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Bom pra garotada

Mesmo não sendo um adversário molezinha como os que nos acostumamos a enfrentar no Estadual – como no domingo passado – o Remo não chegou a realmente ameaçar a classificação do Vasco para a segunda fase da Copa do Brasil. Mesmo com um time recheado de reservas e penando com a falta de entrosamento (e porque não dizer, de qualidade da parte de alguns jogadores que atuaram), não tivemos muito trabalho para vencer a partida na Colina Histórica por 2 a 1.

Apresentando o que parecia ser uma soma de ausência de conjunto com um certo relaxamento, o Vasco chegou a ceder alguns espaços e fazer uma partida equilibrada com o frágil oponente que tínhamos pela frente. Aí, quando o Remo parecia gostar um pouco demais do jogo, o time se esforçava um pouquinho mais e passava a dominar a partida, acuando a equipe remista em seu campo. Nos dois tempos foi assim: vinha o apito inicial, o Vasco começava em marcha lenta; o Remo botava as mangas de fora e começava a rondar nossa área; o Vasco acordava e passava a ter maior volume de jogo.

Depois de passarmos a etapa inicial sem abrir o placar e criando poucas chances reais de gol, veio um segundo tempo mais interessante, principalmente depois do Jorginho começar a mexer na equipe e colocar ainda mais garotos da base em campo. Com as três substituições feitas, nada menos que seis jogadores criados em São Januário atuaram na partida (a saber, Luan, Henrique, Evander, Andrey, Caio Monteiro e Thalles).

E a jogada do nosso primeiro gol contou com a participação de três deles: Henrique escapou pela linha de fundo e tocou para Evander; ele acionou Nenê que invadiu a área e deu um inteligente passe para trás, encontrando Caio Monteiro livre para chutar pro gol. Cinco minutos depois ampliamos, mais uma vez com Evander participando do lance ao cobrar o escanteio que terminou na cabeçada mortal do Rafael Vaz.

Com dois gols de vantagem e podendo empatar a partida, o time mais uma vez diminuiu o ritmo e o Remo aproveitou como pôde. Primeiro, obrigou Martín Silva a fazer uma defesa muito difícil; e aos 29 acabou marcando o seu golzinho, numa cobrança de escanteio. Mas isso foi tudo o que a equipe paraense conseguiu fazer antes do fim do jogo.

No fim das contas, mostrou-se correta a estratégia de poupar alguns titulares. O time sentiu a ausência de alguns deles – principalmente a do Andrezinho fazendo a saída de bola – mas no final das contas conseguiu o principal: garantiu a classificação para a próxima fase mesmo dando um descanso para jogadores importantes da equipe. Além disso pôde dar à garotada um gostinho do que é disputar um jogo decisivo entre os profissionais. Ao longo do ano eles certamente serão muito utilizados e ir pegando ritmo e experiência é fundamental.

As atuações…

Martín Silva – mesmo em um jogo menos complicado, precisou fazer duas ou três defesas complicadas. Não pode fazer nada no gol.

Yago Pikachu – alternou bons e maus momentos, mas mesmo não se escondendo do jogo e sendo participativo pode-se dizer que desperdiçou mais uma chance de mostrar que pode ser titular atuando na sua posição de origem.

Luan – não chegou a ter problemas contra o os homens de frente do Remo. No gol que sofremos, é aquilo: com a altura que a zaga tinha ontem, é vacilo levarmos um gol de escanteio cobrado na primeira trave.

Rafael Vaz – passou boa parte do jogo tentando mostrar que é craque. E entre uma e outra demonstração de excesso de autoconfiança, arriscou mais lançamentos do que deveria e entregou pelo menos uma bola de forma inaceitável para um titular de zaga vascaína. Compensou marcando um belo gol de cabeça.

Henrique – mesmo levando-se em consideração a fragilidade do adversário, fez outra boa partida: participou com alguma eficiência do apoio (tanto que iniciou a jogada do nosso primeiro gol) e defensivamente se saiu melhor que o Pokémon.

