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Uma estreia promissora

O que mais me agradou na vitória do Vasco sobre o Bangu por 2 a 0 foi a postura do time em campo. Pelo que vimos, parece que a equipe do Jorginho encarou mesmo o início da Taça Guanabara como a primeira partida pra valer no ano e se impôs sua superioridade em campo na maioria absoluta dos 90 minutos.

Independente das limitações do adversário, os 10 minutos iniciais foram provavelmente os melhores do Vasco no Estadual. Com bom toque de bola ao atacar e uma marcação eficiente, praticamente não demos chances para o Bangu fazer qualquer coisa além de se defender. Termos tido quatro finalizações nos cinco primeiros minutos com bola rolando mostra o tamanho da pressão sofrida pelo alvirrubro no começo da partida. Com um pouco mais de capricho nos arremates e sem a excelente atuação do goleiro Célio, poderíamos ter aberto o placar bem mais cedo.

Mas não abrimos e aos poucos o Bangu conseguiu dar suas primeiras escapadas para o ataque. Nada porém que chegasse a ameaçar. Martín Silva poderia levar suas luvas em qualquer loja e pedir sua troca alegando que não as utilizou. Depois de um tempo sem muitas emoções, veio o resultado prático do adversário não ficar mais tão fechado em sua defesa: surgiram mais espaços para o Vasco avançar e abrir o placar. Madson avançou, recebeu boa bola do Julio dos Santos e centrou para a área; Jorge Henrique entrou de carrinho e marcou.

Mesmo com a vantagem o Vasco seguiu pressionando e o 1 a 0 só permaneceu no placar até o fim da primeira etapa por conta do goleiro do Bangu, que fez pelo menos um milagre, em cabeçada certeira do Rodrigo. Jorginho chegou a lamentar que seu time não tivesse matado a partida com as chances que teve, mas achou por bem não fazer qualquer substituição no intervalo.

Sem alterações no Vasco, sem alterações na partida. Seguimos pressionando, criando jogadas e impedindo que o Bangu criasse chances. Com a partida controlada, só estava faltando o segundo gol, o que aconteceu aos 29 em jogada de Andrezinho com a zaga: o meia cruzou, Rodrigo cabeceou para o meio da área e a bola encontrou a perna do Luan e terminou na rede.

Com o 2 a 0 no placar o Vasco naturalmente diminuiu o ritmo. Com isso o Bangu tentou crescer e teve algumas boas chances em contra-ataques. Poderíamos até ter sofrido um ou dois gols, mas os atacantes adversários pareciam determinados em não dar trabalho ao nosso goleiro e chutaram todas longe do gol. Nos minutos finais Jorginho fez as três substituições, colocando Caio Monteiro, Mateus Vital e Índio em campo. Os garotos não tiveram tempo para fazer muita coisa e nem seria necessário. A vitória já estava mais que garantida.

É sempre bom lembrar que o Bangu não chega a ser parâmetro para muita coisa. Mas a atitude do Vasco em campo, essa sim, serve para deixar a torcida confiante. Diante do que os rivais têm apresentado na competição, nosso time parece estar num padrão de jogo um pouco melhor, o que pode fazer a diferença na hora dos jogos decisivos. Se considerarmos que essa foi a primeira partida que realmente valia alguma coisa nesse ano, a torcida pode ficar satisfeita com o desempenho do Vasco nessa estreia.

As atuações…

Martin Silva – sua ida à São Januário ontem só se justificou pela homenagem recebida por completar 100 jogos com a camisa do Vasco. Fora isso, não precisou fazer quase nada em campo.

Madson – fez um bom primeiro tempo – quando foi presença constante no apoio e acertou um dos seus raros cruzamentos – e acabou sendo mais discreto na etapa final.

Luan – sem muitas preocupações na zaga, acabou dando as caras no ataque algumas vezes. De tanto fazer isso, acabou marcando o segundo gol do time.

Rodrigo – também não teve muitos problemas com o ataque adversário e foi visto tentando aprontar alguma coisa no ataque. Em dois lances quase marcou o seu – no primeiro, evitado por um milagre do goleiro do Bangu e no segundo, por cometer entrada faltosa ao disputar a bola – e em outro ajeitou de cabeça para Luan marcar (ainda que involuntariamente).

