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Melhor o “old” Joel…

Quando saiu a escalação definida por Joel para iniciar a partida contra o Atlético-GO, alguns torcedores se revoltaram com a escalação do Aranda e do Edmilson tendo Pedro Ken e Thalles no banco. Para mim, não havia motivo para celeumas: na minha opinião, Aranda ou Pedro Ken era o típico “6 por ½ dúzia” e colocar o artilheiro do time na temporada para recuperar o ritmo estava longe de ser um equívoco do treinador.

Com o time mostrando a dificuldade de sempre para criar jogadas contra adversários que esperam os contragolpes, uma breve olhada no Twitter mostrava em tempo real que mais torcedores contrariados com a escalação. Eu sinceramente não via como o Pedro Ken poderia fazer o Vasco criar mais ou o que o Thalles poderia ter feito de diferente do Edmilson, se a bola não chegasse no garoto tanto quanto não chegou ao camisa 7. Mas ainda assim, um monte de gente tuitava que Aranda e Edmilson eram os problemas do time.

O primeiro tempo foi entediante pela falta de emoção. O Vasco não conseguia criar chances e o Atlético não tinha capacidade de contra-atacar. Tirando um lance do Dragão, num dos poucos contragolpes que arrumou, que obrigou Martín Silva fazer uma defesa espetacular, nada acontecia. Até que aos 42, Maxi Rodriguez acertou um belo passe para Edmilson, que avançou e chutou sem chances para o goleiro. 1 a 0 Vasco.

A incipiente criação de jogadas fez com que Joel mexesse no time ainda no intervalo, tirando o criticado Aranda e colocando Ken no seu lugar. O time ganhou um pouco em movimentação, mas ficou claro que o poder de marcação diminuiu. O Atlético teve mais espaços e o Vasco não parecia muito interessado em resolver a questão. Com uma marcação displicente e uma aparente descrença no poder do adversário, deixamos nossos anfitriões empatarem numa cochilada generalizada da defesa.

Thalles já havia substituído Edmilson e como os meias não criavam, o garoto teve que, mais uma vez, se afastar muito da área para buscar jogo, tornando-o uma peça sem efetividade alguma no time. Guilherme Biteco, a outra substituição do Joel, não conseguiu trazer qualquer melhoria ao que Maxi Rodriguez já vinha fazendo. A pressão vascaína, que nada conseguia fazer de prático, não adiantou. Empatamos, seguimos sem vencer no novo Mané Garrincha e jogamos no lixo nossa segunda chance de chegar à liderança (ou, como vimos ao fim da rodada, de chegar à segunda colocação, mas empatados com o líder).

Adepto da cautela, é raro vermos o Joel colocar o time pra frente com suas alterações, e estando com vantagem no placar, então, isso é quase impossível. Ontem, ao tirar Aranda e colocar Ken, nosso treinador tirou um jogador que vinha dando maior consistência à marcação pelo meio para colocar outro que não tem capacidade para armar jogadas a ponto de compensar a perda no poder de combate pelo meio. Se fosse o Dakson ou mesmo Jhon Clay no lugar do Aranda, a alteração faria sentido. Ou, mais condizente com o que conhecemos do Natalino, que ele começasse a partida com o Ken e, caso abríssemos o placar, colocasse o Aranda para dar mais segurança à zaga.

Joel fugiu das suas características e se deu mal. Se essa foi uma tentativa de mostrar que não está parado no tempo, melhor contarmos com o velho Natalino de sempre.

As atuações…

Martin Silva – não podia fazer nada no gol e ainda evitou um gol certo do Dragão com uma defesa inacreditável ainda no primeiro tempo.

Diego Renan – voltou de contusão atuando pela direita e nunca mais foi o mesmo. Nem apóia como costumava, nem defende bem: na jogada do gol de empate, deixou o jogador que centrou a bola dentro da área com toda a liberdade do mundo.

Rodrigo – foi bem nos desarmes e estava na podre no lance do gol. Cobrou duas faltas perigosas.

Douglas Silva – no lance do gol, cortou a bola no início da jogada e não pode acompanhar a sequência. Não chegou a ter problemas no resto da partida.

Lorran – tem mostrado mais personalidade nos jogos, mas ainda erra mais do que acerta. Se lança ao ataque demais e vacila na marcação (não acompanhou o atacante que marcou o gol de empate, por exemplo). Mas é preciso paciência com o garoto, até porque, pior que o Marlon ele não é.

Guiñazu – mais uma vez foi o grande cão de guarda do time, mas exagerou nas faltas. Um juiz mais rigoroso poderia tê-lo expulsado, se não pela violência, pela quantidade de faltas. Tentou ajudar na criação quando pode e fez bem as saídas de bola do time (exceto numa jogada em que perdeu a bola esperando o juiz marcar uma falta que não aconteceu e quase sofremos a virada).