Marcelo Mattos – ontem encorporou o Guiñazu e deu carrinhos até na própria sombra. Mais uma vez fez alguns recuos perigosos e não conseguiu ajudar muito na saída de bola. Chegou a receber um bele passe para finalizar na frente do gol, mas se embananou sozinho com a bola.

Diguinho – se saiu ainda pior que o Mattos, errando um monte de passes nas saídas de bola e falhando inclusive na marcação.

Evander – em sua estreia como titular, começou a partida meio perdido em campo. Foi crescendo no decorrer da partida, distribuindo bem a bola e criando algumas boas jogadas. Acabou participando dos dois gols vascaínos, no primeiro, dando o passe para Nenê e no segundo cobrando o escanteio preciso para a cabeçada do Vaz. Deu lugar ao Andrey nos minutos finais da partida, e tirando a disposição natural de um garoto que teve sua primeira chance em uma partida oficial com os profissionais, não pode mostrar muita coisa.

Nenê – o camisa 10 já nos habituou a ver atuações minimalistas: ele não faz quase nada de útil em grande parte do jogo, mas sempre acaba sendo decisivo em poucos lances. Foi assim mais uma vez ontem. No primeiro tempo deixou o Marcelo Mattos na cara do gol e acertou bom lançamento para uma cabeçada do Riasco (ambas os lances acabaram desperdiçados); no segundo, fez a assistência no lance em que abrimos o placar. Fora isso, praticamente não apareceu.

Eder Luis – se é a falta de ritmo, não se sabe. Mas o fato é que o Chico Bento não tem acertado quase nada nas oportunidades que tem tido no time. Ainda assim foi quem levou mais perigo ao gol remista na etapa inicial, acertando um belo chute de fora da área e perdendo um gol feito após receber boa bola do Pikachu. Foi o primeiro a ser sacado pelo Jorginho, dando lugar ao Caio Monteiro, que precisou de 5 minutos em campo para abrir o placar. Depois do gol marcado, não chegou a ter algum momento de destaque.

Riascos – pareceu empolgado com o baile que deu sobre a zaga mulamba no último domingo e exagerou nas tentativas de drible; ou talvez tenha sido apenas o Riascos de sempre, só que sem gols. Antes de ser substituído só teve uma boa chance, em uma cabeçada após lançamento do Nenê. Thalles o substituiu e acabou passando boa parte do tempo mancando em campo após ter tido uma torção que, esperamos, não seja muito grave.

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As prioridades de cada um

prioridadeOlhando apenas para as duas competições, não dá nem pra discutir (principalmente em um ano no qual o Vasco está fora da elite): a Copa do Brasil é muito mais importante que um Estadual. Além de garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem, vencer a Copa é a única chance que teremos de comemorar um título nacional esse ano.

Mas especificamente nesse jogo de logo mais contra o Remo, há vários outros fatores que devem ser levados em consideração. E fazendo isso, não podemos negar que a prioridade deve ser outra. Alguns torcedores certamente não concordarão, mas Jorginho – que de bobo não tem nada, tanto que já há clubes de olho gordo pra cima do nosso técnico – sabe disso e escalará um time misto contra a equipe paraense.

Se não tivéssemos uma final para disputar já no próximo domingo, tudo bem. Mas estando às portas de um bicampeonato que não conquistamos há mais de 20 anos, depois de uma partida intensa como foi a vitória sobre a mulambada e de duas idas e voltas de Manaus em 15 dias, o mais prudente é mesmo dar um descanso para alguns dos vovôs-garotos do time.

Até porque, sem querer diminuir as dificuldades da partida de hoje, jogar pelo empate, dentro de casa e contra o Remo não é o que podemos chamar de missão das mais complicadas. Ainda que a equipe remista tenha nos dado algum trabalho no jogo de ida, ela não atravessa uma grande fase, tendo sido eliminada de todas as competições que disputou nesse primeiro semestre. Diante do que – em teoria, sempre é bom lembrar – o Remo pode nos oferecer de riscos, Jorginho foi até comedido nas alterações que fará no time. Um ou outro titular que devem jogar hoje também poderiam ser poupados sem maiores problemas.

