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Aleluia!

Depois de um longo e tenebroso período de 52 dias sem vitórias pelo Brasileiro, o Vasco conquista três pontos e, mais importante, numa partida fora de casa (nosso único triunfo nos quatro que temos). Como sempre diz o falante goleiro Jordi, o 1 a 0 sobre a Ponte Preta é pra “glorificar ao Senhor”!

É óbvio que a torcida tem todo o direito de curtir um lampejo de felicidade depois de tanto tempo sem motivos para comemorar. Mas a vitória diante de um adversário em crise – não tão grave quanto a nossa, claro – não chega a ser motivo para acreditarmos que um milagre está começando a ser operado. E não falo isso por conta da nossa posição na tabela, mas sim porque, a bem da verdade, não apresentamos uma melhora que nos deixe seguros de que brigaremos até o fim para escapar do descenso. Vencemos ontem, como poderíamos ter vencido outros cinco ou seis jogos na competição: jogando mal. A diferença é que, dessa vez, acertamos o gol.

Pelo que vimos ontem, os mais esperançosos só podem se apegar a um natural acréscimo de motivação como arma para conseguir o dificílimo feito de ganhar outras 10 partidas daqui pra frente. Jorginho até tentou mudar um pouco a cara do time, dando chances a jogadores que estavam esquecidos (seja por contusão, como Diguinho, ou simplesmente ignorados como Bruno Gallo, Júlio César, Herrera e Rafael Vaz), mas nenhum deles chegou a acrescentar tanto assim. O time melhorou em alguns pontos, mas segue falhando em outros tantos.

A vitória não pode esconder o fato de que a partida foi muito ruim, de um modo geral. Erramos passes demais, a defesa deu umas vaciladas inaceitáveis, tivemos a mesma dificuldade para criar jogadas ofensivas (mesmo quando passamos a ter uma vantagem numérica), desperdiçamos quase todas as poucas chances de gol que tivemos. Contra a Ponte, um adversário muito menos competente depois da saída do Renato Cajá e, porque não dizer, da chegada do Doriva, conseguimos vencer. Mas e contra equipes mais fortes?

Nossa situação melhorou um bocadinho, mas a missão ainda é muito complicada. O Vasco precisa aproveitar a empolgação com a vitória de ontem e transformá-la numa arrancada. Mas para isso precisamos mostrar uma evolução maior daqui pra frente. As próximas duas rodadas são importantíssimas e, vale lembrar, muito mais difíceis que a de ontem (a saber, Atlético-PR em casa e Cruzeiro fora). Se nesses dois jogos conseguirmos resultados positivos, aí sim teremos motivos para acreditar no milagre.

As atuações…

Jordi – primeiramente, vamos glorificar ao senhor. “Segundamente” vale dizer que, apesar de ainda dar algumas vaciladas nas bolas alçadas à área, Jordi tem mostrado mais segurança no gol. Ontem fez pelo menos uma grande defesa.

Madson – como era de se esperar, não foi tão presente no apoio como estamos acostumados a ver. Defensivamente teve mais disposição que de costume, mas vacilou uma ou outra vez no combate.

Luan – não comprometeu, mas segue errando muitos passes quando inicia as jogadas na defesa.

Rodrigo ­­­– entre acertos e vacilos, foi bem. No segundo tempo, cortou uma bola que fatalmente terminaria em gol da Ponte. Mas é difícil não considerar seu ponto alto na noite a saída “quietinha” que fez.

Júlio César – não é o mais veloz dos laterais, não tem mais a força necessária pra ser 100% eficiente no combate, mas pelo menos faz algo parecido com o que podemos chamar de “cruzamento”. Já o outro…..

Diguinho – vinha bem, ainda mais se pensarmos que era o único volante realmente de combate no time. Se machucou no segundo tempo e foi substituído pelo desaparecido Rafael Vaz, que jogando fora de posição e depois de milênios sem atuar, foi surpreendentemente bem, mantendo o nível de pegada na marcação do titular e ainda arriscando algumas subidas. Perdeu um gol por azar no último lance do jogo, aparecendo de surpresa na área e carimbando a trave.

Bruno Gallo – meio afobado na marcação, tentou ajudar na armação das jogadas. Acertou algumas peripécias, mas deixou a impressão de que imagina jogar mais do que realmente pode.

Julio dos Santos – nada explica sua permanência entre os titulares. Cerca muito, marca pouco e erra muitos passes. Deu lugar ao Andrezinho, que se não chega a acrescentar muito no quesito velocidade, é mais efetivo na criação. Deu o passe – meio de canela – para Leandrão marcar o gol da vitória.

Nenê – errou tudo o que tentou e só não foi o pior do time porque a concorrência é muito grande. Cobrou uma falta com perigo no segundo tempo.

