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Burrice

burriceEm dezembro do ano passado, a diretoria procurava um substituto para Joel Santana e anunciou no site oficial do clube que Marquinhos Santos seria o novo técnico do Vasco. Apesar da nota oficial ter sido apagada do site, o fato é que, para o clube, a contratação estava garantida.

O problema é que não estava. No dia seguinte Marquinhos refugou e desistiu de assumir o cargo. Ele se desculpou, assumiu a culpa pelo acontecido e apenas parte do mico – a parte na qual a diretoria anunciou uma contratação sem qualquer contrato ter sido anunciado – recaiu sobre o Vasco.

Mas eis que seis meses depois a história se repete, só que de forma mais ostensiva. O presidente do clube convocou uma coletiva para anunciar o novo técnico e alguns reforços e pimba, repete o erro cometido em dezembro: conta como certa uma contratação para depois ela não se concretizar.

Diante dos problemas que atravessamos hoje, a chacota em que o Vasco foi jogado por conta do Léo Moura não é nada. Mas mostra que a diretoria não aprende com seus erros. E, diferente do caso com Marquinhos Santos, dessa vez o jogador tem uma versão diferente dos fatos, o que torna o acontecido um mico muito maior.

E por conta disso, está o Vasco mais uma vez sendo alvo de piadinhas generalizadas numa situação que não precisaria ter acontecido. Já teria sido uma besteira fora do comum contratar um jogador às portas da aposentadoria, que foi praticamente dispensado do nosso maior rival, que tem enorme identificação com a mulambada e que em várias situações fez questão de humilhar a instituição Vasco da Gama. Agora, anunciá-lo como reforço antes de uma assinatura ou mesmo de uma declaração à imprensa que comprovasse a história de que foi ele quem procurou o clube foi repetir, de forma pior, um erro que já havia sido cometido. E como todos sabemos, errar é humano,  mas repetir o erro é burrice.

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A diretoria diz que o Léo Moura se ofereceu ao clube. Já o jogador afirma que recebeu uma proposta do clube. A primeira hipótese é muito mais lógica, já que o mesmo Léo Moura fez o mesmo no Fluzim antes, cavando uma vaguinha no Laranjal. Mas no disse-me-disse, haverá gente que acreditará no sujeito. E nessa, o Vasco passa por rejeitado, aumentando a chacota.

Se a diretoria mantém a sua versão da história, caberia até um processo pra cima do Léo Moura, para deixar claro quem está mentindo na história.
E caso ficasse provada a veracidade da versão vascaína, que se cobrasse uma bela indenização por danos morais. Não seria menos que o merecido para um “profissional” que além de mendigar uma vaga no rival só para fazer pirraça, se comportou como um verdadeiro moleque na história toda.

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Enquanto os reforços não chegam e o projeto para trazer o Ronaldinho Gaúcho não aparece (se o clube tivesse R$ 3 milhões sobrando talvez não houvesse a necessidade do tal “projeto“, não é mesmo?), a diretoria segue desinchando o elenco. O que é bom, já que o tal teto salarial por jogador deve ir mesmo pras cucuias: Yago foi emprestado para o futebol norte-americano. Seu destino é o Minnesota United.

Apesar de o último remanescente do “kit substituição” do Doriva, que tanto nos irritou, acredito que o garoto ainda pode evoluir e ser realmente útil ao Vasco no futuro. O empréstimo pode servir para trazer mais experiência ao Yago. Isso, claro, se alguém pode realmente sair mais experiente de uma passagem na terra do soccer.

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Já que falamos em micos…

Como já falaram muito por aí, acertar 90% com o Ronaldinho é fácil. Complicado são os 10% com seu irmão-empresário. O Palmeiras que o diga

Não satisfeito em confiar demais na palavra do Léo Moura, o presidente do Vasco mais uma vez mostra confiança total em acordos verbais. Segundo ele, Assis teria afirmado que Ronaldinho só atuará pelo Gigante, caso fique no Brasil. Enquanto isso, o irmão do jogador segue fazendo negócios como sempre fez: prometeu coisas ao Vasco, mas não deixou de se reunir com o Fluzim.

Os tricoletes não se manisfestarão oficialmente sobre o negócio até que ele esteja fechado. Isso evitará que o Laranjal pague um mico, coisa que – mais uma vez – pode acontecer com o Vasco.

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Contando com os pés do banco

banco-de-jardim-em-madeira-e-pe-de-ferro-tamandua-13887-MLB213680791_146-OClássico passado e derrota assimilada, o lance é pensar na recuperação dentro do campeonato. Embolada como está a tabela, nossa preocupação maior deve ser com a liderança, atualmente com o Botafogo. E como ainda jogamos com o canil, podemos recuperar os três pontos perdidos no domingo.

Mas também seria prudente tentar ampliar nosso saldo de gols. Aliás, se pensarmos que só caímos para a quarta colocação porque nosso ataque não tem funcionado como deveria, construir alguns placares elásticos nas rodadas restantes é mais que prudência, é uma necessidade.

Teremos uma ótima oportunidade para isso na próxima quinta, quando encaramos o Boavista. Mesmo jogando em casa, o time de Saquarema amarga a penúltima colocação na tabela e tem a terceira pior defesa da competição. É um adversário na medida para marcarmos muitos gols e melhorarmos nosso saldo.

É ou seria? A necessidade de gols pode acabar esbarrando nos desfalques que teremos para o confronto: oito são os jogadores sem condição de jogo para a próxima rodada, entre contundidos e suspensos. Dos titulares, não teremos Martín Silva (convocado para seleção do Uruguai), Luan (que estava com a seleção sub-20, mas foi vetado por contusão), Christiano, Guiñazu, Serginho e Gilberto, todos suspensos. Dagoberto, que se machucou no campo de water pólo da Arena Maracanã, também está fora. Completa a lista de desfalques Bernardo, que cumpre suspensão pela expulsão contra a mulambada. Com tanta gente fora, nem podemos chamar de misto o time que Doriva escalará nessa quinta. Será um time reserva mesmo.

E daí vem a preocupação: se com os titulares já não temos conseguido criar muitas oportunidades de gol, como uma equipe de reservas vai resolver esse problema? A derrota dos suplentes vascaínos por 1 a 0 para o Minnesota United no jogo treino de ontem serve para nos deixar ainda mais preocupados.

Foto: www.vasco.com.br

Índio disputa bola no jogo-treino contra o Minnesota United (EUA). Foto: http://www.vasco.com.br

Vale dizer que nenhum dos titulares atuou na partida – e em Bacaxá teremos pelo menos Rodrigo, Madson, Julio dos Santos e Jhon Cley – e que só sofremos o gol do time ianque quando estávamos com os reservas dos reservas em campo. Ou seja, mesmo que o treino não tenha sido dos mais animadores, há justificativas para o resultado.

O time que enfrentará o Boavista deve ser formado por Jordi, Madson, Rodrigo, Anderson Salles, Lorran, Victor Bolt, Lucas, Julio dos Santos, Jhon Cley, Rafael Silva e Thalles. Essa escalação pode mudar em uma ou outra posição (Henrique e Índio, por exemplo, poderiam ter chances), mas não será nada muito diferente disso. Contra o segundo pior ataque da competição, talvez não tenhamos muitas complicações. Mas será que ofensivamente teremos a eficiência que precisamos para golear (ou mesmo para ter uma vitória tranquila)?

Espero que sim. Se os reservas encararem a partida como uma chance de mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares, as coisas podem ficar mais fáceis. E é bom que eles entrem em campo pensando dessa forma. Até porque, quinta-feira só poderemos contar com nosso banco.

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