E será interessante ver alguns dos reservas que entrarão em campo. Nas laterais, Yago Pikachu terá mais uma oportunidade na sua posição de origem, justo contra o maior rival do time que o projetou e Henrique poderá confirmar a evolução que mostrou nas últimas vezes que jogou; O garoto Evander, a promessa da base que gera maior expectativa no momento, deve ter sua primeira chance como titular; E Eder Luis poderá provar que, se conseguir executar as mesmas funções do Jorge Henrique, pode ser uma opção mais veloz para a posição.

É uma formação que não muda a forma de jogar, mantendo a estrutura do time titular. Certamente sofrerá com a falta de entrosamento, mas, por outro lado, será uma equipe mais jovem. Jogando com aplicação e sem a preguiça que vimos eventualmente no Estadual, tem tudo para conseguir a classificação. Tudo é uma questão de postura: se o Vasco pode priorizar as finais do Estadual, para os reservas que entrarão em campo, a prioridade deve ser fazer uma boa partida e mostrar ao treinador que eles estão prontos para disputar uma vaga no time titular.

Vasco X Remo

Vasco X Remo

Martín Silva; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Diguinho, Evander e Nenê; Eder Luis e Riascos.

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Max e Fabiano; Lucas Garcia, Chicão, Alisson e Marco Goiano; Eduardo Ramos e Ciro.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Veiga

Estádio: São Januário. Data: 27/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza. Auxiliares: Leandro Matos Feitosa e Fabricio Porfirio de Moura.

A rede Globo (RJ, ES, Juiz de Fora-MG, SE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR e DF) transmite a partida ao vivo. A ESPN Brasil e o Sportv 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Cruzeiro não apenas estaria interessado em contratar o Jorginho, como já teria feito uma proposta e pedido uma resposta antes mesmo das finais contra o Canil. O próprio Jorginho já teria reafirmado sua intenção de permanecer no Vasco e, na minha humilde opinião, não acredito mesmo que o técnico fosse trocar de clube nesse momento.

Mas a verdade é uma só: tenha sido mesmo feita a proposta cruzeirense ou seja apenas especulação da imprensa, esse tipo de coisa virar notícia só mostra o enfraquecimento do clube como instituição. Será que o Cruzeiro faria hoje uma proposta pelo Tite? Ou pelo Cuca? Ou pelo Dorival? E a imprensa repercutiria uma informação dessas se a proposta não tivesse uma confirmação oficial do clube mineiro por esses treinadores? Se o Vasco vivesse o bom momento que vive hoje, mas não estivesse cheio de dívidas e prestes a inciar sua terceira disputa de Série B em oito anos, o Cruzeiro teria a pretensão de nos tirar o técnico dessa maneira? Dificilmente.

Se hoje clubes que têm –  sendo gentil – uma tradição equivalente à nossa enxergam o Vasco como um clube cujos contratados balançam diante de qualquer proposta, só podemos “agradecer” aos dirigentes que comandaram o Gigante nos últimos 16 anos.

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Eis então que ficamos sabendo também da seguinte notícia:

Deve ter sido um pedido pessoal do César Martins…

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Mais do mesmo

Henrique recebe pela esquerda e avança. Toca para Nenê que, numa tabelinha um-dois, devolve para o jovem lateral, que avança e centra para a área. Thalles invade a área e aproveita o bom cruzamento do Henrique, acertando uma cabeçada mortal para a rede. Gol do Vasco.

Reproduzo a jogada do gol que garantiu a vitória vascaína por 1 a 0 sobre o Remo por um motivo bem simples: não há praticamente mais nada para se falar sobre a partida.