Fabrício – passou a maioria do tempo se preocupando com a marcação – onde vinha bem – e pouco ajudou na parte ofensiva. Caiu junto com o time no meio do segundo tempo e não fechou tão bem os espaços pelo meio. Quase marcou um gol de cabeça.

Aranda – era o volante com mais liberdade para chegar à frente, mas tirando a vez em que deixou Douglas na cara do gol para desperdiçar uma chance clara de gol, pouco fez. Em compensação, garantiu um maior poder de marcação no meio, o que acabou com a entrada do Pedro Ken no seu lugar. Ken até trouxe mais movimentação ao time, mas não o bastante para que conseguíssemos criar chances de gol. No combate, Ken não teve a mesma eficiência que o volante paraguaio.

Douglas – sua atuação só não pode ser chamada de discreta porque o gol feitíssimo perdido pelo camisa 10 mandou a discrição pro espaço. Nem nas bolas paradas tem se destacado.

Maxi Rodríguez – luta muito e sempre procura o jogo, mas a única jogada que acertou foi o passe para Edmilson marcar o gol vascaíno. Fora isso, muitas tentativas e muitos erros. Guilherme Biteco entrou em seu lugar e desse sim podemos dizer que não acertou nada. Na única chance que teve para fazer algo que preste, preferiu o chute sem ângulo a passar a bola para Edmilson, que entrava de frente pro gol.

Edmilson – passou o primeiro tempo praticamente sem receber bolas, já que os meias não conseguiam municiá-lo. Quando teve uma chance, não desperdiçou: mandou um balaço para marcar seu 13 gol na temporada. No segundo tempo, faltou perna para marcar o segundo em uma arrancada que começou ainda no nosso campo. É pouco, mas o cara ainda é o artilheiro do time na temporada. Precisa de mais ritmo de jogo para voltar a ajudar mais vezes o Vasco. Thalles entrou em seu lugar e, passando pelo mesmo problema da falta de bolas em condições de marcar, volta para buscar jogo. E nessa, o garoto fica muito longe da área para tentar os arremates.

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Só mudou a mosca

Pelo que vimos na derrota – e subsequente eliminação na Copa do Brasil – do Vasco para o ABC, podemos dizer que, finalmente, a Era Adilson acabou. Todos os defeitos que o time vinha apresentando sob o comando do agora definitivamente ex-treinador foram seguidos à risca pela equipe comandada pelo interino Jorge Luiz. Erros de passe em profusão, falhas de cobertura, criação inexistente e uma total incapacidade de variações táticas que fossem capazes de superar as mais ridículas retrancas é a descrição da partida. Resumindo, mudou a mosca, mas merda continuou a mesma.

No fim das contas, a pergunta feita no post de ontem só poderia ter uma resposta: Jorge Luiz não poderia fazer nada pelo time. E nada foi exatamente o que o interino fez. Até a mania do Vasco apenas assistir o adversário jogar um tempo inteiro (mesmo com a necessidade de marcarmos gols) para só tentar uma pressão na etapa final aconteceu mais uma vez.

Claro que a derrota não é culpa exclusiva da dupla Adilson/Jorge Luiz. A incapacidade de alguns jogadores, a queda de rendimento de outros e o descontrole geral da equipe também contribuíram para a bizarra eliminação. Tão bizarra que veio com um gol irregular do ABC e com Diogo Silva sendo um dos poucos destaques do Vasco, senão o melhor em campo. Esperar que algo desse certo num cenário como esse era demais.

A eliminação, com derrota, para um time que luta para não entrar no Z4 da Série B era a vergonha que faltava à gestão Dinamite, que pelo menos nas Copas do Brasil que disputou, não fez feio em nenhuma. E mais uma vez o time precisa se reconstruir depois de mais um fracasso, com o agravante de não ter um técnico para conduzir a renovação e com a instabilidade política comprometendo ainda mais o ambiente do clube.

Agora, sem a vinda de Enderson Moreira (que fechou com o Peixe em cima da hora) e sem um nome aceitável para assumir o grupo, a diretoria terá que se esforçar muito para reverter esse quadro. Rodrigo Caetano (que tem grande parcela de culpa nisso, por bancar a permanência do Adilson por tanto tempo) terá que tirar da cartola um treinador que ao mesmo tempo seja competente, aceite ganhar pouco e, tão importante quanto, que agrade a torcida. Porque nesse momento o Vasco não pode, de maneira nenhuma, prescindir do apoio dos vascaínos.

***

As atuações? Uma preguiça absoluta e falar do que os jogadores fizeram ontem…Se salvaram Diogo Silva (!!!!) e Maxi Rodriguez, pelo gol.

Na defesa, mais uma gol de bola parada, ainda que em impedimento, é o bastante para mostrar como nossos zagueiros foram mal. E quando subiram, não foram melhores: Rodrigo desperdiçou duas boas cobranças de falta e Douglas Silva, que vacilou feio no segundo gol do ABC, ainda perdeu o gol mais feito do Vasco aos 47 do segundo tempo.

