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E aí, Vasco???

Nesses quase 10 anos em que escrevo sobre o Vasco na internet, há uma coisa que sempre falo porque é minha convicção pessoal sobre o assunto: a torcida vaiar o próprio time é burrice. Vaiar um jogador não fará com que ele jogue melhor (menos ainda que aprenda a jogar) e é fazer o trabalho da torcida adversária.

Esse é um ponto. Agora, querer colocar qualquer tipo de responsabilidade sobre a derrota do Vasco para o Paraná Clube na torcida ou nas vaias vindas das arquibancadas de São Januário é mais que nonsense; é buscar uma desculpa esfarrapada para a incompetência do time.

Dizer que o time do Vasco, cheio de jogadores com mais de uma década como profissionais “se abala” com vaias a ponto de não conseguir vencer um time limitado como o Paraná é fazer pouco da inteligência do torcedor.

As vaias também justificam um time que teve 62% de posse de bola finalizar apenas 12 vezes em mais de 90 minutos? E explica o fato de metade dessas finalizações ter sido pra fora? Foi por causa das vaias que só conseguimos fazer um gol, mais uma vez, de forma acidental e não numa jogada trabalhada?

As vaias justificam as escolhas do treinador? Será que, mesmo com um elenco limitado em número – não falarei em qualidade – como temos, somente Diguinho, Eder Luis, William Oliveira, Leandrão e, para citar alguns titulares, Jorge Henrique e Madson merecem chances? São as vaias que impedem o Jorginho de ir colocando com mais frequência a molecada da base?

Foram as vaias que justificaram a renovação de contrato do Aislan? Ou o fato de não termos qualquer outra opção para a zaga além dele?

As vaias, que a bem da verdade foram direcionadas para um ou dois jogadores apenas, não explicam nada disso. O fato é que o Vasco não vem jogando bem há tempos. Seja ganhando, seja perdendo.

Falar que os jogos são difíceis porque os adversários jogam na retranca é retórica furada. O que a diretoria, a comissão técnica e os jogadores esperavam dos outros times jogando contra um gigante do futebol nacional, com um elenco várias vezes mais caro que os demais e franco favorito ao título? Mesmo que não tivéssemos passado por essa experiência outras duas vezes não seria necessária inteligência de sobra para saber que furar retrancas seria o trabalho primordial do Vasco nessa Série B.

O que Jorginho e seus comandados precisam é se justificar menos e trabalhar mais. O treinador precisa, mais que urgentemente, encontrar alternativas táticas para o time. E os jogadores, alguns de maneira extrema, precisam treinar mais e se aprimorar tecnicamente. Fora isso, é conversinha pra tentar acalmar a torcida que não resolve nada.

E aí, Vasco? Vamos voltar a justificar o favoritismo na competição ou não?

As atuações…

Martín Silva – nada pôde fazer nos gols. No resto do jogo, pouco teve a fazer.

Madson – mais um cruzamento certo. Com as mãos. Tirando isso, não se vê sendo efetivo em momento algum.

Rodrigo – começou entregando uma bola que quase virou um lance de perigo, mas depois não chegou a ter trabalho com o ataque adversário. Se lançou ao ataque no segundo tempo e quase marcou de cabeça. No lance do segundo gol, estava completamente vendido no lance.

Luan – se contundiu ainda no primeiro tempo e deu lugar ao Aislan, que entre lances bizarros e alguns bons cortes, falhou mais uma vez e foi responsável direto pela derrota.

Henrique – foi visto com frequência no apoio, mas não conseguiu acertar qualquer cruzamento. E ainda deixou sua lateral desguarnecida em vários momentos.

Diguinho – é praticamente um zagueiro jogando no meio de campo: sua irresistível vontade de sair dando bicões em qualquer bola que lhe apareça pela frente é irritante.