A mudança de competição não parece ter surtido qualquer efeito sobre a equipe vascaína, que mais uma vez teve uma atuação muito fraca. Se não chegou a repetir o papelão feito diante do Madureira, mais uma vez não conseguiu se impor diante de um adversário dos mais limitados. Sem saída de bola, lento na transição entre os setores e com falhas de cobertura, o Vasco criou muito pouco e ainda passou alguns riscos contra o – apenas – esforçado Remo.

No primeiro tempo, tirando uma chegada de Riascos após passe um pouco longo demais de Jorge Henrique, não chegamos a criar chances reais de gol. Na etapa final, perdemos logo aos 4 minutos nossa chance mais clara, com a dupla Riascos/Jorge Henrique invertendo os papéis: Riascos roubou uma bola na frente da área e chutou fraco; a bola sobrou para JH na cara do goleiro Fernando Henrique e ele conseguiu perder o gol.

Mas depois disso, o jogo virou um tédio completo. O Vasco dominava amplamente a posse de bola, mas não conseguia ser objetivo. O Remo, mais inteiro em campo principalmente na metade final do segundo tempo, acabou levando maior perigo com os contra-ataques, inclusive obrigando Martín Silva a fazer grandes defesas. Jorginho mexeu no time, mas as alterações não chegaram a fazer com que o time passasse a realmente ameaçar os donos da casa. E justo quando o time já estava em primeira marcha, aparentemente já satisfeito com o empate sem gols, conseguimos fazer a jogada descrita no início do post e garantir a vantagem para o jogo da volta.

Como já foi dito, o fato da Copa do Brasil ser a única chance da torcida vascaína comemorar um título nacional em 2016 não parece ter sido motivação bastante para que o Vasco abandonasse a postura preguiçosa que já mostra há alguns jogos. Tivemos um “mais do mesmo” das últimas rodadas do Estadual, e isso definitivamente não nos tranquiliza nesse momento, em que estamos às portas de uma sequência de decisões no Carioca. Tomara que o time se reencontre nos clássicos que teremos daqui pra frente. Até porque, se isso não acontecer, a luta pelo bicampeonato estadual será muito mais complicada.

As atuações…

Martín Silva – mesmo contra um adversário fraco como o Remo, precisou fazer dos seus milagres. Acabou garantindo a vitória com pelo menos duas grandes defesas.

Madson – sua lateral foi sempre a melhor opção para as ofensivas do adversário. No apoio, aquela incapacidade de acertar um cruzamento que todos já conhecemos.

Luan – mesmo com os espaços deixados pelo meio campo, não comprometeu.

Rafael Vaz – com uma atuação um pouco abaixo do companheiro de zaga, parecia nervoso em alguns lances. Assim como contra o Madura, protagonizou com Luan uma sequência de gols perdidos por finalizações horrendas.

Henrique – vinha tendo uma atuação discreta, até iniciar a bela jogada do gol, fazendo um cruzamento na medida para Thalles marcar. Saiu no finalzinho com câimbras, dando lugar ao Evander, que só teve tempo para levar um amarelo por cera.

Marcelo Mattos – foi o mais regular do meio de campo, mais uma vez tendo que superar a falta de ajuda na marcação pelo meio. Foi bem no combate direto e nas antecipações.

Yago Pikachu – estar no estado em que apareceu para o futebol não impediu que sumisse em campo. Não conseguiu ajudar na criação e não conseguiu fazer uma cobertura eficiente para o Madson. Deu lugar ao Eder Luis, que tirando uma cabeçada por cima do gol após cruzamento do Nenê, não fez nada digno de nota.

Andrezinho – tentou organizar as jogadas e até distribuiu bem a bola, mas errou passes demais. Sentiu o cansaço na metade final do segundo tempo.

Nenê – vinha se destacando por prender a bola demais e reclamar com a arbitragem. Mas como não poderia deixar de ser, participou do lance do gol, fazendo uma inteligente tabela com Henrique.

Jorge Henrique – correu muito e ajudou bastante na marcação. Mas isso não é desculpa para um atacante que não acerta nada na frente ser titular. Perdeu um gol feito no segundo tempo.

