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É preciso mudar

O Vasco conseguiu um empate contra o Santa Cruz na bacia das almas.

O Santa Cruz, que jogou com um time misto. Que está lutando para não cair no Brasileirão. Que prefere sair da Copa do Brasil para disputar a Sul-Americana.

Mesmo com tudo isso, o Vasco precisou de um gol de pura sorte, mais uma vez marcado por um zagueiro, no finzinho do jogo, para não sair derrotado – mais uma vez – em casa.

Não que o Santa Cruz tenha feito uma boa partida. Marcou seu gol no começo do jogo e passou o resto da partida se defendendo, esperando o contra-ataque. Conseguiram alguns, até estiveram perto de marcar o segundo, mas basicamente ficaram na retranca.
Já o Vasco….mais uma vez dominou a partida, teve mais posse de bola e foi completamente ineficiente. Até finalizou mais que o normal, mas a maioria absoluta dos arremates foi terrível. A pressão exercida foi totalmente sem efetividade.

Ainda que tivéssemos perdido, a vaga não estaria decidida. Não pelo que mostrou o Santa Cruz. Dizer que é impossível marcarmos gols no Arruda ou até vencermos seria uma leviandade. Mas a verdade é que o Vasco se estagnou, ficou previsível. E Jorginho se apega não apenas à estrutura do time, como também à forma da equipe jogar. Nós, que há pouco tempo tínhamos a maior invencibilidade do país, viramos um time fácil de ser batido.

Como eu disse, podemos sim passar para as oitavas da Copa do Brasil. Mas se em uma semana o Jorginho não mudar algumas coisas, a missão será muito mais complicada.

As atuações….

Martin Silva – fez pelo menos duas grandes defesas no segundo tempo, mas a bola do gol era defensável.

Madson – um titular que não acerta nada durante o jogo é algo inexplicável. Errou tudo o que tentou e ainda perdeu um gol feito. Yago Pikachu entrou em seu lugar no intervalo, mas acabou não sendo tão efetivo no apoio e ainda cansou de deixar espaços pela sua lateral.

Rodrigo –não teve pernas para acompanhar o atacante no lance do gol adversário e isso ainda nos primeiros cinco minutos de partida.

Luan – mal posicionado no lance do gol do Santa, compensou com muita disposição durante todo o jogo e com o gol acidental que acabou marcando.

Julio Cesar – as vaias – justas, vale dizer – que recebeu no fim do primeiro tempo devem ter mexido com os brios do lateral coroa: na etapa final fez umas duas ou três boas jogadas e chegou a finalizar com perigo.

Marcelo Mattos, – é um bonde, erra um monte de passes e faz um porrilhão de faltas. Mas no momento em que o time todo entra no desespero e parte para o ataque, se mostra necessário.

Henrique – não chegou a comprometer, mas acabou pecando pela omissão: foi discreto demais. Cedeu lugar para Caio Monteiro no intervalo. O atacante se esforçou muito, mas acertou muito pouco.

Andrezinho – apareceu mais no primeiro tempo, acertando alguns bons lançamentos, mas errando mais passes que o normal. No segundo, com o time embolado na frente tentando o empate, sumiu do jogo.

Nenê – não se omitiu do papel de principal jogador do time, mas passou mais tempo caído em campo que de pé. Fez algumas boas jogadas e cobrou o escanteio que originou o gol.

Jorge Henrique – fica lá, correndo pelo campo todo, pra deleite do treinador e irritação da torcida, que não vê motivos para sua titularidade. Pelo menos finalizou duas vezes com perigo, uma delas, no fim do jogo, estourando no travessão.

Leandrão – uma bela jogada que terminou em grande defesa do goleiro tricolor. Thalles entrou em seu lugar e trouxe um pouco mais de movimentação ao ataque. Poderia ter sido o herói do jogo se não fosse o milagre feito pelo goleiro Tiago Cardoso (que terminou colocando a bola para seu próprio gol no fim da jogada). Deu outra cabeçada perigosa e participou da jogada que terminou no chute do Jorgenrique no travessão.