Julio Cesar – foi mais presente no apoio que de costume e conseguiu criar alguns lances de perigo quando avançou. Ainda assim fez uma partida segura defensivamente, não deixando espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos – fez bem o papel de proteção à zaga, mesmo que tivesse que apelar para as faltas em alguns lances. Com o time cansando no segundo tempo e sendo o único a se preocupar exclusivamente com o combate, passou a ter alguns problemas para fechar os espaços pelo meio de campo.

Julio dos Santos – participou bastante do jogo, mas segue sendo muito lento na recomposição e errando a maioria dos passes decisivos. Ao menos ontem iniciou a jogada do primeiro gol, acertando bom passe para a infiltração do Madson.

Andrezinho – mesmo tendo que ajudar na marcação foi o jogador mais útil da criação. Participou da maioria das jogadas ofensivas do time, incluindo aí o cruzamento que originou o segundo gol. Saiu já nos acréscimos para a entrada do Matheus Índio, que viu o árbitro apitar o fim do jogo assim que pisou em campo.

Nenê – como não poderia deixar de ser, foi muito marcado e teve problemas para ser o cérebro do time. O excesso de tentativas de jogadas de efeito também atrapalharam um pouco. Como na última partida, entrou tarde no jogo, tendo seus melhores lances com a partida já resolvida.

Jorge Henrique – ontem teve uma das suas melhores atuações pelo Vasco, não apenas pelo gol que marcou, ainda no primeiro tempo, mas por ter mostrado mais efetividade no ataque, não apenas correndo de um lado pro outro, mas procurando jogo e arriscando finalizações. Poderia até ter marcado outro se tivesse mais faro de gol. Saiu no final para entrada de Mateus Vital, que no pouco tempo que teve em campo só apareceu tropeçando sozinho quando puxava um contra-ataque.

Thalles – teve algumas chances, fez algumas boas jogadas, mas saiu em branco de campo. Caio Monteiro entrou em seu lugar já nos minutos finais e não teve muito tempo para aparecer.

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Hoje é um dia de comemoração não apenas para o Vasco, mas para todo o futebol brasileiro: 14 de março é o dia de aniversário da primeira conquista internacional de um clube do Brasil, o I Campeonato Sul-Americano de Clubes. E o autor de tamanha façanha não poderia ser outro além do Gigante, instituição que faz do pioneirismo uma tradição.

Como segunda é dia de coluna no Vasco Expresso, falo desse grande feito lá no site. Cliquem e confiram.
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Arquivado em Atuações, História, Resenhas, Títulos, Vídeos

88,9%

Vejam vocês: eu ontem procurando motivos para que a torcida se empolgasse com a partida entre Vasco e Friburguense e por conta de compromissos profissionais acabei eu mesmo não vendo a partida. Mas mesmo vendo apenas os melhores momentos – se esperasse para ver o VT o post acabaria saindo muito tarde – e lendo as resenhas da imprensa podemos falar um pouco sobre o empate em 2 a 2 com o time serrano.

Pra começar, o tal time reserva que Jorginho ameaçou escalar virou um misto formado em sua maioria por titulares. Com isso, caiu por terra a teoria, que na verdade não convenceu muita gente, de que o treinador faria “testes”. Até fez, já que colocou a garotada pra jogar, mas não mudou o principal: a FORMA do time jogar. E ainda resolveu voltar pra formação sem volantes de combate, que já tinha mostrado não ser eficiente na marcação. Pra piorar tudo, ele manteve Rúlio dos Santos no meio, o que daria a certeza de que teríamos menos um a marcar no meio de campo e uma reposição defensiva lesmática.

Some isso tudo à falta de entrosamento de uma equipe que nunca jogou nessa formação, à motivação que uma equipe antecipadamente classificada teria e um adversário com um mínimo de organização e ainda brigando para chegará à próxima fase da competição e fica óbvio o que poderia acontecer.