Herrera – terrível. Na única chance que teve, driblou o marcador dentro da área e preferiu forçar o contato e cair, o que poderia ter lhe rendido um segundo amarelo. O lance foi decisivo para que Jorginho o substituísse pelo Riascos, que ontem parecia ter algum tipo de deficiência motora ou mental, cometendo erros que causariam hilaridade, fosse ele do time adversário.

Leandrão – brigou com a defesa e com a bola o tempo todo, perdeu três chances claras, mas teve a luta recompensada ao marcar o gol da vitória. Em dois jogos já fez mais pelo Vasco no Brasileiro que o Gilberto, que deixou muitos órfãos na torcida.

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Ingratidão justificada

A Ponte Preta, que nos recebe logo mais no Moisés Lucarelli, não é mais aquela do primeiro turno. Com a saída do Renato Cajá, a Macaca deixou de ser uma das sensações do Brasileirão para ser mais uma equipe que precisa, antes de tudo, pontuar para não se complicar na parte final da competição.

Curiosamente, quem precisa comandar a Ponte nesse momento complicado é justamente o Doriva, o treinador responsável pelo melhor momento do Vasco no ano. Apesar do sucesso do técnico em estaduais, Doriva segue não tendo muito sucesso no Brasileiro: foi mal no Atlético-PR ano passado, saiu da Colina ainda no primeiro turno de 2015 depois de oito jogos sem vencer e agora na Ponte está há seis jogos sem vitórias.

E essa é mais uma vantagem para a Ponte na partida de hoje. Além de jogar com o apoio da sua torcida contra um adversário que não consegue, há séculos, sequer empatar jogando em casa, a Macaca tem um técnico que conhece muito bem seu oponente. Mesmo que o Vasco tenha trazido centenas de reforços depois da sua saída, o time que Jorginho colocará em campo terá a mesma defesa titular dos tempos do Doriva.

Ou seja, a Macaca certamente irá para o jogo conhecendo muito bem os (diversos) pontos fracos da nossa defesa. Aí restará aos nossos anfitriões superarem as próprias limitações, que nem deverão ser tão poucas assim: o time virá com três volantes e um solitário veterano sem ritmo na armação. Com isso, a maior arma da Ponte deverá ser o veloz atacante Biro-Biro.

Já o Vasco dificilmente terá na velocidade uma das suas principais características. Com Digiuinho, Seymour, Julio dos Santos e Nenê no meio e um ataque formado por Herrera e Leandrão, nosso time ficará com uma média de idade de 31,7 anos do meio pra frente. E jogando fora de casa, o mais provável é que Madson e Christianno não tenham tanta liberdade para apoiar, fazendo com que os dois mais rápidos (eu disse RÁPIDOS, não BONS) jogadores da equipe não possam explorar totalmente essa característica.

Poderíamos dizer que a partida de hoje é, das que jogaremos fora do Rio, uma das mais viáveis de conseguirmos uma vitória. Mas infelizmente, o retrospecto do time não nos permite confiar completamente nisso, não depois de não termos conseguido vencer nenhum dos adversários diretos na briga contra o rebaixamento, mesmo jogando em casa.

Mas nunca se sabe, né? Quem sabe, depois de termos voltado a marcar gols na partida contra o Galo, o time não se empolga e apronta uma surpresa pra sua torcida? Não seria exatamente um presente para o técnico que nos ajudou a conquistar o Carioca – e uma derrota certamente complicará sua vida em Campinas – mas o Doriva certamente entenderá a ingratidão.

Campeonato Brasileiro 2015

Ponte Preta x Vasco

Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Ferron e Gilson; Josimar, Fernando Bob, Elton e Adrianinho; Biro Biro e Diego Oliveira.

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Christianno; Diguinho, Seymour, Julio dos Santos e Nenê; Herrera e Leandrão.

Técnico: Doriva.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Moisés Lucarelli. Data: 09/09/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Diego Almeida Real (RS). Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Nadine Schramm Camara Bastos (SC).

O Canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Mais dois jogadores vão aportar na Colina: com Bruno Teles (lateral esquerdo) e Júnior Mandacaru (atacante), chegamos à 33ª contratação na temporada. Ou seja, três times inteiros chegaram ao Vasco e ainda assim, em setembro, não temos onze que possam ser considerados titulares.

E a diretoria e seus – ainda – lobotomizados defensores ainda falam em “responsabilidade“. Com os agora R$ 3, 5 milhões da nossa folha salarial, muito time estaria fazendo a festa, brigando por G4, não amargando a lanterna e a 13 pontos do primeiro fora da zona. Enquanto isso, Zé do Táxi, Paulo Angioni e Euriquinho montam três times, contratam o quarto lateral esquerdo para o time e o titular absoluto da posição ainda é o pior que já colocou os pés em São Januário como jogador do Vasco.

E o “Dotô Jr.” ainda tem a coragem de falar que “gestão profissional não funciona no Vasco“. Me pergunto se, diante do que estamos passando, o Euriquinho acha que a gestão amadora que temos hoje é a resposta.

