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Reconstrução urgente

Na coletiva, após a derrota do Vasco para o Avaí por 2 a 1 – e a segunda seguida, algo que não acontecia desde o dia 5 de setembro de 2015 – Jorginho falou da arbitragem, da força do adversário, do reduzido plantel que tem em mãos e da necessidade de reforços. Falou também que confia no Aislan e de outras coisas, mas de importante mesmo, apenas uma frase: “temos que reconstruir nosso trabalho”.

Basicamente, é isso. Mesmo que todos os argumentos expliquem o resultado, não o justificam. O problema não foi a arbitragem – realmente péssima e justo quando o juiz é do mesmo estado do nosso principal concorrente ao título – ou os problemas com o elenco, nem a maratona de jogos. O problema é que o Vasco se tornou um time muito previsível, que qualquer retranquinha um pouco mais ajustada consegue complicar a vida irredutivelmente.

E não é de hoje que o Vasco não consegue jogar bem. O time vem tendo atuações abaixo da crítica há muito tempo, mesmo quando vence. Ontem não foi diferente. O Vasco pode até ter tido mais posse de bola, mas foi uma nulidade ofensiva. Ficou rondando a área, desperdiçou uma penca de jogadas de linha de fundo por ter laterais irritantemente incompetentes, e pouco chutou a gol. Os atacantes, que estão longe de serem uma maravilha, quase não recebem bolas. Quando pressionamos (e graças unicamente ao um total recuo do time catarinense), vivemos de balõezinhos para área sem qualquer efetividade.

Ainda assim, graças às limitações do Avaí, conseguimos marcar um golzinho na marra. Golzinho esse que, aliás, até poderia ter nos dado a vitória, se não fossem os erros individuais do time. Aliás, não do time, de um único jogador. Enquanto o Luan não estiver bem ou estiver com a Seleção, o Aislan até pode ficar no time; mas entregando gols ao adversário como tem feito todo jogo, precisaremos ser MUITO mais eficientes no ataque. Com o rapaz na zaga, já podemos considerar o placar pelo menos 1 a 0, seja qual for nosso adversário.

Apenas uma pessoa pode resolver esses problemas e o nome dela é Jorginho. Quem tem que pensar em alternativas táticas para o time é o treinador. Quem pode tirar a titularidade de quem não está jogando nada é o treinador. Quem deveria dar mais chances à molecada da base e dar um descanso para uns dois ou três veteranos que não rendem é o treinador.

Jorginho terá uma semana para pensar na vida e no seu trabalho até o, agora mais que nunca, importante jogo contra o Brasil de Pelotas. Um resultado ruim pode significar a saída da liderança pela primeira vez na competição e, em caso de derrota, um inesperado terceiro fracasso seguido dentro de São Januário. Caso isso aconteça, arbitragem, elenco reduzido ou falta de reforços não servirão como desculpa: as cobranças pela “reconstrução” do Vasco recairão todas sobre o mestre de obras do time.

As atuações…

Martín Silva – com a zaga que vem tendo à sua frente, vai precisar fazer mais que agarrar uma penalidade por jogo para não ver o Vasco perder.

Madson – como não teve chance de cobrar um lateral dentro da área, fez apenas o de costume: estragar jogadas de linha de fundo. Jorginho demorou séculos para colocar Yago Pikachu no seu lugar, quando o jogo já estava 1 a 0. E só de não ter aquela cara de chorão do Madson, o Pokémon já pode ser considerado melhor. Ainda assim, não conseguiu acompanhar o atacante que empurrou a bola pra rede no lance do segundo gol.

Rodrigo – estava desatento no lance do primeiro gol e levou um corte simples no segundo. Teve uma chance para marcar, mas seu chute acabou sendo bloqueado pelo braço do zagueiro do Avaí.