Os reservas, que poderiam usar a chance para mostrar o potencial para Jorginho não conseguiram deixar uma boa impressão. Pelo que li, Henrique foi uma água na lateral; Gallo, obviamente ficou sobrecarregado na marcação; os Mat(h)eus Pet e Índio podem não ter ido mal, mas mesmo que arrebentassem disputam vaga justamente com os dois titulares indiscutíveis do meio de campo. Nem os reservas que entraram no decorrer da partida foram bem: Rafael Vaz (que entrou no lugar do Rodrigo), mesmo que tenha cobrado duas faltas com perigo, foi ridiculamente vencido no lance do primeiro gol que sofremos; Pikachu, ainda que tenha acertado o escanteio para o segundo gol do Vasco, acabou perdendo a bola que originou o gol de empate do adversário; Thalles entrou após o intervalo e praticamente não apareceu. De todos os suplentes, quem se saiu melhor foi Eder Luis. Mas esse, se não tivesse feito nada em campo já poderia muito bem disputar a vaga do Jorge Henrique.

A se lamentar realmente, apenas ter visto a chance do Jorginho testar mudanças mais profundas no time, já que o resultado em si não faz toda essa diferença. Já classificados, a questão dos 100% de aproveitamento não traz qualquer mudança prática na nossa campanha, pelo contrário, tira de uma vez esse peso de não perder pontos na competição. E já que era para ter um “tropeço”, o momento não poderia ser melhor: agora, recairá apenas sobre o Botafogo – nosso adversário de domingo – a pressão para manter uma “campanha perfeita”. Se nossos 88,9% jogarem o favoritismo para o lado canil no clássico, melhor pra nós. Temos que chegar na humildade e fazer o que temos feito desde o ano passado: passar por cima dos nossos rivais locais.

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Como não vi a partida, hoje não falarei sobre as atuações. Apenas um comentário: Riascos? #NuncaCritiquei!

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Pergunta que não quer calar: se o pênalti a favor do Friburguense fosse marcado para o Vasco, aos 40 minutos do segundo tempo, e essa penalidade nos garantisse o empate, o que diriam as manchetes esportivas de hoje?

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Só dá ele. Até quando?

A dúvida que a torcida pode ter com a atuação do Vasco na sua vitória sobre o América por 3 a 1 é a seguinte: as dificuldades que tivemos na partida foram fruto da qualidade do Mequinha ou das nossas limitações? Escolhendo a segunda opção, que parece ser a mais óbvia, podemos desdobrar essa dúvida em várias outras.

Por outro lado, quem viu o jogo também confirmou uma certeza: sem o Nenê, a vida do Vasco seria muito mais complicada. Mais uma vez, só deu o camisa 10 na equipe do técnico Jorginho.

E é o Jorginho quem mais deve agradecer ao melhor jogador do seu time. Mantendo a escalação do jogo contra o Madureira, mais uma vez vimos o Vasco ter muitas dificuldades na etapa inicial. Com Nenê marcado de perto e um forte bloqueio feito pelos donos da casa, não conseguimos levar muito perigo ao gol americano. A tal “valorização da posse de bola” foi, durante boa parte dos primeiros 45 minutos, apenas uma troca de passes sem qualquer objetividade na nossa própria intermediária. Só conseguimos abrir o placar numa das poucas jogadas pelos lados do campo, com mais uma infiltração do Madson, que para o frenesi da imprensa esportiva carioca, terminou com o lateral sendo derrubado. Mais um penal para o Vasco, mais uma cobrança perfeita de Nenê.

Aberto o placar, voltamos a ver as dificuldades defensivas do meio de campo armado pelo Jorginho. O América passou a ficar mais tempo no nosso campo e nosso meio de campo não conseguia marcar com eficiência. Por muito pouco não sofremos o empate antes do intervalo, o que não aconteceu apenas porque o velhusco Jean não chegou a tempo de empurrar a bola para o gol vazio.

Na volta do intervalo, Jorginho novamente colocou Yago Pikachu no lugar de Mateus Vital e mais uma vez o Vasco melhorou, mas as chances de gol não surgiam. Até que aos 20, Nenê mais uma vez resolveu a parada: levantou uma bola na medida para Riasco acertar um inacreditável voleio para as redes. 2 a 0.

