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Aleluia!

Depois de um longo e tenebroso período de 52 dias sem vitórias pelo Brasileiro, o Vasco conquista três pontos e, mais importante, numa partida fora de casa (nosso único triunfo nos quatro que temos). Como sempre diz o falante goleiro Jordi, o 1 a 0 sobre a Ponte Preta é pra “glorificar ao Senhor”!

É óbvio que a torcida tem todo o direito de curtir um lampejo de felicidade depois de tanto tempo sem motivos para comemorar. Mas a vitória diante de um adversário em crise – não tão grave quanto a nossa, claro – não chega a ser motivo para acreditarmos que um milagre está começando a ser operado. E não falo isso por conta da nossa posição na tabela, mas sim porque, a bem da verdade, não apresentamos uma melhora que nos deixe seguros de que brigaremos até o fim para escapar do descenso. Vencemos ontem, como poderíamos ter vencido outros cinco ou seis jogos na competição: jogando mal. A diferença é que, dessa vez, acertamos o gol.

Pelo que vimos ontem, os mais esperançosos só podem se apegar a um natural acréscimo de motivação como arma para conseguir o dificílimo feito de ganhar outras 10 partidas daqui pra frente. Jorginho até tentou mudar um pouco a cara do time, dando chances a jogadores que estavam esquecidos (seja por contusão, como Diguinho, ou simplesmente ignorados como Bruno Gallo, Júlio César, Herrera e Rafael Vaz), mas nenhum deles chegou a acrescentar tanto assim. O time melhorou em alguns pontos, mas segue falhando em outros tantos.

A vitória não pode esconder o fato de que a partida foi muito ruim, de um modo geral. Erramos passes demais, a defesa deu umas vaciladas inaceitáveis, tivemos a mesma dificuldade para criar jogadas ofensivas (mesmo quando passamos a ter uma vantagem numérica), desperdiçamos quase todas as poucas chances de gol que tivemos. Contra a Ponte, um adversário muito menos competente depois da saída do Renato Cajá e, porque não dizer, da chegada do Doriva, conseguimos vencer. Mas e contra equipes mais fortes?

Nossa situação melhorou um bocadinho, mas a missão ainda é muito complicada. O Vasco precisa aproveitar a empolgação com a vitória de ontem e transformá-la numa arrancada. Mas para isso precisamos mostrar uma evolução maior daqui pra frente. As próximas duas rodadas são importantíssimas e, vale lembrar, muito mais difíceis que a de ontem (a saber, Atlético-PR em casa e Cruzeiro fora). Se nesses dois jogos conseguirmos resultados positivos, aí sim teremos motivos para acreditar no milagre.

As atuações…

Jordi – primeiramente, vamos glorificar ao senhor. “Segundamente” vale dizer que, apesar de ainda dar algumas vaciladas nas bolas alçadas à área, Jordi tem mostrado mais segurança no gol. Ontem fez pelo menos uma grande defesa.

Madson – como era de se esperar, não foi tão presente no apoio como estamos acostumados a ver. Defensivamente teve mais disposição que de costume, mas vacilou uma ou outra vez no combate.

Luan – não comprometeu, mas segue errando muitos passes quando inicia as jogadas na defesa.

Rodrigo ­­­– entre acertos e vacilos, foi bem. No segundo tempo, cortou uma bola que fatalmente terminaria em gol da Ponte. Mas é difícil não considerar seu ponto alto na noite a saída “quietinha” que fez.

Júlio César – não é o mais veloz dos laterais, não tem mais a força necessária pra ser 100% eficiente no combate, mas pelo menos faz algo parecido com o que podemos chamar de “cruzamento”. Já o outro…..

Diguinho – vinha bem, ainda mais se pensarmos que era o único volante realmente de combate no time. Se machucou no segundo tempo e foi substituído pelo desaparecido Rafael Vaz, que jogando fora de posição e depois de milênios sem atuar, foi surpreendentemente bem, mantendo o nível de pegada na marcação do titular e ainda arriscando algumas subidas. Perdeu um gol por azar no último lance do jogo, aparecendo de surpresa na área e carimbando a trave.

Bruno Gallo – meio afobado na marcação, tentou ajudar na armação das jogadas. Acertou algumas peripécias, mas deixou a impressão de que imagina jogar mais do que realmente pode.

Julio dos Santos – nada explica sua permanência entre os titulares. Cerca muito, marca pouco e erra muitos passes. Deu lugar ao Andrezinho, que se não chega a acrescentar muito no quesito velocidade, é mais efetivo na criação. Deu o passe – meio de canela – para Leandrão marcar o gol da vitória.

Nenê – errou tudo o que tentou e só não foi o pior do time porque a concorrência é muito grande. Cobrou uma falta com perigo no segundo tempo.

Herrera – terrível. Na única chance que teve, driblou o marcador dentro da área e preferiu forçar o contato e cair, o que poderia ter lhe rendido um segundo amarelo. O lance foi decisivo para que Jorginho o substituísse pelo Riascos, que ontem parecia ter algum tipo de deficiência motora ou mental, cometendo erros que causariam hilaridade, fosse ele do time adversário.

Leandrão – brigou com a defesa e com a bola o tempo todo, perdeu três chances claras, mas teve a luta recompensada ao marcar o gol da vitória. Em dois jogos já fez mais pelo Vasco no Brasileiro que o Gilberto, que deixou muitos órfãos na torcida.

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A luta é pela vaga

Cada vez mais difícil escrever sobre as partidas do Vasco. Esse é o motivo pelo qual os posts têm demorado a sair por aqui. Difícil não protelar uma tarefa repetitiva e irritante como tentar analisar os mesmos erros de sempre. Ou será que a culpa é minha? Será que alguém conseguiu ver algo no empate com a Ponte Preta que seja diferente do que vem acontecendo há séculos com o time?