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Hora de virar a chave

chaveQuase dois meses depois, o Vasco pode esquecer por algum tempo a Série B e concentrar suas forças em uma competição nacional decente. Tendo passado pelo Remo e CRB, encaramos hoje o Santa Cruz, pela terceira fase da Copa do Brasil.

É nosso primeiro confronto contra um time da elite – o que é estranhíssimo: por mais que o Santinha mereça todo o respeito, não há como não pensar que as posições dos dois times no cenário nacional está invertido – e promete ser o mais complicado até agora na copa. E poderia ser ainda mais difícil, fosse a partida marcada algumas semanas atrás: o Santa perdeu o embalo que o levou ao topa da tabela do Brasileirão e em queda vertiginosa, agora luta contra o rebaixamento na Série A.

O problema é que em matéria de queda de rendimento, o Vasco não fica muito atrás. Ainda que se mantenha na liderança desde o começo da Série B, o time não tem uma atuação convincente há muito tempo. E até por isso, uma partida por outra competição pode vir a calhar: se o problema da equipe é uma certa falta de motivação em jogar a segundona, uma partida da Copa do Brasil deve – ou pelo menos deveria – empolgar os jogadores. Afinal de contas, o que está em disputa é um título nacional que vale a pena ser comemorado (além de uma vaga na Liberta) e não a obrigação de conduzir o Vasco a um lugar de onde nunca deveria ter saído.

A virada de chave, se acontecer, tem que partir dos nossos jogadores. Se apresentarmos o mesmo futebol chinfrim que temos mostrado no Brasileiro, podemos acabar nos complicando diante do tricolor pernambucano, mesmo com eles em baixa e sem o Grafite (que, se recuperando de contusão, não deve jogar). Precisamos nos impor em nosso estádio, até porque certamente penaremos muito se precisarmos reverter em Recife um resultado ruim nesse primeiro jogo. E, tão importante quanto, é acabar com as desculpas do time na Série B: se fizemos um placar convincente contra o Santa Cruz, não haverá justificativa para as partidas ruins que temos feito contra adversários que nem na elite estão.

Vasco x Santa Cruz

Vasco X Santa Cruz

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Henrique, Andrezinho, Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Marcílio e João Paulo; Keno, Marion e Arthur.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Milton Mendes.

Estádio: São Januário. Data: 13/07/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso. Auxiliares: Helcio Araujo Neves e Luiz Antonio Barbosa.

A Rede Globo transmite ao vivo (RJ, Juiz de Fora-MG, ES, PE, PI, MA, Santarém-PA, AM, RO, AC e RR) . A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país.

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E os reforços?

grafiteA janela de transferência internacional para o Brasil acaba hoje. Ou seja, quem quiser contratar jogadores vindos do exterior precisa fazê-lo até 23h59 dessa quarta, caso contrário, é contar com reforços que estejam jogando no país.

O Brasileiro está nas bicas e o Vasco tem algumas deficiências evidentes no elenco (sendo otimista, um reserva para o Nenê e um centroavante). Mas no atual momento que o clube vive, nem especulações têm aparecido. Nem falo de um reforço vindo das Zoropa, o que seria demais. Mas um boatozinho sobre alguém vindo da Coréia, Arábia Saudita, Paraguai talvez, já poderia nos deixar um pouco alegres.

Porém, o único boato que surgiu foi o possível interesse no veteraníssimo Grafite, do alto dos seus 37 anos. E mesmo essa história foi desmentida por um dirigente do Santa Cruz, atual clube do jogador. Há não muito tempo, a torcida reclamava do monte de notícias que plantavam jogadores no Vasco. Éramos felizes e não sabíamos.

