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Pé no chão e bola na rede

Sobre a estreia do Vasco no Brasileiro de 2016, fico com as palavras do treinador Jorginho na entrevista coletiva pós-jogo:

Mais do que uma vitória de 4 a 0, foi a postura da equipe, a organização tática, cada jogador se mantendo compromissado com o objetivo do grupo. Em momento algum a gente viu a equipe desestabilizada. A gente viu uma equipe querendo, jogando, sendo protagonista, com vontade, organização, lutando por cada bola, cada palmo dentro de campo.

Resumindo as palavras do técnico, golear o Sampaio Corrêa não foi o principal motivo para a torcida comemorar. E, diante da fragilidade do adversário, nem deveria ser mesmo. O mais importante foi ver um time que entrou em campo com vontade de vencer, que se empenhou ao máximo e que não deixou ao seu óbvio favoritismo a função de ganhar a partida. O Vasco ontem jogou como deve jogar sempre: aliando sua técnica superior à seriedade quando a bola rolou.

O que o Gigante fez ontem foi uma prova de respeito, ao adversário, à competição, à sua torcida e também à camisa que cada um dos jogadores estava vestindo. A exaltação do Jorginho à postura da sua equipe faz todo sentido. Foi a ausência dessa atitude que nos complicou durante toda a campanha de 2014. Pelo que vimos ontem, a história com Nenê e companhia será completamente diferente.

Vale dizer que o Sampaio Corrêa foi valente. Diante da sua torcida, o time maranhense não se contentou em fazer como a maioria absoluta das equipes que confrontam um clube grande e tentou fazer um jogo de igual para igual.  E talvez esse tenha sido o seu maior erro. Se tivessem optado pela retranca, talvez não sofressem tantos gols. Os donos da casa sofreram duplamente ao fazer essa escolha, já que nas poucas vezes que chegaram com perigo acabaram parando na nossa zaga ou no nosso goleiro e ainda deixaram espaços demais para que nosso ataque funcionasse sem muita resistência. A ousadia do Sampaio Corrêa teve o alto preço dos quatro gols (que poderiam ser cinco ou seis,  no barato).

Mas fez bem Jorginho em exaltar principalmente a postura da equipe. Oponentes como o de ontem, que não têm medo de atacar o grande favorito da competição, serão uma raridade. E quando o Vasco não encontrar a facilidade que teve ontem, será preciso demonstrar ainda mais empenho que o apresentado contra o Sampaio Corrêa. Tendo isso em mente – e aparentemente isso já está incutido na cabeça dos nossos jogadores – já teremos meio caminho andado para conquistar as vitórias. É mantendo o pé no chão que faremos a bola chegar nos gols adversários.

As atuações…

Martin Silva – mesmo com a superioridade vascaína na partida, foi obrigado a fazer uma ou outra boa defesa.

Madson – até cruzamento acertou ontem – vá lá, foi apenas um e a finalização do Nenê foi nas mãos do goleiro Mas já é pra se comemorar – mas deu umas vaciladas defensivamente.

Jomar – mal teve tempo para jogar e saiu com um corte no quengo. Rafael Vaz entrou em seu lugar e depois de um começo meio enrolado, não teve muitos problemas com o ataque adversário.

Rodrigo – mesmo correndo o risco de dar uma trombada com força na trave – o que acabou acontecendo – se atirou na bola para evitar um gol do Sampaio Corrêa. E isso quando já vencíamos por 3 a 0! Diante de tal mostra de comprometimento, nem precisamos falar mais sobre sua atuação. Faltando alguns minutos para o fim do jogo, o quase esquecido Aislan entrou em seu lugar e no tempo que esteve em campo não conseguiu cometer nenhuma bizarrice.

Julio Cesar – teve uma atuação mediana, mas deu excelente passe em profundidade para o Andrezinho, iniciando a jogada do terceiro gol.

Marcelo Mattos – se enrolou um pouco com os avanços do adversário. Melhorou no segundo tempo.

Julio dos Santos – os melhores momentos ofensivos do Sampaio Corrêa aconteceram com o paraguaio em campo. Talvez ele melhorasse junto com o time no segundo tempo, mas não teve tempo. Yago Pikachu o substituiu ainda no intervalo e apareceu mais no ataque que na defesa. Infelizmente o pokemón paraense não evoluiu o bastante para marcar gols. Mas foi quase: teve duas boas chances e uma delas caprichosamente bateu na trave.

Andrezinho – depois de um primeiro tempo entre o discreto e o apagado, a melhoria defensiva do time no segundo tempo deram mais liberdade para Andrezinho, fazendo aparecer seu futebol. Participou diretamente da jogada dos dois últimos gols: em um, fez bela jogada dentro da área colocando Nenê na cara do gol; no último, foi dele o lançamento para o Riascos, inciando a jogada.