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“Reforço”

Leandro Costa Miranda Moraes (mais conhecido como Leandrão) tem 32 anos.

Formado na base do Internacional, não chegou a ter muitas chances no Colorado a foi para o Botafogo para a disputa da Série B. A primeira Série B do alvinegro, em 2003. Era banco, mas conquistou a titularidade e foi artilheiro do time com 12 gols em 35 jogos disputados pela equipe.

O destaque na segundona lhe garantiu um contrato no exterior: foi para o Vissel Kobe, onde jogou 11 vezes, marcou dois gols e ajudou a equipe japonesa a conquistar a 11ª colocação na J League.

Voltou ao Inter após a temporada no futebol japonês apenas voltar em seguida para a Ásia, dessa vez para passar três temporadas na Coreia. Passou por três clubes, atuou em 43 partidas e fez 11 gols.

No fim de 2008 mais uma vez retornou ao Inter e mais uma vez foi negociado em seguida, sendo emprestado ao Vitória, equipe pela qual disputou sua última Série A, há seis anos. Pelo clube baiano, jogou nove partidas e fez dois gols.

2010 foi um ano agitado para o atacante: como o Inter não tinha interesse em permanecer com o jogador, o emprestou o Porto Alegre (pequeno clube do RS) e em seguida ao Sport, que disputava a Série B. Porém, no meio da competição, acertou com o ABC, onde fez sucesso: ajudou o clube potiguar a conquistar a Série C e o Estadual.

Depois do ABC, Leandrão vagou por vários clubes, passando por Ponte Preta, São Caetano (2012), Hapoel (futebol israelense, em 2013), Remo (2014), Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas (2015).

Com esse portentoso currículo e com o status de artilheiro da Série C, Leandrão chega ao Vasco, seu terceiro clube no ano, onde – vale lembrar – disputará uma Série A após seis anos. O atacante também interessava ao ABC, mas a diretoria vascaína venceu a queda de braço pelo jogador.

Décimo-quarto jogador do elenco com mais de 30 anos, espera-se que Leandrão seja a solução para o ataque vascaíno. A confiança no desempenho do jogador é tanta que ele deve assinar por dois anos com o clube.

É, amigos…acho que agora vai!

Update: a diretoria segue no seu incansável trabalho para “reforçar” o elenco vascaíno. Depois do goleador da série C, chega mais um jogador, esse um velho conhecido da torcida: o meia Jéferson, aquele que prometia ser um dos destaques do time na Série B mas acabou atuando mais no departamento médico que nos gramados.

Além de reforçar sua predileção por jogadores acima dos 30 anos (Jeferson tem 31), a diretoria parece querer deixar claro que as apostas em jogadores fora de evidência é tudo o que teremos na luta conta o rebaixamento e na briga pela Copa do Brasil.

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Hoje também é dia de torcer

SoccerFanGenericWatchingGamePA_largeO Vasco não joga nesse domingo mas isso não quer dizer que nossa torcida não deva ficar ligada nas partidas que fecharão a décima-sexta rodada do Brasileirão. Como uma das lições do Dotô Eurico sobre o respeito, hoje devemos secar os times que estão lutando, como nós, contra o rebaixamento. Não é uma atitude das mais nobres – e nem precisaria ser feita, já que o superdirigente garante que, com ele, não participaremos da  Série B ano que vem – mas seguro morreu de velho e não custa nada torcermos para que algumas equipes nos ajudem a fazer o papel que deveria ser feito por nós.

Os jogos que nos interessam são os seguintes:

Coritiba x Goiás – o Vasco está ensanduichado entre as duas equipes e para não abandonarmos a respeitosa posição de recheio entre o 16º e o 18º colocados, o Coxa não pode vencer a partida. Mas sabendo como o esmeraldino vai mal das pernas fora de casa e lembrando que o Coritiba até fez uma boa partida contra os Gambás no último jogo no Couto Pereira, apostar numa vitória goiana é pedir para se decepcionar. O resultado ideal é o empate: o Coxa chegaria aos mesmos 12 pontos que temos, mas não nos ultrapassaria por ter apenas duas vitórias e o Goiás ficaria com 14, o que nos permitiria ultrapassá-los na próxima rodada, caso vençamos e eles percam.

Update: o Coxa empatou o jogo em 1 a 1 com direito a gol no finzinho da partida. O primeiro resultado do domingo foi o melhor possível.

Figueirense x Ponte Preta – uma vitória do Figueira seria ruim, já que faria com que o time catarinense abrisse sete pontos de vantagem com relação ao Vasco. O problema é que a Ponte, como bom cavalo paraguaio, já começa a descer a pirambeira e dificilmente conseguirá uma vitória no Orlando Scarpelli. Diante disso, um empatezinho não seria de todo ruim, mesmo que o Figueirense, sendo o primeiro time fora do Z4, fique um ponto mais distante (abrindo cinco pontos de vantagem).