Julio dos Santos – vinha fazendo uma partida na média, e pelo que vinha apresentando, provavelmente seria substituído de qualquer forma, como acontece na maioria das vezes. Mas Jorginho acabou queimando o paraguaio ao tirá-lo de campo justo no momento em que ele começou a ser vaiado. William Oliveira entrou no seu lugar e, pilhado em excesso, não conseguiu fazer muito além de dar um novo gás ao meio de campo. Acabou sendo coadjuvante da pixotada do Aislan.

Andrezinho – tentou organizar o time, mas afunilou demais as jogadas e acabou errando os passes decisivos. Quase marcou um belo gol, em chute que só carimbou o travessão por conta do desvio do goleiro adversário.

Nenê – ontem até que resolveu jogar bola, voltando a marcar, criando boas chances e deixando companheiros na cara do gol, como fez com Andrezinho. Mas não foi o bastante para superar a retranca paranaense.

Jorge Henrique – um dia muito infeliz para o minicraque: além de fazer um gol contra, atrapalhou o Nenê numa chance clara de gol. Eder Luis entrou em seu lugar e não conseguiu fazer nada. Ou seja, por atrapalhar menos que o JH, se saiu um pouco melhor.

Leandrão – não conseguiu fazer muita coisa além de cavar penalidades e errar passes quando tentou ser o pivô. O lance do segundo gol começou com o centroavante apanhando da bola ao tentar dominá-la ao receber um lançamento longo.

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Os números enganam

numbersA matemática é simples. Ninguém vai discutir que a soma de dois mais dois é quatro. Já quando aplicamos a matemática ao futebol, as coisas complica um pouco. Um exemplo claro: segundo o site Footstats, uma seleção da Série B até essa 11a rodada só incluiria dois jogadores do Vasco, e um deles seria o Marcelo Mattos! Tal bizarrice só pode ser explicada por se levar em consideração apenas as estatísticas.

Seguindo mais uma vez os números, poderíamos dizer que o Paraná Clube, nosso adversário de logo mais na Colina, não seria um oponente tão fácil de encarar. Sua campanha como visitante está longe de ser das piores: de seis partidas fora de casa, o rubro-anil perdeu apenas duas vezes. Ou seja, o time paranaense tem o hábito de tirar pontos dos seus anfitriões.

Mas esses são os números apenas. Olhando mais atentamente a campanha do Paraná, as coisas não são bem assim. Nosso adversário venceu apenas uma das partidas fora de casa – e contra o lanterninha Sampaio Corrêa – e empatou outras três, duas contra times abaixo do próprio Paraná na classificação e uma contra o CRB, que pode ser considerado seu melhor resultado longe do Durival Britto. Nas outras duas partidas, derrotas aparentemente incontestáveis: um 2 a 0 do Brasil de Pelotas e um 5 a 1 (!!!) contra o Náutico.

Resumindo, o Paraná pode até não estar fazendo uma campanha das piores como visitante. Mas isso se deve muito mais ao fato de ter encarado times mais fracos. Quando bateu de frente com equipes um pouco melhores, não conseguiu evitar a derrota. E como hoje a equipe paranaense, além de ter uma penca de desfalques, terá pela frente o melhor time da competição…

Não termino a frase porque esse “melhor” também se baseia em números. Com a bola rolando, há controvérsias. O time não tem jogado nada bem e as duas últimas vitórias não foram nada convincentes. Hoje, mais uma vez, Jorginho não poderá contar com seu time ideal, mas a quase certa entrada do Diguinho (rezem!), que na prática não é tão pior que o “selecionável” Marcelo Mattos, não servirá como desculpa para outra atuação ruim. Com a volta do Rodrigo à zaga e Aislan – o “entregador oficial” do time – longe, a defesa ficará mais segura. Assim, bastaria que o Nenê voltasse a jogar bola, coisa que não faz há algum tempo.

Jogando em casa contra o 10o colocado na tabela, uma vitória é o único resultado aceitável. Mas o ideal seria vencer mostrando, ao menos um pouco, as razões para o favoritismo que nos atribuem. No momento, apenas os números da nossa campanha confirmam isso.