O clube não tem grana, isso, todos sabemos. Mas a falta de recursos não torna nosso elenco mais variado ou completo. O que não pode acontecer é um repeteco de 2015: a campanha no Estadual fez com que a diretoria considerasse o time bom o bastante para disputar a Série A. Deu no que deu. Ainda podemos dizer que esse ano será diferente porque o elenco atual é melhor que o do Carioca passado e disputaremos a Série B. Tudo isso é verdade, mas isso não quer dizer que é impossível passarmos apertos na competição. A segundona exige muito de qualquer time e se não tivermos um elenco com mais opções, podemos nos complicar.

Na ponta do lápis, a verdade é uma só: mesmo que viesse, o Grafite não resolveria todas as deficiências do elenco. E quem tem a obrigação de resolver esse problema é a diretoria. Precisamos de reforços para o segundo semestre (não apenas por causa do Brasileiro, mas também pela Copa do Brasil) e o Dotô terá que se virar para conseguir isso. Se faltou capacidade para fazer um contrato melhor com a Caixa, que se arrume outros patrocinadores. O que não podemos é correr riscos justo quando nem na elite estamos.

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Os mistérios de sempre

Segunda-feira e ainda não tem nada sobre a derrota do Vasco para o Santa Cruz? Esse JC está muito preguiçoso!” poderia pensar você, caríssimo leitor. Te daria completa razão se não fosse por um detalhe: eu já escrevi sobre essa derrota antes. Mais de uma vez até. Isso porque praticamente toda derrota do Vasco nessa maldita Série B é igual. Eu poderia indicar outros posts que terão as mesmas reclamações que teriam no post sobre a partida na Arena Pernambuco sem tirar nem por.

Como vimos as falhas de sempre na partida – passes errados, desperdício de chances claras de gol, incapacidade técnica de uns e outros para cumprir funções básicas das suas posições – vamos focar no que pode ser chamado de “novidade”. Essa foi a primeira derrota do Natalino, portanto, falemos das besteiras cometidas pelo Papai Joel. Elas também não têm nada de novo, mas preciso falar alguma coisa sobre o jogo, não é mesmo?

Pra começo de conversa, o confronto contra o Santa foi o décimo do Vasco sob o comando do Joel e ele ainda não entendeu que, com o elenco que temos e os adversários contra quem jogamos, temos a obrigação de partir sempre para o ataque. Prova disso é que, mais uma vez, nosso treinador desperdiçou metade da partida mantendo três volantes em campo, sendo que um deles – obviamente o Fabrício – não tem servido nem para marcar, muito menos para ajudar na criação. Dessa forma, passamos os primeiros 45 minutos sem qualquer capacidade para armar jogadas e, pra piorar, sem ter uma segurança na marcação que justificasse a escalação mais defensiva.

No segundo tempo, outro dos mistérios da cabeça do Joel: a insistência em manter Maxi Rodriguez no banco. Bastou colocar o uruguaio no lugar do injustificável Fabrício para o Vasco dominar a partida, pressionar e criar chances de gol (todas desperdiçadas, mas aí não podemos colocar a culpa no Natalino, que não está lá para empurrar a bola pra rede). Mas aí, os gols perdidos, a necessidade da vitória e o tempo correndo fazem o time ficar mais tenso, se lançar como louco ao ataque e, como é óbvio, mais sujeito aos contragolpes. E assim foi feita a derrota, com o Santa aproveitando o espaço que teve para marcar um gol no finzinho do jogo.

Por que Joel acha que é melhor desperdiçar todo um primeiro tempo com uma formação que já se mostrou incapaz de criar e partir para o tudo ou nada apenas na etapa final, quando corremos mais riscos e não temos tempo para reverter uma possível situação ruim, é um mistério. Nas outras nove partidas sob o seu comando, passamos por isso diversas vezes e tivemos sorte de não perder os jogos. Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer, e foi isso o que vimos no sábado passado.

Ainda acredito totalmente na nossa volta à elite, inclusive com o título. Mas enquanto nosso treinador se recusar a escalar um time que consiga se impor desde o apito inicial, o Vasco continuará adiando sua classificação matemática para a Série A de 2015.

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Como a partida foi há séculos, não falarei sobre as atuações na partida contra o Santa Cruz. Na partidas contra o América-RN volto a fazer uma resenha sobre isso.