Framengo x Santos – essa partida é muito parecida com a de cima: Santos e Figueira têm o mesmo número de pontos, assim como a mulambada e a macaca. Sendo assim, seguindo a lógica dos pontos corridos e como uma derrota santista seria o melhor resultado para o Vasco,  torcer pelos urubulinos hoje seria a decisão lógica para quem pensa apenas no que é melhor para o clube (o que é mais uma consequência da campanha de respeito feita pelo Vasco) . Mas como essa é uma missão complicadíssima, melhor torcer por uma vitória da Ponte e um empatezinho na Arena Maracanã.

Joinville x Avaí – esse jogo pode nos fazer terminar a rodada na lanterna. Para isso, basta o Coxa vencer o Goiás em casa (o que não seria nada espantoso) e que o Joinville vença o Avaí em casa. O problema é que esse resultado também não seria surpreendente: mesmo com a campanha pífia do JEC, a partida de hoje é um clássico regional, o que torna qualquer placar possível. E, sejamos realistas, o time do Avaí não tem essa moral toda para se considerar um favorito absoluto em um jogo como esse, ainda mais fora da Ressacada. O resultado perfeito seria um empate, que manteria o Joinville na lanterna (e não daria uma motivação extra para o time, que será nosso adversário na próxima rodada) e não permitiria o Avaí desgarrar de vez do pelotão debaixo da tabela.

Como podemos ver, não é pela ausência do Vasco no gramado que nós deixamos de ter interesse nas partidas de hoje. Não é do jeito que gostaríamos que fosse nem da maneira que um clube como o Gigante merece, mas é o que temos pra hoje. Mas não nos preocupemos: mesmo que nenhum resultado que nos interessa aconteça, não corremos qualquer risco de descenso. Afinal de contas, o Dotô garantiu a impossibilidade do rebaixamento. E devemos sempre respeitar o que diz o presidente.

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Parado na tabela

Foto:www.vasco.com.br

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Algo que aprendi nos oito anos em que escrevo sobre o Vasco na internet é que se deve esperar um tempinho antes de publicar qualquer comentário sobre uma partida. Escrever logo depois de um jogo pode nos fazer deixar levar pela empolgação de uma boa vitória – exagerando as qualidades do time – ou pela frustração de uma derrota, nublando possíveis pontos positivos.

Eis que mesmo depois de uma noite de sono, não sei ainda muito bem sobre o que dizer a respeito dos 3 a 0 impostos ao Vasco pela Ponte Preta, dentro de São Januário. Mas a dificuldade em analisar a partida não é a falta de palavras, é falta do que falar. Como o Vasco não fez nada em campo, nada há para dizer.

As dificuldades diante da surpreendente macaca eram esperadas. Mas nem o torcedor mais pessimista poderia prever que sofreríamos um gol antes do primeiro minuto de jogo, ainda mais mostrando uma incapacidade tão gritante de conseguir parar um contra-ataque. Se antes nós podíamos falar da solidez da nossa defesa, depois do que vimos ontem, nem isso.

E a Ponte, apesar das suas inegáveis qualidades, é um time apenas correto. E qualquer time correto consegue se dar bem contra um time desorganizado defensivamente, ineficiente no ataque e, pior, aparentemente em emocionalmente em frangalhos. A ansiedade do time, palavra da moda para justificar nossa campanha de ridículos 20% de aproveitamento, ficou evidente na noite de ontem. O gol-relâmpago foi o gatilho para, mais uma vez, tentarmos impor uma pressão afobada sobre o adversário, que não chegou a correr muitos riscos. E mesmo quando tivemos a chance de empatar a partida e talvez voltar aos eixos foi desperdiçada pelo protagonista da tal ansiedade vascaína: tivemos um pênalti a nosso favor e Gilberto pegou a bola para a cobrança. Marcasse o gol, e ele certamente tiraria o peso dos ombros das seis partidas sem marcar e ainda conseguiria colocar o time no jogo novamente com o empate. Mas o camisa 9 fez uma cobrança ridícula, perdeu o gol e só conseguiu deixar a equipe ainda mais nervosa.

Tanto que alguns minutos depois, após mais uma bola perdida na intermediária e outro contragolpe rápido da Ponte, o garoto Jordi mostrou que a pressão também foi demais para ele. Entre deixar o atacante driblá-lo e ampliar o placar e fazer uma falta que fatalmente acarretaria sua expulsão, o jovem goleiro escolheu a segunda opção. Evitou o gol, mas sepultou de vez as chances do Vasco reagir na partida.

Com menos um em campo, sem qualquer jogador para ao menos tentar articular jogadas – Julio dos Santos foi quem cedeu o lugar ao Charles, goleiro reserva – o Vasco se tornou uma presa ainda mais fácil.