Nas laterais, Diego Renan nem comprometeu, se levarmos em consideração que acabou de voltar de contusão. Apoiou quando pode mas perdeu um gol feito. Na esquerda, uma lástima: tirando um cruzamento certo para o Kleber, Marlon foi uma negação em todos os sentidos. Nem foi visto onde deveria estar no lance do primeiro gol do ABC, que saiu pela ponta esquerda. Lorran entrou em seu lugar, não conseguiu executar o primeiro drible que tentou e aparentemente perdeu toda confiança, errando tudo o que tentou.

Sobre os volantes, Aranda surpreendeu positivamente, tentando criar e sendo até mais efetivo que os meias que tinham essa função. Também tentou finalizar duas vezes. Já o Guiña, foi o de sempre: produz mais carrinhos que a indústria automobilística. Mas é alguém a tentar acordar um time que parece dormir durante boa parte do jogo.

Os meias titulares foram terríveis: Douglas não fez nada e só apareceu quando, descontrolado, arrumou uma briga e foi expulso. Dakson até tentou se movimentar para criar opções de jogo, mas tentou resolver tudo sozinho vezes demais. Montoya foi só correria e quando tentou ajudar na defesa, tomou um chapéu ridículo e deixou o atacante do ABC livre para marcar o primeiro gol.

Os atacantes passaram em branco. Apesar da luta, Kleber pouco conseguiu fazer e Thalles entrou em campo numa posição muito longe da área para quem deveria entrar como centroavante.

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Menos que pouco

O empate contra o ABC em São Januário foi terrível, mas acaba sendo o menos grave se analisarmos toda a situação com calma. O resultado de ontem, a forma como deixamos a vitória escapar e a postura do time foram as mesmas de tantos outros empates e derrotas esse ano. Com isso, infelizmente já deveríamos estar acostumados e não deveria ser mais um motivo de preocupação. Mais preocupante pra mim é o cenário da equipe sob uma visão mais ampla.

Sofrer um gol antes dos 5 minutos de bola rolando, pressionar sem conseguir levar muito perigo ao adversário, correr riscos nos contra-ataques, errar um caminhão de passes, perder gols e penar para conseguir um empate contra um adversário evidentemente inferior tecnicamente e que passou 80% do jogo se defendendo poderia ser, como falei acima, a descrição de outros tantos jogos do Vasco. Mas pior que o resultado e mesmo pior que complicar a classificação para as oitavas da Copa do Brasil é saber que, do Vasco sob o comando do Adilson, não podemos esperar nada muito diferente.

Estamos empatados com os líderes da Série B – repito, SÉRIE B! – por conta de uma sequência de vitórias, que por sinal não foram suficientes para nos levar ao topo da tabela. Isso porque o Vasco não consegue vencer adversários de uma fragilidade evidente. O treinador mexe daqui, muda dacolá, mas não sai disso: tem na sua mão um elenco absurdamente valorizado para o nível da competição e não faz mais que patinar.

Vem uma sequência de empates e caímos posições? Aí temos uma série de barangas pela frente, vencemos algumas partidinhas de forma medíocre e subimos de novo. Empatamos em casa na decisão de uma vaga da Copa do Brasil? Isso não quer dizer muita coisa, já que pelo Brasileiro vencemos o mesmo ABC na sua casa e podemos repetir o feito, mesmo jogando mal. E com isso, nessa gangorra de rendimento, vamos atingindo metas modestas e mantendo as coisas como estão.

Mas digamos que passemos pelo ABC – o que nem é, ou não deveria ser, uma missão das mais complicadas – e avancemos na competição? É quase certo que enfrentaremos nada mais, nada menos que o Cruzeiro. Acontecendo novamente a lógica, rodaremos na próxima fase. Mas aí, os responsáveis pelo futebol vascaíno certamente vão racionalizar o resultado e seguirão o “planejado”, já que ser eliminado para o melhor time do país há quase dois anos não é um absurdo.

Esse, amigos, é um problema muito pior que um empate contra o ABC (até porque, os caras tiveram méritos pelo resultado e futebol é assim mesmo). Enquanto quem dirige o futebol estiver satisfeito e os jogadores apoiarem o Adilson, nada mudará. Mesmo com o nível indigente do futebol que temos apresentado, vamos subir para a Série A. Mesmo com esse empate de ontem, ainda aposto na nossa classificação para as quartas da Copa do Brasil. O problema é que o desempenho ridículo do time não é o bastante para agradar nem o vascaíno mais tranquilo. Ficar satisfeito com o Vasco do Adilson é se contentar com menos que pouco; é se contentar com nada.

As atuações…

Martín Silva – não tinha o que fazer no gol sofrido e impediu pelo menos um outro. Contou com a sorte também em pelo menos dois outros lances no primeiro tempo, quando tirou as bolas da direção do gol com o olhar.