Talvez a escalação do Joel possa ser considerada uma diferença, já que o notório retranqueiro optou por uma armação mais ofensiva e até moderninha, com dois volantes apenas (e um deles NÃO era o Fabrício) e três meias, com dois jogando mais pelas pontas e apenas um atacante centralizado. Com essa formação, Natalino pode colocar não apenas o Maxi Rodriguez como titular, mas também o Crispim e o Dakson. Dessa vez, gente pra armar jogadas não ia faltar.

Mas faltou. Vale lembrar que dos três meias em campo, apenas Maxi poderia cumprir a função do suspenso Douglas. Tanto Dakson como Crispim são meias-atacantes, sem as características necessárias para armar jogadas ou dar aquele passe que deixa os companheiros na cara do gol. A questão é que Maxi não jogou nada e Dakson errou quase tudo o que tentou. Crispim foi o que se saiu melhor, mas não o bastante para fazer com que o Vasco fizesse diferente do que tem feito por todo o campeonato: ter posse de bola, não saber o que fazer com ela, perder gols feitos quando conseguimos criar alguma coisa e sofrer com contra-ataques.

O começo do segundo tempo nos deu esperança apenas para nos tirar minutos depois. Fizemos um gol logo aos dois minutos, na única cochilada que a defesa da Macaca cometeu. Mas devolvemos o favor quatro minutos depois, vacilando na marcação e permitindo o empate. E o tempo passou, sem que o time mostrasse capacidade criativa para fazer outro gol, não fazendo qualquer diferença as alterações que Joel tivesse tentado. A Ponte, com méritos, foi o único dos líderes a não perder para o Vasco em São Januário. Isso porque sabia exatamente como parar o time: jogou fechadinha, esperando os contragolpes. Bastou não nos deixar jogar, como fez o Ceará e o Joinville.

O fato é que agora, faltando apenas seis jogos e com seis pontos de diferença para o líder, o que deve interessar ao Vasco é conseguir logo sua classificação para a Série A. O título, que deveria ser uma obrigação para o único dos grandes na competição, foi perdido não apenas no sábado, mas ao longo de todo o campeonato, com as apresentações ridículas que tivemos e com os absurdos 13 empates que deixamos acontecer. O que deixa claro algo que muitos já perceberam há tempos: vamos subir sim, mas muito por conta da incapacidade dos nossos concorrentes. Se Avaí e Ceará não estivessem brigando pra ver quem permanece na segundona ano que vem, estaríamos com muito mais problemas do que temos hoje.

As atuações….

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve responsabilidade no gol sofrido.

Diego Renan – no primeiro tempo não comprometeu defensivamente, mas não foi visto no apoio. No segundo, a jogada do gol de empate da Ponte saiu pelo seu lado. Depois disso, até foi visto mais vezes no ataque, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Rodrigo – não teve muito trabalho com o ataque da Ponte, mas teve sua atuação comprometida por dar um carrinho precipitado no lance do gol deles.

Douglas Silva – vinha jogado com seriedade e ganhando a maioria dos lances contra os atacantes adversários. Quando poderia ter marcado o segundo gol, numa bola alçada à área da Ponte, acabou se machucando e cedeu lugar ao Luan, que manteve o nível da atuação da zaga.

Lorran – Joel apostou no momento errado: depois de duas derrotas e precisando vencer o líder diante da torcida, estava claro que a partida teria pressão demais para alguém tão novo. O resultado? Procurando mostrar serviço, acabou cometendo muitas faltas e só não foi expulso por conta da quebrada de galho do juiz. Com isso, Natalino se viu obrigado a queimar uma substituição ainda no primeiro tempo, colocando Marlon no lugar do garoto. Esse, fez o que faz quase sempre: tenta apoiar, mas não consegue dar prosseguimento às jogadas.

Guiñazu – não dá pra falar mal do único jogador que parece estar atento e que mostra disposição para cumprir sua função por todos os 90 minutos. Mesmo que para isso tenha que fazer uma penca de faltas e passar boa parte do jogo dando carrinhos.

Aranda – uma daquelas atuações que não enchem os olhos da torcida, mas foi por conta do paraguaio que o Renato Cajá fez muito pouco pela Ponte. Marcou bem o meia adversário e cumpriu importante função tática.

Dakson – tentou muito, não acertou nada. Foi quem mais finalizou, mas nenhuma levou perigo; arriscou várias bolas enfiadas para os companheiros, mas errou todos os passes. Só valeu pela sua participação na jogada do gol vascaíno.

Maxi Rodríguez – uma participação que poderia ser uma explicação do porque Joel não lhe dá mais chances como titular. Não conseguiu ser o articulador que o time precisava e abusou das jogadas individuais, volta e meia tentando passar por dois, as vezes três marcadores. Finalizou uma vez com perigo.

Lucas Crispim – o melhor jogador de frente do time, não apenas por ter marcado o gol, mas também por sua movimentação. Em alguns momentos também pecou pelo individualismo, mas se saiu melhor que o Maxi nessas horas. Pediu para sair e deu lugar ao Montoya, que entrou quando o Vasco já estava no tudo ou nada e não conseguiu se sobressair no meio da bagunça que imperava no time.

Kléber – justificou sua presença em campo ao dar o passe para Crispim abrir o placar. Fora isso, correria e disposição, mas pouca efetividade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, ainda no primeiro tempo, cabeceando uma bola relativamente fácil para fora.

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