Riascos – uma boa chance no começo da partida e não muito mais que isso. Thalles entrou em seu lugar e garantiu a vitória fazendo um gol com marca de centro-avante.

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Chuta que é macumba

MacumbaComeça hoje mais uma Copa do Brasil para o Vasco, a nona participação do clube na competição sob a presidência do sr. Eurico Miranda. E como em 2016 essa é a nossa única possibilidade de um título decente em âmbito nacional, é vital que a equipe não siga a tradição de protagonizar fiascos na Copa quando o Dotô é o mandatário vascaíno.

Relembrando para os mais distraídos: nas outras oito vezes em que o Vasco esteve na Copa do Brasil com o Eurico presidente, fomos eliminados três vezes nas quartas de final (2002, 2003 e 2015), uma vez nas oitavas (2005) e em 2004 e 2007 não passamos sequer da segunda fase, quando fomos eliminados – as duas vezes em casa – pelo XV de Campo Bom e pelo Baraúnas, respectivamente.

PS: antes que os defensores do Dotô falem que eu esqueci que chegamos a uma semifinal e a uma final com o Eurico no comando, vale lembrar que mesmo nessas situações pagamos mico: em 2006 acabamos perdendo a final justo para a mulambada; e em 2008 fomos eliminados pelo primeiro time de primeira divisão com o qual cruzamos, o Sport. E rodamos em pleno São Januário, com erro grave de arbitragem, o que mostra a quantas andava o tal “respeito” já há oito anos.

Então, além de nos preocuparmos com o Remo – que mesmo sendo um clube tradicional no futebol brasileiro, anda mal das pernas – precisamos nos preocupar com a uruca que o atual presidente carrega quando se trata da Copa do Brasil. Tomara que a fé do nosso treinador seja suficiente para anular as energias negativas do homem do charuto.

E falando no nosso treinador, Jorginho aparentemente deve colocar todos os titulares que tiver a disposição para jogar. Julio Cesar, vindo de contusão, e Rodrigo, que se machucou na última partida, serão substituídos por Henrique e Rafael Vaz. Riascos deve voltar ao ataque, mas como o técnico não confirmou a quem vai pro jogo, Thalles ainda corre por fora. Jorge Henrique deve voltar ao time. Ou seja, nem podemos dizer que o Vasco irá com um time misto.

Seja isso uma boa notícia ou não, jogando o que pode – e não o que tem jogado nas últimas partidas – é uma equipe que tem totais condições de vencer o Remo, que sequer conseguiu chegar à fase decisiva do campeonato paraense. Por conta disso, a motivação maior dos donos da casa é a grana: se conseguir manter o jogo da volta, o Remo fica com 100% da renda da partida. Então devemos estar preparado para encarar um adversário que fará de tudo para não perder por dois gols de diferença.

Mas não podemos esquecer que, em se tratando de grana, o Vasco também não pode vacilar. Além de conseguir um descanso eliminando a partida em São Januário, a classificação automática nos garantirá 60% da renda do Mangueirão (algo que até seria justo, já que o grande apelo do jogo é por conta do nosso time e da nossa torcida no Pará). Então vencer e vencer bem deve ser o objetivo do time. Para isso, Jorginho e seus comandados precisarão superar o adversário, os erros que temos cometido ultimamente e também a urucubaca que nosso presidente carrega na Copa do Brasil.

Remo X Vasco

Remo X Vasco

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Ítalo e Igor João; Yuri, Chicão, Welthon e Eduardo Ramos; Ciro e Luiz Carlos Imperador.

Martín Silva; Madson, Luan, Rafael Vaz e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Marcelo Veiga.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mangueirão. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Rodolpho Toski Marques. Auxiliares: Marcos Santos Vieira e Uesclei Regison Pereira dos Santos.

A rede Globo (RJ, PA e parte da rede) transmite ao vivo. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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Depois de muitos anos acompanhando o futebol, fica difícil esperar alguma coisa da justiça desportiva. Mas dessa vez, confesso, o TJD-RJ me surpreendeu.