Aislan – é uma espécie de anti-Nenê: enquanto o camisa 10 participa dos lances de quase todos os gols feitos pelo Vasco, Aislan está sempre envolvido nos gols que sofremos: ontem, no primeiro gol, fez acidentalmente a assistência para o atacante adversário; no segundo, olhou o passe que originou o gol passar à sua frente sem esboçar qualquer reação além de observá-la.

Julio Cesar – não fosse a presença do Aislan seria indiscutivelmente o pior em campo. E mesmo com o Nenê do Mundo Bizarro na zaga pode haver dúvidas. Acabou com uma penca de jogadas no ataque, errou um monte de passes e vacilou também nos dois gols: o jogador do Avaí que marcou o primeiro passou pelas suas costas e no segundo tomou um drible vergonhoso.

Marcelo Mattos – pode parecer estranho, mas nem chegou a ter tanto trabalho assim. Mas com a defesa entregando a paçoca toda hora, não adianta ficar carregando piano. Quando o Vasco passou a pressionar, até arriscou algumas subidas, com resultados sofríveis.

Julio dos Santos – esteve em campo, dizem. Me lembro vagamente do paraguaio perdendo uma bola fácil perto da nossa área. Saiu para a entrada do Caio Monteiro, outro a entrar no jogo com o time já atrás no placar. Deu maior movimentação ao ataque e acabou marcando o gol vascaíno.

Andrezinho – jogou mais afastado da área para ajudar na saída de bola e, longe do ataque, não chegou a contribuir muito municiando o ataque.

Nenê – mostrou disposição e não fugiu do jogo, mas ainda não voltou a ser decisivo como era em outros tempos. Teve uma boa chance no primeiro tempo, mas chutou pra fora. Acabou participando do lance do gol: o rebote aproveitado pelo Caio veio depois de um chute do camisa 10 rebatido pelo goleiro Renan.

Eder Luis – substituiu Jorge Henrique, mas sem precisar executar as 468 funções que Jorginho lhe atribui. Com isso, tivemos efetivamente um atacante de lado de campo. E, surpreendentemente, Chico Bento foi bem, criando boas jogadas e dando trabalho à defesa adversária. Mas é aquilo: na hora de definir, Eder Luis é terrível. No segundo tempo perdeu o gol mais feito do jogo, mandando para fora uma cabeçada de frente pro gol. Cansou, sumiu e cedeu lugar ao Evander, que não precisou cansar para sumir.

Leandrão – pesado como um trator e com a velocidade de um (com o pneu furado), não conseguiu escapar da marcação avaiana em momento algum.

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Só com bola de cristal

previewFazer prognósticos sobre os jogos do Vasco virou exercício de futurologia. Não adianta levarmos em consideração a superioridade do elenco cruzmaltino, a possível fragilidade dos adversários, o local do jogo, a campanha dos times, a presença do Nenê, as opções do Jorginho…nada disso nos dá a menor dica do que acontecerá com a bola rolando. Podemos ganhar jogando muito mal, perder dominando a partida, golear como visitante, sermos esculachados em São Januário e por aí vai.

Por isso, me faltando as habilidades de uma Mãe Dinah para falar sobre o confronto contra o Avaí na Ressacada, só me resta fazer aquilo que nossos atacantes têm feito muito pouco: chutar. Hoje, mesmo jogando fora de casa, mesmo com Eder Luis e Leandrão no ataque e mesmo com a possibilidade do Aislan entrar em campo, acredito numa vitória do Vasco.

Na situação não muito confortável em que se encontra na classificação, o Avaí não poderá se dar ao luxo de jogar “apenas por uma bola” e deve ao menos tentar ditar o ritmo da partida. O retrospecto do time em casa – quatro vitórias em seis jogos – também indicam que, pelo menos no seu estádio, o Leão da Ressacada mostra mais atitude. E ai, com mais espaço para jogar, as coisas podem ficar mais fáceis para nosso lado.