Vasco X Paraná

Vasco X Paraná

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Marcos; Diego Tavares, Alisson, Zé Roberto (Leandro Silva) e Fernandes (Rafael Carioca); Leandro Silva (Fernandes), Basso, Murilo e Válber; Róbson e Lúcio Flávio.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Martelotte.

Estádio: São Januário. Data: 28/06/2016. Horário: 20h30. Arbitragem: Rodrigo Batista Raposo. Auxiliares: Jose Reinaldo Nascimento Junior e Lehi Sousa Silva.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Despintou…

despintouProblemas de saúde na família impedirão que Marquinhos Santos se mude para o Rio nesse momento. E, dessa forma, sua contratação melou.

Como disse no post de ontem, entre os nomes especulados, Marquinhos parecia ter a melhor relação custo x benefício. Se seu substituto vier da mesma lista de nomes, já saímos perdendo, seja pelo lado financeiro, seja pelo lado técnico.

Aparentemente, os nomes mais cotados são o de Gilson Kleina e Ricardinho. Sobre o primeiro, Paulo Angioni disse que houve conversas, mas nada de concreto. Resta saber como Kleina reagirá depois de ter sido preterido. Já o Ricardinho, que me parecia ser a pior opção entre os três, está livre, já que acabou de ser dispensado do Paraná Clube.

A torcida, de um modo geral, tinha gostado da contratação do Marquinhos. Os fãs do atual presidente estavam exultantes (aqui no blog chegaram a falar que a contratação foi uma “tacada de mestre” do Eurico). Será que o próximo contratado terá o mesmo apoio?

Para quem vê a atual diretoria como a salvação do Vasco, isso será fácil, já que qualquer decisão tomada pelo atual presidente é vista como genial para seus fãs. Desafio mesmo será trazer um treinador que, mais que oba-oba, aceite o teto salarial estipulado pela diretoria e que consiga fazer um bom trabalho.

Update: a assessoria de imprensa do Marquinhos divulgou uma nota sobre o acontecido. Assume toda a responsabilidade pelo ocorrido, afirmando que aceitou a proposta do Vasco e depois preferiu desistir da oportunidade. Marquinhos pede desculpas à diretoria, a todos os envolvidos e à torcida.

Pelo visto, Marquinhos não avaliou bem algo, ou a gravidade da situação familiar, ou a oportunidade oferecida pelo clube. Só isso justifica aceitar uma proposta na noite de segunda para três dias depois perceber que não poderia cumprir o compromisso. É uma pena.

Que seus problemas familiares se resolvam da melhor maneira possível e brevemente. 

Update II: Ricardinho já não é uma possibilidade: ele foi contratado pelo Santa Cruz.

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Problema de mentalidade

Mais uma vez fiquei sem ver uma partida do Vasco, dessa vez não por conta dos horários inacreditáveis que têm essa Série B, mas por causa do trabalho. Mais uma vez, tive que “assistir” o jogo pelo tempo real da internet. E, infelizmente, mais uma vez parece que o melhor para alguém que não quer mais se estressar por causa de um jogo de futebol foi não ter visto o empate com o Paraná.

jogo1E só precisamos selecionar alguns lances do tempo real do Globoesporte.com para entender porque a atuação do Vasco foi de irritar qualquer torcedor, até aqueles com paciência de Jó….

A escalação do Joel já seria o bastante para tirar do sério o vascaíno mais otimista. Mesmo que o Vasco estivesse precisando muito dos três pontos, Natalino resolveu mais uma vez armar o time com três volantes, mesmo que essa formação já tenha mostrado que não tem capacidade de criar jogadas em quantidade aceitável. Jogo iniciado, o óbvio aconteceu: a total falta de objetividade tornou nossa maior posse de bola inútil. E nas poucas vezes em que chegamos ao ataque com possibilidade de arrematar, as finalizações foram terríveis (infelizmente outro péssimo hábito da equipe).