O resto do jogo é fácil de resumir: oito minutos após a expulsão de Jordi, sofremos o segundo gol. No intervalo, Doriva fez as alterações que lhes restavam, mas a troca de Diguinho pelo estreante Jackson e a inevitável entrada de Yago por Dagoberto não seriam nunca o bastante para nos salvar da derrota. E, assim como o Galo no domingo passado, vimos um adversário muito superior em campo resolver a partida na etapa inicial do jogo e não nos aplicando uma goleada por diminuir o ritmo no segundo tempo (e, ainda assim, a macaca marcou mais um gol, com Borges). A diferença é que na rodada passada perdemos para o Atlético-MG, um dos melhores times do Brasil, jogando no Horto. E ontem, tomamos um baile da Ponte Preta, seja ou não uma das sensações desse começo de campeonato, jogando em São Januário.

Com o Brasileiro ainda na quinta rodada, realmente não deveria haver motivo para desespero. Mas o que mais preocupa não é o quanto falta para o campeonato acabar, e sim, o que falta para o Vasco apresentar um futebol minimamente aceitável. O jogo de ontem foi certamente o pior da equipe no ano, justamente em um momento que deveríamos apresentar uma melhora. Jogando o que jogamos ontem, é difícil acreditar numa recuperação nas próximas rodadas (contra o líder Atl-PR, Cruzeiro e Sport). Se algo não mudar drástica e rapidamente, corremos sérios riscos de ficarmos parados na tabela, exatamente como Rafael Silva na foto que ilustra esse post.

As atuações…

Jordi – teve pior estreia possível em seu período como titular: tomou um gol antes do primeiro minuto de jogo (a rebatida pra frente da área nem tinha muito como ser evitada) e trocou sua expulsão pelo que seria o segundo gol da Ponte logo aos 30 do primeiro tempo, o que se mostrou um equívoco, já que acabamos sofrendo outros dois gols e com 10 em campo não tivemos sequer um esboço de reação. Charles, o terceiro goleiro do time, acabou estreando nessa fogueira, e mesmo tendo sofrido os outros dois gols (nos quais não poderia fazer nada), fez pelo menos duas boas defesas.

Madson – desde o Estadual não acerta nada. E ontem foi a mesma nulidade.

Rodrigo – no meio do desastre defensivo que foi o time, foi o menos pior.

Luan – atravessa uma fase muito infeliz. Mais uma vez foi responsável direto por gols do adversário e não conseguiu cortar o passe que originou a expulsão do Jordi.

Christiano – Madson está tão mal que até o Christiano tem sido mais efetivo. Não que acerte as jogadas no apoio ou proteja com um mínimo de eficiência sua lateral, mas ontem, pelo menos, acertou uma bola na trave.

Guiñazu – no primeiro tempo era o único a tentar parar o meio de campo da Macaca, o que não conseguiu. No segundo tempo teve o trabalho facilitado pelo ritmo de treino empregado pelo adversário, e, ainda assim, foi envolvido algumas vezes pela movimentação da Ponte.

Diguinho – precisou de meio minuto para perder a bola, ficar caído pedindo falta e ver a Ponte abrir o placar aos 51 segundos de jogo. Completamente fora de ritmo, não teve a menor chance contra o bom time de Campinas. Tanto que saiu no intervalo, para a estreia de Jackson Caucaia, que apesar de um ou outro passe errado, melhorou um pouco a marcação e tentou como pode ajudar o time a atacar.

Julio dos Santos – pouco tem feito quando fica os 90 minutos em campo. Ficando menos de 30 – foi o escolhido para ceder o lugar ao goleiro Charles – fez menos ainda.

Dagoberto – na estreia do Riascos, falaram muito que o colombiano teria jogado de má vontade, por não querer ter saído do Cruzeiro. A se julgar pela atuação (ou atuações) do Dagoberto, me pergunto se essa má vontade não é o seu caso. Não há o que falar da sua atuação, tão discreta que foi. Já Yago, que o substituiu, pode ser tudo, menos discreto: alguém que irrita tanto a torcida com suas tentativas de jogadas frustradas não conseguiria passar um jogo sem chamar a atenção.

Rafael Silva – estava marcando o jogador da Ponte que fez o cruzamento para o primeiro gol e foi facilmente driblado no lance. Mas é aquilo: o cara é atacante e ao menos se esforça para fazer uma função que caberia ao lateral. No ataque foi novamente inexpressivo.

Gilberto – o rapaz foi artilheiro do Vasco no Estadual na base dos pênaltis (cinco dos seus nove gols foram assim). Ontem ele teve a chance de acabar com a seca de gols que tanto o incomoda justamente com uma penalidade. Só que Gilberto bateu o pênalti de forma tosca, perdeu a cobrança, evitando que o Vasco chegasse ao empate e, minutos depois, aconteceu o lance da expulsão do nosso goleiro. Ou seja, ele poderia ter mudado a história do jogo e não o fez. É o que eu venho falado há vários jogos: Gilberto não recebe bolas para finalizar com a frequência necessária. Mas as poucas chances que tem tido tem desperdiçado de forma inaceitável. E, para coroar sua atuação, ainda arrumou uma expulsão por reclamação em 15 segundos.