Carlos Cesar – correria e só: é fraco na cobertura – o gol saiu pela sua lateral – e no apoio erra tudo o que tenta. Saiu contundido e Aranda entrou em seu lugar e, mesmo contra um adversário que poucas vezes arriscou atacar no segundo tempo, deixou alguns espaços pelo meio.

Rodrigo – deu muito azar no lance do primeiro gol: tentou cortar uma bola que evidentemente iria para fora e acabou ajeitando o lance para o atacante do ABC. Com o time avançando desordenadamente para tentar o empate, teve alguns problemas com os contra-ataques adversários. Tomou um amarelo por reclamação, algo inaceitável para alguém com a sua experiência.

Douglas Silva – menos tenso que seu companheiro de zaga, acabou sendo importante ao ganhar uma disputa de bola na área adversária no lance do gol do Kleber.

Marlon – deve ser o dono do título mundial de lateral que mais isola cruzamentos.

Guiñazu – Um dos melhores da partida. Além de ser o monstro de sempre na marcação (talvez exagere um pouco na quantidade de carrinhos que dá), ontem até quando avançou foi bem, distribuindo bem a bola e quase marcando um gol ainda no primeiro tempo.

Fabrício – mostrou empenho, mas o gol logo no começo fez com que o volante avançasse mais que o normal para o ataque, onde tirando um chute de fora da área com relativo perigo, pouco fez. Foi para a lateral no segundo tempo e só fez uma coisa de marcante: conseguir ser expulso por reclamação.

Douglas – ontem até que correu bem mais do que estamos acostumados a ver, mas infelizmente não conseguiu ser o articulador de jogadas que o time precisava. E, mais uma vez, não foi bem nas bolas paradas.

Maxi Rodríguez – se movimentou bem, mas na maioria das vezes não conseguiu superar a marcação adversária. Sem repetir o bom desempenho da estreia, cedeu lugar ao Thalles, que jogando muito afastado da área pouco fez.

Montoya – não tem medo de arriscar jogadas e mostra muita raça. Mas sem concluir jogadas, acaba sendo pouco efetivo. Edmilson entrou em seu lugar e nos pouco mais de 15 minutos que esteve em campo foi mais notado ajudando na marcação que no ataque.

Kléber – no primeiro tempo, uma atuação que pode ter sido a sua melhor com a camisa do Vasco: correu, brigou, abriu espaços para os companheiros, criou jogadas e foi premiado com o gol de empate. Nessa, foi outro a tomar um amarelo ridículo, ao tirar a camisa na comemoração. No segundo tempo caiu de produção, não sendo nem de longe tão perigoso quanto na primeira etapa.

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Mais uma na conta do Adilson

Muito poderia se dizer sobre a derrota do Vasco para o lanterna da competição, o Vila Nova.

Que os desfalques fizeram falta.

Que o time não jogou nada no primeiro tempo, quando em vários momentos a displicência era evidente.

Que os jogadores erraram passes demais e em diversos lances sequer conseguiam matar as bolas recebidas.

Que o treinador ainda se mostra um incapaz na hora de armar o time contra retrancas, que faz escolhas esdrúxulas e que substituições estranhas.

Que no segundo tempo a incapacidade foi do time em construir jogadas que rendessem chances claras de gol.

Que, diferente do que fez nas últimas rodadas, o Vasco volta a não fazer a sua parte e perde uma partida que não poderia – e pelo jogo, nem merecia – perder, em um momento péssimo: além de não chegar à liderança, viu os adversários abaixo encostarem e terá que jogar sem Douglas na próxima rodada.

Mas, pelo menos pra mim, é IMPOSSÍVEL não considerar como lance capital da partida mais uma falha do Diogo Silva. O mesmo Diogo Silva que foi um dos grandes responsáveis pelo nosso rebaixamento ano passado, que continuou e continua falhando esse ano e que tem como justificativa para sua posição como reserva imediato de Martin Silva “ser experiente”.

O que adianta ser mais experiente se toda bola chutada, seja com qual força for, é rebatida pra frente da área, de preferência no pé do atacante adversário mais próximo? Ou ter experiência e cometer pixotadas como o lance em que ele erra o tempo de uma bola fácil e se viu obrigado a agarrar a bola fora da área?

Resumindo, o que adianta ser mais experiente se ele é um péssimo goleiro?

Então estou dizendo que a culpa da derrota é do Diogo Silva?

Não. A culpa não é do goleiro. A culpa é de quem o escala havendo opções melhores no elenco. A culpa, como na maioria das vezes, é do Adilson.

As atuações….

Diogo Silva – como de costume, sofremos um gol após mais uma – entre várias feitas na partida – rebatida pra frente da área. Além disso, protagonizou um lance bizarro em que teve que pegar a bola com as mãos fora da área.