Aparentemente não havia o que fazer para mudar essa situação, pelo menos para o nosso treinador. Mexer no time, ainda mais no primeiro tempo, só em caso de contusão. E foi isso que aconteceu, no que parece ser mais uma mostra da maldição das laterais no Vasco: Carlos Cesar, que não dava a cara há séculos, jogou pouco mais de 20 minutos, se machucou sozinho e Lorran entrou em seu lugar. Se não fosse por um acidente de trabalho, o velho Joel não faria nunca uma alteração. Tanto que ele viu seu time terminar a primeira etapa correndo mais riscos de sofrer um gol que de marcar um e voltou com o mesmo time no intervalo.

E qual seria a outra situação em que Joel resolveria fazer alguma coisa? Quando sofrêssemos um gol, claro. E foi isso que aconteceu, aos 9 minutos da etapa final. Aí o Natalino achou que era o momento de ser um pouco mais ofensivo, fazendo sua alteração padrão: desvantagem no placar? Sai um volante e entra um atacante.

jogo2Um minuto depois da saída do Pedro Ken e da entrada do Thalles em campo, o Paraná teve um jogador expulso. Poderia ser o sinal para que qualquer treinador ousasse e jogasse o time mais pra frente. Mas não para Joel. Ele resolveu esperar quase 20 minutos para tirar mais um volante e colocar um meia ofensivo. Talvez por achar que é mais emocionante conseguir uma virada nos minutos finais da partida.

Só que a virada não vinha, aliás, nem o empate. O Vasco seguia com mais posse de bola, pressionava, mas não tinha capacidade de articular uma jogada decente. No fim das contas, bem no fim mesmo, conseguimos mais um empate na bacia das almas, com Maxi Rodriguez marcando de cabeça aos 48 minutos do segundo tempo.

O problema aqui é de mentalidade. As atitudes do Joel são as mesmas de sempre e não vai ser agora que ele vai mudar seu estilo. Ele é o tipo de treinador que sempre prefere a cautela à ousadia, e mesmo que essa opção já tenha se mostrado um equívoco completo numa disputa de Série B, Joel seguirá com seus três volantes e alterações comedidas até o fim, mesmo depois da inacreditável sequência de quatro partidas sem vencer em um campeonato fraco como esse. Sempre fui contra a contratação do Joel, mas confesso que seu desempenho supera, e muito, minhas visões mais pessimistas.

Faltam cinco partidas para o fim do campeonato e pelo visto será assim até o apito final da última rodada: ver o Vasco armado para respeitar adversários que fazem a festa por conseguir um empate conosco e passar o vexame de ter que secar times como Avaí, Atlético-GO, Ceará e Santa Cruz para que eles não nos roube a vaguinha que conseguimos no G4.

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Como vocês já sabem, sem ter visto o jogo, não posso falar das atuações dos jogadores…. Fica pra próxima rodada.

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Os mesmos chavões de sempre

Two People Carried A Golden KeyEntão hoje tem mais um jogo do Vasco pela Série B. Mais um jogo importante para nossa classificação e um passo importante na nossa trilha de volta à elite.

Esse amontoado de lugares comuns já cansou qualquer vascaíno. Importante todo jogo é, e se ainda temos qualquer trilha para seguir fica por conta única e exclusiva da nossa incompetência em ainda não estarmos garantidos na Série A em 2015. Se tivéssemos feito nossa parte com um mínimo de eficiência que o tamanho do clube nos obrigaria, eu não estaria aqui me repetindo, e sim, estaria pensando na equipe que precisamos ter para o Brasileiro do ano que vem.