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Update: acabei de publicar uma coluna nova no site Vasco Expresso. O tema: ainda vamos ter saudades de 2014…

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Crises reais e inventadas

prelecaoComo eu já tinha falado há algum tempo, por mim essa Série B já podia ir pra vala. Como era de se esperar, a subida é praticamente inevitável e mesmo fazendo um campeonato indigente, periga do Vasco ser campeão dessa bagaça. Mas enquanto o time é obrigado a cumprir as 38 burocráticas rodadas da competição, a torcida tem que aturar partidas de nível abissalmente baixo, contra adversários obscuros, em localizações remotas e nas datas e horários mais esdrúxulos possíveis.

(Parêntese: e como isso tudo não bastasse, ainda temos que aturar também as crises por motivos ridículos, como a “quase certa” transferência do Thalles, no que seria o primeiro caso na história do futebol de negociação sem uma proposta de outro clube. Agora, uma “crise youtube” por conta dos vídeos das preleções do Natalino que vazaram na internet. Fecha parêntese)

Ou seja: tudo o que queremos e um final rápido e indolor para esse campeonato e que possamos colocar logo uma pedra sobre esse maldito 2014.

Porém, antes disso, temos mais jogos como os que falei aí em cima. E se nosso adversário de hoje não chega a ser obscuro, não está exatamente no momento mais glorioso da sua história. Ainda que o Santa Cruz esteja numa curva ascendente depois de tantos anos nas séries D e C, o tricolor pernambucano e seus nove pontos de diferença para o G4 têm remotas chances de passar pela segundona e chegar à elite.

Mas como chances remotas ainda são chances, o Santa não vai entregar de graça pro Vasco, ainda mais diante da sua torcida. O que seria até bom, se significasse que teríamos um adversário que ao menos tenta vencer e não apenas segurar um empate.

Agora, se as tentativas do Santa Cruz vencer são o bastante para nos deixar preocupados, é outra história. Não deveria ser, ainda mais com as voltas de San Martin, Guiñabull e BalloThalles. Mas até aí, na teoria, nenhum time deveria ser problemas para o Vasco e isso definitivamente não foi o que vimos ao longo do campeonato.

Vencer hoje é importante para não descolarmos da Ponte, mas também para que o time não dê motivos reais criar mais uma crise com a torcida. E dessa vez, com uma razão justificada.

Campeonato Brasileiro 2014

Santa Cruz x Vasco 

Tiago Cardoso; Tony, Alemão, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Bileu, Danilo Pires e Wescley; Keno e Léo Gamalho.

Martin Silva; Diego Renan, Rodrigo, Douglas Silva e Marlon; Guiñazu, Fabrício, Pedro Ken e Douglas; Edmilson e Thalles.

Técnico: Oliveira Canindé.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Arena Pernambuco. Data: 18/10/2014. Horário: 16h10.  Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e José Eduardo Calza (RS).

A TV Globo transmite ao vivo somente para o RJ. O Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema pay-per-view. 

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Padrão CBF

Vejam vocês uma verdadeira ironia: o Vasco se despencou até Cuiabá para jogar em um estádio padrão Fifa e acabou apresentando um futebol padrão CBF. Quem não assistiu ao jogo contra o Santa Cruz e só ficou sabendo do placar (4 a 1 pra nós), pode facilmente se enganar pela goleada. Mas a verdade é uma só: jogamos tão mal que em alguns momentos deu saudade de ver a seleção brasileira.

A falta de ritmo do time, que não atuava desde antes da Copa, não serve como desculpa, já que nosso adversário estava na mesma situação. O tempo de inatividade não justifica falta de padrão de jogo, as falhas de marcação e a praticamente inexistente articulação de jogadas. Diante da elasticidade do placar, seria leviano dizer que o Santa mereceria melhor resultado, mas na prática, vimos o time pernambucano jogando com muito mais desenvoltura e, se tivesse um elenco com um cadinho a mais de qualidade, poderiam mudar a história do jogo, já que finalizaram mais vezes.