Carlos Cesar –  marcou o gol – com uma grande ajuda do zagueiro que matou o goleiro do Vila Nova com um desvio – mas fora isso, deixou uma avenida pela sua lateral. E mesmo na marcação foi várias vezes envolvido, como no lance do primeiro gol, quando foi facilmente driblado. Saiu para a entrada do Aranda, que pode apoiar o quanto quis, já que o adversário se limitou a se defender na etapa final. Lutou, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Luan – comprometeu completamente sua atuação ao fazer atrasado a linha burra no lance do segundo gol adversário. No resto, se saiu melhor que o ataque do Vila Nova na maioria absoluta das jogadas.

Douglas Silva – não conseguiu cortar o passe para o segundo gol do Vila, mas de resto não teve muitos problemas. Quase marcou um belo gol em cabeçada que obrigou o goleiro adversário a realizar um milagre.

Marlon – foi presença constante no apoio e poderíamos até dizer que teve uma boa atuação se conseguisse acertar mais os cruzamentos. Ontem, deve ter tido uma média de acerto de 10%.

Guiñazu –  fez o que tinha que fazer – teva a seriedade de sempre na marcação – e quando o jogo virou ataque x defesa, ainda tentou ajudar na criação de jogadas.

Fabrício – também se empenhou na marcação, mas com um time em câmera lenta no primeiro tempo, acabou sobrecarregado. No segundo jogou praticamente do meio pra frente, mas falhou sempre quando tentava cruzamentos.

Douglas – uma boa bola em profundidade no primeiro tempo e só. De resto, não foi bem nem nas bolas paradas.

Guilherme Biteco – errou muitos passes, foi individualista demais em alguns momentos e não chegou nem de perto a colaborar com a marcação como faz o Dakson. Saiu ainda no intervalo para a entrada de Montoya, que foi o motor para o abafa de 50 minutos que o Vasco impôs ao Vila Nova. O problema é que, apesar de ser muito voluntarioso e brigador, o colombiano não foi feliz na maioria das jogadas.

Kleber – foi o melhor do ataque, servindo os companheiros com boas bolas (inclusive a do gol do Carlos Cesar). Mas com o meio de campo apático e a marcação adversária muito forte, acabou jogando muito distante do gol. E jogando a base de um efeito suspensivo, a última coisa que ele poderia fazer era dar um tapa na cara de um jogador do Vila Nova.

Edmilson – apagado em campo, nas poucas chances que teve finalizou muito mal. Saiu para a entrada de Rafael Silva, que pior ainda, perdeu o gol mais feito do jogo ao mandar pelo alto uma bola cabeceada na linha da pequena área.

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Na hora certa

O Vasco vinha subindo de produção desde a volta do Brasileiro, o que não se refletia numa melhora técnica da equipe. O time vinha vencendo, mas estava muito longe de convencer a torcida. Por isso, todos esperavam uma partida complicada contra um Ceará cheio de moral. Mas depois de muito tempo e justo quando tínhamos pela frente o time de melhor campanha na competição, o Gigante fez a sua melhor partida e venceu o Vozão sem maiores complicações.

A atuação do time justo nesse momento serve para deixar a torcida mais confiante. Fazia tempo que o Vasco fracassava na hora em que precisava construir um resultado e dessa vez conseguiu, algo que não começou ontem, mas com as difíceis vitórias sobre o ABC e o Náutico fora de casa. Foram essas vitórias que nos permitiram chegar ao jogo em condições de empatar em número de pontos com o líder do campeonato.

E, diferente das últimas três vitórias, quando penamos para vencer adversários evidentemente mais fracos, conseguimos impor nosso futebol sobre uma equipe que vinha de resultados expressivos: longa invencibilidade, três vitórias consecutivas jogando fora de casa e eliminação do Internacional (no momento, líder da Série A) na Copa do Brasil, com duas vitórias. Mas seus resultados ou a motivação extra pelo bom desempenho não foi o bastante para que o Ceará pudesse nos trazer problemas na construção do resultado.

Partindo desde o começo para o atque, o Vasco encurralou o alvinegro em seu campo e, mesmo com nosso oponente muito bem preparado para atuar no contra-ataque, conseguimos criar jogadas e impedir que o Ceará partisse em velocidade quando recuperava a bola.

Com o meio de campo congestionado, o caminho era usar os lados do campo, explorados com eficiência tanto pelos laterais como por Guilherme Biteco. Em uma jogada assim quase abrimos o placar: Biteco avançou e recebeu pela direita e viu seu centro para o meio da área ser cortado com o braço por um defensor adversário. O juiz marcou pênalti e Douglas não conseguiu converter, vendo sua cobrança ser defendida pelo goleiro.

Mostrando uma atitude diferente da que tinha, o Vasco não se abateu com o lance e seguiu pressionando até marcar, menos de cinco minutos depois: Douglas deu excelente passe para Marlon, que cruzou para área. Kléber acertou um voleio de primeira após o corte do goleiro estufou as redes.