A vantagem no placar fez o Vasco relaxar e o América voltou a crescer no jogo. E aos 32, o atacante Leandro Aguiar avançou pela esquerda, entortou o Luan e diminuiu. A lembrança de vários empates bobos que nos levaram ao rebaixamento em 2015 chegou a aparecer, mas foi por pouco tempo. Mais uma vez Nenê, recebendo boa bola após a único lance decente do Rúlio dos Santos em 2016, centrou na medida para Rodrigo, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol. O América ainda seguiu na luta, mas tirando alguns chuveirinhos sem consequência e uma bola no travessão no último lance da partida, não chegou a ameaçar nossa vitória.

Com os três pontos, as dificuldades inesperadas nem chegam a ter maiores consequências. Mas não podemos ignorar que muitos dos problemas que tivemos parecem ter sido causados pelas opções do Jorginho. Sua insistência com a escalação do meio de campo que começou as duas partidas no Carioca segue não sendo capaz de dar a proteção necessária à zaga e ainda deixa o time numa dependência extrema do Nenê (que também acaba sofrendo por ser o único alvo de marcações especiais). Enquanto nosso camisa 10 conseguir tirar da cartola os lances que nos garantem gols, ótimo. Mas contra adversários mais qualificados, certamente Nenê precisará de mais apoio do time na criação de jogadas. Espero que nosso treinador perceba isso o mais rápido possível.

As atuações…

Martín Silva – não teve muito trabalho, nem culpa no gol, mas é a segunda partida na qual foi muito econômico nas saídas do gol.

Madson – deve ter deixado orgulhoso o ex-lateral vascaíno Wagner Diniz – que estava presente ao jogo, nas arquibancadas – com as faltas sofridas quando subia ao apoio. Mais uma vez sofreu um pênalti, que nos rendeu a abertura do placar.

Rodrigo – fechou o placar marcando um gol de oportunismo.

Luan – foi bagunçado pelo atacante Leandro Aguiar no lance do gol do América.

Julio Cesar –  com sua discrição no apoio, poderia ter sido mais eficiente na defesa.

Julio dos Santos – não fosse o bom lançamento para Nenê no lance do terceiro gol, seria mais uma atuação na qual, nem de longe, justificou sua titularidade.

Andrezinho – se alguém tentou dar mais qualidade na saída de bola vascaína, foi ele. Mas o meio de campo segue deficiente na marcação.

Mateus Vital – apareceu mais para o jogo que na partida contra o Madureira, mas seu principal lance acabou sendo um erro de passe que matou um contra-ataque. Mais uma vez saiu no intervalo para a entrada do Yago Pikachu, que melhorou um pouco a cobertura pelo lado direito.

Nenê – prendeu demais a bola em alguns momentos, finalizou mal em outros, mas como continua sendo o jogador mais decisivo do time, nem dá pra criticar muito. Com mais um gol (novamente de pênalti) e duas assistências, o camisa 10 do Vasco já acumula, em sete gols marcados pela equipe, dois gols e três assistências.

Jorge Henrique – errou menos que no jogo anterior, mas ainda não contribui o bastante para manter o status de titular absoluto. Novamente foi substituído pelo Eder Luis, que poderia ter marcado um gol, mas finalizou mal após puxar um contragolpe em velocidade.

Riascos – outra atuação bipolar (dando motivos tanto para aplausos como para xingamentos) e outra partida marcando gol, o de ontem um golaço de voleio. Saiu para a entrada do Matheus Índio, que só apareceu ao desperdiçar uma boa jogada tentando um drible quando poderia ter passado a bola.

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Chuta que é macumba!

2443Ontem, o Coxa e o Figueira perderam. Hoje, o Joinville encara os marsupiais fora de casa, a Ponte recebe o Santos e Avaí e Goiás jogam na Ressacada (e um empatezinho não é uma possibilidade muito remota). Resumindo, todos os nossos adversários diretos na briga contra o rebaixamento podem terminar o fim de semana perdendo pontos. Para rodada ficar perfeita, basta ao Vasco fazer a sua parte e vencer o Atlético-PR, na Arena Maracanã.