Adilson Batista não pode ser responsabilizado por erros dos jogadores (até Martin Silva falhou ontem!) ou pela falta de opções qualificadas do elenco. Mas é inadmissível que um técnico, que chegou à parada para o Mundial balançando no cargo, ganhe de presente um mês apenas para treinar e seu time apresente o futebol que o Vasco apresentou. Os velhos defeitos continuam lá e a mudança de esquema, que deveria trazer maior compactação e segurança para a defesa, mostrou uma fragilidade impressionante.

No fim das contas, Adilson falhou em fazer com que o Vasco seja um time: se estamos na sétima posição na tabela, é por conta dos lampejos dos nossos jogadores (ontem principalmente o Fabrício), que mal ou bem, estão acima da média da competição. Vendo apenas a organização das equipes, várias delas estão mais preparadas que a nossa. E isso, muito mais que a campanha vascaína e as derrotas para os luverdenses da vida, são um motivo mais que justo para a torcida pedir a cabeça do treinador.

As atuações…

Martin Silva – a bola do gol do Santa era defensável, mas Martin acabou compensando a falha com outras boas defesas.

André Rocha – pavoroso: depois de errar passes, tentar cruzamentos constrangedoramente ruins e ver o gol adversário sair após ser facilmente driblado, foi substituído antes da metade do primeiro tempo, possivelmente batendo o recorde no quesito ida mais rápida para o chuveiro. O estreante Carlos Cesar entrou em seu lugar e melhorou a atuação pelo setor (tendo participação fundamental no terceiro gol, inclusive), mas diante de uma apresentação tão desastrosa do André Rocha, precisamos vê-lo atuar mais vezes para ter uma impressão mais correta do seu potencial.

Luan – penou no começo da partida, já que atuou pelo lado do André Rocha e sua avenida. Com o problema na lateral resolvido, passou a jogar com mais tranquilidade, ainda que tenha tido problemas com a falta de uma boa proteção por parte do meio campo.

Douglas Silva – se saiu um pouco melhor que seu companheiro de zaga, e não apenas pelo belo gol que fez, mas por superar o Luan principalmente no combate direto e nas bolas alçadas à área.

Diego Renan – em uma atuação discreta, Diego esteve longe de ser o lateral participativo que costuma ser. Mas no geral, não comprometeu.

Guiñazú – meio que carregou piano como primeiro volante, já que os outros homens do setor não deram a necessária atenção à parte defensiva. Mas se saiu bem dentro das circunstâncias, inclusive fugindo de suas características: não errou passes e cometeu apenas duas faltas.

Fabrício – o nome do jogo, com dois bonitos gols e nenhum erro de passe. Se faltou participar um pouco mais na marcação, foi porque apareceu como homem surpresa na frente diversas vezes (o que era necessário, já que Dakson não foi bem).

Pedro Ken – também não errou passes, mas diversas vezes se perdeu no posicionamento, deixando espaços para os adversários e muitas vezes sendo obrigado a fazer faltas (foi quem mais as cometeu no time).

Dakson – só apareceu nas bolas paradas, cobrando duas faltas: uma no travessão e outra encontrando Douglas Silva para marcar o gol da virada. Perdido na função de armador – que na verdade não é a dele – acabou sendo substituído por Lucas Crispim, que estrou bem, levando maior movimentação para o setor e fazendo a assistência para o gol que fechou a goleada.

Thalles – lutou muito, como sempre, mas foi muito pouco efetivo. Na única finalização que teve, perdeu uma chance incrível (e ainda desperdiçou a única coisa que André Rocha acertou em sua curta passagem pelo jogo). Sem conseguir cumprir sua função de atacante, acabou ajudando na marcação da saída de bola.

Kléber – como não poderia deixar de ser teve uma estreia discreta, até pelo longo tempo inativo. Ainda assim deixou o dele, cobrando o pênalti sofrido por Carlos Cesar com categoria. Edmílson entrou no seu lugar no fim e só teve tempo de fazer uma boa tabela com Thalles, que acabou não rendendo nada.