No segundo tempo era inevitável a expectativa da torcida por uma repetição do que temos visto há muito tempo: o Vasco se contentando com uma diferença mínima e dando espaços ao adversário. E isso até aconteceu. Ainda que sem levar muito perigo, vimos o Ceará finalizar mais vezes no começo da etapa final do que durante todo o primeiro tempo. Mas não demorou para o Vasco voltar a marcar bem e dar o golpe final logo aos 11 minutos, com um belo gol de falta de Douglas. Depois disso, o Vozão não mostrou qualquer força para reagir e controlamos o restante do jogo com muita facilidade.

A vitória, quarta seguida na competição, chegou no momento ideal. Vencemos com autoridade, contra um dos poucos adversários que poderiam nos trazer alguma preocupação. Além disso, chegamos à mesma pontuação do líder, abrimos quatro pontos para o terceiro colocado e teremos dois adversários teoriacamente fáceis nas próximas rodadas, o que pode facilitar nossa chegada ao topo isolado da tabela. Agora é esperar que o Vasco mantenha o nível e que não se deixe influenciar pela bagunçada política do clube para consolidar o caminho do título e, principalmente, da volta à elite.

As atuações…

Martín Silva – quase levou azar no primeiro lance do jogo, quando rebateu uma bola em cima do Douglas Silva que quase foi para as redes. Tirando isso, pouco teve o que fazer.

Carlos Cesar – foi útil como forma de escapar da forte marcação do Ceará pelo meio. Falta maior precisão nos cruzamentos. Na defesa não chegou a ter muitos problemas.

Rodrigo – se deu melhor sobre o ataque cearense na maioria absoluta dos lances. No início da partida cometeu uma falta violenta que poderia render um vermelho (e que pareceu uma forçada de amarelo, para desfalcar o time contra o lanterna Vila Nova, na próxima rodada).

Douglas Silva – também não teve muito trabalho com os homens de frente do Ceará e quase marcou um gol de cabeça no primeiro tempo.

Marlon – até ele foi bem no jogo, ajudando constantemente no apoio e fazendo o cruzamento que terminou no gol do Kléber. No segundo tempo, quase fez sua segunda assistência, mas Edmilson cabeceou pra fora.

Guiñazu – fechou bem os espaços, ajudando a parar o ataque mais positivo da competição. Chegou a ajudar a puxar contra-ataques no segundo tempo.

Fabrício – também acertou no posicionamento, sendo importante no bloqueio dos contragolpes do Vozão. Deu belo passe para Biteco no lance do pênalti.

Dakson – acabou ficando um pouco abaixo dos outros companheiros do meio por não conseguir fugir da marcação adversária. Que, a bem da verdade, o parou muito com faltas, inclusive obrigando Dakson a ser substituido por contusão. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais presente ajudando na marcação que na criação de jogadas. Poderia ter feito uma assitência para o que poderia ser nosso terceiro gol, mas errou bisonhamente um passe simples.

Douglas – poderia terminar a partida como vilão depois de perder um pênalti com o placar ainda zerado, mas acabou sendo o nome do jogo: iniciou a jogada do primeiro gol com um passe que mostrou sua visão de jogo e marcou o outro cobrando falta com precisão. Saiu no final para a entrada do Montoya que não teve tempo para mostrar muita coisa.

Guilherme Biteco – um dos nomes da partida, foi a melhor opção no ataque ao longo do primeiro tempo. Caindo pela direita, deu trabalho para a zaga adversária e foi o autor da jogada que nos rendeu um pênalti. No segundo tempo caiu de produção e cedeu lugar para Edmilson, que mesmo sem ter tido muitas chances desde a volta da Copa, parece estar com um pouco mais de ritmo de jogo: mostrou bom posicionamento e teve duas chances de marcar em jogadas áreas.

Kleber – a luta de sempre e um belo gol, mostrando bom posicionamento e precisão no arremate.

***

Vale comentar sobre a presença da torcida, pelo que houve de bom e o que houve de ruim.

Ponto positivo para os torcedores que lotaram São Januário e apoiaram o time como devem, ou pelo menos deveriam, fazer sempre. Se o time mantiver o nível das atuações, em breve a Colina ficará pequena para o número de torcedores que desejarão ver o time em campo.

Ponto negativo para a briga entre membros da Força Jovem do lado de fora do estádio. É inacreditável ver torcedores de um mesmo clube brigarem, mas ver membros de uma mesma torcida é algo estarrecedor. Essa cena deprimente é mais uma no longo prontuário de episódios negativos das organizadas. E mais uma que entra na conta da brigalhada política por conta da eleição no Vasco. E não será surpresa para ninguém se o nome de dois candidatos estiverem no rol de motivos para a pancadaria.

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Aos trancos e barrancos

Em mais uma partida com qualidade pra lá de questionável, o Vasco fez seu papel, venceu o Náutico – que pelo futebol apresentado tem grandes possibilidades de repetir o feito tricolete do duplo rebaixamento – e finalmente retornou ao G4, ainda que aos trancos e barrancos. Como já estamos acostumados a ver, o Vasco só atuou bem parte da partida, perdeu uma penca de gols (muito por conta do melhor jogador em campo, o goleiro Julio Cesar), se deixou pressionar uma equipe bem mais fraca e venceu com um gol fortuito.