Nenê – uma atuação irrepreensível do camisa 10: uma assistência, três gols e outras tantas boas chances impedidas pelo goleiro adversário.

Jorge Henrique – pode-se reclamar do sujeito o quanto for, mas não se pode negar que seu empenho na marcação de saída de bola desobriga o Nenê dessa função, dando mais liberdade para quem tem melhores condições técnicas para definir as jogadas.

Riascos se acertasse 25% do que tenta fazer, o Vasco teria o dobro de gols no ano. Mas por ontem, mesmo tendo o colombiano estragado pelo menos uns dois contra-ataques que seriam mortais, não se pode falar mal do atacante: marcou o primeiro gol, fez uma bela assistência para o segundo e teve participação direta no quarto.

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O longo caminho de volta

IMG_0846Lá vai o Vasco começar mais uma vez sua via crucis de volta à elite. Apesar das expectativas dessa série B serem melhores que em 2009 e 2014 – já que temos comprovadamente uma equipe mais qualificada, entrosada e experiente que nessas oportunidades – não podemos deixar de pensar no lado negativo da queda no ano passado. Não é fácil para quem torce para o clube com a história mais bonita do futebol brasileiro ser também o que torce para o clube grande que mais vezes teve a mancha de um rebaixamento.

E como todo vascaíno infelizmente já sabe, a Série B não é tão fácil como apregoam. Se não pela técnica apurada dos concorrentes, mas pelas características da competição: viagens maiores, estádios menores, arbitragens ainda mais complicadas e, no caso do Vasco, o único dos grandes nessa edição de 2016, adversários que encararão cada partida como uma chance única para aparecer no mercado nacional da bola. Nós já entraremos não apenas com a responsabilidade de vencer a competição, mas também como “O” time a ser batido. Então precisaremos nos superar na disposição e nos acostumar com oponentes que darão a vida para nos vencer (seja nas retrancas mais brabas, seja na violência das marcações).

Na técnica, é fácil afirmar que o Vasco é favorito ao título. Caberá ao time mostrar que tem capacidade de superar essas outras dificuldades. Já tivemos uma amostra do que é estar fora da elite ao não permitirem que fizéssemos o reconhecimento de campo no Castelão. Mesmo que esse seja um exemplo extremo (esse tipo de situação dificilmente será corriqueira), o fato de ter acontecido já na primeira rodada mostra como seremos encarados pelos outros 19 clubes na competição.

Nosso adversário na estreia, o Sampaio Corrêa, já está há dois anos disputando a segundona e terminou a competição na oitava colocação em 2015. Pegando como exemplo seu desempenho contra um grande, o time maranhense empatou com o Botafogo em casa (2 a 2) e tomou um sacolejo de 5 a 0 no Rio. Daí podemos ver que, pelo menos em casa, o Sampaio Corrêa não deve ser a molezinha que muitos pensam.

Ao Vasco caberá se impor como favoritíssimo ao título, mas sem esquecer que precisamos saber utilizar as características da partida a nosso favor. Fazendo isso, temos totais condições de voltar ao Rio com os três primeiros pontos no Brasileiro e começar a caminhada rumo à elite com o pé direito.

Sampaio Corrêa X Vasco

Sampaio Corrêa X Vasco

Rafael; Léo Rodrigues, Mimica, Luiz Otávio e Guilherme Santos; Diego Lorenzi, Daniel Barros, Levi (Pimentinha) e Pedrinho; Edgar e Carlos Alberto.

Martín Silva (Jordi); Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Thalles) e Riascos.

Técnico: Dejane Petkovic.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Castelão. Data: 14/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Claudio Francisco Lima e Silva. Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Vaneide Vieira de Gois.

O canal SporTV transmite para seus assinantes de todo país (exceto MA). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Mudança de prioridade

TacacopadobrasilNo jogo da volta contra o Remo, pela primeira rodada dessa mesma Copa do Brasil, Jorginho escalou um time misto, quase reserva. À época, achei correta a opção: a final de contas, quatro dias após a partida começaríamos a decidir o Estadual com o Botafogo, jogaríamos em São Januário e só precisávamos do empate para nos classificar. A medida se mostrou correta: com um time recheado de garotos e reservas, conseguimos vencer a partida, avançamos na Copa e ainda demos um bom descanso para alguns titulares.

Mas passada a decisão e bicampeonato conquistado, as prioridades mudaram. O Vasco deve jogar com todos os seus titulares contra o CRB, na partida de ida pela segunda fase da Copa do Brasil e se for isso mesmo, Jorginho estará corretíssimo. “Mas não seria melhor poupar os jogadores para a estreia na Série B? Não seria essa a prioridade do Vasco?”, pode perguntar o torcedor.