Claro que os técnicos que tivemos esse ano não ajudaram. Depois dos vários equívocos do Adilson, Joel Santana fez sua graça  de início de trabalho e agora comete erros bem parecidos com os do seu antecessor. Por exemplo, hoje: precisamos muito da vitória, o próprio Natalino reconheceu as dificuldades de se jogar em um campo pequeno como o do Durival Britto, e mesmo assim ele colocará em campo um time com três volantes e apenas um armador. Se o Paraná seguir a fórmula comprovadamente eficiente contra o Vasco (que, todos já sabem, é armar uma retranca e esperar nossos vacilos para contra-atacar), é quase certo termos mais um jogo no qual teremos muita posse de bola e poucas chances de gol.

E as outras alterações do treinador? Podem ou não melhorar o time. Não creio que a zaga vá ter tantos problemas hoje a ponto da entrada do Luan ser comprometedora e Pedro Ken provavelmente voltaria ao time mesmo que Joel escalasse apenas dois volantes (certamente seria o Aranda a ceder o lugar para outro armador). Já nas laterais, Carlos Cesar, Diego Renan, Lorran, Marlon…realmente a diferença não é tão grande assim (se fosse eu, não escalaria o Lorran, e sim, deslocaria o Diego para a esquerda, onde vinha se saindo melhor).

Só nos resta esperar que o descanso forçado que o Douglas teve tenha ajudado de alguma forma a recuperar o melhor do seu – nem tão grande assim – futebol. Joel não confirmou a equipe, mas se tivermos mesmo um meio de campo muito mais preocupado em destruir do que em criar, precisaremos muito das suas bolas paradas. Enquanto faltarem ideias dentro e fora de campo, o Vasco seguirá repetindo as mesmas atuações fracas de sempre, numa situação que já se tornou clichê. Assim como as desculpas após os resultados ruins, as reclamações da torcida e os posts pré-jogo daqui se tornaram chavões.

Campeonato Brasileiro 2014

Paraná x Vasco 

Marcos; Chiquinho, Cleiton, Alef e Yan; Edson Sitta, Ricardinho, Lucio Flavio e Thiago Humberto; Carlinhos e Adaílton.

Martin Silva, Carlos Cesar, Luan, Rodrigo e Lorran; Guiñazu, Aranda, Pedro Ken e Douglas; Maxi Rodriguez e Kleber.

Técnico: Ricardinho.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Durival Britto. Data: 31/10/2014. Horário: 21h50.  Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra (SP). Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Vicente Romano Neto (SP).

A SporTV transmite para seus assinantes de todo Brasil (exceto PR). O Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema pay-per-view. 

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Domingo indigesto

Como eu bem disse ontem, o Paraná era realmente uma tremenda carne assada e definitivamente terá problemas para se manter na “disputada” Série B. O tricolor paranaense é tão ruim, mas tão ruim, que mesmo com o Vasco fazendo de tudo para perder a partida, nosso adversário não conseguiu sequer um empatezinho e acabou perdendo por 1 a 0.

 

O que deveria ser um típico almoço de domingo quase terminou em indigestão para o excelente público presente na Colina. Mas o problema não foi do prato escolhido, e sim de quem deveria ter tido uma digestão fácil. O Vasco, com dois meias ofensivos, até começou pressionando, mas raramente conseguia levar perigo. Apenas as jogadas pela esquerda saiam – por onde viram os melhores lances do time, como a cabeçada de Thalles na trave e o próprio gol de Douglas Silva – e era notório que o sistema defensivo não estava lá essas coisas. Não valorizávamos a posse de bola, tentando sempre acelerar o jogo e errando passes, o que deu várias oportunidades pra o Paraná explorar os contra-ataques. E com dois laterais fracos na marcação, os volantes não conseguiam dar a cobertura necessária aos constantes avanços do Carlos Cesar e do Diego Renan.

Some isso ao Rodrigo ainda sem ritmo, não conseguindo mostrar seu bom posicionamento nas bolas aéreas e pronto. O Paraná começou a explorar os cruzamentos e invariavelmente levava a melhor nas disputas pelo alto. Isso fez com que “San” Martín Silva nos salvasse em pelo menos dois lances decisivos e saísse de campo como o melhor da partida.