Se dessa vez a vitória não foi garantida com um lance de bola parada, só vencemos por conta de um gol acidental. Depois de um chute fraco e despretensioso, Dakson abriu o placar logo aos seis minutos, contando com o providencial desvio do zagueiro adversário que matou seu goleiro. E aí veio o único momento fora do normal do que temos apresentado ultimamente: mesmo com a vantagem, o Vasco seguiu dominando a partida e até criou algumas chances claras de gol, que só não entraram por culpa de diretoria (explico: se ao emprestar o Alessandro ao Náutico a diretoria não tivesse colocado uma cláusula impedindo o goleiro de atuar contra o Vasco, ele seria o titular ontem e não teríamos pela frente um Julio Cesar em dia de paredão).

Mas aí veio o segundo tempo e as coisas, infelizmente, voltaram ao normal. O time passou a ceder espaço para o adversário a ponto da frágil equipe do Náutico começar a se engraçar e ameaçar chegar ao empate. E em alguns momentos, só não conseguiu igualar o placar por conta das próprias limitações. As coisas só melhoraram pro nosso lado quando o juizão, que aparentemente ganhava comissão por cartão amarelo mostrado, expulsou Cañete, volante adversário. Foi a ducha de água fria que acabou de vez com o ímpeto do Timbu.

Foi mais uma partida ruim, na qual o Vasco jogou muito pouco? Foi. Mas com isso já estamos acostumados e ontem, pelo menos, conseguimos nossos objetivos. A vitória foi importante para a classificação do time, mas também por elevar a moral justamente antes de um jogo ainda mais importante, contra o líder Ceará. Se o que esperávamos era uma arrancada rumo à liderança, o time, mal ou bem, fez a sua parte. Sábado que vem é hora da torcida fazer a sua, lotando São Januário e fazendo da nossa casa o caldeirão que provoca tremores aos adversários.

O time, com suas atuações maioumenos, tem nos dado muitos motivos para reclamar; Nós, os torcedores, não podemos dar a chance dos jogadores poderem reclamar de volta.

As atuações…

Diogo Silva – uma de suas melhores atuações em todos os tempos por um único detalhe: não sofreu gol. Em se tratando de quem estamos falando, é um grande feito (mas não deixou de dar a sua “quiabada”, quase entregando uma bola no pé do atacante após uma defesa).

Carlos César – foi presente no apoio no primeiro tempo, fazendo pelo menos duas jogadas que por pouco não acabaram em gol. Defensivamente deu suas vaciladas, e acabou sendo substituído por Douglas Silva, que entrou e foi o “zagueiro-zagueiro” do time, tirando as bolas que chegavam à nossa área na base do chutão sem o menor constrangimento.

Rodrigo – sua melhor atuação desde que voltou de contusão, conseguiu se sair bem mesmo quando o time resolveu fazer de tudo para que o Náutico empatasse a partida. Quase marcou de cabeça e numa cobrança de falta.

Luan – voltou ao time e parece que atuar ao lado do Rodrigo realmente faz bem ao garoto. Seu melhor jogo em muito tempo, ainda que tenha tido um ou outro vacilo.

Marlon – no apoio, é uma nulidade; na defesa, vive tomando os dribles mais primários. Só com essa íngua em campo para a torcida chegar a sentir muito a falta do Diego Renan.

Guiñazu – a disposição de sempre, mas errou alguns passes bobos que iniciaram algumas jogadas perigosas do Timbu.

Aranda – atuação discreta, praticamente se atendo à marcação, o que não fez bem em alguns momentos. Seu principal momento foi num erro: a bola que ele furou acabou parando nos pés do Dakson para marcar o gol da vitória.

Dakson – ontem foi o dia do jogo bom do Dakson (portanto, esperem atuações apagadas nas próximas duas ou três partidas): apareceu bem para finalizar diversas vezes, e se a vitória foi apenas por 1 a 0, com gol dele, foi porque o goleiro Julio Cesar estava em um dia abençoado e fez um milagre defendendo uma cabeçada mortal do Dakson. Apesar de ter sido decisivo chegando para finalizar, não foi muito útil na criação de jogadas por conta de muitos erros de passe. Saiu pouco antes da metade do segundo tempo e o sumido Jhon Clay entrou em seu lugar, apenas para lembrar aos torcedores os motivos do seu sumiço.

Douglas – tirando um chute perigoso ainda no primeiro tempo – obrigando ao goleiro alvirrubro a fazer outra grande defesa – não acertou praticamente nada. Pareceu ter errado muitos passes por displicência.

Lucas Crispim – não chegou a aparecer antes de sentir a coxa e dar lugar ao Guilherme Biteco que já entrou finalizando com perigo. Mas no segundo tempo, tirando uma enfileirada que fez na defesa pernambucana, pouco apareceu.