E aí é que reside o problema: fazer a nossa parte. Sendo o pior anfitrião no campeonato (ou melhor, se olharmos pelo lado dos adversários), o Vasco não tem outra opção além ir contra esse retrospecto e conquistar os três pontos. Na situação em que nos encontramos, não dá pra ficar remoendo os péssimos resultados que tivemos na Arena nas últimas rodadas. Seja o Furacão, seja o próprio El Niño em pessoa, temos que vencer.

(Parêntese: para os que se apegam a marcas, o time paranaense até pode ser um bom adversário. Além de nunca ter vencido o Vasco no Rio, vale citar o bom desempenho que temos contra velas de macumba no ex-Maraca esse ano. São duas vitórias, dois empates e nenhuma derrota para rubro-negros. Fecha parêntese)

A vitória tem importância dobrada se pensarmos no quanto ela pode melhorar a confiança do time. Depois de voltar a vencer, e jogando fora de casa, um segundo êxito, contra um oponente que disputa vaga na Libertadores será mais um passo para consolidarmos a reação na competição. Duas vitórias seguidas podem ser pouco para considerarmos uma sequência, mas é um primeiro passo.

Com as voltas de San Martín, Serginho e Jorge Henrique (e a possível barração do Christianno por contusão), teremos uma equipe mais qualificada que a que tivemos contra a Ponte. E jogando um pouco melhor, podemos conseguir o resultado. É ter atenção máxima na marcação, tranquilidade pra trabalhar a bola e fazer com que ela chegue redonda ao Leandrão.

Esse é o momento para espantar de vez a zica que ronda o time. E se a hora é pro “chuta que é macumba”, temos hoje o adversário com o uniforme ideal para isso com propriedade.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Atlético-PR

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Christiano (Júlio César); Serginho, Bruno Gallo, Julio dos Santos e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Weverton, Eduardo, Vilches, Kadu, Sidcley; Otávio, Devid, Nikão, Daniel Hernández, Marcos Guilherme; Walter.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Milton Mendes.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/09/2015. Horário: 16h. Arbitragem: Andre Luiz de Freitas Castro (GO). Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA).

O Canal Premiere transmite para seus assinantes e no sistema pay-per-view em todo país.

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Ontem, replicando o tweet de um torcedor que achava que Jorginho deveria ser mantido para o ano que vem independente de como termine 2015, comentei que ainda era cedo para avaliar esse tipo de coisa. São apenas sete jogos e seu retrospecto – não levando em consideração a classificação na Copa do Brasil – nem é bom: duas vitórias, um empate e quatro derrotas, uma delas, a maior goleada que já sofremos em Brasileiros. O pouco tempo no cargo e a quantidade de trabalho que ainda há pela frente tornam impossível apontar se Jorginho será o nome certo para 2016. Se ele conseguir manter o Vasco na elite, bom, não haverá como contestá-lo. Mas se tudo der errado, talvez ele nem termine o Brasileiro como técnico na Colina.

Mas há algo específico que tem me incomodado de tal forma que, se Jorginho dependesse do meu aval para manter seu posto, já poderia dar entrada no seguro-desemprego: a titularidade do Julio dos Santos.

O paraguaio, que não acerta nada desde o Estadual, foi relegado ao banco no Brasileiro tanto pelo Doriva como pelo Roth. Essa condição mudou com a chegada do Jorginho e se mantém até hoje, mesmo que desfilar sua lentidão, errar passes e perder gols tenha sido tudo o que o meia conseguiu fazer em campo. Não consigo ver qualquer atributo que justifique a firme decisão do treinador em mantê-lo como titular. Mesmo com nosso elenco tão carente de talento, há opções para o Julio tanto defensivamente (o irmão do primo do Messi) como ofensivamente (Andrezinho, Índio ou até o Jéferson) que poderiam ser testadas. Ter o “Rúlio” em campo atualmente só tem um resultado prático: queimar uma alteração, já que isso invariavelmente acontece todo jogo.