A saída do inoperante Dakson para a entrada do Lucas Crispim ajudou um pouco na mobilidade do time, mas não foi o bastante para que criássemos chances de gol. A entrada do Marlon, após contusão do Diego Renan, tampouco resolveu os espaços deixados pela nossa marcação. As poucas chances que surgiram, vieram todas do Paraná, exceto o maior mico da partida: a cobrança de pênalti perdida pelo Kleber, bisonha desde o início do lance. E, mesmo com um a mais em campo – um zagueiro adversário foi expulso ao cometer a penalidade – por pouco não sofremos o empate no final, em mais uma jogada de bola alçada à área.

O Vasco venceu, subiu posições e, com um jogo a menos, está a um ponto do G4. Mas nada disso apaga o fato de que penamos demais para vencer um time que está no Z4 da Série B. Que, mais uma vez, vencemos por conta de um lance de bola parada e pouco conseguimos fazer com ela rolando. Tampouco nos faz ignorar que as alterações feitas pelo nosso técnico não resolvem nossos problemas defensivos, mesmo diante de times de uma fragilidades notória.

 Antes da parada da Copa, o Vasco venceu mesmo tendo uma atuação ruim contra o Boa Esporte, o que garantiu a permanência do Adilson no cargo. Agora, depois de outra vitória apresentando um futebol abaixo da crítica, não há nada que justifique sua permanência no cargo.

 As atuações…

Martín Silva – o herói do jogo, garantiu os três pontos com pelo menos três grandes defesas.

Carlos Cesar – tenta apoiar, mas raramente consegue concluí-las com êxito. E assim como não rende o que pode no ataque, deixa muitos espaços na defesa, além de continuar cometendo muitas faltas. Sua melhor participação foi ao travar um chute que tinha endereço certo no primeiro tempo.

Rodrigo – ainda fora de ritmo, ainda não mostra o bom posicionamento que o torna eficiente para evitar o jogo aéreo dos adversários.

Douglas Silva – também vacilou várias vezes no posicionamento nas bolas alçadas à área, mas compensou suas falhas ao marcar o gol da vitória (que o tornou artilheiro do time na competição).

Diego Renan – fez boas jogadas pela esquerda, inclusive sofrendo a falta que rendeu o nosso gol. Mas deixou muitos espaços pela sua lateral, o principal caminho para o ataque do Paraná. Saiu contundido para a entrada de Marlon, que nem apoiou como Diego e não conseguiu fechar os espaços na esquerda com eficiência.

Guiñazu – tem carregado piano com a saída de um volante, mas não consegue fazer o trabalho todo sozinho com efiência.

Fabrício – começou bem a partida, avançando com alguma eficiência e ajudando a iniciar as jogadas de ataque. Mas sumiu completamente no segundo tempo, não sendo muito útil ofensiva ou defensivamente.

Dakson – não foi nem de longe o jogador eficiente da partida contra a Ponte. Passou praticamente em branco no primeiro tempo e foi substituído por Lucas Crispim, que foi um pouco mais efetivo na criação de jogadas, mas não o bastante. Teve a chance de ampliar o placar quando pegou o rebote no lance do pênalti, mas isolou a bola.

Douglas – mesmo sendo o mais lúcido do meio de campo, não conseguiu municiar o ataque o bastante. Deu alguns bons passes e acertou o cruzamento para o gol do seu xará na zaga.

 Kleber – vinha tendo uma atuação discreta até protagonizar o maior mico da partida: acertou um tapa num marcador, aproveitou um vacilo do Paraná no mesmo lance e sofreu pênalti. Pediu para bater, cobrou de forma ridícula e depois disso passou a querer compensar o erro chutando toda bola que lhe caiu nos pés. Ainda falta MUITO para justificar a esperança que parte da torcida depositou em seu futebol.