E eu respondo: a Série B, aliás, a volta do Vasco à elite, não é uma prioridade. É uma OBRIGAÇÃO; prioridade é vencer o único campeonato em âmbito nacional que se pode contar em 2016.

Claro que há outros motivos para irmos com a força máxima hoje para o Rei Pelé. Pra começar, temos hoje um adversário mais complicado que o Remo. Empolgados com a conquista do bicampeonato alagoano, o CRB será um dos nossos adversários na Série B e certamente não vai querer ver sua faixa carimbada logo na primeira partida depois do título. Ainda nada disso credencie o Galo da Praia como um adversário extremamente complicado, seria muita pretensão imaginar que não teremos dificuldades.

Além disso, não faria muito sentido poupar titulares, já que o Vasco permanecerá no Nordeste até o sábado para a estreia no Brasileiro contra o Sampaio Corrêa e o elenco todo viajou. E se jogar com o time principal aumenta as chances de eliminarmos o jogo de volta (e ter um compromisso a menos ajudaria bastante), melhor assim.

Não devemos ignorar que uma possível conquista da Copa do Brasil tornaria um ano no qual teremos poucos motivos para comemorar bem melhor. Se voltar à Série A é nosso dever, voltar já com uma vaga na Libertadores de 2017 seria perfeito.

CRB X Vasco

CRB X Vasco

Juliano; Bocão, Jussani, Audálio e Diego; Olívio, Wigor, Rivaldo e Gerson Magrão; Luidy e Luciano Maranhão.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Mazola Júnior.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Rei Pelé. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Cleisson Veloso Pereira. Auxiliares: Felipe Souza Leal e Magno Arantes Lira.

A TV Globo transmite o jogo para RJ, ES, AL, PB, PI, MA, PA (Santarém), AM, RO, AC, RR e DF. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Blog da Fuzarca não conseguiu o primeiro lugar no Prêmio Top Blog esse ano. Mas eis o certificado do honroso terceiro lugar que vocês ajudaram a conquistar:
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Ao “corajoso” Joel

Após a vitória do Vasco sobre o Náutico, um dos comentários que vi nas redes sociais sobre o Joel foi que “ele pode ser retranqueiro e ultrapassado, mas é corajoso“, aludindo ao fato do time ter terminado a partida com três atacantes e apenas um volante. Quando as loucuras do Natalino dão certo (e o maior exemplo disso é a final da Mercosul contra o Palmeiras), os mais distraídos – digamos assim – exaltam sua coragem. Quando dá errado, como no empate de ontem com o Sampaio Corrêa, podemos ver com mais clareza a visão estratégica do nosso treinador. E ela é tosca e rudimentar como a de um garoto de 8 anos comandando um time do Fifa Soccer pela primeira vez.

Parece que para o Joel, futebol é a coisa mais simples do mundo. Jogamos fora de casa? Então vamos com um volante a mais. Precisamos de gols? Vamos colocando atacantes no time. É pra segurar o resultado? Basta substituir alguém da frente por um marcador. Joel sempre foi assim e não será agora, às portas da aposentadoria, que ele irá mudar.

Na escalação, nosso “corajoso” treinador mostrou o máximo de ousadia que o veremos ter no comando do time: para não colocar três volantes, Joel inventou o Jhon Clay no meio. Para compensar, mandou o garoto marcar, o que acabou de vez com sua já discutível capacidade em ajudar na criação. Ou seja, Natalino quis criar, da noite pro dia, um novo Pedro Ken, ignorando que ele poderia ter escalado o próprio. A invenção só serviu como mais um episódio na saga de queimação de filme do garoto, que acabou não sendo útil no combate e nem na armação de jogadas.

Ao longo da partida, Joel mostrou sua falta de jogo de cintura: acreditar que o Marlon poderia fazer seu trabalho com um mínimo de qualidade é sandice, mas passa. Deixar o cara sendo constantemente esculachado pelo Pimentinha e não fazer nada para resolver a situação foi simplesmente burrice. Burrice essa que se repetiu nas substituições, todas no mais cristalino “estilo Joel“: com o jogo empatado e precisando vencer, Joel tirou um meia e colocou um atacante; o problema foi ter tirado Maxi Rodriguez – que deve ter alguma exigência contratual para atuar apenas 45 minutos – e deixar o Jhon Clay. A alteração deixou o time ainda menos capaz de organizar jogadas e, curiosamente, ainda mais exposto. Só mesmo um time comandado pelo Natalino para sofrer com contra-ataques sem conseguir atacar.

Mas aos trancos e barrancos conseguimos virar a partida. Então era o momento ideal para outra substituição com a cara do Joel. Como antes do nosso segundo gol o treinador vascaíno tinha feito uma alteração aceitável (finalmente Clay por Lucas Crispim), estando a frente do placar e com poucos minutos para o fim do jogo, a lógica joelsantaniana exigia uma retrancada esperta, o que ele fez tirando o Kleber e colocando o Rafael Vaz, decretando de vez que o Vasco apenas tentaria segurar o resultado. E para fazer justiça ao futebol apresentado pelas duas equipes, não conseguiu.