Ontem tinha feito no Twitter um prognóstico do que aconteceria no julgamento do Rodrigo e do Guerrero:

Por mais que não tenha nenhuma confiança nos critérios utilizados nos julgamentos do Tribunal Desportivo, não acreditei que eles teriam coragem de punir apenas o jogador do Vasco, mesmo que o outro julgado fosse do “mais querido“.

Só que eu estava enganado. No julgamento, Rodrigo pegou um jogo de suspensão e Guerrero, uma advertência.

Ou seja, para o TJD-RJ, uma provocação é pior que uma agressão. A meu ver, isso abre um precedente perigoso. Isso, claro, se ele fosse ser usado em qualquer outra situação daqui pra frente, o que eu duvido. Quem sabe num próximo jogo em que o atacante mulambo acerte uma cotovelada em outro adversário.

Vão dizer que o Rodrigo é famoso por sua conduta, digamos, “provocativa“. Isso é verdade, mas problemas disciplinares não são exclusividade do zagueiro vascaíno. Uma breve procurada no Google mostra rapidamente a quantidade de vezes que o Guerrero já foi réu nos TJDs da vida, desde os tempos de gambá. Se a punição ao primeiro é por conta da reincidência, não punir o segundo é completamente sem sentido.

Ou SERIA sem sentido…se a regra do “aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei” não fosse tão comum no mundo do esporte. E como podemos ver abaixo, não é por falta de amigos que jogadores do Flamengo pegarão um belo gancho quando julgados…

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Foto: Rafael Chimelli/GloboEsporte.com

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A Caixa Econômica Federal anunciou em seu site a renovação do contrato de patrocínio com o Vasco. O valor no papel é mesmo de R$ 7,5 milhões, mas há uma cláusula de desempenho: caso o time consiga o retorno à elite do futebol nacional, o Banco pagará um bônus de R$ 1,5 milhões para o clube.

O acerto acabou sendo favorável para os dois lados. O Vasco não ficará com apenas metade do que recebeu ano passado (e ainda pode negociar áreas que deixarão de exibir a marca da CEF) e a Caixa “não deu o braço a torcer”, já que oficialmente pagará o valor que queria e o bônus….bem, é um bônus, não faz parte do patrocínio.

Tudo certo então. Basta o Vasco fazer a sua obrigação e conseguir o acesso.

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A pauta do dia

Tirando o golaço do Nenê feito do meio de campo, muito pouco tem acontecido na pré-temporada em Pinheiral que valha a pena se comentar. Treinos, elogios à forma física de jogadores e apresentações de atletas que já estão no elenco há dias não chegam a interessar muito. Ou seja, depois de mais uma eliminação precoce na Copinha, os assuntos rarearam.

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Teve o sorteio da Copa do Brasil, que definiu o Remo como nosso primeiro adversário na competição. As datas das partidas ainda não foram definidas, mas já se sabe que adversários teremos pela frente caso passemos pela equipe paraense: CRB-AL ou Ivinhema-MS.

Como sempre, as primeiras fases da Copa do Brasil não chegam a ser extremamente desafiadoras. Não dá pra crer que, mesmo com as carências que temos no atual elenco, tenhamos problemas para avançar para a terceira fase da competição. Né?

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As renovações do Nenê (mais três anos) e do Luan (mais quatro) foram as melhores notícias por esses tempos. Para essa temporada, os dois são muito importantes e titulares indiscutíveis nesse elenco. A permanência deles garante a manutenção da base que quase nos livrou do rebaixamento em 2015 e, mantendo o nível das atuações da reta final do Brasileiro passado, ajudarão o time nas disputas do Estadual e da Série B.

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Ficamos sabendo hoje que o meia Jéferson, aquele da primeira disputa da Série B em 2009 e que voltou ao Vasco ano passado, deixou o clube e acertou com o Madureira para a disputa do Carioca. Assim com o zagueiro João Carlos, outro repatriado ano passado, Jéferson veio, recebeu alguns salários, valorizou-se e foi embora sem sequer estrear.