Thalles – jogando muito longe da área, não fez uma partida que chamasse a atenção da torcida, mas se movimentou bastante, deu bons passes e quase marcou em uma cabeçada antes dos 10 minutos de bola rolando. Edmilson entrou em seu lugar no fim do jogo e só apareceu ao deixar um jogador do Paraná passar pelas suas costas para quase marcar o gol de empate depois dos 45 minutos do segundo tempo.

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A presença de 17 mil torcedores em São Januário acabou sendo manchada pela briga, protagonizada por pessoas ligadas às chapas que concorrem à presidência, que aconteceu nas sociais.

É triste ver que alguns correligionários de certos candidatos são tão truculentos quanto as organizadas.

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Por falar em eleições, a Rádio Globo promove um debate entre os candidatos à presidência do clube. Será às 12 horas e recomendo todos a ouvirem (quem for de fora do Rio pode acompanhar pela internet).

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Prato do dia

jbNão é complicado entender a porque o jogo de logo mais, contra o Paraná, é mais importante para o Adilson que para o Vasco. Jogando em casa, contra um adversário que está na zona de rebaixamento e que nas últimas seis partidas venceu apenas uma delas, qualquer resultado diferente de uma vitória nem de longe vai inviabilizar nossa volta à Série A, mas certamente deixará o futuro do treinador mais que incerto dentro do clube.

Adilson pode ter suas limitações como treinador, mas não é cego a ponto de ignorar essa situação. Ninguém mais suporta ver o Vasco passar jogos e jogos sem conseguir uma vitória num campeonato como a Série B. Atuações ruins até se admitem, já que muitos dos nossos adversários entram em campo com o claro objetivo de não nos deixar jogar. Mas isso não é desculpa para uma equipe que tem o investimento que o Vasco tem ter sete empates em 12 jogos num campeonato desse nível. A torcida já perdeu a paciência faz tempo; mas a demora para engrenar já irrita também quem tem poder para degolar treinadores e por isso Adilson precisa desesperadamente mostrar serviço.

Talvez por tudo isso, o técnico vascaíno resolveu manter a escalação com dois armadores para a partida de hoje, o que, confesso, me surpreendeu. Ainda que uma derrota ou mesmo um empate hoje pudesse custar o cargo do Adilson, eu não acreditava que ele preferiria ter o maior volume de jogo que tivemos contra a Ponte no jogo da volta pela Copa do Brasil a reforçar a marcação no meio de campo. Para qualquer um que olhasse os números do tricolor paranaense – com um ataque fraco e uma defesa ainda mais frágil – manter Dakson seria o óbvio; Para o nosso mais que cauteloso treinador, é algo inesperado.

A verdade é que o Paraná é uma tremenda carne assada, pronta para ser fatiada e servida à moda lusitana. Devemos respeitar todos os adversários, claro, mas como eu sempre digo, não há forma de respeito maior a um oponente do que buscar a vitória do primeiro ao 90º minuto da partida. Se o Vasco impor seu jogo, ter atenção defensiva, velocidade e criatividade na armação das jogadas e precisão nos arremates, não devemos ter problemas para conseguir os três pontos. É o que a equipe precisa para subir na tabela e o que Adilson espera para garantir seu emprego.

Campeonato Brasileiro 2014

Vasco X Paraná

Martín Silva; Carlos Cesar, Douglas Silva, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Fabrício, Dakson e Douglas; Kleber e Thalles.

Marcos; Chiquinho, Anderson Rosa, Alisson e Breno; Lucas Otávio, Marcos Serrato, Ricardinho e Lucio Flavio; Tiago Alves e Arthur.

Técnico: Adilson Batista.

Técnico: Claudinei Oliveira.

Estádio: São Januário. Data: 02/08/2014. Horário: 16h20.  Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Assistentes: Janette Mara Arcanjo (MG) e Pablo Almeida da Costa (MG).

A TV Globo transmite ao vivo para Curitiba. O Premiere transmite para seus assinantes e no sistema Pay-per-View para todo Brasil.

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