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Chega de decepções

thalles-vasco-640x480-foto-arenaDepois do sonho que foi ver uma copa em nosso país, nós vascaínos voltamos hoje à nossa dura realidade, de jogos em dias estranhos, adversários nada tradicionais, partidas em locais exóticos e sem ter sequer o consolo de ter uma seleção da qual nos orgulhemos. De “padrão fifa” nesse retorno à rotina, só teremos o estádio, já que a Arena Pantanal  será o palco do confronto entre Vasco e Santa Cruz.

Mesmo que não possamos considerar o Santa um oponente tradicional – por conta das suas andanças nas séries inferiores do Brasileirão, faz quase 10 anos que não enfrentamos o tricolor pernambucano em uma partida oficial – não podemos negar que nosso adversário tem um nome a zelar. O que, aliás, tem feito com mais eficiência que o próprio Vasco, se considerarmos que estamos atrás deles na classificação (lembrando que temos um jogo a menos).

Mas se voltamos ao futebol “daquele jeito” que infelizmente nos acostumamos, também há novidades que podem ser interessantes. A mais óbvia é a estreia do Gladiador com a armadura cruzmaltina. Edmilson, que chegou a ser dúvida para o jogo, vai para o banco e o jovem Thalles formará o ataque com Kléber. Na teoria, teremos um equilíbrio maior no setor, com o estreante jogando pelos lados do campo e Thalles mais centralizado. Teoricamente porque não sabemos a quantas anda o futebol do Gladiador, depois de tanto tempo sem jogar uma partida oficial.

A outra novidade importante é a desistência do Adilson em manter o esquema com três atacantes. O treinador tirou um homem do setor e reforçou o meio de campo, que jogará com três volantes, em um 4-1-2-1-2. Guiñazu, voltando de contusão, ficará mais fixo à frente da zaga; Fabrício e Pedro Ken ajudarão a fechar os espaços no meio, cada um por um lado do campo. E Dakson, substituindo o suspenso Douglas, terá liberdade para criar jogadas e chegar próximo aos atacantes. Outro desfalque além do camisa 10 é o de Rodrigo, que ficará fora por duas rodadas e será substituído por Douglas Silva.

E por último, mas não menos importante, contaremos com a volta de Martín Silva, enviando de volta para a reserva – de onde nunca deveria ter saído – Diogo Silva.

A Copa comprovou que não existe mais bobo no futebol e eu poderia fazer uma analogia com nosso adversário de hoje. Mas simplesmente não posso fazer isso. De decepções futebolísticas, já basta o 7 a 1 que sofremos com a seleção. Já passou da hora do Vasco mostrar que a função de um favorito é vencer e não podemos permanecer no meio da tabela de um campeonato de segunda divisão. A partida de hoje, por conta da inaceitável quantidade de pontos que já perdemos, é uma briga direta por posições na classificação e a vitória é indispensável. Ainda mais sendo um jogo como mandante (mesmo não sendo em São Januário).

Campeonato Brasileiro 2014

Vasco X Santa Cruz

Martín Silva, André Rocha, Luan, Douglas Silva e Diego Renan; Guiñazu, Fabrício, Pedro Ken e Dakson; Thalles e Kléber.

Tiago Cardoso; Nininho, Everton Sena, Renan Fonseca e Renatinho; Sandro Manoel, Bileu (Wescley), Danilo Pires, Carlos Alberto e Pingo; Léo Gamalho.

Técnico: Adilson Batista.

Técnico: Sérgio Guedes.

Estádio: Arena Pantanal. Data: 15/07/2014. Horário: 21h50.  Árbitro: Anderson Daronco (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Jose Antônio Chaves Franco Filho (RS).

O SporTV transmite para seus assinantes de todo Brasil (exceto RJ e MT). O Premiere transmite para seus assinantes e no sistema Pay-per-view.

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