Mas independente do que virá do outro lado, o Vasco precisa muito da vitória. Não apenas porque uma derrota pode fazer com que o Atlético-GO chegue de vez (se perdermos e eles vencerem, empatarão em pontos conosco), mas porque não há justificativa para tal queda no desempenho do time. O elenco tem uma média de idade alta, a sequência de jogos é absurda, os adversários todos nos enxergam como o time a ser batido… tudo isso é verdade e tudo isso prejudica o trabalho do grupo. Mas para um time que manteve 90% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas, uma queda para 50% nas últimas seis é difícil de ser explicada apenas por esses motivos. Falta de motivação? Erros da comissão técnica? Falta de opções no elenco? Só os jogadores, o treinador e a diretoria podem fazer o Vasco voltar a ter o desempenho que tinha antes. Contar com a fraqueza dos adversários para nos darmos bem na competição é muito pouco.

Temos mais entrosamento, estamos em melhor fase e temos um elenco superior ao Avaí. Mas enquanto não resolvermos nossos próprios problemas, só com uma bola de cristal para saber se venceremos ou não.

Avaí X Vasco

Avaí X Vasco

Renan; Renato, Fábio Sanches (Celio), Gabriel e Capa; Luan, Alemão, Jajá e Diego Jardel; Rômulo e William.

Martín Silva; Madson, Luan (Aislan), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Eder Luis e Leandrão.

Técnico: Silas.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 02/07/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha. Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Adailton Fernando Menezes.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Florianópolis – SC). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Rafael Marques, zagueiro de 32 anos, rescindiu seu contrato com o Coritiba e, pelas notícias, deve aportar na Colina. Com a saída do Vaz e a participação do Luan na Seleção Olímpica, a contratação é mais que bem-vinda, mesmo que seja mais um trintão num elenco formado basicamente por veteranos. Afinal de contas, ou chega um reforço, ou teremos que ver o Aislan em campo.

Fica a dúvida sobre as razões para o jogador pedir a dispensa no Coxa. “Perder espaço” é a justificativa padrão, mas o que levou o jogador a amargar o banco é que seria interessante saber.

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Outra vez o apito

Não costumo escrever as resenhas das partidas no mesmo dia. Espero com isso poder dar uma opinião com mais reflexão, evitando que o calor do jogo influencie o que vou dizer. Mas dessa vez, mesmo que eu escrevesse daqui a dois dias, dificilmente ficaria menos revoltado com o empate entre Vasco e Avaí. Isso porque, entre nossas deficiências e os erros de arbitragem, desperdiçamos dois pontos e deixamos de ficar mais próximos da 16ª colocação.

Antes, onde erramos. Fizemos um primeiro tempo muito bom, controlamos o jogo, marcando bem, tocando a bola com tranquilidade, sem correr riscos. Atacamos mais e tivemos muito mais posse de bola. Mas foi um começo de jogo perfeito? Não, principalmente por mais uma vez não transformarmos o domínio que tivemos em uma maior quantidade de chances de gol. E, como não poderia deixar de ser, uma das poucas oportunidades claras – um gol feitíssimo perdido pelo Leandrão – foi desperdiçada.

No segundo tempo, o erro foi de estratégia. Bruno Gallo, o único volante do time, tinha amarelo e foi substituído no intervalo pelo Serginho. Não deu certo. Com um Avaí querendo reverter a vantagem vascaína (Nenê havia marcado de pênalti aos 44 do primeiro tempo), partiu pra cima e teve muita facilidade para pressionar por conta da marcação que não se ajustou com a saída do Gallo. Jorginho também demorou muito a mexer no time, que em uma partida muito pegada, acabou cansando. Andrezinho, por exemplo, andava em campo antes dos 15 minutos finais. A insegurança defensiva que mostramos no segundo tempo foi em grande parte responsável pelo empate. Além disso, desperdiçamos outra chance clara para ampliar, em contra-ataque com Rafael Silva, que preferiu tentar o arremate ao invés de tocar para Nenê, que estava melhor colocado. O atacante isolou a bola que poderia nos render o segundo gol.

