dos titulares suspensos, a equipe pode até melhorar.

Uma vitória hoje nos garante matematicamente uma vaga nas semifinais, mas também nos deixa mais perto da conquista da Guanabara. Os três pontos hoje só não deixarão com as duas mãos na Taça por conta da vitória tricolete sobre o Madureira ontem. E isso aumenta a necessidade de vencermos o Volta Redonda, já que no momento, os Flores estão na liderança da disputa.

Entre os chamados pequenos desse Estadual, o Volta Redonda já provou que é um dos mais complicados de serem batidos. Não por acaso venceu a dupla Fra-Flor no campeonato e está com méritos entre os quatro melhores classificados nesse turno. E exatamente porque não será um adversário tão simples de ser batido que o Vasco precisa voltar a jogar bem – como não fez nas últimas três partidas – hoje. E não apenas para voltar ao topo da tabela, mas também para recobrar a confiança da torcida, que já foi maior há pouco tempo.

VascoXVoltaço

Vasco X Volta Redonda

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Bruno Gallo, Andrezinho e Nenê; Caio Monteiro e Thalles.

Mota, Luiz Gustavo, Luan, Maílson e Cristiano; Bruno Barra, Marcelo e Vinicius Pacheco; Tiago Amaral, Niltinho e Hugo.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Felipe Surian.

Estádio: São Januário. Data: 03/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Michael Correia e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá.

As redes Bandeirantes (RJ, MG, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO), Globo (RJ, ES, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO)  transmitem o jogo ao vivo.
O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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A votação para o Top Blog acabou. Agora é aguardar a divulgação dos vencedores no dia 20 de abril. Ganhando ou não, agradeço a todos os leitores que prestigiaram o blog com seus votos. Se o Blog da Fuzarca levar o prêmio, tenham certeza: ele será de toda a torcida vascaína.

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