***

Para quem gosta de dados históricos, vale lembrar: o Vasco NUNCA tinha perdido para a Ponte Preta em São Januário. E desde 1950, ano do primeiro confronto com o time de Campinas, NUNCA tínhamos perdido por uma diferença de três gols.

E isso acontece justamente em um momento no qual a política do “bom e barato” para contratações foi referendada por um título estadual. Era tudo o que a diretoria precisava para justificar sua estratégica para o futebol do clube.

Acontece que o bom e barato pode até funcionar no Estadual do Rio, mas já ficou óbvio que não é o bastante para um Brasileiro.

E não é a questão do teto salarial. A diretoria contrata mal, ponto (como gosta de dizer nosso presidente). Uma prova disso é o nosso adversário de ontem: a folha salarial da Ponte gira em torno de R$ 1 milhão/mês. Três vezes menos que a do Vasco. E nem precisamos dizer qual dos dois têm uma equipe mais qualificada.

O Vasco tem 40 jogadores em seu elenco, utiliza pouco mais de 1/3 do grupo e tem menos de 1/3 dos pontos da Ponte (que, pra lembrar mantendo a fração, gasta menos de 1/3 em salários).

Doriva e seus comandados precisam melhorar seu desempenho, mas não são apenas eles que precisam mostrar mais competência. A diretoria também precisa rever sua estratégia. E não é renovando o contrato do Sandro Silva – um dos salários mais altos do elenco – apenas para emprestá-lo ao Bragantino. E pagando integralmente seus salários.

A diretoria tem todo o direito de manter as aparências e, para a imprensa, dizer que o time que temos não deve nada aos adversários e que estamos na briga pelo título. Mas considerar isso uma verdade absoluta e não trabalhar para reforçar o elenco – ou reformulá-lo, emprestando jogadores que não serão utilizados e conseguindo recursos para trazer jogadores mais qualificados – será uma prova de total arrogância e desconexão com a realidade. E que pode nos custar muito caro.

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Problema de cabeça

freudDesde o início do Brasileiro, a cada resultado ruim do Vasco vemos nossos jogadores colocarem na falta de sorte e na ansiedade nossa falta de gols. Para o lateral Madson, não há motivo para desespero e os nossos atacantes precisam é de tranquilidade na hora da conclusão. Para resolver essa situação, foi convocada a psicóloga Maíra Ruas, que já está trabalhando nessa situação. Pelo que se pode ver, decidiu-se qual é a razão da escassez de gols e nossa posição na tabela: são “coisas da nossa cabeça”.

E tomara que a psicologia resolva mesmo nosso problema, já que Doriva não deve fazer muitas modificações na sua equipe para a partida contra a Ponte Preta. Voltaremos à mesma formação de sempre, com a volta de Dagoberto para o meio de campo. Tirando a inevitável entrada do Jordi no gol – já que Martín Silva serve a seleção uruguaia – e a manutenção do Diguinho no lugar do ainda contundido Serginho, o time será o mesmo das três primeiras rodadas da competição.

Sendo assim, é bom que a Doutora Ruas tenha extirpado qualquer trauma que ande fazendo nossos atacantes chutarem e cabecearem mal. Mais que bom, será imprescindível, porque se repetirmos as atuações que tivemos até agora no Brasileiro, a Macaca terá a missão de manter sua invencibilidade facilitada. Na terceira colocação e mostrando um futebol no mínimo eficiente, a Ponte Preta tem tudo para ser um adversário mais complicado que Goiás, Figueira e os reservas do Inter.

O otimismo e a confiança têm estado na ordem do dia na Colina e, se o discurso pra cima não for a solução dos nossos problemas, mal não vai fazer. Se a psicóloga do clube conseguir restabelecer a tranqulidade perdida dos nossos atacantes e isso fizer com que eles voltem a acertar a direção do gol, ótimo. Não estaríamos hoje no Z4 se nossos jogadores não perdessem as chances que tiveram nos últimos jogos. E é como disse o Madson em sua última coletiva: se vencermos a Ponte, sairemos da zona do rebaixamento e vamos para a parte de cima da tabela. Ainda que essa “parte de cima” pareça fazer parte do otimismo cultivado em São Januário (Madson não deve ter visto que, mesmo com os três pontos, o Vasco chega no máximo à 11ª colocação), uma vitória hoje pode ser um recomeço da equipe na competição. Sem querer desmerecer o trabalho dos discípulos de Freud, voltar a vencer será muito mais eficaz para tranquilizar a equipe – e a torcida – que qualquer conversa deitado em um divã.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Ponte Preta

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Christianno; Guiñazú e Diguinho; Julio dos Santos, Dagoberto e Rafael Silva; Gilberto.