O que vimos ontem foi o seguinte: vamos voltar à elite, talvez até como campeões (a dificuldade de tirarem o Vasco do G4, mesmo com o futebol indigente que mostramos na maioria dos jogos é um sinal disso), mas se depender do nosso “bravo” treinador, será com muito sacrifício.

As atuações..

Martin Silva – deu azar nos dois gols que sofremos: fez defesas incríveis nos lances, mas os rebotes sobraram para jogadores do Sampaio. Além disso, fez pelo menos uma grande defesa no segundo tempo, se antecipando com precisão aos pés de um atacante adversário.

Diego Renan – tentou ajudar no apoio – e em duas oportunidades foi atrapalhado com falta dentro da área, não marcadas pelo juizão – e foi bem na marcação. Aliás, o Pimentinha só não fez a festa quando seu técnico inverteu o lado por onde jogava e Diego passou a marca-lo. Se o Joel ao menos tivesse pensado em coloca-lo na esquerda (como eu sugeri ontem)…

Luan – se enrolou em alguns lances e distribuiu chutões sempre que preciso (e as vezes que não era também). De positivo, um belo passe para Douglas ainda no primeiro tempo. De negativo, deixou o atacante livre para pegar o rebote que terminou no gol de empate dos nossos anfitriões.

Douglas Silva – o vice-artilheiro do time deixou o dele e garantiu o pontinho que nos manteve no G4. Mas cumprindo sua função passou momentos terríveis com o Pimentinha, jogando como sobra do Marlon.

Marlon – apoiou pouco – e quando o fez, não acertou nada – e foi cruelmente doutrinado pelo Pimentinha. E tem gente que ainda reclama do Lorran.

Guiñazu – mesmo mostrando a disposição de sempre, não conseguiu parar o veloz ataque do Sampaio Corrêa. E ainda acabou participando involuntariamente do gol de empate dos donos da casa, desviando a bola e atrapalhando San Martín.

Fabrício – foi posto na roda várias vezes nos contra-ataques adversários e não fez um papel muito bom fechando os espaços. Na frente acabou sendo mais efetivo, fazendo o cruzamento para nosso segundo gol e quase marcando um em um dos raros contragolpes velozes que tivemos.

Jhon Cley – o garoto foi para a berlinda na partida, mas muito por culpa do Joel, que o obrigou a cumprir uma função que não é muito a dele. Acabou ajudando mais na marcação que ajudando o Douglas, mas nada que merecesse destaque. Quem sabe, no futuro, ele até possa se encontrar no futebol como segundo homem de meio de campo. Saiu para a entrada do Lucas Crispim, que por mais que eu me esforce, não consigo lembrar ter feito algo digno de nota.

Douglas – no primeiro tempo, duas boas participações: deixou Maxi Rodriguez na cara do gol e marcou seu sexto gol no campeonato em mais um pênalti. No segundo tempo se deixou levar pelo marasmo criativo do time e não fez muita coisa.

Maxi Rodríguez – corria, se movimentava com eficiência, criando espaços para jogadas, arriscava arremates, quase marcou um belo gol e era o melhor do time no primeiro tempo. Como não podia deixar de ser, a paga por ter ido bem foi ser substituído pelo Joel no intervalo para a entrada do Rafael Silva, que não conseguiu dar um chutinho pro gol sequer.

Kleber – corre o tempo todo, mas fazer algo que preste é raro. Parece mirar a zaga adversária quando tenta suas finalizações. Nos minutos finais foi substituído por Rafael Vaz, para fechar de vez a defesa. E pelo placar do jogo, todos podemos conferir sua eficiência nisso.

***
Vale um comentário sobre a arbitragem da partida: terrível, como têm sido várias ao longo desse ano para nós. Não que o Sr. Gilberto Rodrigues Castro Junior tenha errado apenas contra o Vasco, mas se ele tivesse sido homem o bastante para marcar o pênalti claro sofrido pelo Diego Renan ainda no primeiro tempo e com o placar zerado, a história do jogo certamente seria outra.