Mas, além das nossas deficiências, não se pode ignorar outra arbitragem muito infeliz pela qual o Vasco teve que passar. Assim como no Mineirão, o Vasco foi clamorosamente prejudicado, redundando na segunda vitória que nos escapa por conta do juiz.

Os erros capitais começaram ainda no fim do primeiro tempo. Na jogada seguinte ao pênalti marcado e convertido pelo Nenê, o Avaí comete outra penalidade, ainda mais clara, e o juiz não teve peito para marcar. Sem esse erro, poderíamos ter ido para o intervalo com dois gols de vantagem.

Mas as coisas pioraram muito no segundo tempo. Não satisfeito em ignorar o atropelamento sofrido pelo Jorge Henrique, o Sr. Luís Teixeira Rocha afundou de vez sua arbitragem ao marcar um pênalti inexistente contra o Vasco. Por sorte, a bola não entrou, mas a lambança estava feita. Ao reclamar do lance, Jorge Henrique foi expulso mesmo já tendo sido substituído. E seu suplente, Rafael Silva, também foi expulso, em um lance que não mereceria mais que um amarelo. Mas isso não foi o bastante: ele também deu um amarelo para Martín Silva por fazer cera, sem que a bola tivesse sido reposta pelos gandulas. E como era o terceiro amarelo, não teremos nosso goleiro na próxima rodada.

Não há time que mantenha a calma depois de ser prejudicado tantas vezes. E o nervosismo do Vasco foi um dos fatores que fizeram com que a equipe caísse de produção e não fosse capaz de segurar o resultado que lhe era interessante.

O empate foi um resultado terrível, principalmente se levarmos em consideração o primeiro tempo que fizemos. Nossas limitações (tanto técnicas como físicas e também a falta de um banco mais qualificado) não podem ser ignoradas na hora de avaliar o jogo, mas é inegável: se perdemos dois pontos, uma vitória e três jogadores para a próxima rodada, a arbitragem do Sr. Teixeira Rocha teve um papel fundamental nisso.

E vale lembrar: desde que iniciamos essa série de seis jogos invictos, já perdemos quatro pontos por conta de erros da arbitragem. Com eles, estaríamos na 17ª colocação, a dois do 16º e com 9 vitórias.

As atuações…

Martin Silva – por uma grande defesa no primeiro tempo e um outro milagre no segundo (além da estrela no lance do pênalti contra nós), foi um dos responsáveis por não termos saído de Florianópolis com uma derrota. No lance do gol nada poderia fazer. Tomou injustamente um amarelo e desfalca o time contra a Chapecoense.

Madson – a Av. Madson não ficou aberta por muito tempo ontem. No apoio, foi o de sempre: não consegue levar a cabo uma jogada sequer. Não a toa o rapaz foi o jogador que mais errou passes em todos as partidas dessa rodada do Brasileirão.

Rafael Vaz – foi muito bem no jogo, principalmente nas antecipações. Deu azar no lance do gol de empate, mas seria mais previdente se não tivesse cortado a bola para a frente da área.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas no lance do gol, correu para o centro da área sem se preocupar em marcar ninguém.

Júlio César – fez um bom primeiro tempo, com presença ofensiva sem deixar muitos espaços na sua lateral. No segundo tempo parece ter cansado e não conseguiu manter o nível em nenhuma das funções.

Bruno Gallo – hoje vimos sua importância na boa fase da equipe: com ele em campo, o time tinha uma saída de bola e uma marcação muito mais eficientes. Mas com o amarelo – rigoroso demais, diga-se de passagem – acabou sendo substituído pelo Serginho no intervalo. E sua entrada fez com que o time perdesse qualidade na ligação com os meias e desajustou a marcação. Pra piorar, no lance do gol, errou o corte e deixou a bola sobrar para o André Lima.