Marcelo Lomba, Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá; Biro Biro, Felipe Azevedo e Diego Oliveira.

Técnico: Doriva.

Técnico: Guto Ferreira.

Estádio: São Januário. Data: 03/06/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC). Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcio Eustaquio S. Santiago (MG).

O Sportv transmite para seus assinantes de todo o Brasil (exceto RJ). O PFC transmite para todo o Brasil para seus assinantes e no sistema pay-per-view.

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Emerson Sheik na Colina? É daquelas notícias que nem valeriam a pena comentar antes de haver um mínimo traço de confirmação.

Seria um bom reforço? Claro. Mesmo com seus 37 anos, seria difícil o Sheik não ter vaga no atual time titular do Vasco.

Mas fica a pergunta: mesmo que ele aceite uma drástica redução salarial, dificilmente fecharia num valor que ficasse dentro da realidade do clube. E se for para pagar acima do teto para algum jogador, por que não gastar isso com um meia de qualidade?

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Muito preocupante

Durou uns quinze minutos. Esse foi o tempo em que o Vasco deu a impressão de que poderia jogar de igual contra o Atlético-MG, dentro do Independência. Mas depois do primeiro gol sofrido, o que os vascaínos, pelo menos os torcedores mais realistas, viram foi o seguinte: no primeiro teste de verdade que tivemos no Brasileiro, ficou claro que títulos estaduais ou uma longa invencibilidade não são provas de um time competitivo. Os 3 a 0 impostos pelo Galo, pela facilidade com que construíram o placar, é motivo de muita preocupação.

Procurando por algo de positivo, podemos dizer que o Vasco realmente começou jogando bem. Podemos dizer também que o primeiro gol, que acabou se tornando um momento decisivo na partida, aconteceu numa falta de sorte tremenda – se Luan não tivesse escorregado, teria cortado a bola e o jogo seguiria empatado. Tirando isso, é preciso ter uma visão extremamente otimista para encarar a derrota por um lado bom. Talvez dizer que poderíamos ter saído do Independência com uma goleada histórica (o que não aconteceu pela evidente pisada no freio dos nossos anfitriões no segundo tempo).

O fato é que, tendo iniciado bem ou não a partida, ficou clara a diferença de qualidade dos dois elencos. Se tivéssemos jogadores mais produtivos, talvez tivéssemos aprontado alguma surpresa nos tais primeiros bons 15 minutos da partida. E dizer que o erro foi o esquema montado pelo Doriva é querer se enganar: acreditar que trocar um atacante por um volante resolveria a questão é ilusão. Tanto é que o Galo só começou o atropelo quando o Vasco se abateu logo depois do primeiro gol e deixou de ser tão ofensivo. O que aconteceria de diferente se nós “respeitássemos” o Galo e fossemos com três volantes, apenas esperando os contragolpes, seria o seguinte: não teríamos nem os 15 minutos iniciais pra falar de positivo.

Óbvio que não dá pra tirar os méritos do adversário, que tem um elenco muito bom e uma movimentação absurda. Mas é evidente que nossas limitações facilitaram muito o trabalho atleticano. Apresentamos os mesmo defeitos das outras partidas: ineficiência ofensiva, falta de articulação de jogadas e falhas na recomposição defensiva. Contra adversários menos qualificados, não perdemos. Contra o Galo, o adversário só precisou de um tempo para resolver a fatura.

Na coletiva após a partida, Doriva disse que “depois que tomamos gol nos perdemos no campo”, que “os gols aconteceram muito rapidamente“ e que “não deu tempo para a gente se organizar”. Isso ficou evidente para quem viu o jogo e, mais que isso, mostra outro problema da equipe, que já tinha acontecido outras vezes no Carioca e também contra o Inter nesse Brasileiro: o time se abala quando sofre gols e não consegue se organizar. Mesmo sendo jogos com características completamente diferentes, há um ponto em comum entre os segundos tempos dos jogos de ontem e contra o Colorado, que foi a total desorganização do time quando precisa buscar o resultado. Contra os reservas do Inter, o Vasco pressionou atabalhoadamente; contra o Galo, não havia opção de jogada além das tentativas de arrancadas do Yago e do Gilberto. Nesses momentos, não se consegue ver exatamente o que o treinador pretende. Ou mesmo se pretende alguma coisa.

Terminamos a quarta rodada na zona de rebaixamento e os próximos jogos não prometem ser mais tranquilos do que os que tivemos até aqui. Até a 10ª rodada, teremos pela frente Ponte, Atl-PR e Sport (os três primeiros colocados), o Cruzeiro precisando se reabilitar e um clássico com o também desesperado Framengo. Quem seguramente pode afirmar hoje, com o futebol que temos apresentado, que sairemos dessa situação nas próximas rodadas?