Kléber – o aniversariante do dia não chegou a ter uma atuação festiva. Participou da jogada do gol, caindo pela direita e rolando a bola para a furada do Aranda, e não muito mais além disso.

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Com sofrimento

Ok, todos sabem que o importante é vencer, que chegamos à segunda vitória seguida (igualando a “maior” sequência na competição) e colamos de vez no G4. E se levarmos em consideração que conseguimos os três pontos passando fora de casa pelo ABC, e que podemos chegar à segunda colocação já na terça-feira, temos mais motivos para ficarmos satisfeito com o resultado

Mas será que é impossível vencer um jogo com tranquilidade? Mais uma vez vencemos por uma diferença mínima, passando sufoco contra um adversário abaixo da tabela e com um futebol que definitivamente não justifica o investimento feito com o elenco.

 

O principal problema é que a nova formação com dois volantes e dois meias no meio de campo ainda não conseguiu compensar a ausência de um marcador com uma maior efetividade na criação. Temos mais mobilidade e as jogadas saem com mais facilidade? Pode ser, mas não o bastante para vencermos as partidas sem sofrer, principalmente porque tendo menos pegada na marcação, temos passado sufoco quando nossos adversários a se arriscam um pouquinho a mais.

Ontem foi a mesma coisa. No primeiro tempo, fomos relativamente bem, mas como sempre desperdiçamos jogadas e perdemos gols feitos (o pior deles com Dakson). No segundo, já com o placar a nosso favor depois do gol do Kleber ainda na primeira etapa, demos muito espaço para o time potiguar, fomos envolvidos diversas vezes quando o ABC partiu para o ataque em velocidade e deixamos de levar perigo ao gol adversário. E mais uma vez garantimos a vitória com gols ocasionais, o primeiro, num lance de sorte e o segundo com um pênalti. E com o sistema defensivo dando muitos espaços para os donos da casa, quase nos complicamos no final.

Nessa partida ainda podemos dar um desconto ao time por conta dos desfalques: sem Guiñazu perdemos nosso cão de guarda no meio e sem Diego Renan não tivemos a melhor opção ofensiva pela esquerda. Mas no jogo contra o Náutico, que se torna decisivo para confirmar a arrancada do time rumo a liderança, teremos a volta dos titulares e não poderemos repetir os erros que apresentamos tanto ontem como contra o fraco Paraná em São Januário. Igualaremos o número de jogos de todos os competidores e o fato de não alcançarmos a liderança já é ruim o bastante. Sendo assim, vencer na terça se torna uma obrigação.

As atuações….

Martín Silva – mais uma vez correspondeu nas poucas vezes em que foi exigido, garantindo o resultado com pelo menos duas grandes defesas.

Carlos Cesar – fez uma excelente jogada no primeiro tempo, desperdiçada incrivelmente pelo Dakson. No resto do jogo, apoiou pouco e levou algumas bolas nas costas inaceitáveis.

Rodrigo – ainda fora de ritmo, não consegue acertar o posicionamento nas bolas aéreas.

Douglas Silva – se saiu um pouco melhor que o Rodrigo, mas também não foi bem nos cruzamentos feitos pelo ABC.

Marlon – um bom cruzamento e nada mais que mereça destaque. Na marcação, cometeu muitas faltas e acabou sendo substituído ao levar um amarelo. Henrique, que voltou a jogar depois de uma sequência de contusões, pôs seu retorno ao time a perder ao cometer um pênalti no fim do jogo.

Aranda – não consegue ter a mesma eficiência no combate que o Guiñazu, mas aparece na frente com mais perigo. Ontem, quase marcou um gol e chute de fora da área.

Fabrício – com um volante a menos no time, acaba aparecendo menos na criação de jogadas. E se ainda não consegue fechar com perfeição os espaços pelo meio, ao menos ajuda na saída de bola errando poucos passes.

Dakson – um pouco melhor que na partida contra o Paraná, ajudou criando jogadas e sofrendo o pênalti a nosso favor. Mas falhou bisonhamente nas duas chances que teve para finalizar, uma delas, imperdível.

Douglas – acabou sendo decisivo, dando o passe que culminou na jogada do primeiro gol e marcado o segundo, mais uma vez de pênalti. O time não criou muito, mas o camisa 10 participou de quase todas as jogadas.

Lucas Crispim – explorou sua velocidade e conseguiu se sair bem contra a defesa do ABC, mas como era esperado, não resolveu nosso problema de falta de gols: finalizou apenas uma vez e perdeu. Montoya entrou em seu lugar e se esforçou bastante, mas errou passes demais e sua indecisão entre passar ou tentar lances individuais matou várias jogadas.

 Kléber – discreto como sempre, dessa vez pelo menos mostrou oportunismo e precisão na finalização que nos rendeu o primeiro gol. Sentiu a coxa e saiu no intervalo para a entrada do Edmilson, que foi ainda mais discreto, tendo como desculpa o fato de quase não ter recebido boas bolas.

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