Julio dos Santos – ocupou bem os espaços, ajudando na marcação e acertando mais passes que de costume. Chegou a marcar seu primeiro gol pelo Vasco, mas foi acertadamente anulado. No segundo tempo não se acertou com Serginho e sofremos com a pressão do Avaí. Não acompanhou o jogador que passou a bola para o André Lima.

Andrezinho – fez um bom primeiro tempo, sendo o principal articulador da equipe. Cadenciou o jogo quando necessário e fez boas jogadas. Ficou visivelmente cansado na metade final do segundo tempo e, além de não conseguir criar mais nada, ainda perdeu mais de uma bola perigosa no meio.

Nenê – vinha tendo uma atuação discreta como sempre, o que compensou marcando mais uma vez, de pênalti. Na etapa final, sem poder mais contar com Andrezinho, apareceu mais e foi responsável pelas poucas boas jogadas que tivemos.

Jorge Henrique – muita correria, mas pouca efetividade. Sofreu um pênalti claríssimo, ignorado pela arbitragem. Garoteou feio ao reclamar do pênalti inexistente marcado a favor do Avaí e acabou expulso quando já tinha sido substituído pelo Rafael Silva, que também foi expulso infantilmente ao trocar empurrões com um zagueiro adversário. Antes disso, perdeu nossa melhor chance no segundo tempo, quando isolou uma bola na qual deveria ter tocado para o Nenê, livre de marcação e melhor posicionado.

Leandrão – participou de dois momentos capitais do jogo. O primeiro, quando (mais uma vez, diga-se) perdeu um gol inaceitável para qualquer jogador profissional. O segundo foi ainda mais grave: apanhou da bola ao tentar dominá-la no meio do campo e iniciou a jogada que terminou no gol do Avaí. Depois desse lance foi substituído pelo Anderson Salles, que não teve tempo de aparecer.

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Hoje também tem coluna nova no Vasco Expresso! A de hoje está – modéstia à parte – muito boa. Para conferir, basta clicar aqui.

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Campeonato à parte II

gale1_3036688bComo eu tinha dito no post pré-jogo para Framengo x Vasco, todos as partidas que teremos até o fim do Brasileirão serão como finalíssimas. E em um confronto direto com um adversário que também luta para escapar do rebaixamento, o jogo contra o Avaí é, na prática, mais um campeonato à parte.

E isso não apenas pelo motivo óbvio de que, se ganharmos os três pontos, eles ficarão sem os mesmos três. Além disso – e de diminuirmos a distância para a 16ª colocação para apenas três pontos – uma vitória amanhã será uma grande conquista também por ser fora de casa e por manter a excelente série de resultados que tivemos nas últimas rodadas. E, levando em consideração um fato sob o qual não teremos controle, caso vençamos o Avaí e o Figueirense não vença, subiremos mais uma posição na tabela.

Mas como toda decisão, a partida desse domingo não será nada fácil. Jogar em casa é um dos fatores que fazem com que o Avaí não esteja no momento no Z4. No returno, a equipe catarinense perdeu apenas um jogo na Ressacada, vencendo em casa Inter, São Paulo e Goiás. E como eles vêm de derrota fora de casa para o Grêmio, farão de tudo para compensar o resultado negativo diante da sua torcida. Das várias complicações que teremos em Floripa, só escaparemos de uma: a meteorologia prevê 18o, então não sofreremos com o calor no bizarro horário de 11 da matina.

Para encarar tudo isso, Jorginho deve praticamente repetir a formação que venceu a mulambada no domingo passado, com apenas uma mudança certa: Luan, suspenso, dará lugar ao Rafael Vaz. Jorge Henrique, com um corte na perna, é dúvida e se for vetado, entra o Rafael Silva, que não mudará a forma do time jogar. Na rodada passada, o esquema sem um volante de combate demorou a encaixar e antes que isso acontecesse, sofremos um gol. Contra um time que deve vir a campo com três atacantes, podemos ter problemas, principalmente se repetirmos as falhas de cobertura pelas laterais.