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Sem sopa e sem canja

canja-especial-f8-11404Joel, fugindo completamente de suas características, escalou um time ofensivo para encara o Náutico e, a duras penas, se deu bem. Mas o resultado da última rodada não seria o suficiente para que o torcedor mais realista acreditasse que o precavido Natalino fosse seguir na ousadia e alegria num jogo fora de casa. Quem conhece nosso treinador sabe que ele é um ferrenho adepto da máxima “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

E eu poderia apostar que, para o Joel, o Sampaio Corrêa está longe de ser uma sopa. Ainda com plenas chances de chegar ao G4, com apenas uma derrota em casa – e isso na primeira rodada – e tendo vencido as duas últimas partidas como anfitrião, o tricolor maranhense deve preocupar bastante nosso treinador. E se Joel lembrar que no jogo contra o Sampaio no primeiro turno não passamos de um empate em 1 a 1 na Colina (o jogo foi no Albertão, em Teresina), aí mesmo é que seu alerta de precaução deve disparar.

Mas dessa vez, mesmo que o Joel esquecesse seu passado de cautela, ele teria pouco o que fazer com o time. Com Rodrigo e Lorran contundidos, é querer demais ter confiança no nosso sistema defensivo tendo Marlon numa lateral e uma zaga composta por Douglas Silva e Luan (abre parenteses: o que nos faz pensar em que diabos fazem os outros zagueiros do elenco, que raramente têm qualquer chance de atuar. Inclusive há o Anderson Salles, que sequer estreou pelo Vasco. Fecha parenteses). Até o torcedor mais otimista deve entender que não é um absurdo reforçar o meio de campo com alguém que tente pelo menos dar cobertura à lateral esquerda. Aliás, falando ainda na lateral, já que não teremos o Lorran, poderíamos voltar com Diego Renan pra esquerda e colocar o Carlos Cesar na direita. Antes ter um lateral jogando razoavelmente na esquerda, que ter dois jogando abaixo do que podem.

Ainda assim, é de se pensar se a repetição de um esquema que já se mostrou pouco eficiente na criação de jogadas é o ideal. O Joel não abrir mão dos três volantes é algo que se entende e faz até sentido dentro da sua costumeira visão de jogo. Agora, insistir num 4-3-2-1, com o Maxi Rodriguez numa posição em que ele não rende o que pode e ter o Kleber – que não é um centroavante típico e volta e meia vem buscar jogo longe da área – sozinho no ataque é pedir para irritar a torcida. Não deu certo contra o Atlético-GO, não deu certo contra o Oeste e….sigam a lógica (coisa que parece não estar sobrando para o nosso treinador) e completem a frase!

Mesmo que a torcida considere uma obrigação do Vasco vencer qualquer adversário da Série B, seja onde for o jogo, o que interessa é o que pensa o sujeito que escala o time. E como nesse momento esse sujeito se chama Joel Santana, podem ter certeza que hoje teremos um Vasco que respeitará bastante o Sampaio Corrêa. Talvez até mais do que uma sopa ou uma canja de galinha mereceriam.

Campeonato Brasileiro 2014

Sampaio Corrêa x Vasco 

Rodrigo Ramos; Hiltinho, Luiz Otávio, Edmar e William Simões (Robinho); Jonas, Uillian Correia, Eloir e Cascata; Pimentinha e Edgar.

Martin Silva; Diego Renan, Luan, Douglas Silva e Marlon; Guiñazu, Fabricio, Pedro Ken, Douglas e Maxi Rodríguez; Kléber.

Técnico: Lisca.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Castelão. Data: 23/09/2014. Horário: 21h50.  Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE). Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Ricardo Bezerra Chianca (PE).

O SporTV transmite para seus assinantes em todo o Brasil (exceto região MA). O Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema pay-per-view. 

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Uma questão matemática

É uma simples questão numérica: mesmo que o jogo contra o Náutico não tivesse sido adiado e mesmo que tivéssemos vencido a partida, hoje o Vasco não estaria entre o times classificados para a Série A em 2015. Estaríamos, em plena sétima rodada, com 12 pontos e ridículos 57,1% de aproveitamento, atrás de potências como América-MG, Ceará, ABC e do próprio Joinville, com quem não passamos do 0 a 0 ontem.

E pelo futebol que apresentamos, podemos dizer – mais uma vez, é bom lembrar – o pontinho conquistado em Santa Catarina foi uma grande sorte. Os donos da casa dominaram boa parte do jogo e não fosse a incompetência do seu ataque, teríamos perdido a partida. Merecidamente, aliás.

O primeiro tempo foi daqueles de se apagar da história do clube. O 3-5-2 com que jogamos, esquema que naturalmente depende de tempo para se ajustar, mostrou uma ineficiência aberrante na etapa inicial. Sem que os jogadores encontrassem o posicionamento correto, o Vasco não conseguiu atacar, nem reter a posse de bola e ainda cedeu todos os espaços possíveis para os contra-ataques do adversário. Enquanto o Joinville teve pelo menos três chances claríssimas para marcar, nós só ameaçamos, e ligeiramente, numa jogada em que o goleiro adversário tentou driblar o Edmilson e quase perdeu a bola. E mesmo quando conseguimos equilibrar um pouco a partida, marcando um pouco melhor no meio de campo, as jogadas ofensivas eram facilmente anuladas pela defesa dos nossos anfitriões.