Gostaria de ouvir as razões do Jorginho para gostar tanto do paraguaio. Pelo que tem oferecido ao time, é incompreensível. Só consigo pensar em motivos extracampo. Lembrando que Julio tem um empresário que criou um grande desgaste com o Celso Roth pela barração dos seus jogadores no elenco e que a diretoria o considera uma das maiores contratações na temporada.

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Arquivado em Adversários, Pré-jogo

Recuperação lenta, boataria rápida

entorse_cantagaloFez muito bem o departamento médico do Vasco lançar uma nota oficial sobre a condição do Martín Silva. Importante para sabermos o quanto sofreremos com Charles no gol, a quantas anda sua recuperação (a tal lesão parcial sindesmose e do ligamento do talofibular anterior do tornozelo esquerdo é uma contusão complicada, e foi bom sabermos que o goleiro está em tratamento intensivo) e, principalmente, para acalmar a torcida, já agitada com a boataria sobre uma possível transferência.

Da minha parte, não havia essa preocupação. Se San Martín veio para disputar a Série B, aguentou o clima instável e os atrasos de salários da gestão anterior, não vejo motivos para ele cogitar sair do clube nesse momento. Mas o disse-me-disse era inevitável: sendo um dos melhores goleiros em atuação no Brasil atualmente e não tendo completado sete jogos no Brasileirão, natural a preocupação da torcida com o possível assédio de outras equipes. Principalmente as que podem oferecer salários maiores, como o São Paulo, que ficará sem Rogério Ceni em breve.

Infelizmente não há previsão para o retorno do nosso goleiro titular aos gramados. Mas se é para procurarmos um ponto positivo nessa situação, sua contusão deve diminuir o interesse imediato de outros times pelo jogador. Se algum dos grandes clubes brasileiros precisa com urgência de um novo goleiro, dificilmente tentarão um acerto com um atleta lesionado e sem previsão para estar recuperado.

Exceto o Fluzim, claro. Para o laranjal, o importante é tentar ter tudo o que o Vasco tem.

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E já que falamos no São Paulo, nosso adversário na próxima rodada…

Bruno Lima, setorista do Vasco na Rádio Tupi, divulgou em sua conta no Twitter uma possível formação do Vasco, do meio para frente, para o confronto contra o cervídeos paulistas. Segundo o repórter, Roth mandará a campo três volantes, Andrezinho armando e Riascos e Gilberto no ataque.

Não esquecendo que o treinador vascaíno não tem tantas opções assim no elenco, armar um time que precisa desesperadamente da vitória com três volantes nem é o que me preocupa. Como sempre disse, não é o número de volantes que faz um time mais ou menos ofensivo: mesmo que o Roth escalasse uma meiuca com Guiña, Índio, Primo do Messi e Andrezinho, dificilmente nossa equipe deixaria de jogar defensivamente.

O que me parece ser mais problemático em ter Lucas, Serginho e Guiñazu em campo é saber como será nossa saída de bola. Lucas e Serginho parecem estar numa briga acirrada para saber qual dos dois errará mais passes em todo o Brasileiro. E o Guiña também não é muito famoso pela sua qualidade de passe.

A se confirmar essa formação, é bom que a torcida prepare o coração para fortes emoções em Brasília…

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E o meia armador?

Francisco da Costa Menezes Jackson, mais conhecido como Jackson Caucaia finalmente foi apresentado oficialmente como jogador do Vasco. Procurei informações sobre o tempo e a natureza do contrato (se é empréstimo ou aquisição), mas não encontrei.

Como já havia dito por aqui, não dá pra falar mal do reforço antes de vê-lo em campo. E Caucaia ao menos tem a seu favor o fato de já ter trabalhado com Doriva, o que deve significar ao menos sua aprovação. A questão é saber se, mesmo sendo uma boa opção para o elenco, se Caucaia terá utilidade no elenco.

A diretoria, dentro das dificuldades que todos conhecemos, tem trazido reforços e Caucaia é a quarta contratação para o segundo semestre. Os três primeiros reforços, o meia Emanuel Biancucchi, o lateral-esquerdo Julio César e o volante Diguinho ainda não estrearam. Desses, apenas Julio César e o primo do Messi podem suprir as mais evidentes limitações do grupo.

