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Empatando no cansaço

A impressão que tive ao ver o primeiro tempo do jogo do Vasco contra o Luverdense era de que o problema do time era tático e não técnico. Individualmente, a molecada que estava em campo não estava fazendo tão feio na comparação com os titulares, mas o time penava pela falta de entrosamento, principalmente na parte defensiva. Isso era algo natural, já que aquele time nunca havia atuado junto e muitos dos jogadores, que nem são a primeira (em vários casos, nem a segunda) opção no banco, estavam visivelmente sem ritmo de jogo. Ainda assim, mesmo com uma defesa muito exposta e sofrendo a pressão dos donos da casa, resistimos e fomos para o intervalo mantendo o placar inalterado.

Veio o segundo tempo e a conversa que Jorginho teve com o time no intervalo surtiu algum resultado. O time passou a ser mais preciso na marcação e mesmo tendo que trocar dois jogadores ainda no primeiro tempo por contusão (o que obviamente prejudicaria ainda mais o pouco entrosamento do time), conseguimos ser mais efetivos, tanto defensivamente como ofensivamente. O Luverdense ainda passava mais tempo com a bola, mas nossos contra-ataques começaram a funcionar. E num lance desses, abrimos o placar: uma bola vinda direto do Martin Silva é escorada pelo Thalles e vai para o Evander, que com um sutil toque de cabeça encontra o Pikachu avançando pela direita para, sem marcação, tocar na saída do goleiro.

O gol saiu aos 14 minutos da etapa final e controlamos bem a partida até o seu finalzinho. O Luverdense rondava nossa área, mas não permitíamos que criassem chances claras de gol; e conseguíamos sair com velocidade quando recuperávamos a bola, levando perigo nos contragolpes e até desperdiçando a chance de matar o jogo em alguns lances.

Tudo se encaminhava para uma boa vitória até que aos 45 do segundo tempo, o Luverdense empata em uma jogada que tentou a partida inteira, sem sucesso: cruzamento na área, Aislan (sempre ele!) fica olhando o lance enquanto deixa o atacante adversário livre para cabecear.

Com um time formado por garotos, que nunca jogou junto e que teve que mudar sua formação ainda no primeiro tempo, um empate fora de casa não seria um resultado horrível. Se levarmos em consideração que perdemos com titulares e jogando em São Januário e atuações bem piores, conseguir um ponto e manter a liderança isolada da competição ontem não chega a ser uma vergonha. Mas é impossível não se frustrar pela forma como deixamos escapar dois pontos. O cansaço generalizado e as contusões da equipe não se justificam apenas por conta da longa viagem para Lucas do Rio Verde. Isso fica claro se lembrarmos que os donos da casa fazem essa viagem pelo menos duas vezes no mês e correram o jogo todo, sem maiores problemas.

Os garotos fizeram uma partida aceitável e provavelmente teriam conseguido uma boa vitória se não fossem os problemas físicos. O CAPRRES tem sido o maior orgulho da atual gestão, mas não é a primeira vez que perdemos jogadores antes da metade das partidas por problemas que o centro deveria prevenir e evitar. A entrada do Aislan, mais uma vez decisiva para o adversário, talvez não acontecesse se o CAPRRES conseguisse, nos 10 dias entre a apresentação e a estreia do Rafael Marques, preparar o zagueiro para aguentar 90 minutos  em campo.

As atuações…

Martin Silva – não chegou a precisar fazer nenhum milagre, mas fez pelo menos duas grandes defesas. No gol não teve o que fazer.

Yago Pikachu – no primeiro tempo, sua lateral foi um convite ao ataque para o adversário. No segundo tempo melhorou e foi uma importante arma para nossos contra-ataques. Marcou seu primeiro gol pelo Vasco, o que não deve garantir sua titularidade.

Jomar – foi o melhor jogador em campo, sendo preciso nas roubadas de bola e antecipações.

Rafael Marques – ajudou nas várias bolas alçadas à nossa área, mas com a bola nos pés errou um monte de passes, algumas vezes inciciando jogadas perigosas para o Luverdense. Cansou e deu lugar para o Aislan, que além de isolar uma bola numa cobrança de falta, manteve sua impressionante marca de falhar em todos os gols que o Vasco sofre com ele em campo.

Alan Cardoso – mostrou personalidade no apoio, mas defensivamente mostrou inexperiência, sendo driblado algumas vezes com muita facilidade.

William Oliveira – nos poucos minutos que ficou em campo deixou muitos espaços no meio de campo para o adversário avançar. Antes de sair por contusão iniciou uma boa jogada com Alan Cardoso. Mateus Pet entrou em seu lugar e demorou um pouco para se acertar em campo, errando muitos passes nas saídas de bola. No segundo tempo melhorou e iniciou algumas boas jogadas de ataque.

Diguinho – passou boa parte do tempo miguelando em campo, olhando o toque de bola adversário numa distância em que não contribuía nada para a marcação.

Julio dos Santos – discreto como sempre, poderia ter sido mais efetivo no combate. Fez alguns bons lançamentos e inversões de jogadas.

Evander – substituindo o Nenê, muitos poderiam esperar um futebol vistoso, com muitos lances de efeito e dribles. Não foi assim na prática: ajudou na marcação mais que o camisa 10 e acabou sendo tão efetivo quanto o Nenê, já que participou do lance do gol dando o passe para Pikachu marcar. Também fez outra boa assistência para o Thalles, que demorou a finalizar e desperdiçou o lance.