Não podemos deixar de citar que o Vasco melhorou na segunda etapa, mas apenas em parte por conta do melhor acerto do time. O Joinville, que no primeiro tempo procurou fazer mais que apenas esperar pelos contra-ataques, resolveu se fechar e aceitou uma certa pressão vascaína. Mas mesmo quando passamos a ficar mais tempo no campo adversário, não conseguíamos criar jogadas para nossos atacantes. Adilson mexeu no time, mudou o 3-5-2 para um 4-4-2 (com a saída do Luan e a entrada do Biteco), mas o ataque seguia inexpressivo. Um chute do Diego Renan e uma finalização do Edmilson foram as únicas boas chances que tivemos de marcar. E ainda que não fosse tão efetivo quanto no começo do jogo, o Joinville criou mais e melhores chances com seus contragolpes. Mais uma vez, podemos agradecer à sorte pela má pontaria dos atacantes adversários, que mesmo finalizando com muito perigo, não fizeram com que Diego Silva tivesse que fazer defesas complicadas na etapa final.

As mudanças que Adilson fez na equipe depois do terrível jogo contra o Sampaio Corrêa não surtiram o efeito desejado e o Vasco segue sem poder dizer que é favorito numa competição na qual, em teoria, não deveria ter concorrentes à altura. Seja pelos desfalques, pelo desentrosamento, cansaço ou qualquer desculpa que for, a realidade é uma só: se o Vasco hoje está em uma posição intermediária de uma tabela de Série B, a culpa é única e exclusiva do grupo, que não conseguiu ainda mostrar uma superioridade que seu elenco – e, principalmente, seus salários – deveriam ter diante de adversários da categoria que temos. A autoridade de time grande que comentei no último post, ainda parece muito longe de ser mostrada pelo time do Adilson.

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As atuações…

Diogo Silva – não sofrer gols já é um grande feito para nosso atual goleiro titular. Mas não só isso, Diogo chegou a fazer algumas boas defesas no primeiro tempo (ainda que tenha feito uma saída em falso que não resultou em gol apenas porque o atacante Jael errou a cabeçada). No segundo, apesar dos perigosos contra-ataques do Joinville, não teve tanto trabalho.

Luan – com apenas um dia de treinamento no 3-5-2, não se deu bem com o novo esquema (o que valeu para todos na zaga). No segundo tempo acabou indo para a lateral direita e até apareceu algumas vezes no apoio. Acabou sendo substituído pelo Biteco, que não foi decisivo como na sua estreia: entrou para ajudar Douglas a criar, mas pouco apareceu.

Rodrigo – volta de contusão, falta de ritmo e esquema novo. Era muita coisa para um zagueiro só e Rodrigo acabou sendo o que se saiu pior no primeiro tempo. Quando o 3-5-2 foi pro espaço, passou a se posicionar melhor, mas ainda precisa de mais jogos para voltar ao normal.

Douglas Silva – mais um a não se adaptar ao jogo com três zagueiros, teve como principal mérito conseguir cortar uma bola que, depois de bater na trave, fatalmente acabaria no fundo das nossas redes.

Diego Renan – um jogo na média, já que naturalmente é um lateral que apóia muito. Acabou jogando boa parte do tempo no ataque e teve uma das melhores chances do time, em chute cruzado que obrigou o goleiro adversário a fazer grande defesa.

Fabrício – no começo do jogo tentou dar uma finta num atacante em frente da nossa área e quase entregou a rapadura. Falhou também ao ocupar os espaços no meio de campo, facilitando a vida do adversário. Mas joga sério e com disposição e deve melhorar com uma sequência maior de jogos.

Pedro Ken – se quando está adaptado ao esquema ele fica meio perdido em campo, ontem não poderia ser diferente. Quando fica mais preso a marcação é mais útil. Ajudando no apoio foi apenas discreto.

Douglas – tentou ditar o ritmo do time, fazendo a bola rodar sem precipitações. Se não foi tão decisivo, pelo menos levou perigo nos lançamentos e acertou algumas boas viradas de jogo.

Marlon – deveria ser o mais interessado na implantação do esquema com três zagueiros, mas não justificou a liberdade que 3-5-2 lhe deu: praticamente não foi visto no ataque e não ajudou em nada na marcação.

Rafael Silva – outra partida em que não conseguiu superar a marcação adversária, não conseguindo ser minimamente efetivo. Yago acabou tomando seu lugar ainda no intervalo e seu estilo de jogo era mais adequado ao adversário: partindo pra cima dos marcadores, ajudou o Vasco a ter mais presença ofensiva. Só precisa melhorar na definição das jogadas, seja dando o último passe, seja finalizado.