Gostaria de saber o que os defensores desse tipo de contratação – aliás, de QUALQUER contratação feita por esse diretoria – tem a dizer sobre isso. Poderia apostar que nada além de um silêncio constrangido seria a resposta.

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E na série “recordar é viver (até porque ultimamente não temos muito o que fazer)“, vale lembrar que hoje é o aniversário de 15 anos do nosso tetracampeonato, o último momento de um Vasco realmente gigante e que comprovava isso com títulos e conquistas.

Saudades enormes desse tempo….

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Acabou o primeiro turno do Prêmio Top Blog e o Blog da Fuzarca entrou no Top 100. O segundo turno começa hoje e agora que nosso espaço para falar do Vasco precisa mais da sua ajuda: votem quantas vezes puderem – e tiverem paciência – e ajudem o Blog a levar esse prêmio! Para votar, é só clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página. Preferencialmente todos os dias!

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“Reforço”

Leandro Costa Miranda Moraes (mais conhecido como Leandrão) tem 32 anos.

Formado na base do Internacional, não chegou a ter muitas chances no Colorado a foi para o Botafogo para a disputa da Série B. A primeira Série B do alvinegro, em 2003. Era banco, mas conquistou a titularidade e foi artilheiro do time com 12 gols em 35 jogos disputados pela equipe.

O destaque na segundona lhe garantiu um contrato no exterior: foi para o Vissel Kobe, onde jogou 11 vezes, marcou dois gols e ajudou a equipe japonesa a conquistar a 11ª colocação na J League.

Voltou ao Inter após a temporada no futebol japonês apenas voltar em seguida para a Ásia, dessa vez para passar três temporadas na Coreia. Passou por três clubes, atuou em 43 partidas e fez 11 gols.

No fim de 2008 mais uma vez retornou ao Inter e mais uma vez foi negociado em seguida, sendo emprestado ao Vitória, equipe pela qual disputou sua última Série A, há seis anos. Pelo clube baiano, jogou nove partidas e fez dois gols.

2010 foi um ano agitado para o atacante: como o Inter não tinha interesse em permanecer com o jogador, o emprestou o Porto Alegre (pequeno clube do RS) e em seguida ao Sport, que disputava a Série B. Porém, no meio da competição, acertou com o ABC, onde fez sucesso: ajudou o clube potiguar a conquistar a Série C e o Estadual.

Depois do ABC, Leandrão vagou por vários clubes, passando por Ponte Preta, São Caetano (2012), Hapoel (futebol israelense, em 2013), Remo (2014), Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas (2015).

Com esse portentoso currículo e com o status de artilheiro da Série C, Leandrão chega ao Vasco, seu terceiro clube no ano, onde – vale lembrar – disputará uma Série A após seis anos. O atacante também interessava ao ABC, mas a diretoria vascaína venceu a queda de braço pelo jogador.

Décimo-quarto jogador do elenco com mais de 30 anos, espera-se que Leandrão seja a solução para o ataque vascaíno. A confiança no desempenho do jogador é tanta que ele deve assinar por dois anos com o clube.

É, amigos…acho que agora vai!

Update: a diretoria segue no seu incansável trabalho para “reforçar” o elenco vascaíno. Depois do goleador da série C, chega mais um jogador, esse um velho conhecido da torcida: o meia Jéferson, aquele que prometia ser um dos destaques do time na Série B mas acabou atuando mais no departamento médico que nos gramados.

Além de reforçar sua predileção por jogadores acima dos 30 anos (Jeferson tem 31), a diretoria parece querer deixar claro que as apostas em jogadores fora de evidência é tudo o que teremos na luta conta o rebaixamento e na briga pela Copa do Brasil.

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Lembrando que o Blog da Fuzarca está participando do Top Blog 2015 e precisa do voto de vocês para levar esse caneco. Cada leitor pode votar mais de uma vez, então não se acanhem em clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página todos os dias (mais de uma vez, se for possível)….

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