As atuações…

Martin Silva – nos gols sofridos, os três com todo mérito para os jogadores do Galo, nada poderia fazer. E ainda fez pelo menos duas boas defesas e foi bem nas saídas de bola.

Madson – a incapacidade em acertar cruzamentos torna inútil sua facilidade no apoio. Iniciou várias jogadas de linha de fundo, mas apenas uma das suas bolas cruzadas chegou nos nosso jogadores, e isso já quase no fim do jogo. E defensivamente é aquilo: Thiago Ribeiro marcou dois gols recebendo pela direita. E em ambos o Madson chegou atrasado.

Rodrigo – jogou sério e travou bom duelo contra Lucas Pratto (no qual não levou vantagem em todos os lances e contou com a sorte de não ser o dia do atacante argentino). Mas vacilou no lance do segundo gol, permitindo que Dátolo chegasse para cabecear à sua frente.

Luan – não dá pra imputar a responsa pela derrota ao garoto, mas até ele escorregar e terminar por ajeitar acidentalmente a bola para Thiago Ribeiro marcar o primeiro gol da partida, o jogo até estava equilibrado. Apesar do lance, jogou o resto da partida com seriedade e se teve problemas, foi mais pela facilidade com que o Galo chegava ao ataque.

Christiano – ontem nem se pode dizer que errou os cruzamentos. Isso porque toda vez que conseguia chegar a linha de fundo, as pancadas que mandava pra área não podem ser consideradas cruzamentos. Defensivamente, além de ter tomado uma bola nas costas constrangedora no lance do segundo gol, deve ter pesadelos com Luan por umas duas semanas, tamanho foi o baile que o meia atleticano lhe proporcionou.

Guiñazu – jogar com firmeza e seriedade é algo que nem precisamos falar. Também fez apenas uma ou duas faltas apenas. Mas se viu envolvido com facilidade pelos meias adversários algumas vezes e no lance do segundo gol não conseguiu cortar o cruzamento para o Dátolo.

Diguinho – pra quem está acostumado a ver o Serginho errando passes de meio metro, a estreia do Diguinho foi até um colírio. Mas colocá-lo para voltar a praticar o futebol depois de seis meses de inatividade, justo contra o Galo, foi maldade. Apesar de se esforçar muito, não teve como parar o toque de bola atleticano e em dois lances quase proporcionou aos anfitriões um placar bem mais elástico: no primeiro lance errou um carrinho e deixou Lucas Pratto livre para finalizar e no outro escorregou e iniciou um contra-ataque que só não terminou em gol porque Thiago Ribeiro demorou a concluir a jogada.

Julio dos Santos – nos primeiros 15 minutos de jogo, QUASE tivemos um meia armador. Mas depois do primeiro gol, o paraguaio sumiu do jogo, só reaparecendo já no segundo tempo, quando acertou um belo passe em profundidade para Gilberto. Acabou sendo substituído pelo Marcinho, quando não só continuamos sem alguém para articular jogadas, como passamos a jogar com apenas 10 jogadores.

Riascos – talvez ajude o time quando fizer sua estreia. Yago, entrou no intervalo e fez o de sempre: corre como um maluco até a linha de fundo para destruir as jogadas com seu intelecto escasso.

Rafael Silva – merece palmas pela sua aplicação tática e esforço. Ontem foi visto com constância na defesa, ajudando a marcar. Mas qual é a razão de termos três atacantes em campo se um deles não leva perigo ao adversário e precisa correr como um maluco atrás dos jogadores adversários? Bernardo teve mais uma chance no time entrando em seu lugar e parece que tem a única função de esperar faltas acontecerem para chutar as bolas em direção à área adversária e torcer que ela esbarre em alguém e termine no gol. E é só isso o que ele faz.

Gilberto – pelo esforço demonstrado – no segundo tempo cansou de esperar as bolas que nunca chegam e passou a jogar na nossa intermediária – podemos dizer que foi o melhor jogador em campo. Mas como nos jogos passados, mais jogos do que é aceitável para um centro-avante, aliás, as poucas chances que teve foram desperdiçadas com finalizações imprecisas ou tentativas de dribles fracassadas, mesmo quando havia melhores opções para o passe. É triste, mas a cada dia Gilberto mostra que, para ser artilheiro, depende muito das penalidades ao nosso favor.

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Três perguntas que se tornam cada vez mais pertinentes:

Até quando o Doriva insistirá com seu kit substituição formado por Bernardo-Yago-Marcinho?

Se ele seguir demonstrando confiança nesse trio, quando explicará os motivos que justifiquem essa confiança?

Se os três são as únicas opções possíveis para melhorar o time em qualquer situação, o que fazem Jhon Clay, Marquinhos, Índio, Montoya, Romarinho, Thalles e o primo do Messi no elenco? Se não há a menor chance desses se saírem melhor que esse kit substituição, os caras não deveriam permanecer no Vasco. Aliás, nem na prática do futebol.

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Também tem coluna nova no site Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram.

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