Edmilson – talvez seja a falta de ritmo, mas a falta de mobilidade prejudicou sua atuação. Recebeu poucas bolas em boas condições de finalizar, mas quando teve a chance, desperdiçou chutando fraco e em cima do goleiro.

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Também tenho uma coluna nova no site Ao Vasco, Tudo! Dá uma clicada aí e prestigie!

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Sorte, muita sorte

O título para o post de hoje já estava na minha cabeça: “Na conta do Adilson“. Mas o gol feito pelo estreante Biteco, garantindo o empate do Vasco como Sampaio Corrêa na bacia da almas, mudou meus planos. Da forma como o conseguimos, o pontinho conquistado com muito choro me fez ver que a sorte que demos foi o principal acontecimento da noite.

Mas isso, claro, não é motivo para deixar de falar da responsabilidade do treinador nessa que figura certamente no top 3 das piores atuações do time em 2014. Na noite de ontem, Adilson se superou, errando em praticamente todas as decisões que tomou, da escalação à entrevista coletiva após o jogo. Como a reiterada e injustificada confiança no Diogo Silva já foi falada ontem, pulemos esse primeiro vacilo do Adilson e passemos para os outros.

Não é possível que um treinador não considere alterar seu esquema de jogo quando o time está desfalcado de uma peça importante e sem outra que cumpra a mesma função. Adilson simplesmente ignorou a ausência – e consequentemente, seu papel no esquema – do Douglas e manteve seu 4-3-3, mesmo entrando em campo sem um armadorzinho sequer (até tinha o Biteco, que poderia começar jogando). E, pior ainda, foi algo consciente: na entrevista antes da partida e depois, reiterando a opinião na coletiva após o jogo, o técnico vascaíno disse que o time tinha articuladores, já que Pedro Ken e, pasmem, Fellipe Bastos poderiam cumprir essa função. Como todos vimos, não foi o que aconteceu.

Depois, com o time já em campo, vimos o Sampaio Corrêa deitando e rolando sobre o Vasco com uma jogada de Playstation: rouba a bola na sua intermediária, dá um bicão na direção do seu atacante velocista e pronto. Bastou isso para que nosso adversário – que se fosse um pouquinho melhor não passaria o breve perrengue que passou no primeiro tempo e meteria uns três ou quatro no segundo – conseguisse ser muito mais efetivo no ataque que o Vasco.

Após o intervalo, outra falha do treinador. Mesmo que o tal de Pimentinha – um rapaz tão forte que parece um anão diante do minicraque Diego Renan – fizesse a festa nas costas dos nossos laterais e volantes, o Vasco continuou se deixando envolver pela mesma jogada passada e repassada no primeiro tempo. Adilson parece simplesmente não ter visto a etapa inicial, ou considerou que os lançamentos do Sampaio não nos trariam perigo.

Ainda no intervalo, nosso técnico tentou melhorar a parte ofensiva da sua equipe fazendo o que? Tirando um atacante de mobilidade para colocar o Edmilson, que é naturalmente mais parado que o Rafael Silva e ainda por cima voltando de contusão, o que não lhe ajuda em nada na movimentação. Os três volantes, que não marcavam bem e criavam ainda pior? Ficaram até os 21 minutos do segundo tempo, quando sofremos um gol após mais uma falha do goleiro reserva do Vasco. E mesmo quando Adilson mexeu, não fez o melhor: colocar Dakson não resolveria nunca a falta de articulação no meio. Ele não é armador, é um meia-atacante e sua entrada ainda deixou o time mais exposto do que já estava. Seria melhor ter colocado de uma vez o Biteco, que teria mais chances de criar jogadas e reter a posse de bola no campo adversário.

Então promover a estreia do garoto foi a única coisa certa que Adilson fez? Mais ou menos, já que ele precisou de mais dez minutos para ver que o Dakson não resolveria nada e que sem ter alguém para municiar o ataque, manter o 4-3-3 era burrice. Resumindo: a entrada de Biteco deu certo, mas ele demorou pra fazer a alteração.

Até times qualificados podem jogar mal eventualmente e isso não é necessariamente culpa do seu treinador. Mas não conseguir ver que a equipe, independente das atuações individuais, está mal, já é um erro gravíssimo. Alguém que seja pago para treinar um time, ainda mais em um clube do tamanho do Vasco, não pode se dar ao luxo de não enxergar o jogo. Na coletiva, Adilson disse que não gostou da atuação do grupo, mas relativizou o espetáculo deprimente de ontem responsabilizando os desfalques. Claro que isso é relevante, mas ignorar os próprios equívocos não vai fazer com que seu trabalho à frente do Vasco melhore. Não será sempre que a sorte nos sorrirá e gols aos 49 minutos do segundo tempo vão resolver as coisas para o nosso lado.