Então é de se perguntar: precisamos de mais um volante na equipe? Opções à titularidade do Serginho serão sempre bem vindas, mas tendo Lucas e Índio no grupo, será que precisaríamos investir na contratação de mais dois volantes? Caucaia, um desconhecido para grande parte dos vascaínos, pode ser o melhor nome entre eles, mas se for, o que justifica a contratação do Diguinho?

A ideia por trás do planejamento dessas contratações parece um mistério. Enquanto trazemos mais volantes ao time – agora são seis, descontando o Victor Bolt, que já foi embora – seguimos sem um meia armador além do irregular Jhon Cley e da incógnita Biancucchi e não temos quem faça sombra ao Gilberto (que parece de mal com o gol). Pelo menos, José Luis Moreira negou o interesse do clube em contar com o atacante Riascos, que seria mais um atacante de lado de campo a se juntar com Rafael Silva, Yago, Marquinhos e possivelmente Eder Luis. Se for para trazer mais algum jogador, que seja algum que pelo menos atue nas posições em que mais temos carência.

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Se ele não acrescentasse ao elenco, não estaria aqui” – José Luis Moreira sobre Jackson Caucaia.

Pode até ser que Jackson acrescente algo ao elenco. Mas é engraçado ouvir o VP de futebol falar isso depois de ter contratado uma penca de jogadores no começo de ano que sequer vestiram a camisa do Vasco e foram negociados sem ao menos jogar uma partida.

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Menos é mais

Faturado o Carioca, é hora de pensar no Brasileiro. Até porque domingo já temos o primeiro jogo pela competição.

Hoje foram apresentados os primeiros reforços para a principal competição nacional: os velhos conhecidos Diguinho e Julio César. Já falei sobre eles em outra oportunidade, e resumindo, acho a vinda do primeiro desnecessária e a do segundo interessante. O Diguinho não tem qualidade para ser o “volante moderno” que poderia fazer alguma diferença no time e me parece que seria melhor preparar o Índio ou mesmo ensinar o Jhon Cley a marcar para realizar essa função. Já o Julio César acrescenta porque temos no momento um dos piores laterais esquerdos que já vi como titular.

Ainda há outros reforços chegando. O repatriamento do Eder Luis pode ser uma boa. Vindo do exterior, Eder só poderá atuar quando a janela de transferências for aberta, o que lhe dará um bom tempo para se recuperar depois de uma cirurgia que o deixou fora de combate por mais de um ano. Até lá e se ele voltar a apresentar o melhor do seu futebol, pode fazer uma dupla interessante com Madson, assim como fez com Fagner e reeditar seu auge no clube.

Mas nenhum desses supre a maior carência do time, que seria um meia criativo para usar, com propriedade, a camisa 10 do Vasco. O ainda não aproveitado primo do Messi poderá ser testado no Brasileirão, mas tenho minhas dúvidas se ele será o jogador ideal para a função. Gilmar Ferreira, colunista do Extra que costuma mais acertar que errar, cantou a pedra de que a diretoria estaria conversando com Diego Souza. O meia agrada muito a torcida e como está com o filme meio queimado no Sport, poderia aportar na Colina. Mas há a questão salarial e a concorrência de outros times que podem atrapalhar o negócio.

Atualmente, a volta de Diego Souza seria ótima. Não há no elenco alguém com o seu potencial que jogue na sua posição. A questão é que nem Diego seria o 10 que o time precisa: ele é meia atacante, finaliza bem e tem habilidade, mas não é jogador para cadenciar o time, armar jogadas ou municiar os atacantes. Com ele, o Vasco fica evidentemente mais forte. Mas a busca por um camisa 10 não se encerraria.

Seja como for, já podemos ficar um pouco mais tranquilos com ao menos uma coisa: aparentemente não veremos mais uma febre de contratações descabidas. Mesmo que Diguinho, Julio César e Eder Luis não sejam a oitava maravilha do mundo, são contratações que não desagradam numa avaliação de custo x benefício. E é isso que o time precisa para o Brasileiro: contratações melhores em qualidade e menores em quantidade.

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