Caio Monteiro – não teve tempo para fazer muita coisa, já que saiu ainda na primeira metade da etapa inicial. Andrey entrou em seu lugar e atuou mais recuado, tentando melhorar a saída de bola do time. Foi apenas razoável.

Thalles – uma boa chance no primeiro tempo, chutando por cima. Dois gols feitos desperdiçados no segundo. De positivo, a disposição que mostrou e ter iniciado a jogada do nosso gol.

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Alívio na zaga

Rafael Marques foi contratado, apresentado e já está registrado no BID. Ou seja, já tem condições de jogo, dependendo apenas da vontade do Jorginho escalá-lo. Eis uma boa notícia, numa fase em que elas andavam rareando. Com Luan às portas de se apresentar à seleção olímpica (desfalcará o Vasco por três rodadas, depois do jogo contra a Luverdense), é um alívio ver no elenco uma alternativa ao Aislan. Como o Rafael estava integrado ao Coritiba, não deve levar muito tempo para recuperar o ritmo e os 16 dias que terá até Luan se ausentar devem ser mais que suficientes.

Não que o zagueiro de quase 33 anos seja um primor. Retornando ao Brasil depois de dois anos na Itália, Rafael integrou a equipe do Hellas Verona, lanterna e rebaixada na última temporada. Chegando ao Coxa como titular, foi perdendo espaço numa equipe que não chega a ser um exemplo de competitividade. Resumindo, não devemos esperar um futebol do mesmo nível do seu quase homônimo ex-Barça e seleção mexicana. Ainda assim, se lembrarmos com quem disputará uma vaga, dificilmente ficará de fora do time nas três rodadas em que teremos a zaga desfalcada.

Assim, Jorginho conta com mais um ex-botafoguense veterano no elenco. Num futuro próximo, poderemos ver o Vasco entrar em campo com seis jogadores que já passaram pelo canil.

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Uma coisa deve ser dita:  na questão de regularização de jogadores, a atual diretoria costuma mostrar eficiência. Ver um reforço já com condições legais de jogo no dia em que foi apresentado é algo que nem em sonhos a gestão anterior conseguiria.

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Só com bola de cristal

previewFazer prognósticos sobre os jogos do Vasco virou exercício de futurologia. Não adianta levarmos em consideração a superioridade do elenco cruzmaltino, a possível fragilidade dos adversários, o local do jogo, a campanha dos times, a presença do Nenê, as opções do Jorginho…nada disso nos dá a menor dica do que acontecerá com a bola rolando. Podemos ganhar jogando muito mal, perder dominando a partida, golear como visitante, sermos esculachados em São Januário e por aí vai.

Por isso, me faltando as habilidades de uma Mãe Dinah para falar sobre o confronto contra o Avaí na Ressacada, só me resta fazer aquilo que nossos atacantes têm feito muito pouco: chutar. Hoje, mesmo jogando fora de casa, mesmo com Eder Luis e Leandrão no ataque e mesmo com a possibilidade do Aislan entrar em campo, acredito numa vitória do Vasco.

Na situação não muito confortável em que se encontra na classificação, o Avaí não poderá se dar ao luxo de jogar “apenas por uma bola” e deve ao menos tentar ditar o ritmo da partida. O retrospecto do time em casa – quatro vitórias em seis jogos – também indicam que, pelo menos no seu estádio, o Leão da Ressacada mostra mais atitude. E ai, com mais espaço para jogar, as coisas podem ficar mais fáceis para nosso lado.

Mas independente do que virá do outro lado, o Vasco precisa muito da vitória. Não apenas porque uma derrota pode fazer com que o Atlético-GO chegue de vez (se perdermos e eles vencerem, empatarão em pontos conosco), mas porque não há justificativa para tal queda no desempenho do time. O elenco tem uma média de idade alta, a sequência de jogos é absurda, os adversários todos nos enxergam como o time a ser batido… tudo isso é verdade e tudo isso prejudica o trabalho do grupo. Mas para um time que manteve 90% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas, uma queda para 50% nas últimas seis é difícil de ser explicada apenas por esses motivos. Falta de motivação? Erros da comissão técnica? Falta de opções no elenco? Só os jogadores, o treinador e a diretoria podem fazer o Vasco voltar a ter o desempenho que tinha antes. Contar com a fraqueza dos adversários para nos darmos bem na competição é muito pouco.

Temos mais entrosamento, estamos em melhor fase e temos um elenco superior ao Avaí. Mas enquanto não resolvermos nossos próprios problemas, só com uma bola de cristal para saber se venceremos ou não.

Avaí X Vasco

Avaí X Vasco

Renan; Renato, Fábio Sanches (Celio), Gabriel e Capa; Luan, Alemão, Jajá e Diego Jardel; Rômulo e William.

Martín Silva; Madson, Luan (Aislan), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Eder Luis e Leandrão.

Técnico: Silas.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 02/07/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha. Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Adailton Fernando Menezes.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Florianópolis – SC). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Rafael Marques, zagueiro de 32 anos, rescindiu seu contrato com o Coritiba e, pelas notícias, deve aportar na Colina. Com a saída do Vaz e a participação do Luan na Seleção Olímpica, a contratação é mais que bem-vinda, mesmo que seja mais um trintão num elenco formado basicamente por veteranos. Afinal de contas, ou chega um reforço, ou teremos que ver o Aislan em campo.

Fica a dúvida sobre as razões para o jogador pedir a dispensa no Coxa. “Perder espaço” é a justificativa padrão, mas o que levou o jogador a amargar o banco é que seria interessante saber.

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