Por outro lado, com mais tempo de treinamento e jogadores mais descansados (contra o Framengo, o time titular tinha ido à São Paulo pela Copa do Brasil), o esquema pode ter um desempenho até melhor que o que apresentou no segundo tempo contra o rubro-negro, quando precisamos de 16 minutos para virar o placar. Acertando a marcação, o esquema tem mais mobilidade e mais gente com capacidade de fazer a diferença no meio de campo.

Nossa situação na classificação e o fato de ser um dos famosos “jogos de seis pontos” não permitem que consideremos um empate na Ressacada um bom resultado. Mesmo fora de casa e mesmo que o Avaí precise tanto do resultado quanto nós, só uma vitória interessa ao Vasco. Se ela vier, será com muita raça, o que só aumentará o seu valor. Mesmo não tendo um time vermelho e preto do outro lado, nossos jogadores precisam entrar em campo com o mesmo espírito de luta que têm contra nosso rival local. Tendo essa atitude, ou seja, encarando a partida como mais um campeonato à parte, as chances de sucesso aumentam. E conseguindo nossos objetivos nesse jogo, a saída do Z4 ficará ainda mais próxima.

Campeonato Brasileiro 2015

Avaí x Vasco

Vagner; Nino Paraíba, Antonio Carlos, Jubal e Romário; Renan, Eduardo Neto e Marquinhos; Everton Silva, Anderson Lopes e Léo Gamalho.

Martin Silva, Madson, Rodrigo, Rafael Vaz e Júlio César; Bruno Gallo, Andrezinho, Julio dos Santos e Nenê; Rafael Silva (Jorge Henrique) e Leandrão.

Técnico: Gilson Kleina.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 04/10/2015. Horário: 11h. Arbitragem: Luis Teixeira Rocha (RS). Auxiliares: Jose Javel Silveira (RS) e Rafael da Silva Alves (RS).

O Canal Premiere transmite ao vivo para os seus assinantes e no sistema Pay-Per-View.

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Férias, afinal!

 

jordi2O lado bom da partida de ontem contra o Avaí é óbvio: não ter mais que assistir a nenhuma atuação do time “armado” pelo Joel Santana é um presente para qualquer vascaíno. Tirar umas férias de futebol é certamente tudo o que todo torcedor mais estava desejando por esse restinho de 2014.

E pelo apresentado ontem, se a torcida precisou suportar o tormento de mais 90 minutos de um jogo medíocre antes de poder desfrutar um merecido descanso, parece que os jogadores do Vasco não se preocuparam muito com essa formalidade e já entraram em campo de férias. Tirando uns 10 minutos na etapa inicial e os cinco minutos finais do segundo tempo, quando ainda corremos um pouquinho, o que vimos foi um bando de jogadores não apenas descompromissado com o que acontecia no gramado, mas que também não deu a mínima para o fato de estarem representando um clube com uma história secular.

Mas sinceramente, nem vale a pena reclamar mais disso, já que essa foi a tônica do campeonato. O descaso com a tradição vascaína já foi devidamente comprovado com as diversas atuações abaixo da crítica e com a classificação final desse time. Não será agora, quando finalmente poderemos ficar felizes pela certeza que nunca mais veremos esse grupo de jogadores com a camisa do Vasco, que vou repetir as mesmas reclamações que faço desde o começo dessa maldita Série B. Hoje, o melhor é agradecer por pelo menos não termos encerrado nossa participação no campeonato sofrendo mais uma goleada humilhante. Para quem entrou em campo mais preocupado com as muambas que comprarão nas viagens de férias, até que esse time conseguiu um feito ao perder pelo placar mínimo.

No mais, não serei ingrato: fica meu agradecimento ao grupo por ter conseguido nos levar de volta à elite, mesmo que tenhamos tido uma sorte danada do Coelho ter perdido seis pontos e dos concorrentes diretos ao acesso tenham tido uma queda de rendimento brutal no segundo turno. Nem todo mundo reconhece, mas há mérito em ser menos ruim que os outros.