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Mas é preciso dizer uma coisa: o Adilson não estava em campo, portanto, erros de passe, marcação frouxa, falta de pontaria e, principalmente, de vontade, não são culpa do técnico. O Vasco continua com aquela postura de que vai resolver as partidas assim que quiser e o que vemos do outro lado é um monte de jogadores desconhecidos dando tudo o que podem para vencer o franco favorito da competição e aparecer para os olheiros.

Tem gente nesse time que está visivelmente trotando em campo, usando a armadura cruzmaltina como se fosse um terninho vagabundo e a bola como se fosse uma pasta de vendedor. Jogador burocrático, ainda mais os burocráticos sem talento, não se criam na Série B. É bom que uns e outros aí se apercebam disso logo.

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As atuações…

Diogo Silva – mostrou mais uma vez sua tão defendida experiência. Pena que essa experiência seja na falta de segurança, saídas bizarras e em levar gols de times fracos. O rebote nos pés do atacante do Sampaio Corrêa quase nos valeu uma derrota.

Ah, mas ele fez boas defesas e você não cita”! Não cito mesmo. Não adianta nada ter um goleiro que faça quatro milagres por jogo se num lance fácil ele falha e prejudica o resultado.

André Rocha – até foi visto algumas vezes apoiando (inclusive tendo uma finalização razoável no primeiro tempo) mas o resultados efetivos das suas idas ao ataque não justificaram a avenida que deixou às suas costas constantemente.

Luan – foi bem no combate direto em alguns lances, mas facilmente driblado em outras. Tem como defesa o fato de que nenhum dos três volantes em campo teve a capacidade de dar a devida proteção à zaga.

Douglas Silva – um pouco melhor que o Luan: também levou uns dribles inaceitáveis, mas mesmo sempre deixado na podre, largado pelos volantes no mano a mano com os atacantes adversários, conseguiu impedir que o adversário marcasse pelo menos dois outros gols.

Diego Renan – o time maranhense se criou praticamente o jogo todo nas suas costas, mas como ele tem naturalmente mais liberdade para atacar, compartilha a culpa disso com a falta de cobertura do meio de campo. E no apoio acabou sendo uma das melhores opções ofensivas do time. Mas perdeu o gol mais feito do Vasco, na etapa final, isolando uma bola quando estava diante do goleiro.

Fabrício – lutou muito, mas falhou tanto na proteção à zaga como primeiro homem – como começou a partida – como ajudando na criação, quando Adilson inverteu sua posição com Pedro Ken. Parecia morto no fim do jogo.

Pedro Ken – padeceu do grande problema que teve ao longo do ano passado: não encontrar um posicionamento definido em campo. Com isso, acabou falhando tanto no combate como nas chegadas à frente.

Fellipe Bastos – se quando tem funções mais defensivas já é irritante, quando lhe conferem atribuições de articulação ele se torna insuportável. Marcou com uma indulgência imperdoável e não fez nada que preste na armação. Se superou ontem nos raros momentos em que roubava uma bola para erra um passe fácil na sequência. Saiu, muito tardiamente, para a entrada do Dakson, que se não foi o armador que o time precisa – e nem será nunca, já que essa não é a dele – teve o mérito de cobrar bem a falta que resultou no gol de empate (ou seja, até nas bolas paradas foi mais eficiente que o Bastos).

Marquinhos – muito leve, raramente conseguiu superar a zaga adversária, que ou lhe roubava a bola ou ganhava os lances no superioridade física. Ainda assim fez uma ou outra boa jogada. Guilherme Biteco entrou em seu lugar e teve uma estreia a princípio nervosa, sofrendo até para dominar a bola. Mas mostrou estrela garantindo um pontinho com um gol de muito oportunismo.

Yago – tentou sempre que pode suas jogadas individuais, mas não foi feliz na maioria das vezes. Quando conseguiu superar seu marcador, levou perigo.

Rafael Silva – aparentemente não é muito a dele jogar mais fixo na área, tanto que só apareceu quando vinha de trás com a bola ou jogando na diagonal. Saiu ainda no intervalo para a entrada do Edmilson, que voltando depois de semana inativo, não mostrou ritmo de jogo. Ainda assim, incomodou mais a defesa maranhense por conta do seu bom posicionamento na área.

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Foi tudo tão ruim ontem que nem a torcida fez a sua parte: menos de 9 mil vascaínos piauienses acharam que valeria a pena ver seu time em campo, mesmo que o Vasco não tenha jogado no estado nos últimos 4 anos. Ou seja: não conseguimos nem os 3 pontos, nem uma boa renda.

Esse público deve servir para a diretoria reavaliar os critérios ma escolha dos dois últimos locais fora do Rio em que vai mandar seus jogos. É preciso avaliar se o potencial da torcida local compensará o desgaste da viagem.

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