Até logo, Vasco e adeus – assim esperamos – para uns 90% desse elenco. Que vocês aproveitem as férias tanto quanto a torcida vai aproveitar.

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Atuações? Sério mesmo?

Pelo que fizeram ontem, só dá pra livrar a cara do Jordi, que realmente teve uma boa atuação, com grandes defesas e culpa nenhuma no gol, já que foi de pênalti. Por incrível que pareça, Lorran (que chegou a fazer uma ou duas boas jogadas) e Kleber ( por ter corrido e tentado fazer alguma coisa) também escaparam do desastre. Luan e Anderson Salles vacilaram em alguns momentos, mas não chegaram a comprometer mesmo com um Avaí que procurou bem mais o jogo. O resto do time foi fraco ou simplesmente terrível, principalmente Diego Renan, que cometeu um pênalti ridículo e Douglas, que devia estar com a mente no churrasco que fará nesse domingão e só apareceu quando errou passes.

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promoAgora é esperar um time completamente reformulado em 2015. E nada melhor que receber uma nova equipe com camisas novas do Vascão. Então a boa é aproveitar a promoção das camisas da Umbro na Gigante da Colina, a loja oficial do Vasco. Cliquem para conferir as ofertas das camisas de campo e a de goleiro no site.

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Cumprindo tabela

tabelaO Vasco vai à Ressacada para encarar o Avaí, encerrando sua participação.

Será um jogo difícil, não só porque os donos da casa precisam da vitória para manter o sonho do acesso à Série A, mas também porque teremos desfalques. Fabrício, Carlos Cesar e Martin Silva foram vetados e sequer viajaram.

A partida é uma oportunidade para o Vasco se vingar da goleada sofrida no primeiro turno, quando o time catarinense nos venceu por 5 a 0 em São Januário.

Agora, falando sério, dificilmente haverá uma partida com menos apelo para a torcida que essa.

Primeiro, porque já seria uma vergonha se o Vasco ainda estivesse disputando o título. Sem ter chances há algumas rodadas, esse jogo é, além de uma total perda de tempo – já que nem mudar nossa colocação mudará – é também uma completa humilhação.

E achar que o Vasco vai dar o troco no Avaí é, todos sabem disso, um delírio total. Se esse grupo não mostrou disposição nem antes de garantir a volta à elite, imaginem agora, quando essa obrigação já foi cumprida e todo o grupo deve estar preocupado unicamente com as férias. Contra um adversário que necessita ganhar, não dá pra contar sequer com a vitória, muito menos com uma sapecada como a que sofremos.

O único ponto positivo do confronto de hoje é claro: será o ponto final de um ano que, se fosse possível, deveria ser apagado da história vascaína. Sem isso, a partida não passa de um inútil compromisso com a tabela.

Campeonato Brasileiro 2014

Avaí x Vasco 

Vagner; Marrone, Antonio Carlos, Pablo e Eltinho; Eduardo Costa, Revson, João Felipe e Marquinhos; Roberto e Anderson Lopes.

Jordi; Diego Renan, Luan, Rodrigo e Lorran; Guiñazu, Aranda e Douglas; Maxi Rodríguez, Kléber e Rafael Silva (John Cley).

Técnico: Geninho.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Ressacada. Data: 29/11/2014. Horário: 16h20.  Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra (SP). Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Fabio Rogerio Baesteiro (SP).

O Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema pay-per-view. 

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promoDezembro está aí e quem quiser antecipar a compra dos presentes de Natal vai provar ser melhor em planejamento que a diretoria que está saindo do clube. E para presentear um vascaíno, o lugar ideal é a loja Gigante da Colina.

E uma dica para deixar qualquer torcedor com um sorriso no rosto nesse final de ano é fazer com que seu ano novo comece com uma camisa do Vasco nova: as camisas oficiais da Umbro estão com um precinho especial na Gigante. É só escolher a de campo ou a de goleiro, clicar nos links e aproveitar a oferta!

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